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segunda-feira, 28 de setembro de 2020

Empréstimos às famílias cresce 4,5% em agosto, puxado por financiamento imobiliário

Foto: Paullo Allmeida/Arquivo
Folha de Pernambuco

Os bancos emprestaram 4,5% a mais para as famílias em agosto, com relação a julho, segundo dados divulgados nesta segunda-feira (28) pelo Banco Central. O crescimento foi puxado pelos financiamentos imobiliários, que aumentaram 11% no período. 


Com a taxa básica de juros (Selic) no menor patamar da história, a 2% ao ano, o apetite por empréstimos para aquisição da casa própria aumentou.


As empresas, no entanto, tiveram redução de 1,7% nos empréstimos no mês. Com a desaceleração financiamentos pelo Pronampe (Programa Nacional de Apoio às Microempresas e Empresas de Pequeno Porte), as concessões na rubrica Outros, que engloba a linha de crédito na tabela divulgada pelo BC, caiu 8,1% em agosto.


Em julho, a rubrica tinha apresentado alta de 397,4% e, segundo o BC, o Pronampe respondeu pela maior parte desse aumento. Assim, as concessões totais de crédito somaram R$ 343 bilhões em agosto, alta de 1,9% em relação ao mês anterior.


A variação foi registrada na série com ajuste sazonal, que retira peculiaridades do período, como número de dias úteis a mais ou a menos, para facilitar a comparação. Agosto que teve dois dias úteis a menos que julho, por exemplo.

No acumulado do ano, em relação ao mesmo período de 2019, as concessões cresceram 5,6%, com alta de 14,2% para empresas e queda de 1,6% para as famílias.


O estoque de crédito alcançou R$3,7 trilhões em agosto, aumento de 1,9% no mês. Em doze meses, o crescimento da carteira total foi de 12,1%. A taxa média de juros das operações contratadas em agosto foi de 18,7% ao ano, queda de 0,5 ponto percentual no mês e de 6,1 pontos em 12 meses.


Com isso, o spread -diferença entre a taxa que os bancos pagam para captar recursos e a taxa cobrada em empréstimos- ficou em 15 pontos, redução de 0,5 ponto no mês e de 4,4 pontos no acumulado dos últimos 12 meses.

Por Folhapress

quinta-feira, 24 de setembro de 2020

Estudo do BC mostra que população usou auxílio emergencial para consumo

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
O Banco Central trouxe, no relatório de inflação divulgado nesta quinta-feira (24), um estudo que avalia o impacto do auxílio emergencial, pago pelo governo àqueles que perderam renda com a pandemia do novo coronavírus, no consumo.


A pesquisa mostrou que grande parte dos valores recebidos foram utilizados pela população para fazer compras. Segundo o BC, a simulação sugere que apenas uma pequena parcela do benefício foi destinada à poupança.


"A análise sugere que o auxílio emergencial ajudou a sustentar o consumo durante os primeiros meses de impacto da pandemia. [...] Nesse caso, o fim do programa pode contribuir para a desaceleração do consumo das famílias, ainda que de forma temporária", diz o texto.


O levantamento mediu o impacto do auxílio emergencial sobre o consumo a partir das compras com cartão de débito. Para fazer a simulação, o BC mediu a importância do auxílio por município e o aumento das vendas entre abril e julho, na comparação com janeiro e fevereiro.


"Observamos municípios com diferentes níveis de renda, o auxílio é mais expressivo em alguns, é como se o município fizesse o papel de uma pessoa [na simulação]. Naqueles mais dependentes, pudemos medir se o consumo aumentou com o auxílio. Vimos que grande parte do auxílio foi consumido", explicou o diretor de política econômica do BC, Fábio Kanczuk.


Na simulação da autoridade monetária, o auxílio emergencial teria contribuído em 10,3 pontos percentuais o consumo no período, que cresceu 0,3%.


Pelo modelo, a média obtida foi de 0,83 ponto percentual. Isso significa que em uma cidade em que o auxílio emergencial representa 1 ponto a mais em sua renda, a população comprou 0,83 pontos a mais que um município similar com menor dependência do socorro do governo.


De acordo com o documento, no entanto, o benefício é mais relevante em municípios com maior proporção de trabalhadores informais -que tiveram mais prejuízos com a pandemia.


Assim, sem a renda do trabalho no modelo estatístico, o resultado poderia ser afetado.


"Por outro lado, a variação das compras com cartão de débito pode não representar adequadamente a variação do consumo das famílias no momento. Por exemplo, nota-se que o cronograma do auxílio incentiva o aumento do uso desse meio de pagamento ao permitir compras com cartão de débito antes da liberação para saque ou transferência bancária, o que pode implicar em viés para cima", ponderou o estudo.


Além disso, segundo o BC, outros fatores podem influenciar o movimento do consumo, como outras medidas emergenciais (antecipação do 13º salário a aposentados e pensionistas, adiamento de impostos e outros) e a possibilidade de que as pessoas tenham ido às compras em municípios vizinhos.

Por FolhaPress

sexta-feira, 18 de setembro de 2020

Governo já desembolsou R$ 197 bilhões em auxílio emergencial


Quase metade do valor foi para beneficiários do Norte e Nordeste

O presidente da Caixa Econômica Federal, Pedro Guimarães, disse nesta quinta-feira (17) que já foram transferidos R$ 197 bilhões em auxílio emergencial para 67,2 milhões de beneficiários do programa em todo o Brasil. Segundo ele, cerca de 45% dessas pessoas vivem nas regiões Norte e Nordeste do país.

