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quarta-feira, 11 de dezembro de 2019

Amigo secreto deve movimentar R$ 7,5 bilhões na economia, mostra pesquisa CNDL/SPC Brasil

Presente de Amigo SecretoFoto: Pixabay
Tradicional brincadeira de fim de ano, o Amigo Secreto deve injetar cerca de R$ 7,5 bilhões na economia do País. O dado é de pesquisa divulgada esta quarta-feira (11) pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil). Quatro em cada dez consumidores pretendem participar e gastar, em média, R$ 67,70 com os presentes.

O levantamento, feito em todas as capitais do Brasil, mostra que 42% dos consumidores que vão presentar no Natal devem aderir à brincadeira, são nove pontos percentuais a mais que o registrado em 2018. Ao todo, cerca de 66,3 milhões devem participar de pelo menos um Amigo Secreto no trabalho ou na família.

Entre as principais motivações apontadas pelos entrevistados para participar estão gostar desse tipo de celebração (59%) e considerar a brincadeira uma boa maneira de se economizar com presentes (36%). Apesar de afirmarem não gostar de Amigo Secreto, 12% dos entrevistados sinalizaram que participam apenas para não serem vistos como antissociais.

Praticamente metade dos entrevistados (49%) pretendem participar de apenas um evento e outros 39% de dois. Em média, os consumidores pretendem participar de quase dois eventos de amigo secreto. A maioria (72%) realizará a brincadeira entre os familiares, seguidos daqueles que farão o amigo secreto entre amigos (38%) e colegas de trabalho (29%).

Já os que optaram em ficar fora das brincadeiras representam 40% e outros 17% não decidiram. Considerando os que não participarão desse tipo de confraternização, 48% garantem não gostar da brincadeira. Outros 35% disseram que parentes, amigos e colegas de trabalho não têm costume de fazer Amigo Secreto e 17% alegam não ter dinheiro.

Do SPC Brasil

terça-feira, 26 de novembro de 2019

Inadimplência das empresas cresce 5,55% em outubro; dívida média é de R$ 5.562, dizem CNDL/SPC Brasil

Crescimento em outubro é o segundo maior do ano; maioria das pendências é com setor de serviços

Dados da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) mostram que as empresas inadimplentes no país encerraram o último mês de outubro com uma dívida média de R$5.561,98. De modo geral, mais da metade (56%) das empresas que estão negativadas no Brasil possuem pendências que somadas superam a cifra de R$ 1.000,00. Cada empresa inadimplente tem, em média, dois compromissos não quitados.

Ainda de acordo com o levantamento, houve um aumento de 5,55% na quantidade de empresas com contas atrasadas no país em outubro, o que representa a maior alta desde janeiro deste ano, quando o crescimento observado havia sido de 5,91%. Por outro lado, o número de outubro deste ano é inferior ao do mesmo mês do ano passado, quando a alta fora de 7,26% no crescimento de empresas negativadas por falta de pagamento.

Na avaliação do presidente da CNDL, José Cesar da Costa, embora melhor do que no auge da crise, a atividade econômica segue enfraquecida, o que vem prejudicando o faturamento das empresas e, consequentemente, a sua capacidade de pagamento. “A dificuldade dos empresários em manter os compromissos financeiros em dia está relacionada ao crescimento modesto da economia. Apesar de a economia dar sinais de recuperação e a inflação se manter controlada, assim como os juros em menor patamar, há uma considerável distância entre os níveis atuais de atividade e os que antecedem a crise”, analisa Costa.

70% das pendências de empresas são devidas ao setor de serviços; Inadimplência cresce mais na região Sul

O indicador revela que o setor com maior crescimento no número de empresas negativadas foi o de serviços, cujo aumento visto em outubro foi de 8,51%. A segunda maior alta ficou com o comércio (2,90%), acompanhado de perto do setor industrial (2,89%).

No geral, a maior parte das dívidas que geraram a negativação foram contraídas no ramo de serviços, que engloba bancos e financeiras: o setor responde sozinho por 70% das pendências em nome de pessoas jurídicas. Já o comércio fica com a fatia de 17%, enquanto a indústria com 12% do total de dívidas não-pagas.

Os dados regionais mostram que houve alta no número de empresas inadimplentes nas cinco regiões pesquisadas. A liderança ficou com a região Sul. Na comparação com o mesmo mês do ano passado, o número de pessoas jurídicas negativadas nessa região cresceu 8,30%. O Sudeste ficou na segunda colocação do ranking de atrasos, com crescimento de 6,59%. Em seguida aparecem, Centro-oeste (2,84%) e Norte (4,24%).

Da CNDL

terça-feira, 12 de novembro de 2019

Cadastro positivo vai incluir 120 milhões de brasileiros

Wilson Dias/Agência Brasil

Aproximadamente 120 milhões de pessoas poderão ser incluídas no cadastro positivo, que entrou nesta segunda-feira (11) em nova fase de implementação, com o encaminhamento de informações de pagamentos dos consumidores para as empresas gestoras do sistema. Segundo as gerenciadoras de dados, o maior benefício para o cidadão será aumentar o crédito na praça, facilitando a tomada de recursos pelos bons pagadores. O cadastro será abastecido automaticamente por bancos e instituições financeiras, porém o consumidor pode pedir para ser excluído em qualquer instante.

Neste primeiro momento, as gestoras devem trabalhar em conjunto para alertar os consumidores, num prazo de 30 dias, sobre a coleta de dados. Após esse período, as pontuações serão repassadas aos bancos em 60 dias, e o consumidor pode entrar no portal das instituições para consultar a nota de crédito. Os dados recebidos correspondem aos pagamentos feitos nos últimos 13 meses.

Após um processo de cadastramento de gestoras financeiras feito pelo Banco Central, quatro foram escolhidas. São elas: Boa Vista Serviços, Quod Gestora de Inteligência de Crédito, Serasa e SPC Brasil/Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL). Segundo o SPC Brasil, a expectativa é de que, até o próximo dia 19, todos os clientes das principais instituições financeiras do país já estejam com o cadastro aberto.

