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quinta-feira, 1 de outubro de 2020

Um terço das empresas brasileiras ainda sofre com a pandemia

Foto: AFP
A Covid-19 ainda afeta negativamente o funcionamento de 33,5% das empresas brasileiras. De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), contudo, já é possível observar uma melhora na percepção das empresas em relação aos impactos da crise sanitária. É que, em junho, o volume de negócios que apresentou dificuldades provenientes da infecção pela Covid-19 era bem maior: 70%.


Dados divulgados nesta quinta-feira (01), pelo IBGE, na pesquisa Pulso Empresa, mostram que essa melhora na percepção sobre o impacto da pandemia foi sentida por firmas de todos os portes e segmentos econômicos. Prova disso é que, nas pequenas empresas e nas do setor de serviços, as mais afetadas pela Covid-19, o volume de negócios que segue refletindo os efeitos negativos: recuou de mais de 70% para cerca de 30%, entre junho e agosto.


A sondagem mostra ainda que 37,9% das companhias brasileiras dizem sofrer um impacto pequeno ou inexistente da pandemia, e 28,6% falam até que foram afetadas positivamente pela covid-19. Por outro lado, o volume das que relatam os efeitos negativos ainda beira os 40%, como na construção civil e no comércio, setores que são grandes geradores de empregos no país.


 Coordenador de Pesquisas Conjunturais em Empresas, Flávio Magheli avalia que essa melhora de percepção é fruto da flexibilização do isolamento social e da retomada das atividades econômicas. Porém, lembra que o número de empresas que ainda sofrem algum efeito negativo da pandemia segue alto. Afinal, 33,5% de um universo de 3,43 milhões de empresas representam um total de 1,12 milhão de firmas.


 "No início da pesquisa, há uma incidência forte de dificuldades na indústria, na construção, nos serviços e, principalmente, no comércio, devido à grande dependência dos pequenos negócios em relação às lojas físicas. Ao longo desses três meses, ocorreu uma retomada gradual, mas, no final de agosto, 33,5% das empresas ainda sinalizavam algum grau de dificuldade”, comentou Magheli.


O pesquisador também destacou que, na segunda quinzena de agosto, 32,9% das empresas ainda relataram diminuição nas vendas; 31,4% reclamaram de dificuldades na capacidade de fabricar produtos ou atender clientes; 46,8% tiveram dificuldade em acessar os fornecedores; e 40,3% em realizar pagamentos de rotina.


 “Ao longo dessas seis quinzenas (três meses), a percepção das empresas melhorou, mas o efeito da diminuição sobre as vendas, redução na capacidade de fabricar produtos ou atender clientes, e as dificuldades em acessar fornecedores e insumos e realizar pagamentos, ainda faz parte da rotina das empresas”, frisou Magheli.


Além disso, a pesquisa Pulso Empresa aponta uma redução no número de companhias em funcionamento no país. Eram 4,07 milhões em junho e, agora, 3,43 milhões. Isto é: cerca de 640 mil empresas a menos, que podem ter fechado as portas durante a pandemia.


Por: Correio Braziliense 

terça-feira, 29 de setembro de 2020

Governo chega a consenso sobre financiamento de novo programa social

Foto: Reprodução/ Flickr
De acordo com o senador, que é o futuro relator-geral do Orçamento de 2021, e também relator da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) do Pacto Federativo, a solução final foi dada hoje com a utilização de parte dos recursos destinados para o pagamento de precatórios e dos recursos adicionais aprovados para o novo Fundeb (Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica).

O novo programa social constará da PEC Emergencial, que trata da regulamentação dos gatilhos que devem ser acionados no caso de descumprimento do teto de gastos - emenda constitucional que limita o crescimento da despesa à inflação do ano anterior. A expectativa é que o relatório que está sendo preparado por Bittar tenha essas duas PECs. 


“O Brasil tem R$ 55 bilhões para pagar de precatório e vamos usar o limite de 2% da RCL (Receita Corrente Líquida), que é mais ou menos o que já fazem estados e municípios. O que sobrar desses recursos vamos destinar para patrocinar o programa”, afirmou Bittar. Segundo a assessoria do senador, o valor estimado para o novo programa com essa medida gira em torno de R$ 35 bilhões. Esse montante praticamente dobra o orçamento do Bolsa Família previsto na peça orçamentária do ano que vem, de R$ 34,8 bilhões. Até 5% dos novos recursos do Fundeb, que foi ampliado a partir deste ano, também serão destinados ao novo programa.


O governo mal detalhou a medida e ela já está recebendo críticas. "Precatórios também são dívidas trabalhistas e pagamento de fornecedores. Isso é calote de dívida", criticou o economista e professor da Universidade de Brasília (UnB), José Luis Oreiro. "Limitar pagamento de precatórios é eufemismo para dizer que se empurrará com a barriga um pedaço relevante dessas despesas (obrigatórias). Não se cancelou um centavo de gasto. Quanto a usar 5% do Fundeb, é preocupante, pois pode representar bypass no teto de gastos", criticou o diretor-executivo da Instituição Fiscal Independente (IFI), Felipe Salto, em rede social.


O senador Marcio Bittar não informou o valor do benefício e destacou que os detalhes da proposta ainda deverão ser definidos nos próximos dias. O novo programa pretende incluir 10 milhões de brasileiros no novo Bolsa Família, porque eles não têm como sobreviver a partir de janeiro quando acabar o auxílio emergencial, que foi prorrogado entre setembro e dezembro com um novo valor, de R$ 300 ao mês, metade do pago anteriormente. "A questão do do Renda Cidadã será apresentada na PEC Emergencial", frisou Bittar.


O presidente Jair Bolsonaro participou do pronunciamento de Bittar com os líderes da base governista e com ministros. Eles saíram rapidamente para comentar sobre a reunião, iniciada às 11h, e retornarem para continuar o encontro. Ele teve alta no fim de semana após cirurgia para retirada de pedra na bexiga realizada na sexta-feira (25), em São Paulo.