"Desses R$ 197 bilhões, R$ 68 bilhões foram para o Nordeste e R$ 21 bilhões para a Região Norte", destacou, durante live semanal do presidente Jair Bolsonaro transmitida pelas redes sociais. Guimarães também lembrou que as primeiras cinco parcelas do auxílio emergencial, no valor de R$ 600, foram pagas a 45 milhões de pessoas e que integrantes do Bolsa Família já começaram a receber a sexta parcela, num valor menor, de R$ 300, que corresponde ao auxílio residual. 

Decreto do presidente publicado esta semana no Diário Oficial da União detalha as regras para a concessão do auxílio residual. As parcelas serão pagas apenas a quem já têm o auxílio emergencial, ou seja, trabalhadores que não são beneficiários do programa não poderão solicitar o auxílio residual.

Instituído em abril para conter os efeitos da pandemia sobre a população mais pobre e os trabalhadores informais, o auxílio emergencial começou a ser pago com parcelas mensais de R$ 600 a R$ 1.200 (no caso das mães chefes de família) a cada beneficiário. Inicialmente projetado para durar três meses, o benefício foi estendido para um total de cinco parcelas. A partir de hoje, o auxílio residual passa a ser pago em até quatro parcelas mensais.

Volta às aulas

Ainda durante a live, Bolsonaro voltou a defender o retorno das aulas presenciais no país e disse que já acionou o ministro da Educação para tratar do assunto. "Hoje, até mandei mensagem para o ministro Milton [Ribeiro], da Educação, para que se volte as aulas no Brasil", afirmou.

Hoje durante audiência pública com deputados e senadores, Milton Ribeiro disse que, se dependesse dele, as aulas presenciais nas escolas de todo o país “voltariam amanhã", mas que ainda há riscos sanitários. O ministro informou também que a pasta está elaborando um protocolo de biossegurança para a retomada do funcionamento das escolas, com foco na educação básica. 

Da Agência Brasil (Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil)


terça-feira, 1 de setembro de 2020

Governo anuncia que auxílio emergencial passará a ser de R$ 300 até dezembro

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
O governo federal anunciou nesta terça-feira (1º) que o auxílio emergencial será reduzido para R$ 300 e que o novo valor será concedido por quatro meses. A quantia representa metade da concedida nos primeiros cinco meses do programa.

O valor e o período de extensão do benefício foi definido na segunda-feira (31), em reunião do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) com o ministro da Economia, Paulo Guedes. No encontro, o ministro, que defendia novas parcelas de R$ 200, cedeu ao apelo do presidente.

Nesta terça, o presidente se reuniu, no Palácio da Alvorada, com líderes partidários para defender que o valor não seja alterado pela Câmara. Para estabelecer o novo valor, o presidente enviará uma medida provisória ao Congresso.

Isso porque a lei que rege o auxílio emergencial permite a prorrogação por ato do Executivo sem a necessidade de validação do Legislativo, mas desde que fosse mantido o valor original de R$ 600.

A medida provisória tem força de lei imediata, embora o Congresso possa mudar o valor durante a tramitação. O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), porém, já sinalizou a Bolsonaro que o Congresso aceitaria o novo valor a ser proposto pelo governo.

"Nós [os congressistas] temos responsabilidade", afirmou Maia neste mês. Segundo ele, a análise deve considerar o impacto da medida nas contas públicas.

A prorrogação do auxílio emergencial ocorre em meio às dificuldades da equipe econômica de criar um novo programa social que represente uma expansão em relação ao Bolsa Família.

O auxílio emergencial foi criado originalmente para durar três meses (tendo como base os meses de abril, maio e junho). Depois, o governo prorrogou por duas parcelas (julho e agosto). O valor de R$ 600 foi mantido em todo esse período.

Inicialmente, Guedes propôs parcelas de R$ 200 por beneficiário. O Congresso pressionou por um aumento para R$ 500, mas o valor acabou fechado em R$ 600 após aval do presidente Jair Bolsonaro.

O auxílio emergencial é a medida mais cara do pacote anticrise, e já demanda R$ 254,4 bilhões em recursos considerando as cinco primeiras parcelas.

O programa foi instituído após o agravamento da crise de saúde, com o objetivo de dar assistência a trabalhadores informais, fortemente impactados pelas políticas de isolamento social e restrições de circulação nas cidades.

As discussões sobre os próximos passos do auxílio emergencial foram ligadas ao ritmo de abertura das atividades econômicas pelo país. Diferentes estados e cidades relaxaram as medidas de isolamento, permitindo a volta ao trabalho.

O secretário do Tesouro Nacional, Bruno Funchal, já afirmou que o tamanho do auxílio emergencial é menor hoje. "Certamente a necessidade dessa dimensão é muito menor do que em março, no início [da pandemia], quando o Brasil praticamente parou", disse Funchal recentemente.

Embora o Legislativo tenha liberado o governo para ampliar gastos relacionados à pandemia do novo coronavírus neste ano, a equipe econômica busca evitar uma explosão de gastos e, por consequência, de endividamento público.

Com o cenário atual, técnicos já esperam que a dívida bruta do governo vai ficar perto de 100% do PIB (Produto Interno Bruto) ao fim do ano. No encerramento do ano passado, o patamar estava em 75,8% do PIB.

Da Folha Press

quinta-feira, 20 de agosto de 2020

Compras com cartões aumentam 3% no primeiro semestre

Foto: Marcelo Casal Jr/AGência Brasil
As compras realizadas com cartões de crédito, débito e pré-pagos cresceram 3% no primeiro semestre do ano, somando R$ 876,4 bilhões em transações, de acordo com dados divulgados hoje (19) pela Associação Brasileira de Cartões de Crédito e Serviços (Abecs). Ao longo do semestre os brasileiros movimentaram R$ 540,4 bilhões (+0,8%) com cartões de crédito, R$ 323,2 bilhões ( 5,7%) com cartões de débito e R$ 14,7bilhões ( 68,4%) com cartões pré-pagos, totalizando 10,5 bilhões de transações.

