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quinta-feira, 7 de novembro de 2019

Pernambucanos mais ricos ganham até 1.500% a mais que os mais pobres

Redução da desigualdade econômica é caminho para progresso.Foto: Rafael Furtado / Folha de Pernambuco
No Estado, 40% das pessoas ocupadas mais pobres vivem com um rendimento de apenas R$ 18 por dia

Apesar dos esforços para mitigar a desigualdade social que existe em nosso país, este problema ainda aflige muitos brasileiros. Parte destes, vive com uma renda inferior a um salário mínimo por mês, como acontece em Pernambuco (R$ 538). No Estado, 40% das pessoas ocupadas mais pobres vivem com um rendimento de apenas R$ 18 por dia, enquanto que os 10% dos pernambucanos mais ricos vivem com uma renda diária de R$ 210 - cerca de 1.066% a mais.

No Recife, a desigualdade é ainda mais gritante. A diferença chega a quase 1.500% na comparação da renda mensal entre os 40% mais pobres (R$ 730) e os 10% mais ricos (R$ 11.483). Vale ressaltar que esses índices são referentes à população que trabalha. Os dados são da pesquisa Síntese de Indicadores Sociais (SIS) 2019 do IBGE.

Por outro lado, quando analisado o rendimento domiciliar per capita médio de 40% dos pernambucanos mais pobres, em 2018, o valor era de R$ 221. Já os 10% mais ricos ganhavam naquele ano, em média, R$ 3.583 - que representa um rendimento 1.500% superior aos mais pobres. A pesquisa ainda mostra a porcentagem de pernambucanos que vivem abaixo da linha da extrema pobreza, em 2018 (11,4%). A linha considera o valor que o Banco Mundial utiliza como parâmetro (US$ 1,9), que em Pernambuco seria o equivalente a R$ 148.

Nesse caso não é feito uma conversão exata. É que existe uma tabela que faz uma paridade ao valor do Banco Mundial. Quando observado a série histórica entre 2012 e 2018, somente em 2014 foi quando houve o registro do menor percentual de pessoas na linha da pobreza (8,6%).

Segundo o economista da Fecomércio-PE, Rafael Ramos, a situação de quem vive abaixo da linha da pobreza traz efeitos negativos à economia. “A pobreza elevada faz com que as pessoas sejam menos produtivas, por não haver tempo para se qualificar. Os efeitos são uma economia que demora ainda mais para se recuperar”, destaca Ramos que ainda explica que os Estados com menor desigualdade são os que se recuperam mais fácil de uma crise econômica.

Entre 2012 e 2014 a média do rendimento domiciliar per capita médio das pessoas estava em crescimento contínuo partindo de R$ 888 e chegando a R$ 1.022 em 2014. No entanto, a partir de 2015, a média vem caindo ano após ano e chegou a R$ 855 em 2018. Para Ramos, a crise econômica contribuiu para o aumento da desigualdade. “Uma coisa puxa a outra. O desemprego elevado gera índices maiores de desigualdade, assim como a desigualdade puxa o desemprego”, explica. O economista ainda ressalta que a desigualdade dificulta o bem estar social e as chances de emprego. “Com o acesso à renda mais limitado, as pessoas se lançam na informalidade e perdem direitos e um salário melhor do que na formalidade”, detalha.

Em Pernambuco, a população total é de 9,4 milhões de habitantes. No Estado, a força de trabalho chega em números absolutos, a 4,62 milhões, enquanto que a taxa total de desocupação das pessoas de 14 anos ou mais de idade, em 2018 era de 16,1%, quase o dobro de 2013, quando o índice registrava um percentual de 8,7%. Em 2018, a taxa de Pernambuco ficou acima da média nordestina, que foi de 14,5%, e da média brasileira, de 12%. “É preciso atrair políticas públicas para minimizar a desigualdade e o desemprego. Os mais pobres não têm acesso à cultura, lazer. Sem essas políticas sociais, a produção industrial, o comércio e a economia, de forma geral, são afetados”, acrescenta Ramos.

Da Folha de PE

sábado, 5 de outubro de 2019

Medo do desemprego cai e satisfação com a vida aumenta, diz pesquisa

Wilson Dias/Agência Brasil
Depois de dois aumentos consecutivos, o Índice de Medo do Desemprego caiu 1,1 ponto em relação a junho e ficou em 58,2 pontos em setembro. Com isso, o indicador está 7,5 pontos abaixo do registrado em setembro do ano passado.

Mesmo assim, continua acima da média histórica, que é de 50,1 pontos. As informações são de pesquisa divulgada hoje (3) pela Confederação Nacional da Indústria (CNI). O indicador varia de zero a cem pontos. Quanto mais alto o índice, maior é o medo do desemprego.

A maior queda no medo do desemprego foi verificada entre as pessoas com menor escolaridade e renda. Entre os que têm até a quarta série do ensino fundamental, o indicador caiu 5,4 pontos e saiu de 65,1 pontos em junho para 59,7 em setembro. Entre os que recebem até um salário mínimo, o medo do desemprego recuou 4 pontos, passando de 72,8 em junho para 68,8 em setembro.

O medo do desemprego é maior entre os moradores da região Nordeste, onde alcançou 69,7 pontos – a região foi a única a registrar aumento do medo do desemprego em setembro. O medo é menor no Sul, onde o indicador ficou em 47,7 pontos. No Sudeste, foi de 58,5 pontos e, no Norte/Centro-Oeste, de 49,3 pontos.

Satisfação com a vida
A pesquisa também mostra o grau de satisfação dos brasileiros com a vida. O índice de satisfação com a vida alcançou 69 pontos em setembro, 1,6 ponto acima do de junho.

O indicador, que é 3,1 pontos superior ao de setembro do ano passado, também está abaixo da média histórica de 69,6 pontos.

A satisfação com a vida aumentou em todas as regiões do país. A satisfação com a vida é maior no Sul, onde alcançou 71 pontos. No Nordeste ficou em 68,1 pontos, no Sudeste foi de 68,8 pontos e, no Norte/Centro-Oeste, de 68,6 pontos.

Esta edição da pesquisa trimestral ouviu 2 mil pessoas em 126 municípios entre os dias 19 e 22 de setembro.

