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segunda-feira, 25 de maio de 2020

Mercado financeiro prevê queda de 5,89% na economia este ano

Foto: Flickr
A previsão para o crescimento do PIB em 2021 passou de 3,20% para 3,50% e para 2022 e 2023 continua em 2,50%

A previsão do mercado financeiro para a queda da economia brasileira este ano chegou a 5,89%. Essa foi a 15ª revisão seguida para a estimativa de recuo do Produto Interno Bruto (PIB) – a soma de todos os bens e serviços produzidos no país. Na semana passada, a previsão de queda estava em 5,12%.

A estimativa consta do boletim Focus, publicação divulgada semanalmente pelo Banco Central (BC), com a projeção para os principais indicadores econômicos. A previsão para o crescimento do PIB em 2021 passou de 3,20% para 3,50% e para 2022 e 2023 continua em 2,50%.

Dólar
A cotação do dólar deve fechar o ano em R$ 5,40. Na semana passada, a previsão era R$ 5,28. Para 2021, a expectativa é que a moeda americana fique em R$ 5,03, contra R$ 5 da semana passada.

Inflação
As instituições financeiras consultadas pelo BC continuam a reduzir a previsão de inflação de 2020. A projeção para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) caiu pela 11ª vez seguida, ao passar de 1,59% para 1,57%.

Para 2021, a estimativa de inflação também foi reduzida, de 3,20% para 3,14%. A previsão para os anos seguintes - 2022 e 2023 - não teve alterações e permanece em 3,50%.

A projeção para 2020 está abaixo da meta de inflação que deve ser perseguida pelo BC. A meta, definida pelo Conselho Monetário Nacional, é de 4% em 2020, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Ou seja, o limite inferior é 2,5% e o superior, 5,5%.

Para 2021, a meta é 3,75% e para 2022, 3,50%, também com intervalo de 1,5 ponto percentual em cada ano. 

Selic
Para alcançar a meta de inflação, o Banco Central usa como principal instrumento a taxa básica de juros, a Selic, estabelecida atualmente em 3% ao ano pelo Comitê de Política Monetária (Copom).

Para o mercado financeiro, a expectativa é que a Selic encerre 2020 em 2,25% ao ano, a mesma previsão da semana passada.

Quando o Copom reduz a Selic, a tendência é que o crédito fique mais barato, com incentivo à produção e ao consumo, reduzindo o controle da inflação e estimulando a atividade econômica. Quando o Copom aumenta a taxa básica de juros, o objetivo é conter a demanda aquecida, e isso causa reflexos nos preços porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança.

Para o fim de 2021, a expectativa é que a taxa básica chegue a 3,29% ao ano. A previsão da semana passada era 3,50%. Para o fim de 2022, as instituições reduziram a previsão para a taxa anual de 5,25% para 5,13% e, para o fim de 2023, a estimativa segue em 6%.

Da Agência Brasil

terça-feira, 15 de outubro de 2019

Oferta de vagas no comércio para o Natal será a maior em seis anos

Expectativa para o comércio durante o NatalFoto: Julya Caminha/Arquivo Folha
Espera-se a contratação de 91 mil trabalhadores temporários

A Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) divulgou hoje (14) uma estimativa sobre os postos de trabalho temporários para o Natal deste ano. De acordo com a CNC, espera-se a contratação de 91 mil trabalhadores temporários para atender ao aumento da demanda do varejo no período natalino, ou seja, 4% maior do que em 2018 e a maior oferta dos últimos seis anos.

Estima-se que o Natal movimente R$ 35,9 bilhões no comércio varejista de todo o país, neste ano, segundo a CNC.

Para o presidente da confederação, José Roberto Tadros, essa “retomada parcial do nível de atividade do setor” está sendo influenciada pela inflação baixa, pelos juros básicos no piso histórico, por prazos mais amplos para a quitação de financiamentos e, principalmente, pela liberação de recursos extraordinários para o consumo, como os saques no FGTS e no PIS/Pasep.

Os estados que devem mais gerar vagas são São Paulo (22,6 mil), Minas Gerais (10 mil), Rio de Janeiro (9,4 mil) e Rio Grande do Sul (7,6 mil), que concentrarão mais da metade da oferta de vagas.

Já entre os setores do comércio, os maiores volumes de contratações deverão ocorrer nos ramos de vestuário (62,5 mil vagas) e de hiper e supermercados (12,8 mil). Oito em cada dez vagas ofertadas deverão ser preenchidas por vendedores (57 mil), operadores de caixa (13 mil) e pessoal de almoxarifado (4,6 mil).

Os maiores salários médios deverão ser pagos aos contratados para os cargos de gerente de marketing e vendas (R$ 2.724) e gerentes de operações comerciais (R$ 2.020).

A taxa de efetivação dos trabalhadores temporários deverá ser maior do que nos últimos cinco anos, com expectativa de absorção definitiva de 26,1%.

Da Agência Brasil

quinta-feira, 10 de outubro de 2019

Confiança do comércio tem alta de 0,1% em outubro

Compras no comércioFoto: Marcelo Camargo / Agência Brasil

Na comparação com outubro do ano passado, a alta chegou a 12,7%

O Índice de Confiança do Empresário do Comércio (Icec) teve alta de 0,1% na passagem de setembro para outubro deste ano. Com essa, que foi a segunda alta consecutiva do indicador, o Icec chegou a 121,4 pontos, em uma escala de zero a 200 pontos, o patamar mais alto desde maio.


Na comparação com outubro do ano passado, a alta chegou a 12,7%, de acordo com dados divulgados hoje (9) pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC).

