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sexta-feira, 21 de agosto de 2020

Taxa de desemprego cresce em Pernambuco em julho

(Foto: Marcello Casal Jr/Agëncia Brasil)
Pernambuco registrou crescimento na taxa de desemprego na variação mensal, passando de 12,6% em junho para 13,5% em julho. O resultado ficou acima da média nacional, que foi de 13,1% em julho, contra 12,4% em junho. Em maio, o estado havia apresentado percentual de 10,5%. Em Pernambuco, 490 mil pessoas estavam desempregadas e buscavam ativamente por um emprego no mês passado. Além disso, o número de pessoas ocupadas sofreu um recuo em 110 mil trabalhadores, saindo de 3,153 em junho para 3,264 milhões em julho. No Brasil, o total de pessoas desocupadas chegou a 123 milhões, 3,7% maior do que em junho. Os dados são da pesquisa Pnad Covid, divulgada pelo IBGE.

O percentual de pessoas ocupadas, mas afastadas do trabalho devido ao distanciamento social, foi de 9,9% em julho, apresentando queda em relação a junho, quando o percentual foi de 20,7%. Em termos absolutos, o número passou de 666 mil pessoas para 313 mil na variação mensal, recuo de 53%. Em maio, o resultado havia sido de 23,9%, um total de 940 mil pessoas. Porém, entre as pessoas ocupadas e afastadas, 169 mil pessoas deixaram de receber remuneração no mês passado, percentual de 37,3%, contra 56,9% em junho. No Brasil, julho registrou um contingente de 6,8 milhões de trabalhadores que estavam afastados do trabalho devido ao distanciamento social.

Pernambuco registrou 1,284 milhão de trabalhadores informais em julho, uma queda de 112 mil em relação ao mês anterior. Em percentual, a taxa passou de 42,8% para 40,7% na variação mensal. No Brasil, foram registradas 29 milhões de pessoas na informalidade em julho.

Em relação ao Auxílio Emergencial, Pernambuco foi o 10 estado com maior percentual de domicílios que receberam o benefício em julho, chegando a 57,9%. Em números absolutos, 1,773 milhão de lares receberam o auxílio, com valor médio de R$ 928, um aumento de R$ 2 em relação ao mês anterior. O estado ficou atrás de Amapá (68,8%), Maranhão (65,8%), Pará (64,5%), Alagoas (62,8%), Amazonas (62,6%), Piauí (61,7%), Bahia (59,8%), Ceará (58,8%) e Acre (58,5%). Na média brasileira, o percentual de domicílios que receberam auxílio relacionado à pandemia foi de 44,1%, contra 43% em junho. Já entre as regiões, a Nordeste foi a segunda com o maior percentual, com 59,6% dos domicílios, contra 58,9% em junho. O Norte teve o maior percentual, com 60,6% em julho, contra 60% no mês anterior.

segunda-feira, 21 de outubro de 2019

Os novos rumos de quem não tem conta em banco

Número de desbancarizados cresce no BrasilFoto: Léo Malafaia/Folha de Pernambuco
Se engana quem pensa que o uso de dinheiro em espécie está em queda. Hoje, R$ 820 bilhões já são movimentados por pessoas que preferem receber os valores em mãos, comprar fiado e negociar descontos em vez de ter uma conta em banco

No Brasil, 45 milhões de pessoas não possuem conta em bancos e movimentam R$ 820 bilhões com dinheiro em espécie, segundo pesquisa do Instituto Locomotiva. De acordo com o recorte, essas pessoas são habituadas a receber o dinheiro em mãos, comprar fiado e negociar descontos, representando uma fatia da população que olha os bancos como lugares inacessíveis.

Gente como a doméstica Maria José de Oliveira, que por não ter uma conta bancária, recebe em dinheiro e assim movimenta o que ganha. Para ela, ter banco não condiz com sua realidade financeira. “Eu sou uma pessoa muito humilde e devido a isso, se eu for ter conta em algum banco eu não vou poder juntar muito dinheiro para comprar algo que eu precise. O dinheiro em espécie me ajuda a movimentar melhor o que recebo”, revela dona Maria. Ela afirma, contudo, que nem sempre foi assim. “As vezes ter uma conta pode até ser melhor, para fazer uma poupança. Uma vez eu tentei, mas desisti, pois me senti muito mais confortável recebendo em espécie”, disse Maria.

De acordo com o presidente do Instituto Locomotiva, Renato Meirelles, quem prefere pagar em dinheiro tem menos necessidade de ser bancarizado. “Nossa pesquisa mostra que 29% dos desbancarizados dizem que não ter conta em banco porque preferem usar dinheiro em espécie. Essa preferência se explica principalmente por dois fatores: a possibilidade de barganhar descontos e o fato de que, com dinheiro vivo, fica mais fácil controlar os gastos do mês, porque as pessoas saem de casa com tudo contado”, explica Meirelles.

No entanto, ele admite que outros fatores ajudam a explicar o comportamento. “Por exemplo, muitos desbancarizados dizem não ter conta bancária por não ter dinheiro suficiente para movimentar ou por problemas passados com os serviços bancários. Isso se revela no fato de que 28 milhões de desbancarizados (62%) sequer têm intenção de abrir uma conta bancária no futuro”, completa o especialista.

Na visão do consultor econômico-financeiro, Tiago Monteiro, além da preferência por movimentar o dinheiro em espécie, entre os desbancarizados estão os que já possuíram conta bancária, mas deixaram o serviço. “As pessoas que já têm um conhecimento de bancos e quando saem optam pela desbancarização, fazem um movimento para as fintechs, instituições onde o dinheiro não é cobrado, ou se transferir para os bancos de investimentos, porque a população entende que o banco tradicional é caro”, conta Tiago.
  
