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quarta-feira, 9 de setembro de 2020

Queda do PIB neste ano será ainda menor do que a esperada, diz Guedes

PIB - Foto: Marcello Casal jr/Agência Brasil
O ministro da Economia, Paulo Guedes, afirmou nesta quarta-feira (9) que a queda da economia brasileira neste ano será ainda menor do que as previsões atuais de analistas. Ele disse que a atividade econômica está se recuperando mais rapidamente do que ele mesmo esperava.

Em evento virtual do banco suíço de investimentos Credit Suisse, Guedes destacou que as previsões de queda do Produto Interno Bruto (PIB), soma de todos os bens e serviços produzidos no país, caíram pela metade, quando consideradas as estimativas no início da pandemia de covid-19, ficando atualmente entre 4% e 5%. “Vai ser menos do que isso. Estamos dando a volta por cima.” 

A previsão atual do Ministério da Economia para a queda do PIB é 4,7%, mas, na semana passada, o secretário especial de Fazenda, Waldery Rodrigues, disse que a estimativa deverá ser revisada. “Todos os dados que temos indicam que o pior já passou”, disse o secretário.

O ministro defendeu as reformas “estruturais” propostas pelo governo, como o pacto federativo, com gatilhos para o controle de gastos públicos. Ele destacou ainda que o cronograma de privatizações será reformulado e serão anunciadas “duas, três, quatro grandes empresas a serem privatizadas”.

“Estamos liberando o horizonte para os investimentos privados. Haverá um boom de investimentos privados nos próximos dez anos, pelo menos”, disse.

Da Agência Brasil

segunda-feira, 2 de setembro de 2019

Previsão de crescimento da economia sobe para 0,87% neste ano

Marcello Casal Jr./Agência Brasil
O mercado financeiro aumentou a projeção para o crescimento da economia e reduziu a estimativa de inflação para este ano. Segundo o boletim Focus, pesquisa divulgada todas as semanas pelo Banco Central (BC), a previsão para a expansão do Produto Interno Bruto (PIB) – a soma de todos os bens e serviços produzidos no país – foi ajustada de 0,80% para 0,87% em 2019.

Segundo a pesquisa, a previsão para 2020 permaneceu em 2,10%. Para 2021 e 2022 também não houve alteração nas estimativas: 2,50%.


A estimativa de inflação, calculada pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo caiu de 3,65% para 3,59%, este ano. Para os anos seguintes não houve alterações nas projeções: 3,85%, em 2020, 3,75%, em 2021, e 3,50%, em 2022.

A meta de inflação, definida pelo Conselho Monetário Nacional é 4,25% em 2019, 4% em 2020, 3,75% em 2021 e 3,5% em 2022, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo.

Para alcançar a meta de inflação, o Banco Central usa como principal instrumento a taxa básica de juros, a Selic, atualmente em 6%. Quando o Copom reduz a Selic, a tendência é que o crédito fique mais barato, com incentivo à produção e ao consumo, reduzindo o controle da inflação e estimulando a atividade econômica.

Quando o Comitê de Política Monetária aumenta a Selic, a finalidade é conter a demanda aquecida e isso causa reflexos nos preços porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança.

Para o mercado financeiro, ao final de 2019 a Selic estará em 5% ao ano. Para o final de 2020, a estimativa segue em 5,25% ao ano. No fim de 2021 e 2022, a previsão permanece em 7% ao ano.

Dólar
A previsão para a cotação do dólar ao fim deste ano subiu de R$ 3,80 para R$ 3,85 e, para 2020, de R$ 3,81 para R$ 3,82.

Da Agência Brasil

sábado, 4 de agosto de 2018

Dia dos pais deve movimentar R$ 14 bilhões no varejo, diz CNDL

Foto: Ed Alves/CB/D.A Press
O Dia dos Pais, que cairá em 12 de agosto, deve movimentar R$ 14 bilhões no país, segundo levantamento da Confederação Nacional de Dirigentes e Lojistas (CNDL). O estudo aponta que, embora os brasileiros ainda são impactados com a recuperação lenta da economia e com o desemprego, 61% devem ir às compras.