Da Agência Brasil

quarta-feira, 4 de setembro de 2019

Renda anual até R$ 5.000 pode ficar sem CPMF

Presidente Jair Bolsonaro e ministro da economia Paulo GuedesFoto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil
Para atender a uma exigência de Jair Bolsonaro, a equipe econômica estuda formas de compensação para que o presidente dê aval à criação de um imposto sobre pagamentos nos moldes da CPMF previsto na proposta de reforma tributária idealizada pelo ministro da Economia, Paulo Guedes.

Bolsonaro afirmou, em entrevista ao jornal Folha de S.Paulo nesta terça-feira (3), que a criação do novo imposto deve ser condicionada a uma compensação para a população. "Se não, ele [Guedes] vai tomar porrada até de mim", disse.

Sob orientação do presidente, o Ministério da Economia já vinha trabalhando nas últimas semanas na criação de um mecanismo para isentar os mais pobres. Um dos modelos em estudo prevê que pessoas com renda anual de até R$ 5.000, o que equivale a uma renda mensal de pouco mais de R$ 400, recebam uma restituição dos valores referentes à cobrança do imposto. Com isso, os beneficiários do programa Bolsa Família, por exemplo, ficariam isentos.

Como a cobrança do novo tributo será feita automaticamente em todas as transações, inclusive financeiras, técnicos do Ministério da Economia estudam como operacionalizar a restituição. Uma opção considerada pelos técnicos seria calcular, ao fim de cada ano, o valor pago pelo contribuinte. Feito o cálculo, o montante seria integralmente restituído ao beneficiário.

Outra possibilidade sob análise estabelece que pagamentos feitos por meio de programas sociais do governo, como o Bolsa Família, fiquem imunes à cobrança do imposto. O reajuste do salário mínimo poderia ser uma possibilidade de compensação aos mais pobres. No entanto, o momento não permite que isso seja feito porque geraria impacto nas contas públicas, que estão estranguladas. Continue lendo, clique AQUI!

segunda-feira, 2 de setembro de 2019

Onde investir para fazer render os R$ 500 dos saques do FGTS

Primeira remessa será paga aos trabalhadores agora em setembro.
Foto: Gabriel Jabur/ Agência Brasília
Se os R$ 500 liberados para o saque de cada conta do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS), seja ativa ou inativa, vão ajudar muita gente a pagar suas dívidas, levando em consideração que 23 milhões de brasileiros devem até esse valor, sendo mais de um milhão de pessoas em Pernambuco, para alguns esse é um dinheiro extra e que não está comprometido com contas a pagar. Apesar de parecer uma quantia pequena, o montante pode ser o início para uma educação financeira e também de um investimento positivo para o orçamento. Portanto, é preciso fugir da tentação de sair gastando o dinheiro com qualquer coisa para fazer o aporte em um investimento que resulte em uma reserva nas finanças importante para garantir um futuro com o orçamento mais equilibrado.

O primeiro ponto importante é entender que não vale a pena manter o valor nas contas do FGTS porque o rendimento desse tipo de operação é bastante baixo. Outra questão é para onde direcionar o valor, já que a poupança também não se mostra um investimento muito rentável. "Hoje em dia mais de R$ 2 trilhões estão aplicados em poupança no Brasil, que não rende praticamente nada. Por isso o investidor precisa se mexer para investir certo. Aplicar em instrumentos financeiros errados é rasgar dinheiro e as pessoas não sabem de fato como investir as finanças", afirma José Roque, representante da corretora Necton Investimentos em Pernambuco. Para ele, é fundamental aproveitar o momento para fazer uma reserva de emergência. "A crise foi muito dolorosa, mas foi educativa. As pessoas entenderam que precisam ter uma reserva, e ela deve ser de seis vezes os gastos fixos mensais", complementa.

Um caminho seguro é passar a investir em renda fixa, que é mais seguro do que a renda variável para quem está começando neste mercado. "O Tesouro Direto é um bom caminho, só se perde se o Brasil quebrar. É como emprestar dinheiro para o governo e o retorno vem com as taxas mais a inflação, protege o poder de compra e ainda remunera, algo que a poupança e o FGTS não fazem. E não precisa ter muito dinheiro para isso, pode começar com R$ 37", explica José Roque. Os bancos podem oferecer opções de investimento, mas André Perfeito, economista-chefe da Necton Investimentos, afirma que buscar uma corretora pode abrir os caminhos para outros tipos de investimento. "Os bancos têm os produtos deles e privilegiam mais a questão da segurança. Como se trata de um valor de R$ 500, estamos falando de pessoas que não normalmente não têm educação financeira. E os investimentos vão variar com cada perfil. Se é mais jovem, pode pegar um fundo mais nervoso, se é mais velho, um menos arriscado", indica.

"Eu sugiro que a pessoa coloque uma parte, R$ 250, no Tesouro Selic porque os juros já caíram muito no Brasil e não devem cair muito mais. Então vai voltar a subir e vai gerar um ciclo de ganhos mais à frente. A outra parte pode procurar uma corretora para analisar cada caso. Mas os fundos imobiliários são uma boa opção porque geram uma boa renda e tem tratamento tributário que vale pena", conclui o economista.

Do Diario de PE

segunda-feira, 5 de agosto de 2019

Inflação para famílias de baixa renda sobe 0,43% em julho

InflaçãoFoto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil
No acumulado do ano, o índice registra alta de 3,16% e somados os últimos 12 meses o IPC-C1 subiu 4,04%

O Índice de Preços ao Consumidor - Classe 1 (IPC-C1), divulgado nesta segunda-feira (5) pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (Ibre/FGV), subiu 0,43%, em julho. Com isso, o índice, que mede a inflação para famílias com renda de até 2,5 salários mínimos ficou 0,5 ponto percentual acima de junho, mês em que o IPC-C1 registrou recuo de 0,07%.

No acumulado do ano, o índice registra alta de 3,16% e somados os últimos 12 meses o IPC-C1 subiu 4,04%. Já o IPC-BR, que mede a variação da inflação junto às famílias com rendimento de até 33 salários mínimos, variou 0,31% em julho e acumula alta de 2,73% no ano e de 3,87% nos últimos 12 meses.

