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quinta-feira, 24 de setembro de 2020

Estudo do BC mostra que população usou auxílio emergencial para consumo

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
O Banco Central trouxe, no relatório de inflação divulgado nesta quinta-feira (24), um estudo que avalia o impacto do auxílio emergencial, pago pelo governo àqueles que perderam renda com a pandemia do novo coronavírus, no consumo.


A pesquisa mostrou que grande parte dos valores recebidos foram utilizados pela população para fazer compras. Segundo o BC, a simulação sugere que apenas uma pequena parcela do benefício foi destinada à poupança.


"A análise sugere que o auxílio emergencial ajudou a sustentar o consumo durante os primeiros meses de impacto da pandemia. [...] Nesse caso, o fim do programa pode contribuir para a desaceleração do consumo das famílias, ainda que de forma temporária", diz o texto.


O levantamento mediu o impacto do auxílio emergencial sobre o consumo a partir das compras com cartão de débito. Para fazer a simulação, o BC mediu a importância do auxílio por município e o aumento das vendas entre abril e julho, na comparação com janeiro e fevereiro.


"Observamos municípios com diferentes níveis de renda, o auxílio é mais expressivo em alguns, é como se o município fizesse o papel de uma pessoa [na simulação]. Naqueles mais dependentes, pudemos medir se o consumo aumentou com o auxílio. Vimos que grande parte do auxílio foi consumido", explicou o diretor de política econômica do BC, Fábio Kanczuk.


Na simulação da autoridade monetária, o auxílio emergencial teria contribuído em 10,3 pontos percentuais o consumo no período, que cresceu 0,3%.


Pelo modelo, a média obtida foi de 0,83 ponto percentual. Isso significa que em uma cidade em que o auxílio emergencial representa 1 ponto a mais em sua renda, a população comprou 0,83 pontos a mais que um município similar com menor dependência do socorro do governo.


De acordo com o documento, no entanto, o benefício é mais relevante em municípios com maior proporção de trabalhadores informais -que tiveram mais prejuízos com a pandemia.


Assim, sem a renda do trabalho no modelo estatístico, o resultado poderia ser afetado.


"Por outro lado, a variação das compras com cartão de débito pode não representar adequadamente a variação do consumo das famílias no momento. Por exemplo, nota-se que o cronograma do auxílio incentiva o aumento do uso desse meio de pagamento ao permitir compras com cartão de débito antes da liberação para saque ou transferência bancária, o que pode implicar em viés para cima", ponderou o estudo.


Além disso, segundo o BC, outros fatores podem influenciar o movimento do consumo, como outras medidas emergenciais (antecipação do 13º salário a aposentados e pensionistas, adiamento de impostos e outros) e a possibilidade de que as pessoas tenham ido às compras em municípios vizinhos.

Por FolhaPress

sexta-feira, 28 de agosto de 2020

Ecommerce cresce 40% e metade das lojas é de pequeno empreendedor

Foto: Marcello Casal Jr./ Agência Brasil
A pandemia levou o comércio eletrônico brasileiro a um crescimento de 40,7% este ano. Com a expansão, o país tem 1,3 milhão de lojas online, de acordo com pesquisa divulgada nesta quarta-feira (26) pelo BigData Corp. e pelo PayPal. Foi a maior aceleração já registrada desde o início do levantamento feito pelas empresas, iniciado em 2015. Em 2019, o segmento cresceu 37,6% e, no ano anterior, 12,5%. 

Resultado da migração de microempreendedores para a internet, os negócios de pequeno porte representam quase metade do total de lojas digitais. Em 2019, eram 30% do ecommerce. Do total, 92% das lojas não possuem uma sede física. "Para enxergar a presença do pequeno empreendedor no ecommerce brasileiro é preciso avaliar quantos ecommerces não têm sequer um único empregado: pela primeira vez este ano eles são maioria, ou 52,63%", afirmou Thoran Rodrigues, presidente da BigDataCorp.

A pesquisa verificou que o ecommerce representa 8,4% do total de sites no Brasil. Em 2019, a fatia era de 7%. Há cinco anos, o setor respondia por 2,6%. Em relação às regiões, São Paulo desponta em primeiro lugar, com a concentração de 59% dos sites de comércio eletrônico. Depois, vem Rio, com 7%, e Minas Gerais, com 6,2%.

Um dos destaques da pesquisa é o crescimento da relevância do YouTube no ecommerce. Entre as lojas online que usam redes sociais, ele está presente para perfil de marcas em 40% dos casos, atrás apenas do Facebook, presente em 54% das lojas digitais brasileiras.

A adoção de meios de pagamento eletrônicos cresceu 5,4 pontos percentuais em relação a 2019, sendo uma alternativa para 55,68% das lojas. Já o preço médio dos produtos vendidos é inferior a R$ 100 em 76% dos casos. A pesquisa se baseia na captura de dados da internet feira pela BigData Corp., extraída de visitas a mais de 28 milhões de sites. Os dados apresentados foram colhidos na primeira semana de agosto de 2020.

Por Folhapress

quarta-feira, 26 de agosto de 2020

CNC: queda na intenção de consumo das famílias desacelera

Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil
A Intenção de Consumo das Famílias (ICF) apresentou a quinta retração consecutiva em agosto (-0,2%), permanecendo com a pontuação estável no comparativo mensal com 66,2 pontos em uma escala de zero a 200 pontos. Este é o pior índice para um mês de agosto desde o início da série histórica, em janeiro de 2010, segundo a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC).


A queda em relação a julho, no entanto, é a menos intensa registrada nos últimos cinco meses. Em comparação com o mesmo mês de 2019, o recuo foi de 27,6%. O indicador está abaixo do nível de satisfação (100 pontos) desde abril de 2015.

De acordo com o presidente da CNC, José Roberto Tadros, os resultados de agosto mostram que os brasileiros permanecem conscientes da importância da sua renda e cautelosos com o consumo. “O momento atual permanece incerto e exige cautela das famílias. Contudo, os resultados negativos já demonstram desaceleração”, afirmou Tadros, em nota.

