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segunda-feira, 28 de setembro de 2020

A ociosidade da economia e a taxa de juros

O Banco Central (BC) divulgou o Relatório Trimestral de Inflação, onde apresentou suas projeções dos principais indicadores da economia brasileira. A inflação deve ficar em 2,1% ao final de 2020, abaixo do piso da meta; e, abaixo de 3,0% ao final de 2021. Este cenário contradiz o recente pico de inflação, principalmente de alimentos, itens de higiene e material de construção, consequência da redução do isolamento social, demanda externa aquecida e retomada forte com o Auxílio Emergencial.


O que chama mais atenção é a situação econômica atual. Segundo o BC, a ociosidade da economia brasileira está muito grande. O hiato do PIB, a diferença entre o PIB efetivo, medido pelo IBGE, e o seu potencial aumentou consideravelmente com a pandemia. Desta forma, mesmo que o consumo se expanda consideravelmente, não trará uma força inflacionária expressiva, pois a capacidade instalada das indústrias, principalmente, poderá atender a elevações do consumo.


Este fato induz a uma continuada política de taxa de juros básicos da econômica (Selic) em níveis muito baixos, e os atuais 2% ao ano deverão continuar por um período ainda mais longo. A indicação é que permaneça neste patamar até o início de 2022, quando este estímulo deverá começar a ser retirado. Quem poderia prever um período tão longo com juros tão baixos? A repercussão disso no consumo, nos investimentos e no setor produtivo são enormes.

Do Diario de PE (Por Ecio Costa). Foto: Divulgação / Reprodução Internet

quinta-feira, 24 de setembro de 2020

Estudo do BC mostra que população usou auxílio emergencial para consumo

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
O Banco Central trouxe, no relatório de inflação divulgado nesta quinta-feira (24), um estudo que avalia o impacto do auxílio emergencial, pago pelo governo àqueles que perderam renda com a pandemia do novo coronavírus, no consumo.


A pesquisa mostrou que grande parte dos valores recebidos foram utilizados pela população para fazer compras. Segundo o BC, a simulação sugere que apenas uma pequena parcela do benefício foi destinada à poupança.


"A análise sugere que o auxílio emergencial ajudou a sustentar o consumo durante os primeiros meses de impacto da pandemia. [...] Nesse caso, o fim do programa pode contribuir para a desaceleração do consumo das famílias, ainda que de forma temporária", diz o texto.


O levantamento mediu o impacto do auxílio emergencial sobre o consumo a partir das compras com cartão de débito. Para fazer a simulação, o BC mediu a importância do auxílio por município e o aumento das vendas entre abril e julho, na comparação com janeiro e fevereiro.


"Observamos municípios com diferentes níveis de renda, o auxílio é mais expressivo em alguns, é como se o município fizesse o papel de uma pessoa [na simulação]. Naqueles mais dependentes, pudemos medir se o consumo aumentou com o auxílio. Vimos que grande parte do auxílio foi consumido", explicou o diretor de política econômica do BC, Fábio Kanczuk.


Na simulação da autoridade monetária, o auxílio emergencial teria contribuído em 10,3 pontos percentuais o consumo no período, que cresceu 0,3%.


Pelo modelo, a média obtida foi de 0,83 ponto percentual. Isso significa que em uma cidade em que o auxílio emergencial representa 1 ponto a mais em sua renda, a população comprou 0,83 pontos a mais que um município similar com menor dependência do socorro do governo.


De acordo com o documento, no entanto, o benefício é mais relevante em municípios com maior proporção de trabalhadores informais -que tiveram mais prejuízos com a pandemia.


Assim, sem a renda do trabalho no modelo estatístico, o resultado poderia ser afetado.


"Por outro lado, a variação das compras com cartão de débito pode não representar adequadamente a variação do consumo das famílias no momento. Por exemplo, nota-se que o cronograma do auxílio incentiva o aumento do uso desse meio de pagamento ao permitir compras com cartão de débito antes da liberação para saque ou transferência bancária, o que pode implicar em viés para cima", ponderou o estudo.


Além disso, segundo o BC, outros fatores podem influenciar o movimento do consumo, como outras medidas emergenciais (antecipação do 13º salário a aposentados e pensionistas, adiamento de impostos e outros) e a possibilidade de que as pessoas tenham ido às compras em municípios vizinhos.

Por FolhaPress

sexta-feira, 18 de setembro de 2020

Governo já desembolsou R$ 197 bilhões em auxílio emergencial


Quase metade do valor foi para beneficiários do Norte e Nordeste

O presidente da Caixa Econômica Federal, Pedro Guimarães, disse nesta quinta-feira (17) que já foram transferidos R$ 197 bilhões em auxílio emergencial para 67,2 milhões de beneficiários do programa em todo o Brasil. Segundo ele, cerca de 45% dessas pessoas vivem nas regiões Norte e Nordeste do país.

"Desses R$ 197 bilhões, R$ 68 bilhões foram para o Nordeste e R$ 21 bilhões para a Região Norte", destacou, durante live semanal do presidente Jair Bolsonaro transmitida pelas redes sociais. Guimarães também lembrou que as primeiras cinco parcelas do auxílio emergencial, no valor de R$ 600, foram pagas a 45 milhões de pessoas e que integrantes do Bolsa Família já começaram a receber a sexta parcela, num valor menor, de R$ 300, que corresponde ao auxílio residual. 

Decreto do presidente publicado esta semana no Diário Oficial da União detalha as regras para a concessão do auxílio residual. As parcelas serão pagas apenas a quem já têm o auxílio emergencial, ou seja, trabalhadores que não são beneficiários do programa não poderão solicitar o auxílio residual.

