© 2014 - Todos os Direitos Reservados ao Blog Negócios e Informes. Tecnologia do Blogger.

Mostrando postagens com marcador Dinheiro. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Dinheiro. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 18 de setembro de 2020

Governo já desembolsou R$ 197 bilhões em auxílio emergencial


Quase metade do valor foi para beneficiários do Norte e Nordeste

O presidente da Caixa Econômica Federal, Pedro Guimarães, disse nesta quinta-feira (17) que já foram transferidos R$ 197 bilhões em auxílio emergencial para 67,2 milhões de beneficiários do programa em todo o Brasil. Segundo ele, cerca de 45% dessas pessoas vivem nas regiões Norte e Nordeste do país.

"Desses R$ 197 bilhões, R$ 68 bilhões foram para o Nordeste e R$ 21 bilhões para a Região Norte", destacou, durante live semanal do presidente Jair Bolsonaro transmitida pelas redes sociais. Guimarães também lembrou que as primeiras cinco parcelas do auxílio emergencial, no valor de R$ 600, foram pagas a 45 milhões de pessoas e que integrantes do Bolsa Família já começaram a receber a sexta parcela, num valor menor, de R$ 300, que corresponde ao auxílio residual. 

Decreto do presidente publicado esta semana no Diário Oficial da União detalha as regras para a concessão do auxílio residual. As parcelas serão pagas apenas a quem já têm o auxílio emergencial, ou seja, trabalhadores que não são beneficiários do programa não poderão solicitar o auxílio residual.

Instituído em abril para conter os efeitos da pandemia sobre a população mais pobre e os trabalhadores informais, o auxílio emergencial começou a ser pago com parcelas mensais de R$ 600 a R$ 1.200 (no caso das mães chefes de família) a cada beneficiário. Inicialmente projetado para durar três meses, o benefício foi estendido para um total de cinco parcelas. A partir de hoje, o auxílio residual passa a ser pago em até quatro parcelas mensais.

Volta às aulas

Ainda durante a live, Bolsonaro voltou a defender o retorno das aulas presenciais no país e disse que já acionou o ministro da Educação para tratar do assunto. "Hoje, até mandei mensagem para o ministro Milton [Ribeiro], da Educação, para que se volte as aulas no Brasil", afirmou.

Hoje durante audiência pública com deputados e senadores, Milton Ribeiro disse que, se dependesse dele, as aulas presenciais nas escolas de todo o país “voltariam amanhã", mas que ainda há riscos sanitários. O ministro informou também que a pasta está elaborando um protocolo de biossegurança para a retomada do funcionamento das escolas, com foco na educação básica. 

Da Agência Brasil (Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil)


quarta-feira, 2 de setembro de 2020

Banco Central lança nota de R$ 200, com imagem de lobo-guará

O Banco Central lançou na tarde desta quarta-feira (2) a nova nota de R$ 200. Após o lançamento, a nota, com imagem de um lobo-guará, entra em circulação ainda nesta quarta.

Essa será a sétima cédula da família de notas do real. O Banco Central encomendou à Casa da Moeda a produção, até dezembro, de 450 milhões de cédulas do novo valor.

A nota de R$ 200 é a primeira cédula de um novo valor da família do real em 18 anos. A última, a de R$ 20, tinha sido lançada em 2002.

Um ano antes, em 2001, surgiu a nota de R$ 2. Nesse intervalo, houve a "aposentadoria" da nota de R$ 1, em 2005.
Fotos: Raphael Ribeiro/BC

Em comum, os lançamentos de cédulas têm um mesmo objetivo: diminuir as transações com dinheiro vivo, economizando com impressão de papel-moeda.

Outro motivo apontado é a necessidade de fazer frente ao pagamento do auxílio emergencial – estimado em mais de R$ 160 bilhões considerando as cinco parcelas aprovadas.

Boa parte dos beneficiários, sobretudo os de menor renda, preferiu sacar o benefício em espécie. Segundo números da Caixa Econômica Federal, mais de 20 milhões de saques foram feitos até esta quarta-feira.

Do G1

terça-feira, 1 de setembro de 2020

Governo anuncia que auxílio emergencial passará a ser de R$ 300 até dezembro

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
O governo federal anunciou nesta terça-feira (1º) que o auxílio emergencial será reduzido para R$ 300 e que o novo valor será concedido por quatro meses. A quantia representa metade da concedida nos primeiros cinco meses do programa.

O valor e o período de extensão do benefício foi definido na segunda-feira (31), em reunião do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) com o ministro da Economia, Paulo Guedes. No encontro, o ministro, que defendia novas parcelas de R$ 200, cedeu ao apelo do presidente.

Nesta terça, o presidente se reuniu, no Palácio da Alvorada, com líderes partidários para defender que o valor não seja alterado pela Câmara. Para estabelecer o novo valor, o presidente enviará uma medida provisória ao Congresso.

Isso porque a lei que rege o auxílio emergencial permite a prorrogação por ato do Executivo sem a necessidade de validação do Legislativo, mas desde que fosse mantido o valor original de R$ 600.

A medida provisória tem força de lei imediata, embora o Congresso possa mudar o valor durante a tramitação. O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), porém, já sinalizou a Bolsonaro que o Congresso aceitaria o novo valor a ser proposto pelo governo.

"Nós [os congressistas] temos responsabilidade", afirmou Maia neste mês. Segundo ele, a análise deve considerar o impacto da medida nas contas públicas.

A prorrogação do auxílio emergencial ocorre em meio às dificuldades da equipe econômica de criar um novo programa social que represente uma expansão em relação ao Bolsa Família.

O auxílio emergencial foi criado originalmente para durar três meses (tendo como base os meses de abril, maio e junho). Depois, o governo prorrogou por duas parcelas (julho e agosto). O valor de R$ 600 foi mantido em todo esse período.

Inicialmente, Guedes propôs parcelas de R$ 200 por beneficiário. O Congresso pressionou por um aumento para R$ 500, mas o valor acabou fechado em R$ 600 após aval do presidente Jair Bolsonaro.

O auxílio emergencial é a medida mais cara do pacote anticrise, e já demanda R$ 254,4 bilhões em recursos considerando as cinco primeiras parcelas.

