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quinta-feira, 13 de agosto de 2026

Confederação Nacional do Comércio encaminha carta ao Congresso contra MP das blusinhas

Em manifesto aos parlamentares, presidente José Roberto Tadros dimensiona impacto nos postos de trabalho e denuncia concorrência desleal contra o varejo brasileiro


A Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) encaminhou, nesta quarta (12), a deputados e senadores, um manifesto formal solicitando a rejeição integral da Medida Provisória nº 1.357/2026. O documento, assinado pelo presidente do Sistema CNC-Sesc-Senac, José Roberto Tadros, adverte que a permanência da alíquota zero do Imposto de Importação para compras internacionais de até US$ 50 reabre um cenário grave de concorrência desleal, fragilizando a atividade econômica interna e a geração de empregos formais no Brasil.


Na Carta Circular protocolada no Legislativo, Tadros ressalta que a apreciação da matéria pelos congressistas não pode se limitar ao valor da mercadoria na tela do consumidor, mas deve considerar o impacto sistêmico em quem produz e comercializa dentro do território nacional.


“A redução de tributos sobre importações deve ser avaliada com cautela, considerando seus efeitos em empresas que geram empregos, realizam investimentos e cumprem as obrigações tributárias, trabalhistas, regulatórias e consumeristas brasileiras”, destaca o presidente da CNC na mensagem aos parlamentares. Confira a carta na íntegra, ao final do texto.


A manifestação é subsidiada por dados do relatório técnico-econômico da Gerência de Economia e Análise de Dados da CNC (Geade). O levantamento comparou a tributação aplicada no regime geral — pago pelas empresas sediadas no País — frente ao regime de remessas internacionais.


Quantificando o risco


Considerando os 22 produtos mais importados, a carga tributária média suportada pelo mercado nacional é de 76,48%, enquanto nas plataformas do Remessa Conforme a carga fixou-se em 25%, revelando uma disparidade recorrente de 51,48 pontos percentuais em prejuízo do setor produtivo brasileiro. Em itens representativos como consoles de videogame e calçados esportivos, a diferença tributária chega a 62,2 e 59,2 pontos percentuais, respectivamente.


O estudo comprova ainda a efetividade da cobrança do imposto no período anterior: a mitigação da assimetria fiscal impulsionou o faturamento do varejo em cerca de R$ 3 bilhões por mês e estimou o potencial de criação de 98,9 mil empregos formais entre agosto de 2024 e dezembro de 2025. Destaque para os segmentos de tecidos, vestuário e calçados (+2,8 mil postos/mês) e artigos de uso pessoal e doméstico (+3 mil postos/mês), sem qualquer registro de pressão inflacionária repassada ao consumidor.


Ação no STF


A ofensiva legislativa soma-se à atuação jurídica da Confederação, que já protocolou no Supremo Tribunal Federal a Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI 7.974) contra a MP 1.357/2026 e a Portaria MF 1.342/2026. A entidade aponta vício de inconstitucionalidade formal por falta de urgência e alerta que a isenção estimula fraudes de subfaturamento e fracionamento artificial de remessas.


Com a tramitação da matéria na comissão mista do Congresso Nacional, a CNC reforça o apelo aos líderes partidários e parlamentares para que votem pela rejeição da Medida Provisória, restabelecendo a neutralidade fiscal e a proteção do mercado de trabalho nacional.






quarta-feira, 12 de agosto de 2026

Setor de serviços recua em Pernambuco, mas receita cresce acima da média nacional

O setor de serviços de Pernambuco apresentou retração em junho, apesar de registrar crescimento da receita no período. De acordo com a Pesquisa Mensal de Serviços (PMS), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o volume de serviços no estado caiu 0,5% na comparação com junho de 2025, enquanto a receita nominal avançou 8,9% no mesmo intervalo.


O desempenho pernambucano ficou abaixo do registrado no país. No Brasil, o volume de serviços cresceu 2% na comparação anual. A diferença entre os resultados foi de 2,5 pontos percentuais. Na passagem de maio para junho, Pernambuco também registrou queda, de 0,7%, enquanto o resultado nacional ficou estável.