O consultor coloca a dificuldade no acesso ao crédito como uma grande desvantagem de não ser cliente de um banco tradicional. “O lado negativo é que as pessoas sem conta em banco que não estão inseridas no mercado formal, não têm crédito por não ter movimentação, eles precisam juntar uma quantidade grande de dinheiro em um lapso de tempo grande para comprar algo mais caro”, atesta Monteiro. Continue lendo, clique AQUI!

sábado, 5 de outubro de 2019

Medo do desemprego cai e satisfação com a vida aumenta, diz pesquisa

Wilson Dias/Agência Brasil
Depois de dois aumentos consecutivos, o Índice de Medo do Desemprego caiu 1,1 ponto em relação a junho e ficou em 58,2 pontos em setembro. Com isso, o indicador está 7,5 pontos abaixo do registrado em setembro do ano passado.

Mesmo assim, continua acima da média histórica, que é de 50,1 pontos. As informações são de pesquisa divulgada hoje (3) pela Confederação Nacional da Indústria (CNI). O indicador varia de zero a cem pontos. Quanto mais alto o índice, maior é o medo do desemprego.

A maior queda no medo do desemprego foi verificada entre as pessoas com menor escolaridade e renda. Entre os que têm até a quarta série do ensino fundamental, o indicador caiu 5,4 pontos e saiu de 65,1 pontos em junho para 59,7 em setembro. Entre os que recebem até um salário mínimo, o medo do desemprego recuou 4 pontos, passando de 72,8 em junho para 68,8 em setembro.

O medo do desemprego é maior entre os moradores da região Nordeste, onde alcançou 69,7 pontos – a região foi a única a registrar aumento do medo do desemprego em setembro. O medo é menor no Sul, onde o indicador ficou em 47,7 pontos. No Sudeste, foi de 58,5 pontos e, no Norte/Centro-Oeste, de 49,3 pontos.

Satisfação com a vida
A pesquisa também mostra o grau de satisfação dos brasileiros com a vida. O índice de satisfação com a vida alcançou 69 pontos em setembro, 1,6 ponto acima do de junho.

O indicador, que é 3,1 pontos superior ao de setembro do ano passado, também está abaixo da média histórica de 69,6 pontos.

A satisfação com a vida aumentou em todas as regiões do país. A satisfação com a vida é maior no Sul, onde alcançou 71 pontos. No Nordeste ficou em 68,1 pontos, no Sudeste foi de 68,8 pontos e, no Norte/Centro-Oeste, de 68,6 pontos.

Esta edição da pesquisa trimestral ouviu 2 mil pessoas em 126 municípios entre os dias 19 e 22 de setembro.

Da Agência Brasil

domingo, 18 de agosto de 2019

Brasil tem 45 milhões de desbancarizados, diz pesquisa

DinheiroFoto: Reprodução/Pixabay
Os brasileiros que não movimentam a conta bancária há mais de seis meses ou que optaram por não ter conta em banco movimentam R$ 817 bilhões por ano

Pesquisa realizada pelo Instituto Locomotiva revela a existência no Brasil de 45 milhões de desbancarizados, ou seja, brasileiros que não movimentam a conta bancária há mais de seis meses ou que optaram por não ter conta em banco. Isso significa que de cada três brasileiros, um não possui conta bancária. De acordo com a sondagem, esse grupo movimenta anualmente no país mais de R$ 800 bilhões.

Na avaliação do presidente do Instituto Locomotiva, Renato Meirelles, a conclusão evidente do levantamento é que o Brasil sairia mais rápido da crise econômica se a bancarização crescesse. “É muito ruim para a economia brasileira. Ficou definido na pesquisa que os bancos que operam no país ainda não falam com uma parcela significativa da população e que muitas dessas pessoas que não têm conta em banco são empreendedores, entre os quais ambulantes e trabalhadores autônomos, que precisariam estar mais inseridos na economia formal.

Meirelles explicou que como essas pessoas não têm acesso ao crédito, precisam esperar até três anos para juntar dinheiro suficiente para comprar uma geladeira, um aparelho celular ou trocar de televisão, por exemplo. Se tivessem acesso ao crédito, poderiam parcelar essas compras de modo a ter hoje esse bem. Segundo ele, isso faz a economia girar. Com essa parcela gigantesca de desbancarizados, Meirelles estimou que a economia brasileira vai demorar ainda um tempo para reaquecer.

Mulheres
Realizada em maio deste ano com 2.150 brasileiros de 16 anos ou mais em 71 cidades do país, a pesquisa mostra que os desbancarizados representam 29% da população adulta do Brasil. Seis em cada dez desbancarizados são mulheres, isto é, a parcela feminina representa 59% do total, contra 41% de homens.

Da Agência Brasil

quinta-feira, 4 de julho de 2019

Medo do desemprego aumenta e satisfação com a vida diminui, diz CNI

DesempregoFoto: Paullo Allmeida/Folha de Pernambuco
Pesquisa da Confederação Nacional da Industria indica queda na satisfação com a vida e índice do medo do desemprego acima da média histórica

O medo do desemprego aumentou e a satisfação com a vida diminuiu entre os brasileiros. É o que revela a pesquisa da Confederação Nacional da Industria (CNI), divulgada nesta quarta-feira (3). O índice do medo do desemprego cresceu 2,3 pontos em relação a abril e alcançou 59,3 pontos em junho.

O indicador está acima da média histórica, que é de 49,9 pontos, mas está 8,6 pontos menor do que o registrado em junho de 2018. Segundo a CNI, o medo do desemprego vem aumentando desde dezembro do ano passado, quando atingiu o valor mínimo nos últimos cinco anos.

Para a entidade, a situação está um pouco melhor do que há um ano, mas, ainda assim, há uma certa frustração com o mercado de trabalho que, na verdade, reflete o fraco desempenho da economia. Em nota, a CNI afirma que “para reverter essa situação, é preciso, fundamentalmente, que o Brasil volte a criar empregos”.

De acordo com a pesquisa, o medo é maior entre as pessoas com mais de 45 anos de idade e com menor grau de instrução. Entre os brasileiros que têm entre 45 e 54 anos, o índice do medo do desemprego subiu 7,1 pontos frente a abril e ficou em 60,1 pontos em junho. Entre as pessoas cujo grau de instrução vai até a quarta série do ensino fundamental, o medo do desemprego aumentou 6,1 pontos na comparação com abril e atingiu 65,1 pontos em junho.