Instituído em abril para conter os efeitos da pandemia sobre a população mais pobre e os trabalhadores informais, o auxílio emergencial começou a ser pago com parcelas mensais de R$ 600 a R$ 1.200 (no caso das mães chefes de família) a cada beneficiário. Inicialmente projetado para durar três meses, o benefício foi estendido para um total de cinco parcelas. A partir de hoje, o auxílio residual passa a ser pago em até quatro parcelas mensais.

Volta às aulas

Ainda durante a live, Bolsonaro voltou a defender o retorno das aulas presenciais no país e disse que já acionou o ministro da Educação para tratar do assunto. "Hoje, até mandei mensagem para o ministro Milton [Ribeiro], da Educação, para que se volte as aulas no Brasil", afirmou.

Hoje durante audiência pública com deputados e senadores, Milton Ribeiro disse que, se dependesse dele, as aulas presenciais nas escolas de todo o país “voltariam amanhã", mas que ainda há riscos sanitários. O ministro informou também que a pasta está elaborando um protocolo de biossegurança para a retomada do funcionamento das escolas, com foco na educação básica. 

Da Agência Brasil (Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil)


sexta-feira, 14 de agosto de 2020

Economia: como guardar algum dinheiro para o futuro?

A economia mundial vem sofrendo grandes perdas devido à pandemia do coronavírus. A situação de muitos brasileiros, inclusive, não está fácil. Muitos têm se dividido entre priorizar itens mais importantes, como moradia e alimentação, em detrimento de atividades de lazer, viagens, entre outras
Sabemos que, no entanto, mesmo com o momento complicado, há a necessidade de ter algum fundo de reserva para ocasiões de emergência.
Por isso, separamos algumas dicas para que você consiga juntar algum dinheiro, mesmo que seja pouco, ou até mesmo criar novas oportunidades de ter seus rendimentos de volta. Confira.
Faça uma relação de seus gastos
Separar os gastos entre prioritários e secundários pode ser o início de assumir o controle de tudo o que você tem de proventos e o que realmente precisa gastar. Anotar separadamente todos os gastos ― desde os pequenos valores ― faz com que você possa fazer um planejamento financeiro.
Revisite suas dívidas
Se você possui dívidas com instituições financeiras, procure revisitá-las nesse período. Com a baixa rentabilidade, até essas empresas estão facilitando processos para renegociações de dívidas, diminuição de juros ou mesmo congelamento de parcelas durante um determinado período. Dessa forma, pode ser possível que você consiga ― por meio da diminuição do valor de parcelas, por exemplo, juntar o excedente.
Não faça grandes compras
Está ansioso para comprar a mobília nova de sua casa? Espere um pouco. O conselho de diversos economistas renomados é que certas compras que podem ser adiadas, devem sê-lo até a economia se restabelecer minimamente.
Escolha um dia para não gastar nada
Se você pode trabalhar, cozinhar e ficar em casa, escolha um dia da semana para não ter nenhum gasto. Além disso, tenha um dia fixo para ir ao mercado e separe seu orçamento de acordo com as reais necessidades. Buscar cupons de desconto em grandes redes (pelos aplicativos) também traz economia.
Pague as contas assim que tiver dinheiro
Da mesma forma que a necessidade do momento é juntar algum dinheiro, postergar o pagamento de contas não oferece vantagens, uma vez que elas terão de ser pagas no futuro de qualquer jeito. Exceto por boas negociações (em cartões de crédito, por exemplo, com oportunidades de parcelamento vantajosas), não vale a pena adiar o que tem que ser pago de qualquer jeito.
Invista em sua carreira
Fazer um curso de pós-graduação ou MBA pode fazer com que seu currículo destaque-se diante de
Mantenha contato com a Unopar Surubim: (81) 9 9246-6674
outros concorrentes à mesma vaga. Tudo porque, se você conseguiu ter uma reserva financeira ― mesmo neste momento menos favorável da economia, investir em si mesmo é o melhor caminho.
Além disso, a especialização abre portas e mais oportunidades para quem segue nos estudos ao considerar o aprimoramento do conhecimento adquirido na graduação, por exemplo.
Tente gastar menos do que ganha
Planejar as contas, como dito no começo do texto, é parte fundamental para que seu orçamento não fique estourado e que haja oportunidade de guardar algum dinheiro. Por isso é fundamental que você não gaste mais do que ganha mensalmente.

quinta-feira, 30 de julho de 2020

Brasileiros guardam R$ 277 bilhões em casa na pandemia

Foto: Marcos Santos/USP Imagens
Os brasileiros ampliaram o volume de dinheiro em espécie que é guardado em casa diante das incertezas causadas pela crise do novo coronavírus. O aumento já é de R$ 61 bilhões e fez o entesouramento bater recorde no Brasil, segundo o Banco Central (BC).

81 bilhões em circulação no país no fim de 2019 e a expectativa era que o meio circulante crescesse a R$ 301 bilhões neste ano. Porém, com o aumento do entesouramento, o meio circulante já chegou a R$ 342 bilhões na pandemia.

Esse fenômeno ampliou, portanto, o volume e o custo da emissão de moeda no Brasil. Por isso, o Banco Central pediu ao Conselho Monetário Nacional (CMN) R$ 113 milhões para ampliar a produção das cédulas de R$ 100 e também para lançar a nova cédula de R$ 200 no próximo mês - cédula que, segundo o BC, vem justamente para fazer frente a essa demanda maior da população por dinheiro em espécie.

"O BC observou os efeitos de entesouramento trazidos pela pandemia e não sabe por quanto tempo isso vai perdurar. [...] Por isso, entende que é um momento oportuno para a nova cédula. É o BC agindo preventivamente diante do aumento da demanda por numerário", afirmou Carolina.

