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domingo, 21 de junho de 2020

PIB de Pernambuco cresce acima do nacional

Trabalho em indústria - Foto: Foto: Arquivo/Agência Brasil
O Produto Interno Bruto (PIB) - soma de todos os bens e serviços produzidos -, de Pernambuco, fechou o primeiro trimestre de 2020 com saldo positivo em 0,8%, na comparação com o mesmo período de 2019. Em quantia, isso representa R$ 51,6 bilhões, no período. R$ 1,3 bilhões a mais na comparação com o mesmo período de 2019. Pernambuco registrou no 1º trimestre deste ano, o pior resultado desde o primeiro trimestre de 2017 (0,9%). Apesar de um resultado suave no PIB do Estado, o Brasil, no entanto, encerrou o 1º trimestre com variação de -0,3%. Os dados foram divulgados ontem pela Agência Estadual de Planejamento e Pesquisas de Pernambuco (Condepe/Fidem). 

O saldo de Pernambuco, embora tímido, foi puxado principalmente pela Indústria (3,2%) e Agropecuária (0,4%). O subsetor da pecuária (3,9%) foi o agente que puxou o setor agro. Já nas lavouras, tanto as temporárias como permanentes, fecharam o primeiro trimestre de 2020 com queda de 18% e 19,5%, respectivamente. No país, a Agropecuária fechou o trimestre com saldo do 1,9%.

“A agropecuária pernambucana vinha se recuperando positivamente desde um período muito difícil que passamos no começo da década por conta da grande seca, que atingiu fortemente os setores agrícolas. Neste primeiro momento a gente tem uma estabilidade no setor. Embora haja um número negativo nas lavouras, mas como o peso é pequeno, ele não foi suficiente para contrabalançar o lado positivo da pecuária” detalha o gerente de Estudos e Pesquisas da Agência Condepe/Fidem, Rodolfo Guimarães.

Em Pernambuco, o subsetor de Indústria de Transformação (variação de 8%) foi responsável por puxar todo o segmento de Indústrias. “Já observamos que até 2019, que nossa economia sempre estava em um comportamento mais dinâmico do que a economia brasileira. Um dos principais fatores é a indústria de transformação. Houve implantação de setores presentes no mercado, como a refinaria, o polo automotivo, polo de bebidas, de produtos de limpeza que são fortes regionalmente e que contribuía para o desempenho da indústria pernambucana”, explicou Guimarães.

Por outro lado, o setor de serviços já sentiu os impactos após a segunda quinzena de março e fechou o primeiro trimestre de 2020 com queda de 0,1%. Os subsetores responsáveis pelo cenário negativo foram o comércio (-1,5%) e outros serviços (-3,8%), que é referente a serviços prestados à família, cadeia hoteleira, restaurante, bares, serviços às empresas. Na composição setorial, o segmento da Indústria compõe 20,9% e a Agropecuária 3,9%. Já o setor de serviços é o que tem o maior peso e representa 75,3%.

“Muitos desses serviços é prestado de forma presencial. Ou seja, é necessário o contato entre o ofertante e o demandante. Como o salão de beleza, academias de ginástica etc. É um setor que exige a circulação de pessoas e nesse sentido, com as medidas tomadas no mundo inteiro de isolamento social, certamente reflete em impactos importantes nessa diminuição na atividade de serviços”, ressalta Guimarães explicando sobre a queda no segmento de serviços. 

Da Folha de PE

sexta-feira, 13 de março de 2020

PIB de Pernambuco cresce mais que o nacional

O Polo Automotivo de Goiana vai receber altos investimentosFoto: Folha PE
Indicador econômico da produção estadual marcou crescimento de 1,9% em comparação ao ano de 2018.

Pelo terceiro ano consecutivo após a recessão que fez o Produto Interno Bruto (PIB) pernambucano recuar 4,2% e 2,9%, em 2015 e 2016, respectivamente, a economia estadual mostra sinais concretos de retomada. Segundo dados divulgados ontem pela Agência Estadual de Planejamento e Pesquisas de Pernambuco (Condepe/Fidem), em 2019, o PIB do estado variou positivamente em 1,9% em relação ao ano anterior.

Em comparação com o nacional, divulgado na última semana pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), os resultados da economia pernambucana dentro dos três grandes setores analisados - agropecuária, indústria e serviços - colocam a produção estadual em mais um ano acima do Brasil, que fechou 2019 com crescimento modesto de 1,1%. Em valores correntes, o PIB pernambucano foi de R$ 205 bilhões.

Segundo explica o gerente de Estudos e Pesquisas da Agência Condepe/Fidem, Rodolfo Guimarães, embora no terceiro trimestre do ano passado a economia pernambucana, influenciada pelo fechamento do Estaleiro Atlântico Sul (EAS) e pela queda da produção de petróleo na Refinaria Abreu e Lima (Rnest), tenha apresentado resultados modestos, ela se recuperou no trimestre seguinte.

“O quarto trimestre compensou o fraco desempenho do terceiro. De fato, 2019 encerrou dentro do que se esperava, em linha de recuperação mais intensa do que a brasileira”, comenta o gerente.

Os bons resultados do ano passado foram puxados pelo bom desempenho em dois principais setores - indústria e agropecuária. Neste último, o destaque foi para as lavouras permanentes que registraram crescimento de 22%, ficando evidente os incrementos na produção de laranja, banana, manga, uva, maracujá, coco-da-baía, goiana e castanha-de-caju.

Já as lavouras temporárias registraram 10,4%, sendo puxadas por cana-de-açúcar, milho, mandioca, melão, melancia e batata-doce. A pecuária apresentou crescimento de 5,5%, com destaque para o aumento na produção de ovos, a suinocultura, bovinos e leite.