Na comparação com setembro deste ano, as intenções de investimento aumentaram 0,5%, puxadas pelos investimentos na empresa (com alta de 1,3%). A confiança no momento atual subiu 0,3%, influenciada principalmente pelas avaliações sobre a situação atual do setor (com alta de 0,3%).

Por outro lado, a expectativa em relação ao futuro recuou 0,4%, devido principalmente às expectativas em relação à economia nos próximos meses (que caiu 0,8%).

Na comparação com setembro do ano passado, houve altas de 23,2% nas avaliações sobre as condições atuais, de 8,8% nas expectativas e de 10,2% nas intenções de investimentos.

Por: Agência Brasil 



domingo, 6 de outubro de 2019

Dia das Crianças deve aquecer vendas no varejo

ConsumidoresFoto: Rafael Furtado/Folha de Pernambuco
Estimativa da CNDL/SPC Brasil diz que data deve gerar R$ 10,3 bilhões em faturamento

A uma semana do Dia das Crianças, o comércio brasileiro está na expectativa de que a data, uma das mais importantes do calendário do varejo neste segundo semestre do ano, traga a retomada de consumo que o setor tanto precisa. Para confirmar a estimativa otimista, pesquisa realizada pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) em parceria com o Serviço de Proteção ao Crédito (SPC), feita em todas as capitais, aponta que 73% dos consumidores devem ir às compras em busca do presente perfeito para os pequenos. De acordo com o recorte, a data deve movimentar cerca de R$10,3 bilhões no varejo, com ticket médio de R$199.

Na análise do economista da Fecomércio - PE, Rafael Ramos, tendo como base as contratações de agosto, que mostraram uma elevação significante no último Cadastro Geral de Emprego e Desemprego (Caged), o Dia das Crianças deve ser de vendas positivas no Estado. “As contratações devem aumentar nos resultados de setembro, o que aumenta confiança e poder de compra de parte da população. Além disso, tem a questão de parte da população já está recebendo as liberações do FGTS e aqueles que não receberam, já sabem o calendário de recebimento podendo ajustar o consumo mais acentuado para a proximidade do pagamento”, revela o economista.

No comércio recifense, o cenário de otimismo já toma conta das principais lojas do segmento. Porém, segundo a maioria dos lojistas, o movimento mais expressivo deve ocorrer no meio desta semana. “Na quarta vai ter mais um pagamento do Saque Imediato do FGTS e isso na semana do Dia das Crianças vai dá o empurrão necessário para que os clientes venham comprar o presente da criançada”, acredita a gerente da loja do segmento infantil, Elizabeth Lima. Continue lendo, clique AQUI!


terça-feira, 27 de agosto de 2019

Após ligeira melhora, expectativa sobre o PIB volta a sofrer queda

Foto: Arquivo/ Agência Brasil
O mercado financeiro voltou a reduzir a projeção para o crescimento da economia neste ano, uma semana depois de apontar ligeira expectativa de melhora. A estimativa de inflação para este ano também sofreu redução.

Segundo o boletim Focus, pesquisa divulgada todas as semanas pelo Banco Central, a previsão para a expansão do PIB (Produto Interno Bruto) foi ajustada de 0,83% para 0,80% em 2019. Na última semana, havia ido de 0,81% para 0,83%.

Segundo a pesquisa, a previsão para 2020 também caiu, ao passar de 2,20% para 2,10%. Já as estimativas para 2021 e 2022 seguiram em 2,50%. As informações são da Agência Brasil.

A estimativa de inflação, calculada pelo IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), caiu de 3,71% para 3,65%, este ano. Para 2020, a estimativa caiu de 3,90% para 3,85%. Não houve alteração nas estimativas para os anos seguintes -3,75%, em 2021, e 3,50%, em 2022.

A meta de inflação, definida pelo CMN (Conselho Monetário Nacional), é 4,25% em 2019, 4% em 2020, 3,75% em 2021 e 3,5% em 2022, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo.

Para alcançar a meta de inflação, o BC usa como principal instrumento a taxa básica de juros, a Selic, atualmente em 6%. Para o mercado financeiro, ao final de 2019, estará em 5% ao ano. Para o final de 2020, a estimativa passou de 5,50% para 5,25% ao ano. No fim de 2021 e 2022, a previsão segue em 7% ao ano.

Já a previsão para a cotação do dólar ao fim deste ano subiu de R$ 3,78 para R$ 3,80 e, para 2020, permanece em R$ 3,81.

Do FolhaPress

segunda-feira, 19 de agosto de 2019

Economistas melhoram expectativa para economia em 2019 e 2020

Marcello Casal Jr/Agência Brasil
O mercado financeiro aumentou a projeção para o crescimento da economia e reduziu a estimativa de inflação para este ano. Segundo o boletim Focus, pesquisa divulgada todas as semanas pelo Banco Central, a previsão para a expansão do PIB foi ajustada de 0,81% para 0,83% neste ano.

A previsão para 2020 também subiu e passou de 2,1% para 2,2%. Para 2021 e 2022 não houve alteração nas estimativas: 2,5%. As informações são da Agência Brasil.

A estimativa de inflação, calculada pelo IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), caiu de 3,76% para 3,71%. Não houve alteração nas estimativas para os anos seguintes: 3,90%, em 2020, 3,75%, em 2021, e 3,5%, em 2022.

A meta de inflação, definida pelo CMN (Conselho Monetário Nacional), é 4,25% em 2019, 4% em 2020, 3,75% em 2021 e 3,5% em 2022, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo.