Os líderes do governo tentaram passar uma mensagem ao mercado de que respeitarão o teto de gastos. O senador Fernando Bezerra Coelho (MDB-PE), líder do Governo no Senado Federal, o senador Eduardo Gomes (MDB/TO), líder do governo no Congresso Nacional e o deputado Ricardo Barros (PP/PR), líder do governo na Câmara dos Deputados, fizeram questão de afirmar que o Renda Cidadã vai respeitar os limites do teto de gastos. Eles também frisaram que não houve consenso sobre a reforma tributária e fizeram questão de afirmar que não será aprovado aumento de carga tributária e, em seguida, o ministro da Economia Paulo Guedes, reforçou a intenção de uma "substituição tributária" não descartou um novo imposto para a desoneração da folha.

Por: Correio Braziliense

segunda-feira, 28 de setembro de 2020

Empréstimos às famílias cresce 4,5% em agosto, puxado por financiamento imobiliário

Foto: Paullo Allmeida/Arquivo
Folha de Pernambuco

Os bancos emprestaram 4,5% a mais para as famílias em agosto, com relação a julho, segundo dados divulgados nesta segunda-feira (28) pelo Banco Central. O crescimento foi puxado pelos financiamentos imobiliários, que aumentaram 11% no período. 


Com a taxa básica de juros (Selic) no menor patamar da história, a 2% ao ano, o apetite por empréstimos para aquisição da casa própria aumentou.


As empresas, no entanto, tiveram redução de 1,7% nos empréstimos no mês. Com a desaceleração financiamentos pelo Pronampe (Programa Nacional de Apoio às Microempresas e Empresas de Pequeno Porte), as concessões na rubrica Outros, que engloba a linha de crédito na tabela divulgada pelo BC, caiu 8,1% em agosto.


Em julho, a rubrica tinha apresentado alta de 397,4% e, segundo o BC, o Pronampe respondeu pela maior parte desse aumento. Assim, as concessões totais de crédito somaram R$ 343 bilhões em agosto, alta de 1,9% em relação ao mês anterior.


A variação foi registrada na série com ajuste sazonal, que retira peculiaridades do período, como número de dias úteis a mais ou a menos, para facilitar a comparação. Agosto que teve dois dias úteis a menos que julho, por exemplo.

No acumulado do ano, em relação ao mesmo período de 2019, as concessões cresceram 5,6%, com alta de 14,2% para empresas e queda de 1,6% para as famílias.


O estoque de crédito alcançou R$3,7 trilhões em agosto, aumento de 1,9% no mês. Em doze meses, o crescimento da carteira total foi de 12,1%. A taxa média de juros das operações contratadas em agosto foi de 18,7% ao ano, queda de 0,5 ponto percentual no mês e de 6,1 pontos em 12 meses.


Com isso, o spread -diferença entre a taxa que os bancos pagam para captar recursos e a taxa cobrada em empréstimos- ficou em 15 pontos, redução de 0,5 ponto no mês e de 4,4 pontos no acumulado dos últimos 12 meses.

Por Folhapress

A ociosidade da economia e a taxa de juros

O Banco Central (BC) divulgou o Relatório Trimestral de Inflação, onde apresentou suas projeções dos principais indicadores da economia brasileira. A inflação deve ficar em 2,1% ao final de 2020, abaixo do piso da meta; e, abaixo de 3,0% ao final de 2021. Este cenário contradiz o recente pico de inflação, principalmente de alimentos, itens de higiene e material de construção, consequência da redução do isolamento social, demanda externa aquecida e retomada forte com o Auxílio Emergencial.


O que chama mais atenção é a situação econômica atual. Segundo o BC, a ociosidade da economia brasileira está muito grande. O hiato do PIB, a diferença entre o PIB efetivo, medido pelo IBGE, e o seu potencial aumentou consideravelmente com a pandemia. Desta forma, mesmo que o consumo se expanda consideravelmente, não trará uma força inflacionária expressiva, pois a capacidade instalada das indústrias, principalmente, poderá atender a elevações do consumo.


Este fato induz a uma continuada política de taxa de juros básicos da econômica (Selic) em níveis muito baixos, e os atuais 2% ao ano deverão continuar por um período ainda mais longo. A indicação é que permaneça neste patamar até o início de 2022, quando este estímulo deverá começar a ser retirado. Quem poderia prever um período tão longo com juros tão baixos? A repercussão disso no consumo, nos investimentos e no setor produtivo são enormes.

Do Diario de PE (Por Ecio Costa). Foto: Divulgação / Reprodução Internet

Prefeitura instala serviço do Posto de Atendimento Virtual da Receita Federal em Casinhas

A Prefeitura de Casinhas, no Agreste de Pernambuco, inaugurou na última quinta-feira (24) a instalação do serviço do Posto de Atendimento Virtual (PAV), na sede da Secretaria de Desenvolvimento Social e Direitos Humanos. O PAV surge, como parceria da Prefeitura com a Receita Federal, com objetivo de aumentar a capacidade de atendimento local da RFB por meio das novas possibilidades de atendimento a distância. 


A administração pública do município já fez seleção dos servidores que passaram por processo de capacitação e estão à disposição do órgão para atender a população. A sede da Secretaria de Desenvolvimento Social e Direitos Humanos fica localizada na Rua Severino Augusto de Miranda, s/n, Centro, de segunda a quinta-feira de 8h às 12 h. 





Veja abaixo os serviços que serão ofertados no Ponto de Atendimento Virtual da Receita Federal, em Casinhas:

Fotos: Divulgação/Reprodução


sexta-feira, 25 de setembro de 2020

Prefeitura distribui kits de merenda escolar para famílias de alunos da rede municipal em Casinhas

A Prefeitura de Casinhas, através da Secretaria Municipal de Educação, inicia nesta sexta-feira (25) a distribuição de kits de merenda escolar, para as famílias de alunos da rede pública municipal. A secretaria elaborou um calendário de distribuição, atendendo as orientações do Ministério da Saúde com relação aos cuidados necessários para a realização da entrega dos kits da merenda escolar. Os demais calendários foram enviados aos Diretores das Escolas.



Pedidos de seguro-desemprego caem 9,3% na primeira metade de setembro

Depois de dispararem nos últimos meses por causa da pandemia do novo coronavírus, os pedidos de seguro-desemprego de trabalhadores com carteira assinada continuam a cair. Nos 15 primeiros dias do mês, o total de pedidos recuou 9,3% em relação ao mesmo período do ano passado.