A diretora do BC garante, por sua vez, que o BC não pretende ampliar novamente a produção de papel-moeda prevista para este ano. E assegurou que a quantidade de dinheiro existente é suficiente para a demanda da população. Ou seja, que não vai faltar dinheiro em papel nos bancos.

"O BC entende que a quantidade de papel moeda em circulação é adequada para fazer frente às diferentes necessidades da população. O BC tem atendido a rede bancária. Não há falta de numerário", destacou.

Carolina ainda frisou que o aumento do meio circulante não é uma exclusividade brasileira na pandemia. Segundo ela, esse fenômeno também foi observado em países como os Estados Unidos, o Japão, a Itália, o Reino Unido e a China - todos duramente afetados pela pandemia do novo coronavírus. 

Por: Correio Braziliense

domingo, 14 de junho de 2020

Limoeiro define protocolo de reabertura: comércio varejista abre nesta segunda-feira (15)

Foto | Google Maps - Reprodução
A prefeitura de Limoeiro divulgou, na manhã deste sábado (13), o plano de flexibilização para retomada de algumas atividades econômicas no município. O protocolo de abertura foi decidido durante reunião realizada na noite dessa sexta (12) com a participação dos representantes das secretarias de Saúde e de Administração. O comércio varejista abrirá a partir desta segunda (15) com horário reduzido: 8h às 16h. O protocolo foi montado em seis pontos. Confira:

1. Praças, Academias da Saúde e das Cidades: permanecem fechadas;

2. Bares e restaurantes: permanecem fechados. Liberado o atendimento delivery e ponto de coleta;

3. Academias de ginástica: permanecem fechadas;

4. Comércio: horário reduzido (08h às 16h seguindo os protocolos de saúde);

5. Feira livre: quarta, quinta, sexta e sábado (essa semana iniciará na quinta e na semana seguinte começará na quarta). Na segunda-feira será feita uma reunião com a comissão dos feirantes para alinhamento do protocolo;

6. Mercado: quarta, quinta, sexta e sábado aberto, exceto os boxes tipo restaurante.

Do Blog do Agreste

MP autoriza abertura automática de contas para saque do FGTS

FGTS - Foto: Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
A estimativa do banco é que 60 milhões de pessoas tenham direito ao saque

O governo publicou neste sábado (13) uma medida provisória (MP) que autoriza a abertura automática de poupanças digitais da Caixa Econômica Federal para que todos os trabalhadores que possuem conta no Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) recebam até R$ 1.045,00 de seu saldo disponível.

A Caixa divulgou neste sábado o calendário de pagamento do saque emergencial do FGTS. A estimativa do banco é que 60 milhões de pessoas tenham direito ao saque, sendo que muitas são “desbancarizadas”, ou seja, não possuem conta em nenhum banco. No total, cerca de R$ 37,8 bilhões serão transferidos.

Pela nova MP, o dinheiro do FGTS ficará disponível na conta até 30 de novembro. Caso não haja movimentação até essa data, os recursos voltam para o saldo do trabalhador no fundo. Os depósitos começam em 29 de junho e seguem até 21 de setembro, de acordo com o mês de nascimento do beneficiário.

Contas digitais do tipo já vinham sendo utilizadas para o pagamento do auxílio emergencial relacional à pandemia do novo coronavírus, de R$ 600,00. Com a MP 982/2020, publicada em edição extra do Diário Oficial da União (DOU), o uso desse tipo de conta fica ampliado também para o saque do FGTS e o depósito de diversos benefícios sociais e emergenciais, inclusive pelos governos estaduais e municipais.

De acordo com a MP, nenhuma tarifa será cobrada pela poupança digital automática, e fica garantido ao menos uma transferência eletrônica mensal gratuita para contas em outros bancos. O limite de movimentação é de no máximo R$ 5 mil por mês, somando-se depósitos e retiradas.

Segundo a Caixa, a abertura automática de contas contribui para evitar a aglomeração de pessoas para o saque do dinheiro nas agências. “O momento atual exige distanciamento social como medida de prevenção à Covid-19”, disse o banco por meio de nota.

Da Agência Brasil

quarta-feira, 6 de maio de 2020

Trabalhadores com salário cortado recebem compensação média de R$ 752,44


Até o momento, cerca de 5,4 milhões de pessoas tiveram contratos suspensos ou reduzidos temporariamente

Trabalhadores que tiveram contratos suspensos ou salários e jornadas reduzidos vão receber, em média, uma compensação mensal do governo de R$ 752,44, informou o Ministério da Economia nesta terça-feira (5).

Até o momento, cerca de 5,4 milhões de pessoas tiveram contratos suspensos ou reduzidos temporariamente. A permissão para esses acordos entre patrão e trabalhador foi concedida em MP (Medida Provisória) editada pelo presidente Jair Bolsonaro.

Todos os afetados pelo corte têm direito a uma recomposição de salário paga pelo governo. O valor é uma proporção do seguro-desemprego e varia de acordo com o tamanho do corte salarial.

A recomposição só é integral, ou próxima disso, para trabalhadores com remuneração mais baixa, de até dois ou três salários mínimos.

De acordo com o Ministério da Economia, a parcela mais baixa liberada até agora é de R$ 261,25. A mais alta corresponde ao valor máximo do seguro-desemprego, de R$ 1.813,00.

Dos acordos firmados até agora, 58% (3,1 milhões) são referentes a suspensão de contrato por até dois meses. Nos casos de redução de jornada por até três meses, 16% (886 mil) eram para corte de 50%, 12% (681 mil) para redução de 70%, e 10% (555 mil) para diminuição de 25%.