O cadastro positivo já é utilizado em países como Estados Unidos, México e Grã-Bretanha. No Brasil, ele já existe desde 2011, e está ativo desde 2012, porém, sempre teve pouca adesão dos consumidores, que precisavam autorizar expressamente a inclusão de seu nome no sistema. O formato atual, que tornou a adesão automática, foi criado em abril e regulamentado em julho. Antes dele,  as gestoras somente tinham acesso a dados de inadimplência, que eram utilizados para a negativação do cidadão — o chamado cadastro negativo. Assim, não existia precisão de pagamentos regulares dos consumidores, consequentemente afetando a oferta de crédito nos bancos e operadoras de empréstimo.

Risco
Para a diretora de Operações de Dados da Serasa Experian, Leila Martins, o cadastro positivo traz vários benefícios. Ele possibilita maior acesso ao crédito pelos consumidores melhor avaliados, já que eles apresentam menor risco de inadimplência. A informação positiva também permite diminuição da taxa de juros, graças à redução dos riscos. Por fim, ao contribuir para o aumento do volume de crédito, o sistema reforça a atividade econômica; previsão é de que haja impacto de 0,5 ponto percentual no PIB brasileiro.

Ronaldo Sachetto, diretor de dados da Boa Vista, explica que o cadastro positivo funciona como uma nota de escola. Quanto maior a nota do consumidor, maior a chance de ele conseguir empréstimos a juros mais baixos. A inadimplência frequente prejudicará a avaliação, mas eventuais atrasos de pagamento não devem influir na nota. “Não é justo que uma falta de pagamento diminua a capacidade de a pessoa poder consumir crédito. Então, é feita toda uma análise do histórico de crédito do consumidor para determinar a pontuação adequada”, frisou. Segundo ele, as pontuações vão de 0 a 1.000 e poderão ser consultadas nos sites das instituições.

“É importante o consumidor monitorar, para que, no futuro, possa se planejar para comprar. A gente vai começar as orientações e a receber as informações dos bancos. Posteriormente, vamos caminhar para o recebimento de informações de outros segmentos, como contas de água, luz e telefone. Agora é só o começo”, avaliou Leila Martins.

Do Correio Braziliense

sábado, 12 de outubro de 2019

SPC Brasil é registrado no Banco Central para operar novo Cadastro Positivo

Imagem: Divulgação/Reprodução
A partir do início de novembro, SPC Brasil começará a receber histórico de pagamento dos consumidores. Pesquisa mostra que 47% dos brasileiros já ouviram falar sobre o novo cadastro; ao menos 36% pretendem permanecer nos bancos de dados, assim que forem informados sobre inclusão automática

O Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) recebeu na manhã desta sexta-feira, dia 11, o registro de autorização do Banco Central para operar as bases de dados do novo Cadastro Positivo. Dessa forma, a expectativa é de que a partir do início de novembro, bancos e demais instituições financeiras, assim como as empresas prestadoras de serviços de telefonia, água e luz, comecem a enviar as informações cadastrais e o histórico de pagamento dos consumidores para os bureaux de crédito.

As informações coletadas pelo Cadastro Positivo serão utilizadas exclusivamente para compor o histórico e as notas de crédito (scores) do cadastrado. O histórico de hábitos de pagamentos do consumidor só será disponibilizado mediante prévia autorização do cliente e poderão ser acessadas apenas por instituições com as quais o consumidor mantiver ou pretender manter relação comercial ou creditícia.

Todos os consumidores serão avisados individualmente, seja por meio de correspondência física, e-mail ou SMS, sobre a abertura do seu Cadastro Positivo. Embora a adesão seja automática, o consumidor não é obrigado a permanecer no banco de dados, podendo solicitar sua saída ou reingresso a qualquer momento de forma gratuita pelo telefone 0800-887-9105 ou no site www.spcbrasil.org.br/cadastropositivo/consumidor. O consumidor também poderá acompanhar a situação do seu Cadastro Positivo no SPC Brasil por meio de login e senha no mesmo portal. Continue lendo, clique AQUI!

segunda-feira, 3 de junho de 2019

74% dos consumidores não sabem o quanto pagam de imposto embutido nas compras, mostra levantamento da CNDL/SPC Brasil

Imagem: Divulgação/Reprodução
48% dos micro e pequenos empresários desconhecem o quanto do seu faturamento vai para pagamento de impostos. Reforma tributária deve gerar mais empregos e baratear produtos, avaliam entrevistados. CNDL e CDL Jovem promovem ‘Dia Livre de Impostos’ no próximo dia 30
O consumidor brasileiro sabe que paga muito imposto e se incomoda com isso, mas pouco reflete sobre o peso que essa taxação elevada representa no seu consumo do dia a dia. Um levantamento inédito feito pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) revela que 74% dos consumidores brasileiros não têm o hábito de procurar saber o quanto pagam de imposto ao adquirir um bem ou contratar um serviço. Apenas 26% das pessoas ouvidas reconhecem ir atrás desse tipo de informação na nota fiscal ou em outros meios.
Embora essa não seja uma tarefa comum na rotina dos brasileiros, descobrir o valor dos tributos sobre produtos do dia a dia é algo que está ao alcance da população. Desde 2013 uma lei federal estipula que os estabelecimentos devem informar na nota fiscal o valor aproximado dos tributos que incidem no preço final de um produto.
Na opinião de 93% dos consumidores consultados, a tributação é um fator que contribui para que alguns produtos tenham um preço elevado no mercado. “Em grande parte dos países desenvolvidos a maior parte da carga tributária recai sobre a renda e o patrimônio, que é um modelo mais justo. No Brasil, temos um modelo perverso em que a taxação é maior sobre consumo, não importando se aquele cliente faz parte de uma classe mais baixa ou elevada. Trata-se de uma política tributária injusta, pois penaliza quem ganha menos e dificulta a população de perceber o quanto ela, de fato, paga de imposto”, alerta o coordenador nacional da CDL Jovem, Lucas Pitta.
Apenas 22% dos micro e pequenos empresários sabem percentual de imposto em transações comerciais
O levantamento da CNDL e do SPC Brasil mostra que o desconhecimento sobre o peso da carga tributária não é exclusividade dos consumidores. A multiplicidade de tributos e a complexidade do sistema tributário brasileiro dificulta até mesmo os empresários de saberem o quanto se paga de imposto. Levantamento feito com micro e pequenos empresários que atuam no comércio e serviços mostra que apenas 22% garantem saber exatamente o percentual de imposto cobrado nas transações comerciais feitas na sua empresa. Pouco menos de um terço (32%) disse saber um valor aproximado, enquanto 41% não souberam responder. Continue lendo, clique AQUI!

domingo, 26 de maio de 2019

83 milhões de brasileiros têm ao menos uma compra parcelada, aponta CNDL

Maquininha de cartãoFoto: Pxhere
No País, 82,7 milhões de brasileiros fizeram alguma compra parcelada no cartão de crédito, cartão de loja, crediário ou cheque pré-datado

Comprar parcelado é um hábito comum a mais de metade (53%) dos brasileiros adultos. Entre os produtos que os consumidores mais adquirem a prazo são os eletrônicos (65%), roupas, calçados e acessórios (44%), remédios (32%), alimentação fora de casa e delivery (26%) e compras de supermercado (26%). 