Perspectivas melhoram

Após três quedas seguidas, Perspectiva Profissional foi o item que apresentou o maior crescimento no mês (+4,6%), chegando a 70,8 pontos. O indicador Perspectiva de Consumo também registrou variação positiva (+1,5%), após quatro meses de retração e alcançou 60,9 pontos.

“Esse aumento da expectativa de consumir em agosto revela que, apesar de as famílias ainda demonstrarem uma percepção negativa em relação ao consumo atual, as expectativas para o longo prazo já são otimistas”, disse a economista da CNC responsável pelo estudo, Catarina Carneiro da Silva.

O momento atual, no entanto, ainda apresenta resultados negativos, apesar da desaceleração das taxas. O item Emprego Atual recuou 0,5%, seu quinto resultado negativo seguido, mas o menos intenso em cinco meses. Com 85,1 pontos, o indicador terminou agosto como o mais alto entre os índices da pesquisa.

Já o indicador Renda Atual registrou retração de 3,4%, também a quinta consecutiva, chegando a 76,8 pontos, o menor nível da série histórica. A variação negativa, porém, assim como a do item referente ao emprego, foi a menos intensa do período, apesar de ter sido a mais negativa entre os indicadores da pesquisa em agosto.

“Percebe-se que a renda das famílias continua sendo afetada pela crise da covid-19, apesar de dar sinais de uma recuperação gradual. Além disso, os brasileiros demonstraram percepções menos negativas em relação ao mercado de trabalho”, analisou a economista da Confederação.

O item Nível de Consumo Atual chegou à quinta queda mensal consecutiva (-0,5%) mas foi a menos intensa no período. O indicador caiu a 49,2 pontos, o menor nível desde novembro de 2016.

Já o indicador Momento para Duráveis, que avalia o que os consumidores pensam sobre a aquisição de bens como eletrodomésticos, eletrônicos, carros e imóveis, cresceu 2,1%, após acumular quatro quedas seguidas. O item, no entanto, foi o que obteve a maior queda anual (-36,1%) entre os pesquisados e fechou o mês com 40 pontos.

Da Agência Brasil

quarta-feira, 29 de abril de 2020

Artigo: Consumo e vida mais digitais na pandemia

Há pelo menos quarenta dias estamos enfrentando uma situação sem precedentes no Brasil e no mundo: a luta contra o COVID-19 impôs o isolamento social. De uma hora para outra, nos vimos em casa e tivemos que adequar nossas rotinas.

Passamos a viver com diversas incertezas sobre a duração da quarentena, o comportamento do vírus, a continuidade do trabalho, o impacto na economia e na sociedade como um todo. Muitos se adaptam a um novo estilo de vida, o trabalho em home office, reuniões online, aulas à distância, webinars, happy hour digital.

Para abastecer a casa com itens essenciais, precisamos recorrer ao e-commerce das redes ou aos aplicativos como Rappi, iFood, entre tantos outros. O tempo médio de entrega chega a quinze dias em alguns casos, muitos pedidos são entregues incompletos, os canais de atendimento ao consumidor não dão conta do número de contatos. Um verdadeiro caos.

Neste contexto vivemos mais uma incerteza: a de não ter acesso a produtos essenciais durante o confinamento e, portanto, precisamos recorrer às lojas físicas, como supermercados, atacarejos e farmácias. A experiência de consumo nem sempre é positiva, há ruptura de produtos e marcas de preferência, os preços das commodities sobem, faltam itens básicos de limpeza como álcool, álcool em gel, panos e lenços de limpeza, toalha de papel.

Tenho estudado os boletins semanais de diversos institutos e consultorias como Nielsen, Kantar, Delloitte, Bain&Company, webinars com lideranças do varejo e da indústria, que abordam ideias para resolver os problemas evidenciados durante a pandemia.

Temos uma certeza que nos motiva: podemos ver exemplos de criatividade, inovação em serviços e colaboração nos negócios. Notamos a aproximação entre indústrias e varejistas, soluções provenientes de hubs de startups, benchmarking com empresas consolidadas no varejo online, vendas com afiliação de equipes via WhatsApp, iniciativas de valorização dos comércios locais que incentivam o consumo solidário. Muitos projetos que buscam iniciar ou agilizar o processo de transformação digital nas empresas, principalmente no que se refere aos canais de marketing.

Sabemos que a forma de consumir está mudando com essa crise, porém não temos certeza de quais comportamentos serão perenes pós pandemia. E como escreveu Jacques Meir no artigo “Aprenda a separar tendência de consequência”, precisamos observar por mais tempo os hábitos do consumidor para poder entender melhor todas as mudanças que estamos presenciando e separar aquelas que deverão perdurar.

(Por: Consumidor Moderno)

domingo, 30 de junho de 2019

Conta de luz terá bandeira amarela e ficará mais cara em julho

Energia elétricaFoto: Reprodução
Com a medida, as cobranças terão um acréscimo de R$ 1,50 para cada 100 quilowatts-hora consumidos

A bandeira tarifária utilizada como referência nas contas de luz do mês de julho será a amarela. O anúncio foi feito nesta sexta-feira (28) em comunicado pela Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica). Com a medida, as cobranças terão um acréscimo de R$ 1,50 para cada 100 quilowatts-hora consumidos.

O adicional retorna às contas após a autoridade reguladora ter definido bandeira verde em junho, situação em que não é cobrado acréscimo nas contas. No comunicado, a Aneel justificou a bandeira amarela pelo fato de julho ser um mês "típico da seca nas principais bacias hidrográficas do país". As informações são da Agência Brasil.

"A previsão hidrológica para o mês sinaliza vazões abaixo da média histórica e tendência de redução dos níveis dos principais reservatórios. Esse cenário requer o aumento da geração termelétrica, o que influenciou o aumento do preço da energia (PLD) e dos custos relacionados ao risco hidrológico (GSF) em patamares condizentes com o da Bandeira Amarela", justificou a Aneel.