Os trabalhadores intermitentes, que têm direito a um benefício de R$ 600, são 3% do total (167 mil).

Por: Folhapress

quinta-feira, 23 de abril de 2020

Três em cada dez pedidos de auxílio emergencial precisam passar por revisão

Foto: Alfeu Taveres / Folha de Pernambuco
Esse grupo, que deverá passar por revisão dos dados, representa um universo de 11,6 milhões de informais

A Dataprev (empresa de tecnologia do governo federal) encerrou a análise do primeiro lote de informais inscritos para receber o auxílio emergencial de R$ 600 do governo federal. Ao todo, foram analisados 32 milhões de cadastros. Do total, apenas 47,5%, ou seja, menos da metade, atende a todas as regras para ter o auxílio.

Três entre dez necessitam de uma revisão de dados do cadastro feito por meio do aplicativo Caixa | Auxílio Emergencial e pelo site auxilio.caixa.gov.br. Esse grupo, que deverá passar por revisão dos dados, representa um universo de 11,6 milhões de informais, MEIs (microempreendedores individuais) e contribuintes individuais do INSS que se inscreveram entre os dias 7 e 10 de abril.

Há ainda um grupo de 1,7 milhão que deverá passar por uma processamento adicional dos dados, dada a complexidade do cruzamento que deve ser feito para liberar o benefício. Ao final, apenas 3,5 milhões de informais não atenderam às regras para ter o auxílio e ficarão sem a grana, o que representa 10,94%, ou um em cada dez inscritos no primeiro lote.

Em nota, a Dataprev detalhou como foi feita a checagem dos dados. "No período de análise, foi necessária a divisão dos dados em lotes de envio à Caixa devido à complexidade do cruzamento de informações dos brasileiros diante dos diversos cenários apresentados com os normativos legais", diz a nota.

Não há data exata para o pagamento dos valores, pois a Caixa não divulgou novo calendário. Nesta quarta (22), o Ministério da Cidadania informou que não há grana para pagar a segunda parcela, que começaria a ser distribuída nesta quinta (23).

PEDIDOS EM ANÁLISE
Segundo a Dataprev, com a finalização das análises e o envio de dados para a Caixa Econômica Federal, o banco deverá informar aos inscritos se o pedido foi aprovado ou reprovado. Quem tiver o benefício negado poderá recorrer.

Para quem está precisando dos R$ 600 porque não pode trabalhar na pandemia do coronavírus, a espera é angustiante. É o caso da diarista Sandra Regina Antônio Vieira, 56 anos. Ela se inscreveu no primeiro dia, 7 de abril, e, até agora, não teve resposta.

"Não posso fazer faxina, pois não dá mais para ir na casa de ninguém. A gente fica sem uma resposta e isso é triste. Disseram que, na terça sairia resposta, chegou quarta e nada."

O filho dela, Cesar Antônio Vieira, 21, também se inscreveu no dia 7 e espera resposta. Ele estava fazendo bicos em uma loja de tecnologia, trabalhando no conserto de celulares, mas como o local fechou com a pandemia de coronavírus, ficou sem emprego.

A revisora Luciana Silva Lopes de Mendonça, 41, diz que apenas quer uma resposta. Segundo ela, que também se inscreveu no dia 7 de abril, ficar com o benefício "em análise" por tanto tempo é angustiante. "Eu esperava ao menos uma resposta, para saber se foi aprovado ou não."

NOVO LOTE
A Dataprev informa ainda que já deu início à análise de mais um lote de pedidos de benefício, desta vez para inscritos entre 11 e 17 de abril. Os dados foram repassados à empresa de tecnologia no sábado (18) e a conclusão deve ocorrer até sexta-feira (24).

Ao todo, são mais 7 milhões de inscrições para ter o auxílio de R$ 600. Os dados mostram que o governo já possui 45,2 milhões de brasileiros com os CPFs considerados elegíveis, homologados e enviado à Caixa para verificação final e pagamento, o que inclui informais e inscritos no CadÚnico.

Por: Folhapress

domingo, 19 de abril de 2020

Pagamento | Prefeitura de Vertente do Lério antecipa salário de abril

Foto: Divulgação/Reprodução - Blog do Sérgio Ramos
A prefeitura de Vertente do Lério antecipou, para este sábado (18), o pagamento do salário dos servidores (efetivos, comissionados, contratados e inativos) referente ao mês de abril. A informação foi divulgada pelo secretário de Educação e Infraestrutura, Fábio França, através de postagem nas redes sociais. “Mais uma vez Vertente do Lério larga na frente. Mesmo em meio ao cenário de pandemia e crise financeira causada pelo coronavírus, nossa gestão segue trabalhando, inovando e buscando honrar com seus compromissos”, postou França. O valor da folha de pessoal é de aproximadamente R$ 800 mil.

Com aproximadamente oito mil habitantes, "o município tem como sua maior riqueza a exploração da rocha calcária, para fabricação de corretivo de solo, ingrediente de ração animal e a cal para indústria e construção civil. Segundo a tradição, a região era de propriedade de um homem chamado Lério. Em suas terras havia uma vertente de água, com a qual a população local, castigada pela seca, se abastecia. Por ocasião da seca de 1880, as pessoas iam até o local, para abastecer-se de água "lá na Vertente do Lério". (Informações Wikipédia). 

Do Blog do Agreste

terça-feira, 14 de abril de 2020

Saque em dinheiro do auxílio emergencial começa dia 27

Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil
Os saques ocorrerão conforme o mês de nascimento do beneficiário. As retiradas ocorrerão no dia 27 para os nascidos em janeiro e fevereiro, no dia 28 para os nascidos em março e abril, 29 para os nascidos em maio e junho, 30 para os nascidos em julho e agosto. Em maio, será a vez de os nascidos em setembro e outubro sacarem o benefício no dia 4; e os nascidos em novembro e dezembro, no dia 5.