Desde o início de junho, o indicador está em queda. Na primeira metade de setembro, 218.679 benefícios de seguro-desemprego foram requeridos, contra 241.102 pedidos registrados nos mesmos dias de 2019. Ao todo, 62,9% dos benefícios foram pedidos pela internet na primeira quinzena do mês, contra apenas 2,8% no mesmo período de 2019.


O levantamento foi divulgado nesta quinta (24) pela Secretaria de Trabalho do Ministério da Economia, e considera os atendimentos presenciais – nas unidades do Sistema Nacional de Emprego (Sine) e das Superintendências Regionais do Trabalho – e os requerimentos virtuais.


Acumulado

Apesar da queda na primeira quinzena de setembro, os pedidos de seguro-desemprego continuam em alta no acumulado do ano, tendo somado 5.203.736, de 2 janeiro a 15 de setembro de 2020. O total representa aumento de 6,7% em relação ao acumulado no mesmo período do ano passado, que foi de 4.876.556.


No acumulado do ano, 55,9% dos requerimentos de seguro-desemprego (2.909.114) foram pedidos pela internet, pelo portal.gov.br e pelo aplicativo da carteira de trabalho digital; 44,1% dos benefícios (2.294.622) foram pedidos presencialmente. No mesmo período do ano passado, 98,4% dos requerimentos (4.796.231) tinham sido feitos nos postos do Sine e nas superintendências regionais e apenas 1,6% (80.325) tinha sido solicitado pela internet.


Embora os requerimentos possam ser feitos de forma 100% digital e sem espera para a concessão do benefício, o Ministério da Economia informou que os dados indicam que muitos trabalhadores aguardaram a reabertura dos postos do Sine, administrados pelos estados e pelos municípios, para darem entrada nos pedidos. O empregado demitido ou que pediu demissão tem até 120 dias depois da baixa na carteira de trabalho para dar entrada no seguro-desemprego.


Perfil

Em relação ao perfil dos requerentes do seguro-desemprego na primeira quinzena de setembro, a maioria é do sexo masculino (59,9%). A faixa etária com maior número de solicitantes está entre 30 e 39 anos (33,4%) e, quanto à escolaridade, 59,4% têm ensino médio completo. Em relação aos setores econômicos, os serviços representaram 43% dos requerimentos, seguido pelo comércio (26,3%), pela indústria (14,9%) e pela construção (9,6%).


Os estados com o maior número de pedidos foram São Paulo (65.358), Minas Gerais (24.129) e Rio de Janeiro (17.420) e os que tiveram maior proporção de requerimentos via web foram Acre (96,4%), Sergipe (87,1%) e Tocantins (85,7%).


Da Agência Brasil / Foto: Divulgação


quinta-feira, 24 de setembro de 2020

Estudo do BC mostra que população usou auxílio emergencial para consumo

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
O Banco Central trouxe, no relatório de inflação divulgado nesta quinta-feira (24), um estudo que avalia o impacto do auxílio emergencial, pago pelo governo àqueles que perderam renda com a pandemia do novo coronavírus, no consumo.


A pesquisa mostrou que grande parte dos valores recebidos foram utilizados pela população para fazer compras. Segundo o BC, a simulação sugere que apenas uma pequena parcela do benefício foi destinada à poupança.


"A análise sugere que o auxílio emergencial ajudou a sustentar o consumo durante os primeiros meses de impacto da pandemia. [...] Nesse caso, o fim do programa pode contribuir para a desaceleração do consumo das famílias, ainda que de forma temporária", diz o texto.


O levantamento mediu o impacto do auxílio emergencial sobre o consumo a partir das compras com cartão de débito. Para fazer a simulação, o BC mediu a importância do auxílio por município e o aumento das vendas entre abril e julho, na comparação com janeiro e fevereiro.


"Observamos municípios com diferentes níveis de renda, o auxílio é mais expressivo em alguns, é como se o município fizesse o papel de uma pessoa [na simulação]. Naqueles mais dependentes, pudemos medir se o consumo aumentou com o auxílio. Vimos que grande parte do auxílio foi consumido", explicou o diretor de política econômica do BC, Fábio Kanczuk.


Na simulação da autoridade monetária, o auxílio emergencial teria contribuído em 10,3 pontos percentuais o consumo no período, que cresceu 0,3%.


Pelo modelo, a média obtida foi de 0,83 ponto percentual. Isso significa que em uma cidade em que o auxílio emergencial representa 1 ponto a mais em sua renda, a população comprou 0,83 pontos a mais que um município similar com menor dependência do socorro do governo.


De acordo com o documento, no entanto, o benefício é mais relevante em municípios com maior proporção de trabalhadores informais -que tiveram mais prejuízos com a pandemia.


Assim, sem a renda do trabalho no modelo estatístico, o resultado poderia ser afetado.


"Por outro lado, a variação das compras com cartão de débito pode não representar adequadamente a variação do consumo das famílias no momento. Por exemplo, nota-se que o cronograma do auxílio incentiva o aumento do uso desse meio de pagamento ao permitir compras com cartão de débito antes da liberação para saque ou transferência bancária, o que pode implicar em viés para cima", ponderou o estudo.


Além disso, segundo o BC, outros fatores podem influenciar o movimento do consumo, como outras medidas emergenciais (antecipação do 13º salário a aposentados e pensionistas, adiamento de impostos e outros) e a possibilidade de que as pessoas tenham ido às compras em municípios vizinhos.

Por FolhaPress

quarta-feira, 23 de setembro de 2020

Federação de Bancos alerta para aumento de fraudes durante a pandemia

Levantamento da Federação Brasileira de Bancos (Febraban) mostrou o crescimento de tentativas de fraudes financeiras contra os brasileiros durante a pandemia de covid-19. Neste período, as instituições registraram aumento de 80% nas tentativas de ataques de phishing – que se inicia por meio de recebimento de emails que carregam vírus ou links e que direcionam o usuário a sites falsos.