O crescimento do setor industrial pernambucano (3,4%) decorreu do desempenho positivo das atividades da indústria de transformação (5,2%), destacando-se neste segmento a produção de veículos automotores, reboques e carrocerias (21,1%), de coque, produtos derivados do petróleo e de biocombustíveis (12,7%), de sabões, detergentes, produtos de limpeza, cosméticos, perfumaria e higiene pessoal (10,8%), entre outros.

Os índices da produção e distribuição de eletricidade, gás, água, esgoto e limpeza urbana foi de 2,2%, enquanto a construção civil foi de 0,5%.
“Basicamente quem dá o tom, o peso da consolidação do processo de desenvolvimento pernambucano são os empreendimentos frutos de decisões tomadas no passado, como a vinda da refinaria e o polo automotivo”, destaca Guimarães.

No setor de serviços, que teve um acumulado anual de 1%, as atividades que mais contribuíram para o resultado foram as de administração, saúde e educação pública (1,9%); transporte, armazenagem e correio (1,9%); seguido de atividades imobiliárias e aluguéis (1,7%), comércio com 0,3%, entre outros. “O interessante é observar que o crescimento da economia não ficou centrado em um único setor, mas em todos. Isto é tão importante quanto o crescimento em si”, destaca a secretária executiva da Secretaria de Desenvolvimento de Pernambuco, Maíra Fischer.

Da Folha de PE

quarta-feira, 4 de dezembro de 2019

Alta de 0,6% do PIB confirma retomada puxada pelo setor privado

Foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil
O desempenho da economia no terceiro trimestre confirma a retomada puxada pelo setor privado. O PIB (Produto Interno Bruto) do período cresceu 0,6% em relação aos três meses imediatamente anteriores, informou o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) nesta terça-feira (3).

A projeção feita pela agência Bloomberg estimava um crescimento de 0,4%. Pelo lado da demanda, o avanço continua puxado pelo consumo das famílias, que representa quase dois terços do PIB e cresceu 0,8% na comparação trimestral.

Os investimentos das empresas (formação bruta de capital fixo) avançaram 2,0%. O consumo do governo recuou 0,4%.

"As despesas do governo - incluindo pessoal e demais gastos, exceto investimentos -, caem em todas as esferas em função das restrições orçamentárias", analisa a coordenadora de Conta Nacionais do IBGE, Rebeca Palis.

Apesar do resultado do período, a taxa trimestral ainda está 3,6% abaixo do pico da série, atingido no primeiro trimestre de 2014. O PIB está no mesmo nível do 3º trimestre de 2012, tendo se recuperado 4,9% desde que atingiu o fundo do poço no 4º trimestre de 2016.

A coordenadora de Contas Trimestrais do IBGE disse ainda que os dados do 3º trimestre mostraram que o PIB continua a se recuperar de forma gradual.

"É uma melhora mais ou menos contínua, mas não muito acelerada. O que está impulsionando a economia é o consumo das famílias, que continua crescendo, e o investimento. Puxando para baixo, é a despesa de consumo do governo e o setor externo, principalmente por causa da desaceleração da demanda mundial e da Argentina", disse Palis.

Considerando a ótica da oferta, a indústria teve alta de 0,8%. Segundo o IBGE, o crescimento da indústria se deveu à recuperação do setor extrativo, puxada pelo crescimento da extração de petróleo, que cresceu 12% na comparação trimestral, e pelo avanço de 1,3% na construção civil.

A indústria de transformação, por outro lado, teve nova queda, de 1%, afetada pela queda nas exportações em função da menor demanda mundial e da crise da Argentina, segundo o IBGE.

A agropecuária cresceu 1,3%, e os serviços, 0,4%. Nos serviços, se destacaram as atividades financeiras (1,2%), o comércio (1,1%) e o segmento de informação e comunicação (1,1%).

Na comparação com o terceiro trimestre de 2018, a economia avançou 1,2%. A Bloomberg estimava alta de 1%.

Nessa comparação, a agropecuária teve alta de 2,1%, e indústria e serviços, 1%. Sob a ótica do demanda, os investimentos subiram 2,9%. Nessa base de comparação o consumo do governo também caiu; o recuo foi de 1,4%.

O consumo das famílias, na comparação com o 3º trimestre de 2018, cresceu 1,9%.

"O resultado positivo [do consumo das famílias] pode ser explicado pelo comportamento dos indicadores de crédito para pessoa física, bem como da expansão da massa salarial real no terceiro trimestre de 2019", afirmou o IBGE.

Em valores correntes, o PIB alcançou R$ 1,842 trilhão no terceiro trimestre, informou o IBGE.

Em 12 meses
O acumulado dos últimos quatro trimestres mostra crescimento de 1,0%.

O IBGE revisou o PIB do 1º trimestre deste ano, de recuo 0,1% para zero em relação aos três meses anteriores. No 2º trimestre, o avanço foi revisto de 0,4% para 0,5%.

Essas revisões foram motivadas, principalmente, pela melhora nos números da agropecuária, pela ótica da oferta, e do consumo e investimentos, pela demanda. O resultado da agropecuária foi revisto de queda de 0,1% para alta de 0,9% no primeiro trimestre e de 0,4% para 1,4% no segundo.

O consumo das famílias e os investimentos ganharam 0,2 ponto percentual em cada trimestre. O consumo cresceu 1,5% e 1,8%, respectivamente, nos dois primeiros trimestres do ano, na comparação com os três meses sempre anteriores. Os investimentos avançaram, respectivamente, 1,1% e 5,4%.

O instituto também revisou, para pior, os dados de exportações e importações, devido a mudanças feitas pela Secretaria de Comércio Exterior nos dados do primeiro semestre do ano. O IBGE já informou que deve alterar os números do terceiro trimestre, devido à revisão dos números de setembro já anunciada pelo Ministério da Economia.