No País, 82,7 milhões de brasileiros fizeram alguma compra parcelada no cartão de crédito, cartão de loja, crediário ou cheque pré-datado no último mês de março. Entre os entrevistados, 39% disseram optar sempre pela menor quantidade de parcelas, enquanto que 34% preferem parcelar em mais vezes, no caso de não haver juros. 

Por sua vez, é preciso estar de olhos abertos e atentos às faturas para não entrar na lista de inadimplentes. A pesquisa é da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e ainda mostra que as compras levarão, em média, cinco meses para serem totalmente quitadas. 

O estudo revela que os consumidores aproveitaram a oferta de crédito para fazer compras. Seis em cada dez disseram ter comprado por impulso. Entretanto, na avaliação do educador financeiro do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC-Brasil), José Vignoli, os instrumentos de crédito podem ser um aliado do consumidor, desde que utilizados de forma planejada.

“O crédito permite às pessoas ampliarem seu poder de compra adquirindo produtos que levariam anos para serem comprados à vista. O problema é que se ele for utilizado sem responsabilidade e planejamento, essa dívida pode ser nociva à vida financeira do consumidor”, explica. 

Da Folha de PE

terça-feira, 14 de maio de 2019

Vendas a prazo na semana anterior ao Dia das Mães crescem 0,11%

Imagem: Divulgação/Reprodução Internet
O volume de vendas a prazo na semana anterior ao Dia das Mães, de 5 a 11 de maio, apresentou aumento de 0,11% na comparação com o mesmo período do ano passado. Os dados, divulgados nesta segunda-feira (13), são da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil).

O levantamento leva em conta apenas as compras a prazo. De acordo com a pesquisa, as compras nessa modalidade foram responsáveis por 35% do total.

“Ainda há muitos obstáculos a serem enfrentados, o que de certa forma vem frustrando a expectativa de uma recuperação mais forte no volume de vendas em datas comemorativas. E esse crescimento tímido nos resultados do Dia das Mães, segunda data mais importante para o comércio, não foi suficiente para retornarmos ao patamar de crescimento anterior à crise econômica”, disse o presidente do SPC Brasil, Pellizzaro Junior.


Em 2018, as vendas a prazo haviam crescido 4,36%, após acumularem três anos consecutivos de queda: 0,91% em 2017; 0,88% em 2016 e 2,82% em 2015.

O levantamento foi feito partir de consultas de CPFs feitas nas bases de dados que o SPC Brasil tem acesso. As consultas mostram a intenção de compra a prazo do consumidor e podem resultar, ou não, na efetivação da venda. São consideradas apenas as consultas feitas pelo setor de comércio varejista nos sete dias anteriores ao domingo do Dia das Mães.

Da Agência Brasil

segunda-feira, 6 de maio de 2019

Na reta final para o Dia das Mães, comércio está esperançoso

Foto: Ed Machado/Folha de Pernambuco
O comércio nacional espera arrecadar R$ 23,4 bilhões, como aponta a CNDL

Na reta final para o Dia das Mães, o comércio local está esperançoso para que as vendas voltadas para esta data comecem, de fato, a acontecer. A Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Pernambuco (Fecomércio-PE) espera que 82,9% dos consumidores comprem presentes para as mães. 

O comércio nacional, que espera arrecadar R$ 23,4 bilhões, como aponta a Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL), está pronto para receber os clientes, que ainda não apareceram. Com isto, o economista da Fecomércio-PE, Rafael Ramos, explica que as vendas ainda devem melhorar. "Nos três dias que antecedem a data, o consumidor deverá encher as lojas", ressalta.

Segundo lugar mais popular na hora de procurar os presentes, atrás apenas dos shoppings (45,4%), o comercio de rua é opção para 41% dos entrevistados que busca alternativa de um presente mais acessível. É como acontece com a aposentada Rosilda Malvin, de 69 anos, que vai presentar a filha, mas numa quantia inferior ao ano passado. “O valor do presente não tem importância, como estou ‘apertada’, vai ser uma lembrancinha”, explica. Rosilda faz parte dos 24% dos entrevistados da pesquisa da CNDL que planejam gastar menos.

Ainda de acordo com a CNDL o pagamento a prazo será escolha de quase metade (49%) dos entrevistados. É o caso da bancária Cláudia Arruda, de 43 anos, que este ano gastou R$ 300 no presente da mãe. “Paguei no cartão e parcelei para conseguir comprar algo melhor”, justifica Cláudia. 

Neste ano os presentes mais pesquisados pelos consumidores, são as roupas e acessórios de vestuário (34,6%) e os perfumes e cosméticos (21%). Segundo a vendedora de uma loja de produtos de beleza, Raiany Stefany, de 23 anos, as vendas ainda estão fracas no centro da cidade. “Brasileiro tem a velha mania de deixar para comprar de última hora”, avalia a vendedora. 

Da Folha de PE

sexta-feira, 26 de abril de 2019

Sancionada lei que cria Empresa Simples de Crédito

Projeto desburocratiza acesso ao crédito aos pequenos negócios

O Projeto de Lei Complementar 420, que cria a Empresa Simples de Crédito (ESC), foi sancionado hoje (24). A matéria havia sido aprovada no Plenário do Senado Federal no dia 19 de março. O presidente da República, Jair Bolsonaro, o vice, Hamilton Mourão, os ministros da Economia, Paulo Guedes, e da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, e o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, participaram da solenidade.

O ex-presidente do Sebrae e hoje assessor especial do Ministério da Economia, Guilherme Afif Domingos, os presidentes das Frentes Parlamentares da Micro e Pequena Empresa, Jorginho Mello, e do Comércio, Serviços e Empreendedorismo, Efraim Filho, também estiveram presentes. O presidente da FCDL-PB, José Lopes da Silva Neto, representou a CNDL no evento.