Para alcançar a meta de inflação, o Banco Central usa como principal instrumento a taxa básica de juros, a Selic, atualmente em 6%. Quando o Copom reduz a Selic, a tendência é que o crédito fique mais barato, com incentivo à produção e ao consumo, reduzindo o controle da inflação e estimulando a atividade econômica.

Quando o Comitê de Política Monetária aumenta a Selic, a finalidade é conter a demanda aquecida e isso causa reflexos nos preços porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança.

Para o mercado financeiro, ao final de 2019 a Selic estará em 5% ao ano. Para o final de 2020, a estimativa permanece em 5,5% ao ano. No fim de 2021 e 2022, a previsão segue em 7% ao ano.
A previsão para a cotação do dólar ao fim deste ano subiu de R$ 3,75 para R$ 3,78 e, para 2020, de R$ 3,80 para R$ 3,81.

Da Folha Press

sábado, 20 de julho de 2019

Movimento do comércio tem primeira alta mensal do ano em junho, de 1,3%

Foto: Arquivo/Agência Brasil

O Indicador Movimento do Comércio é responsável por acompanhar o desempenho das vendas no varejo em todo o Brasil


O Indicador Movimento do Comércio, que acompanha o desempenho das vendas no varejo em todo o Brasil, cresceu 1,3% em junho deste ano na comparação com maio, já descontados os efeitos sazonais, de acordo com dados apurados pela Boa Vista/SPC. É a primeira alta após seis meses consecutivos de retração no movimento. Se comparado ao mesmo mês do ano passado, no entanto, o indicador caiu 1,7%, enquanto no acumulado do ano subiu 1,4%.


"Ainda é cedo para falar em retomada das vendas do comércio", avalia a consultoria. "Fatores como o alto nível de desemprego e subutilização da mão de obra, menor confiança e tímido crescimento de renda continuam sendo os principais entraves para uma evolução mais robusta do setor". 

A Boa Vista/SPC entende, por outro lado, que a liberação de recursos de contas ativas do FGTS deve trazer uma injeção de ânimo para o comércio, eventualmente revertendo a trajetória de desaceleração das vendas observada desde o ano passado. 

Todos os principais setores acompanhados pela consultoria registraram crescimento das vendas na análise mensal, com "móveis e eletrodomésticos" liderando as altas ao crescer 0,6%. Na sequência, "combustíveis e lubrificantes" avançaram 0,5%, e "tecidos, vestuários e calçados" subiram 0,3%.

Por: Agência Estado

sábado, 6 de julho de 2019

Confiança do comércio cai 1,7% em junho ante maio

Foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil
O Índice de Confiança do Empresário do Comércio (Icec) caiu 1,7% em junho ante maio, para 118,3 pontos, informou nesta sexta-feira, 5, a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). Foi a terceira queda seguida do indicador, segundo a entidade. Ante junho de 2018, houve alta de 8,5%.

Em nota, o presidente da CNC, José Roberto Tadros, disse que "os empresários do comércio estão mais cautelosos do que no início do ano, pois o aumento das vendas ficou aquém do esperado, com a economia ainda em ritmo lento". A própria CNC reviu para baixo sua projeção de abertura líquida de estabelecimentos comerciais neste ano, de 23,3 mil para 6,8 mil. 

"O início de ano mais fraco do que o esperado no varejo, a lentidão na reativação do mercado de trabalho e a taxa de juros em tendência de alta também levaram a Confederação a reduzir, entre janeiro e junho deste ano, sua expectativa quanto à variação das vendas do varejo ampliado, em 2019, de +6,0% para 4,5%", diz a nota da CNC.

No Icec de junho, o atual cenário da economia influenciou negativamente os três subíndices que compõem o indicador. O componente que mede a percepção do empresário do comércio em relação às condições atuais da economia teve queda de 5,1% em junho ante maio. O subíndice que mede as expectativas do empresário caiu 0,5%, mesma variação negativa do componente que mede as intenções de investimento.

Por: Agência Brasil

quinta-feira, 6 de junho de 2019

Vendas para o Dia dos Namorados têm expectativa de alta de 1,9%

Foto: Blog Negócios & Informes.
A expectativa do comércio para as vendas relacionadas ao Dia dos Namorados, comemorado no Brasil no dia 12 de junho, é de alta de 1,9%, na comparação com o ano passado. Segundo pesquisa divulgada nesta quinta-feira (6) pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), este é o terceiro ano seguido de melhora nas vendas, após dois anos de recessão econômica em que a data apresentou perdas.

Em 2015, o comércio teve perda de 1,1% e em 2016 a redução nas vendas foi ainda maior, chegando a 4,9%. Em 2017 a recuperação do comércio no Dia dos Namorados foi de 2,5% e em 2018 subiu 1,5%. Segundo a CNC, a data é a sexta mais importante para o calendário varejista do país. O valor movimentado deve chegar a R,64 bilhão este ano.

Vestuário e acessórios

O principal segmento do comércio relacionado ao Dia dos Namorados é o de vestuário e acessórios, que tem expectativa de subir 3,1% na comparação com 2018, chegando ao valor de R$ 611 milhões, o que corresponde a 37,4% do total esperado.

Em segundo lugar ficam os hiper e supermercados, com expectativa de movimentar R,1 milhões, 1,8% a mais do que no ano passado. Em seguida estão os artigos de uso pessoal e doméstico, que esperam vender 2,2% a mais, com faturamento de R,4 milhões.