Os dados mostram ainda que o medo do desemprego é maior no Nordeste, onde o índice alcançou 66 pontos em junho. Já a região Sul apresenta o menor índice, 47,9 pontos, abaixo da média nacional.

Satisfação com a vida

A frustração dos brasileiros nestes primeiros meses de 2019 também aparece no índice de satisfação com a vida. O indicador caiu 0,5 ponto na comparação com abril e ficou em 67,4 pontos em junho, abaixo da média histórica de 69,6 pontos. Mesmo assim, está 2,6 pontos acima do verificado em junho de 2018.

A queda na satisfação com a vida é maior entre as pessoas que têm curso superior. Nesse estrato da população, o índice caiu de 71,4 pontos em abril para 68,6 pontos em junho.

De acordo com a CNI, o acompanhamento dos índices de satisfação com a vida e de medo do desemprego antecipa o que vai ocorrer com o consumo das famílias. Pessoas menos satisfeitas com a vida e com medo de perder o emprego tendem a reduzir o consumo, o que aumenta as dificuldades de recuperação da economia.

A pesquisa ouviu 2 mil pessoas em 126 municípios entre 20 e 23 de junho.

Da Agência Brasil

sexta-feira, 28 de junho de 2019

Comércio de Pernambuco tem fatia de 20% de participação no Nordeste

O setor do comércio que mais empregou no estado
foi o varejista, com 73,2%.
Foto: Nando Chiappetta/Arquivo DP
Pernambuco ganhou destaque no Nordeste com o crescimento de 13,6% da receita bruta de revenda em relação ao ano anterior, seguido pelo Maranhão (10,1%) e Paraíba (6,1%). Em participação na região, o estado tem uma fatia de 20,9%, atrás apenas da Bahia, com 26,8%. Os dados foram revelados pela Pesquisa Anual do Comércio (PAC), que é realizada anualmente pelo IBGE e retrata as características estruturais do segmento empresarial da atividade de comércio no país. 

O comércio varejista incrementou a sua importância no total da atividade comercial, segundo análise dos últimos 10 anos, tendo 45,77%. Por outro lado, o comércio de veículos, peças e motocicletas teve perda de representatividade, com 8,76%. 

O setor do comércio que mais empregou em Pernambuco foi o varejista, com 73,2%, seguido do comércio atacadista (17,3%) e comércio de veículos, peças e motocicletas (9,5%). A participação do pessoal ocupado no setor comercial no estado cresceu de 2,83% para 3,12% do Brasil, nos últimos 10 anos, o que representa uma alta de 95726 novos empregos no setor. 

Em relação ao salário médio mensal do comércio, o estado apresentou uma média de R$ 1.904,37. O setor que teve o maior salário médio mensal foi atacadista (R$ 2.524,16), enquanto o varejista apresentou o menor (R$ 1.746,98). Em 2017 Pernambuco tinha 46.982 estabelecimentos comerciais, o que representa 2,80% do Brasil. Nos últimos 10 anos a quantidade de estabelecimentos comerciais aumentou 27,26%.

Do Diario de PE

domingo, 26 de maio de 2019

83 milhões de brasileiros têm ao menos uma compra parcelada, aponta CNDL

Maquininha de cartãoFoto: Pxhere
No País, 82,7 milhões de brasileiros fizeram alguma compra parcelada no cartão de crédito, cartão de loja, crediário ou cheque pré-datado

Comprar parcelado é um hábito comum a mais de metade (53%) dos brasileiros adultos. Entre os produtos que os consumidores mais adquirem a prazo são os eletrônicos (65%), roupas, calçados e acessórios (44%), remédios (32%), alimentação fora de casa e delivery (26%) e compras de supermercado (26%). 

No País, 82,7 milhões de brasileiros fizeram alguma compra parcelada no cartão de crédito, cartão de loja, crediário ou cheque pré-datado no último mês de março. Entre os entrevistados, 39% disseram optar sempre pela menor quantidade de parcelas, enquanto que 34% preferem parcelar em mais vezes, no caso de não haver juros. 

Por sua vez, é preciso estar de olhos abertos e atentos às faturas para não entrar na lista de inadimplentes. A pesquisa é da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e ainda mostra que as compras levarão, em média, cinco meses para serem totalmente quitadas. 

O estudo revela que os consumidores aproveitaram a oferta de crédito para fazer compras. Seis em cada dez disseram ter comprado por impulso. Entretanto, na avaliação do educador financeiro do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC-Brasil), José Vignoli, os instrumentos de crédito podem ser um aliado do consumidor, desde que utilizados de forma planejada.

“O crédito permite às pessoas ampliarem seu poder de compra adquirindo produtos que levariam anos para serem comprados à vista. O problema é que se ele for utilizado sem responsabilidade e planejamento, essa dívida pode ser nociva à vida financeira do consumidor”, explica. 

Da Folha de PE

quarta-feira, 17 de abril de 2019

PIB fica estável no trimestre encerrado em fevereiro

Dados são do Monitor do PIB, divulgado pela FGV (RJ).Foto: Marcello Casal jr/Agência Brasil
O Produto Interno Bruto (PIB), que é a soma de todos os bens e serviços produzidos no país, ficou estável no trimestre encerrado em fevereiro, na comparação com o trimestre fechado em novembro do ano passado.

O dado é do Monitor do PIB, divulgado nesta quarta-feira (17), no Rio de Janeiro, pela Fundação Getulio Vargas (FGV).

Na comparação com o trimestre encerrado em fevereiro de 2018, no entanto, o PIB cresceu 1%, segundo a FGV. No acumulado de 12 meses, a alta é de 1,1%.

Considerando-se apenas fevereiro, houve queda de 0,4% na comparação com janeiro e alta de 2,3% na comparação com fevereiro do ano passado.

Na comparação do trimestre fechado em fevereiro com o trimestre encerrado em novembro, os serviços cresceram 0,3% e a agropecuária, 0,7%. Mas a queda de 0,7% da indústria, puxada principalmente pelo recuo de 4% da indústria extrativa mineral, fez com que a economia ficasse estável no período.