A maior mudança foi a contribuição das vendas ao exterior, antes positiva em 1% no 1º trimestre, para -1,6% no mesmo período.

Na comparação anual, o IBGE destacou o avanço de 4,4% na construção e de 4% na indústria extrativa. A indústria de transformação recuou 0,5%,influenciada, principalmente, pela queda na fabricação de celulose, produtos químicos, farmacêuticos e de metalurgia.

Nos serviços, nessa comparação, também se destacaram informação e comunicação (4,2%) e comércio (4%), além de atividades imobiliárias (1,9%) e financeiras (1,3%).

O IBGE também revisou para cima o resultado de 2018, de uma alta de 1,1% para 1,3%.

O PIB é uma medida da produção de bens e serviços em um país em um determinado período. Sua expansão é utilizada como sinônimo de crescimento da economia.

Por: FolhaPress

sábado, 9 de novembro de 2019

Inflação em outubro é a menor dos últimos 21 anos

Os números são do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística 
(IBGE). No acumulado do ano, o índice avançou 2,60% 
(Arquivo/Agência Brasil)
Após queda de 0,04% em setembro, o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que mede a inflação oficial, registrou leve variação positiva de 0,1% no mês passado. O resultado é o menor para o mês desde 1998, quando ficou em 0,02%. Em outubro de 2018, a alta havia sido de 0,45%.

Os números são do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). No acumulado do ano, o índice avançou 2,60%. O valor está abaixo da meta do governo para a inflação de 2019, que é de 4,25%, com margem de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Já na variação em 12 meses, o índice mostra expansão de 2,54%, ante os 2,89% registrados nos 12 meses imediatamente anteriores a setembro.

Flavio Serrano, economista-chefe do Haitong Banco de Investimentos, explicou que, embora o resultado tenha sido positivo para a economia, as taxas mensais do IPCA “não dizem muita coisa”. “Mostra a ideia de uma inflação confortável. Mas o importante é o comportamento, a trajetória de 12 meses. É essa combinação do passado somada à expectativa pro futuro que define a política de juros do Brasil”, disse.

Serrano destacou que o ideal é que o índice esteja sempre alinhado como a meta de inflação, nem acima e nem abaixo. “Dentro da meta, a economia trabalha no seu potencial. Então, além de a economia estar se recuperando após um processo de acomodação, nós vivemos muitos anos com inflação muito alta e agora estamos compensando isso. Mas o ideal é ela na meta”, reforçou.

O avanço do IPCA foi contido por três dos nove grupos pesquisados. O destaque ficou para para o recuo de 0,61% em habitação, com contribuição de 0,10 ponto percentual na taxa geral. Depois de cair 0,43% em setembro, o grupo alimentação e bebidas, registrou ligeira alta 0,05%, contribuindo com 0,01 ponto.

Já entre as taxas positivas, vestuário apresentou o maior crescimento, com 0,63%. Em seguida veio transportes, com alta de 0,45%, e saúde e cuidados pessoais, com 0,40%.

Do Correio Braziliense

IBGE revisa o crescimento do PIB de 2017 para 1,3%

Foto: Tânia Rêgo / Agência Brasil
O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) revisou crescimento econômico brasileiro em 2017 para 1,3%, ao contrário dos 1,1% anteriormente divulgado em 1,1%. Assim, o valor do Produto Interno Bruto (PIB) do país naquele ano foi de R$ 6,583 trilhões.

Puxado pelos setores agropecuário e de serviços, que tiveram alta de 14,2% e 0,8%, respectivamente, o novo resultado do índice melhora o desempenho da atividade econômica em seu ritmo de recuperação. Outro destaque foi o avanço de 2,1% do consumo das famílias, após dois anos consecutivos em queda.

Os dados divulgados fazem parte da revisão rotineira do Sistema de Contas Nacionais do IBGE, que incorpora novas pesquisas do instituto e também de fontes externas. Além disso, o documento traz atualizações metodológicas que revisam os resultados das Contas Nacionais Trimestrais.

Já entre os setores que apresentaram queda, a Indústria recuou 0,5%, mantendo o resultado da divulgação anterior. A despesa de consumo final do governo também caiu 0,7%.

De acordo com o IBGE, em 2017, enquanto a Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF) registrou queda de 2,6%, o investimento recuou 14,6%, ficando no menor nível desde 1995.

Do Correio Brasiliense

domingo, 3 de novembro de 2019

Faturamento da indústria cresce pelo quarto mês consecutivo

O faturamento da indústria brasileira aumentou 0,4% em setembro em relação a agosto na série livre de influências sazonais. Pela primeira vez desde 2014, o indicador cresce pelo quarto mês consecutivo e acumula alta de 2,1% no período, de acordo com os dados da pesquisa Indicadores Industriais de setembro, divulgada nesta sexta-feira (1º) pela Confederação Nacional da Indústria (CNI).

Segundo a CNI, “mesmo com os aumentos sucessivos, o faturamento da indústria registra queda de 1,7% no acumulado de janeiro a setembro em relação ao mesmo período do ano passado. Além disso, em setembro, os demais indicadores não tiveram o mesmo desempenho do faturamento”.

A pesquisa mostra também que as horas trabalhadas na produção registraram redução de 0,2% frente a agosto, e a utilização da capacidade instalada ficou estável em 78%.

O levantamento diz ainda que o emprego e o rendimento médio do trabalhador permaneceram estáveis e a massa real de salários aumentou 0,4% em setembro na comparação com agosto. “Isso confirma que a recuperação da indústria brasileira continua em ritmo lento”, diz a CNI.