De acordo com a CNC, alguns ramos estão oferecendo os produtos com preços menores do que no mesmo período do ano passado, como o de roupas femininas (-3,0%), tênis (-2,6%), artigos de maquiagem (-2,6%) e bolsas (-2,4%). Já o serviço de excursões está 16,4% mais caros do que em 2018.

Por outro lado, a entidade ressalta que as condições de crédito para pessoa física estão piores, com a alta dos juros, o que pode ser um dificultador das vendas.

“De fato, segundo levantamento mensal do Banco Central, a taxa média de juros nas operações de crédito destinadas às pessoas físicas, que havia encerrado o ano passado no patamar mais baixo (48,9% ao ano), desde setembro de 2014 (+48,3% a.a.) vem apresentando clara tendência de alta, atingindo atualmente 53,6%. Com isso, a prestação média simulada de empréstimos e financiamentos cresceu 5,0% desde dezembro do ano passado, dificultando, portanto, a ampliação do consumo a prazo”, diz nota da CNC.

Da Agência Brasil

segunda-feira, 6 de maio de 2019

Na reta final para o Dia das Mães, comércio está esperançoso

Foto: Ed Machado/Folha de Pernambuco
O comércio nacional espera arrecadar R$ 23,4 bilhões, como aponta a CNDL

Na reta final para o Dia das Mães, o comércio local está esperançoso para que as vendas voltadas para esta data comecem, de fato, a acontecer. A Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Pernambuco (Fecomércio-PE) espera que 82,9% dos consumidores comprem presentes para as mães. 

O comércio nacional, que espera arrecadar R$ 23,4 bilhões, como aponta a Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL), está pronto para receber os clientes, que ainda não apareceram. Com isto, o economista da Fecomércio-PE, Rafael Ramos, explica que as vendas ainda devem melhorar. "Nos três dias que antecedem a data, o consumidor deverá encher as lojas", ressalta.

Segundo lugar mais popular na hora de procurar os presentes, atrás apenas dos shoppings (45,4%), o comercio de rua é opção para 41% dos entrevistados que busca alternativa de um presente mais acessível. É como acontece com a aposentada Rosilda Malvin, de 69 anos, que vai presentar a filha, mas numa quantia inferior ao ano passado. “O valor do presente não tem importância, como estou ‘apertada’, vai ser uma lembrancinha”, explica. Rosilda faz parte dos 24% dos entrevistados da pesquisa da CNDL que planejam gastar menos.

Ainda de acordo com a CNDL o pagamento a prazo será escolha de quase metade (49%) dos entrevistados. É o caso da bancária Cláudia Arruda, de 43 anos, que este ano gastou R$ 300 no presente da mãe. “Paguei no cartão e parcelei para conseguir comprar algo melhor”, justifica Cláudia. 

Neste ano os presentes mais pesquisados pelos consumidores, são as roupas e acessórios de vestuário (34,6%) e os perfumes e cosméticos (21%). Segundo a vendedora de uma loja de produtos de beleza, Raiany Stefany, de 23 anos, as vendas ainda estão fracas no centro da cidade. “Brasileiro tem a velha mania de deixar para comprar de última hora”, avalia a vendedora. 

Da Folha de PE

quinta-feira, 11 de abril de 2019

Produção de grãos no Brasil deve crescer 1,6% este ano, diz IBGE

Foto: Imagem de Arquivo/Agência Brasil
A produção de cereais, leguminosas e oleaginosas deve fechar 2019 com 230,1 milhões de toneladas, um crescimento de 1,6% (mais 3,6 milhões de toneladas) em relação a 2018.

A terceira estimativa do Levantamento Sistemático da Produção Agrícola, realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), é 0,6% mais otimista do que a previsão anterior, de fevereiro (mais 1,3 milhão de toneladas).

A área colhida estimada é de 62,3 milhões de hectares, ou seja, 2,3% maior do que a de 2018 e 0,6% superior ao total previsto em fevereiro.

Entre as três principais lavouras de grãos do país é esperada alta na produção de 2018 para 2019 apenas para o milho (11,9%), que deverá fechar o ano com 91,04 milhões de toneladas.

Estimam-se quedas para as safras da soja (-4,5%), com produção estimada de 112,52 milhões de toneladas, e para o arroz (-10,6%), com safra de 10,5 milhões de toneladas.

Entre os demais grãos, que têm produção calculada acima de um milhão de toneladas, são esperadas altas para o algodão herbáceo (26,7%) e feijão (3,1%). Por outro lado, devem ter queda o sorgo (-5,4%) e o trigo (-3%).

Outros produtos

O IBGE também analisa outros produtos, além dos cereais, leguminosas e oleaginosas. Entre eles, a cana-de-açúcar, que é o principal produto agrícola nacional, com uma produção estimada para este ano de 676,98 milhões de toneladas, ou seja, 0,4% a mais do que em 2018.

Para os demais produtos com safra calculada em mais de um milhão de toneladas, devem crescer as safras de banana (2,4%), mandioca (5,6%) e tomate (0,8%). São previstas quedas nas produções de café (-10%), batata-inglesa (-1,5%), laranja (-5,2%) e uva (-9,7%).

Da Agência Brasil

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2019

Projeção de instituições financeiras para inflação fica em 3,85%

Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil
A previsão para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) passou de 3,87% para 3,85%

Instituições financeiras, consultadas pelo Banco Central (BC), reduziram levemente a estimativa para a inflação, neste ano. A previsão para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) passou de 3,87% para 3,85%.

Para 2020, a previsão para o IPCA permanece em 4%. Para 2021 e 2022, também não houve alteração na estimativa: 3,75%. Essas projeções são do boletim Focus, publicação semanal elaborada com base em estimativas de instituições financeiras sobre os principais indicadores econômicos.