"No primeiro semestre já houve algum impacto no uso das maquininhas da poupança social digital, o auxílio emergencial aprovado pelo governo federal. Foi um aporte na ordem de um pouco mais de R$ 4 bilhões, que se for acrescido aos números do semestre teríamos um crescimento de 3,5% e no débito um crescimento de 6,3%. Tiramos o auxílio do volume total porque entendemos que é um valor atípico e só vai acontecer este ano e não gostaríamos de ter esse efeito nas análises seguintes", explicou o o diretor-executivo da Abecs, Ricardo de Barros Vieira.

Segundo os dados da Abecs, as compras não presenciais, principalmente pela internet, somaram R$ 173,5 bilhões, o que corresponde a um crescimento de 18,4% na comparação com o mesmo período do ano passado. No fim de junho, as compras remotas responderam por 35,5Þ todo o volume transacionado com cartão de crédito. “Esse movimento é reflexo da mudança de hábito do consumidor e também dos setores de comércio e serviços, que precisaram se reinventar neste período de quarentena”, disse Vieira.

Os pagamentos por aproximação (aqueles em que não há contato físico com a máquina de cartão) cresceram 330% no 1° semestre, chegando aos R$ 8,3bilhões. O uso da função débito nessa modalidade foi o que mais cresceu, com alta de 792%. Além disso, subiu para 18% o número de pessoas que realizam pagamentos com essa tecnologia, três vezes mais do que em junho de 2019. A experiência foi considerada positiva para 84% dos usuários, que destacaram entre outras coisas o benefício da prevenção ao contágio do novo coronavírus.

A pesquisa da Abecs indicou que o maior impacto do uso dos cartões foi no segundo trimestre do ano, com o volume transacionado caindo -7,7% e somando R$ 400,7 bilhões. Esse resultado foi responsável pela primeira queda de redução das transações com cartões em um trimestre. A maior redução foi no uso do cartão de crédito (-11,9%). O cartão de débito caiu 2,3% e o pré-pago cresceu 59,6%. "Se os valores do auxílio emergencial fossem incorporados aqui ao invés de uma queda nos teríamos queda de 6,8% e o débito teríamos até um aumento do volume de 0,3%".

Os gastos de brasileiros no exterior caíram 40% e as compras realizadas por estrangeiros no Brasil tiveram redução de 30,1%. "O impacto da pandemia no setor de viagens é visível com esses números. É uma redução extremamente significativa", afirmou.

Da Agência Brasil

quarta-feira, 29 de julho de 2020

Banco Central anuncia que lançará cédula de R$ 200

Dinheiro - Foto: Marcello Casal Jr. / Agência Brasil
A nova cédula deverá entrar em circulação a partir do final de agosto

O CMN (Conselho Monetário Nacional) aprovou, nesta quarta-feira (29), o lançamento da cédula de R$ 200,00, que terá como personagem o lobo-guará. A nova cédula deverá entrar em circulação a partir do final de agosto. A previsão é que sejam impressas 450 milhões das novas cédulas em 2020.

Ao todo, são 8,32 bilhões de cédulas em circulação. Atualmente, o maior valor de face de nota de real é a de R$ 100, com 1,71 bilhão de unidades.

Desde 2002, com o lançamento da nota de R$ 20, o BC não havia colocado novos valores de face de cédulas em circulação.

Por Folhapress

quinta-feira, 2 de julho de 2020

Auxílio emergencial beneficia principalmente economias do Nordeste

Foto: Paulo Paiva/DP Foto

Cidades do Norte e do Nordeste são as mais beneficiadas pelo auxílio emergencial de R$ 600, que foi prorrogado por mais dois meses pelo governo federal. De acordo com o economista Ecio Costa, professor de Economia da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), que tem estudado os efeitos desse programa de socorro aos mais vulneráveis à pandemia do novo coronavírus, 30% dos municípios brasileiros devem ter ganhos superiores a 10% no Produto Interno Bruto (PIB) municipal em 2020.


O dado faz parte de um levantamento feito por Costa e pelo economista Marcelo Freire, gerente da Secretaria de Desenvolvimento Econômico do Estado de Pernambuco (SDEC-PE), no Estudo de Avaliação da Renda Básica Emergencial: Aspectos de Focalização e Eficácia do Programa, que está em fase de conclusão. Costa está atualizando os dados e estima que, com o aumento de três para cinco parcelas do benefício, o ganho médio nacional no PIB vai quase dobrar, passando de 1,5% para 2,46%.

Maranhão e Piauí são os estados com maior ganho, de 8,55% e de 7,92%, respectivamente. Já o Distrito Federal, que possui a maior renda per capita do país, ficou na lanterna com o menor impacto do auxílio emergencial no PIB, de 0,67%, conforme mostra o quadro ao lado. 

Os economistas estimam que um impacto de R$ 178,6 bilhões, sendo que o Norte e o Nordeste devem receber 38,28% desse montante. “O auxílio emergencial está chegando nas cidades mais pobres e gerando impactos positivos na economia dos municípios, apesar das fraudes que foram identificadas”, afirmou Costa, em entrevista ao Correio. 

As cidades com maior impacto estão no Pará, Maranhão e no Piauí, que registram taxas elevadas de beneficiários que participavam do Bolsa Família e viram seus rendimentos praticamente triplicarem, passando de uma média de R$ 191 para R$ 600 por mês. As mulheres chefes de família recebem R$ 1.200.