O programa foi instituído após o agravamento da crise de saúde, com o objetivo de dar assistência a trabalhadores informais, fortemente impactados pelas políticas de isolamento social e restrições de circulação nas cidades.

As discussões sobre os próximos passos do auxílio emergencial foram ligadas ao ritmo de abertura das atividades econômicas pelo país. Diferentes estados e cidades relaxaram as medidas de isolamento, permitindo a volta ao trabalho.

O secretário do Tesouro Nacional, Bruno Funchal, já afirmou que o tamanho do auxílio emergencial é menor hoje. "Certamente a necessidade dessa dimensão é muito menor do que em março, no início [da pandemia], quando o Brasil praticamente parou", disse Funchal recentemente.

Embora o Legislativo tenha liberado o governo para ampliar gastos relacionados à pandemia do novo coronavírus neste ano, a equipe econômica busca evitar uma explosão de gastos e, por consequência, de endividamento público.

Com o cenário atual, técnicos já esperam que a dívida bruta do governo vai ficar perto de 100% do PIB (Produto Interno Bruto) ao fim do ano. No encerramento do ano passado, o patamar estava em 75,8% do PIB.

Da Folha Press

quinta-feira, 30 de julho de 2020

Brasileiros guardam R$ 277 bilhões em casa na pandemia

Foto: Marcos Santos/USP Imagens
Os brasileiros ampliaram o volume de dinheiro em espécie que é guardado em casa diante das incertezas causadas pela crise do novo coronavírus. O aumento já é de R$ 61 bilhões e fez o entesouramento bater recorde no Brasil, segundo o Banco Central (BC).

81 bilhões em circulação no país no fim de 2019 e a expectativa era que o meio circulante crescesse a R$ 301 bilhões neste ano. Porém, com o aumento do entesouramento, o meio circulante já chegou a R$ 342 bilhões na pandemia.

Esse fenômeno ampliou, portanto, o volume e o custo da emissão de moeda no Brasil. Por isso, o Banco Central pediu ao Conselho Monetário Nacional (CMN) R$ 113 milhões para ampliar a produção das cédulas de R$ 100 e também para lançar a nova cédula de R$ 200 no próximo mês - cédula que, segundo o BC, vem justamente para fazer frente a essa demanda maior da população por dinheiro em espécie.

"O BC observou os efeitos de entesouramento trazidos pela pandemia e não sabe por quanto tempo isso vai perdurar. [...] Por isso, entende que é um momento oportuno para a nova cédula. É o BC agindo preventivamente diante do aumento da demanda por numerário", afirmou Carolina.

A diretora do BC garante, por sua vez, que o BC não pretende ampliar novamente a produção de papel-moeda prevista para este ano. E assegurou que a quantidade de dinheiro existente é suficiente para a demanda da população. Ou seja, que não vai faltar dinheiro em papel nos bancos.

"O BC entende que a quantidade de papel moeda em circulação é adequada para fazer frente às diferentes necessidades da população. O BC tem atendido a rede bancária. Não há falta de numerário", destacou.

Carolina ainda frisou que o aumento do meio circulante não é uma exclusividade brasileira na pandemia. Segundo ela, esse fenômeno também foi observado em países como os Estados Unidos, o Japão, a Itália, o Reino Unido e a China - todos duramente afetados pela pandemia do novo coronavírus. 

Por: Correio Braziliense

segunda-feira, 20 de julho de 2020

Real é a moeda que mais oscila no mundo durante crise causada pela pandemia

Desvalorização acumulada no ano frente ao dólar foi de 32,48%
 (Foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil.)
Em 2020, enquanto o Brasil busca a saída menos caótica possível para a crise do novo coronavírus e uma trégua nos problemas políticos, o real comporta-se como em uma montanha-russa. A moeda brasileira, hoje, é a que mais oscila no mundo. O câmbio instável preocupa não só analistas e investidores, que não conseguem acompanhar o ritmo da divisa, mas, também, os dirigentes do Banco Central, que dizem investigar a causa do problema.

O presidente do BC, Roberto Campos Neto, afirmou, na última quinta-feira, em live do Itaú Unibanco, que “não há uma boa explicação” para a alta volatilidade da divisa brasileira. E o sobe e desce ao longo do dia é frequente. O que chama atenção nos últimos meses é o movimento instável em curtos períodos de tempo, não tanto a cotação final do pregão.

Nas últimas semanas, o real “oscilou que nem uma montanha-russa e terminou no zero a zero”, resume o economista Pablo Spyer, diretor da Mirae Asset. A volatilidade é observada em vários mercados, com diversas moedas, do peso colombiano ao rublo russo, mas, no caso do real, assusta por ser “a mais alta do planeta”, afirma.

Com oscilações bruscas de preço, a moeda brasileira perdeu 32,48% do valor frente ao dólar entre 31 de dezembro de 2019 e 16 de julho deste ano, de acordo com levantamento de Eduardo Velho, estrategista da INVX Global Brasil. E, além de ocupar o topo do ranking, o real está bem longe do resto da lista, que, em muitos casos, começa a recuperar as perdas. O segundo colocado é o rand sul-africano, que desvalorizou 19,71% no período, e o terceiro, o peso mexicano, com 18,6%. O real caiu quase o dobro do registrado pela lira turca.

O que mais preocupa não é a desvalorização do real — que, em tese, teria como lado positivo o potencial de estimular entrada de dinheiro no Brasil, ao tornar o país um mercado mais barato. O problema é que os novos recursos não chegaram, observam especialistas. E um dos fatores que seguram os possíveis investimentos, segundo eles, é justamente a falta de previsibilidade da moeda. Quando não se tem ideia de para onde o câmbio vai, o risco sobe.

Como recentemente o dólar foi de R$ 5 a quase R$ 6 em um mesmo mês, não dá para saber qual será a média amanhã. Assim, com medo de que os ganhos caiam abruptamente de um mês para o outro, investidores deixam de fechar contratos no país. “Quando está muito volátil, é natural que evitem fazer negócios. Todos querem tranquilidade com moeda, que é o que o Brasil não tem hoje. Essa é a principal razão pela qual o dinheiro estrangeiro não está entrando”, afirma Spyer.