A meta de inflação deste ano, definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), é 4,25%, com intervalo de tolerância entre 2,75% e 5,75%. A estimativa para 2020 está no centro da meta (4%). Essa meta tem intervalo de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Para 2021, o centro da meta é 3,75%, também com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual. O CMN ainda não definiu a meta de inflação para 2022.

Para controlar a inflação e alcançar a meta, o BC usa como principal instrumento a taxa básica de juros, a Selic. Para o mercado financeiro, a Selic deve permanecer no seu mínimo histórico de 6,5% ao ano, até o fim de 2019. Para o final de 2020, a estimativa para a taxa é 8% ao ano, assim como a previsão para 2021 e 2022.

A Selic, que serve de referência para os demais juros da economia, é a taxa média cobrada nas negociações com títulos emitidos pelo Tesouro Nacional, registradas diariamente no Sistema Especial de Liquidação e de Custódia (Selic). A manutenção da Selic, como prevê o mercado financeiro neste ano, indica que o Copom considera as alterações anteriores nos juros básicos suficientes para chegar à meta de inflação.

Ao reduzir os juros básicos, a tendência é diminuir os custos do crédito e incentivar a produção e o consumo. Para cortar a Selic, a autoridade monetária precisa estar segura de que os preços estão sob controle e não correm risco de ficar acima da meta de inflação. Quando o Copom aumenta a Selic, o objetivo é conter a demanda aquecida, e isso causa reflexos nos preços porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança.

Atividade econômica
A estimativa para a expansão do Produto Interno Bruto (PIB) – soma de todos os bens e serviços produzidos no país – permanece em 2,48%. Para 2020, a estimativa de crescimento do PIB subiu de 2,58% para 2,65%. Em 2021 e 2022, a expectativa segue em 2,50% de crescimento do PIB.

Dólar
A previsão do mercado financeiro para a cotação do dólar permanece em R$ 3,70 no final deste ano e em R$ 3,75, no fim de 2020.

Da Agência Brasil

domingo, 17 de fevereiro de 2019

Comércio de Pernambuco deve ganhar R$ 217,6 milhões no Carnaval

Em todo o Brasil, o Carnaval deve movimentar R$ 6,78 bilhões, incremento de 2% em relação ao mesmo período do ano passado, segundo estimativas da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC)

O Carnaval 2019 deve movimentar em todo o Brasil R$ 6,78 bilhões, incremento de 2% em relação ao mesmo período do ano passado, segundo estimativas da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). Em Pernambuco, o sexto estado com maior faturamento no período, o valor previsto de faturamento é de R$217,6 milhões. Desse montante, grande parte é puxada pelo segmento de alimentação fora do lar, bares e restaurantes. 

“Trabalhamos com uma expectativa de aumentar em 15% o faturamento neste Carnaval em relação ao passado. O dado acima da média dos últimos três anos é possível e baseado no otimismo gerado com a queda da inadimplência, com retomada de crédito dos consumidores e do bom desempenho do setor de comércio e serviços”, avalia o presidente da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes, seccional Pernambuco, André Araújo. Ainda segundo ele, reforçando essa projeção positiva, o setor deve incrementar em cerca de 30% o número de contratações para o período. 

Embora os números do faturamento seja os melhores dos últimos três anos, pesquisa inédita realizada pela Fecomércio-PE em parceria com o Sebrae, aponta que o gasto médio do pernambucano nos dias de folia deve ser modesto, em torno de R$290. “Eu esperava mais em relação ao gasto médio, em especial, no Carnaval, com muitos dias para brincar. Visto que como a maioria dos entrevistados afirma que vai gastar mais com alimentação (84,2%) e bebida (69,2%) durante os seis dias, um valor de R$ 48 por dia é muito pouco para o consumo desses itens. Na minha avaliação, isso significa que provavelmente por mais que 57% tenham pretensão de brincar o Carnaval, muitos não devem brincar todos os dias”, analisa o economista da entidade, Rafael Ramos, que chama atenção para outro ponto do recorte do estudo inédito da federação - quem vai aproveitar o período para fazer uma renda extra. 

Da Folha de PE

terça-feira, 12 de fevereiro de 2019

Produção de ovos bate recorde no país, diz IBGE

Foto: Reprodução/Shutterstock
As granjas brasileiras registraram a produção de 928,42 milhões de dúzias de ovos no quarto trimestre de 2018. Segundo dados divulgados hoje (12) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), esse é o maior valor da série da histórica da pesquisa, iniciada em 1987.

A produção de ovos do quarto trimestre foi 1% maior do que a registrada no terceiro trimestre e 8,2% superior ao resultado do quarto trimestre de 2017.

A pesquisa também analisa as aquisições de leite e de couro pelas unidades beneficiadoras do país. A aquisição de leite registrou aumentos de 7,2% em relação ao terceiro trimestre de 2018 e de 2,5% na comparação com o quarto trimestre de 2017. Já a aquisição de couro teve queda de 2,1% em relação ao terceiro trimestre e alta de 2% em relação ao quarto trimestre do ano anterior.

Abate de animais
O IBGE também divulgou hoje as pesquisas de abates de bovinos, suínos e de frangos. O abate de bovinos chegou a 8,09 milhões de cabeças de bovinos no quarto trimestre de 2018, uma queda de 2,3% na comparação com o terceiro trimestre. O resultado é 0,4% maior do que o do quarto trimestre de 2017.