O sistema de bandeiras tarifárias foi criado, de acordo com a Aneel, para sinalizar aos consumidores os custos reais da geração de energia elétrica. O funcionamento das bandeiras tarifárias tem três cores, a verde, a amarela e a vermelha (nos patamares 1 e 2), que indicam se a energia custará mais ou menos em função das condições de geração.

O cálculo para acionamento das bandeiras tarifárias leva em conta, principalmente, dois fatores: o risco hidrológico e o preço da energia. Os recursos pagos pelos consumidores vão para uma conta específica e depois são repassados às distribuidoras de energia para compensar o custo extra da produção de energia em períodos de seca.

No dia 21 de maio, a Aneel aprovou um reajuste no valor das bandeiras tarifárias. Com os novos valores, caso haja o acionamento da bandeira amarela, o acréscimo cobrado na conta passou de R$ 1 para R$ 1,50 a cada 100 kWh consumidos. Já a bandeira vermelha patamar 1 passou de R$ 3 para R$ 4 a cada 100 kWh e no patamar 2, passou de R$ 5 para R$ 6 por 100 kWh consumidos. A bandeira verde não tem cobrança extra.

Da Folha de PE

quinta-feira, 2 de maio de 2019

Recife é capital do Nordeste mais barata para almoçar

Valor gasto com o almoço representa 1/3 da renda
média do trabalhador brasileiro
Foto: Arthur Mota/Folha de Pernambuco
De acordo com a pesquisa, o trabalhador paga R$ 29,70 para almoçar fora de casa no Recife

O trabalhador nordestino desembolsa em média R$ 32,66 para almoçar fora de casa. O valor é menor que a média nacional - R$34,84 - e ainda é 2,2% inferior ao registrado na região em 2017, segundo estudo da Associação Brasileira das Empresas de Benefícios ao Trabalhador (ABBT). Por isso, é no Nordeste que os trabalhadores gastam menos para se alimentar, segundo a ABBT, que analisou o preço do almoço fora de casa de todo o País e ainda aponta o Recife como a cidade mais barata da região para se alimentar no intervalo do trabalho. 

De acordo com a pesquisa, o trabalhador paga R$ 29,70 para almoçar fora de casa no Recife. O valor apurado é 6,1% menor que o de 2017 e foi calculado com base no preço da refeição completa, composta por prato principal, bebida não alcoólica, sobremesa e café, na hora do almoço, em estabelecimentos que aceitam voucher refeição como forma de pagamento. Mas outra cidade pernambucana também se destaca no índice da ABTT.

É Jaboatão dos Guararapes, que ficou entre as 10 cidades mais baratas do Brasil na refeição fora do lar, com ticket médio de R$30,91. “As oscilações podem mostrar reposição de perdas nos anos anteriores ou acomodação dos valores de acordo com o momento econômico vivido em cada município”, avalia a diretora-executiva da ABBT, Jéssica Srour. Continue lendo clicando aqui.

domingo, 28 de abril de 2019

Prévia da inflação de abril é a maior desde 2015

Simone Melo é dona de bufê e diz que está difícil balancear
os preços  que encontra nas prateleiras com o serviço
que oferece. Foto: Vinicius Cardoso Vieira/CB/D.A Press
O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15), considerado a prévia da inflação, variou 0,72% em abril, aumentando em relação à taxa de 0,54% em março. Essa foi a maior taxa para o mês desde junho de 2018, quando ocorreram os efeitos da última greve dos caminhoneiros. Além disso, o resultado foi o mais expressivo para o mês desde 2015, quando variou 1,07%. Os números surpreenderam os economistas, que devem revisar a projeção de inflação de 2019.

Mesmo assim, a expectativa dos analistas é de que o IPCA, que é a taxa oficial, fique abaixo do centro da meta, que é de 4,25%. Atualmente, segundo o relatório Focus, do Banco Central, as estimativas estão em 4,01%.

Segundo o IBGE, a variação da prévia da inflação foi de 4,71% no acumulado de 12 meses. O economista-chefe da Nova Futura Investimentos, Pedro Paulo Silveira, ressaltou que os alimentos e os combustíveis são os vilões de abril. “As estimativas para a inflação de 2019 serão revistas para cima, já que as altas do dólar e do petróleo serão reforçadas pelos efeitos importantes da gripe suína que está produzindo um enorme choque de oferta na China. A nossa estimativa para o IPCA de 2019 tende a ficar acima de 4,10%”, destacou.

O economista-chefe da Spinelli Investimentos, André Perfeito, destacou que a taxa deverá ficar próximo de 4% ao término de 2019. “Há muito impacto de combustíveis por conta do preço do petróleo, e não trabalhamos com a hipótese de alta indiscriminada do produto. Já o aumento na alimentação pode ser mais persistente. E, por isso, fica mais evidente que possíveis cortes na taxa Selic não devem acontecer”, destacou.

Os juros estão em 6,5% ao ano e são utilizados, de certa forma, para controlar a inflação. Com a demanda fraca, o índice é o mais baixo da série histórica, mas novas reduções não devem ser feitas pelo Banco Central (BC). Segundo analistas, há riscos de pressões inflacionárias a partir de 2020 com uma possível frustração da reforma da Previdência.

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segunda-feira, 15 de abril de 2019

Ano começa com queda de 5,2% no consumo

Foto: Divulgação/Reprodução | Frigolândia Alimentos
Pressionado pelo aumento do desemprego e da inflação da comida e também pela queda na renda, o consumo de alimentos, bebidas, produtos de higiene e limpeza dentro da casa dos brasileiros sofreu um baque neste início de ano. Em janeiro e fevereiro, houve uma queda de 5,2% no número de unidades de itens básicos comprados pelas famílias em relação ao mesmo período de 2018, aponta pesquisa da consultoria Kantar. Foi a primeira retração para o período em cinco anos.

Também foi a primeira vez desde o início da pesquisa, em 2014, que houve recuo nas compras de todas as cestas de produtos, com retrações importantes em produtos básicos e de difícil substituição. Entre os itens que mais contribuíram para a queda do consumo em unidades das respectivas cestas estão açúcar (alimentos), papel higiênico (higiene), leite de caixinha (lácteos), detergente em pó (limpeza) e cerveja (bebidas).