A incerteza gerada pela alta volatilidade da moeda também dificulta decisões de investimentos, em geral, pontua o gerente de Análise Econômica da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Marcelo Azevedo. “Nesse cenário, você não sabe que preço vai conseguir colocar lá fora. Pode tomar decisões erradas ou pouco eficientes, tanto na escolha de insumos quanto ao estabelecer preços. Acaba que não consegue achar um preço comum”, explica.

Intervenção
Apesar de reconhecer que a volatilidade do real acima da média é preocupante, Campos Neto não acredita que seja o caso de intervir no câmbio de forma mais direta. O foco é a causa, não a consequência. “A gente não quer curar a febre quebrando o termômetro”, disse, em entrevista à agência Reuters, em 10 de julho. “O câmbio é flutuante. Não se espera que o BC fique atuando como se fosse participante rotineiro do mercado”, considera Alexandre Espírito Santo, economista da Órama.

A autoridade monetária intervém como pode para tentar conter a volatilidade no câmbio, com instrumentos como swap cambial e venda de reservas em moeda estrangeira, e não pretende ir além disso. Não por acaso, as reservas internacionais do Brasil caíram de US$ 327,8 bilhões, em dezembro do ano passado, para US$ 299,5 bilhões, no início de julho deste ano.

Para Eduardo Velho, da INVX, o BC tem agido de forma “prudente” e, de fato, não deve intervir por métodos que não sejam os já adotados. “A atuação deve ser apenas quando percebe que a situação não segue uma tendência, quando há um movimento muito volátil sem racionalidade ou fundamento. Mas, mesmo nesses casos, tem que esperar um pouco, para não perder reservas à toa. As intervenções devem ser pontuais, não sistemáticas”, afirma.

Velho lembra que o “grande influenciador” do câmbio, no momento, ainda é a pandemia do novo coronavírus, que não depende de intervenção interna no câmbio. “O que explica a volatilidade é que ainda existem casos de covid em outros países que flexibilizaram. Há receio de prolongamento dessa crise”, explica. Além disso, segundo ele, a relação diplomática entre Estados Unidos e China também contribui bastante para as oscilações, pela perspectiva de elevação de tarifas e medidas restritivas que afetem as exportações.

Cenário doméstico
O problema é que, no caso do Brasil, não dá para saber se o problema será controlado junto com a pandemia. Eduardo Velho acredita que a moeda ficará mais estável no pós-covid, mas aposta que ainda haverá um nível considerável de volatilidade por questões internas nos próximos anos. “A princípio, tende a decair, com melhora no mercado internacional e retomada da economia mundial. A partir de então, o fator doméstico vai influenciar. A volatilidade dependerá da situação das reformas e das perspectivas políticas”, explica.

Um dos grandes obstáculos do Brasil em relação aos países que começam a recuperar as perdas é o cenário político e econômico, que envolve desconfiança fiscal e dificuldades políticas. “Locais mais previsíveis têm volatilidade menor”, diz Velho. Ele observa, no entanto, que o contexto político melhorou nas últimas semanas. “Deu uma boa estabilizada.”

Spyer, da Mirae, também vê melhora nesse ponto, mas acha insuficiente para conter a volatilidade. “É preciso que arrefeça de verdade, que aprove reformas e controle buraco fiscal”, ressalta.

Apesar da trégua nas últimas semanas, a corriqueira crise entre os Poderes é um fator determinante para a oscilação no mercado de câmbio, “na medida em que pode traduzir alguma dificuldade atrelada às reformas”, explica Azevedo, da CNI. “Antes da pandemia, havia muitos movimentos por conta disso. Algo que pudesse atrapalhar as reformas tinha impacto e afetava a taxa. Não é nem pela crise política em si, mas pelas reformas”, afirma.

Até que as pendências fiscais se resolvam, o esperado, segundo o economista Alexandre Espírito Santo, da Órama, é que o patamar seja mantido na faixa atual. “No curto prazo, me parece que vai ficar entre R$ 5 e R$ 5,50. Se o país fizer o seu dever de casa, voltar a ter expectativa de reformas, volta a trabalhar abaixo de R$ 5, no médio prazo. Diria que R$ 4,50 é razoável, em 2021, se tudo der certo”, estima.

Por: Correio Braziliense

segunda-feira, 15 de junho de 2020

WhatsApp vai permitir envio de dinheiro pelo aplicativo no Brasil

WhatsApp - Foto: Foto: Pixabay
A parceria será feita com o Banco do Brasil, Nubank, Sicredi e Cielo

Os brasileiros poderão enviar dinheiro agora via WhatsApp. Foi o que informou o executivo-chefe do Facebook, Mark Zuckerberg, nesta segunda-feira (15) em seu perfil nas redes sociais. "Hoje estamos começando a lançar pagamentos para pessoas que usam o WhatsApp no Brasil. Estamos facilitando o envio e o recebimento de dinheiro como o compartilhamento de fotos", informou.

Segundo o chefe da marca, que também administra o aplicativo WhatsApp, pequenas empresas também poderão fazer vendas diretamente pelo mecanismo Facebook Pay. No Brasil, a parceria será feita com o Banco do Brasil, Nubank, Sicredi e Cielo, ainda de acordo com Zuckerberg. "O Brasil é o primeiro país em que estamos lançando amplamente pagamentos no WhatsApp."

Por Folhapress

domingo, 14 de junho de 2020

MP autoriza abertura automática de contas para saque do FGTS

FGTS - Foto: Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
A estimativa do banco é que 60 milhões de pessoas tenham direito ao saque

O governo publicou neste sábado (13) uma medida provisória (MP) que autoriza a abertura automática de poupanças digitais da Caixa Econômica Federal para que todos os trabalhadores que possuem conta no Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) recebam até R$ 1.045,00 de seu saldo disponível.

A Caixa divulgou neste sábado o calendário de pagamento do saque emergencial do FGTS. A estimativa do banco é que 60 milhões de pessoas tenham direito ao saque, sendo que muitas são “desbancarizadas”, ou seja, não possuem conta em nenhum banco. No total, cerca de R$ 37,8 bilhões serão transferidos.

