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segunda-feira, 10 de agosto de 2026

Pix amplia participação nos pagamentos em bares e restaurantes

(Foto: Bruno Peres/Agência Brasil
O Pix respondeu por 20,5% das vendas presenciais em bares e restaurantes do país, segundo pesquisa da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel). Embora o cartão de crédito permaneça como principal meio de pagamento, o sistema de transferência instantânea ganhou espaço principalmente entre pequenos estabelecimentos, redes de alimentação rápida e empresas das regiões Norte e Nordeste.


O levantamento foi realizado com 2.109 pontos comerciais. Embora a pesquisa de conjuntura seja mensal, esta é apenas a segunda vez que a Abrasel inclui uma sondagem sobre meios de pagamento. Na primeira edição, em 2024, foram ouvidos 1.466 comerciantes.


Na edição de 2024, o Pix respondia por 16,5% das transações. O crescimento ocorreu principalmente à custa do dinheiro em espécie, que hoje representa apenas 8,3% das vendas presenciais. O cartão de crédito continua liderando em todas as regiões, com participação de 41,5% das vendas, seguido pelo cartão de débito, com 25,1%. O dinheiro em espécie aparece na sequência, com 8,3%, à frente do voucher, com 4,6%. O cheque, que já foi o principal meio de pagamento no país, responde por menos de 1% das transações.


A pesquisa também mostrou que a adesão ao Pix é mais intensa entre as empresas de menor porte. Nos estabelecimentos com faturamento anual de até R$ 130 mil, o meio de pagamento responde por 30,4% das vendas de salão e balcão. Entre as empresas com faturamento de R$ 130 mil a R$ 360 mil, a participação é de 22,6%, enquanto nas que faturam entre R$ 360 mil e R$ 1 milhão o índice chega a 24%.


O avanço é mais lento entre as empresas com faturamento anual superior a R$ 1 milhão, nas quais a participação do Pix varia entre 14,9% e 17,5% das vendas.


O tipo de estabelecimento também influencia o uso do meio de pagamento. Nos estabelecimentos de alimentação rápida, o Pix já representa 24,6% das vendas. Nos restaurantes especializados, a participação chega a 21%. Em bares e casas noturnas, responde por 19,9% das transações, enquanto nos restaurantes que servem refeições completas alcança 17%.


“O cliente quer rapidez, praticidade e segurança no momento do pagamento. Ao mesmo tempo, o empresário busca soluções que reduzam custos e tragam mais previsibilidade ao fluxo de caixa. O Pix conseguiu atender a essas duas necessidades e, por isso, se tornou uma ferramenta essencial para os bares e restaurantes”, afirmou, em nota, o presidente da Abrasel, Paulo Solmucci.


O uso dos meios de pagamento também varia conforme a região do país. O Norte continua liderando o uso do Pix em bares e restaurantes, com participação média de 29,8% nas vendas de salão e balcão, acima dos 25,5% registrados no levantamento anterior da Abrasel e também superior à participação do cartão de débito, de 24,5%. O Nordeste aparece em seguida, com 24,2%, enquanto o cartão de débito responde por 23,4%.


Nas demais regiões, o Pix ocupa a terceira posição entre os meios de pagamento. No Sudeste, representa 18,1% das transações; no Centro-Oeste, 17,9%; e, no Sul, 16,5%. Ainda assim, a Abrasel considera o sistema um meio de pagamento consolidado em todo o país.


O dinheiro em espécie, por sua vez, continua perdendo espaço. Em todas as regiões, sua participação permanece abaixo de 11% das vendas. Para a Abrasel, os números evidenciam o avanço da digitalização do consumo no país.


“O Pix não é apenas uma forma de pagamento. Ele cria oportunidades para que bares e restaurantes desenvolvam programas de fidelidade, integrem pedidos digitais e ofereçam novas experiências ao consumidor, além de abrir espaço para mais eficiência, inovação e competitividade no setor”, concluiu Solmucci.


Da Agência Brasil 






Ação do Hemope fortalece doação de sangue em Surubim

A Fundação Hemope encerrou neste sábado (8 de agosto) a campanha de coleta externa de sangue realizada em Surubim. A ação aconteceu durante dois dias, na Escola Municipal Lourenço Ramos, no Centro, e teve as fichas disponibilizadas esgotadas nos dois dias de atendimento. 


Responsável pela coordenação da campanha em Surubim, a assistente social da Fundação Hemope, Jennifer Sibalde, avaliou o resultado como um sucesso e destacou a participação da população. “É ums grande alegria da Fundação Hemope estarmos presentes no município de Surubim, que é um grande parceiro histórico na doação de sangue. A gente sabe que toda vez que comparecemos ao município, a gente realiza uma grande festa em favor da vida”, afirmou.