O dinheiro poderá ser retirado sem a necessidade de cartão em casas lotéricas, caso elas estejam abertas, e em caixas eletrônicos. A Caixa ressalta que não é necessário retirar o dinheiro porque o dinheiro depositado na poupança digital pode ser movimentado por meio do aplicativo Caixa Tem, para pagamento de boletos e contas domésticas e para transferências ilimitadas para contas da Caixa, permitindo até transferências mensais gratuitas para outros bancos nos próximos 90 dias.

Adiamento
A Caixa adiou o início do pagamento aos trabalhadores que usaram o aplicativo Caixa Auxílio Emergencial, ou o site auxilio.caixa.gov.br, para atualizarem as informações no Cadastro Único de Programas Sociais (CadÚnico) do governo federal. Esse grupo só começará a receber o auxílio emergencial na quinta-feira (16), na mesma data em que começa o pagamento dos beneficiários do Bolsa Família.

Na semana passada, a Caixa havia anunciado que o pagamento para quem não estava inscrito no CadÚnico, mas precisou atualizar os dados, começaria nesta segunda-feira para mães solteiras e nesta terça (14) para os demais trabalhadores. Esse contingente é composto principalmente por trabalhadores informais, microempreendedores individuais (MEI) e contribuintes individuais ou facultativos do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

Segundo o banco, o adiamento Ocorreu porque a Dataprev só enviará nesta terça-feira pela manhã o lote inicial de informações dos cerca de 34 milhões de brasileiros que se cadastraram ao longo dos últimos dias. A Caixa enviou os dados à Dataprev para verificar se os beneficiários cumpriam os critérios de elegibilidade para receberem os benefícios.

Cadastro Único
Segundo a Caixa, cerca de 2,5 milhões de pessoas receberam o auxílio emergencial na quinta-feira (9) e ontem (13), num total de R$ 1,5 bilhão. Esse grupo reúne trabalhadores informais e mães solteiras que estavam com as informações em dia no CadÚnico em 20 de março e que não fazem parte do Bolsa Família, mas nem todo mundo nessa categoria teve acesso ao dinheiro. O banco divulgou um novo calendário de pagamento da primeira parcela a esse grupo:

•        Terça-feira (14): crédito para 831.013 pessoas, das quais 273.178 com conta no Banco do Brasil e 557.835 trabalhadores nascidos em janeiro que serão pagos com poupança digital da Caixa a partir do meio-dia;
•        Quarta-feira (15): crédito pela poupança digital para 1.635.291 pessoas nascidas em fevereiro, março e abril;
•        Quinta-feira (16): crédito pela poupança digital para 2.282.321 pessoas nascidas em maio, junho, julho e agosto;
•        Sexta-feira (17): crédito pela 1.958.268 poupança digital para pessoas nascidas em setembro, outubro, novembro e dezembro
•        A segunda parcela será paga entre 27 e 30 de abril, dependendo do mês de nascimento do beneficiário.

Por: Agência Brasil

terça-feira, 17 de março de 2020

Coronavírus: Prefeitura e entidades decidem pela continuidade das feiras no Moda Center e Calçadão de Santa Cruz do Capibaribe

Nesta segunda-feira (16) foi realizada, na Prefeitura de Santa Cruz do Capibaribe, uma reunião para tratar de ações em relação a Covid-19, doença causada pelo novo coronavírus. Nela, estiveram presentes representantes do poder municipal, do Moda Center Santa Cruz, Calçadão Miguel Arraes, Câmara de Vereadores, Associação Empresarial de Santa Cruz do Capibaribe (Ascap) e Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL Santa Cruz do Capibaribe).

Durante mais de duas horas, prefeitura e entidades que representam o setor produtivo de confecções do município discutiram sobre a continuidade nas feiras que acontecem semanalmente nos dois centros de compras frente ao atual cenário de casos registrados da doença no Estado. Os resultados das discussões renderam uma nota conjunta, assinada pelas entidades e poder público, com ações que terão início já nesta terça-feira.

Imagens: Divulgação/Reprodução
Do Blog Moda Center

quarta-feira, 11 de março de 2020

Juntas comerciais terão regras para prevenir lavagem de dinheiro

RealFoto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil
Instrução normativa publicada no Diário Oficial da União desta quarta-feira (11) pelo Ministério da Economia estabelece obrigações das juntas comerciais, no sentido de prevenir atividades de lavagem de dinheiro e de financiamento ao terrorismo. O texto prevê também obrigações com relação à indisponibilidade de ativos de pessoas naturais e jurídicas, bem como de entidades.

A instrução normativa nº 76 começa a vigorar a partir de 1º de julho. Ela apresenta uma lista de situações relativas a solicitações de arquivamento que devem ser “monitoradas, selecionadas e analisadas com especial atenção pelas Juntas Comerciais”. Se consideradas suspeitas, essas ocorrências devem ser comunicadas ao Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf).

Caberá ao analista ou autoridade administrativa competente do registro empresarial solicitar o envio de comunicação ao Coaf. Entre as situações que devem ser comunicadas ao órgão estão registros de pessoas jurídicas integradas por um ou mais sócios, procuradores ou administradores domiciliados em localidades caracterizadas como paraísos fiscais; integradas ou relacionadas a pessoas expostas politicamente; ou pessoas jurídicas com capital social flagrantemente incongruente ou incompatível com o objeto social.