Pela nova MP, o dinheiro do FGTS ficará disponível na conta até 30 de novembro. Caso não haja movimentação até essa data, os recursos voltam para o saldo do trabalhador no fundo. Os depósitos começam em 29 de junho e seguem até 21 de setembro, de acordo com o mês de nascimento do beneficiário.

Contas digitais do tipo já vinham sendo utilizadas para o pagamento do auxílio emergencial relacional à pandemia do novo coronavírus, de R$ 600,00. Com a MP 982/2020, publicada em edição extra do Diário Oficial da União (DOU), o uso desse tipo de conta fica ampliado também para o saque do FGTS e o depósito de diversos benefícios sociais e emergenciais, inclusive pelos governos estaduais e municipais.

De acordo com a MP, nenhuma tarifa será cobrada pela poupança digital automática, e fica garantido ao menos uma transferência eletrônica mensal gratuita para contas em outros bancos. O limite de movimentação é de no máximo R$ 5 mil por mês, somando-se depósitos e retiradas.

Segundo a Caixa, a abertura automática de contas contribui para evitar a aglomeração de pessoas para o saque do dinheiro nas agências. “O momento atual exige distanciamento social como medida de prevenção à Covid-19”, disse o banco por meio de nota.

Da Agência Brasil

segunda-feira, 25 de maio de 2020

Real ganha status de moeda tóxica com aversão a riscos fiscal e político

Foto: Pixabay / Reprodução
A desvalorização de quase 30% do real em relação ao dólar desde o início do ano reflete uma aversão à moeda brasileira que não era vista havia quase 20 anos e que já levou à classificação da divisa nacional como um "ativo tóxico" por bancos estrangeiros.

A perda de valor da moeda, que começou no ano passado por causa da queda no diferencial de juros entre o Brasil e outros países, se acelerou nos últimos meses por questões relacionadas ao coronavírus, à piora no ambiente político e à perspectiva de que o país pode ficar para trás na recuperação mundial no pós-pandemia.

O real é a moeda que mais se desvalorizou neste ano entre países emergentes, com uma perda de 29% em relação ao dólar.

Chama a atenção a diferença para países da América Latina, cujo segundo pior resultado é o do peso mexicano (-19%), e de economias como a África do Sul (-22% do rand) e a Rússia (-13% do rublo).

O risco Brasil medido pelo CDS (Credit Default Swap) subiu 220% em 2020. Na média dos países emergentes, a alta foi de 77%.

Na semana passada, o real voltou a se valorizar (fechou a sexta-feira, 22, vendido a R$ 5,58), mas praticamente sem alterar a distância em relação a outras moedas emergentes.

O banco Credit Suisse divulgou relatório em que classificou a moeda brasileira como "tóxica" e na lista das divisas de países fiscal ou politicamente expostos. A instituição projeta uma cotação de R$ 6,20 até o fim do ano.

Entre as instituições consultadas pelo Banco Central na pesquisa Focus, a mediana das projeções para o dólar no final do ano está em R$ 5,30, com algumas casas projetando uma cotação de até R$ 6,30.

Otávio Aidar, estrategista-chefe e gestor de moedas da Infinity Asset, afirma que a valorização recente no preço das moedas dos países emergentes corrige alguns exageros de mercado e que o real pode voltar a se alinhar com as moedas de outros pares.

Para ele, uma desvalorização do real na casa de 30%, enquanto outras moedas emergentes perderam cerca de 20% do valor, reflete uma percepção de risco descolada dos fundamentos econômicos do país. 
Um câmbio de equilíbrio, segundo ele, pode estar próximo de R$ 4,00 ou R$ 5,00, a depender do cenário externo, mas não há justificativa para caminhar para um patamar acima de R$ 6,00.

Para que haja uma melhora na visão sobre o Brasil, no entanto, é necessário sinalizar que o aumento de gastos por causa da pandemia vai ficar restrito a esse período e, adicionalmente, ter um plano para organizar a economia na saída da crise.

"O investidor precisava olhar para o Brasil e ver algo mais calmo, menos turvo, ter um pouco mais de clareza sobre o ambiente de investimento, diminuir um pouco essas incertezas."

Étore Sanchez, economista-chefe da Ativa Investimentos, afirma que sua projeção para o câmbio daqui a 12 meses, considerando os fundamentos da economia brasileira, é de R$ 4,70. Uma apreciação depende, no entanto, de uma significativa redução na aversão ao risco gerada pela pandemia, o que afetaria todas as moedas de países emergentes, e também de uma melhora nas questões políticas e fiscais do próprio país.

"Não estou dizendo para ninguém vender dólar. O câmbio é muito sensível. Ruídos a curto prazo tendem a fazer com que ele se deprecie ou aprecie. Se tiver uma piora de governabilidade, podemos ter um ruído", afirma Sanchez.

"Um segundo fator é não piorar mais do que os outros [países emergentes] e ter uma agenda reformista que volte à tona assim que passar, ou pelo menos reduzir, essa pauta da Covid-19", afirma.

De acordo com o economista-chefe da Ativa, embora a diferença de juros entre Brasil e Estados Unidos esteja em apenas 2,75 pontos percentuais, considerando a taxa básica de curto prazo, os títulos brasileiros são atrativos quando se observa um diferencial de quase 8 pontos em investimentos de prazos mais longos. Continue lendo, clique AQUI!

quinta-feira, 23 de abril de 2020

Três em cada dez pedidos de auxílio emergencial precisam passar por revisão

Foto: Alfeu Taveres / Folha de Pernambuco
Esse grupo, que deverá passar por revisão dos dados, representa um universo de 11,6 milhões de informais

A Dataprev (empresa de tecnologia do governo federal) encerrou a análise do primeiro lote de informais inscritos para receber o auxílio emergencial de R$ 600 do governo federal. Ao todo, foram analisados 32 milhões de cadastros. Do total, apenas 47,5%, ou seja, menos da metade, atende a todas as regras para ter o auxílio.