A intenção de consumo é maior do que a data comemorativa de 2017, quando 55% dos consumidores se planejavam dar lembranças aos pais. Com o resultado da pesquisa deste ano, a expectativa é de que quase 93 milhões de pessoas façam alguma compra no período.

O consumidor brasileiro pretendem desembolsar, em média, R$ 150 com os presentes. Considerando os compradores das classes C, D e E, o valor médio diminui para R$ 140. Dos entrevistados, 40% querem gastar a mesma quantia desembolsada em 2017. Os que vão desembolsar menos formam 16% da amostra. 32% acreditam que vão gastar mais. A maior parcela (50%) devem adquirir apenas um presente. Outros 34% querem comprar duas lembrancinhas. 

Mais de um terço (34%) dos que pretendem gastar menos alegam que estão com a situação financeira apertada. Cerca de 15% devem priorizar o pagamento de dívidas em atraso. Em 2017, 22% dos consumidores tiveram o CPF inscritos em cadastros de devedores em decorrência das compras no Dia dos Pais. 

Isso ocorre porque 22% dos compradores admitem ter o costume de extrapolar o orçamento na hora de agradar ao pai e 30% dos que vão às compras neste ano possuem contas em atraso. 

Os itens mais procurados são roupas (50%), seguidas de perfumes e cosméticos (32%), calçados (28%) e acessórios (27%), como cintos, carteiras, relógios e meias, ferramentas (10%), artigos esportivos (10%) e smartphones (10%). 

A maioria dos entrevistados mostra preferência pelo pagamento à vista, sendo que 53% no dinheiro e 22% no cartão de débito. Os shoppings serão o maior meio para as compras (37%). 

Do Correio Brasiliense

quinta-feira, 7 de janeiro de 2016

Pernambuco planejar 2016 é pensar no imprevisível, diz Secretário da Fazenda, Marcio Stefani

Foto: Divulgação / Alepe
Os computadores da Secretaria da Fazenda rodaram vários modelos matemáticos no último dia do ano para produzir um número sobre a previsão de arrecadação do ICMS em 2016. Bateu em 2% nominais, o que significa dizer que em 2015 vamos perder feio da inflação. A equipe não quer repetir o cronograma passado, que começou com 9%, baixou para 7,5%, bateu em 5% e terminou com 1,5%. Aqueles 9%, é bom lembrar, contavam com uma inflação menor que os 10,17% já estimados, o que significa dizer que haveria um pequeno crescimento real. Mas isso, como se sabe, não aconteceu.

O secretário Marcio Stefani diz que planejar 2016 é trabalhar com o imprevisível. A queda da atividade econômica obriga o gestor a ver uma enorme quantidade de variáveis. Até porque não se pensa num novo pacote e se conta com os resultados anunciados em agosto, que pretende agregar mais R$ 500 milhões com o aumento de impostos em vários setores.

Em dezembro 2015, graças ao pacote, o Estado já até pode contar com um crescimento diferenciado do Imposto Sobre Transmissões Causa Mortis e Doações (ITCMD) que agregou R$ 25 milhões ao caixa pela decisão de dezenas de famílias em antecipar a resolução das pendências de suas heranças.

Aposta em obra de grande porte

E para 2016? O secretário diz trabalhar com algumas possibilidades de grande porte que podem ajudar a melhorar o clima. A retomada do segundo trem da Refinaria Abreu e Lima, a implantação do segundo Parque de Sistemistas da Jeep e a definição do futuro da Petroquímica Suape. São megaprojetos cujas definições acabarão tendo impacto em toda a economia pernambucana.

O secretário ainda falou sobre as dificuldades que o Estado terá na questão do pagamento dos salários de servidores dentro de um quadro que não tem perspectivas de melhorar.
O problema, diz Márcio Stefanni, é que a Secretaria do Tesouro Nacional não conseguiu ser precisa nas estimativas dos repasses mensais, que foram bem menores que em 2014.

Pernambuco tem uma situação diferenciada por ter arrecadação própria que consegue pagar a folha sem depender das transferências do FPE, como a maioria dos Estados do Nordeste.
Com tantas expectativas em aberto, a aposta é na performance do ministro da Fazenda, Nelson Barbosa, junto aos investidores. Não falta dinheiro ou crédito. Falta confiança, diz Stefanni.

Do JC Online / Fernando Castilho

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