A ESC irá oferecer mais alternativas de crédito, e de uma forma mais barata, para os pequenos negócios. Com a efetivação da ESC, a tendência é que seja ampliada a competição com os bancos, assim como a oferta de financiamento onde as grandes instituições bancárias não atuam.

“A economia mudou. Os pequenos negócios geram 57% dos empregos formais no Brasil. Os micro e pequenos empresários empregam, mas estão sufocados. Precisamos simplificar, desburocratizar. Vamos fazer o Simples Trabalhista, em que não vamos tirar direitos dos trabalhadores, mas vamos ajudar os micro e pequenos a conseguirem empregar ainda mais”, disse o senador Jorginho Mello, líder da Frente das MPE, que mobilizou a articulação pela aprovação da medida.

A ESC poderá atuar com operações de empréstimo e desconto de títulos de crédito, mas só está autorizada a emprestar dinheiro com capital próprio, sem captar recursos de terceiros para emprestar mais. Uma Empresa Simples de Crédito também estará proibida de cobrar qualquer tarifa, e o limite de faturamento será de no máximo R$ 4,8 milhões por ano.

“Com a ESC, uma pessoa que hoje tem algum dinheiro guardado poderá passar a emprestar na comunidade a um juro menor que o praticado hoje pelos grandes bancos. Quem está tomando dinheiro vai ter acesso a crédito muito mais barato e quem está aplicando vai receber mais do que recebe hoje”, acredita Afif, idealizador do projeto da ESC.

“Esta é mais uma vitória para os micro e pequenos empresários que precisam de acesso mais fácil e barato a crédito. A iniciativa reduz a burocracia para quem precisa investir no seu negócio e continuar gerando emprego e renda, e fomenta a criação de novas empresas”, avalia José Lopes Neto.

*Com informações do Sebrae

terça-feira, 23 de abril de 2019

Vendas de Páscoa apresentaram alta de 1,29%

Foto: Ed Machado/Folha de Pernambuco
As vendas a prazo na semana anterior à Páscoa tiveram uma pequena alta no Brasil neste ano. O acréscimo foi de 1,29% em comparação com o mesmo período do ano passado e foi puxado pelo chocolate, segundo a Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e o Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil). 

O número baixo já estava dentro das expectativas da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), que acredita em uma recuperação econômica lenta e, por isso, projetava um crescimento de 1,5% para as vendas da Páscoa.

Superintendente de finanças do SPC Brasil, Flávio Borges admitiu que o resultado ficou aquém do esperado, mas destacou que o número deste ano foi melhor do que o da Páscoa de 2018, quando as vendas recuaram 0,34%, após a alta de 3,34% de 2017. 

Economista da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Pernambuco (Fecomércio-PE), Rafael Ramos reforçou que, apesar de modesto, o crescimento foi positivo. “Na atual conjuntura, esse número foi bom. Afinal, a taxa de desemprego ainda está alta e o País está voltado para a reforma da Previdência”, explica.

Ramos ainda conta que Pernambuco deve seguir o número nacional, com um pequeno aumento de vendas em relação ao ano passado. “O Estado deve seguir essa tendência, apesar de ter uma alta taxa de desemprego, que interfere bastante nas vendas, já que o resultado do comércio depende do mercado de trabalho aquecido e nós não temos isso”, destacou Ramos. 

Por conta disso, o superintendente do SPC Brasil já acredita até que esse resultado de 1,29% pode balizar o comportamento do comércio no Dia das Mães. “Esse é um período em que as pessoas tendem a comprar e presentear. Esse crescimento sinaliza que no Dia das Mães deve ter algo parecido, com a mesma ordem de grandeza", calculou Borges.

Chocolate
Ele contou ainda que o que ajudou a incrementar as vendas da Páscoa neste ano foi o ovo de chocolate caseiro. “A principal intenção de compra foi o ovo industrializado, mas o que chamou a atenção foram os ovos caseiros, que surgiram como opção de compra e de renda para as pessoas”, afirmou Borges, ressaltando que o brasileiro segue consumindo ovos, caixas e barras de chocolate.

Da Folha de PE

terça-feira, 16 de abril de 2019

País fecha trimestre com 62,7 milhões de inadimplentes

Imagem: Divulgação/Reprodução
O crescimento do número de consumidores com contas em atraso e registrados no cadastro de inadimplentes perdeu força neste início de ano. Dados apurados pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) mostram que a inadimplência ficou praticamente estável no primeiro trimestre de 2019, com um pequeno avanço de 0,13%. No mesmo período do ano passado, a variação trimestral havia sido de 2,38% na quantidade de pessoas inadimplentes. Na comparação anual, isto é, entre março de 2019 e o mesmo mês do ano anterior, também houve uma desaceleração na quantidade de consumidores que deixaram de pagar suas contas, com uma alta de 2,12%. Em março passado, a alta fora de 3,13%.

Ainda assim, o Brasil encerrou o primeiro trimestre deste ano com aproximadamente 62,7 milhões de pessoas inscritas em cadastros de inadimplentes e que, portanto, enfrentam dificuldades para obter acesso a crédito no mercado, seja por meio de compras a prazo, financiamentos ou empréstimos. O dado representa mais de 40% da população adulta brasileira.

Em três regiões a inadimplência do consumidor se manteve praticamente estável no mês de março: ligeira alta de 0,70% no Norte e de 0,24% no Centro-Oeste, além de um pequeno recuo de -0,04% no Nordeste. Já no Sudeste, o crescimento do volume de pessoas com contas atrasadas foi de 4,34%, enquanto no Sul houve um avanço de 2,15%.

Em termos proporcionais, o Norte é a região que possui a população mais inadimplente: 47% de seus residentes estão com o CPF negativado, o que representa 5,74 milhões de inadimplentes. Em seguida aparecem Centro-Oeste (43% da população inadimplente ou 5,07 milhões de negativados), Sudeste (40% de inadimplentes ou 27,01 milhões de pessoas nessa situação), Nordeste (40% de inadimplentes ou 16,36 milhões consumidores em contas em atraso) e Sul (37% de sua população inadimplente ou 8,51 milhões de pessoas com o CPF negativado).