Três entre dez necessitam de uma revisão de dados do cadastro feito por meio do aplicativo Caixa | Auxílio Emergencial e pelo site auxilio.caixa.gov.br. Esse grupo, que deverá passar por revisão dos dados, representa um universo de 11,6 milhões de informais, MEIs (microempreendedores individuais) e contribuintes individuais do INSS que se inscreveram entre os dias 7 e 10 de abril.

Há ainda um grupo de 1,7 milhão que deverá passar por uma processamento adicional dos dados, dada a complexidade do cruzamento que deve ser feito para liberar o benefício. Ao final, apenas 3,5 milhões de informais não atenderam às regras para ter o auxílio e ficarão sem a grana, o que representa 10,94%, ou um em cada dez inscritos no primeiro lote.

Em nota, a Dataprev detalhou como foi feita a checagem dos dados. "No período de análise, foi necessária a divisão dos dados em lotes de envio à Caixa devido à complexidade do cruzamento de informações dos brasileiros diante dos diversos cenários apresentados com os normativos legais", diz a nota.

Não há data exata para o pagamento dos valores, pois a Caixa não divulgou novo calendário. Nesta quarta (22), o Ministério da Cidadania informou que não há grana para pagar a segunda parcela, que começaria a ser distribuída nesta quinta (23).

PEDIDOS EM ANÁLISE
Segundo a Dataprev, com a finalização das análises e o envio de dados para a Caixa Econômica Federal, o banco deverá informar aos inscritos se o pedido foi aprovado ou reprovado. Quem tiver o benefício negado poderá recorrer.

Para quem está precisando dos R$ 600 porque não pode trabalhar na pandemia do coronavírus, a espera é angustiante. É o caso da diarista Sandra Regina Antônio Vieira, 56 anos. Ela se inscreveu no primeiro dia, 7 de abril, e, até agora, não teve resposta.

"Não posso fazer faxina, pois não dá mais para ir na casa de ninguém. A gente fica sem uma resposta e isso é triste. Disseram que, na terça sairia resposta, chegou quarta e nada."

O filho dela, Cesar Antônio Vieira, 21, também se inscreveu no dia 7 e espera resposta. Ele estava fazendo bicos em uma loja de tecnologia, trabalhando no conserto de celulares, mas como o local fechou com a pandemia de coronavírus, ficou sem emprego.

A revisora Luciana Silva Lopes de Mendonça, 41, diz que apenas quer uma resposta. Segundo ela, que também se inscreveu no dia 7 de abril, ficar com o benefício "em análise" por tanto tempo é angustiante. "Eu esperava ao menos uma resposta, para saber se foi aprovado ou não."

NOVO LOTE
A Dataprev informa ainda que já deu início à análise de mais um lote de pedidos de benefício, desta vez para inscritos entre 11 e 17 de abril. Os dados foram repassados à empresa de tecnologia no sábado (18) e a conclusão deve ocorrer até sexta-feira (24).

Ao todo, são mais 7 milhões de inscrições para ter o auxílio de R$ 600. Os dados mostram que o governo já possui 45,2 milhões de brasileiros com os CPFs considerados elegíveis, homologados e enviado à Caixa para verificação final e pagamento, o que inclui informais e inscritos no CadÚnico.

Por: Folhapress

terça-feira, 21 de abril de 2020

Febraban dá dicas para evitar golpes na internet

Foto: Marcello Casal Jr. / Agência Brasil
A Federação Brasileira de Bancos (Febraban) divulgou dicas para que as pessoas se protejam e evitem golpes pela internet que podem gerar prejuízos materiais. Com o crescimento das transações digitais em razão da pandemia do novo coronavírus (covid-19), vêm aumentando também as tentativas de invasão e acesso indevido aos dispositivos de cidadãos visando obter alguma vantagem indevida.  

Há golpes novos que vêm ocorrendo mais fortemente. Em um deles, bandidos entram em contato com clientes, se passando por funcionários do banco, afirmando que houve transações suspeitas. Isso pode ocorrer para obter dados pessoais do correntista. Um outro tipo de golpe envolve o envio de um “motoboy” à casa do cliente para recolher o cartão e, supostamente, verificar problemas.

Uma das estratégias usadas por golpistas, durante a pandemia, é a criação de aplicativos para simular apps de governos e autoridades, como o da Caixa para pagamento do auxílio emergencial. Utilizando esses programas falsos, o bandidos conseguem informações que permitem realizar compras ou transações.

Segundo a Febraban, bandidos também estão intensificando táticas já utilizadas, como esquemas para obter dados das pessoas que viabilizem realizar transações ou clonagem de contas para requisitar valores se passando pela pessoa.

Foi o caso da consultora em redes sociais Flávia Azevedo. Ela recebeu a ligação de uma pessoa que se passava por assessor de um amigo e pedia informações para o envio do convite de um evento. Flávia recebeu email com um link para o Whatsapp que gerava um código. Ela repassou o código para a pessoa - no intuito de receber o convite, mas o que teve foi uma grande dor de cabeça. A pessoa clonou a conta da profissional no serviço de mensagens e, a partir daí, passou a enviar pedidos de dinheiro a amigos da consultora, se fazendo passar por ela.

"Às vezes você está ocupada e mesmo sabendo destes golpes não nota pois chega uma ligação em nome de quem você conhece. Por isso, é sempre muito importante tomar cuidado e conferir esse tipo de pedido", diz.

A Febraban explica que os bancos não enviam links com pedidos de atualização de dados por mensagem (SMS), Whatsapp ou e-mail. As instituições financeiras também não entram em contato por telefone para pedir cadastro, realizar transferência, fazer testes ou atualizar e sincronizar tokens.

O acesso a sites de bancos ou de benefícios como o auxílio emergencial deve ser feito com digitação dos endereços dos sites oficiais, não entrando por meio de links. Os aplicativos devem ser baixados nas lojas oficiais (como Play Store para Android ou App Store para os smartphones da Apple).

A Febraban reitera cuidados importantes para evitar problemas:

- Manter antivírus atualizado;
- Não instalar pen drives desconhecidos, pois podem ter vírus;
- Configurar senhas fortes no wi-fi pessoal;
- Alterar senhas se identificar algum comportamento suspeito;
- Criar usuários caso utilize um computador compartilhado.