Apesar da retração no volume, a receita nominal do setor avançou 8,9% em Pernambuco em relação a junho do ano passado, ligeiramente acima da média nacional, que foi de 8,6%. No acumulado do ano, entretanto, a receita pernambucana cresceu 7,2%, abaixo dos 7,6% registrados no país. Em 12 meses, a alta no estado foi de 5,9%, ante 7,5% no Brasil.


O resultado mostra uma diferença importante entre os dois indicadores acompanhados pela pesquisa. Enquanto o volume mede a quantidade efetivamente produzida de serviços, a receita nominal considera o faturamento gerado pelas atividades. Assim, em junho, o setor pernambucano apresentou aumento de receita mesmo com redução no volume de serviços.


Hotéis, bares e restaurantes puxam retração


Entre os segmentos pesquisados pelo IBGE, o pior desempenho em Pernambuco foi registrado pelos serviços prestados às famílias, que tiveram queda de 4,9% em junho na comparação com o mesmo mês de 2025. A categoria inclui atividades como hotéis, pousadas, restaurantes, bares, lanchonetes e bufês, além de outros serviços pessoais relacionados ao lazer e à alimentação. No acumulado do ano, o segmento registra retração de 4%, enquanto a queda em 12 meses chega a 1,6%.


O comportamento desse segmento contrasta com o de informação e comunicação, que apresentou o maior crescimento entre as atividades pesquisadas. O setor avançou 6,1% na comparação com junho de 2025, acumulou alta de 5,2% no ano e de 3,1% nos últimos 12 meses.


Os serviços profissionais, administrativos e complementares também tiveram resultado positivo, com crescimento de 0,9% em relação a junho do ano passado. No acumulado de 2026, a alta chega a 2,9%, e em 12 meses, a 1,5%. O grupo reúne atividades como consultorias empresariais, serviços jurídicos e contábeis, engenharia, arquitetura, publicidade, locação de máquinas e veículos, limpeza, vigilância e apoio administrativo a empresas.


Já o segmento de transportes, serviços auxiliares aos transportes e correio apresentou queda de 3,9% no volume em junho, com retração de 3,7% no acumulado do ano e de 1,5% em 12 meses. Apesar da redução no volume, a receita nominal dessas atividades cresceu 12,1% na comparação anual, a maior alta entre os grupos pesquisados.


Na receita nominal, todos os segmentos apresentaram crescimento na comparação com junho de 2025. Além dos transportes, informação e comunicação teve alta de 8,9%, serviços profissionais, administrativos e complementares cresceram 7%, e outros serviços avançaram 9,1%. Os serviços prestados às famílias tiveram aumento de 4,2% na receita, apesar da queda de 4,9% no volume.


No acumulado de 2026, porém, o volume total de serviços em Pernambuco registra queda de 0,4%, enquanto o Brasil acumula crescimento de 2%. Nos últimos 12 meses, o estado apresenta leve alta de 0,2%, ainda distante da expansão de 2,6% observada nacionalmente.


A Pesquisa Mensal de Serviços acompanha o comportamento dos principais segmentos empresariais não financeiros do setor de serviços, excluindo saúde e educação. O próximo resultado da pesquisa, referente a julho, será divulgado pelo IBGE em 10 de setembro.


Do Diário de Pernambuco







Bônus de Itaipu deve baratear conta de luz e puxar inflação para baixo em agosto

A alta da energia elétrica foi o principal fator de pressão no Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de julho, mas o quadro pode mudar no mês que vem com a entrada do bônus de Itaipu. O gerente do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Fernando Gonçalves, afirmou que a apropriação do bônus em agosto tende a reduzir a conta de luz e gerar pressão negativa sobre o índice, embora o efeito seja temporário.


Em julho, explicou, o IPCA de 0,07% refletiu uma composição com queda de alimentos e combustíveis, contraposta por aumento da energia elétrica em função de reajustes em algumas áreas e da bandeira amarela.


"A composição desse 0,07% teve redução de alimentos, redução de combustíveis e, ao mesmo tempo, alta da energia elétrica", disse Gonçalves.


Ao comentar os próximos passos, ele destacou que, quando há a apropriação do bônus, a energia recua e no mês seguinte ocorre uma compensação estatística.


Segundo ele, o movimento tende a aparecer primeiro no IPCA-15 e depois no IPCA de agosto, que será divulgado em setembro.