Pelo lado da demanda, o consumo das famílias cresceu 0,4%, o consumo do governo manteve-se estável e a formação bruta de capital fixo, isto é, os investimentos, recuou 2,3%.

Da Agência Brasil

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2019

Mulheres ocupam 69% dos cargos de liderança em comunicação empresarial

Foto: Reprodução/Pixabay

A pesquisa inédita Perfil da Liderança em Comunicação no Brasil, divulgada pela Associação Brasileira de Comunicação Empresarial (Aberje), mostra que apesar de ocupar 69% dos cargos de liderança na comunicação corporativa no Brasil, as mulheres representam 45% do total de cargos de direção ou vice-presidência nas empresas onde trabalham.


A pesquisa foi feita com 578 profissionais de 20 estados, dos quais 78% são empregados em empresas privadas de grande porte (62%), sendo 41% em multinacionais e 37% em companhias nacionais de todos os setores da economia, com destaque para o de serviços (27%), que inclui agências de comunicação. São Paulo abriga a maioria dessas lideranças (57%). Do total de participantes, 398 são mulheres. Setenta e quatro por cento dos profissionais estão contratados pelo regime da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) e 11% sob regime societário.

Embora as mulheres já estejam bem representadas nas empresas, o estudo mostra que é mais lento o processo para elas chegarem aos cargos de direção, informou o coordenador da pesquisa da Aberje, Carlos Ramello. Confira na íntegra, clique AQUI!

terça-feira, 18 de dezembro de 2018

Cesta natalina está mais cara neste ano, diz pesquisa do Procon-PE

Peru de NatalFoto: Alfeu Tavares/Folha de Pernambuco
A cesta natalina está mais cara neste ano. É o que aponta pesquisa realizada pelo Procon-PE divulgada nesta segunda-feira (17). De acordo com o órgão dos 35 produtos mais procurados nesta época do ano, 22 têm preços mais elevados em relação ao ano de 2017.

Os fiscais do Procon-PE pesquisaram 73 produtos em 12 estabelecimentos de Olinda e Recife, divididos nas categorias queijos e salames; panetones; carnes e peixes; biscoitos, bolos e chocolates; frutas secas e em calda; e vinhos e espumantes. 

O produto que apresentou maior aumento de preço foi o quilo do peru, que era encontrado por R$ 10,68 no ano passado e, neste ano, por R$ 13,98, uma diferença de 30,90%. Já o produto com maior redução de valor foi o quilo do queijo tipo provolone, que custava R$ 44,80 em 2017 e, neste ano, custa R$ 32,80, uma queda de 26,79%.

O Procon-PE alerta para a variação de preço do mesmo produto em estabelecimentos diferentes. Como é o caso dos vinhos tinto e seco, que apresentaram variação de 261,70%, sendo o mesmo produto encontrado por R$ 7,99 e R$ 28,90. O biscoito champanhe também apresentou grande diferença: 198,21%.

Da Folha de PE

quarta-feira, 5 de dezembro de 2018

Filhos influenciam cinco em cada dez pais na escolha dos presentes de Natal, mostra pesquisa da CNDL/SPC Brasil

Imagem: Divulgação/Reprodução
41% dos pais decidem em conjunto com os filhos qual presente comprar no Natal, enquanto 9% deixam a criança escolher sozinha; para não frustrar desejo dos filhos, 8% admitem possibilidade de não pagar alguma conta
A chegada do mês de dezembro é tradicionalmente acompanhada pela expectativa com o Natal, que movimenta o comércio e também faz a alegria das crianças. Um levantamento realizado pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) revela que, em metade dos casos (50%), os filhos participam, em alguma medida, do processo de escolha dos presentes que vão receber dos pais. De acordo com a pesquisa, 41% dos pais compartilham com os filhos a decisão de que presente levarão para casa, ao passo que outros 9% deixam as crianças decidirem sozinhas o presente que vão ganhar. Já 47% dos entrevistados centralizam a decisão, sem permitir a participação dos filhos no processo de compra.
Na avaliação do educador financeiro do SPC Brasil, José Vignoli, o envolvimento da criança no processo de escolha dos presentes pode ser saudável para a formação das crianças e uma oportunidade para ensinar noções básicas de educação financeira aos filhos. “Uma boa alternativa para os pais saberem lidar com os desejos e frustrações dos filhos é pedir a criança ou adolescente que faça uma lista daquilo que espera receber, podendo colocar vários presentes como opção, mas que respeitem um determinado limite de valor. Dessa maneira, os filhos percebem que essa não é uma decisão exclusiva deles, mas que precisa ser feita em acordo com os adultos, que trabalham e têm o controle do dinheiro dentro de casa”, explica o educador.
Vignoli ainda explica que é natural as crianças pedirem diversos presentes, ainda mais quando estão no convívio com outras crianças e também estimuladas pela propaganda. “Os pais não podem camuflar a realidade financeira dentro de casa para satisfazer a vontade da criança. Mesmo que seja no Natal, uma data simbólica e importante para muitas famílias. Aprender a lidar com frustrações é uma condição importante do desenvolvimento infantil e pode ajudar a criança a aprender o valor do dinheiro desde cedo. O ideal é que esse comportamento seja estimulado de forma contínua e não apenas no Natal. O assunto ‘dinheiro’ não deve ser tabu, os pais devem tratar disso sempre com seus filhos, ensinando-os a valorizar os recursos financeiros e usá-los com sabedoria, sem exceder o orçamento”, orienta.
8% dos pais admitem que podem não pagar alguma conta para satisfazer vontade dos filhos no Natal
A pesquisa ainda revela que alguns pais costumam tomar atitudes extremas para garantir que os filhos não fiquem sem os presentes de Natal desejados. De acordo com o levantamento, 8% dos pais entrevistados admitem que vão deixar de pagar alguma conta para satisfazer a vontade dos filhos neste Natal, sendo que 5% não sabem ao certo qual conta vão atrasar o pagamento e outros 3% admitem abrir mão de quitar a fatura do cartão de crédito.
Para o educador financeiro José Vignoli não é justificável que pais e mães acabem se complicando financeiramente para satisfazer as vontades das crianças. “O exemplo precisa vir de cima. Atitudes com essa colocam a situação financeira da família em risco e podem fazer com que muitos iniciem um novo ano no vermelho. O recomendável, é sempre comprar um presente de Natal que corresponde à realidade financeira da família”, alerta.
Metodologia
Inicialmente foram ouvidas 761 pessoas nas 27 capitais para identificar o percentual de quem pretendia ir às compras no Natal e, depois, a partir de 607 entrevistas, investigou-se em detalhes o comportamento de consumo no Natal. A margem de erro é de 3,5 e 4,0 p.p, respectivamente, para um intervalo de confiança de 95%. Baixa a íntegra da pesquisa em https://www.spcbrasil.org.br/pesquisas