Por: Agência Brasil

segunda-feira, 2 de setembro de 2019

Previsão de crescimento da economia sobe para 0,87% neste ano

Marcello Casal Jr./Agência Brasil
O mercado financeiro aumentou a projeção para o crescimento da economia e reduziu a estimativa de inflação para este ano. Segundo o boletim Focus, pesquisa divulgada todas as semanas pelo Banco Central (BC), a previsão para a expansão do Produto Interno Bruto (PIB) – a soma de todos os bens e serviços produzidos no país – foi ajustada de 0,80% para 0,87% em 2019.

Segundo a pesquisa, a previsão para 2020 permaneceu em 2,10%. Para 2021 e 2022 também não houve alteração nas estimativas: 2,50%.


A estimativa de inflação, calculada pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo caiu de 3,65% para 3,59%, este ano. Para os anos seguintes não houve alterações nas projeções: 3,85%, em 2020, 3,75%, em 2021, e 3,50%, em 2022.

A meta de inflação, definida pelo Conselho Monetário Nacional é 4,25% em 2019, 4% em 2020, 3,75% em 2021 e 3,5% em 2022, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo.

Para alcançar a meta de inflação, o Banco Central usa como principal instrumento a taxa básica de juros, a Selic, atualmente em 6%. Quando o Copom reduz a Selic, a tendência é que o crédito fique mais barato, com incentivo à produção e ao consumo, reduzindo o controle da inflação e estimulando a atividade econômica.

Quando o Comitê de Política Monetária aumenta a Selic, a finalidade é conter a demanda aquecida e isso causa reflexos nos preços porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança.

Para o mercado financeiro, ao final de 2019 a Selic estará em 5% ao ano. Para o final de 2020, a estimativa segue em 5,25% ao ano. No fim de 2021 e 2022, a previsão permanece em 7% ao ano.

Dólar
A previsão para a cotação do dólar ao fim deste ano subiu de R$ 3,80 para R$ 3,85 e, para 2020, de R$ 3,81 para R$ 3,82.

Da Agência Brasil

terça-feira, 20 de agosto de 2019

Previsão de crescimento econômico aumenta; estimativa de inflação cai

Crescimento econômicoFoto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil
Segundo a pesquisa, a previsão para 2020 também subiu, ao passar de 2,1% para 2,2%. Para 2021 e 2022 não houve alteração nas estimativas: 2,5%

O mercado financeiro aumentou a projeção para o crescimento da economia e reduziu a estimativa de inflação para este ano. Segundo o boletim Focus, pesquisa divulgada todas as semanas pelo Banco Central (BC), a previsão para a expansão do Produto Interno Bruto (PIB) – a soma de todos os bens e serviços produzidos no país – foi ajustada de 0,81% para 0,83% neste ano.

Segundo a pesquisa, a previsão para 2020 também subiu, ao passar de 2,1% para 2,2%. Para 2021 e 2022 não houve alteração nas estimativas: 2,5%.

Inflação
A estimativa de inflação, calculada pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), caiu de 3,76% para 3,71%. Não houve alteração nas estimativas para os anos seguintes: 3,90%, em 2020, 3,75%, em 2021, e 3,5%, em 2022.

A meta de inflação, definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), é 4,25% em 2019, 4% em 2020, 3,75% em 2021 e 3,5% em 2022, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo.

Para alcançar a meta de inflação, o Banco Central usa como principal instrumento a taxa básica de juros, a Selic, atualmente em 6%. Quando o Copom reduz a Selic, a tendência é que o crédito fique mais barato, com incentivo à produção e ao consumo, reduzindo o controle da inflação e estimulando a atividade econômica.

Quando o Comitê de Política Monetária (Copom) aumenta a Selic, a finalidade é conter a demanda aquecida e isso causa reflexos nos preços porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança.

Para o mercado financeiro, ao final de 2019 a Selic estará em 5% ao ano. Para o final de 2020, a estimativa permanece em 5,5% ao ano. No fim de 2021 e 2022, a previsão segue em 7% ao ano.

Dólar
A previsão para a cotação do dólar ao fim deste ano subiu de R$ 3,75 para R$ 3,78 e, para 2020, de R$ 3,80 para R$ 3,81.

quinta-feira, 4 de julho de 2019

Crescimento do PIB de Pernambuco supera índice nacional

Polo Automotivo JeepFoto: Divulgação
Enquanto o Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil cresceu 0,5% nos três primeiros meses de 2019 em relação ao mesmo período de 2018, em Pernambuco, o resultado foi de 1,2% no período.

O resultado do que foi produzido em Pernambuco nos primeiros três meses do ano ultrapassou mais uma vez os números do Brasil. É que enquanto a produção brasileira no período cresceu 0,5%, os números do Produto Interno Bruto (PIB) do Estado no primeiro trimestre deste ano, segundo apurado pela Agência Estadual de Planejamento e Pesquisas de Pernambuco (Condepe/Fidem), foi de 1,2% de crescimento em relação ao mesmo período de 2018. No total, no período, o PIB pernambucano alcançou R$ 48,8 bilhões em valores correntes. O bom desempenho de Pernambuco veio de três grandes setores econômicos: Agropecuária (4,0%), Indústria (3,5%) e Serviços (0,5%). 

Embora o maior percentual de aumento de produção tenha sido maior no setor agropecuário, com os bons resultados das Lavouras permanentes (12,2%), com influência, principalmente, dos aumentos na produção de banana, coco-da-baía e manga e Pecuária (4,1%), com destaque para o aumento na produção de ovos e leite, os outros setores puxaram o aumento do PIB no período. “A participação na composição do PIB é de apenas 4,3%, enquanto a indústria da transformação, que cresceu 3,5%, compõe 19,7% do indicador. Já o de serviços, com crescimento de 0,5%, detém 76% de participação nessa composição”, explica o gerente de estudos e pesquisas socioeconômicas da agência, Rodolfo Guimarães. Continue lendo, clique AQUI!


segunda-feira, 3 de junho de 2019

Depois de quatro anos em queda, carteira assinada volta a crescer

Carteira de trabalhoFoto: Arthur de Souza/Folha de Pernambuco

No período foram gerados 480 mil postos de trabalho formais, diz IBGE

Depois de 16 trimestres (quatro anos) seguidos de queda, o emprego no setor privado com carteira de trabalho assinada voltou a crescer. Segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios – Contínua (Pnad-C), o indicador cresceu 1,5% no trimestre encerrado em abril deste ano, na comparação com o mesmo período do ano passado.