Por Estadão Conteúdo






terça-feira, 11 de agosto de 2026

Mais de R$415 bilhões foram movimentados via Pix no primeiro semestre de 2026, em Pernambuco

Valor das transações cresceu 20,1% frente ao primeiro semestre de 2025, mantendo Pernambuco na segunda posição entre os estados do Nordeste, segundo Fecomércio-Pe



Os residentes de Pernambuco movimentaram R$415,7 bilhões por meio do Pix no primeiro semestre de 2026, distribuídos em 1,75 bilhão de transações. O levantamento foi elaborado pelo Hub do Comércio da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Pernambuco (Fecomércio-PE), com base nas estatísticas do Banco Central, e aponta crescimento de 20,1% no valor das operações e de 16,9% na quantidade de transações em comparação com o mesmo período de 2025. Com esse desempenho, Pernambuco manteve a segunda posição entre os estados do Nordeste em movimentação financeira via Pix, atrás apenas da Bahia, além de ocupar o nono lugar no ranking nacional, respondendo por cerca de 2,4% de todo o volume financeiro movimentado no país durante os seis primeiros meses do ano.


Além do avanço registrado em relação ao ano anterior, os dados evidenciam a consolidação do Pix como principal meio de pagamento na economia pernambucana. Entre janeiro e junho, o valor mensal movimentado pelos residentes do estado passou de R$69,1 bilhões, em janeiro, para R$73,9 bilhões, em junho. O maior número de transações foi registrado em maio, período influenciado por datas comemorativas, como o Dia das Mães, tradicionalmente associado ao aumento das vendas no comércio.


 


Para o presidente do Sistema Fecomércio/Sesc/Senac Pernambuco, Bernardo Peixoto, o crescimento das operações confirma que o Pix passou a integrar definitivamente a rotina de consumidores e empresas. "O Pix tornou-se um instrumento incorporado ao dia a dia dos consumidores e das empresas. A expansão observada em Pernambuco acompanha a transformação dos meios de pagamento, contribuindo para maior agilidade nas transações comerciais e para a circulação de recursos na economia”.


Empresas lideram


O estudo também mostra que o Pix ganhou espaço nas operações empresariais. Embora as pessoas jurídicas representem apenas 8,4% do total de transações realizadas no estado, elas responderam por 43,1% de todo o valor financeiro movimentado no semestre. Ao todo, as empresas movimentaram R$179,2 bilhões, enquanto as pessoas físicas responderam por R$236,5 bilhões em pagamentos realizados pela modalidade.


Essa diferença também aparece no valor médio das operações. O ticket médio das transações realizadas por empresas alcançou R$1.224,47, cerca de 8,3 vezes superior ao registrado entre pessoas físicas, cujo valor médio foi de R$147,32. Para o economista da Fecomércio-PE, Rafael Lima, os números demonstram que o Pix deixou de ser utilizado apenas nas transações cotidianas entre consumidores. "O elevado ticket médio das operações realizadas por pessoas jurídicas mostra que empresas de diferentes portes incorporaram o Pix aos pagamentos e recebimentos de maior valor, ampliando sua participação na dinâmica econômica estadual".


Liderança na RMR


A pesquisa aponta ainda forte concentração das operações na Região Metropolitana do Recife, responsável por 55,7% de todo o valor movimentado em Pernambuco. Sozinha, a capital respondeu por R$138,7 bilhões, o equivalente a 33,4% do total estadual. Também figuram entre os municípios com maior movimentação Jaboatão dos Guararapes, Petrolina, Caruaru, Olinda, Cabo de Santo Agostinho, Paulista, Goiana, Ipojuca e Vitória de Santo Antão, que, juntamente com Recife, concentram cerca de dois terços de toda a movimentação financeira via Pix no estado.


Os dados também revelam diferenças no perfil econômico entre os municípios. Em Goiana, as pessoas jurídicas responderam por 78,5% do valor movimentado, enquanto Ipojuca também apresentou elevada participação empresarial, refletindo a influência das atividades industriais e portuárias na economia local.


Segundo no Nordeste 

Na comparação regional, Bahia, Pernambuco e Ceará concentraram mais da metade de toda a movimentação financeira realizada via Pix no Nordeste durante o primeiro semestre de 2026. Pernambuco movimentou R$415,7 bilhões, superando o Ceará, que registrou R$405,9 bilhões, e ficando atrás apenas da Bahia, com R$629,9 bilhões.