“Fiquei chocada com o resultado. É uma queda bem forte que ocorreu em todas as classes sociais e regiões do País”, afirma Giovanna Fisher, diretora da consultoria e responsável pela pesquisa.

Semanalmente, equipes da consultoria visitam 11,3 mil domicílios para tirar a temperatura do consumo a partir do tíquete de compra da família. A amostra retrata as compras de 55 milhões de domicílios ou 90% potencial de consumo do País.

A classe C foi a que mais retraiu o consumo no bimestre e o interior do Estado de São Paulo, por concentrar uma grande fatia dessa população, foi a região que registrou a maior queda, seguida pelas regiões Norte e Nordeste.

O que chama também a atenção nos resultados é que, além de ir menos vezes às compras, a cada ida ao supermercado o consumidor levou uma quantidade menor de produtos para casa. Esse movimento traduzido em números significou uma queda de 2,2% na frequência de compras no bimestre em relação ao ano anterior e redução 5,7% no número de unidades adquiridas a cada compra.

Giovanna explica que até pouco tempo atrás a frequência permanecia estável ou apresentava um pequeno recuo. Mas quando o brasileiro fazia as compras ele levava para casa uma quantidade de produtos maior. “Antes, as pessoas compensavam com volumes médios maiores a ligeira redução na frequência de compras. Com isso, o volume total consumido se mantinha estável e agora, não.”

Dados nacionais de vendas dos supermercados confirmam esse movimento. A receita real de vendas acumulada no ano, que crescia 2,95% em janeiro ante o mesmo mês de 2018, desacelerou para 2,51% no primeiro bimestre, segundo a Associação Brasileira de Supermercados. Na divulgação dos resultados no início do mês, João Sanzovo Neto, presidente da entidade, atribuiu parte do enfraquecimento no ritmo de vendas à lenta recuperação da economia e ao desemprego elevado. 
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terça-feira, 9 de abril de 2019

Vendas de Páscoa devem crescer 1,5%, diz pesquisa da CNC

Foto: Ed Machado/Folha de Pernambuco

 As vendas de Páscoa devem ter um crescimento de 1,5% neste ano, de acordo com a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). A data deve gerar, então, 10,7 mil postos de emprego temporário e um faturamento de R$ 2,4 bilhões para o varejo brasileiro, consolidando-se como a quinta melhor época do ano para o setor. Em Pernambuco, a expectativa é que a alta de vendas seja um pouco menor, mas ainda assim gere contratações temporárias.


Pesquisa publicada ontem pela CNC explica que o preço dos tradicionais produtos de Páscoa será a principal razão deste incremento. É que, neste ano, o reajuste desses itens foi menor que o registrado no ano passado - segundo a CNC, a inflação da Páscoa caiu de 6% para 4% entre 2018 e 2019. Os peixes, por exemplo, devem ficar apenas 1% mais caros. E as bebidas alcóolicas, 1,8%. Já o chocolate, que no ano passado teve queda de preços, vai subir 5,7%. E as passagens aéreas serão reajustadas em 10,8%.

Outra razão para o otimismo está no crédito, que desta vez se mostra mais acessível aos consumidores, facilitando as compras. Por isso, a expectativa é que este seja o terceiro ano consecutivo de crescimento real das vendas de Páscoa.

A projeção de 1,5%, porém, é menor que a de 2018, quando houve alta de 2% em relação a 2017. E essa perspectiva é ainda menor em Pernambuco, podendo até chegar perto de zero, segundo a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado do Estado (Fecomercio-PE).

"O cenário de Pernambuco é mais adverso que o nacional, por conta do alto desemprego que afeta o Estado”, explicou o economista da Fecomércio-PE, Rafael Ramos, que, mesmo assim, disse haver uma expectativa positiva entre os comerciantes locais.

“A Páscoa é uma data que aquece bastante as vendas e deve impulsionar a criação de novos postos de trabalho temporário”, justificou Ramos, contando que a maior parte dessas oportunidades temporárias de emprego deve estar no setor de alimentação e bebidas, o mais impactado pelas vendas de Páscoa. “Os empresários contratam porque há uma maior movimentação em seus estabelecimentos”, explicou Ramos.

Quem conseguir uma dessas vagas deve receber um salário médio de admissão de R$1.267, segundo a CNC. É um rendimento 5,9% maior em relação àquele percebido na Páscoa de 2018.

Da Folha de PE

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2019

Nascidos em março e abril começam a receber abono salarial do PIS 2017

Abono salarial do PIS começa a ser pago esta semana a trabalhadores
da iniciativa privada nascidos em março e abril.
Crédito em conta para correntistas da Caixa será feito amanhã.
Foto: José Cruz/Agência Brasil
O abono salarial do Programa de Integração Social (PIS), ano-base 2017, começa a ser pago esta semana para os trabalhadores da iniciativa privada nascidos em março e abril.

O crédito em conta para os correntistas da Caixa Econômica Federal será realizado amanhã. Os demais beneficiários podem sacar o benefício a partir de quinta-feira (21).

De acordo com a Caixa, estão disponíveis mais de R$ 2,7 bilhões para 3,7 milhões de trabalhadores.

Os servidores públicos com inscrição no Programa de Formação do Patrimônio do Servidor Público (Pasep), finais 6 e 7, também recebem o abono salarial a partir de quinta-feira (21).

Os valores variam de R$ 84 a R$ 998, de acordo com o tempo trabalhado formalmente em 2017. Os pagamentos são realizados conforme o mês de nascimento do trabalhador e tiveram início em julho de 2018. Os recursos de todos beneficiários ficam disponíveis até 28 de junho de 2019.

Para os trabalhadores da iniciativa privada, beneficiários do PIS, o valor do abono salarial pode ser consultado no site da Caixa ou pelo telefone 0800 726 0207.

Para servidores públicos, a referência é o Banco do Brasil, que também fornece informações pessoalmente, pela internet ou pelo telefone 0800-729 00 01.