De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), foram gerados 480 mil postos de trabalho formais no período, totalizando 33,1 milhões de trabalhadores nessa situação.“O aumento reflete o início de um quadro favorável. É a primeira vez que a categoria carteira de trabalho respira desde o início da crise em 2014”, disse o pesquisador do IBGE Cimar Azeredo.

Azeredo explica que a alta foi puxada pelos setores de educação e saúde, de trabalhadores de baixo nível educacional da mineração, da construção, do transporte e dos profissionais liberais.

Apesar da alta dos empregos com carteira de trabalho assinada, houve também uma alta nos empregos informais, isto é, aqueles sem carteira. A alta foi 3,4%, ou seja, 368 mil pessoas a mais do que no trimestre encerrado em abril do ano passado. No total, 11,2 milhões de pessoas estavam nessa situação no trimestre encerrado em abril deste ano.

Apesar das altas na comparação com abril do ano passado, os dois tipos de trabalho (formal e informal) mostraram estabilidade em relação ao trimestre encerrado em janeiro deste ano.

O rendimento médio real habitual do trabalhador ficou em R$ 2.295, ficou estável tanto em relação ao trimestre encerrado em janeiro deste ano quanto na comparação com abril do ano passado. A massa de rendimento real habitual chegou a R$ 206,8 bilhões, estável em relação a janeiro, mas 2,8% superior a abril do ano passado.

Subutilização
A população fora da força de trabalho (65 milhões de pessoas) permaneceu estável em ambas as comparações temporais. A população subutilizada, isto é, aquelas pessoas que estão desempregados, que trabalham menos do que poderiam, que não procuraram emprego mas estavam disponíveis para trabalhar ou que procuraram emprego mas não estavam disponíveis para a vaga, é recorde para a série histórica (iniciada em 2012).

De acordo com o IBGE, a população subutilizada chegou a 28,4 milhões de pessoas no trimestre encerrado em abril deste ano, 3,9% a mais do que no trimestre encerrado em janeiro deste ano e 3,7% a mais do que em abril do ano passado.

A taxa de subutilização ficou em 24,9%, superior aos 24,2% de janeiro e aos 24,5% de abril do ano passado. O número de pessoas desalentadas, isto é, aquelas que desistiram de procurar emprego, chegou a 4,9 milhões, 4,3% a mais do que em janeiro e 4,2% a mais do que em abril de 2018.

Da Agência Brasil

sábado, 13 de abril de 2019

Produção de etanol cresce 35% em Pernambuco

Cana-de-açúcarFoto: Arquivo/Folha de Pernambuco
Perspectivas boas para o mercado da cana-de-açúcar em 2019. De acordo com o Sindicato da Indústria do Açúcar e do Álcool em Pernambuco (Sindaçúcar-PE), a produção de etanol na safra 2018/2019 aumentou em quase 35% em relação a 2017/2018. Além disso, a moagem da cana teve crescimento de quase 6%. 

A produção de etanol foi a que teve o maior destaque. Foram gerados 431 milhões de litros do biocombustível, aumento de 34,84% em relação a 2017/2018, quando foram produzidos 320 milhões de litros de etanol. De acordo com o presidente do Sindaçúcar-PE, Renato Cunha, a melhora se dá pelas condições climáticas favoráveis à produção, além da movimentação do mercado. 

“Para o açúcar, Índia e Tailândia crescem com subsídios distorcivos ao mercado livre mundial. Além disso, o petróleo acima de U$S 70 tem aumentado os preços da gasolina. Assim, o etanol tem sido uma melhor alternativa”, explica Cunha, dizendo que o biocombustível já substitui mais de 38% da gasolina consumida no Estado. 

Por isso, a região Nordeste está destinando mais cana-de-açúcar para a produção do etanol. A atividade fica com cerca de 59% da colheita. Os outros 41% vão para o açúcar.

Na safra 2018/2019, o esmagamento de cana-de-açúcar recebeu 11,4 milhões de toneladas, crescimento de 5,63% em relação a 2017/2018, quando foram aproximadamente 10,9 milhões de toneladas. Com isso, a produção de açúcar se manteve praticamente estável, com 732 mil toneladas, mesmo com a alta da fabricação de etanol. 

As chuvas foram um dos principais fatores que auxiliaram na safra. A precipitação média aumentou tanto na Zona da Mata Norte, quanto na Mata Sul do Estado, com picos de 92 milímetros (mm) e 165 mm, respectivamente. E o clima segue ajudando em 2019. Até o momento, foram registrados picos de 140 mm de chuva na Mata Norte e de 180 mm na Mata Sul. 

As condições climáticas, inclusive, devem ser o grande termômetro para os próximos ciclos da cana. Isso porque programas tecnológicos para melhorar o armazenamento dos recursos hídricos devem ser prioridade. O setor espera, então, ampliar a colheita nas próximas safras, chegando a 15 milhões de toneladas de cana-de-açúcar já em 2021/2022. 

“São metas arrojadas, mas que podem ser obtidas se houver melhora nas questões climáticas e um programa de segurança hídrica e irrigação. O Sindaçúcar e a Novabio, inclusive, estão empenhados na formulação de um programa tecnológico de irrigação para o Nordeste", encerra Cunha, que vai apresentar esse pleito à ministra da Agricultura, Tereza Cristina, na próxima segunda-feira, quando ela fará uma visita a Petrolina. Na ocasião, o presidente do Sindaçúcar-PE e da Novabio também promete abordar o uso da tecnologia na colheita da cana.