No mês, quatro das oito classes de despesa que compõem o índice registraram crescimento. A habitação variou de -0,24% para 1,32%; alimentação passou de -0,16% para 0,20%; despesas diversas foi de -0,23% para 0,40%; e transportes variou de -0,38% para -0,24%.

Os principais destaques foram a tarifa de eletricidade residencial, que passou de -2,30% para 6,42%; arroz e feijão variaram de -3,97% para -0,84%; alimentos para animais domésticos subiram -1,36% para 1,98%; e gasolina teve variação de -2,67% para -1,86%.

No sentido inverso, com recuo na taxa de variação, o grupo vestuário passou de 0,60% para -0,28%; educação, leitura e recreação de 0,78% para 0,16%; Saúde e Cuidados Pessoais estavam com alta de 0,31% e passaram para 0,28%; e comunicação desacelerou de 0,07% para 0,04%.

Os destaques nos recuos foram as roupas, com variação de 0,71% para -0,43%; passagem aérea caiu de 22,85% para -2,20%; serviços de cuidados pessoais foram de 0,38% para 0,05%; e pacotes de telefonia fixa e internet variaram de 0,46% para 0,10%.

No acumulado de 12 meses, o IPC-C1 registra alta de 5,74% na classe de alimentação, de 5,24% em educação, leitura e recreação e de 4,92% em transportes. Os menores acumulados são nas classes comunicação, com 0,02%, despesas diversas somaram 1,58% e habitação subiu 2,48% em um ano.

Da Agência Brasil

segunda-feira, 27 de maio de 2019

País gera 129,6 mil novos postos de trabalho em abril, diz Economia

Imagem: Divulgação/Reprodução|Internet
O Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) mostrou que o Brasil criou 129,6 mil novos postos de trabalho formais em abril. Este foi o melhor resultado para o mês desde 2013. Os dados foram divulgados na tarde desta sexta-feira (24) pelo Ministério da Economia.

Ao todo, foram 1,374 milhão de contratações, contra 1,245 milhão de demissões. Com o resultado, abril registra saldo positivo no mercado de trabalho formal por três anos consecutivos. No acumulado do ano, o país criou 313.835 postos de trabalho. O estoque de empregos chegou a 38,5 milhões, segundo o Caged. 

De acordo com o Ministério da Economia, os empregos foram criados, principalmente, nos setores de serviços, indústria da transformação e construção civil. Em abril, 66.290 postos de trabalho foram criados no setor de serviços, o que representa um crescimento de 0,38% em comparação com março. A indústria de transformação, por sua vez, gerou 20.479 contratações. Na construção civil, 14.067 empregos. 

Todas as regiões do país tiveram um desempenho positivo no mercado de trabalho. O Sudeste, com 81.106 contratações, foi a que mais gerou empregos. Seguido de Nordeste (15.593), Centro-Oeste (15.240), Sul (14.570) e Norte (3.092).

Do Correio Braziliense

quinta-feira, 28 de março de 2019

Carpina ganha shopping center; Inauguração acontece nesta sexta-feira (29)

Shopping CarpinaFoto: Divulgação

Um novo empreendimento será aberto amanhã na cidade de Carpina, Zona da Mata Norte. Com investimento de R$ 40 milhões, o Shopping Carpina vai iniciar suas atividades para levar desenvolvimento ao município. Estima-se que sejam gerados mil empregos diretos e cinco mil empregos indiretos, o que possibilitará movimentar a economia de Carpina e cidades vizinhas. Nesta quinta-feira, haverá um lançamento para convidados e amanhã o centro de compras abrirá a partir das 9h.


Na sua estrutura, serão 65 lojas - sendo três âncoras e três megalojas -, além de 455 vagas de estacionamento, três salas de cinema, praça de alimentação, área de lazer e de games e alameda de serviços. “Estamos com 70% do espaço de locação de lojas já alugados. E estamos confiantes, pois escolhemos a região por acreditar nela e conseguir levar novos investimentos”, comentou o empreendedor do Shopping Carpina, Jorge Petribu. Algumas das lojas já confirmadas são: Americanas, Tropical, FriSabor, Sal e Brasa e Bradesco. As lojas vão funcionar das 9h às 21h.

Amanhã serão abertas cerca de 30% das lojas que já estão locadas no mall. “Algumas lojas estão em obras e devem ser inauguradas na próxima semana e outras iniciarão as obras. No pós-Carnaval começamos a receber muitas consultas para locação. Esperamos que no fim do ano já estejamos com taxa de ocupação alta”, informou Petribu, ao complementar que os empregos gerados serão preenchidos pelas próprias lojas. “Temos uma grande vontade de desenvolver a região”, disse.

O projeto foi pensado com a possibilidade de expansão em até três vezes mais do seu tamanho. “Se o mercado der espaço, pode haver uma expansão no futuro”, disse Petribu. A cidade de Carpina, escolhida para abrigar esse empreendimento do Grupo Petribu, tem cerca de 80 mil habitantes e é cercada por 22 municípios.

Da Folha de PE

segunda-feira, 11 de março de 2019

As mulheres crescem nas franquias

O segmento de franquias teve um crescimento de 7,1% em 2018, em comparação a 2017, segundo dados da Associação Brasileira de Franchising (ABF). E as mulheres estão de olho neste modelo de negócio. Ao pesquisar por franquias para investir, as redes do segmento de alimentação e beleza, cosméticos, roupas e calçados são algumas das principais referências das investidoras. O dado faz parte do relatório “Mulheres Interessadas no Frachising”, elaborado pelo Guia Franquias de Sucesso. 
(Foto: Reprodução/Pexels)
De acordo com o levantamento, as mulheres se destacam no setor de Alimentação (57,4%), Beleza e Saúde (49,7%), Serviços (36,5%), Cosméticos e perfumes (34,2%) e Roupas e calçados (31,7%). Já entre os homens, o ranking é um pouco diferente. O segmento de alimentação continua na liderança (56,7%), mas no segundo lugar está Serviços (45,1%) e Beleza e saúde (33,2%). Além disso, Eletrônicos e tecnologia (35,5%) e Negócios e Finanças (30,5%) também se destacam no ranking. 