segunda-feira, 6 de agosto de 2018

Venda de computadores cresce, após seis anos em queda

Imagem: Reprodução/Internet
São Paulo — O mundo da tecnologia não tem muita lógica. O que é novo hoje passa a ser velho amanhã e o que parecia fadado ao desaparecimento resiste ao passar dos anos. Até pouco tempo atrás, os especialistas davam como certo o fim dos computadores pessoais. Eles seriam substituídos por tablets e smartphones, com pouca chance de sobrevivência. Se câmeras digitais, aparelhos de GPS e DVD players sucumbiram aos telefones inteligentes, por que seria diferente com os computadores?

Esse fim parecia irreversível, mas indicadores de 2018 contrariaram todas as previsões. Depois de 6 anos de queda, as vendas de computadores pessoais voltaram a crescer. A retomada foi confirmada por dois estudos diferentes que sinalizam o renovado interesse pelos equipamentos.

Segundo uma pesquisa realizada pelo Instituto Gartner, os fabricantes enviaram às lojas de PCs, no segundo trimestre de 2018, 62,1 milhões de unidades, ou 1,4% acima do mesmo período do ano passado. O indicador não estava no azul desde 2012. Para a consultoria especializada em tecnologia International Data Corporation (IDC), os números são ligeiramente melhores: 62,3 milhões de computadores chegaram às lojas, ou 2,7% a mais do que no ciclo anterior.

O que explica o resultado? Para Eduardo Tancinsky, consultor especializado em marcas e tecnologia, os PCs estão longe de desaparecer. “Eles ainda são indispensáveis no mercado empresarial e provavelmente continuarão sendo por muito tempo”, diz o especialista. “Além disso, os dispositivos conseguiram acompanhar a evolução tecnológica e chegam aos consumidores com recursos sofisticados que atraem também o público jovem.”

Tancinsky, porém, ressalta que os números indicam mais estabilidade do que crescimento. “Parar de cair já é algo importante, mas considero um exagero falar em retomada. Pelo menos por enquanto.” No relatório de apresentação do estudo, Mikako Kitagawa, analista da Gartner, vai na mesma linha. “Os consumidores estão usando seus smartphones para tarefas cotidianas diárias, como checar as mídias sociais, calendários, bancos e compras, o que está reduzindo a necessidade de um PC”, disse Kitagawa.

Do Correio Braziliense

terça-feira, 17 de julho de 2018

Micro e pequenas são o primeiro emprego para 55% dos jovens

Carteira de TrabalhoFoto: Reprodução/Internet
Uma pesquisa realizada pela primeira vez pelo Sebrae aponta que 55% das pessoas que conseguiram seu primeiro emprego em 2017 no País foram contratadas por micro e pequenas empresas. É o equivalente a 775 mil pessoas, de acordo com dados do ano passado do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), compilados pelo Ministério do Trabalho.

Comércio de roupas, sapatos e acessórios, de produtos farmacêuticos e de alimentos contrataram um terço desses trabalhadores. Recrutar jovens é mais barato, mas exige, por outro lado, que o empreendedor dedique horas a mais para capacitar bem esse profissional.

"Como o pequeno empresário está muito mais envolvido com o dia a dia do negócio do que donos de grandes empresas, ele deve aproveitar essa chance de treinar a pessoa de perto, do seu jeito", afirma Paulo Fonseca, analista de gestão estratégica do Sebrae. Fonseca recomenda que em um primeiro momento, o empreendedor se capacite com bons cursos de gestão de pessoas, disponíveis tanto em plataformas à distância quanto em escolas de negócios.

Vale também incentivar o profissional a experimentar cursos gratuitos nas áreas de finanças, marketing, planejamento, vendas e o que mais ajudá-lo no dia a dia. Mais tarde, quando esse jovem conseguir assumir responsabilidades sem acompanhamento, aí vale gastar com treinamento fora da empresa.

Quem ainda não tem verba para contratar alguém em tempo integral pode testar funcionários intermitentes e criar uma relação de confiança com eles aos poucos, aponta Fonseca. É útil pedir indicações a amigos e parentes, já que custa caro fazer um processo seletivo formal, comum nas grandes empresas.

Da Folha de PE

segunda-feira, 11 de junho de 2018

Número de inadimplentes passou de 63 milhões em maio, aponta SPC Brasil

Inadimplência é um entrave na realização de novas operaçõesFoto: Bruno Campos/arquivo folha
Pesquisa sobre desperdício de alimentos aponta que 61% brasileiros descartam, semanalmente, um ou dois alimentos em perfeito estado. Quase metade (49%) dos entrevistados assumiram fazer isso diariamente. O levantamento foi feito pela empresa Unilever, com o apoio da Organização das Nações Unidas (ONU) para analisar o resultado.

A pesquisa, feita em escala global, ouviu 4 mil pessoas, sendo 2 norte-americanos, mil brasileiros e mil argentinos, com idades entre 18 e 64 anos, no período de agosto a setembro de 2017. Os participantes são responsáveis ou estão envolvidos no processo de decisão de compra e preparo da comida.