O golpe do falso motoboy, em que é oferecido o serviço para recolher o cartão na casa da pessoa, teve aumento de 65% durante o período de isolamento social. Já os golpes do falso funcionário e falsas centrais telefônica cresceram 70%. Além disso, mensagens com ofertas atrativas, clonagem de contas de WhatsApp e avisos para que as pessoas recadastrem urgentemente seus dados junto a uma instituição são algumas das situações usadas para os golpes.

Segundo a Febraban, no período da quarentena houve ainda alta de 60% em tentativas de golpes financeiros contra idosos, o que resultou em uma campanha de alerta com o apoio da Secretaria Nacional de Promoção e Defesa dos Direitos da Pessoa Idosa, vinculada ao Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, e do Banco Central.

“Queremos contribuir para o desenvolvimento de uma cultura de prevenção a fraudes e do uso seguro dos canais digitais no país”, disse Isaac Sidney, presidente da Febraban.

Segundo ele, os bancos investem cerca de R$ 2 bilhões por ano em sistemas de tecnologia da informação (TI) voltados para segurança, que corresponde a cerca de 10% dos gastos totais do setor com TI, com o objetivo de garantir a tranquilidade dos clientes em suas transações financeiras cotidianas.

Alerta

O diretor da Comissão Executiva de Prevenção a Fraudes da Febraban, Adriano Volpini, alerta que os dados pessoais do cliente jamais são solicitados ativamente pelas instituições financeiras e que, caso haja dúvida, o consumidor deve procurar seu banco para ter esclarecimentos.

“Seja pelo telefone, por e-mail, pelas mídias sociais, SMS, o fraudador solicita dados pessoais do cliente, como números de cartões e senhas, em troca de algo, ou ainda induz o usuário a ter medo de alguma situação”, disse Volpini.

Segundo a federação, atualmente 70% das fraudes estão vinculadas à engenharia social, que consiste na manipulação psicológica do usuário para que ele forneça informações confidenciais, como senhas e números de cartões para os fraudadores.

Da Agência Brasil (Foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil)

segunda-feira, 21 de setembro de 2020

Estudo da FGV aponta que pandemia provocou queda de renda de 20,1%

Levantamento aponta que desigualdade
cresceu no período
(Foto: Hesíodo Góes/Arquivo DP)

No período, o coeficiente de Gini, usado para mensurar o nível de desigualdade social, aumentou 2,82%. Os apontamentos constam da pesquisa Efeitos da pandemia sobre o mercado de trabalho brasileiro, coordenada pelo economista Marcelo Neri, da Fundação Getulio Vargas (FGV). O primeiro trimestre da pandemia de Covid-19, declarada oficialmente em 11 de março, ocasionou uma perda média de 20,1% na renda dos brasileiros, baixando o valor de R$ 1.118 para R$ 893 mensais. No cálculo, consideram-se mercados formal e informal e também a parcela de trabalhadores sem emprego.

Conforme demonstra o estudo, observa-se que tanto a queda média na renda como o índice Gini atingiram nível recorde quando analisadas variações da série histórica, iniciada em 2012. Enquanto os mais pobres viram a renda encolher 27,9% - de R$ 199 para R$ 144 -, o impacto foi de 17,5% - de R$ 5.428 para 4.476 -, entre os 10% mais ricos do país.

Os pesquisadores atribuem a queda de mais de um quarto da renda à redução da jornada de trabalho, que foi de 14,34% na média nacional, e a outros fatores, como a própria diminuição na oferta de vagas. A taxa de ocupação, isto é, a parcela da força de trabalho que possui um emprego, também caiu 9,9%. 

O estudo afirma que a situação pesou mais entre indígenas, analfabetos e jovens de 20 a 24 anos. De acordo com os pesquisadores, mulheres foram mais afetadas, com 20,54% de queda na renda, contra 19,56% dos homens.

Por: Agência Brasil

quarta-feira, 16 de setembro de 2020

Educação de Casinhas avança no ranking do IDEB

Foto meramente ilustrativa registrada antes da
pandemia do Covid 19. : Divulgação/Reprodução
O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (INEP) publicou, nesta terça-feira (15/09), os resultados do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (IDEB) do ano de 2019.  O índice é divulgado a cada dois anos e foi formulado para medir a qualidade do aprendizado nacional, além de estabelecer metas para a melhoria do ensino.

De acordo com o Ministério da Educação, a meta projetada para 2019 dos anos iniciais do Ensino Fundamental do município de Casinhas foi 4,8, já para 2021 seria 5,1. Casinhas atingiu a nota 6.8, ultrapassando a média da meta.

Os resultados do IDEB (Índice de Desenvolvimento da Educação Básica) saíram e com eles a comprovação de que Casinhas têm uma educação de qualidade. Contra os fatos não há argumentos. É motivo para cada Casinhense se orgulhar. Que cada professor, que cada estudante, que cada gestor escolar, coordenador e cada profissional da educação receba nosso reconhecimento e gratidão, que bata no peito, se sinta feliz e vitorioso. As lutas para se conseguir alcançar as metas ou não regredir, são gigantes. O trabalho não é fácil. É preciso ter uma gestão estratégica, responsável, com compromisso e responsabilidade. É preciso ter como propósito uma educação que transforma e edifica valores para a vida sempre. Nossos parabéns e obrigado! Compartilhou o secretário de Educação de Casinhas, Givanildo Melo.

 Confira abaixo os resultados por Escolas:




Clique nas imagens para ampliar (Imagens:IDEB/Reprodução)




PIB de Pernambuco acumula queda de 4,5% em 2020

Reprodução
Impacto esperado pela pandemia da Covid-19 se confirmou e Produto Interno Bruto (PIB) de Pernambuco acumula queda de 4,5% em 2020. O índice, que tem influência negativa dos setores da indústria (-14,7%) e de serviços (-8,9%), foi menos negativo que o resultado nacional, de -5,9%. Os resultados foram detalhados ontem pela Agência Condepe/Fidem.

O setor da agropecuária que teve rendimento positivo de 4,5% no período, arrefecendo a queda, especialmente pelo desempenho das lavouras temporárias, 
que tiveram alta de 13,9% com as safras de cana-de-açúcar, milho, abacaxi e melancia. Já na pecuária, o desempenho positivo de 2,4% está relacionado ao setor avícola.