“Em média, 51% dos beneficiários do auxílio emergencial no Norte e Nordeste já estavam cadastrados no Bolsa Família. Logo, a renda média acabou crescendo em cidades dessas regiões, e isso tem ajudado os municípios a enfrentarem a crise, pois há um aumento no consumo, com mais dinheiro girando na economia”, explicou Costa. 

Entre os municípios com maiores ganhos com as cinco parcelas do benefício emergencial destacam-se Santarém, no Pará, Central do Maranhão e Fartura do Piauí, com ganhos de 27,22%, 26,70% e 25,88%, respectivamente. 

Apesar do impacto positivo da renda emergencial na economia, uma queda forte no PIB nacional deste ano não poderá ser evitada, admitiu Costa. Ele acredita que o tombo da economia do país deverá ficar próximo da mediana das estimativas do mercado coletadas pelo Banco Central semanalmente, que aponta para queda de 6,54%.

O estudo ainda mostra que um impacto de 1% da renda emergencial sobre o PIB implica melhora de 7,1% do IDH regional. “Além de ajudar a evitar uma queda no PIB, o auxílio também tem impacto positivo na redução da desigualdade”, pontuou o professor da UFPE. Ele chamou atenção para o fato de quase 3 milhões dos beneficiários não possuírem acesso às agências ou lotéricas para receberem os benefícios. 

Fim do prazo
Mesmo com o aumento do número de parcelas do auxílio emergencial, o prazo para a solicitação do benefício no site da Caixa Econômica Federal e no app Caixa Auxílio Emergencial acaba nesta quinta-feira. Podem solicitar o benefício maiores de 18 anos, ou mães com menos de 18, que estejam desempregadas ou exerçam atividade na condição de microempreendedor individual (MEI), contribuinte individual da Previdência Social, ou trabalhador informal. Além disso, a renda familiar mensal não pode ultrapassar três salários mínimos (R$ 3.135,00).

Por: Correio Braziliense

segunda-feira, 15 de junho de 2020

WhatsApp vai permitir envio de dinheiro pelo aplicativo no Brasil

WhatsApp - Foto: Foto: Pixabay
A parceria será feita com o Banco do Brasil, Nubank, Sicredi e Cielo

Os brasileiros poderão enviar dinheiro agora via WhatsApp. Foi o que informou o executivo-chefe do Facebook, Mark Zuckerberg, nesta segunda-feira (15) em seu perfil nas redes sociais. "Hoje estamos começando a lançar pagamentos para pessoas que usam o WhatsApp no Brasil. Estamos facilitando o envio e o recebimento de dinheiro como o compartilhamento de fotos", informou.

Segundo o chefe da marca, que também administra o aplicativo WhatsApp, pequenas empresas também poderão fazer vendas diretamente pelo mecanismo Facebook Pay. No Brasil, a parceria será feita com o Banco do Brasil, Nubank, Sicredi e Cielo, ainda de acordo com Zuckerberg. "O Brasil é o primeiro país em que estamos lançando amplamente pagamentos no WhatsApp."

Por Folhapress

domingo, 14 de junho de 2020

MP autoriza abertura automática de contas para saque do FGTS

FGTS - Foto: Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
A estimativa do banco é que 60 milhões de pessoas tenham direito ao saque

O governo publicou neste sábado (13) uma medida provisória (MP) que autoriza a abertura automática de poupanças digitais da Caixa Econômica Federal para que todos os trabalhadores que possuem conta no Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) recebam até R$ 1.045,00 de seu saldo disponível.

A Caixa divulgou neste sábado o calendário de pagamento do saque emergencial do FGTS. A estimativa do banco é que 60 milhões de pessoas tenham direito ao saque, sendo que muitas são “desbancarizadas”, ou seja, não possuem conta em nenhum banco. No total, cerca de R$ 37,8 bilhões serão transferidos.

Pela nova MP, o dinheiro do FGTS ficará disponível na conta até 30 de novembro. Caso não haja movimentação até essa data, os recursos voltam para o saldo do trabalhador no fundo. Os depósitos começam em 29 de junho e seguem até 21 de setembro, de acordo com o mês de nascimento do beneficiário.

Contas digitais do tipo já vinham sendo utilizadas para o pagamento do auxílio emergencial relacional à pandemia do novo coronavírus, de R$ 600,00. Com a MP 982/2020, publicada em edição extra do Diário Oficial da União (DOU), o uso desse tipo de conta fica ampliado também para o saque do FGTS e o depósito de diversos benefícios sociais e emergenciais, inclusive pelos governos estaduais e municipais.

De acordo com a MP, nenhuma tarifa será cobrada pela poupança digital automática, e fica garantido ao menos uma transferência eletrônica mensal gratuita para contas em outros bancos. O limite de movimentação é de no máximo R$ 5 mil por mês, somando-se depósitos e retiradas.

Segundo a Caixa, a abertura automática de contas contribui para evitar a aglomeração de pessoas para o saque do dinheiro nas agências. “O momento atual exige distanciamento social como medida de prevenção à Covid-19”, disse o banco por meio de nota.

Da Agência Brasil

domingo, 3 de maio de 2020

Abril: Prefeitura de Casinhas divulga datas de pagamento dos servidores


A prefeitura de Casinhas divulgou, na última terça-feira (28), o calendário de pagamento do salário dos servidores municipais referente ao mês de Abril. Os proventos começaram a ser pagos na quarta (29) parcialmente. 