Da Agência Brasil

domingo, 19 de abril de 2020

Pagamento | Prefeitura de Vertente do Lério antecipa salário de abril

Foto: Divulgação/Reprodução - Blog do Sérgio Ramos
A prefeitura de Vertente do Lério antecipou, para este sábado (18), o pagamento do salário dos servidores (efetivos, comissionados, contratados e inativos) referente ao mês de abril. A informação foi divulgada pelo secretário de Educação e Infraestrutura, Fábio França, através de postagem nas redes sociais. “Mais uma vez Vertente do Lério larga na frente. Mesmo em meio ao cenário de pandemia e crise financeira causada pelo coronavírus, nossa gestão segue trabalhando, inovando e buscando honrar com seus compromissos”, postou França. O valor da folha de pessoal é de aproximadamente R$ 800 mil.

Com aproximadamente oito mil habitantes, "o município tem como sua maior riqueza a exploração da rocha calcária, para fabricação de corretivo de solo, ingrediente de ração animal e a cal para indústria e construção civil. Segundo a tradição, a região era de propriedade de um homem chamado Lério. Em suas terras havia uma vertente de água, com a qual a população local, castigada pela seca, se abastecia. Por ocasião da seca de 1880, as pessoas iam até o local, para abastecer-se de água "lá na Vertente do Lério". (Informações Wikipédia). 

Do Blog do Agreste

terça-feira, 7 de abril de 2020

Veja como é o cadastro para o auxílio emergencial e quem poderá receber os R$ 600

CaixaFoto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Já está no ar o site lançado pelo governo federal para o cadastro de trabalhadores informais ou desempregados que estão sem renda

Já está no ar o site lançado pelo governo federal para o cadastro de trabalhadores informais ou desempregados que estão sem renda. Esse site, o auxilio.gov.br, deve ser usado por quem não está no CadÚnico, que é o cadastro do governo federal para o pagamento de benefícios sociais.


Esse novo cadastro servirá para a realização da autodeclaração de renda. O auxílio emergencial deve começar a ser pago nesta quinta (9).

Confira quem receberá o auxílio de R$ 600, por três meses


Trabalhadores informais, microempreendedores individuais (MEI), autônomos e intermitentes sem emprego fixo, que não estejam recebendo benefício previdenciário ou seguro-desemprego.


São três grupos principais com direito:
1. Beneficiários do Bolsa Família
2. Autônomos e informais que estão no CadÚnico
3. Autônomos e informais que não estão no CadÚnico

Mães que sustentam a família
Terão direito a uma cota dupla do auxílio, totalizando R$ 1.200
CadÚnico (cadastro de benefícios sociais do governo federal)
-Para quem se cadastrou até 20 de março, a concessão deve ser mais fácil, pois a identificação da renda será mais rápida
-O sistema de cadastro está fechado
-Quem não estiver cadastrado poderá fazer autodeclaração no aplicativo lançado pelo governo

Com consultar o CadÚnico

É necessário informar:
Nome completo
Data de nascimento
Nome da mãe
Cidade de residência
-Clique em "Não sou um robô", siga as instruções e depois em "Emitir"
-Se o sistema localizar o cadastro, serão informados o NIS (Número de Informações Sociais), nome e situação do cadastro
-O sistema não localizará quem fez o cadastro há menos de 45 dias
-Quem estiver neste cadastro não precisará do aplicativo lançado pelo governo

Aplicativo para quem não está no CadÚnico
Clique em "Realize sua solicitação"
Informe os dados pessoais, como nome e CPF e envie o pedido
O sistema dará início à análise de informações para decidir se há ou não o direito

Renda máxima para ter o direito
Até R$ 522,50 por pessoa na família ou até R$ 3.135 por grupo familiar
Em 2018, renda tributável de até R$ 28.559,70

Como será o pagamento
A Caixa criará um calendário, mas o cronograma não está fechado
Uma transferência mensal para conta-corrente do benefício será gratuita

Outras questões
Até duas pessoas da mesma família podem receber. Quem recebe Bolsa Família ficará, por três meses, com o auxílio, se o valor for maior. Trabalho formal é aquele com registro em carteira e funcionários públicos em cargos em comissão.

Renda familiar é a soma dos rendimentos brutos de todos os integrantes da residência
Programas de transferência de renda, como Bolsa Família, não entram no cálculo da renda familiar.

Da Folha de PE

terça-feira, 25 de fevereiro de 2020

Educação financeira: obrigatória nas escolas e essencial para a vida

Júlio Schoeneman estuda o tema desde 2017 e já modificou
atitudes em casa e na escola. (Foto: Bruna Costa / Esp.DP Foto)
De acordo com pesquisa da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), 65% dos brasileiros estão endividados. Na opinião de especialistas no assunto, para boa parte dos inseridos neste percentual, a questão está mais associada à falta de educação financeira do que, propriamente, à escassez de recursos. Um problema que pode atingir um número menor de pessoas nas próximas gerações. Afinal, desde o início deste ano letivo, todas as escolas brasileiras precisaram estar 100% adaptadas às novas normas da Base Nacional Comum Curricular (BNCC), que obriga a inserção da educação financeira nas instituições de ensino a partir do fundamental I, ou seja, dos 6 a 10 anos.