Tem direito ao benefício o trabalhador inscrito no PIS ou no Pasep há pelo menos cinco anos e que tenha trabalhado formalmente por pelo menos 30 dias em 2017 com remuneração mensal média de até dois salários mínimos. Também é necessário que os dados estejam corretamente informados pelo empregador na Relação Anual de Informações Sociais (RAIS), ano-base 2017.

Da Agência Brasil

sexta-feira, 18 de janeiro de 2019

Intenção de consumo das famílias cresce 5,1% de dezembro para janeiro

Foto: Marcello Casal/Agência Brasil
A Intenção de Consumo das Famílias (ICF), medida pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), cresceu 5,1% de dezembro de 2018 para janeiro deste ano. Na comparação com janeiro do ano passado, o avanço foi 14,7%.

Com a alta, o indicador chegou a 95,9 pontos, em uma escala de zero a 200 pontos. A pontuação, ainda abaixo de 100 pontos, demonstra uma insatisfação dos consumidores.

Na comparação com dezembro, os sete componentes do ICF tiveram alta, sendo a maior delas na avaliação dos consumidores sobre se eles consideram que momento é bom para a compra de bens duráveis (11%). Também tiveram crescimentos importantes os quesitos perspectiva de consumo (5,8%) e perspectiva profissional (5%).

Na comparação com janeiro de 2017, também foram registrados aumentos nos sete componentes, com destaques para o nível de consumo atual (24,6%), a perspectiva de consumo (20,5%) e momento para duráveis (15,9%).

Da Agência Brasil

segunda-feira, 7 de janeiro de 2019

Pernambucanos terão acesso à tarifa branca para consumo controlado

Conta de energiaFoto: Flávio Japa/Arquivo Folha
Tabela de energia eleva valor da conta nos horários de pico. No entanto, é possível uma redução fora desse período

Está em vigor a partir deste mês a tarifa branca para quem consome mais de 250 quilowatt-hora por mês (KWh/mês), o que representa cerca de 15,9 milhões de unidades consumidoras. Aprovada pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), a tarifa branca sinaliza aos consumidores a variação do valor de energia de acordo com o dia e o horário de consumo. 

A opção é oferecida para as unidades consumidoras que são atendidas em baixa tensão, a exemplo de residências e pequenos comércios. Não será aplicada a consumidores residenciais classificados como baixa renda, beneficiários de descontos previstos em Lei e à iluminação pública.

A adesão à modalidade pode render uma redução na conta de energia do usuário, caso ele saiba administrar a utilização da energia nos horários em que a taxa será mais em conta. De acordo com a Aneel, “se o consumidor adotar hábitos que priorizem o uso da energia nos períodos de menor demanda (manhã, início da tarde e madrugada, por exemplo), a opção pela tarifa branca oferece a oportunidade de reduzir o valor pago pela energia consumida”.

A modalidade vai ser divida em três valores: ponta (maior valor), intermediário (valor intermediário) e fora de ponta (valor mais baixo). Elas são definidas por cada distribuidora, no caso de Pernambuco será através da Companhia Energética de Pernambuco (Celpe). 

“É muito importante que o consumidor, antes de optar pela tarifa branca, conheça seu perfil de consumo. Quanto mais o consumidor deslocar seu consumo para o período fora de ponta, maiores são os benefícios desta modalidade. Todavia, a tarifa branca não é recomendada se o consumo for maior nos períodos de ponta e intermediário e não houver possibilidade de transferência do uso dessa energia elétrica para o período fora de ponta. Nessas situações, o valor da fatura pode subir”, alertou a Aneel.

Em Pernambuco, no horário do dia de maior pico, entre 17h30 e 20h30, a energia se tornará 92% mais cara, assim como no horário intermediário, das 16h30 às 17h30 e das 20h30 às 21h30, também haverá aumento de 25%. Por outro lado, o horário fora do pico, das 21h30 às 16h30 do dia seguinte, vai representar uma diminuição na conta de 16,5%. 

Para os usuários aderirem à modalidade, é preciso se dirigir a uma das unidades de atendimento da Celpe para o preenchimento de um formulário. Depois, a companhia terá até 30 dias para fazer a substituição do medidor gratuitamente. Se depois de optar pela tarifa branca, o consumidor não enxergar vantagem, poderá solicitar a volta para o sistema de tarifa convencional. 

A distribuidora terá 30 dias após o pedido para retornar o cliente ao sistema anterior. Caso queira participar novamente da modalidade branca, haverá um período de carência de 180 dias. Para ter certeza do seu perfil, o consumidor deve comparar suas contas com a aplicação das duas tarifas.

Em janeiro do próximo ano, a tarifa branca será oferecida para todas as unidades consumidoras. Em janeiro do ano passado, ela começou a valer para consumo mensal superior a 500 kW/h.

Bandeira
Pela tarifa convencional, os consumidores estão pagando a conta de energia através da bandeira verde neste mês de janeiro. A bandeira não representa custo adicional para os consumidores. Segundo a Aneel, a estação chuvosa está propiciando elevação da produção de energia pelas usinas hidrelétricas e do nível dos reservatórios.

Da Folha de PE

segunda-feira, 31 de dezembro de 2018

A retomada como esperança para 2019


Construção civil espera retomada do crescimento
e geração de empregos. Foto: Gabriel Melo/Esp. DP
As expectativas positivas criadas em torno da retomada da economia brasileira em 2018 não se concretizaram da forma esperada, já que os efeitos da crise ainda foram sentidos em diversos setores produtivos. Porém as esperanças se renovam com a virada de mais um ano e a projeção é que a economia volte a crescer em 2019. Um dos fatores que influencia positivamente em toda a cadeia produtiva é o fim do processo eleitoral, que gerou instabilidade na economia enquanto havia indefinição, e a chegada de uma nova política de governo. Além disso, a retomada da confiança também é fator fundamental, já que gera um movimento positivo na economia. Se por um lado leva os empresários a voltar a investir, por outro faz com que os consumidores se sintam mais confiantes para consumir. Desta forma, movimenta todo o ciclo econômico. O Banco Central estima para o próximo ano a expansão em 2,4% do Produto Interno Bruto (PIB), que é a soma de todos os bens e serviços produzidos no país, segundo o Relatório Trimestral de Inflação divulgado na semana passada. Número superior à projeção de fechamento do PIB em 2018, que ficou em 1,3%. Confira as expectativas dos principais setores da economia de Pernambuco para 2019.