Foi justamente no segmento de Alimentação que a Vó Sônia vislumbrou uma oportunidade. Foi da receita caseira que surgiu a Casa dos Bolos, em 2009. Junto com os filhos, ela alugou uma pequena sala e tornou rentável o que sabiam e gostavam de fazer: se reunir em torno da mesa para curtir a família e apreciar a especialidade da avó, os bolos caseiros.

O negócio deu certo e o segundo passo foi a expansão por meio das franquias. Hoje, são mais de 340 lojas espalhadas pelo Brasil. No Nordeste, são oito unidades, sendo duas no Recife. Com o crescimento, a marca entrou no ranking das 50 maiores franquias do Brasil da ABF pelo segundo ano consecutivo. 

O número de unidades tende a crescer no Nordeste. Os planos de expansão da rede incluem a região. No levantamento feito pela empresa, há 15 cidades em potencial, totalizando 28 áreas. Apesar do interesse no estado não há previsão de quantas unidades serão inauguradas por aqui este ano. 

Mesmo com o crescimento e do interesse ainda há muita disparidade entre os valores investidos no negócio por homens e mulheres. Pelos dados do relatório “Mulheres Interessadas no Franchising”, entre o público feminino o percentual que busca franquias de até dez mil reais é maior do que entre os homens. São 57,4% das mulheres e 50,3% dos homens com capital nessa faixa. Já entre aqueles que se declaram interessados em uma faixa de investimento acima de 200 mil reais, o percentual de mulheres é quase cinco vezes menor que o de homens - 0,57% das mulheres para 2,5% dos homens.

“Infelizmente ainda existe uma disparidade muito grande entre a renda de mulheres e homens no Brasil. A renda das mulheres brasileiras é 42,7% menor que a dos homens, segundo o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud). Portanto, a capacidade de investimento tende a ser menor e elas tendem a ser mais conservadoras na decisão, principalmente dentro dessa faixa de investimento de até 10 mil reais, em que cada real faz a diferença”, comenta Daniela Moreira, diretora editorial do Guia Franquias de Sucesso.

domingo, 10 de fevereiro de 2019

Pernambuco | Microempresa terá incentivos para crescer, diz secretário estadual

Alberes Lopes, secretário de Micro e Pequena Empresa,
Qualificação e Trabalho de Pernambuco
Foto: Divulgação

Pernambuco é um dos estados com a maior taxa de desocupados do Brasil. Segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio (Pnad) Contínua, do IBGE, o percentual local de desocupados é de 16,7%, enquanto a taxa do Brasil é de 11,9%. Em números absolutos, esse percentual equivale a nada menos que 703 mil pessoas sem trabalho. 

É diante desse cenário desafiador que o jovem administrador de empresas e vereador licenciado de Caruaru, Alberes Lopes, assume a Secretaria do Trabalho, Emprego e Qualificação de Pernambuco pelos próximos quatro anos. E para saber um pouco de que forma pretende conduzir os trabalhos à frente da pasta, a Folha de Pernambuco conversou com o gestor, que aos 36 anos é um dos mais jovens secretários a compor o primeiro escalão do governo Paulo Câmara.

Qual será a estratégia da Pasta para reduzir o número do desemprego em Pernambuco pelos próximos quatro anos?
Qualificação, incentivos à micro e pequenas empresas, com redução da burocracia, investir cada vez mais em parcerias com os municípios e na interiorização das nossas ações, além, é claro, de incentivar as operações de créditos para que essas empresas, as que mais empregam em Pernambuco, possam ou expandir ou começar um novo negócio.



O senhor fala em reduzir a burocracia na abertura de novas empresas. Como isso vai acontecer? 
Atualmente, o tempo para se abrir uma empresa em Pernambuco é de 45 dias. A nossa gestão trabalha com uma meta de reduzir esse número para 20 dias. Lembrando, claro, que esse prazo se refere à burocracia que compete ao Estado.

Além dessa redução no tempo de abertura de empresas no Estado, qual a meta da sua pasta com foco nesse micro e pequeno empresário pernambucano? 
O nosso estado será o primeiro a criar uma lei específica para as micro e pequenas empresas, que são as que mais empregam em Pernambuco. Além disso, estamos trabalhando com a nossa Agência de Fomento para promover quatro mil operações de créditos com menos burocracia nesses quatro anos para incentivar esse pequeno empreendedor a expandir ou iniciar o seu próprio negócio. 

Um dos principais pilares da sua secretaria é a qualificação. Neste sentido, quais os planos para ampliar os trabalhos de capacitação ofertados nos Expressos do Empreendedor?
Vamos expandir os Expressos Empreendedores, fazendo com que eles ampliem por cada região do Estado de acordo com a demanda de cada cidade. A nossa ideia é fazer com que cada região tenha a mão de obra qualificada por setor que precisar.

Como isso vai acontecer na prática? 
O nosso caso mais clássico é o da cidade de Floresta. Lá, por exemplo, tem produção de couro para exportação. No entanto, existia muita sobra de matéria-prima, que não era utilizada. Ao conhecer a realidade do local, buscamos desenvolver uma qualificação para que os trabalhadores pudessem aproveitar essa sobra e utilizá-la na fabricação de bolsas e sandálias, gerando, dessa forma, emprego e renda para a população local. Trata-se de um olhar diferente da qualificação, gerando oportunidades que até então não existiam. 

O senhor falou desse exemplo de Floresta. Olhando sobre esse ponto, podemos dizer que a sua gestão não vai olhar apenas para a capital, mas focar na interiorização?
Estamos trabalhando com a Amupe para abrir em todas as 12 regiões do Estado Expressos do Empreendedor. Desta forma, conseguimos conhecer e identificar a realidade e necessidade de qualificação de cada região. Ou seja, promover capacitação de acordo com a realidade de cada município.

Quais os planos para os jovens em sua gestão?
Em parceria com a Secretaria Estadual de Desenvolvimento Social, Criança e Juventude, de Sileno Guedes, traremos projetos para dentro dos expressos direcionados para os jovens. Ainda este ano, neste primeiro semestre, teremos novidades sobre esse assunto. 

O senhor está otimista com os próximos quatro anos?
Sim, pois a expectativa é que a economia comece a retomar o seu crescimento e as ações do governo do estado vão gerar novos postos de trabalho.