Para especialistas no assunto, esta tentativa de solucionar os crescentes endividamento e inadimplência deve trazer resultados. Afinal, especialistas afirmam que a partir dos quatro anos já há este discernimento para absorver os conteúdos. Atualmente, cerca de 800 escolas com 300 mil crianças e jovens de todo o Brasil passam pelo processo, utilizando o Programa DSOP Educação Financeira nas Escolas. O DSOP existe há 11 anos atuando há seis em 21 escolas públicas e 60 particulares de Pernambuco. Ao contrário do que pode parecer, a princípio, sua metodologia quase não se utiliza de números, segundo Carolina Buarque, educadora e terapeuta financeira formada na DSOP São Paulo. “Trata-se, afinal, de uma ciência humana, que cria um comportamento sustentável com o objetivo de gerar, a longo prazo, uma geração sustentável financeiramente. Nosso objetivo é falar sobre orçamento, poupança e sonhos. Não é só dinheiro, é tudo em volta dele e que perpassa alguns campos como empreendedorismo, família, diversidade dos valores (o que é supérfluo ou não), riqueza e pobreza, autonomia e cidadania”, explica. Carolina detalha, ainda, que o objetivo do programa é construir um novo modelo mental na criança, para que ela lide com o dinheiro visando realizar sonhos, embora se deixe bem claro, também, que há aqueles que ele não compra. “Pode-se conviver com o consumismo sem ser consumista. Pode-se identificar o que é necessidade ou desejo, sempre priorizando sonhos, que devem ser “blindados” porque haverá verba necessária para isso”, ressalta. Pais e professores também são capacitados com cursos online gratuitos. Até para que os professores não encarem a nova demanda apenas como um trabalho adicional.

O economista Edgard Leonardo, mestre em Administração pela UFPE, consultor e palestrante, ratifica a importância da educação nos primeiros anos de escola e afirma que se trata de uma questão comportamental. “Há cerca de 10 anos proferi uma palestra que teve uma repercussão incrível entre pessoas com formação e bom nível de renda e sobre quem achei que não pesariam estas questões. Na minha geração, entretanto, a maioria das pessoas não foi instruída na infância a respeito”, afirma. Edgard destaca, ainda, a necessidade da mobilização conjunta, em família, sobre o assunto. “Na nossa sociedade machista, muitas vezes o pai, provedor, passa por dificuldades mas não compartilha isto para não se sentir diminuído. A criança, e principalmente o jovem, entretanto, precisa saber”, salienta. O especialista destaca, ainda, a importância do entendimento sobre consumo responsável. “Consumir é bom. Dinamiza a economia, faz com que o comércio venda, reponha estoque e haja a necessidade de pessoas para atender e trabalhar na logística. Mais emprego, portanto. Muitos, entretanto, não sabem lidar com crédito, cheque especial, financiamento e querem antecipar consumo. Esta ciranda leva à desestabilização. É importante entender, também, que o problema advindo do consumismo exacerbado pode ser, inclusive, familiar. Questões financeiras costumam estar entre as primeiras causas de divórcio, por exemplo”, detalha. Sobre a inserção do tema em sala de aula, Edgard destaca a necessidade de fazer com que ela transite em várias disciplinas. “Se eu tivesse a oportunidade de dar uma dica a meus colegas professores é que não se apegassem a uma aula de matemática com informações sobre juros, porcentagens, cálculo de descontos. É importante que se torne algo transversal”, sugere.

Mudanças na rotina diária de pais e filhos educados financeiramente

Mesmo sem a obrigatoriedade, algumas escolas já lecionam a disciplina há alguns anos. Pais ou responsáveis já começam a perceber, portanto, posturas diferenciadas das crianças na utilização da verba familiar, além de modificação na própria rotina. A arquiteta Silvana Farias, por exemplo, conta que a filha Isis Farias, 9 anos, atualmente no quarto ano escolar, já aprende sobre o tema há três anos. Foi, portanto, um processo natural de entendimento do assunto. “Ela já desenvolve conhecimento sobre custos e valores, que vai utilizar para toda a vida. Sempre achei, também, que a melhor forma de aprender matemática é relacionar os problemas com dinheiro”, afirma. Isis corrobora as palavras da mãe afirmando que já aprendeu a economizar, fazer cofrinho e que, em casa, pratica ações como desligar a luz ao sair dos cômodos, não acionar o ar-condicionado para dormir à tarde, além de entender melhor quando não pode ganhar algo. Já tem poder de escolha, entretanto, sobre suas poupanças e sonhos. “Economizo minha mesada para comprar maquiagem e, no futuro, quero ter um sítio”, revela.

Júlio Schoeneman, também de nove anos, tem vários pontos em comum com Isis. No quinto ano escolar, estuda o tema desde 2017. “Economizo a água na hora do banho e a energia ao apagar a luz e abrir as janelas. Além disso, cuido dos meus brinquedos para não quebrar ou perder”, conta. A mãe de Júlio, a também arquiteta Soraya Schoeneman, acredita que as noções aprendidas por Júlio auxiliam a família no dia a dia e preparam as crianças para lidar com o dinheiro de forma mais madura. “Júlio tem hábitos como fechar a geladeira quando não está a utilizando, andar a pé e fazer pesquisas de preço antes de comprar”, conta. O menino acredita que a economia traz uma série de benefícios. “Aprendi que você deve economizar dinheiro gastando menos e comprando coisas mais baratas, além de juntar para ter brinquedos, roupas, livros. Assim, no futuro, posso realizar meus sonhos e comprar algum brinquedo que minha mãe diz que é caro. Além disso, ajudo meus pais a poupar”, conclui.

REFLEXOS DA EDUCAÇÃO FINANCEIRA NAS ESCOLAS

Instituto de Economia da UNICAMP, por seu Núcleo de Economia Industrial e da Tecnologia (NEIT), o Instituto Axxus e a Associação Brasileira de Educadores Financeiros (Abefin) realizaram a 1ª Pesquisa de Educação Financeira nas Escolas.

A pesquisa foi realizada com 750 pais/responsáveis de crianças de 4 a 12 anos estudantes em escolas adotantes e não adotantes de programas de educação financeira de cinco capitais brasileiras -Recife, São Paulo, Rio de Janeiro, Goiânia e Vitória. Dos entrevistados: 81% mães, 11% pais e 8% educadores. 51% de alunos do sexo feminino e 49% do sexo masculino.

Resultados:

* 71% dos alunos que têm aulas sobre o tema nas escolas ajudam os pais a fazerem compras conscientes.

*93% das pessoas nunca aprenderam na escola nem em casa a administrar o próprio dinheiro. 

*78% das pessoas acham que educação financeira trata-se de uma ciência exata, quando é humana.

*Em uma escola com educação financeira em sua grade curricular, 100% dos alunos apresentaram mudança comportamental em relação ao uso do dinheiro. 

*94% dos pais são apresentados à educação financeira por meio dos filhos que frequentam escolas onde são oferecidos programas sobre o tema. 