Da Folha de PE

quarta-feira, 10 de abril de 2019

Comércio mantém volume de vendas de janeiro para fevereiro

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
O volume de vendas do comércio varejista manteve-se estável de janeiro para fevereiro deste ano, depois de crescer 0,4% de dezembro do ano passado para janeiro. o dado é da Pesquisa Mensal de Comércio (PMC), divulgada hoje (9) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

As vendas caíram 0,6% na média móvel trimestral. Nos outros tipos de comparação, no entanto, o volume apresentou crescimento: 3,9% na comparação com fevereiro do ano passado, 2,8% no acumulado do ano e 2,3% no acumulado de 12 meses.

Na passagem de janeiro para fevereiro, metade dos setores teve alta e a outra metade, queda. Os segmentos com crescimento foram tecidos, vestuário e calçados (4,4%), outros artigos de uso pessoal e doméstico (1%), livros, jornais, revistas e papelaria (0,2%) e artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos (0,1%).

As quedas vieram de hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (-0,7%), combustíveis e lubrificantes (-0,9%), móveis e eletrodomésticos (-0,3%) e equipamentos e material para escritório, informática e comunicação (-3%).

No comércio varejista ampliado, que inclui as atividades de veículos e de material de construção, o volume de vendas recuou 0,8% ante janeiro. Os veículos e motos, partes e peças tiveram queda de 0,9%, enquanto o material de construção caiu 0,3%.

A receita nominal do varejo cresceu 0,3% na comparação com janeiro, 7,5% na comparação com fevereiro do ano passado, 6% no acumulado do ano e 5,4% no acumulado de 12 meses.

A receita nominal do varejo ampliado caiu 0,5% na comparação com janeiro, mas cresceu 10,4% na comparação com fevereiro de 2018, 8% no acumulado do ano e 7,3% no acumulado de 12 meses.

Da Agência Brasil

quarta-feira, 3 de abril de 2019

Microempreendedores individuais ultrapassam 8 milhões no país

Foto: EBC
O número de profissionais autônomos, cadastrados como microempreendedores individuais (MEI), ultrapassa 8 milhões. De acordo com dados do Portal do Empreendedor, no final de março, número de profissionais chegou a 8.154.678.

Para se cadastrar como MEI, é preciso ter faturamento de até R$ 81 mil por ano, não ser sócio, administrador ou titular de outra empresa e ter no máximo um empregado. Como MEI, o microempreendedor tem um CNPJ e pode abrir conta bancária, fazer empréstimos e emitir notas fiscais.

Em julho, a Lei Complementar nº 128/2008, que criou o MEI, completa 10 anos de entrada em vigor.

De acordo com o Portal do Empreendedor, em março, a maioria dos microempreendedores eram cabeleireiros, manicures e pedicures (66.937), profissionais da área de vestuário (641.346), de obras de alvenaria (358.053), de promoção de vendas (210.669) e de alimentação (218.946).

A maioria dos empreendedores tem entre 31 e 40 anos (mais de 2,5 milhões), seguidos por aqueles com idade entre 41 e 50 anos (1,9 milhão), entre 21 e 30 anos (1,7 milhão). Entre 51 e 60 anos, são 1,3 milhão. Os mais velhos (61 a 70 anos) são 446,1 mil. Entre 16 e 17 anos, há 575 jovens microempreendedores. E entre, 18 e 20 anos, 69,9 mil.

Da Agência Brasil

segunda-feira, 11 de março de 2019

As mulheres crescem nas franquias

O segmento de franquias teve um crescimento de 7,1% em 2018, em comparação a 2017, segundo dados da Associação Brasileira de Franchising (ABF). E as mulheres estão de olho neste modelo de negócio. Ao pesquisar por franquias para investir, as redes do segmento de alimentação e beleza, cosméticos, roupas e calçados são algumas das principais referências das investidoras. O dado faz parte do relatório “Mulheres Interessadas no Frachising”, elaborado pelo Guia Franquias de Sucesso. 
(Foto: Reprodução/Pexels)
De acordo com o levantamento, as mulheres se destacam no setor de Alimentação (57,4%), Beleza e Saúde (49,7%), Serviços (36,5%), Cosméticos e perfumes (34,2%) e Roupas e calçados (31,7%). Já entre os homens, o ranking é um pouco diferente. O segmento de alimentação continua na liderança (56,7%), mas no segundo lugar está Serviços (45,1%) e Beleza e saúde (33,2%). Além disso, Eletrônicos e tecnologia (35,5%) e Negócios e Finanças (30,5%) também se destacam no ranking. 

Foi justamente no segmento de Alimentação que a Vó Sônia vislumbrou uma oportunidade. Foi da receita caseira que surgiu a Casa dos Bolos, em 2009. Junto com os filhos, ela alugou uma pequena sala e tornou rentável o que sabiam e gostavam de fazer: se reunir em torno da mesa para curtir a família e apreciar a especialidade da avó, os bolos caseiros.

O negócio deu certo e o segundo passo foi a expansão por meio das franquias. Hoje, são mais de 340 lojas espalhadas pelo Brasil. No Nordeste, são oito unidades, sendo duas no Recife. Com o crescimento, a marca entrou no ranking das 50 maiores franquias do Brasil da ABF pelo segundo ano consecutivo. 

O número de unidades tende a crescer no Nordeste. Os planos de expansão da rede incluem a região. No levantamento feito pela empresa, há 15 cidades em potencial, totalizando 28 áreas. Apesar do interesse no estado não há previsão de quantas unidades serão inauguradas por aqui este ano. 