Também são citadas como situações suspeitas a serem comunicadas ao Coaf o registro de sociedade onde participe menor de idade, incapaz ou pessoa com mais de 80 anos; registros de pessoas jurídicas “diferentes constituídas no mesmo endereço, sem a existência de fato econômico que justifique”; e cujo capital social “seja integralizado por títulos públicos e/ou outros ativos de avaliação duvidosa”.

Ainda entre as situações suspeitas citadas na lista da Instrução Normativa está a constituição, em menos de seis meses, de mais de uma pessoa jurídica “pela mesma pessoa física ou jurídica ou que seja integrada pelo mesmo administrador ou procurador”; a reativação de registros empresariais antigos com novos sócios e novo objeto social; reduções drásticas de capital social sem fundamento econômico; e substituição integral ou de parcela expressiva do quadro societário, especialmente quando os novos sócios aparentem se tratar de interpostas pessoas.

Também deverão ser comunicadas ao Coaf mudanças frequentes no quadro societário, ou no objeto social, sem justificativa aparente; registros em que a identificação do beneficiário final seja inviável ou consideravelmente dificultosa; operações que possam constituir-se em sérios indícios dos crimes previstos na Lei de Terrorismo; e, por fim, operações envolvendo pessoas jurídicas ou físicas domiciliadas em jurisdições consideradas pelo Grupo de Ação contra a Lavagem de Dinheiro e o Financiamento do Terrorismo (GAFI) de alto risco ou com deficiências estratégicas de prevenção e combate à lavagem de dinheiro e ao financiamento do terrorismo.

A comunicação ao Coaf deverá ser feita no prazo de 24 horas, contadas “a partir do momento em que tenha sido constatada a existência de indícios dos crimes”. Elas deverão ser encaminhadas por meio do site do Coaf.

Caso as obrigações especificadas não sejam cumpridas, a junta comercial estará sujeita a uma série de punições previstas na Lei nº 9.613, de 1998.

Por: Agência Brasil 

sexta-feira, 31 de janeiro de 2020

38 milhões ainda podem fazer o saque do FGTS na Caixa

FGTSFoto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
O valor pode ser sacado até 31 de março de 2020
O resgate de até R$ 998 do FGTS ainda pode ser feito por 37,6 milhões de trabalhadores, de acordo com a Caixa Econômica Federal, que administra o fundo.

Até o dia 27 de janeiro, R$ 27,2 bilhões já haviam sido pagos para 58,4 milhões de pessoas.

O valor pode ser sacado até 31 de março de 2020 por todos que tinham até R$ 998 em uma conta do FGTS em 24 de julho de 2019, quando o governo Bolsonaro anunciou a liberação da grana.

Para quem tem mais de R$ 998, o limite de saque é de R$ 500 para conta ativa (atual emprego) ou inativa do trabalhador. Por exemplo, se tiver três contas com R$ 1.000 cada, terá direito a sacar até R$ 1.500 no total.

Mais de 4 milhões de trabalhadores que já resgataram R$ 500 ainda podem sacar mais R$ 498 do FGTS. O valor extra foi liberado em dezembro para aquecer a economia. Segundo a Caixa Econômica Federal, 5,9 milhões de brasileiros já receberam a diferença.

Para saber se pode resgatar a grana, basta conferir o seu extrato do FGTS em qualquer agência da Caixa, pelo site www.fgts.gov.br ou pelo Aplicativo FGTS.O saque pode ser feito em qualquer agência da Caixa, nas lotéricas e nos correspondentes Caixa, apresentando um documento de identificação. Quem tem o cartão cidadão pode ainda fazer o saque diretamente no caixa eletrônico.

Seguro-desemprego
Quem aderiu ao saque imediato não perde o direito ao seguro-desemprego em caso de demissão por justa causa. No entanto, mais de 67 mil pedidos tiveram que ser reprocessados pelo governo federal, pois, durante o cruzamento de dados realizado para a liberação do seguro, a movimentação da conta do FGTS fez com que o sistema barrasse o pagamento.

De acordo com a Secretaria Especial de Previdência e Trabalho, do Ministério da Economia, os problemas relacionados ao saque imediato foram sanados.

Dinheiro na conta
- Dos 96 milhões de trabalhadores com direito ao saque imediato do FGTS, 58,4 milhões já fizeram o resgate
- Dos 10 milhões de trabalhadores com direito ao valor extra, de R$ 498, apenas 5,9 milhões já receberam o valor
- O saque imediato do FGTS pode ser realizado até 31 de março de 2020

Por: Folhapress

sexta-feira, 6 de dezembro de 2019

Poupança tem maior captação líquida para novembro em dois anos

PoupançaFoto: Arquivo/Agência Brasil
Depósitos superaram saques em R$ 2,43 bi no mês

Aplicação financeira mais tradicional do país, a caderneta de poupança registrou a maior captação líquida para meses de novembro em dois anos. No mês passado, os depósitos superaram os saques em R$ 2,43 bilhões, informou nesta quinta-feira (5) o Banco Central. Este é o melhor resultado para o mês desde novembro de 2017, quando a poupança tinha registrado captação líquida de R$ 3,92 bilhões.

Em novembro do ano passado, os correntistas tinham depositado R$ 684,5 milhões a mais do que tinham sacado. De janeiro a novembro, os brasileiros retiraram R$ 3,88 bilhões a mais do que depositaram na caderneta. O desempenho está pior do que em 2018. No mesmo período do ano passado, as captações (depósitos) tinham superado as retiradas em R$ 23,65 bilhões.

Até 2014, os brasileiros depositavam mais do que retiravam da poupança. Naquele ano, as captações líquidas chegaram a R$ 24 bilhões. Com o início da recessão econômica, em 2015, os investidores passaram a retirar dinheiro da caderneta para cobrir dívidas, em um cenário de queda da renda e de aumento de desemprego.