*Sete em cada dez crianças com educação financeira reagem bem em frente a um revés financeiro.

*100% das escolas sem educação financeira nunca tiveram eventos sobre o tema. 80% das que tem possuem eventos sobre o tema.


Comportamento dos filhos:

Frente a uma negativa de compra:

Reagem bem/regular: 57% (Sem educação financeira); 100% (Com educação financeira).

Reagem mal: 43% (Sem educação financeira); 0% (Com educação financeira).

Reúnem-se com a família para falar sobre dinheiro:

33% (Sem educação financeira); 98% (Com educação financeira).

Filhos sabem da situação financeira da família:

6% (Sem educação financeira); 67% (Com educação financeira)

Filhos que poupam ou gastam parcialmente em coisas que valorizam:

18% (Sem educação financeira); 100% (Com educação financeira).

Do Diario de PE

sexta-feira, 31 de janeiro de 2020

38 milhões ainda podem fazer o saque do FGTS na Caixa

FGTSFoto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
O valor pode ser sacado até 31 de março de 2020
O resgate de até R$ 998 do FGTS ainda pode ser feito por 37,6 milhões de trabalhadores, de acordo com a Caixa Econômica Federal, que administra o fundo.

Até o dia 27 de janeiro, R$ 27,2 bilhões já haviam sido pagos para 58,4 milhões de pessoas.

O valor pode ser sacado até 31 de março de 2020 por todos que tinham até R$ 998 em uma conta do FGTS em 24 de julho de 2019, quando o governo Bolsonaro anunciou a liberação da grana.

Para quem tem mais de R$ 998, o limite de saque é de R$ 500 para conta ativa (atual emprego) ou inativa do trabalhador. Por exemplo, se tiver três contas com R$ 1.000 cada, terá direito a sacar até R$ 1.500 no total.

Mais de 4 milhões de trabalhadores que já resgataram R$ 500 ainda podem sacar mais R$ 498 do FGTS. O valor extra foi liberado em dezembro para aquecer a economia. Segundo a Caixa Econômica Federal, 5,9 milhões de brasileiros já receberam a diferença.

Para saber se pode resgatar a grana, basta conferir o seu extrato do FGTS em qualquer agência da Caixa, pelo site www.fgts.gov.br ou pelo Aplicativo FGTS.O saque pode ser feito em qualquer agência da Caixa, nas lotéricas e nos correspondentes Caixa, apresentando um documento de identificação. Quem tem o cartão cidadão pode ainda fazer o saque diretamente no caixa eletrônico.

Seguro-desemprego
Quem aderiu ao saque imediato não perde o direito ao seguro-desemprego em caso de demissão por justa causa. No entanto, mais de 67 mil pedidos tiveram que ser reprocessados pelo governo federal, pois, durante o cruzamento de dados realizado para a liberação do seguro, a movimentação da conta do FGTS fez com que o sistema barrasse o pagamento.

De acordo com a Secretaria Especial de Previdência e Trabalho, do Ministério da Economia, os problemas relacionados ao saque imediato foram sanados.

Dinheiro na conta
- Dos 96 milhões de trabalhadores com direito ao saque imediato do FGTS, 58,4 milhões já fizeram o resgate
- Dos 10 milhões de trabalhadores com direito ao valor extra, de R$ 498, apenas 5,9 milhões já receberam o valor
- O saque imediato do FGTS pode ser realizado até 31 de março de 2020

Por: Folhapress

sexta-feira, 6 de dezembro de 2019

Poupança tem maior captação líquida para novembro em dois anos

PoupançaFoto: Arquivo/Agência Brasil
Depósitos superaram saques em R$ 2,43 bi no mês

Aplicação financeira mais tradicional do país, a caderneta de poupança registrou a maior captação líquida para meses de novembro em dois anos. No mês passado, os depósitos superaram os saques em R$ 2,43 bilhões, informou nesta quinta-feira (5) o Banco Central. Este é o melhor resultado para o mês desde novembro de 2017, quando a poupança tinha registrado captação líquida de R$ 3,92 bilhões.

Em novembro do ano passado, os correntistas tinham depositado R$ 684,5 milhões a mais do que tinham sacado. De janeiro a novembro, os brasileiros retiraram R$ 3,88 bilhões a mais do que depositaram na caderneta. O desempenho está pior do que em 2018. No mesmo período do ano passado, as captações (depósitos) tinham superado as retiradas em R$ 23,65 bilhões.

Até 2014, os brasileiros depositavam mais do que retiravam da poupança. Naquele ano, as captações líquidas chegaram a R$ 24 bilhões. Com o início da recessão econômica, em 2015, os investidores passaram a retirar dinheiro da caderneta para cobrir dívidas, em um cenário de queda da renda e de aumento de desemprego.

Em 2015, R$ 53,57 bilhões foram sacados da poupança, a maior retirada líquida da história. Em 2016, os saques superaram os depósitos em R$ 40,7 bilhões. A tendência inverteu-se em 2017, quando as captações excederam as retiradas em R$ 17,12 bilhões, e em 2018 – captação líquida de R$ 38,26 bilhões.

Com rendimento de 70% da Taxa Selic (juros básicos da economia), a poupança atraiu recursos em novembro apesar de se tornar menos atrativa porque os juros básicos estão no menor nível da história. Com a redução da Selic para 5% ao ano, o investimento deixará de render mais do que a inflação.

Para 2020, o Boletim Focus, pesquisa com instituições financeiras divulgada toda semana pelo Banco Central, prevê inflação oficial pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de 3,6%. Com a atual fórmula de rendimento, a poupança renderá 3,5% no próximo ano, caso a Selic permaneça em 5%.

Por: Agência Brasil 

Acompanhe-nos no Facebook


Publicidade


!

!
!
!

!

!

!

!
!
!
!
!

!
! !
!

!

Você é o Visitante:

Acessos em Tempo Real

Previsão do Tempo em Surubim

Blogs e Sites Parceiros

Arquivo do blog

Curta Nossa FanPage - Muito Obrigado!

Internautas On Line

(81) 9925.8297 // negocioseinformes@gmail.com