Cegueira de geladeira
Chamado de “cegueira da geladeira”, o hábito de não ver ou ignorar alimentos, é visto como um dos vilões do desperdício. Quem compra e desperdiça assume que o grande problema é a falta de inspiração (81%). Muitos olham para a geladeira, mas não sabem o que cozinhar ou comer (78%).

Outros vilões apontados pela pesquisa são comprar comida além do necessário (54%), pais que adquirem opções extras para satisfazer o gosto de diferentes membros da família (37%) e compra de alimentos diferentes dos habitual para testar, que acabam não agradando (31%).

Os tipos de alimentos mais desperdiçados são os perecíveis, como saladas (74%), vegetais (73%) e frutas (73%). Na hora de decidir se joga ou não fora, o brasileiro leva em conta cheiro e aparência (85%) e prazo de validade expirado (83%).

Segundo a ONU, por ano, são desperdiçados 1,3 bilhão de toneladas de alimentos no mundo. No Brasil, são descartadas cerca de 41 mil toneladas diariamente, o que daria para alimentar 25 milhões de pessoas por dia.

Da Folha de PE

quarta-feira, 2 de maio de 2018

Faturamento real da indústria cai 2,5% em março ante fevereiro, diz CNI

Foto: pixabay/Reprodução
Após dois meses consecutivos de crescimento, o faturamento industrial voltou a cair em março, de acordo com dados divulgados nesta quarta-feira (2) pela Confederação Nacional da Indústria (CNI). Na comparação com o mês anterior - e excluindo os efeitos de calendário -, as vendas das fábricas brasileiras caíram 2,5% no terceiro mês deste ano.

Ainda assim, o volume faturado em março pelo setor foi 1,6% superior ao registrado no mesmo mês de 2017. Considerando as vendas de janeiro a março de 2018, o desempenho foi 6,2% superior ao do mesmo período do ano passado.

"A pesquisa evidencia que a indústria segue enfrentando dificuldades e que sua recuperação continua lenta. Março costuma ser um mês de atividade industrial mais forte, na comparação com o primeiro bimestre", considerou a CNI, no documento. 

Além do menor faturamento, houve redução na quantidade de horas trabalhadas na indústria em março, com queda de 0,9% em relação a fevereiro. Essa foi o segundo mês consecutivo de recuo no indicador.

Em relação a março de 2017, houve um declínio de 0,7% nas horas trabalhadas. Mas, no acumulado de 2018 até março, o tempo de trabalho na produção foi 0,5% maior que o verificado no primeiro trimestre do ano passado.

Em março, a Utilização da Capacidade Instalada (UCI) no parque industrial brasileiro evoluiu 0,2 ponto porcentual, passando de 78,0% para 78,2% (de acordo com dado ajustado). Em março de 2017 a UCI estava em 77,0%.

Da Agência Estado

terça-feira, 10 de abril de 2018

Medo do desemprego diminui no primeiro trimestre

DesempregoFoto: Fotos Públicas
O medo do desemprego diminuiu e o nível de satisfação aumentou no primeiro trimestre, revela pesquisa divulgada nesta segunda-feira (9) pela Confederação Nacional da Indústria (CNI). Segundo a CNI, os indicadores mostram que a população começa a perceber a recuperação da economia.

O Índice do Medo do Desemprego terminou março em 63,8 pontos, com queda de 2 pontos em relação ao nível registrado na pesquisa anterior, em dezembro. O Índice de Satisfação com a Vida encerrou março em 67,5 pontos, com alta de 1,9 pontos na comparação com o levantamento anterior, também divulgado em dezembro.

De acordo com a CNI, mesmo com o recuo, o indicador de expectativa em relação ao desemprego ainda está em níveis altos, bem acima da média histórica de 49,2 pontos. Para a entidade, a preocupação dos brasileiros ainda não reflete a recuperação da produção e do consumo porque o emprego normalmente é o último indicador a reagir em momentos de saída de crises econômicas.

Em relação ao Índice de Satisfação com a Vida, o valor obtido em março ainda está abaixo da média história de 67,5 pontos. Segundo a CNI, as pessoas começam a sentir os efeitos da melhora da economia e da queda da inflação, mas continuam menos satisfeitas que antes da crise econômica.

Segundo a CNI, os dois índices permitem antecipar as tendências do consumo das famílias. À medida que os dois indicadores melhoram (queda do medo do desemprego e aumento da satisfação pessoal), a população consome mais, impulsionando a recuperação da economia. O levantamento ouviu 2 mil pessoas em 126 municípios entre 22 e 25 de março.

Da Agência Brasil

domingo, 1 de abril de 2018

52% dos desempregados desistiram de algum projeto ou sonho de consumo, revela pesquisa do SPC Brasil e CNDL