De acordo com nota divulgada pela assessoria de imprensa da prefeitura, "tal organização dar-se devido à pandemia do novo coronavírus para que não haja aglomeração de pessoas nas filas dos bancos e/ou casas lotéricas. Lembre-se: ao sair de casa, utilize cuidadosamente máscara de proteção, use álcool em gel para higienização das mãos e não toque olhos, boca ou nariz, antes dos cuidados básicos necessários."


Da Redação (Negócios & Informes)


quinta-feira, 23 de abril de 2020

Três em cada dez pedidos de auxílio emergencial precisam passar por revisão

Foto: Alfeu Taveres / Folha de Pernambuco
Esse grupo, que deverá passar por revisão dos dados, representa um universo de 11,6 milhões de informais

A Dataprev (empresa de tecnologia do governo federal) encerrou a análise do primeiro lote de informais inscritos para receber o auxílio emergencial de R$ 600 do governo federal. Ao todo, foram analisados 32 milhões de cadastros. Do total, apenas 47,5%, ou seja, menos da metade, atende a todas as regras para ter o auxílio.

Três entre dez necessitam de uma revisão de dados do cadastro feito por meio do aplicativo Caixa | Auxílio Emergencial e pelo site auxilio.caixa.gov.br. Esse grupo, que deverá passar por revisão dos dados, representa um universo de 11,6 milhões de informais, MEIs (microempreendedores individuais) e contribuintes individuais do INSS que se inscreveram entre os dias 7 e 10 de abril.

Há ainda um grupo de 1,7 milhão que deverá passar por uma processamento adicional dos dados, dada a complexidade do cruzamento que deve ser feito para liberar o benefício. Ao final, apenas 3,5 milhões de informais não atenderam às regras para ter o auxílio e ficarão sem a grana, o que representa 10,94%, ou um em cada dez inscritos no primeiro lote.

Em nota, a Dataprev detalhou como foi feita a checagem dos dados. "No período de análise, foi necessária a divisão dos dados em lotes de envio à Caixa devido à complexidade do cruzamento de informações dos brasileiros diante dos diversos cenários apresentados com os normativos legais", diz a nota.

Não há data exata para o pagamento dos valores, pois a Caixa não divulgou novo calendário. Nesta quarta (22), o Ministério da Cidadania informou que não há grana para pagar a segunda parcela, que começaria a ser distribuída nesta quinta (23).

PEDIDOS EM ANÁLISE
Segundo a Dataprev, com a finalização das análises e o envio de dados para a Caixa Econômica Federal, o banco deverá informar aos inscritos se o pedido foi aprovado ou reprovado. Quem tiver o benefício negado poderá recorrer.

Para quem está precisando dos R$ 600 porque não pode trabalhar na pandemia do coronavírus, a espera é angustiante. É o caso da diarista Sandra Regina Antônio Vieira, 56 anos. Ela se inscreveu no primeiro dia, 7 de abril, e, até agora, não teve resposta.

"Não posso fazer faxina, pois não dá mais para ir na casa de ninguém. A gente fica sem uma resposta e isso é triste. Disseram que, na terça sairia resposta, chegou quarta e nada."

O filho dela, Cesar Antônio Vieira, 21, também se inscreveu no dia 7 e espera resposta. Ele estava fazendo bicos em uma loja de tecnologia, trabalhando no conserto de celulares, mas como o local fechou com a pandemia de coronavírus, ficou sem emprego.

A revisora Luciana Silva Lopes de Mendonça, 41, diz que apenas quer uma resposta. Segundo ela, que também se inscreveu no dia 7 de abril, ficar com o benefício "em análise" por tanto tempo é angustiante. "Eu esperava ao menos uma resposta, para saber se foi aprovado ou não."

NOVO LOTE
A Dataprev informa ainda que já deu início à análise de mais um lote de pedidos de benefício, desta vez para inscritos entre 11 e 17 de abril. Os dados foram repassados à empresa de tecnologia no sábado (18) e a conclusão deve ocorrer até sexta-feira (24).

Ao todo, são mais 7 milhões de inscrições para ter o auxílio de R$ 600. Os dados mostram que o governo já possui 45,2 milhões de brasileiros com os CPFs considerados elegíveis, homologados e enviado à Caixa para verificação final e pagamento, o que inclui informais e inscritos no CadÚnico.

Por: Folhapress

segunda-feira, 20 de abril de 2020

Caixa já creditou R$ 16,3 bi para pagamento de auxílio emergencial

Foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil
Instituição deposita hoje valor de R$ 600 para 4 milhões de pessoas

Desde o início do pagamento do auxílio emergencial, no dia 9 deste mês, até esta segunda-feira (20), foram creditados R$ 16,3 bilhões para o pagamento do benefício a 24 milhões de brasileiros. Nesta segunda, a Caixa Econômica Federal, responsável pelo pagamento, deposita o valor de R$ 600 para 4.230.900 pessoas na Poupança Social Digital Caixa.

Até agora, 38 milhões de cidadãos cadastraram-se para receber o benefício. Na última sexta-feira (17), o banco realizou o crédito para 3.438.238 pessoas com conta poupança na Caixa. Já no sábado (18), o crédito foi para 1.420.466 pessoas com contas em outros bancos.

Bolsa Família
O calendário de pagamento do Bolsa Família nesta semana começa hoje, quando recebem o benefício 1.923.492 pessoas das 1.357.623 de famílias cujo Número de Identificação Social (NIS) tem o 3 como último digito. Na quarta-feira (22), é a vez de receberem o pagamento1.924.261 pessoas de 1.358.166 de famílias beneficiárias do Bolsa Família cujo último digito do NIS é igual a 4.