Mesmo com o crescimento e do interesse ainda há muita disparidade entre os valores investidos no negócio por homens e mulheres. Pelos dados do relatório “Mulheres Interessadas no Franchising”, entre o público feminino o percentual que busca franquias de até dez mil reais é maior do que entre os homens. São 57,4% das mulheres e 50,3% dos homens com capital nessa faixa. Já entre aqueles que se declaram interessados em uma faixa de investimento acima de 200 mil reais, o percentual de mulheres é quase cinco vezes menor que o de homens - 0,57% das mulheres para 2,5% dos homens.

“Infelizmente ainda existe uma disparidade muito grande entre a renda de mulheres e homens no Brasil. A renda das mulheres brasileiras é 42,7% menor que a dos homens, segundo o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud). Portanto, a capacidade de investimento tende a ser menor e elas tendem a ser mais conservadoras na decisão, principalmente dentro dessa faixa de investimento de até 10 mil reais, em que cada real faz a diferença”, comenta Daniela Moreira, diretora editorial do Guia Franquias de Sucesso.

domingo, 24 de fevereiro de 2019

E-commerce cresce mais que o varejo tradicional no Brasil

Comércio eletrônicoFoto: Reprodução/Internet
Apesar de o brasileiro ainda evitar compras desnecessárias, o comércio eletrônico faturou R$ 69 bilhões no Brasil em 2018. Com isso, o chamado e-commerce cresceu 15%, enquanto o varejo tradicional cresceu apenas 2,3% no País, segundo a Associação Brasileira de Comércio Eletrônico (ABComm). É um bom resultado que, para o setor, mostra que o consumidor está cada vez mais disposto a trocar as compras físicas por compras virtuais. 

“O comércio online tem crescido cinco vezes mais que o off-line no mundo. É uma tendência. E os números do Brasil mostram isso. Apesar de o consumo ainda estar retraído no País por conta da crise, o e-commerce teve um crescimento significativo porque novos consumidores passaram a testar as compras online”, explicou a líder comercial da consultoria Ebit|Nielsen, Ana Szasz, dizendo que, só em 2018, o e-commerce ganhou 10 milhões de novos consumidores no Brasil. E foi por isso que, além do faturamento, o e-commerce ampliou em 10% o número de transações, chegando à marca de 123 milhões de pedidos online com tíquete médio de R$ 434, segundo a Ebit|Nielsen.

“O e-commerce cresce muito por conta do que representa para o consumidor: facilidade, praticidade e a comodidade de comprar do conforto da sua casa, comparando preços, produtos e ofertas. E a tendência é continuar crescendo, porque muitas pessoas ainda estão conhecendo o universo digital”, reforçou o diretor da ABComm, Maurici Junior, destacando que, por isso, o Nordeste tem registrado a maior taxa de crescimento no uso do e-commerce no Brasil: 27% de aumento, segundo a Ebit|Nielsen. “A região vem ganhando maturidade digital. Por isso, o e-commerce tem ganhado muita força”, explicou Junior, dizendo que a expansão da internet móvel também ajuda a ampliar o setor, tanto que 33% das vendas online já vêm de smartphones e tablets. Confira na íntegra, clique AQUI.

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2019

Economia brasileira cresceu 1,1% em 2018, diz FGV

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil/EBC

O Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro, que é a soma de todos os bens e serviços produzidos no país, cresceu 1,1% em 2018, segundo cálculos – divulgados hoje (19), no Rio de Janeiro - pelo Monitor do PIB, da Fundação Getulio Vargas (FGV). É a mesma taxa de expansão apresentada em 2017.


A alta foi puxada principalmente pelos serviços, que se expandiram 1,3% no ano. A indústria e a agropecuária também tiveram avanços, ainda que mais moderados, de 0,4% e 0,6%, respectivamente.

Entre os serviços, aqueles que mais se destacaram em 2018 foram os imobiliários (3,1%), comércio (2,1%) e transportes (2%). Os serviços de informação foram os únicos que apresentaram queda (-0,1%).

Já entre os segmentos da indústria, foram registradas altas na eletricidade (1,4%), transformação (1,3%) e extrativa mineral (1,1%). A construção teve queda de 2,4%.

Sob a ótica da demanda, o destaque ficou com a formação bruta de capital fixo, isto é, os investimentos, que cresceram 3,7% no ano de 2018.

O consumo das famílias avançou 1,8% e o consumo de governo, 0,2%. As exportações tiveram alta de 4%, inferior ao crescimento de 8,1% das importações.

No último trimestre do ano, o PIB ficou estável na comparação com o trimestre anterior e cresceu 1% na comparação com o último trimestre de 2017.

O desempenho oficial do PIB é medido pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que só deve divulgar o resultado de 2018 no próximo dia 28.

Da Agência Brasil

terça-feira, 29 de janeiro de 2019

Mercado reduz projeção de crescimento da economia para 2,5% em 2019

Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil
Instituições financeiras, consultadas pelo Banco Central (BC), reduziram a projeção para o crescimento da economia, neste ano e em 2020. A projeção para a expansão do Produto Interno Bruto (PIB) – a soma de todos os bens e serviços produzidos no país – foi ajustada de 2,53% para 2,50%, em 2019.

Para o próximo ano, a expectativa caiu de 2,60% para 2,50%. Em 2021 e 2022, a projeção segue em 2,50%. Essas são as previsões de instituições financeiras consultadas pelo BC todas as semanas sobre os principais indicadores econômicos.

A inflação, calculada pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), deve ficar em 4% este ano. Na semana passada, a projeção para o IPCA estava em 4,01%. A estimativa segue abaixo da meta de inflação (4,25%), com intervalo de tolerância entre 2,75% e 5,75%, este ano.

Para 2020, a projeção para o IPCA segue em 4%, há 82 semanas seguidas. Para 2021 e 2022, a estimativa permanece em 3,75%.