No quarto trimestre de 2018, foram abatidas 11,1 milhões de cabeças de suínos, representando queda de 4,0% em relação ao trimestre imediatamente anterior e um crescimento de 0,4% na comparação com o mesmo período de 2017.

No país, foram abatidas 1,42 bilhão de cabeças de frangos, no quarto trimestre de 2018. Esse resultado significou queda em relação ao trimestre imediatamente anterior (-0,7%) e ao mesmo período de 2017 (-0,9%).

Da Agência Brasil

terça-feira, 29 de janeiro de 2019

Mercado reduz projeção de crescimento da economia para 2,5% em 2019

Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil
Instituições financeiras, consultadas pelo Banco Central (BC), reduziram a projeção para o crescimento da economia, neste ano e em 2020. A projeção para a expansão do Produto Interno Bruto (PIB) – a soma de todos os bens e serviços produzidos no país – foi ajustada de 2,53% para 2,50%, em 2019.

Para o próximo ano, a expectativa caiu de 2,60% para 2,50%. Em 2021 e 2022, a projeção segue em 2,50%. Essas são as previsões de instituições financeiras consultadas pelo BC todas as semanas sobre os principais indicadores econômicos.

A inflação, calculada pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), deve ficar em 4% este ano. Na semana passada, a projeção para o IPCA estava em 4,01%. A estimativa segue abaixo da meta de inflação (4,25%), com intervalo de tolerância entre 2,75% e 5,75%, este ano.

Para 2020, a projeção para o IPCA segue em 4%, há 82 semanas seguidas. Para 2021 e 2022, a estimativa permanece em 3,75%.

A meta de inflação é 4%, em 2020, e 3,75%, em 2021, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para os dois anos (2,5% a 5,5% e 2,25% a 5,25%, respectivamente).

O BC usa como principal instrumento a taxa básica de juros, a Selic, atualmente em 6,5% ao ano, para alcançar a meta da taxa inflacionária.

De acordo com o mercado financeiro, a Selic deve encerrar 2019 em 7% ao ano e continuar a subir em 2020, encerrando o período em 8% ao ano, permanecendo nesse patamar em 2021 e 2022.

O Comitê de Política Monetária (Copom) aumenta a Selic para conter a demanda aquecida, e isso causa reflexos nos preços porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança. Quando o Copom diminui a Selic, a tendência é que o crédito fique mais barato, com incentivo à produção e ao consumo, reduzindo o controle da inflação.

A manutenção da taxa básica de juros indica que o Copom considera as alterações anteriores suficientes para chegar à meta de inflação. A previsão do mercado financeiro para a cotação do dólar permanece em R$ 3,75 no final deste ano, e em R$ 3,78, no fim de 2020.

Da Agência Brasil

sábado, 12 de janeiro de 2019

Dólar cai pela 4ª semana e real é a moeda que mais se valoriza no mundo

Foto: Arquivo/Agência Brasil
Na visão de estrategista, os investidores ficaram 'otimistas demais' com o novo governo e o andamento das reformas não deve ser tão fácil como esperado

O dólar chegou em sua quarta semana consecutiva de queda, acumulando baixa de 5,12% nos últimos 30 dias. O real, por sua vez, é a divisa que mais se valorizou diante da moeda americana neste começo de 2019, considerando um ranking de 143 países preparado pela Austin Rating. Nesta sexta-feira (11), a moeda americana teve um dia de instabilidade, em dia de fraca liquidez, acompanhando o movimento do dólar no exterior, que subiu ante o euro e moedas de alguns emergentes, como o México e a Turquia, em meio a preocupações sobre o fechamento do governo americano, que já dura três semanas, a desaceleração da economia mundial e os rumos das conversas comerciais entre a Casa Branca e Pequim.

Pela manhã, o dólar chegou a superar os 3,72 reais, refletindo um fluxo de saída de recursos do país por conta de uma operação de uma grande empresa. O dólar à vista fechou o dia em alta de 0,16%, a 3,7135 reais.

Após a queda de 4% nas duas primeiras semanas de 2019, a dúvida é se o dólar tem fôlego para cair mais no Brasil nas próximas semanas. O estrategista para emergentes do banco de investimento americano Brown Brothers Harriman (BBH), Win Thin, avalia que melhora adicional do real será difícil até que ocorra “progresso concreto” nas reformas. Para o executivo, os investidores ficaram “otimistas demais” com o novo governo e o andamento das reformas não deve ser tão fácil como esperado. 

O banco alemão Commerzbank avalia que boa parte das perspectivas positivas com Bolsonaro já está nas cotações do câmbio e, portanto, só a implementação das medidas pode ajudar o dólar a cair mais. No curto prazo, o diretor da Wagner Investimentos, José Faria Junior, avalia que há espaço para o dólar subir “um pouco mais em meio ao movimento de correção técnica”. Para ele, caso a cotação fique entre 3,74/3,80 reais, pode ser um ponto que atraia vendedores da moeda, como importadores.

Na quarta-feira, Bolsonaro comemorou no Twitter o bom desempenho da Bolsa brasileira, que bateu recordes nesta semana. Ele atribuiu o desempenho ao otimismo com seu governo. “A Bolsa de valores atingiu mais uma máxima histórica. O cenário mundial somou-se ao otimismo no Brasil com o novo governo. Com saúde fiscal e liberdade econômica, vamos resgatar a confiança em nosso país!”