Para o presidente da CNDL, José Cesar da Costa, o ritmo de recuperação da economia está aquém do esperado e, consequentemente, afeta a melhora dos índices de inadimplência. “O desempenho da economia neste início de ano frustrou as expectativas. O desemprego persiste em um nível elevado e o consumo não esboça um crescimento vigoroso. Apesar da desaceleração da inadimplência neste início de ano, o estoque de pessoas com o CPF restrito ainda é muito alto. O que mais favorecerá um ciclo de queda da inadimplência será uma recuperação mais acentuada do mercado de trabalho e da renda dos trabalhadores”, analisa o presidente.

Dados detalhados do indicador revelam que a inadimplência apresenta comportamento distinto entre as faixas etárias. No último mês de março, houve uma queda de -22,89% na quantidade de pessoas inadimplentes com idade entre 18 e 24 anos. Também houve recuo nas faixas etárias de 25 a 29 anos (8,31%) e de 30 a 39 anos (-0,42%).

Já entre a população de idade mais elevada, houve alta nos atrasos de pagamento. Idosos entre 65 e 84 anos apresentaram um crescimento de 8,46% no volume de negativações de CPF. A elevação também foi observada nas faixas etárias de 50 a 64 anos (4,76%) e de 40 a 49 anos (3,29%). Em termos percentuais, é a faixa dos 30 aos 39 anos que reúne o maior número de consumidores com contas em atraso no país: são 17,7 milhões de brasileiros na casa dos 30 anos que não conseguem honrar seus compromissos financeiros. “É justamente nessa fase da vida em que a corrida ao crédito acaba sendo inevitável, pois muitos já constituíram família, possuem filhos e assumem mais compromissos financeiros. Em um momento de crise, pode ser difícil equilibrar o orçamento se não houver controle e disciplina”, explica o presidente do SPC Brasil, Pellizzaro Junior.

Outro número calculado pela CNDL e pelo SPC Brasil é o volume de dívidas que estão no nome de pessoas físicas. Nesse caso, houve uma queda de 1,07% em março deste ano na comparação com o ano passado. Trata-se do terceiro mês seguido em que há um recuo no indicador.

Os segmentos que apresentaram as quedas mais expressivas na quantidade de dívidas foram o setor de comunicação, que engloba contas de telefone, internet e TV por assinatura (-9,56) e o de comércio (-5,91%). O número de dívidas bancárias, que levam em conta faturas de cartão de crédito, empréstimos e financiamentos, ficou praticamente estável em março, com ligeira alta de 0,02% no período. O único ramo que mostrou alta em março foi o setor de água e luz, cujo crescimento foi de 17,20%.

Fonte: CNDL e SPC Brasil

sábado, 2 de março de 2019

É possível economizar no Carnaval; confira as dicas

Foto: Rodrigo HD
Seis em cada dez consumidores devem aproveitar este Carnaval para cair na folia, segundo pesquisa realizada pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL). Porém, em um universo com mais de 12 milhões de desempregados, em que o dinheiro mal dá para quitar os custos mensais, a chegada de mais essa despesa pode não caber no orçamento.

Para ajudar esse público, que segundo a CNDL pode chegar a desembolsar R$ 633,97 na folia, a Folha de Pernambuco caiu em campo e foi conferir dicas de como se divertir gastando pouco.

Seja pouco ou muito, a orientação dos especialistas é que, assim como em qualquer situação, o importante é cada pessoa ter conhecimento da sua realidade financeira, principalmente em tempo em que extrapolar é a máxima da vez. Afinal, os gastos fora de controle no Carnaval passado terminaram deixando 13% dos foliões inadimplentes, de acordo com a CNDL. 

Pernambuco
Se no cenário nacional a média de gasto deve ser superior a R$ 600, em Pernambuco, de acordo com sondagem inédita realizada pela Fecomércio-PE em parceria com o Sebrae, esse valor fica em torno de R$290. “Eu esperava mais em relação ao gasto médio, em especial, no Carnaval, com muitos dias para brincar. Porém, mesmo com a maioria dos entrevistados afirmando que vai gastar mais com alimentação (84,2%) e bebida (69,2%) durante os seis dias, um valor de R$48 por dia é muito pouco para o consumo desses itens. Na minha avaliação, isso significa que provavelmente por mais que 57% tenham pretensão de brincar o Carnaval, muitos não devem brincar todos os dias”, analisa o economista da entidade, Rafael Ramos.

Da Folha de PE

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2019

Cadastro Positivo é aprovado pela Câmara dos Deputados

Imagem: Divulgação/Reprodução
A Câmara dos Deputados aprovou nesta quarta-feira (20) o Projeto de Lei Complementar 441/2017 que desburocratiza as regras do Cadastro Positivo. O texto agora retorna ao Senado e, se aprovado, segue para sanção presidencial. Com a alteração, todos os consumidores brasileiros que possuem CPF ativo e empresas inscritas no CNPJ passam a fazer parte automaticamente do cadastro, a não ser que peçam a exclusão de suas informações, o que é feito de forma gratuita. O Cadastro Positivo é um banco de dados operado pela CNDL e pelo SPC Brasil, que reúne informações sobre o histórico de pagamentos realizados pelos consumidores.

A principal consequência das novas regras será tornar o acesso ao crédito mais fácil e com juros menores para consumidores e empresas que honram seus compromissos financeiros, pois permitirá que informações que atualmente não são consideradas em uma avaliação de crédito, passem a ser consultadas, possibilitando uma avaliação de risco mais justa e individualizada.  Além disso, favorecerá mais assertividade por parte do empresário nos processos de análise e concessão de financiamentos, empréstimos e compras a prazo. Isso tudo sem afetar a proteção de dados sensíveis e o próprio sigilo bancário que permanecem preservados, como todas as demais exigências previstas no Código de Defesa do Consumidor.

“Um dos motivos das taxas de juros serem altas e de não haver flexibilização dos prazos para pagamentos é a ausência de algumas informações sobre os hábitos de pagamento dos consumidores. Atualmente, o bom pagador é penalizado pelo consumidor inadimplente, fazendo com que os juros sejam elevados para todos, independentemente do seu comportamento financeiro. Com o Cadastro Positivo, o consumidor será analisado pelo seu próprio histórico de pagamentos, e não apenas pelas restrições pontuais existentes em seu nome, o que é um modelo mais justo e abrangente”, afirma o presidente da CNDL, José César da Costa.