Da Folha de PE

domingo, 3 de fevereiro de 2019

Desemprego elevado faz disparar o número de microempreendedores individuais

Foto: Marlon Diego/Esp.DP
No ano passado foram abertas 2,6 milhões de novas empresas no País, uma quantidade 14% maior do que em 2017, segundo levantamento feito pela Boa Vista com base nos registros da Receita Federal. A maioria das novas companhias (77,3%) é formada por empresas no formato de Microempreendedor Individual (MEIs). São empresas praticamente de uma pessoa só, com faturamento anual de, no máximo, R$ 81 mil.

O aumento que houve no número de MEIs no ano passado em relação ao ano anterior foi 19,3%. É a maior variação no volume de novas MEIs desde 2013, quando o levantamento começou a ser realizado pela Boa Vista. 

Flávio Calife, economista da Boa Vista e responsável pelo levantamento, acredita que o número de MEIs cresceu acima da média do número total de empresas abertas no mesmo período por causa da reação ainda muito lenta do mercado de trabalho na abertura de vagas destruídas pela crise. "O desemprego elevado sustentou a abertura de MEIs", afirma.

Quando se avalia a composição das novas empresas por setor, o serviço liderou com 58,7%, seguido pelo comércio, com 32,9%. Calife diz que o serviço liderou porque esse é o setor mais flexível da economia. "Quem perde o emprego, abre uma consultoria", exemplifica o economista.

Quanto às regiões do País, a maior fatia de aberturas de novas companhias está em regiões com maior atividade econômica, como o Sudeste ( 15,6%) e o Sul (14,9%). Já o a região Norte ficou na lanterna, respondendo por apenas 2,1% do total de empresas abertas no período.

Da Agência Estado

domingo, 25 de novembro de 2018

Brasil pode ter colheita recorde de algodão neste ano

Foto: Reprodução/Agro Advisor
O Brasil deve fechar 2018 com recorde de exportação de algodão e se consolidar na segunda posição do mercado mundial da pluma. Nunca na história do país houve tanta colheita de algodão como na última safra: 2,1 milhões de toneladas. É uma quantidade atingida exatamente no momento em que ocorrem negociações externas em relação ao produto.

Enquanto o consumo doméstico é mantido estável em cerca de 700 mil toneladas, as exportações deverão alcançar 1,2 milhão de toneladas, um recorde que pode render a segunda posição do país no mercado internacional, ficando atrás apenas dos Estados Unidos.

já foi toda colhida e parte dela ainda estará sendo beneficiada até junho de 2019 antes de ser levada para fora do país, mas os embarques estão no auge sendo muito provável que antes do final do ano seja alcançado também o recorde de envio em um único mês, segundo o presidente da Associação Nacional dos Exportadores de Algodão (Anea), Henrique Snitcovski.

Ele informou que o maior volume total exportado até agora tinha ocorrido em 2011, com um volume de 1,03 milhões de toneladas e a maior remessa em um único mês foi em outubro do ano seguinte (188 mil toneladas). “O escoamento dessa safra vai fazer com o que o Brasil não apenas bata o recorde, mas também ultrapasse a Austrália e a Índia, tornando-se o segundo maior exportador atrás apenas dos Estados Unidos”, comemorou ele.

O dirigente acrescentou que, sozinho, os Estado Unidos têm uma oferta de 3,5 milhões de toneladas, ficando com cerca de 40% das vendas globais. E diante da guerra comercial entre os americanos e os chineses, que estão entre os maiores importadores, o Brasil pode ser beneficiado, acredita o presidente da Anea. “A China pode voltar a ser o nosso maior cliente”. No entanto, ele ponderou que os Estados Unidos estarão também aumentando a competitividade com os outros mercados. Hoje o Brasil ocupa a quarta posição no ranking mundial e os principais destinos são Bangladesh, o maior importador mundial, Vietnam, Indonésia, Coréia do Sul e Turquia.

Além dessa posição de importância no mercado mundial, Snitchovski destacou que as projeções são de se manter a produção brasileira em alta, dinamizando toda a cadeia dessa commoditie. Dados da Associação dos produtores do setor indicam que a previsão é a de aumentar em 19% a produção, elevando a colheita para 2,5 milhões de toneladas e uma expansão de 22% na área plantada devendo atingir 1,44 milhão de hectares. As maiores lavouras concentram-se entre o Mato Grosso e a Bahia.

Da Folha de PE

sábado, 18 de agosto de 2018

Desalento do trabalhador cresce em Pernambuco

Número de desalento cresce em PernambucoFoto: Alfeu Tavares / Folha de Pernambuco
O cozinheiro João Carlos Neto tem 54 anos e há dois está sem conseguir uma colocação no mercado de trabalho formal. Nesse meio tempo, inclusive, tentou trabalhar por conta própria fazendo jantar em domicílio, mas a dura crise econômica que atinge o Brasil há quase quatro anos minou os seus planos, assim como o seu ânimo em conseguir retornar ao mercado de trabalho. “Não vejo uma luz no fim do túnel para essa situação que o País enfrenta, por isso, desisti de procurar emprego”, desabafa o cozinheiro. 

Situação semelhante vive o mecânico industrial Rodrigo Carneiro da Silva, 34 anos, que está também há dois anos sem trabalhar. “Em todo esse tempo que passei sem trabalhar, procurei tanto que agora só me resta esperar. Hoje não vou mais em busca de emprego, mas se surgir, com certeza ficarei muito feliz em trabalhar”, revela. Histórias como a de João e Rodrigo se somam a dos 284 mil pernambucanos, que estavam há tanto tempo procurando sem encontrar um trabalho, que simplesmente desistiram e se juntam aos cerca de 710 mil desocupados em Pernambuco, o terceiro estado com a maior taxa de desocupados do País - 16,9%. 

Em todo o Brasil, a situação é ainda pior. De acordo com dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio (Pnad) Contínua trimestral, divulgada ontem, justamente no primeiro dia oficial de início da campanha para corrida eleitoral deste ano, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), no segundo trimestre encerrado em junho deste ano, mostra mais esse desafio que tanto o próximo presidente do País quanto o gestor estadual terão que vencer a partir do próximo ano - oferecer condições para que nada menos que 4,8 milhões de brasileiros deixem de se enquadrar no status de desalento, quando sem esperanças, desistem até de procurar um emprego.