A avaliação dos especialistas em câmbio é que a dinâmica sobre a reforma da Previdência e o cenário internacional devem seguir ditando o comportamento do câmbio. Nesta sexta-feira, a novidade sobre a reforma foi a declaração do ministro-chefe da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, de que na segunda-feira (14), o governo terá uma discussão preparatória sobre a reforma antes de apresentar a proposta para Bolsonaro, prevista também para a semana que vem.

Na avaliação do economista sênior para a América Latina da consultoria americana Continuum Economics, Pedro Tuesta, um dos riscos é que o governo, apesar do esforço do ministro da Economia, Paulo Guedes, só consiga aprovar uma versão desidratada das medidas para mudar a aposentadoria.

Por: Estadão Conteúdo

quinta-feira, 10 de janeiro de 2019

Copergás vai investir R$ 42 milhões na expansão da rede em 2019

Foto: Divulgação / Concurso-Copergas
Até 2023, previsão é de que a empresa faça aporte de R$ 220 milhões. Expectativa é de expandir distribuição de gás para Porto de Galinhas, Carpina e Garanhuns

De olho na retomada de grandes projetos, a Companhia Pernambucana de Gás (Copergás) pretende investir neste ano R$ 42 milhões na expansão da rede no estado. A empresa também estabeleceu uma meta em seu plano plurianual de aportar R$ 220 milhões até 2023. A expectativa é de que nos próximos quatro anos projetos importantes saiam do papel, a exemplo da previsão de levar gás canalizado para as cidades de Carpina, na Zona da Mata Norte, Garanhuns, no Agreste, e para Porto de Galinhas, no litoral sul.

“A Copergás é uma empresa que tradicionalmente sempre fez grandes investimentos. Depois, passou por um período nas áreas urbanas, de malhas mais capitalizadas para atender ao mercado residencial e comercial”, explicou José Waldir Ferrari, diretor técnico comercial. Muito embora esses investimentos nas grandes cidades aumentem a rede e a cartela de clientes (a empresa fechou 2018 com 36,1 mil, sendo 35,5 mil residenciais), o valor de investimento é relativamente menor, segundo ele, porque os recursos necessários para construir redes de baixo diâmetro são menores que grandes gasodutos.

Para 2019, a meta é dar andamento à expansão da rede no Grande Recife, mas já iniciar projetos maiores. A construção de 23,3 quilômetros na Zona Norte da capital, que teve início no ano passado, deve ficar pronta até abril. Trata-se de um investimento de R$ 7,7 milhões e que deve atender a 4,5 mil pessoas. Recentemente, foram instalados os primeiros quilômetros de gasodutos em Olinda. Serão 11,6 km de tubulações e um investimento de R$ 4,2 milhões. Outro que deve sair do papel até o fim do ano é a rede dedicada (exclusiva) para atender à fábrica da Aché, que está sendo construída em Ipojuca, com investimento de R$ 2,2 milhão. Há um projeto semelhante, mas dedicado à fábrica da Tramontina, em Moreno: nesse caso, a rede custará R$ 1,7 milhão.

No caso do projeto na Zona da Mata Norte, a previsão é de que até 2021 sejam construídos 49 quilômetros de rede entre Camaragibe e Carpina. O investimento previsto é de R$ 27,5 milhões. Conforme explicou Fábio Morgado, gerente de comercialização veicular e industrial, quando a rede estiver pronta deve atender a grandes indústrias localizadas na região, a exemplo da Mauricéa, Alpargatas, e InVivo.

Em Porto de Galinhas, a previsão é de construir uma rede de 22 km, partindo do Porto de Suape. Com um custo de R$ 9,7 milhões, o projeto deve atender pelo menos 50 clientes, todos comerciais (pousadas e hoteis localizados na região).

Com uma previsão de fechar 2019 com 42,8 mil clientes (crescimento de 15% em relação à projeção de 2018), a Copergás pretende fechar 2023 com 80,1 mil clientes. Até lá, a empresa também espera crescer 200 km em redes de distribuição e aumentar em 120 mil metros cúbicos por dia o volume de gás distribuído, fechando o ano com 1,496 milhão de m³. Em 2018, os números preliminares mostram que foram distribuídos 1,377 milhão de m³.

Do Diario de PE

quarta-feira, 9 de janeiro de 2019

Novo presidente do BNDES defende foco em empresas médias

Foto: Fernando Frazão/ Agência Brasil
O novo presidente do Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Joaquim Levy, recebeu o cargo nesta terça-feira (8) de seu antecessor, Dyogo Oliveira, em cerimônia realizada na sede da instituição, no Rio de Janeiro. Em discurso para uma plateia formada, em sua maioria, por representantes de instituições financeiras, Levy defendeu parcerias com a iniciativa privada e o fortalecimento das empresas médias.

"Não há país com uma livre iniciativa forte que não tenha empresas médias fortes. Na verdade, historicamente, é uma vulnerabilidade do Brasil não ter um setor de empresas médias e pequenas, mas principalmente médias fortes e com capacidade de crescer e criar emprego, desenvolver e incorporar novas tecnologias", disse Levy. Para ele, este é um desafio e um mercado para o BNDES atuar.

Ao comentar a necessidade de investir em infraestrutura, Levy destacou que o maior desafio do país hoje nesse setor é ter um fluxo de projetos sólidos e eficientes. "E esse é o papel do BNDES, trabalhando com o governo, auxiliando no desenvolvimento dos projetos, na modelagem.  E depois financiando não só com o nosso funding, mas junto com a iniciativa privada."