A mudança nas regras do Cadastro Positivo também deve estimular a competição na oferta de crédito entre instituições financeiras, como fintechs, cooperativas, pequenas financeiras e também entre empresas do varejo. “Hoje, as instituições financeiras de grande porte já possuem informações sobre o perfil de pagamento dos clientes com os quais mantêm relacionamento, mas essas informações não são compartilhadas com o mercado de crédito como um todo, impossibilitando que haja uma competição saudável entre diversos players e um alcance maior dessas informações. Com o novo Cadastro Positivo o Brasil se junta aos modelos internacionais bem-sucedidos”, explica o presidente do SPC Brasil, Roque Pellizzaro Junior.

Fonte: CNDL e SPC Brasil

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2019

Quatro em cada dez trabalhadores vendem vale-refeição

Foto: Marcos Santos/Fotos Públicas
Seja para fazer as compras do mês, complementar o orçamento ou guardar o dinheiro, 39% dos trabalhadores que recebem vale-alimentação ou vale-refeição vendem o benefício (dos quais 44% usam o valor recebido para pagar as contas). Outros 61% garantem não recorrer à prática, principalmente os empregados das classes A e B. A constatação é de uma pesquisa do SPC Brasil (Serviço de Proteção ao Crédito) e da CNDL (Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas).

Em levantamento semelhante de 2018, 30% vendiam o tíquete, mas, segundo o SPC, não é possível comparar os estudos pois houve mudança na metodologia. A pesquisa também mostra que mais da metade dos consumidores extrapola a grana paga pelo patrão para se alimentar, e a maioria considera que o valor é baixo e serve apenas como ajuda de custo. 

"As pessoas devem se perguntar se o tíquete é mesmo baixo ou se estão escolhendo os lugares mais caros para comer", diz José Vignoli, educador financeiro do SPC. Entre os empregados que vendem o VR, segundo o especialista, há aqueles que estão cientes do aperto e levam comida de casa para o trabalho, mas também há outros que gastam o dinheiro com despesas que não são fundamentais e precisam recorrer ao cartão de crédito.

O advogado Maurício De Lion, sócio da área trabalhista do escritório Felsberg, explica que a venda do vale-refeição ou vale-alimentação pode ser punida com demissão por justa causa, além de gerar responsabilização criminal do trabalhador, já que é considerada crime de estelionato. "Muitas empresas vêm monitorando se os benefícios somem a partir do primeiro dia do pagamento. Algumas punem a venda com demissão e outras preferem orientar o empregado", diz o especialista. De acordo com o PAT (Programa de Alimentação ao Trabalhador), no qual o patrão se inscreve ao pagar o benefício, o vale-refeição tem como uso exclusivo a refeição e não pode ser desviado de sua finalidade.

Da Folha de PE

domingo, 3 de fevereiro de 2019

Com melhora da confiança, 41% dos micro e pequenos empresários devem investir mais em 2019, mostram CNDL/SPC Brasil

Imagem: Divulgação/Reprodução
Entre as MPEs que pretendem realizar investimentos, 60% têm como meta o aumento das vendas. Intenção de tomar crédito também avança 16% em janeiro de 2019 antes o mesmo mês do ano anterior

Diante da perspectiva de recuperação da economia, os micro e pequenos empresários do varejo e comércio têm demonstrado maior apetite para realizar investimentos em 2019. É o que aponta dados da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil). O levantamento mostra que 41% desses empresários pretendem investir este ano, ante 35% em 2018. Por outro lado, 38% não planejam fazer qualquer tipo de movimento nesse sentido e 21% ainda não sabem o que farão.

O indicador que mede a propensão de investimento das MPEs (micro e pequenas empresas) passou de 41,4 pontos em janeiro de 2018 para 47,9 em janeiro de 2019, uma alta de 16% na comparação anual. Pela metodologia, quanto mais próximo de 100, maior a propensão para o investimento. Quanto mais próximo de zero, menor a propensão.

Entre os empresários que devem investir, seis em cada dez (60%) miram o aumento das vendas, enquanto 27% visam atender ao aumento da demanda e 25% querem adaptar sua empresa às novas tecnologias. A principal finalidade para esses recursos será a compra de equipamentos (31%). Em seguida, 26% buscam reformar a empresa e 22% ampliar seus estoques.

Na avaliação do presidente da CNDL, José César da Costa, a volta do apetite por novos investimentos reflete a melhora da confiança. “A expectativa com relação ao futuro da economia e dos negócios é de que a atividade econômica cresça com mais força este ano, impulsionando o consumo e, por consequência, o faturamento das empresas”, ressalta.

Demanda das MPEs por crédito avança 16% na comparação anual; 29% consideram processo de contratação difícil

O ano também começa com os micro e pequenos empresários mais propensos a tomar crédito do que em 2018. Em janeiro de 2019, o indicador que mede a demanda por crédito registrou 25,1 pontos contra 21,6 pontos no mesmo mês do ano anterior, o que significa um avanço de 16%. Esse aumento dá indícios de retomada do crédito, embora de forma tímida.

Em termos percentuais, os dados indicam que 15% das MPEs pretendem contrair crédito nos próximos três meses. Em contrapartida, 67% descartam essa possibilidade — em janeiro de 2018 esse número representava 76% — e 18% ainda não sabem dizer se vão recorrer a recursos extras.

O empréstimo lidera a lista de modalidades que devem ser contratadas, com 49% das menções. Em segundo lugar vem o financiamento (17%) e em terceiro o cartão de crédito empresarial (11%). A sondagem constatou ainda que 29% consideram o processo de contratação de crédito difícil, ao passo que 22% acham fácil ou 17% não consideram nem fácil e nem difícil. Além desses, um percentual expressivo declara nunca ter contratado crédito, chegando a 29%.

Questionados sobre os entraves para contrair crédito, 60% dos que consideram a contratação difícil apontam como principais problemas a burocracia e as exigências dos bancos. Para 57%, os juros altos são um grande impeditivo. Já entre os que consideram fácil a obtenção de crédito, 49% citam o bom relacionamento com as instituições financeiras. Já 37% mencionam o fato de ter as contas em dia e 26% dizem que a documentação da empresa em ordem facilita o processo. Outros 21% apontam o tempo de existência da empresa como item importante.