Com relação à indústria, o diretor de Estudos e Pesquisas Socioeconômicas da Agência, Rodolfo Guimarães, relembrou que a economia do estado, que tinha passado por mudanças com a implantação do polo automotivo da Fiat Chrysler Automobiles (FCA) e com o refino de Petróleo (no complexo de Suape) sofreu com as quedas das duas atividades. “No segundo trimestre deste ano, a indústria de transformação sofreu queda de 14,7%, acima da nacional, de 12,7%, depois de ter se mantido ainda positivo no primeiro tri. Nossa dinâmica industrial vinha acima da do Brasil desde a recuperação da crise de 2016”, explicou.

Com relação ao segundo trimestre de 2019, o recorte de 2020 mostra o quanto as economias nacional e pernambucana perderam com a pandemia. Enquanto o Brasil teve queda de 11,4%, o estado ficou negativo em 9,6%.

Queda histórica
“A queda registrada é a maior dentro da série desde 2002, quando a gente teve esse número detalhado trimestralmente. Veio dentro das expectativas, os números já vinham indicando nas análises mensais. E a queda não se dá apenas no segundo trimestre do ano, mas começa já em março”, pontuou a consultora da Condepe/Fidem, Cláudia Pereira.

Segundo o diretor Executivo de Estudos, Pesquisas e Estatística, Maurílio Soares, já se observa alguma reação, com a reabertura gradativa. “Os resultados alcançados vão depender de outras medidas adotadas pelos governos estadual e federal de estímulo às atividades que ainda precisem de apoio. Todo gestor espera fazer que a economia cresça para que se volte a gerar empregos”.

Do Diario de PE

terça-feira, 15 de setembro de 2020

MPPE recomenda ao município de Orobó que suspenda prazo de validade de concurso público durante pandemia

11/09/2020 - De acordo com o artigo 10 da Lei Complementar nº 173/2020, que disciplina os concursos públicos, está determinada a suspensão dos prazos de validade dos concursos públicos que tenham sido homologados até 20 de março de 2020, em todo território nacional. Por isso, o Ministério Público de Pernambuco (MPPE), por meio da Promotoria de Justiça de Orobó com atuação na Defesa do Patrimônio Público, recomendou ao prefeito do município que suspenda o prazo de validade do concurso público realizado pela Prefeitura, durante o período de vigência do Decreto Legislativo nº 6, de 20 de março de 2020, até o término do estado de calamidade pública estabelecido pela União.

Após busca no Portal da Transparência de Orobó, o MPPE constatou a existência de concurso público vigente homologado em 14 de fevereiro de 2020, pelo Decreto nº 05, com previsão para expirar em 13 de fevereiro de 2024. Dessa forma, a Promotoria de Justiça de Orobó, por meio do Inquérito Civil, verificou que o prazo de validade não foi suspenso e transcorre sem nomeações, para a maioria dos cargos.

“Embora o art. 10 da Lei Complementar nº 173/2020 aplique-se somente a certames promovidos pela União, a suspensão do prazo de validade dos concursos deve servir de diretriz aos Municípios, em observância ao princípio da eficiência e ao princípio da boa-fé administrativa. E, como o objeto do concurso é o preenchimento das vagas existentes, de modo que não se afigura razoável deixar transcorrer o prazo de validade do certame, sem que exista a possibilidade de efetivar as nomeações necessárias. Além disso, a medida de suspensão do prazo de validade do concurso vigente minimiza os prejuízos que a própria Administração terá ao realizar despesas e envidar tempo para realização de novo certame, garantindo a solução de continuidade do serviço público”, destacou o promotor de Justiça Tiago Meira de Souza.

O prefeito tem o prazo de 10 dias para informar ao MPPE acerca do acatamento ou não desta recomendação, que está disponível no Diário Oficial Eletrônico do MPPE do dia 10 de setembro.

(Informações do Portal do MPPE)

IBGE: Covid-19 afeta 38,6% das empresas na 1ª quinzena de agosto

Foto: Fernando Frazão / Agência Brasil
Dos 3,2 milhões de empresas em funcionamento na primeira quinzena de agosto, 38,6% indicaram que a pandemia afetou negativamente suas atividades. Já para 33,9%, o efeito foi pequeno ou inexistente e para 27,5% o efeito foi positivo. Empresas de maior porte e intermediárias foram as que mais sinalizaram melhora de percepção.

Os resultados da quinta rodada da Pesquisa Pulso Empresa: impacto da Covid-19 nas empresas, divulgados hoje (15) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), refletem as percepções das empresas em funcionamento ao final da primeira quinzena de agosto, frente à segunda quinzena de julho. A pesquisa acompanha os principais efeitos da pandemia do novo coronavírus sobre as empresas não financeiras.

Segundo o IBGE, a percepção de impacto negativo mantém-se e é maior entre as empresas de pequeno porte, de até 49 funcionários (38,8%), e melhora na percepção das empresas intermediárias (de 50 a 499 funcionários) e de maior porte (acima de 500 empregados), que indicaram maior incidência de efeitos pequenos ou inexistentes na quinzena – respectivamente 44,7% e 46,6%.

“A cada quinzena aumenta a percepção de efeitos pequenos ou inexistentes ou positivos entre as empresas de maior porte”, disse, em nota, o coordenador de Pesquisas Conjunturais em Empresas do IBGE, Flávio Magheli.

As empresas dos setores de construção (47,9%) e comércio (46,3%) reportaram as maiores incidências de efeitos negativos na quinzena. Por outro lado, no setor industrial, 38,9% relataram impactos pequenos ou inexistentes e, no setor de serviços, a incidência foi de 41,9%, com destaque para os segmentos de informação e comunicação (61,5%) e serviços profissionais e administrativos (45,6%).

Entre as grandes regiões, o Nordeste destaca-se pela menor incidência de efeitos negativos (20,4%), e a região é onde ocorre a maior percepção de impactos positivos, passando de 35,3% para 52%. Os maiores percentuais de impactos negativos foram no Sudeste (43,6%) e no Norte (41,9%), enquanto Sul (39,9%) e Centro-Oeste (39,8%) têm percepção semelhantes.