Quando o indicador considera o valor movimentado por habitante, Pernambuco ocupa a terceira posição entre os estados nordestinos, atrás de Paraíba e Ceará. O levantamento também mostra que os residentes pernambucanos pagaram R$ 9,6 bilhões a mais do que receberam via Pix no primeiro semestre, resultando em saldo líquido negativo nas transações realizadas pelo estado.







RPM O Legado é confirmada como atração do 23º Surubim Motofest

O  23º Surubim Motofest, o tradicional encontro de motociclistas que reúne apaixonados por motos de várias partes do país, terá entre suas atrações musicais a banda RPM O Legado. A divulgação foi divulgada nas redes sociais da Prefeitura de Surubim, e do Cowboys Do Asfalto MC, nesta terça-feira (11).  A banda irá se apresentar na noite do sábado, 29 de agosto.


A icônica banda de rock RPM, criada em 1984, gerou sucesso absoluto nas décadas de 80 e 90, sendo recordista de vendas de discos e bilheteria de uma geração, até os tempos de hoje, ainda estremece os palcos pelo país adentro, de ponta a ponta.


A banda conquistou o coração dos brasileiros e se tornou um ícone do rock nacional, sempre apresentando os inesquecíveis mega hits “Rádio Pirata”, “Olhar 43”, “Alvorada Voraz”, “Loiras Geladas”, “London London”, “A Cruz e a Espada” e “Vida Real” (tema de abertura do Big Brother Brasil), entre outros.


Da Redação - Negócios & Informes







Grupo Moura abre inscrições para programa de estágio no Recife e em Belo Jardim

Foto: Divulgação Grupo Moura/Reprodução
O Grupo Moura está com inscrições abertas para o Programa Moura de Estágio 2026.2, com oportunidades para estudantes de nível superior e técnico, com atuação presencial nas cidades do Recife e de Belo Jardim. Os interessados podem se inscrever até 7 de setembro, por meio do site. 

 

Para participar, o candidato interessado deve acessar a plataforma, consultar as oportunidades disponíveis e escolher entre as opções de estágio de nível superior ou técnico que estejam de acordo com seu perfil e formação. O processo seletivo seguirá etapas online e presenciais, que avaliam tanto competências técnicas quanto aderência ao perfil e à cultura da empresa.

 

Quem pode participar

As vagas do Programa Moura de Estágio 2026.2 são destinadas a estudantes dos cursos de Administração, Ciências Contábeis, Economia, Comércio Exterior, Psicologia e Engenharias (de Software, Mecânica, Materiais, Elétrica, Eletrônica, de Energias Renováveis, Controle e Automação, Química, Ambiental e de Produção), além de alunos matriculados nos cursos técnicos em Eletrotécnica/Eletromecânica, Mecânica, Mecatrônica e Segurança do Trabalho.


Os selecionados no processo seletivo vão participar da Academia dos Estagiários, uma trilha formativa de seis meses que oferece disciplinas voltadas ao desenvolvimento de competências essenciais para o crescimento profissional, com foco em cultura, gestão e performance.


A formação inclui conteúdos como Cultura e Gestão Moura, Kaizens (melhoria constante), Papel do Estagiário, Postura Profissional, Inteligência Emocional e Planejamento de Carreira. Ao final do ciclo, os participantes apresentam um Kaizen, projeto com proposta concreta de melhoria, conectando aprendizado, inovação e geração de resultados para a empresa.


Do Portal Folha de Pernambuco







Retiradas da poupança superam depósitos em R$ 7,15 bilhões em julho

As retiradas da caderneta de poupança superaram os depósitos em R$ 7,15 bilhões em julho deste ano, segundo relatório divulgado nesta sexta-feira (7) pelo Banco Central. No mês, foram aplicados R$ 370,76 bilhões, enquanto os saques somaram R$ 377,92 bilhões.


Na comparação com junho deste ano, tanto os depósitos quanto as retiradas recuaram.


No mês anterior, os brasileiros depositaram R$ 378,06 bilhões na poupança e retirado R$ 378,3 bilhões, o que resultou em saída líquida de pouco mais de 237,5 milhões.