Desemprego provocou queda no padrão de vida para seis em cada dez brasileiros sem trabalho. Bicos e trabalho temporário são alternativa para 33% conseguirem pagar contas. Dívidas atrasadas dos desempregados chegam a quase R$ 2 mil
Uma pesquisa realizada pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) com brasileiros que estão sem trabalho revela que a situação de desemprego forçou muitos desses consumidores a interromper planos e modificar seus hábitos de consumo. De acordo com o levantamento, mais da metade (52%) dos desempregados no país teve de abandonar algum projeto que possuía ou desistir da aquisição de um sonho de consumo em virtude da demissão.
Os casos mais comuns foram deixar de fazer reserva financeira (28%), voltar atrás no plano de reformar a casa (25%), desistir de comprar ou trocar o carro (17%) e deixar de comprar móveis para a residência (17%). Há ainda pessoas que interromperam planos de abrir o próprio negócio (16%), realizar uma faculdade ou pós-graduação (14%) e fazer uma grande viagem (13%). Apenas 9% dos entrevistados não tiveram de abandonar um projeto em decorrência do desemprego, enquanto outros 38% nem sequer tinham algum sonho.
“O orçamento mais apertado como consequência do desemprego impede o consumidor de seguir com seus projetos porque isso impacta na confiança e na certeza do dia de amanhã. Se ele enfrenta dificuldades para se recolocar no mercado, terá de abrir mão não apenas de alguns confortos, mas até mesmo interromper metas importantes. É uma realidade dura que muitos brasileiros estão enfrentando atualmente”, afirma a economista-chefe do SPC Brasil, Marcela Kawauti.
59% diminuíram padrão de vida após perderem emprego; cortes mais expressivos foram vestuário e saídas para bares e restaurantes
Sem poder contar com a renda total que tinham, muitas dos desempregados chegaram à conclusão de que era preciso adaptar-se uma nova realidade. Apenas 31% dos desempregados têm conseguido manter o mesmo padrão de vida da época em que estavam trabalhando, enquanto a maioria (59%) mudou seu padrão de vida.
Segundo dados da pesquisa, a maioria deles teve de frear gastos. Os cortes mais expressivos foram na aquisição de roupas, calçados e acessórios (65%), saídas para bares e baladas (56%), deliveries e comida fora de casa (56%) e alimentos supérfluos, como carnes nobres, bebidas e iogurtes (52%). Atividades de lazer (52%) e gastos com salão de beleza (45%) completam a lista das principais contenções.
Em sentido oposto, para alguns tipos de compromissos, não houve corte no consumo. Como foi o caso das contas de água e luz (65%), produtos de higiene, limpeza e alimentação básica (64%), planos de internet (49%), telefonia (45%) e TV por assinatura (40%). Há também 32% de desempregados que mantiveram plano de saúde, mesmo com a falta de renda.
De acordo com a pesquisa, 46% dos desempregados passaram a pedir dinheiro emprestado a amigos ou familiares para cobrir as despesas quando o orçamento familiar não é suficiente e 30% tiveram de recorrer ao cartão de crédito para conseguir comprar tudo o que precisam.
Ficar desempregado forçou 63% a trocarem marca na hora das compras; 26% sentem dificuldade de conseguir crédito
A pesquisa também mostra que a situação de desemprego estimulou, de certa forma, parte dos consumidores a serem mais prudentes em relação às finanças pessoais, ao mesmo tempo em que passaram a se esforçar ainda mais para encontrar melhores oportunidades de compra no dia a dia. Nesse sentido, o levantamento revela que por conta do desemprego, 68% dos entrevistados passaram a fazer mais pesquisas de preços e 63% trocaram marcas com as quais estavam habituadas por outras mais baratas. Outro hábito que ficou mais frequente na realidade dos desempregados é pechinchar na hora das compras (62%).
“Infelizmente, a mudança de hábitos só surge para alguns na hora do aperto. É preciso exercer o controle da vida financeira de forma natural, independentemente do tamanho da renda. Quem se prepara para imprevistos, sofre menos em um momento como esse”, explica o educador financeiro do portal ‘Meu Bolso Feliz, José Vignoli. Um dado preocupante é que apenas 19% dos desempregados entrevistados possuem reservas financeiras, sendo que 66% precisaram fazer uso desse dinheiro após a demissão.
O levantamento descobriu que em virtude do desemprego, 26% dos entrevistados passaram a enfrentar mais dificuldades para realizar compras a crédito e 42% nem mesmo tentaram comprar parcelado.
Bicos e trabalho temporário são principal fonte de sustento para 33% dos desempregados brasileiros
Um terço (33%) dos brasileiros que estão sem emprego atualmente fazem bicos e trabalhos temporários, geralmente informais, para sobreviver, enquanto 29% contam com a ajuda financeira de familiares ou amigos e 7% recebem auxílio do Bolsa Família. Apenas 2% estão se utilizando de alguma reserva ou investimento que possuem.
Os bicos realizados para manter-se são diversos, incluindo os serviços gerais – manutenções, pedreiro, pintor, eletricista etc (21%), produção de comida para vender – como marmita, doces e salgados (11%), serviços de diaristas e lavagem de roupa (11%) e serviços de beleza, como manicure e cabelereiro (8%).
“Nos últimos meses, a criação de trabalhos informais é maior que a de vagas com carteira assinada. Esse aumento visível na informalidade mostra que a crise e o desemprego obrigaram mais pessoas a buscarem alternativas para constituir renda”, destaca a economista chefe do SPC Brasil, Marcela Kawauti.
Entre os desempregados que fazem bicos para se manter, a média de dedicação é de três dias por semana. E essa falta de assiduidade pode não ser apenas uma questão de escolha, e sim de escassez de oportunidades, pois apenas 12% dos que fazem bicos consideram que está fácil conseguir esses trabalhos. “O jeito muitas vezes é improvisar, pedir ajuda aos amigos ou familiares, arranjar ocupações temporárias e partir para a informalidade. Ou seja, fazer de tudo para reinventar-se e conseguir pagar as contas”, afirma a economista Marcela Kawauti.
41% dos desempregados estão com contas em atraso e dívida média chega a quase R$ 2 mil
O estudou também investigou as condições financeiras dos desempregados e descobriu que quatro (41%) em cada dez desempregados possuem contas em atraso atualmente, sendo que 27% estão com o nome negativado em serviços de proteção ao crédito. Os compromissos mais atrasados são parcelas no cartão de loja (25%), faturas do cartão de crédito (21%), contas de luz (19%), contas de água (15%) e parcelas do carnê ou crediário (11%). De forma geral, o tempo médio de atraso das dívidas é de quase sete meses e o valor da dívida chega a R$ 1.967,00, em média. Além das dívidas atrasadas, o estudo descobriu que 17% dos entrevistados possuem prestações a pagar nos próximos meses, fato que pode prejudicar a manutenção do orçamento em dia.
“As dívidas podem se tornar um pesadelo financeiro para quem está sem fonte de renda. Além de ver seu padrão de vida comprometido, o desempregado tem poucas opções para arcar com as despesas do mês, que vão se acumulando cada vez mais, causando desequilíbrio do orçamento e das finanças pessoais”, alerta a economista Marcela Kawauti.
Metodologia
Foram entrevistados pessoalmente 600 brasileiros desempregados acima de 18 anos, de ambos os gêneros e de todas as classes sociais nas 27 capitais. A margem de erro geral é de 4,0 pontos percentuais para um intervalo de confiança a 95%. Acesse a pesquisa na íntegra e a metodologia em https://www.spcbrasil.org.br/imprensa/pesquisas

segunda-feira, 5 de março de 2018

87% das empresas do Brasil pretendem contratar funcionários em 2018, diz estudo

Foto: Google Imagens/Reprodução
A tendência é de que abram mais vagas no setor de engenharia e manufatura (23,56%), minério e energia (15,38%) e varejo e consumo (13,46%)

Um levantamento feito pelo Hays, um grupo internacional de recrutamento, mostrou que 87% das empresas do Brasil pretendem contratar funcionários em 2018. A tendência é de que abram mais vagas no setor de engenharia e manufatura (23,56%), minério e energia (15,38%) e varejo e consumo (13,46%).