Segundo a pesquisa, a percepção de redução nas vendas afetou mais o comércio, que passou de 29,5% na segunda quinzena de julho para 44,5%, com destaque para o comércio varejista que subiu de 29,7% para 48,9%; seguidos por construção (36,2%), indústria (30,8%) e serviços (29,7%).

“Por setores, o comércio varejista e a atividade de construção são os mais afetados na quinzena. Dentre as regiões, o Nordeste destaca-se com 52% de efeitos positivos relacionados às medidas de flexibilização do isolamento. Já em relação às vendas, a percepção de redução atinge 36,1% das empresas, afetando principalmente o comércio varejista”, afirmou Magheli.

Empregos

Quase 9 em cada dez empresas (86,4%  ou cerca de 2,7 milhões de companhias) mantiveram o quadro de funcionários ao final da primeira quinzena de agosto em relação à quinzena anterior. Apenas 8,7% (277 mil empresas) indicaram redução no quadro, sendo que 146 mil (52,6%) diminuíram em até 25% seu pessoal, com destaque para as empresas de menor porte, onde 140 mil (51,6%) reduziram nessa faixa de corte.

A realização de campanhas de informação e prevenção e a adoção de medidas extras de higiene continuam sendo as principais iniciativas para enfrentar a pandemia, sendo adotadas por 92,9% das empresas.

Outros 32,3% de empresas adotaram o trabalho remoto e 15,3% anteciparam férias dos funcionários. Já 30,6% das empresas alteraram o método de entrega de seus produtos ou serviços, enquanto 13,2% lançaram ou passaram a comercializar novos produtos e/ou serviços na primeira quinzena de agosto.

O adiamento de pagamento de impostos foi adotado por 32% das companhias e o acesso à linha de crédito emergencial foi a medida tomada por 10,9% das empresas.

Por: Agência Brasil

domingo, 13 de setembro de 2020

Exportação, consumo e produção criaram tempestade perfeita, diz produtor de arroz

Foto: Igo Estrela/Especial para o CB/D.A Press
A disparada de preços do arroz é resultado de uma "tempestade perfeita", segundo produtores. Segundo eles, o aumento decorre de mudanças no mercado externo, com aumento das exportações, e no interno, com brasileiro comendo mais em casa durante a pandemia.

O preço baixo nos últimos anos também é parcialmente culpado, uma vez que levou ao encolhimento da produção.

A avaliação é de produtores do Rio Grande do Sul ouvidos pela reportagem. O estado é o maior produtor do país e estima semear cerca de 970 mil hectares na safra 2020/2021, aumento de 3,5% em relação à área colhida na safra anterior.

"Aconteceu a tempestade perfeita. Pouco produto, a pandemia, aumento de consumo, desvalorização do real. Deu a explosão na cadeia", diz André Ceolin, sócio-proprietário do Grupo Ceolin, que produz e compra o grão. "Há anos o produtor vem se endividando e foi abandonando a lavoura porque não sobrava dinheiro no preço pelo qual era negociado o arroz."

O grupo não teria estoque até o fim do ano se seguisse vendendo na média de 80 mil a 100 mil fardos por mês (cerca de 190 toneladas), segundo ele.

Enquanto em 2019 o Brasil exportou 269.164,9 toneladas de arroz, segundo dados do Comex Stat, do Ministério da Economia, entre janeiro e agosto de 2020 o montante chegou a 487.428,8 toneladas.

Davenir Santos, de Eldorado do Sul (RS), conta que vendeu parte da produção logo no início da safra para pagar contas, quando o preço do saco variava entre R$ 48 e R$ 52.

Pouco tempo depois, com a abertura para exportação, 20% da produção de 2019/2020 foi vendida à Guatemala ao preço de R$ 61 por saco. Agora, ainda com estoque, ele consegue mais de R$ 100 por saco no mercado interno. Segundo o Cepea, na quinta (10) a cotação era de R$ 105.

"A gente vinha sofrendo há anos, arroz não dava mais lucro, só prejuízo", diz. "O preço está bom agora, mas o custo para produzir um saco aumentou bastante."
Segundo Ivo Mello, diretor técnico do Instituto Riograndense do Arroz, o número de produtores no estado caiu pela metade nos últimos 20 anos –hoje, são cerca de 7.000.

Apesar de a produção se manter em índices semelhantes, houve ainda redução na área plantada –ação recomendada pela autarquia para garantir preços melhores.

"Quem mais ganhou com esse valor e com exportação foram os grandes conglomerados. Quando chegou a R$ 70, R$ 80, o produtor médio e pequeno já tinha vendido para a indústria", diz Mello.

Raul Borges, presidente dos sindicatos rurais de Itaqui e Maçambará, avalia que o momento é bom para quem ainda tem produto e para quem já não tem estoque, porque pode balizar o preço futuro.

"O governo tirou a TEC (Tarifa Externa Comum) para importação, mas para os nossos insumos temos ainda várias TECs, em vários produtos que não podemos importar. Faz anos que reivindicamos isso no Mercosul", afirma.

A medida foi anunciada pelo Ministério da Agricultura para conter a alta dos preços, limitando a isenção de taxas de importação a 400 mil toneladas de arroz em casca e beneficiado até 31 de dezembro.

Silvio Farnese, diretor de comercialização e abastecimento da pasta, estima que o Brasil tenha ainda entre 4 milhões e 4,5 milhões de toneladas de arroz no mercado, e que por isso a retirada da tarifa deve garantir abastecimento ao país.
Ele diz ainda que não há previsão para retirada de tarifas para insumos e que o preço do arroz pode se manter alto pelos próximos meses.

"Depende do que vier de fora. Se os importadores trouxerem um produto mais barato –por exemplo, arroz parboilizado–, pode gerar tendência de redução", avalia.

Por: FolhaPress

sexta-feira, 11 de setembro de 2020

Vendas do comércio crescem 5,2% de junho para julho, diz IBGE

Foto: Arthur Mota/Folha de Pernambuco

O volume de vendas do comércio varejista teve alta de 5,2% na passagem de junho para julho deste ano, segundo dados da Pesquisa Mensal do Comércio (PMC), divulgados nesta quinta-feira (10) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Essa é a terceira alta consecutiva do indicador, que cresceu 8,5% em junho e 13,3% em maio, e o melhor resultado para o mês, desde o início da série histórica, em 2000.