O economista defendeu ainda que os portais do BNDES sejam mais amigáveis e acessíveis no modo de apresentar as informações ao cidadão. "Também vamos ter que reformar e repensar o nosso balanço. Temos que usar nossas fortalezas financeiras e nossos ativos de modo mais inteligente de tal maneira que possamos juntar forças com o setor privado tanto na área de infraestrutura como nas áreas para a média empresa e tecnologia que são essenciais para aumentar a produtividade do nosso país."

Ao deixar o cargo, Dyogo Oliveira deixou uma mensagem de otimismo para a gestão de Joaquim Levy e afirmou que o Brasil vive uma nova oportunidade de se recriar e recuperar a respeitabilidade no cenário internacional. Segundo Oliveira, o banco, assim como o país, atravessou um período de dificuldades e tempestades.

"O BNDES continuará sendo uma grande instituição brasileira. Poucos países têm a honra e o orgulho de ter uma instituição com a capacidade técnica e operacional que o BNDES tem", disse Oliveira. Ele ressaltou que muitos erros atribuídos ao BNDES no passado não foram culpa de seu corpo técnico. "Os equívocos que foram cometidos, em sua enorme maioria, quase a totalidade, foram equívocos de motivação política."

Da Agência Brasil

domingo, 6 de janeiro de 2019

Riscos de retração da economia continuam no radar em 2019

Foto: EBC
Em 2019, o foco continua nos riscos de retração da economia global e na lenta, mas inexorável, redução de liquidez dos bancos centrais, afirma o Instituto para Finanças Internacionais (IIF, na sigla em inglês) em seu relatório semanal. A volatilidade em todas as classes de ativos - acentuada pelas condições de transação - está próxima dos níveis mais altos desde fevereiro de 2018, no caso do S&P 500 e dos Treasuries, pontua a entidade. Para a maior parte das moedas no mercado de câmbio, a volatilidade é a mais alta desde o segundo trimestre de 2017. E no caso do petróleo está no maior nível desde o primeiro trimestre de 2016. 

O IIF destaca que, com os indicadores industriais globais de volta aos níveis de outubro de 2016, o clima entre os analistas de ações está mais tenso: as revisões das estimativas de lucros do ano que vem caíram em dezembro, com cortes significativos EUA China e Japão nos últimos meses.

Com as condições financeiras dos EUA e da zona do euro em seus níveis mais "apertados" desde meados de 2016, e a preocupação generalizada com os riscos políticos, os especialistas do IFF observam que "não é de admirar que os mercados futuros tenham se desviado dos preços em dois aumentos de taxas nos EUA em 2019 para a possibilidade de cortes nas taxas em 2019 e 2020". Embora baixos volumes de transações possam estar acentuando a volatilidade, o Fed está atento aos sinais do mercado, como observou o presidente do Fed de Dallas, Robert Kaplan, em entrevista recente.

A China, aponta o IFF, é certamente um ponto essencial para o nervosismo do mercado nas últimas semanas. O mercado de ações do país terminou em último lugar entre os principais pares em 2018 devido à desalavancagem e ao conflito comercial com os EUA. Somado a isso, indicadores de produção aumentam as preocupações sobre a desaceleração do crescimento global.

Em novembro, o Departamento de Comércio dos EUA impôs controles adicionais de exportação sobre tecnologias que poderiam ser utilizadas para fins militares ou de inteligência, uma ação voltada principalmente para conter a China. A prisão da diretora financeira da Huawei pelo Canadá por supostamente violar as sanções dos EUA ao Irã e o pouso de uma sonda chinesa na face oculta da lua, uma façanha histórica, ressalta a rapidez com que a competição tecnológica entre os dois países está se intensificando. "As tensões tecnológicas podem fragmentar ainda mais as cadeias globais de fornecimento, que já estão sob pressão da disputa comercial mais ampla e podem se mostrar 'perturbadoras' para as ações das chamadas FAANGs, sigla que se refere a Facebook, Amazon, Apple e Google (Alphabet), e outras, mais do que apenas no curto prazo", apontam os analistas do IFF.

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sexta-feira, 28 de dezembro de 2018

Confiança da indústria sobe 0,5 ponto em dezembro

Foto: Arquivo/Agência Brasil
O Índice de Confiança da Indústria, medido pela Fundação Getulio Vargas (FGV), subiu 0,5 ponto de novembro para dezembro deste ano. Com o resultado, a segunda alta consecutiva, o indicador chega a 94,8 pontos, em uma escala de zero a 200 pontos. 

Segundo o pesquisador da FGV Aloisio Campelo Jr., mesmo com a alta, a confiança dos empresários do setor industrial segue abaixo dos níveis alcançados no primeiro semestre do ano e sinaliza um ritmo morno de atividades na virada para 2019.

Em dezembro, a confiança subiu em 11 dos 19 segmentos industriais pesquisados. O Índice da Situação Atual, que mede a percepção sobre o momento presente, avançou 1,8 ponto, para 96 pontos. O indicador que mede o grau de satisfação com o nível de demanda atual subiu 3,8 pontos, para 97 pontos.

Já o Índice de Expectativas, que mede a confiança no futuro, recuou 0,7 ponto, para 93,8 pontos, o menor patamar desde junho de 2017 (93,7 pontos). O indicador de emprego nos três meses seguintes recuou 2,8 pontos, para 89,6 pontos, o menor nível desde fevereiro de 2017 (88,1 pontos), e o indicador de tendência dos negócios recuou 0,7 ponto, para 103,2 pontos.

O Nível de Utilização da Capacidade Instalada (NUCI) recuou 0,6 ponto percentual em dezembro, para 74,6%, o menor nível desde outubro de 2017 (74,5%).

Da Agência Brasil

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