Na quinta-feira (23), recebem o auxílio 1.922.522 pessoas das 1.356.938 de famílias beneficiárias do Bolsa Família cujo último digito do NIS é igual a 5; e na sexta-feira, recebem 1.919.453 pessoas das 1.354.772 de famílias atendidas pelo programa cujo último digito do NIS é igual a 6.

Saque em dinheiro
Segundo a Caixa, os saques em dinheiro, sem a necessidade de cartão em casas lotéricas e em caixas eletrônicos, terão início na próxima segunda-feira (27). Os saques ocorrerão conforme o mês de nascimento do beneficiário. De acordo com a Caixa, a medida visa reduzir os efeitos do coronavírus na economia brasileira.

Poderão retirar o dinheiro no dia 27 as pessoas nascidas nos meses de janeiro e fevereiro; no dia 28, as nascidas em março e abril; no dia 29, as nascidas em maio e junho; e, no dia 30, as nascidos em julho e agosto. Em maio, os beneficiários nascidos em setembro e outubro sacam o dinheiro no dia 4, e os nascidos em novembro e dezembro, no dia 5.

Quem quiser poderá dispensar o dinheiro na conta de poupança digital. O valor depositado pode ser movimentado por meio do aplicativo Caixa Tem, para pagamento de boletos e contas domésticas e para transferências ilimitadas para contas da Caixa, permitindo até transferências mensais gratuitas para outros bancos nos próximos 90 dias.

Da Agência Brasil

domingo, 19 de abril de 2020

Pagamento | Prefeitura de Vertente do Lério antecipa salário de abril

Foto: Divulgação/Reprodução - Blog do Sérgio Ramos
A prefeitura de Vertente do Lério antecipou, para este sábado (18), o pagamento do salário dos servidores (efetivos, comissionados, contratados e inativos) referente ao mês de abril. A informação foi divulgada pelo secretário de Educação e Infraestrutura, Fábio França, através de postagem nas redes sociais. “Mais uma vez Vertente do Lério larga na frente. Mesmo em meio ao cenário de pandemia e crise financeira causada pelo coronavírus, nossa gestão segue trabalhando, inovando e buscando honrar com seus compromissos”, postou França. O valor da folha de pessoal é de aproximadamente R$ 800 mil.

Com aproximadamente oito mil habitantes, "o município tem como sua maior riqueza a exploração da rocha calcária, para fabricação de corretivo de solo, ingrediente de ração animal e a cal para indústria e construção civil. Segundo a tradição, a região era de propriedade de um homem chamado Lério. Em suas terras havia uma vertente de água, com a qual a população local, castigada pela seca, se abastecia. Por ocasião da seca de 1880, as pessoas iam até o local, para abastecer-se de água "lá na Vertente do Lério". (Informações Wikipédia). 

Do Blog do Agreste

terça-feira, 7 de abril de 2020

Coronavoucher | Sala do Empreendedor de Surubim auxilia com cadastro do Auxilio Emergencial

Imagem: Divulgação/Reprodução

A Prefeitura de Surubim, através da Sala do Empreendedor, irá auxiliar a população na realização do cadastro para a obtenção do Auxílio Emergencial do Governo Federal.


Os atendimentos estarão sendo realizados na Sala do Empreendedor, a partir desta quarta-feira (08), das 08h às 12h. O espaço funciona na Rua João Batista, 86, Centro, Surubim. 

Na oportunidade, a equipe da Sala do Empreendedor vai fornecer à população, informações sobre o auxílio e o uso do aplicativo.


Da Redação (Blog Negócios & Informes)


Veja como é o cadastro para o auxílio emergencial e quem poderá receber os R$ 600

CaixaFoto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Já está no ar o site lançado pelo governo federal para o cadastro de trabalhadores informais ou desempregados que estão sem renda

Já está no ar o site lançado pelo governo federal para o cadastro de trabalhadores informais ou desempregados que estão sem renda. Esse site, o auxilio.gov.br, deve ser usado por quem não está no CadÚnico, que é o cadastro do governo federal para o pagamento de benefícios sociais.


Esse novo cadastro servirá para a realização da autodeclaração de renda. O auxílio emergencial deve começar a ser pago nesta quinta (9).

Confira quem receberá o auxílio de R$ 600, por três meses


Trabalhadores informais, microempreendedores individuais (MEI), autônomos e intermitentes sem emprego fixo, que não estejam recebendo benefício previdenciário ou seguro-desemprego.


São três grupos principais com direito:
1. Beneficiários do Bolsa Família
2. Autônomos e informais que estão no CadÚnico
3. Autônomos e informais que não estão no CadÚnico

Mães que sustentam a família
Terão direito a uma cota dupla do auxílio, totalizando R$ 1.200
CadÚnico (cadastro de benefícios sociais do governo federal)
-Para quem se cadastrou até 20 de março, a concessão deve ser mais fácil, pois a identificação da renda será mais rápida
-O sistema de cadastro está fechado
-Quem não estiver cadastrado poderá fazer autodeclaração no aplicativo lançado pelo governo

Com consultar o CadÚnico

É necessário informar:
Nome completo
Data de nascimento
Nome da mãe
Cidade de residência
-Clique em "Não sou um robô", siga as instruções e depois em "Emitir"
-Se o sistema localizar o cadastro, serão informados o NIS (Número de Informações Sociais), nome e situação do cadastro
-O sistema não localizará quem fez o cadastro há menos de 45 dias
-Quem estiver neste cadastro não precisará do aplicativo lançado pelo governo

Aplicativo para quem não está no CadÚnico
Clique em "Realize sua solicitação"
Informe os dados pessoais, como nome e CPF e envie o pedido
O sistema dará início à análise de informações para decidir se há ou não o direito

Renda máxima para ter o direito
Até R$ 522,50 por pessoa na família ou até R$ 3.135 por grupo familiar
Em 2018, renda tributável de até R$ 28.559,70

Como será o pagamento
A Caixa criará um calendário, mas o cronograma não está fechado
Uma transferência mensal para conta-corrente do benefício será gratuita

Outras questões
Até duas pessoas da mesma família podem receber. Quem recebe Bolsa Família ficará, por três meses, com o auxílio, se o valor for maior. Trabalho formal é aquele com registro em carteira e funcionários públicos em cargos em comissão.