A pesquisa mostrou ainda que, mesmo com a reforma trabalhista, que permitiu a contratação temporária, 72% dos cargos esperados serão permanentes. Segundo o estudo, para a maioria das empresas será importante fornecer os benefícios para atrair trabalhadores, como plano de saúde (92%), flexibilidade no horário de trabalho (67%) e home office (51%).

O grupo Hays mostrou ainda que 32% dos empregados estão preocupados com a rotatividade da empresa. Em 2017, 50% dos entrevistados considerou mudar de emprego, principalmente pela insatisfação com os salários. Entre 2016 e 2017, 60% das empresas demitiram. A pesquisa ouviu 250 empresas de todos os portes e analisou a percepção de 2,5 mil profissionais.

Do Correio Braziliense

segunda-feira, 22 de janeiro de 2018

Brasileiros de todas as classes têm dificuldade para poupar, diz SPC Brasil

PoupançaFoto: internet
Poupar dinheiro não é um hábito do consumidor brasileiro, mem mesmo entre aqueles que têm renda maior. É o que diz o Indicador Mensal de Reserva Financeira. Os dados mostram que, em cada 10 brasileiros com renda superior a cinco salários mínimos (R$ 4.690), apenas três (30%) conseguiram encerrar o último mês de novembro com sobras de dinheiro.

No total, 66% das pessoas que fazem parte das classes A e B não foram capazes de guardar nenhuma parte dos rendimentos e 4% não sabem ou não responderam. Apurados pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL), os dados foram divulgados nesta sexta-feira (19) em São Paulo.

Considerando a população de todas as classes sociais, a proporção dos que conseguem guardar dinheiro é ainda menor. Somente 20% conseguiram fechar novembro com sobras contra 70% de não poupadores. Entre aqueles que conseguiram guardar dinheiro em novembrom e que sabem o valor guardado, a média é de R$ 400,57.

“A conjuntura econômica é um fator que contribui fortemente para que as pessoas terminem o mês sem dinheiro para investir, mas a falta de disciplina e de controle das finanças também é um grande entrave. O consumidor deve ter em mente que um orçamento controlado pode fazer toda a diferença no fim do mês. O ideal não é poupar somente o que sobra no fim do mês, mas sempre reservar uma quantia fixa”, afirma a economista-chefe do SPC Brasil, Marcela Kawauti.

Exemplo desse comportamento é que apenas 5% dos poupadores reconhecem guardar sempre a mesma quantia todos os meses. Um quarto (25%) guarda apenas o que sobra no orçamento quando termina de pagar todas as contas. “Se o consumidor deixar para poupar o que sobra, é mais difícil ceder aos apelos de consumo. O mais indicado é dividir o orçamento em gastos obrigatórios, gastos com lazer e com daquilo de que se gosta e uma parte para investimentos, que precisa ser sagrada e ter objetivos distintos”, explica o educador financeiro do portal Meu Bolso Feliz, José Vignoli.

Leia a matéria completa, clique AQUI.

segunda-feira, 20 de novembro de 2017

Pesquisa indica que 40% dos consumidores pretendem comprar na Black Friday

Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil
A oitava edição da Black Friday, que ocorrerá na próxima sexta-feira (24), deve consolidar o evento como uma das principais datas de vendas do comércio brasileiro. As estimativas apontam um volume de negócios próximo de R$ 2,2 bilhões, 20% a mais que em 2016. No entanto, o consumidor brasileiro ainda demonstra desconfiança com a Black Friday, como revela pesquisa realizada pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e da Confederação Nacional dos Dirigentes Lojistas (CNDL).

Segundo o levantamento, que ouviu 1.616 pessoas nas 27 capitais brasileiras, 39% dos consultados planejam fazer compras durante a promoção, enquanto 43% também querem comprar, mas vão analisar os preços antes. O índice reflete a dúvida surgida nas edições anteriores de que parte das lojas simulava descontos e, na verdade, cobrava os mesmos preços de antes, ou oferecia reduções muito pequenas.

Esse receio provou reações de instituições de defesa do consumidor. No ano passado, por exemplo, ação do Ministério Público da Paraíba levou à prisão de quatro gerentes de lojas pela suspeita de fraude. Em São Paulo, desde 2013 o Procon faz levantamento prévio de preços dois meses antes do evento para combater fraudes. “O tamanho do desconto depende de que se faça pesquisa desde já, anotando e comparando os resultados da busca. É um exercício que exige paciência e certa disciplina”, diz a economista-chefe do SPC Brasil, Marcela Kawauti.

Apesar da desconfiança, em geral, o consumidor gosta da promoção. Numa escala de 1 a 10, a satisfação com a Black Friday do ano passado foi de 7,3. Em 2015, havia sido 8,5. E 85% dos consultados consideram que valeu a pena comprar na liquidação.

A pesquisa revela também que os consumidores consideram gastar cerca de R$ 1 mil este ano. Smartphones (29%), roupas (28%) e eletrodomésticos (25%) lideram o desejo de compra. Os ambientes preferidos são os sites de lojas nacionais (56%) e os shopping centers (23%). Os consumidores que pretendem comprar apenas no dia da Black Friday somam 40%, enquanto 26% calculam que vão adquirir produtos ao longo de novembro.

Da Agência Brasil

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