Traçando um panorama antes e após a crise, é possível observar que o quanto o número de desempregados está associado ao aumento do número do desalento ao longo dos anos. De acordo com dados da Pnad Contínua, no 2° trimestre de 2014, 24,5% da população estava procurando trabalho. Hoje, quatro anos após, esse percentual é de 35,5%. Para o coordenador de trabalho e renda do IBGE, Cimar Azeredo, esse aumento da taxa de desocupação está diretamente ligada ao aumento do número do desalento no País e em Pernambuco. 

Segundo ele, em 2014, antes do início da crise, o contingente de desalentos no Estado era composto por 88 mil pessoas. Hoje, esse número é de 284 mil pessoas. “Estamos falando de um aumento de 323% em quatro anos no número de desalentos no Estado que está totalmente associado ao aumento do percentual de desocupados. Afinal, tem gene há tanto tempo na fila esperando por uma colocação, que uma hora essa pessoa vai cansar e sair dessa fila”, analisa o coordenador.

Embora o número do desalento em Pernambuco seja ainda muito grande, o Estado tem a menor taxa de desalento quanto comparada às unidades federativas que compõem o Nordeste, o que, de acordo com o economista da Fecomércio, Rafael Ramos, não minimiza a gravidade do problema. “São pessoas que demoraram tanto a conseguir uma vaga que desistiram de buscar emprego e isso reflete em inadimplência e confiança também. São pessoas que precisam de mais qualificação para aumentar as chances de voltar ao mercado, mas sem renda própria e sem oportunidade, dificilmente elas conseguem”, afirma Ramos. 

Para ele, o caminho para resolver a situação é apenas um: “A economia melhorar e crescer puxada por indústria e serviços, porque geram empregos mais sólidos. Isto, claro, somado a políticas públicas voltadas às pessoas desalentadas visando sua qualificação para desta forma, tornar mais fácil a inserção quando a economia voltar a crescer de fato”, conclui.

Da Folha de PE

quinta-feira, 26 de julho de 2018

Botijão de gás tem alta de 27% em um ano

Gás de cozinhaFoto: Reprodução/Internet
As famílias paulistanas estão gastando mais com o botijão de gás de 13 kg o que, consequentemente, corresponde a uma mordida maior no orçamento. Segundo levantamento do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), de julho de 2017 a junho deste ano, o preço do botijão subiu 26,91%.

Neste período, uma família com renda média de R$ 1.500 passou a gastar R$ 15 a mais com essa despesa. "O aumento afeta diretamente a taxa de inflação, elevando o custo de vida e depreciando o valor dos salários", diz o estudo.

O Dieese faz um recorte de renda familiar, que considera os 10% mais pobres. No estado de São Paulo, essa população tem renda mensal média de R$ 601,39 e, portanto, 10,8% de seus ganhos vão para bancar o botijão de gás, considerando o preço médio de R$ 65,07.

Os paulistanos mais pobres estão entre os menos afetados pelo encarecimento; no Maranhão, 59% dos rendimentos vão para pagar essa despesa. O botijão de 13 kg é envasado e vendido nas refinarias da Petrobras às distribuidoras. Entre janeiro de 2003 e agosto de 2015, o preço congelado em R$ 13,51. Em dezembro do ano passado, já estava em R$ 24,38.

Da Folha de PE

quinta-feira, 12 de julho de 2018

Conta de luz pode ter aumento de 0,5%

Aumento de 0,5% pode acontecer com aprovação do PL que destrava a venda de seis distribuidoras de energia das regiões Norte e Nordeste

Aprovado na Câmara Federal na última terça-feira, o Projeto de Lei (PL) que destrava a venda de seis distribuidoras das regiões Norte e Nordeste pode impactar no aumento de 0,5% da conta de luz dos consumidores, segundo cálculo da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). É que uma das emendas aprovadas no texto garante a isenção do pagamento da fatura por famílias de baixa renda. Com isso, um dos encargos sociais compostos na conta ficará mais alto para os demais consumidores brasileiros.

Caso o PL seja aprovado no Senado e sancionado pelo presidente o texto que foi concluído na Câmara, a Aneel informou que a isenção do pagamento da conta de luz para as famílias de baixa renda que consomem até 70 quilowatts-hora (kWh) por mês deve modificar o atual pagamento da Conta de Desenvolvimento Energético (CDE) de R$ 2,28 bilhões ao ano para R$ 3,02 bilhões por ano. Isso representa uma diferença na ordem de R$ 742 milhões, um impacto de 0,5% nas contas de luz. Ou seja, com o aumento do número de famílias que podem não pagar as faturas de energia, o CDE, que é um dos encargos inclusos na tarifa, terá aumento. De acordo com a Aneel, em Pernambuco, o novo valor entraria em vigor a partir da aprovação do reajuste anual da Companhia Energética de Pernambuco (Celpe) que acontecerá no próximo ano. 

Em paralelo, também na última terça-feira, o PL que trata da privatização do sistema Eletrobras foi anunciado pelo presidente da Câmara Federal, Rodrigo Maia, que não deve entrar em votação este ano. Segundo a assessoria da Câmara, Maia declarou em Plenário que o acordo político em relação à não votação do PL da Eletrobras está garantido, ou seja, “não votaremos o PL da Eletrobras este ano”. Para o deputado federal Danilo Cabral, que está à frente da Comissão Especial do processo, o acordo com o Governo Federal foi para a desobstrução da pauta. 

Governo cobra posição da Celpe e CEF

Com o recebimento de muitas queixas relacionadas à dificuldade para pagamento da conta de energia, a Secretaria de Justiça e Direitos Humanos (SJDH) decidiu cobrar de representantes da Companhia Energética de Pernambuco (Celpe) e da Caixa Econômica Federal (CEF) uma solução para o impasse. Em fiscalização realizada pelo Programa de Orientação e Proteção ao Consumidor (Procon-PE) nos pontos de atendimento para o pagamento na Região Metropolitana do Recife (RMR), dos mais dos 30 locais indicados pela Celpe, pelo menos 30% já estavam desabilitados.