Renda familiar é a soma dos rendimentos brutos de todos os integrantes da residência
Programas de transferência de renda, como Bolsa Família, não entram no cálculo da renda familiar.

Da Folha de PE

sexta-feira, 6 de dezembro de 2019

Poupança tem maior captação líquida para novembro em dois anos

PoupançaFoto: Arquivo/Agência Brasil
Depósitos superaram saques em R$ 2,43 bi no mês

Aplicação financeira mais tradicional do país, a caderneta de poupança registrou a maior captação líquida para meses de novembro em dois anos. No mês passado, os depósitos superaram os saques em R$ 2,43 bilhões, informou nesta quinta-feira (5) o Banco Central. Este é o melhor resultado para o mês desde novembro de 2017, quando a poupança tinha registrado captação líquida de R$ 3,92 bilhões.

Em novembro do ano passado, os correntistas tinham depositado R$ 684,5 milhões a mais do que tinham sacado. De janeiro a novembro, os brasileiros retiraram R$ 3,88 bilhões a mais do que depositaram na caderneta. O desempenho está pior do que em 2018. No mesmo período do ano passado, as captações (depósitos) tinham superado as retiradas em R$ 23,65 bilhões.

Até 2014, os brasileiros depositavam mais do que retiravam da poupança. Naquele ano, as captações líquidas chegaram a R$ 24 bilhões. Com o início da recessão econômica, em 2015, os investidores passaram a retirar dinheiro da caderneta para cobrir dívidas, em um cenário de queda da renda e de aumento de desemprego.

Em 2015, R$ 53,57 bilhões foram sacados da poupança, a maior retirada líquida da história. Em 2016, os saques superaram os depósitos em R$ 40,7 bilhões. A tendência inverteu-se em 2017, quando as captações excederam as retiradas em R$ 17,12 bilhões, e em 2018 – captação líquida de R$ 38,26 bilhões.

Com rendimento de 70% da Taxa Selic (juros básicos da economia), a poupança atraiu recursos em novembro apesar de se tornar menos atrativa porque os juros básicos estão no menor nível da história. Com a redução da Selic para 5% ao ano, o investimento deixará de render mais do que a inflação.

Para 2020, o Boletim Focus, pesquisa com instituições financeiras divulgada toda semana pelo Banco Central, prevê inflação oficial pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de 3,6%. Com a atual fórmula de rendimento, a poupança renderá 3,5% no próximo ano, caso a Selic permaneça em 5%.

Por: Agência Brasil 

sábado, 23 de novembro de 2019

Projeção de salário mínimo de 2020 cai para R$ 1.030

ReaisFoto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil
Com a perspectiva do governo para uma inflação mais baixa, o valor do salário mínimo em 2020 deve ser reajustado dos atuais R$ 998 para cerca de R$ 1.030. Em agosto, a equipe do ministro Paulo Guedes (Economia) anunciou que o piso salarial poderia subir para R$ 1.039 no próximo ano. O valor, porém, tende a ser revisado diante de um cenário mais suave para os preços no país.

Guedes defende que o salário mínimo seja corrigido apenas pela inflação, medida pelo INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor), encerrando o ciclo de reajustes com ganhos reais ao trabalhador. Uma alta mais modesta no piso salarial pode provocar um alívio nas contas públicas de aproximadamente R$ 5,2 bilhões no Orçamento de 2020.

O valor do piso serve para balizar os pagamentos de benefícios assistenciais, previdenciários, além do abono salarial e do seguro-desemprego. Nesta semana, o ministro enviou ao Congresso um documento que revisa as projeções usadas na elaboração do projeto de Orçamento do próximo ano.

A estimativa para o INPC de 2019, que norteia o reajuste do salário mínimo para 2020, caiu de 4,02% para 3,26%. Isso se deve principalmente por causa do comportamento dos preços de alimentos, segundo a SPE (Secretaria de Política Econômica) do Ministério da Economia.

Para a equipe de Guedes, os números "indicam que a inflação deve permanecer baixa e controlada". Isso explica a frustração no valor do salário mínimo para 2020, que pode ficar até R$ 9 abaixo do que foi divulgado anteriormente.

A decisão final será do Congresso, responsável por aprovar o projeto de Orçamento e definir as despesas do próximo ano. O governo já enfrenta dificuldades em 2020 para cumprir o teto de gastos nos próximos anos –o limite de despesas, criado no governo de Michel Temer (MDB), é reajustado apenas pela inflação. Conceder um aumento acima da inflação (aumento real) seria mais um entrave para a meta.

Dados do Ministério da Economia indicam que a cada 0,1 ponto percentual de alta no INPC, o governo precisa desembolsar R$ 689 milhões a mais do que no ano anterior. Esse cálculo, usado na elaboração do Orçamento, considera benefícios pagos pelo piso e também com valores acima do mínimo –como aposentadorias e pensões.