“As altas taxas de juros, que ainda seguem elevadas mesmo com as quedas recentes, acabam inibindo a tomada de crédito por boa parte do empresariado. Além disso, há o desconhecimento das modalidades existentes no mercado. Muitas opções estão disponíveis, com condições e taxas menores para o segmento de MPEs ”, destaca o presidente do SPC Brasil, Roque Pellizzaro Junior.

Da Assessoria - SPC Brasil

terça-feira, 15 de janeiro de 2019

Atividade do Varejo fecha 2018 com crescimento de 2,8%, apontam CNDL/SPC Brasil

Imagem: Divulgação/Reprodução
É a maior alta registrada para o mês de dezembro desde 2014, no acumulado de 12 meses. Indicador confirma a tendência de retomada do setor varejista

Após um período de forte recessão no país, a atividade econômica segue em ritmo de recuperação. E no comércio varejista não tem sido diferente. É o que revela o Indicador de Atividade do Varejo, lançado este mês pela Confederação Nacional de Dirigentes (CNDL) e pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil). A sondagem aponta um crescimento de 2,8% nas consultas para vendas a prazo em 2018, na comparação com 2017. É a maior alta para o mês de dezembro desde 2014, quando houve um aumento de 2,2%.

O Indicador de Atividade do Comércio é construído a partir das consultas de CPFs e é um termômetro da intenção de compras a prazo por parte do consumidor, abrangendo os segmentos de supermercados, lojas de roupas, calçados e acessórios, móveis e eletrodomésticos.

O índice confirma a tendência de retomada do varejo, que segundo dados do IBGE relativos ao terceiro trimestre de 2018 mostram um avanço de 3,3% no PIB do comércio no acumulado de quatro semestres. Muito embora o volume de vendas do varejo não tenha alcançado os patamares anteriores à crise, os números começam a distanciar-se daqueles observados nos piores momentos.

“A melhora dos níveis de confiança e o clima de otimismo para uma retomada mais forte da economia ajudaram a impulsionar a atividade varejista. Mesmo considerando apenas uma parcela das vendas, aquelas feitas a prazo, o Indicador sugere avanço das vendas do varejo ao longo do último ano”, analisa a economista-chefe do SPC Brasil, Marcela Kawauti.

Do SPC Brasil

quinta-feira, 10 de janeiro de 2019

Endividados crescem em Pernambuco

Foto: Arquivo/Agência Brasil
A Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (PEIC) pernambucano mostrou a quinta alta consecutiva no percentual de endividados, saindo de 66,7% para 66,8% entre novembro e dezembro. Ou seja, mais de seis pessoas em cada dez têm dívidas hoje no estado. Apesar do crescimento dos endividados, a quase estabilidade da taxa é um fato positivo, pois continua abaixo do mesmo período do ano anterior (66,9%), o que confirma a melhora na educação financeira de parte das famílias pernambucanas. Na série histórica, o número de endividados no estado apresentava um movimento de recuos significativos, saindo de 79,8% em 2010 para 53,3% em 2013. Um dos principais fatores do quadro é o ainda deteriorado do mercado de trabalho pernambucano, que segundo o IBGE ainda possui elevada taxa de desocupação e estabilidade no rendimento médio dos ocupados.

Rafael Ramos, economista do Instituto Fecomércio, explica que, o percentual de 66,8% de dezembro equivale a 340.010 famílias endividadas, acréscimo de apenas 553 lares em um mês, já em relação ao mesmo período de 2017, diferente do que foi observado no resultado de novembro, o número de endividados recuou, com 1.381 famílias, em 12 meses, que deixaram o grupo de endividados. Já o percentual das famílias que possuem contas em atraso mostrou alta em dezembro, indo de 26,0% para 26,4%. A situação mais crítica em Pernambuco são as famílias que informam não ter mais condições de pagar as suas dívidas, com a taxa de 12,1% em dezembro de 2018. “Resumindo, estamos evoluindo na questão do endividamento, uma vez que já chegamos a 79,8%, mas ainda estamos longe da média nacional, que foi de 55,8% em dezembro de 2018, uma vez que o estado acumula também uma média de desemprego maior, sendo 11% a taxa brasileira e 16% a pernambucana, além de termos uma renda média menor que o resto do país, o que leva os consumidores do estado a buscarem mais o financiamento que em outras regiões”, explica.

Quando se analisa o resultado por tipo de dívida, verifica-se que o tipo mais apontado continua sendo o cartão de crédito, com modesta queda em relação ao mês anterior, atingindo 93,8%, seguido pelo endividamento com carnês e cheque especial, que representam 22,9% e 5,9%, respectivamente. Vale destacar também que na composição do grau de endividamento as famílias com rendimento mais baixos ainda são as que mais sofrem com o atual quadro. Outra informação importante para a tendência do endividamento em janeiro é de que recente pesquisa do Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) apontou que grande parte da população brasileira pretende se livrar das dívidas no início de 2019, o comportamento é bastante positivo, e confirma a melhora da gestão financeira das pessoas, o que aumenta a probabilidade da taxa de endividamento mostrar manutenção ou modesto recuo. “Ou seja, estamos caminhando para uma melhora, mas é uma caminhada em marcha lenta”, completa Rafael Ramos.

Do Diario de PE

quinta-feira, 3 de janeiro de 2019

Juntar dinheiro e sair do vermelho são principais metas financeiras dos brasileiros para 2019, revela pesquisa CNDL/SPC Brasil

Foto: EBC
O novo ano que se inicia traz boas perspectivas, com a retomada dos níveis de confiança da economia. Com os resquícios da crise ainda impactando a vida das pessoas, muitas pessoas vêm repensando a forma de lidar com o orçamento familiar. É o que aponta uma pesquisa da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil), ao investigar as expectativas e os projetos dos brasileiros para 2019. Os dados mostram que as principais metas financeiras para este ano são juntar dinheiro (51%) e sair do vermelho (37%).

O levantamento também revela que sete em cada dez entrevistados (72%) estão otimistas com o cenário econômico de 2019 e 72% acreditam que sua vida financeira será melhor. Apenas 8% acham que sua situação vai piorar e 6% acreditam que ficará igual. Os que esperam enfrentar problemas financeiros mencionaram como consequências comprar menos (55%), dificuldade em manter as contas em dia (51%) e guardar dinheiro (50%), além de substituir marcas que consomem por produtos mais baratos (23%).