Em julho, os depósitos caíram R$ 7,3 bilhões, redução de 1,9%, enquanto os saques diminuíram R$ 380 milhões, ou 0,1%.


O resultado de julho também representa piora em relação ao mesmo mês do ano passado.


Em julho de 2025, os depósitos haviam alcançado R$ 363,57 bilhões e as retiradas, R$ 369,82 bilhões, gerando retirada líquida de R$ 6,25 bilhões.


Na comparação anual, os aportes cresceram R$ 7,19 bilhões, alta de 2%, mas os saques avançaram em ritmo maior, com aumento de R$ 8,1 bilhões, o equivalente a 2,2%.


Apesar da retirada líquida registrada em julho, o volume total mantido na poupança seguiu praticamente estável em relação a junho deste ano, em R$ 1,02 trilhão.


Em relação a julho de 2025, quando o saldo era de R$ 1,01 trilhão, houve ligeira elevação do estoque de recursos aplicados.


Da Agência Brasil






segunda-feira, 10 de agosto de 2026

Surubim: C & E Promotora Empréstimos oferta vaga para Consultora de Crédito; oportunidade também para quem busca o primeiro emprego

Em Surubim, a C & E Promotora Empréstimos está com oportunidade de emprego para Consultor (a) de Crédito. Requisito e benefícios constam no card. Inclusive é uma excelente oportunidade para quem busca o primeiro emprego, interessado (a), deve enviar currículo via WhatsApp, através do número (81) 9 8324-5132. 







Pix amplia participação nos pagamentos em bares e restaurantes

(Foto: Bruno Peres/Agência Brasil
O Pix respondeu por 20,5% das vendas presenciais em bares e restaurantes do país, segundo pesquisa da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel). Embora o cartão de crédito permaneça como principal meio de pagamento, o sistema de transferência instantânea ganhou espaço principalmente entre pequenos estabelecimentos, redes de alimentação rápida e empresas das regiões Norte e Nordeste.


O levantamento foi realizado com 2.109 pontos comerciais. Embora a pesquisa de conjuntura seja mensal, esta é apenas a segunda vez que a Abrasel inclui uma sondagem sobre meios de pagamento. Na primeira edição, em 2024, foram ouvidos 1.466 comerciantes.


Na edição de 2024, o Pix respondia por 16,5% das transações. O crescimento ocorreu principalmente à custa do dinheiro em espécie, que hoje representa apenas 8,3% das vendas presenciais. O cartão de crédito continua liderando em todas as regiões, com participação de 41,5% das vendas, seguido pelo cartão de débito, com 25,1%. O dinheiro em espécie aparece na sequência, com 8,3%, à frente do voucher, com 4,6%. O cheque, que já foi o principal meio de pagamento no país, responde por menos de 1% das transações.


A pesquisa também mostrou que a adesão ao Pix é mais intensa entre as empresas de menor porte. Nos estabelecimentos com faturamento anual de até R$ 130 mil, o meio de pagamento responde por 30,4% das vendas de salão e balcão. Entre as empresas com faturamento de R$ 130 mil a R$ 360 mil, a participação é de 22,6%, enquanto nas que faturam entre R$ 360 mil e R$ 1 milhão o índice chega a 24%.


O avanço é mais lento entre as empresas com faturamento anual superior a R$ 1 milhão, nas quais a participação do Pix varia entre 14,9% e 17,5% das vendas.


O tipo de estabelecimento também influencia o uso do meio de pagamento. Nos estabelecimentos de alimentação rápida, o Pix já representa 24,6% das vendas. Nos restaurantes especializados, a participação chega a 21%. Em bares e casas noturnas, responde por 19,9% das transações, enquanto nos restaurantes que servem refeições completas alcança 17%.


“O cliente quer rapidez, praticidade e segurança no momento do pagamento. Ao mesmo tempo, o empresário busca soluções que reduzam custos e tragam mais previsibilidade ao fluxo de caixa. O Pix conseguiu atender a essas duas necessidades e, por isso, se tornou uma ferramenta essencial para os bares e restaurantes”, afirmou, em nota, o presidente da Abrasel, Paulo Solmucci.