Segundo a secretaria, os fiscais constataram que a maioria dos estabelecimentos presta o serviço de forma parcial. Além disso, muitos têm limitação de fichas por dia ou de valores. Os consumidores estão com dificuldade de realizar o pagamento da fatura de energia após a suspensão do contrato, que resultou no cancelamento do pagamento nas lotéricas. O Procon-PE concedeu um prazo de 48h para que a Celpe apresente uma alternativa para os postos inativos. Caso não cumpra a determinação, a empresa poderá ser multada. A companhia se comprometeu em fortalecer a rede própria e os pontos credenciados, além de instalar ainda este mês novos quiosques estratégicos para ampliar o atendimento à população. Por sua vez, a Caixa se prontificou a entrar em contato com os lotéricos para propor uma redução na arrecadação.

Da Folha de PE

terça-feira, 10 de abril de 2018

Medo do desemprego diminui no primeiro trimestre

DesempregoFoto: Fotos Públicas
O medo do desemprego diminuiu e o nível de satisfação aumentou no primeiro trimestre, revela pesquisa divulgada nesta segunda-feira (9) pela Confederação Nacional da Indústria (CNI). Segundo a CNI, os indicadores mostram que a população começa a perceber a recuperação da economia.

O Índice do Medo do Desemprego terminou março em 63,8 pontos, com queda de 2 pontos em relação ao nível registrado na pesquisa anterior, em dezembro. O Índice de Satisfação com a Vida encerrou março em 67,5 pontos, com alta de 1,9 pontos na comparação com o levantamento anterior, também divulgado em dezembro.

De acordo com a CNI, mesmo com o recuo, o indicador de expectativa em relação ao desemprego ainda está em níveis altos, bem acima da média histórica de 49,2 pontos. Para a entidade, a preocupação dos brasileiros ainda não reflete a recuperação da produção e do consumo porque o emprego normalmente é o último indicador a reagir em momentos de saída de crises econômicas.

Em relação ao Índice de Satisfação com a Vida, o valor obtido em março ainda está abaixo da média história de 67,5 pontos. Segundo a CNI, as pessoas começam a sentir os efeitos da melhora da economia e da queda da inflação, mas continuam menos satisfeitas que antes da crise econômica.

Segundo a CNI, os dois índices permitem antecipar as tendências do consumo das famílias. À medida que os dois indicadores melhoram (queda do medo do desemprego e aumento da satisfação pessoal), a população consome mais, impulsionando a recuperação da economia. O levantamento ouviu 2 mil pessoas em 126 municípios entre 22 e 25 de março.

Da Agência Brasil

segunda-feira, 4 de dezembro de 2017

Desigualdade de renda cai mais no Nordeste

Foto: Pixabay
Alguns dos Estados mais desiguais foram os que mais reduziram suas disparidades internas de renda nos últimos anos, aponta o estudo "Desigualdade no Brasil, uma Perspectiva Regional", de Carlos Góes e Izabela Karpowicz. No Maranhão, por exemplo, oitavo mais díspar, a desigualdade teve a maior queda, de 19%, entre 2004 e 2014.

Surpreende, no entanto, que São Paulo esteja entre os dez Estados mais desiguais, logo depois do Maranhão, e tenha conseguido reduzir a desigualdade em apenas 6%. No período, os três Estados onde a desigualdade caiu com mais força são do Nordeste: além do Maranhão, o Piauí e Pernambuco.

Segundo os pesquisadores, as contribuições mais decisivas para a queda da desigualdade vieram da elevação da escolaridade entre os mais pobres e da formalização do mercado de trabalho, além do programa Bolsa Família. O salário mínimo não entrou na conta porque varia pouco entre os Estados, logo não ajudaria a entender diferenças entre regiões.

Efeitos
O Amapá foi o único Estado em que a desigualdade ficou estável e se destaca também por se sustentar como outra exceção: pode ser considerado um Estado caro, com renda baixa. Uma família de classe média com quatro pessoas do Estado tinha renda total de R$ 2.000 ao mês em 2014.

Em Santa Catarina, lugar menos desigual do país e considerado relativamente barato, a renda total era o dobro. Com uma renda familiar de R$ 2.300, Alagoas e Piauí estão no grupo de Estados relativamente pobres e baratos. Foi nesses Estados que a desigualdade caiu mais.

Os pesquisadores lembram que os efeitos da crise econômica não foram capturados porque a pesquisa só vai até 2014. Ainda assim, dizem ambos, é importante conhecer as variáveis que afetaram a desigualdade nos últimos anos para que, em momentos como o atual, em que o ajuste nas contas do governo virou um dos problema mais discutidos do país, seja possível preservar os ganhos obtidos.

Segundo Góes, a questão fiscal precisa ser resolvida porque ela é o fundamento para estabilidade macroeconômica do país. "Considerando a necessidade de reformas e de limitar os gastos, temos que fazer escolhas", diz ele. "O melhor é que elas não contribuam para desigualdade."

Já Karpowicz admite que, dados os resultados da pesquisa e a necessidade de consolidação fiscal, o FMI está olhando como os salários dos servidores podem contribuir para atingir esses objeti- vos de um modo equitativo.

Da Folha de PE

domingo, 22 de outubro de 2017

Crescem as vagas temporárias em Pernambuco

Foto: Anderson Stevens
O fim do ano é tradicionalmente um período de grande movimentação e geração de empregos devido à proximidade das festas de Natal e Ano Novo. Este ano, com os sinais de recuperação da economia brasileira, a estimativa de contratação para vagas temporárias é positiva nas áreas do comércio - principalmente -, indústria e serviços. De acordo com a pesquisa realizada pela Associação Brasileira do Trabalho Temporário (Asserttem), em Pernambuco devem ser disponibilizadas 7,2 mil vagas temporárias, durante os meses de setembro e dezembro. A expectativa no acumulado deste último quadrimestre no estado é de um aumento referente a 5,4%, comparado ao mesmo período de 2016, que registrou a contratação de 6.826 trabalhadores temporários.