Segundo o IBGE, depois das quedas de 2,4% em março e de 16,6% em abril, devido à pandemia de covid-19, os três resultados positivos (maio, junho e julho) conseguiram recuperar as perdas com o isolamento social provocado pela doença.

O volume de vendas também teve altas de 8,7% na média móvel trimestral, de 5,5% na comparação com julho de 2019 e de 0,2% no acumulado de 12 meses. No acumulado do ano, no entanto, ainda apresenta queda (-1,8%).

Em julho, houve alta no volume de vendas em sete das oito atividades pesquisadas: livros, jornais, revistas e papelaria (26,1%), tecidos, vestuário e calçados (25,2%), equipamentos e material para escritório, informática e comunicação (11,4%), artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos (7,1%), combustíveis e lubrificantes (6,2%), outros artigos de uso pessoal e doméstico (5,0%) e móveis e eletrodomésticos (4,5%).

O setor de supermercados, alimentos, bebidas e fumo manteve-se estável em relação ao mês anterior.

O varejo ampliado, que inclui também os segmentos de materiais de construção e de veículos e peças, cresceu, 7,2% na passagem de junho para julho. O setor de veículos, motos, partes e peças teve alta de 13,2%, enquanto material de construção avançou 6,7%.

“Como o indicador despencou de fevereiro até abril, a base ficou muito baixa e essa recuperação vem trazendo todos os indicadores para os níveis pré-pandemia. Alguns setores estão bem acima dos níveis de fevereiro, como móveis e eletrodomésticos (16,9% acima), hiper e supermercados (8,9%) e artigos farmacêuticos (7,3%), além dos materiais de construção (13,9%), no varejo ampliado”, afirma o gerente da pesquisa, Cristiano Santos.

O varejo ampliado também teve crescimentos de 11,2% na média móvel trimestral e de 1,6% na comparação com julho de 2019. Nos acumulados do ano e dos últimos 12 meses, no entanto, houve perdas de 6,2% e 1,9%, respectivamente.

A receita nominal do varejo teve altas de 5,7% na comparação com junho deste ano, de 8,6% na média móvel trimestral, de 8,8% em relação a julho do ano passado, de 1,4% no acumulado do ano e de 3% no acumulado de 12 meses.

Já a receita do varejo ampliado teve altas de 8,4% na comparação com junho deste ano, de 11,3% na média móvel trimestral, de 4,9% na comparação com julho de 2019 e de 0,7% no acumulado de 12 meses. No acumulado do ano, houve queda de 3,1%.

Da Agência Brasil

quinta-feira, 10 de setembro de 2020

Recife é a cidade mais inteligente e conectada do Norte e Nordeste, diz estudo

Foto: Andréa Rêgo Barros/Arquivo PCR.
Na 6ª edição do Ranking Connected Smart Cities, divulgada nessa quarta-feira (9), o Recife consolidou sua posição de liderança como cidade mais inteligente e conectada na Região Norte e Nordeste. A cidade ainda avançou 8 posições em relação ao último levantamento, saltando da 23ª para a 15ª em um total de 673 municípios analisados. O prefeito Geraldo Julio fez uma análise do resultado, que coloca o Recife como a única cidade do Norte e Nordeste entre os 26 primeiros colocados.

Para o prefeito, o resultado do ranking é fruto de uma estratégia de desenvolvimento que envolve a atuação decisiva do poder público e a atuação dos diversos setores da sociedade. “Está na estratégia de futuro do Recife uma cadeia econômica que inclua as pessoas e sua capacidade de criar, inovar e se conectar. Costumo dizer que somos uma cidade sem petróleo, terras para agricultura ou grandes plantas industriais, mas temos na capacidade da nossa gente, nossa maior riqueza e o potencial é enorme ”, disse o prefeito.

“Também fizemos uma série de soluções nos serviços públicos e programas da Prefeitura em áreas como Educação, com a Escola do Futuro a robótica, Mobilidade, invertendo prioridades e incluindo as pessoas, Ciência Tecnologia e Inovação em parceria com o nosso parque tecnológico, entre tantas outras, que consolidaram esse avanço. Um Recife conectado e gerando oportunidades e renda para sua gente sempre foi o objetivo”, concluiu.

No ranking que avalia todos os municípios brasileiros com mais de 50 mil habitantes, o Recife despontou nas áreas de Empreendedorismo com a 8ª posição, Mobilidade e Acessibilidade, em 9º lugar, Tecnologia e Inovação em 11º e Saúde, com a  12ª posição em todo o país.

“O mais interessante deste ranking de cidades inteligentes e conectadas é que o processo considera a cidade inteligente como uma cidade sustentável. Uma cidade que pensa e que coloca as pessoas em primeiro lugar, e não apenas a tecnologia. Uma cidade inteligente não é uma cidade que usa intensivamente os recursos tecnológicos, mas que usa a tecnologia em favor das pessoas, pensando em oferecer melhores serviços e qualidade de vida para os cidadãos”, disse o secretário de Desenvolvimento Econômico Ciência, Tecnologia e Inovação do Recife, Guila Calheiros.

Este ano, as cidades consideradas as mais inteligentes e conectadas no ranking Connected Smart Cities foram São Paulo (SP), em primeiro lugar, Florianópolis (SC), em segundo, e Curitiba (PR), em terceiro. Fazendo o recorte nordestino da pesquisa, após o Recife temos Salvador (BA) e Fortaleza (CE), que aparecem em 27º e 29º, respectivamente. Os indicadores do Ranking Connected Smart Cities 2020 estão disponíveis no site: http://ranking.connectedsmartcities.com.br/.

Do Diario de PE

Agências do INSS reabrem na próxima segunda após seis meses fechadas

Agência do INSS - Foto: Agência Brasil
Após ficarem fechadas por quase seis meses, as agências da Previdência Social deverão começar o processo gradual de reabertura na próxima segunda-feira (14), confirmou o INSS (Instituto Nacional do Seguro Social).