AGRONEGÓCIOS

A expectativa na produção da cana-de-açúcar é que o etanol ganhe mais força no mix. “Apostamos mais no mercado de energia no que de alimentos, com mais volume de etanol do que de açúcar na produção da cana”, explica Renato Cunha, presidente do Sindaçúcar. A safra atual mostra que o etanol tem ganhado em relevância, com mix de 64% de etanol e 35% de açúcar, enquanto na safra anterior foi de 55% e 45%. “O etanol passa a ganhar espaço como substituto da gasolina, com as oscilações de preço”, afirma. Em relação ao açúcar, ele estima uma melhora do preço do produto em 2019. “O valor do açúcar operou com queda de 30% na última safra e a expectativa é de uma retomada gradual ao longo de 2019. Existe um superávit no mundo na relação produção x consumo e, diminuindo isso, pode haver uma melhora no preço”, ressalta. 

COMÉRCIO

O comércio varejista local mostra otimismo moderado, segundo Cid Lôbo, presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas do Recife. “Tudo vai depender das primeiras medidas econômicas que o novo governo vai tomar. A equipe é boa e competente. O que estão prometendo acredito que vai garantir um resultado melhor que em 2018”, diz. A expectativa de crescimento para o fechamento deste ano era de 3%, mas deve ficar em 1%. “Para o próximo ano, a retomada da confiança será muito importante, além do crescimento do nível de emprego, que vai subir o consumo”, acrescenta.

CONSTRUÇÃO CIVIL

O setor vê a virada de ano com bons olhos. “Há anos a gente tinha esperança que ia melhorar, mas agora estamos realmente com expectativa positiva para 2019”, afirma Gildo Vilaça, presidente da Associação das Empresas do Mercado Imobiliário de Pernambuco (Ademi-PE). A estimativa, inclusive, é de retomada dos lançamentos. “Muitas construtoras estão com lançamentos engatilhados e estavam só esperando a melhora da economia para lançar. Com isso vem também uma maior geração de emprego porque em um terreno se transforma em vários empregos rapidamente. Mas, ainda assim, é preciso de crédito para o cliente e que ele tenha confiança para fazer o investimento para tudo isso acontecer”, diz. 

INDÚSTRIA

Para Ricardo Essinger, presidente da Federação das Indústrias do Estado de Pernambuco (Fiepe), a expectativa para 2019 é de retomada do crescimento do setor, porém os resultados que serão alcançados no estado ainda dependem dos fatos que estão por acontecer. “Na economia, não só medidas resolvem, os fatos também influenciam. Em Pernambuco, ainda não sabemos quem será o novo secretariado do governo e quais as posições serão tomadas. Mas já vemos a confiança subindo, o que leva o empresário a investir, e em novembro e dezembro a produção cresceu”, conta.

Do Diario de PE

domingo, 2 de dezembro de 2018

Vendas em supermercados crescem 1,58% em outubro

Foto: Reprodução / Pixabay
Em nota, o presidente da Associação Brasileira de Supermercados, João Sanzovo Neto, considerou que os números apontam para uma recuperação na confiança dos consumidores

As vendas dos supermercados no Brasil cresceram 1,58% em outubro na comparação com o mesmo período do ano passado em termos reais segundo a Associação Brasileira de Supermercados (Abras). Com o resultado, o setor acumula crescimento real de 1,9% nos dez primeiros meses do ano. Na comparação com setembro, as vendas de outubro foram 0,45% maiores.

Em nota, o presidente da Abras, João Sanzovo Neto, considerou que os números apontam para uma recuperação na confiança dos consumidores. "Nos últimos meses, o consumidor se manteve mais cauteloso em relação aos gastos, principalmente pelas incertezas do cenário econômico e político que as eleições geraram", avaliou. "Após esse período, já percebemos que a confiança está voltando gradativamente, tanto para os empresários, quanto para os consumidores", concluiu.

Da Agência Estado

domingo, 25 de novembro de 2018

Brasil pode ter colheita recorde de algodão neste ano

Foto: Reprodução/Agro Advisor
O Brasil deve fechar 2018 com recorde de exportação de algodão e se consolidar na segunda posição do mercado mundial da pluma. Nunca na história do país houve tanta colheita de algodão como na última safra: 2,1 milhões de toneladas. É uma quantidade atingida exatamente no momento em que ocorrem negociações externas em relação ao produto.

Enquanto o consumo doméstico é mantido estável em cerca de 700 mil toneladas, as exportações deverão alcançar 1,2 milhão de toneladas, um recorde que pode render a segunda posição do país no mercado internacional, ficando atrás apenas dos Estados Unidos.

já foi toda colhida e parte dela ainda estará sendo beneficiada até junho de 2019 antes de ser levada para fora do país, mas os embarques estão no auge sendo muito provável que antes do final do ano seja alcançado também o recorde de envio em um único mês, segundo o presidente da Associação Nacional dos Exportadores de Algodão (Anea), Henrique Snitcovski.

Ele informou que o maior volume total exportado até agora tinha ocorrido em 2011, com um volume de 1,03 milhões de toneladas e a maior remessa em um único mês foi em outubro do ano seguinte (188 mil toneladas). “O escoamento dessa safra vai fazer com o que o Brasil não apenas bata o recorde, mas também ultrapasse a Austrália e a Índia, tornando-se o segundo maior exportador atrás apenas dos Estados Unidos”, comemorou ele.