A meta de inflação é 4%, em 2020, e 3,75%, em 2021, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para os dois anos (2,5% a 5,5% e 2,25% a 5,25%, respectivamente).

O BC usa como principal instrumento a taxa básica de juros, a Selic, atualmente em 6,5% ao ano, para alcançar a meta da taxa inflacionária.

De acordo com o mercado financeiro, a Selic deve encerrar 2019 em 7% ao ano e continuar a subir em 2020, encerrando o período em 8% ao ano, permanecendo nesse patamar em 2021 e 2022.

O Comitê de Política Monetária (Copom) aumenta a Selic para conter a demanda aquecida, e isso causa reflexos nos preços porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança. Quando o Copom diminui a Selic, a tendência é que o crédito fique mais barato, com incentivo à produção e ao consumo, reduzindo o controle da inflação.

A manutenção da taxa básica de juros indica que o Copom considera as alterações anteriores suficientes para chegar à meta de inflação. A previsão do mercado financeiro para a cotação do dólar permanece em R$ 3,75 no final deste ano, e em R$ 3,78, no fim de 2020.

Da Agência Brasil

terça-feira, 15 de janeiro de 2019

Atividade do Varejo fecha 2018 com crescimento de 2,8%, apontam CNDL/SPC Brasil

Imagem: Divulgação/Reprodução
É a maior alta registrada para o mês de dezembro desde 2014, no acumulado de 12 meses. Indicador confirma a tendência de retomada do setor varejista

Após um período de forte recessão no país, a atividade econômica segue em ritmo de recuperação. E no comércio varejista não tem sido diferente. É o que revela o Indicador de Atividade do Varejo, lançado este mês pela Confederação Nacional de Dirigentes (CNDL) e pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil). A sondagem aponta um crescimento de 2,8% nas consultas para vendas a prazo em 2018, na comparação com 2017. É a maior alta para o mês de dezembro desde 2014, quando houve um aumento de 2,2%.

O Indicador de Atividade do Comércio é construído a partir das consultas de CPFs e é um termômetro da intenção de compras a prazo por parte do consumidor, abrangendo os segmentos de supermercados, lojas de roupas, calçados e acessórios, móveis e eletrodomésticos.

O índice confirma a tendência de retomada do varejo, que segundo dados do IBGE relativos ao terceiro trimestre de 2018 mostram um avanço de 3,3% no PIB do comércio no acumulado de quatro semestres. Muito embora o volume de vendas do varejo não tenha alcançado os patamares anteriores à crise, os números começam a distanciar-se daqueles observados nos piores momentos.

“A melhora dos níveis de confiança e o clima de otimismo para uma retomada mais forte da economia ajudaram a impulsionar a atividade varejista. Mesmo considerando apenas uma parcela das vendas, aquelas feitas a prazo, o Indicador sugere avanço das vendas do varejo ao longo do último ano”, analisa a economista-chefe do SPC Brasil, Marcela Kawauti.

Do SPC Brasil

sexta-feira, 14 de dezembro de 2018

PIB de Pernambuco no 3º trimestre cresce 2,5% em relação a 2017

Cédulas reaisFoto: Pixabay
A economia pernambucana cresceu neste terceiro trimestre de 2018 de acordo com levantamento da Agência Estadual de Planejamento e Pesquisas de Pernambuco (Condepe/Fidem). Os números foram apresentados na manhã desta sexta-feira (14), no Recife, e mostram que, em comparação ao trimestre anterior, o crescimento foi de 1,1%, e, quando comparado ao mesmo período de 2017, o aumento foi de 2,5%. Segundo a Condepe/Fidem, em valores reais, o PIB pernambucano do terceiro trimestre deste ano chegou a R$ 46,5 bilhões.

Segundo a agência, o PIB estadual, no acumulado anual desses primeiros nove meses, alcançou R$ 136,8 bilhões em valores correntes. Em relação ao mesmo período do ano passado, o PIB/PE apresentou crescimento de 2,2%. Segundo a Condepe/Fidem, o desempenho se deve ao "comportamento agregado, no período, dos três grandes setores econômicos: indústria (4,3%), serviços (1,8%) e agropecuária (-3,7%)".

Quando comparado com o PIB nacional, a economia pernambucana apresentou, percentualmente, comportamento mais acelerado que a brasileira nos primeiros nove meses do ano do PIB nacional, que foi de 1,1%.

Em relação ao segundo trimestre deste ano, o percentual de 1,1% de aumento foi, de acordo com a agência, reflexo do desempenho dos setores econômicos da Indústria (6,3%), dos Serviços (0,2%) e da Agropecuária (-0,3%).

Da Folha de PE

domingo, 18 de novembro de 2018

Atividade econômica cresce 1,74% no terceiro trimestre

Foto: Arquivo/Agência Brasil
A economia brasileira registrou crescimento no terceiro trimestre deste ano. A expansão, calculada pelo Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br) dessazonalizado (ajustado para o período), divulgado nesta sexta-feira (16), chegou a 1,74% na comparação com o segundo trimestre. Em setembro, comparado a agosto, houve queda de 0,09%.

Na comparação com o terceiro trimestre de 2017, o crescimento do IBC-Br chegou a 1,72%. No ano, o IBC-Br registra expansão de 1,14% e, em 12 meses encerrados em setembro, o crescimento de 1,45%. O IBC-Br é uma forma de avaliar a evolução da atividade econômica brasileira e ajudar o Banco Central a tomar suas decisões sobre a taxa básica de juros, a Selic.

O índice incorpora informações sobre o nível de atividade dos três setores da economia: indústria, comércio e serviços e agropecuária, além do volume de impostos. Mas o indicador oficial sobre o desempenho da economia é o Produto Interno Bruto (PIB – a soma de todas as riquezas produzidas pelo país), calculado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Da Agência Brasil

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