De acordo com o diretor regional da Asserttem no Nordeste, Cristian Giuriato, o período de admissão para essas vagas iniciou mais cedo este ano. “Os números voltaram a crescer e a demanda já começou no início de setembro, antes do previsto”, pontuou, acrescentando que em Pernambuco, cerca de 1,3 mil temporários foram contratados em setembro. As próximas previsões são de 1,5 mil admissões em outubro, 2 mil em novembro e 2,4 mil em dezembro. Nacionalmente, os números também são animadores. 

A pesquisa da Asserttem apresentou a estimativa de contratação de 374 mil trabalhadores temporários nos últimos quatro meses de 2017, um aumento de 5,4% em relação ao mesmo período de 2016, que registrou 355 mil temporários no mercado. Somente em dezembro, a contratação esperada é de 115 mil. Para o ramo do comércio, a previsão é de 55% do total de contratações, indústria deve registrar 36% e a área de serviços, 9%.

Para o economista da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Pernambuco (Fecomércio-PE), Rafael Ramos, já se observa um início de recuperação. 

“Neste fim de ano, a expectativa é de ter o melhor ano de vendas e de contratos temporários comparado a 2015 e 2016. E a previsão é de que 20% das vagas temporárias se tornem efetivas”, avaliou o economista.

Da Folha de PE

quarta-feira, 2 de novembro de 2016

Reajuste | Gás de cozinha pode ficar até R$ 4 mais caro

Imagem: Divulgação / Nogueirense.com
Prepare o bolso para um novo aumento. Depois da frustração de esperar pela redução de preços da gasolina, após a Petrobras reduzir os valores de venda às distribuidoras e amargar aumento na bomba, o consumidor deve arcar com um ajuste no valor do botijão de gás de cozinha. Isso porque a estatal alterou os contratos de fornecimento do Gás Liquefeito de Petróleo (GLP), reduzindo alguns subsídios dados a distribuidoras do produto, que passarão a arcar com os custos logísticos do produto. A nova dinâmica começou a valer ontem e pode representar um aumento de R$ 0,20 às distribuidoras. O mercado aposta num repasse de até R$ 4 ao preço final. 

Como os preços do produto no Brasil são livres, é decisão dos distribuidores ou dos revendedores repassar o preço para o consumidor final. A Petrobras avalia que o aumento não deve ultrapassar R$ 0,70 independentemente da região. No Recife, os preços de um botijão de 13 kg (uso residencial) variam de R$ 40 a R$ 50, com média de R$ 47,77 no estado. A média do Brasil é de R$ 55,43, segundo levantamento da Agência Nacional de Petróleo (ANP). A regra para o consumidor continua sendo a pesquisa. 

O Sindicato Nacional das Empresas Distribuidoras de Gás Liquefeito de Petróleo informou por meio de nota que ainda é irresponsável falar de aumento de preços. “É fato que a Petrobras notificou as empresas distribuidoras de GLP sobre novos preços que deverão ser praticados já no dia 1º de novembro de 2016 (ontem). Assim, concebemos que a causa do possível aumento deve ter relação com os novos contratos da Petrobras”, disse a comunicação. 

Da Agência Brasil

sexta-feira, 7 de outubro de 2016

LBV presta mais de 12 milhões de atendimentos e benefícios

Imagem: Divulgação/Reprodução
A Legião da Boa Vontade (LBV) alcançou a expressiva marca de 12.509.267 atendimentos e benefícios oferecidos à população de baixa renda em todo o Brasil em 2015. Milhares de pessoas receberam educação, cultura, alimentação e apoio nas áreas de saúde, segurança e trabalho, sempre com o diferencial da Espiritualidade Ecumênica, permeando toda atividade que a Instituição empreende. O balanço social da LBV é auditado há mais de duas décadas por auditores externos independentes, por iniciativa de seu diretor-presidente, José de Paiva Netto, muito antes de a legislação que exige essa medida entrar em vigor.

Com o imprescindível apoio de seus colaboradores, a LBV trabalha há mais de 66 anos para ajudar na transformação do país. Diariamente, ampara crianças, adolescentes, jovens, adultos, gestantes e idosos em situação de vulnerabilidade social, por meio de suas 80 unidades de atendimento compostas por lares para idosos, Centros Comunitários de Assistência Social e escolas. Desta maneira, fornece aos atendidos condições e informações a fim de que possam buscar os próprios direitos e, ainda, colaborar para a construção de uma sociedade melhor.

Saiba como ajudar:

Sua doação vale muito. Você pode se tornar um voluntário, ajudar a divulgar esta iniciativa ou, então, contribuir financeiramente e/ou com alimentos não perecíveis. Um simples gesto pode melhorar a vida de muita gente. Acesse www.lbv.org/doe ou ligue para 0800 055 50 99. A LBV também está nas redes sociais: youtube.com/LBV Brasil, facebook.com/LBVBrasil, twitter.com/LBVBrasil e instagram/LBV Brasil. Acompanhe, siga, curta e compartilhe!

Da LBV

sexta-feira, 19 de agosto de 2016

Cesta básica compromete 44,67% do salário mínimo, diz Procon-Pernambuco

Imagem: Divulgação/Reprodução-Internet
A pesquisa da Cesta Básica realizada pelo Procon-PE apontou que o valor gasto compromete 44,67%  do salário mínimo do trabalhador, representando cerca de R$ 393,09.  
Em julho, os itens que sofreram aumento nos preços na Região Metropolitana do Recife (RMR), em comparação aos preços no mês anterior, foram arroz, açúcar cristal, café em pó, cebola, alho, leite em pó, carne de charque, carne bovina, salsicha e margarina. No setor de limpeza doméstica subiram sabão em pó e lã de aço. Já em relação aos produtos de  higiene pessoal, registraram aumento o papel higiênico, creme dental, sabonete e absorvente higiênico. 

A pesquisa é realizada em 23 estabelecimentos da RMR, 11 no Cabo de Santo Agostinho, 12 em Vitória de Santo Antão e 20 em Caruaru. No Cabo, o estudo é feito separadamente devido à quantidade maior de empresas pesquisadas. A análise dos preços é feita em 27 itens, entre alimentação, limpeza doméstica e higiene pessoal.

A pesquisa toma como base a cesta básica mensal para uma família composta por quatro pessoas, sendo dois adultos e duas crianças.

Do Diario de PE

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