O dirigente acrescentou que, sozinho, os Estado Unidos têm uma oferta de 3,5 milhões de toneladas, ficando com cerca de 40% das vendas globais. E diante da guerra comercial entre os americanos e os chineses, que estão entre os maiores importadores, o Brasil pode ser beneficiado, acredita o presidente da Anea. “A China pode voltar a ser o nosso maior cliente”. No entanto, ele ponderou que os Estados Unidos estarão também aumentando a competitividade com os outros mercados. Hoje o Brasil ocupa a quarta posição no ranking mundial e os principais destinos são Bangladesh, o maior importador mundial, Vietnam, Indonésia, Coréia do Sul e Turquia.

Além dessa posição de importância no mercado mundial, Snitchovski destacou que as projeções são de se manter a produção brasileira em alta, dinamizando toda a cadeia dessa commoditie. Dados da Associação dos produtores do setor indicam que a previsão é a de aumentar em 19% a produção, elevando a colheita para 2,5 milhões de toneladas e uma expansão de 22% na área plantada devendo atingir 1,44 milhão de hectares. As maiores lavouras concentram-se entre o Mato Grosso e a Bahia.

Da Folha de PE

sábado, 10 de novembro de 2018

Conta de luz pode ter bandeira amarela ou até verde em dezembro

Foto: Reprodução/Internet
Devido aos índices de chuva no Brasil dentro da expectativa para o mês de outubro, a bandeira tarifária da conta de energia elétrica para dezembro dificilmente retornará para a bandeira vermelha, disse o diretor-geral da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), André Pepitone. “Reverter acho difícil, no pior estágio seria manter a amarela”, disse.

A Aneel pode inclusive analisar a possibilidade de adotar a bandeira verde no próximo mês. O estudo levará em conta a melhora nos níveis dos reservatórios diante da quantidade de chuva no Brasil durante novembro. Segundo o diretor-geral do órgão regulador, André Pepitone, é preciso aguardar mais um pouco para avaliar alguns fatores que influenciam o modelo que determina a escolha da cor da bandeira. 

Entre os fatores está o nível de armazenamento e o GSF- fator que mede o nível entre a energia produzida pelos geradores do Mecanismo de Realocação de Energia (MRE) e a soma das garantias físicas deles. É com este fator que se avalia quanta energia será alocada em cada usina.

Conforme o diretor-geral, as chuvas estão boas e dentro das expectativas, ainda assim é preciso esperar, porque está no começo do mês, mas ele acrescentou que o prognóstico é bom. “De acordo com o cenário hídrico que estamos vivenciando hoje ele se apresenta favorável, mas temos que aguardar para não fazer um exercício de futurologia”, disse.

Pepitone estimou que após o dia 20 será possível “ter uma sensibilidade com grande precisão” para definir a cor da bandeira. O diretor-geral da Aneel participou do 8º Seminário sobre Matriz e Segurança Energética Brasileira e do 14º Brazil Energy and Power, organizados pela Fundação Getulio Vargas (FGV) e pela Câmara de Comércio Americana do Rio de Janeiro (AmCham Rio)

Chuvas
O diretor-geral do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), Luiz Eduardo Barata, disse que está muito feliz com a quantidade de chuva. Segundo Barata, até setembro as condições climáticas eram muito ruins tanto no Nordeste como no Centro-Oeste e no Sudeste. O quadro começou a mudar em outubro. 

Para novembro, as expectativas dos institutos de clima apontam para boa quantidade de chuva no Rio Paranaíba, o que deve melhorar também as condições no Rio Tocantins. “Deve começar a subir também as usinas do Rio Tocantins e mais para a frente a sinalização é que os rios do Norte, Madeira e Xingu, também vão ter uma condição boa”, disse, após participar do encontro de energia.

Outra previsão que anima Barata é o fenômeno El Niño entre moderado e fraco. De acordo com o diretor-geral do ONS, isso é positivo, porque deve vir acompanhado de chuva na média ou pouco acima disso no Nordeste, enquanto na Região Sul a previsão é de chuva intensa. 

“Quando estávamos em setembro a nossa perspectiva era terminar o período seco na faixa dos 14% ou 15% [dos reservatórios] no Sudeste. No Nordeste, a previsão era terminar acima de 20%, não por causa da chuva, mas principalmente por causa da estratégia de controle de vazão. No Sudeste, estamos entre 19% e 20%, principalmente porque continua chovendo e de forma abundante na Região Sul. Se nós vínhamos em junho, julho, agosto e setembro com o fluxo de energia da Região Sudeste para a Região Sul, a partir de outubro passamos a ter o fluxo do Sul para o Sudeste. Esse é que foi o grande diferencial”, disse.

Da Agência Brasil

sexta-feira, 19 de outubro de 2018

13º salário vai injetar R$ 211 bilhões na economia no fim do ano

Imagem: Divulgação/Reprodução/ Internet
O pagamento do 13º salário vai injetar R$ 211,2 bilhões na economia brasileira até o fim do ano, o equivalente a 3% do Produto Interno Bruto (PIB, soma das riquezas produzidas no país). Aproximadamente 84,5 milhões de brasileiros serão beneficiados com rendimento adicional médio de R$ 2.320, segundo estimativas do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese). Do total, R$ 139,4 bilhões irão para os empregados formais, inclusive os domésticos; R$ 71,8 bilhões, para aposentados e pensionistas da Previdência Social; R$ 26,9 bilhões para os do setor público.

O maior valor médio para o 13º será pago no Distrito Federal, R$ 4.278, e o menor, no Maranhão, R$ 1.560. O número de pessoas que receberá o abono natalino é 0,6% superior ao registrado em 2017, de acordo com o Dieese. Entre os beneficiados, 48,7 milhões, ou 57,6% do total, têm carteira assinada — incluindo 1,8 milhão (2,2%) de domésticos. Aposentados ou pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) representam 34,8 milhões (41,2% do total). E aproximadamente 1 milhão de pessoas (ou 1,2% do total) de aposentados e pensionistas da União, dos estados e dos municípios.