Em 2015, R$ 53,57 bilhões foram sacados da poupança, a maior retirada líquida da história. Em 2016, os saques superaram os depósitos em R$ 40,7 bilhões. A tendência inverteu-se em 2017, quando as captações excederam as retiradas em R$ 17,12 bilhões, e em 2018 – captação líquida de R$ 38,26 bilhões.

Com rendimento de 70% da Taxa Selic (juros básicos da economia), a poupança atraiu recursos em novembro apesar de se tornar menos atrativa porque os juros básicos estão no menor nível da história. Com a redução da Selic para 5% ao ano, o investimento deixará de render mais do que a inflação.

Para 2020, o Boletim Focus, pesquisa com instituições financeiras divulgada toda semana pelo Banco Central, prevê inflação oficial pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de 3,6%. Com a atual fórmula de rendimento, a poupança renderá 3,5% no próximo ano, caso a Selic permaneça em 5%.

Por: Agência Brasil 

sexta-feira, 29 de novembro de 2019

Nascidos em agosto podem sacar até R$ 500 do FGTS a partir desta sexta

FGTSFoto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
O saque imediato faz parte de uma medida do governo Bolsonaro para tentar aquecer a economia e o consumo

Cerca de 4,6 milhões de trabalhadores nascidos em agosto poderão sacar até R$ 500 de contas ativas e inativas do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço) a partir desta sexta-feira (29). Serão liberados aproximadamente R$ 1,68 bilhão.

O saque imediato faz parte de uma medida do governo Bolsonaro para tentar aquecer a economia e o consumo. Segundo a Caixa, entre 13 de setembro e 26 de novembro foram atendidos cerca de 46,3 milhões de trabalhadores, que receberam R$ 20,1 bilhões.

Cerca de 48% dos 96 milhões de trabalhadores com saldo no FGTS já sacaram aproximadamente 50% dos R$ 40 bilhões previstos para a ação.

A data limite para recebimento dos valores é 31 de março de 2020. Caso o saque não seja feito até lá, os valores retornam para a conta de FGTS do trabalhador, sem qualquer ônus.

Dúvidas sobre valores e direito ao saque podem ser consultadas pelo aplicativo oficial do FGTS (disponível para iOS e Android), pelo site fgts.caixa.gov.br ou pelo telefone 0800-7242019, disponível 24 horas por dia.

Para facilitar o atendimento, 2.383 agências da Caixa abrirão em horário estendido nesta sexta (29) e na segunda-feira (2). A lista das agências com horário especial de atendimento está disponível no site.

O banco recomenda que o trabalhador esteja com a carteira de trabalho em mãos para fazer o saque.

Os pagamentos são feitos na Caixa, nos correspondentes Caixa Aqui e nas lotéricas. Com o Cartão Cidadão, é possível sacar no caixa eletrônico. Retiradas inferiores a R$ 100 podem ainda ser realizadas nas casas lotéricas, com RG e CPF.

De acordo com a Caixa, são realizados, em média, mais de 650 mil pagamentos do saque Imediato por dia nos canais disponibilizados pela instituição.

Esta modalidade não tira do trabalhador o direito de sacar todo o saldo da conta do FGTS, caso seja demitido sem justa causa ou nas demais regras previstas em lei, como a aposentadoria ou a compra da casa própria.

Também não significa adesão ao saque-aniversário nem a perda do direito à multa rescisória de 40% paga na demissão sem justa causa.

Por: Folhapress

quinta-feira, 28 de novembro de 2019

Estado lança prêmio para reconhecer ações de turismo

Cerimônia ocorreu no Centro de Convenções de PernambucoFoto: Giovanna Carneiro/Portal FolhaPE
Iniciativa tem como objetivo reconhecer empresas, entidades e personalidades que promovem ações para fortalecer o turismo em Pernambuco

A Secretaria de Turismo e Lazer de Pernambuco lançou, nesta quinta-feira (28), a primeira edição do Prêmio Pernambuco de Turismo, iniciativa que tem como objetivo reconhecer empresas, entidades e personalidades que promovem ações para fortalecer o turismo no Estado. A cerimônia ocorreu no Centro de Convenções de Pernambuco, no Complexo de Salgadinho, em Olinda, Região Metropolitana do Recife.

As inscrições para a primeira edição do prêmio podem ser feitas desta quinta até o dia 8 de dezembro, no site da Secretaria de Turismo e Lazer. O edital também está disponível para download.

“É importante que a gente esteja sempre reconhecendo as belas iniciativas, as pessoas que trabalham e fortalecem o turismo, por isso a Empetur e a Secretaria de Turismo do Estado fazem esse enaltecimento às empresas e personalidades que se envolveram com o nosso turismo ao longo deste ano”, declarou o secretário de Turismo e Lazer do Estado, Rodrigo Novaes. 

A premiação conta com 13 categorias, segundo a pasta. Serão premiados representantes de: Agência de Viagem; Agência de Receptivo; Empresas Organizadoras de Eventos; Equipamentos Turísticos e Culturais; Estabelecimentos Gastronômicos; Inovação e Sustentabilidade no Turismo; Meios de Hospedagem; Municípios Destaques no Turismo; Turismo Criativo; Turismo Rural e Ecológico; Jornalismo de Turismo; Pessoa Amiga do Turismo; Entidade Amiga do Turismo.

Os vencedores receberão premiação simbólica, troféu e certificado em uma cerimônia solene que será realizada no dia 19 de dezembro, no Centro Cultural Cais do Sertão, instalado no Bairro do Recife, área central da capital pernambucana.