O órgão afirma que, por enquanto, o horário de funcionamento dos postos será reduzido, das 7h às 13h, e que o atendimento será exclusivo aos segurados e beneficiários com agendamento prévio pelo Meu INSS ou pelo telefone 135.

O INSS diz ainda que, como forma de prevenção à Covid-19, providenciou materiais de segurança e higiene, tais como equipamentos de proteção individual (luvas, máscaras, escudos faciais, aventais e toucas), álcool em gel, lixeiras com tampa e pedais (para que não haja contato com materiais descartados) e barreiras de acrílico nos guichês de atendimento. 

Protocolos como medição de temperatura na entrada das agências e intensificação da limpeza dos ambientes também foram adotados.

"As agências que reabrirão seguirão todos os protocolos de distanciamento, com a devida sinalização nos pisos e demais orientações. Em cartazes, constarão todos os protocolos de segurança e a sinalização por cor em cada área das agências, alertando segurados e servidores de que, naqueles locais, é obrigatório o uso de determinados equipamentos de proteção", afirma o órgão, que diz que também adotou a medição de temperatura obrigatório na entrada.

As tentativas de retomada do atendimento presencial, que foi suspenso devido à pandemia da Covid-19, já vinham se arrastando há meses. Em meio a resistência e ameaças de greve por parte dos servidores da Previdência, a reabertura chegou a ser adiada sete vezes. Representantes da categoria queixavam-se da falta de segurança e higiene nos postos.

O atendimento, durante o período em que os postos estão fechados, está sendo feito de forma remota, exclusivamente pelo telefone, na Central 135, ou pelo portal Meu INSS e aplicativo para celular.

Enquanto aguarda, o segurado tem, além do telefone e da internet, a opção de atendimento pelo sistema drive-thru, no qual é possível entregar cópias de documentos em urnas colocadas na frente das agências em todo o país.

Por Folhapress

quarta-feira, 9 de setembro de 2020

Queda do PIB neste ano será ainda menor do que a esperada, diz Guedes

PIB - Foto: Marcello Casal jr/Agência Brasil
O ministro da Economia, Paulo Guedes, afirmou nesta quarta-feira (9) que a queda da economia brasileira neste ano será ainda menor do que as previsões atuais de analistas. Ele disse que a atividade econômica está se recuperando mais rapidamente do que ele mesmo esperava.

Em evento virtual do banco suíço de investimentos Credit Suisse, Guedes destacou que as previsões de queda do Produto Interno Bruto (PIB), soma de todos os bens e serviços produzidos no país, caíram pela metade, quando consideradas as estimativas no início da pandemia de covid-19, ficando atualmente entre 4% e 5%. “Vai ser menos do que isso. Estamos dando a volta por cima.” 

A previsão atual do Ministério da Economia para a queda do PIB é 4,7%, mas, na semana passada, o secretário especial de Fazenda, Waldery Rodrigues, disse que a estimativa deverá ser revisada. “Todos os dados que temos indicam que o pior já passou”, disse o secretário.

O ministro defendeu as reformas “estruturais” propostas pelo governo, como o pacto federativo, com gatilhos para o controle de gastos públicos. Ele destacou ainda que o cronograma de privatizações será reformulado e serão anunciadas “duas, três, quatro grandes empresas a serem privatizadas”.

“Estamos liberando o horizonte para os investimentos privados. Haverá um boom de investimentos privados nos próximos dez anos, pelo menos”, disse.

Da Agência Brasil

CNI: atividade industrial mantém trajetória de recuperação

Foto: José Paulo Lacerda/ CNI
Em julho, a atividade industrial continuou em trajetória de recuperação, passando a reverter parte da queda acumulada em março e abril, segundo dados dos Indicadores Industriais, da Confederação Nacional da Indústria (CNI), apresentados nesta terça-feira (8). Faturamento real, horas trabalhadas na produção e Utilização da Capacidade Instalada (UCI) aumentaram pelo terceiro mês consecutivo. 


Segundo o balanço, o faturamento real da indústria aumentou 7,4% em julho, considerando a série dessazonalizada, acumulando alta de 34,5% nos últimos três meses. Com, isso, o faturamento está 1,7% menor que o registrado em fevereiro de 2020, antes da pandemia. As horas trabalhadas na produção aumentaram 4,5% em julho, totalizando uma alta de 20,9% nos últimos três meses. Mesmo assim, o total de horas trabalhadas ainda está 7% abaixo do apurado em fevereiro. O índice de horas trabalhadas na produção encontra-se 7% abaixo do patamar de fevereiro. No acumulado do ano o indicador apresenta queda de 9% em relação a igual período do ano anterior. 

A Utilização da Capacidade Instalada aumentou 2,9 pontos percentuais em julho, um acumulado de 8,8 pontos percentuais nos últimos três meses, saindo de 66,6% para 75,4%. Esse percentual, no entanto, ainda é 3,4% menos do que o registrado em fevereiro, antes da pandemia.

Emprego industrial

No mês passado, o emprego industrial ficou próximo da estabilidade, ao registrar queda de 0,2%. Nos meses anteriores, o emprego havia recuado com mais força: queda de 0,4% em março, 2,1% em abril e 0,6% em maio. Desde fevereiro, o indicador acumula queda de 3,5%. Na comparação do acumulado de 2020 (até julho) com os primeiros sete meses de 2019 o emprego registra queda de 2,6%.

A massa salarial paga aos trabalhadores da indústria caiu 1,7% no mês na série dessazonalizada. A queda ocorre após crescimento de 9,4% em junho, que

havia sido influenciado, segundo a CNI, pelas condições excepcionais de término de alguns acordos de suspensão ou redução da jornada de trabalho e salário. A massa salarial acumulada em 2020 até julho é 6,1% inferior a igual período de 2019.

O rendimento real pago aos trabalhadores da indústria caiu 2,4% em julho, revertendo parcialmente o crescimento do mês anterior, que também tinha sido resultado do fim de parte dos acordos de suspensão e redução de jornada de trabalho e salário. No acumulado do ano de 2020 até julho, o rendimento médio real é 3,6% inferior em relação ao mesmo período de 2019. 

Por Agência Brasil

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