O uso dos meios de pagamento também varia conforme a região do país. O Norte continua liderando o uso do Pix em bares e restaurantes, com participação média de 29,8% nas vendas de salão e balcão, acima dos 25,5% registrados no levantamento anterior da Abrasel e também superior à participação do cartão de débito, de 24,5%. O Nordeste aparece em seguida, com 24,2%, enquanto o cartão de débito responde por 23,4%.


Nas demais regiões, o Pix ocupa a terceira posição entre os meios de pagamento. No Sudeste, representa 18,1% das transações; no Centro-Oeste, 17,9%; e, no Sul, 16,5%. Ainda assim, a Abrasel considera o sistema um meio de pagamento consolidado em todo o país.


O dinheiro em espécie, por sua vez, continua perdendo espaço. Em todas as regiões, sua participação permanece abaixo de 11% das vendas. Para a Abrasel, os números evidenciam o avanço da digitalização do consumo no país.


“O Pix não é apenas uma forma de pagamento. Ele cria oportunidades para que bares e restaurantes desenvolvam programas de fidelidade, integrem pedidos digitais e ofereçam novas experiências ao consumidor, além de abrir espaço para mais eficiência, inovação e competitividade no setor”, concluiu Solmucci.


Da Agência Brasil 






Ação do Hemope fortalece doação de sangue em Surubim

A Fundação Hemope encerrou neste sábado (8 de agosto) a campanha de coleta externa de sangue realizada em Surubim. A ação aconteceu durante dois dias, na Escola Municipal Lourenço Ramos, no Centro, e teve as fichas disponibilizadas esgotadas nos dois dias de atendimento. 


Responsável pela coordenação da campanha em Surubim, a assistente social da Fundação Hemope, Jennifer Sibalde, avaliou o resultado como um sucesso e destacou a participação da população. “É ums grande alegria da Fundação Hemope estarmos presentes no município de Surubim, que é um grande parceiro histórico na doação de sangue. A gente sabe que toda vez que comparecemos ao município, a gente realiza uma grande festa em favor da vida”, afirmou.


Jennifer explicou que o número de atendimentos é limitado pela estrutura disponibilizada pelo Hemope, incluindo transporte, insumos e equipe. Segundo ela, a procura poderia ter sido ainda maior, inclusive com a participação de moradores de municípios vizinhos. “A gente sabe que teria uma resposta muito maior da população, mas, diante da nossa limitação hoje, a gente tem um sucesso total na nossa campanha”, declarou.


A coordenadora também informou que o Hemope já articula uma nova visita a Surubim. “Já estamos vendo a possibilidade de retornar para o município o mais rápido possível”, afirmou, destacando a parceria com a Prefeitura e as secretarias municipais.


Secretaria de Saúde destaca participação


A secretária municipal de Saúde, Francinalda Costa, também comemorou o resultado da campanha. Segundo ela, a escola permaneceu movimentada durante os dois dias. “Ontem tivemos casa cheia aqui na Escola Lourenço Ramos. Hoje, pela segunda vez consecutiva, também casa cheia. Passamos de 300 doadores, que é um número maravilhoso para o nosso município”, afirmou.


Francinalda informou ainda que já existe uma expectativa para ampliar a presença do Hemope na cidade. Segundo ela, a previsão é de que o órgão realize duas campanhas em Surubim no próximo ano.


Mobilização pela doação


A campanha também contou com a participação de Roberta Aguiar, filha de Conterrâneo, um dos incentivadores históricos das ações de doação de sangue em Surubim. Ela destacou a continuidade do trabalho iniciado pelo pai e defendeu a implantação de um hemocentro no município.


“Em 2023, que foi a nossa última coleta, tivemos mais de 300 doadores. E esse ano Surubim também está representando. Eu queria que tivesse a semana inteira de doação, porque Surubim tem doador. Então precisa de um hemocentro fixo aqui em Surubim. Era a ideia do meu pai, era a vontade do meu pai, e a gente vive nessa luta”, afirmou.


Roberta contou que o incentivo à solidariedade foi um legado deixado pelo Sr. Conterrâneo. “Meu pai sempre foi uma pessoa muito solidária com todos, com os necessitados. Então eu continuei, aprendi. Foi um aprendizado muito grande e eu pretendo continuar com essa ideia”, destacou.


A campanha reforçou a mobilização da população de Surubim e a parceria com o Hemope, além de renovar a expectativa pela realização de novas coletas no município.


Do Portal da Cidade Surubim




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