Da Folha de PE

sábado, 23 de novembro de 2019

Projeção de salário mínimo de 2020 cai para R$ 1.030

ReaisFoto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil
Com a perspectiva do governo para uma inflação mais baixa, o valor do salário mínimo em 2020 deve ser reajustado dos atuais R$ 998 para cerca de R$ 1.030. Em agosto, a equipe do ministro Paulo Guedes (Economia) anunciou que o piso salarial poderia subir para R$ 1.039 no próximo ano. O valor, porém, tende a ser revisado diante de um cenário mais suave para os preços no país.

Guedes defende que o salário mínimo seja corrigido apenas pela inflação, medida pelo INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor), encerrando o ciclo de reajustes com ganhos reais ao trabalhador. Uma alta mais modesta no piso salarial pode provocar um alívio nas contas públicas de aproximadamente R$ 5,2 bilhões no Orçamento de 2020.

O valor do piso serve para balizar os pagamentos de benefícios assistenciais, previdenciários, além do abono salarial e do seguro-desemprego. Nesta semana, o ministro enviou ao Congresso um documento que revisa as projeções usadas na elaboração do projeto de Orçamento do próximo ano.

A estimativa para o INPC de 2019, que norteia o reajuste do salário mínimo para 2020, caiu de 4,02% para 3,26%. Isso se deve principalmente por causa do comportamento dos preços de alimentos, segundo a SPE (Secretaria de Política Econômica) do Ministério da Economia.

Para a equipe de Guedes, os números "indicam que a inflação deve permanecer baixa e controlada". Isso explica a frustração no valor do salário mínimo para 2020, que pode ficar até R$ 9 abaixo do que foi divulgado anteriormente.

A decisão final será do Congresso, responsável por aprovar o projeto de Orçamento e definir as despesas do próximo ano. O governo já enfrenta dificuldades em 2020 para cumprir o teto de gastos nos próximos anos –o limite de despesas, criado no governo de Michel Temer (MDB), é reajustado apenas pela inflação. Conceder um aumento acima da inflação (aumento real) seria mais um entrave para a meta.

Dados do Ministério da Economia indicam que a cada 0,1 ponto percentual de alta no INPC, o governo precisa desembolsar R$ 689 milhões a mais do que no ano anterior. Esse cálculo, usado na elaboração do Orçamento, considera benefícios pagos pelo piso e também com valores acima do mínimo –como aposentadorias e pensões.

Como o país passa por uma crise fiscal, a economia de recursos é considerada importante pelo governo. O alívio pode ajudar o governo a recompor a previsão de despesas para custeio e tentar afastar o risco de paralisação da máquina pública diante da forte pressão de gastos obrigatórios, como aposentadorias e salários de servidores. Continue lendo, clique AQUI!

segunda-feira, 11 de novembro de 2019

Impostos dificultam pequenos e médios negócios, dizem empresários

Foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil
A carga tributária é o principal entrave para a evolução de pequenos e médios negócios no Brasil. A avaliação de empreendedores dos setores de comércio, indústria e serviços consta de levantamento realizado pelo Centro de Estudos em Negócios do Insper, com apoio do Santander.

Os impostos foram citados como o maior empecilho para o avanço de negócios na opinião de 47,7% dos empresários. Taxa de juros apareceu em segundo lugar, com 20,6%. Em seguida, ficaram inadimplência (14,9%), encargos trabalhistas (14,2%) e taxa de câmbio (2,6%).

“O problema fiscal se apresenta nas suas duas dimensões para os empresários de pequenas e médias empresas. Por um lado, acreditam que a aprovação da Previdência terá impacto positivo no seu negócio. E, por outro lado, apontam a carga tributária como o maior empecilho de natureza macroeconômica para a evolução do seu negócio”, afirma Gino Olivares, professor do Insper e pesquisador responsável pelo Índice de Confiança dos Pequenos e Médios Negócios (IC-PMN). Para ele, “ambas dimensões apontam para a conveniência de resolver os problemas estruturais das finanças públicas brasileiras.”

“Adicionalmente, os entrevistados se mostram ainda muito reticentes a considerar oportunidades de negócio no exterior. As respostas apontam a conveniência de oferecer mais informação e suporte às empresas sobre a alternativa de encarar o mercado internacional”, acrescenta Olivares. “Por último, mas não menos importante, os empresários entrevistados mostraram expectativa de um faturamento no quarto trimestre superior ao do ano passado.”

Reforma da Previdência

Para 26,6% dos empreendedores entrevistados semanas antes da aprovação do texto no Congresso, o projeto terá pouco impacto nos negócios. Outros 17,6% consideraram que resultará em muito impacto e, na opinião de 19,9%, não haverá nenhum. A reforma foi vista como irrelevante por 13,9% deles. Não souberam responder ou não opinaram 22% deles.

Faturamento

Em relação ao faturamento, mais da metade mostrou esperar crescimento neste último trimestre em comparação ao mesmo período do ano passado. Uma fatia de 41,2% tem a expectativa de ligeiro aumento e outra, de 16%, de forte aumento. Para 22%, o resultado será igual. Já 15,3% trabalham com a possibilidade de uma ligeira queda e outros 5,5%, de uma forte queda.

Investimentos no exterior

Em relação ao cenário externo, apesar de conflitos comerciais entre países, 25,4% avaliaram como viável investir em oportunidades fora do Brasil. Em outra direção, 19,7% trataram o movimento como inviável, por ser muito arriscado. A maioria, no entanto, nunca parou para analisar o tema (55%).

Os dados foram obtidos por meio de entrevistas telefônicas com 1.287 pequenos e médios empresários, de 16 a 20 de setembro deste ano. A margem de erro é de 3% para mais ou para menos, com um nível de confiança de 95%.

Por: Agência Brasil

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