Entre as regiões, a parcela mais expressiva do 13º salário (49,1%) fica nos estados do Sudeste, seguido do Sul, 16,6% do montante; do Nordeste, 16%; do Centro-Oeste, 8,9%; e do Norte, 4,7%. Para os formalizados dos setores público e privado, cerca de 46,8 milhões de pessoas — excluídos os domésticos — serão R$ 137,1 bilhões. Por setor, serviços respondem por 64,1%; empregados da indústria, por 17,4%; comerciários, por 13,3%; trabalhadores da construção, 3,1%; e da agropecuária, 2,1%.

Do Correio Braziliense

domingo, 23 de setembro de 2018

Preço da gasolina bate recorde e chega ao maior valor em dez anos

A gasolina foi vendida, nesta semana, em média no Brasil
a R$ 4,65 por litro
Foto: Reprodução
O preço da gasolina nos postos brasileiros chega às vésperas da eleição no maior patamar dos últimos dez anos, aumentando a pressão sobre a política de reajustes instituída pela Petrobras durante o governo Michel Temer. Entre os principais candidatos à Presidência da República, é quase consenso que o modelo deve sofrer algum tipo de mudança. 

Nesta semana, a gasolina foi vendida em média no Brasil a R$ 4,65 por litro, de acordo com dados da ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás e Biocombustíveis), alta de 0,5% com relação à semana anterior. Desconsiderando picos provocados pelo desabastecimento durante a greve dos caminhoneiros, é o maior valor desde janeiro de 2008 (corrigidos pela inflação), quando a cotação do petróleo se aproximava dos US$ 100 (R$ 400, na cotação atual) por barril. 

Em junho daquele ano, chegou a bater em US$ 140 por barril (R$ 560). Nesta sexta (21), o petróleo Brent fechou a US$ 78,80 (cerca de R$ 315).

Além do efeito da cotação do petróleo, a escalada dos preços em 2018 é fruto da valorização do dólar, uma vez que a política adotada pela Petrobras desde outubro 2016 determina que a venda do combustível no país deve acompanhar o valor do produto importado -o que inclui repassar a variação cambial. No ano, o reajuste acumulado do preço da gasolina nas refinarias da estatal soma 29%, já descontada a inflação do período. Nas bombas, o aumento acumulado é de 10%, também descontada a inflação.

Da Folha de PE

terça-feira, 3 de julho de 2018

Venda de cerveja sobe até 50% em dia de jogo do Brasil, diz Apas

(foto: Bruno Peres/CB/D.A Press)
A seleção brasileira de futebol está impulsionando as vendas de cerveja e carne, entre outros produtos, aponta levantamento feito pela Associação Paulista de Supermercados (Apas). Segundo a entidade, as vendas da bebida registraram alta de 30% a 50%, e de carne, de até 20% nas datas em que o time verde e amarelo entrou em campo.

"Com a sinergia das Festas Juninas e o fato de que quase 92% das pessoas assistem aos jogos em casa, a Copa do Mundo tem sido um grande impulsionador para o aumento no consumo e, consequentemente, o crescimento das vendas nos supermercados", avalia em nota o economista da Apas, Thiago Berka.

Segundo a Apas, o consumo em dias de jogos se concentra prioritariamente nos momentos antes da partida, cerca de duas a três horas antes se o jogo é à tarde, e aproximadamente com uma hora de antecedência se a partida é disputada pela manhã.

"O curioso é que as vendas pós jogo se mantêm abaixo da média de um dia comum, demonstrando que os consumidores tendem a estocar produtos para não precisarem mais sair de casa", explicou o economista.

A data do jogo também influencia nos produtos mais comprados pelo torcedor. Se o jogo é à tarde ou próximo de um final de semana, cerveja, refrigerante e carnes para churrasco são os mais vendidos. 

As vendas de aperitivos também se destacam neste período, sendo linguiça, salame e bacon contando com até 20% a mais de comercialização, e amendoim e pipoca, com aumento até 25% superior de vendas.

Já para os jogos disputados pela manhã, pães, frios, sucos e laticínios também vendem mais, uma vez que os consumidores buscam produtos típicos do período matinal. Segundo o levantamento da Apas, esses produtos têm aumento nas vendas até 10% superiores do que em um dia habitual. 

Do Diario de PE

quinta-feira, 21 de junho de 2018

Procon Surubim divulga limites máximos de preços para combustíveis e gás de cozinha

Imagem: Divulgação/Reprodução - Facebook
O Procon Surubim divulgou uma relação de valores com os limites máximos de preços que podem ser aplicados na venda de combustíveis e gás de cozinha no município. De acordo com o documento, a gasolina pode ser comercializada com até R$ 0,33 a mais do valor cobrado em 25/05/2018, que era de R$ 4,29. Portanto, o preço máximo deve ser de R$ 4,62. O etanol deve ser vendido no valor de até R$ 3,69 e o gás de cozinha pode chegar a R$ 65.

Já para o preço do diesel, a base é o valor cobrado em 21/05/2018, observando-se a redução de R$ 0,41 anunciada pelo governo federal. Se o preço naquela data era de R$ 3,69, com o desconto, ficará por R$ 3,28. Na verdade, a maioria dos postos de combustíveis de Surubim reduziu o valor do diesel em R$ 0,46, seguindo orientação inicial da Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustível (ANP). Com facilidade ainda se encontra diesel a R$ 3,23 na cidade, porém o governo refez os cálculos e verificou que a queda no preço do diesel será de R$ 0,41, dessa forma, os donos de postos de combustíveis podem vender o produto com preço de até R$ 3,28.

Os valores foram repassados pelo Setor de Fiscalização do Procon Pernambuco. Caso o consumidor observe que esses limites máximos não estão sendo cumpridos, deve entrar em contato com a unidade em Surubim “Se houver descumprimento dos postos de combustíveis da cidade e da região, todas as medidas serão tomadas. Realizaremos a fiscalização sob pena de multa administrativa e inquérito criminal”, alerta o coordenador do Procon Surubim, Caio José de Arruda. O contato pode ser feito pelos telefones (81) 3634.1183 e (81) 9-9823-7348.

Do Correio do Agreste

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