Como o país passa por uma crise fiscal, a economia de recursos é considerada importante pelo governo. O alívio pode ajudar o governo a recompor a previsão de despesas para custeio e tentar afastar o risco de paralisação da máquina pública diante da forte pressão de gastos obrigatórios, como aposentadorias e salários de servidores. Continue lendo, clique AQUI!

domingo, 17 de novembro de 2019

BNDES vai antecipar devolução de recursos para a União, diz Montezano

Foto: José Cruz/Agência Brasil
O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) vai cumprir a meta de antecipação da devolução de recursos ao Tesouro Nacional. A informação foi dada pelo presidente do banco, Gustavo Montezano, durante a apresentação do balanço da instituição no terceiro trimestre de 2019. Até agora, já foram repassados R$ 100 bilhões. Até o fim do ano o volume vai alcançar R$ 123 bilhões. 

"A gente vai terminar o ano com a meta superada. A gente tinha o número de R$ 126 bilhões que colocamos como objetivo. Esse número será cumprido. O número redondo seria 123 bilhões de reais, mas como está antecipando, economiza uns meses de juros. Já está, totalmente, aprovado. Agora é só mero trâmite burocrático [para fazer a liberação], disse Montezano.

"A expectativa é que a gente pague até o final de novembro", completou a diretora financeira do BNDES, Bianca Nasser.

Além disso, o BNDES pagará R$ 9 bilhões ao governo federal, a título de adiantamento de dividendos. Com isso, os recursos pagos ao Tesouro chegarão a R$ 132 bilhões em 2019. A título de dividendo obrigatório relativo ao lucro de 2018, nos primeiros nove meses de 2019, o BNDES pagou ao Tesouro Nacional R$ 1,6 bilhão. Já quanto ao lucro apurado no primeiro semestre de 2019, o banco efetuou pagamento de R$ 1,8 bilhão. Parcela adicional de dividendos de R$ 6 bilhões está aprovada para pagamento no último trimestre do ano.

"Além do Tesouro a gente também está pagando 60% do lucro acumulado no primeiro semestre. Somando o repagamento ao tesouro e os dividendos pagos este ano, tanto referentes a 2018, quanto ao primeiro semestre de 2019, a gente vai totalizar o pagamento de R$ 132,5 bilhões à União. A gente considera que essa meta será superada".

Da Agência Brasil

quarta-feira, 13 de novembro de 2019

Aprovada MP que amplia saques do FGTS

SenadoFoto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil
Matéria será encaminhada à sanção presidencial.

O Plenário aprovou nessa terça-feira (12) Projeto de Lei de Conversão 29/2019, oriundo da Medida Provisória (MP) 889/2019, que cria a modalidade de saque-aniversário nas contas vinculadas do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), independentemente da ocorrência de demissão ou financiamento da casa própria. A matéria será encaminhada à sanção presidencial.

A MP permite aos trabalhadores optar por sacar um percentual dos saldos de suas contas do FGTS anualmente, no mês de seu aniversário. Editada em julho, a MP permitiu aos trabalhadores com contas vinculadas ao fundo um saque imediato de até R$ 500. De acordo com o projeto de lei de conversão, o valor do saque vai para R$ 998,00.

Saque residual
O saque de valores residuais de até R$ 80 ocorrerá após 180 dias da publicação da lei que resultará da MP. Outra mudança incluída no texto pelo relator, deputado Hugo Motta (Republicanos-PB), permite o saque da conta do FGTS caso o trabalhador ou qualquer de seus dependentes tenham doenças raras.

Demissões
O projeto de lei de conversão aprovado também dá fim ao pagamento adicional, pelas empresas, de 10% sobre os depósitos no caso das demissões sem justa causa, como determinado pela Lei Complementar 110, de 2001.

Discussão
Durante a discussão do texto, o senador Esperidião Amin (PP-SC) saudou o projeto, e disse que “é melhor o dinheiro ficar à disposição do contribuinte do que ficar entesourado como se do governo fosse”. Ele afirmou que o projeto é inteligente e que está longe de prejudicar a economia nacional.

O senador Chico Rodrigues (DEM-RR) também saudou a aprovação do projeto, e disse que o texto representa uma “quebra de paradigma e importantes avanços”.

Transparência
Em relação às regras de transparência do FGTS, o texto estabelece que as demonstrações financeiras deverão estar concluídas até 30 de abril de cada ano, e não mais em dezembro, para que a auditoria externa criada para o Conselho Curador do FGTS tenha tempo hábil de analisar as contas e, assim, viabilizar a distribuição dos recursos aos trabalhadores.

Para garantir maior transparência, o texto estabelece a obrigatoriedade de transmissão ao vivo, pela internet, das reuniões do Conselho Curador, sendo que as gravações poderão ser acessadas a qualquer momento no site do FGTS, resguardada a possibilidade de tratamento sigiloso de matérias assim classificadas na forma da lei.

Taxa de administração
De acordo com o projeto de lei de conversão, até 0,04% (e não mais 0,1%) do total dos ativos do fundo serão destinadas às despesas do conselho, o que dará uma média de R$ 200 milhões anuais, estima o relator. O texto manteve a taxa de administração do fundo pela Caixa Econômica Federal em 0,5%.

Como forma de favorecer a manutenção do equilíbrio econômico-financeiro do FGTS, o texto cria uma transição na limitação das doações do fundo a programas sociais habitacionais. Em 2020, esses descontos estarão limitados a 40% do “resultado efetivo” do FGTS. Em 2021, o limite será de 38%. Cairá para 34% em 2022 e, a partir de 2023, esse teto será permanente, de 33,3%.

Além de prever a possibilidade de o Conselho Curador estipular limites às taxas cobradas no caso de uso dos recursos do FGTS para aquisição de casa própria, o texto define que o fundo contará com a garantia de um patrimônio líquido mínimo equivalente a 10% dos saldos das contas vinculadas.

Da Agência Senado

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