Na avaliação do presidente da CNDL, José César da Costa, a expectativa do mercado é de que o ambiente volte a ser favorável com definição do quadro eleitoral. “À medida que o novo governo anuncia seus projetos para o país, aumenta o clima de otimismo com a retomada da economia, que deve começar a ser percebido a partir do segundo semestre”, observa.

58% acreditam que reflexos da crise devem continuar impactando o dia a dia em 2019; para evitar estes efeitos, 51% destes pretendem organizar orçamento

Para os que estão otimistas quanto às finanças pessoais este ano, as perspectivas positivas são: manter os pagamentos das contas em dia (69%), fazer reserva financeira (59%) e realizar algum sonho de consumo (57%). Independentemente do que o novo ano reserva para a vida dos brasileiros, seis em cada dez (58%) afirmam que os efeitos da crise (como desemprego e renda baixa) ainda devem impactar seu dia a dia este ano. Já 26% não enxergam algum tipo de reflexo no cotidiano.

Nesse contexto, muitos consumidores que esperam sentir os reflexos da crise em 2019 pretendem tomar atitudes para evitar tais efeitos no cotidiano, como organizar ou controlar mais as contas da casa (51%), pesquisar mais os preços (50%), aumentar a renda com trabalho extra e bicos (44%) e evitar o uso do cartão de crédito (44%).

Quanto aos principais temores para a vida financeira em 2019, destacam-se: não conseguir pagar as contas (61%), não guardar dinheiro (45%), abrir mão de determinados confortos no dia a dia (34%), não obter um emprego (28%) e perder o emprego (20%). “Apesar de os brasileiros continuarem sentindo os efeitos da crise, a possibilidade de crescimento da economia impõe novos desafios para o sucesso de projetos pessoais, que passará pela capacidade do consumidor de controlar seu orçamento, planejar e poupar”, destaca o presidente do SPC Brasil, Roque Pellizzaro Junior.

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quinta-feira, 20 de dezembro de 2018

Justiça retira CNH e passaporte de devedor para forçá-lo a quitar pagamento

Carteira de motoristaFoto: Arquivo/Agência Brasil
Relatora do caso considerou que não havia ilegalidade em decisão de tribunal e classificou como possível tomar a medida para forçar, ainda que indiretamente, o pagamento voluntário do débito

A Terceira Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) manteve decisão do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) e permitiu o bloqueio do passaporte e da CNH (Carteira Nacional de Habilitação) de um credor até que ele apresente alguma indicação de que pagará a dívida.

A ministra Nancy Andrighi, relatora do caso, considerou que não havia ilegalidade na decisão do tribunal paulista e classificou como possível tomar a medida para forçar, ainda que indiretamente, o pagamento voluntário do débito. O devedor apresentou um habeas corpus, medida também considerada inadequada para o tipo de determinação.

A relatora disse que o pedido deve ser apresentado em casos nos quais há "presença de direta e imediata ofensa à liberdade de locomoção da pessoa". No STJ, os ministros consideraram, no entanto, que se o devedor apresentar uma sugestão alternativa de pagamento da dívida, o bloqueio será suspenso.

A ação original teve início em Santos, onde um processo discutia o pagamento de parcelas de arrendamento de um imóvel. O valor inicial da causa estava fixado em R$ 54 mil, segundo o sistema de acompanhamento de processos do TJ-SP (Tribunal de Justiça de São Paulo), em 2008, quando o processo teve início.

No cumprimento da sentença, iniciado em 2012, estava em R$ 120.528,94.
A possibilidade de solicitar a apreensão de documentos que permitiriam a fuga de devedores vem avançando no Judiciário, mas ainda não chegou ao STF (Supremo Tribunal Federal).

Da Folha de PE

sexta-feira, 14 de dezembro de 2018

28% dos internautas utilizam sites de ofertas e descontos

Imagem: Divulgação/Reprodução | Internet
Os sites e aplicativos de descontos já fazem parte da rotina de compra dos brasileiros. De acordo com pesquisa realizada pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL), 28% dos consumidores que compraram pela internet no último ano têm o hábito de utilizar sites e aplicativos de descontos. De acordo com o levantamento, entradas para shows, teatro, cinema e casas noturnas (43%) são os itens mais adquiridos. Em seguida, aparecem restaurantes e bares (39%), além dos tratamentos estéticos (26%), delivery (26%) e pacotes de viagens (21%). Em média, o valor das compras realizadas é de R$ 155,14, sendo maior entre os homens (R$ 178,29) e nas classes A e B (R$ 195,64).

De acordo com o estudo, seis em cada dez entrevistados (57%) disseram ter reduzido a quantidade de itens adquiridos nesses sites e aplicativos frente aosanos anteriores, enquanto 20% compraram mais. Embora o levantamento mostre que o volume de aquisições tenha caído, a grande maioria avalia de forma positiva sua experiência de compra: 89% mostram-se satisfeitos com os produtos e serviços adquiridos em sites de ofertas e descontos.

A economista-chefe do SPC Brasil, Marcela Kawauti, alerta para as tentações das ofertas na hora de comprar, que podem comprometer o orçamento. “O brasileiro já se acostumou a procurar por bons descontos na internet, mas é preciso cautela para não exagerar no consumo. Todo cuidado é pouco com as compras por impulso. Vale sempre avaliar se o produto adquirido é algo necessário para depois não ser sequer usado”, observa.

A pesquisa também aponta que muitas vezes os consumidores acabam não aproveitando os descontos adquiridos, o que implica em algum tipo de prejuízo. Apenas 43% dos internautas disseram ter usufruído de todos os cupons promocionais adquiridos — o que aumenta para 50% entre as mulheres. Entre os itens que não foram usados estão kits de festa (24%); roupas, calçados e acessórios (23%); cupons para academia (23%) e peças, serviços de manutenção ou lavagem de automóveis (23%). Por lado, 39% não usufruíram de alguns vouchers comprados, enquanto 18% não chegaram a utilizar nenhum deles.

Dentre os 57% que não utilizaram todos ou parte dos produtos e serviços comprados por meio de sites ou aplicativos de descontos, as principais justificativas são perda do prazo de utilização ou validade do cupom expirado (35%), regulamento e datas pré-definidas não atendiam as necessidades do consumidor (23%) e problemas de acesso ao local do serviço, que se encontra longe da residência ou trabalho (21%).

Fonte: CNDL e SPC Brasil

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