Jennifer explicou que o número de atendimentos é limitado pela estrutura disponibilizada pelo Hemope, incluindo transporte, insumos e equipe. Segundo ela, a procura poderia ter sido ainda maior, inclusive com a participação de moradores de municípios vizinhos. “A gente sabe que teria uma resposta muito maior da população, mas, diante da nossa limitação hoje, a gente tem um sucesso total na nossa campanha”, declarou.


A coordenadora também informou que o Hemope já articula uma nova visita a Surubim. “Já estamos vendo a possibilidade de retornar para o município o mais rápido possível”, afirmou, destacando a parceria com a Prefeitura e as secretarias municipais.


Secretaria de Saúde destaca participação


A secretária municipal de Saúde, Francinalda Costa, também comemorou o resultado da campanha. Segundo ela, a escola permaneceu movimentada durante os dois dias. “Ontem tivemos casa cheia aqui na Escola Lourenço Ramos. Hoje, pela segunda vez consecutiva, também casa cheia. Passamos de 300 doadores, que é um número maravilhoso para o nosso município”, afirmou.


Francinalda informou ainda que já existe uma expectativa para ampliar a presença do Hemope na cidade. Segundo ela, a previsão é de que o órgão realize duas campanhas em Surubim no próximo ano.


Mobilização pela doação


A campanha também contou com a participação de Roberta Aguiar, filha de Conterrâneo, um dos incentivadores históricos das ações de doação de sangue em Surubim. Ela destacou a continuidade do trabalho iniciado pelo pai e defendeu a implantação de um hemocentro no município.


“Em 2023, que foi a nossa última coleta, tivemos mais de 300 doadores. E esse ano Surubim também está representando. Eu queria que tivesse a semana inteira de doação, porque Surubim tem doador. Então precisa de um hemocentro fixo aqui em Surubim. Era a ideia do meu pai, era a vontade do meu pai, e a gente vive nessa luta”, afirmou.


Roberta contou que o incentivo à solidariedade foi um legado deixado pelo Sr. Conterrâneo. “Meu pai sempre foi uma pessoa muito solidária com todos, com os necessitados. Então eu continuei, aprendi. Foi um aprendizado muito grande e eu pretendo continuar com essa ideia”, destacou.


A campanha reforçou a mobilização da população de Surubim e a parceria com o Hemope, além de renovar a expectativa pela realização de novas coletas no município.


Do Portal da Cidade Surubim




sexta-feira, 7 de agosto de 2026

Surubim | Luciano Seguros disponibiliza vaga para Auxiliar Administrativo

A empresa Luciano Seguros, com sede em Surubim, está com vaga disponível para Auxiliar Administrativo. Confira a nota divulgada pela empresa nas redes sociais:


A Luciano Seguros está em busca de um(a) Auxiliar Administrativo(a) para fazer parte da nossa equipe!

💼 Cargo: Auxiliar Administrativo
📍 Segmento: Corretora de Seguros

💰 Remuneração e benefícios:
✅ Salário: R$ 1.640,00
✅ Vale-Refeição: R$ 770,00
✅ Vale-Transporte: R$ 100,00
✅ Seguro de Vida

📧 Envie seu currículo para:
talentos@personhub.com.br

📢 Marque aquela pessoa que está procurando uma oportunidade ou compartilhe esta publicação. Quem sabe o próximo talento da nossa equipe não está entre seus amigos?







Surubim: Restaurante Violeta oferta vagas para Auxiliar de Cozinha

O Restaurante Violeta, com sede em Surubim, abre vagas para Auxiliar de Cozinha. Os interessados (a), devem enviar currículo por e-mail: atendimento@violetarestaurante.com.br  ; @Violeta - Arte Culinária








quinta-feira, 6 de agosto de 2026

Famílias brasileiras perderam R$ 62,5 bilhões para bets em 2025

Foto: Agência Brasil
As famílias brasileiras perderam R$ 62,5 bilhões para as bets no ano passado. O montante corresponde ao valor líquido, ou seja, à diferença entre o dinheiro apostado e o devolvido em forma de prêmio. Este valor equivale a uma média de R$ 4,7 bilhões por mês, considerando o período de outubro de 2024 a março de 2026.


As perdas equivalem a 0,68% da Renda Nacional Disponível Bruta das Famílias e consideram as transferências feitas por Pix para as casas de apostas. No mesmo período, as bets movimentaram quase R$ 351 bilhões em transações via Pix.


Os dados constam do Boletim Fiscal dos Estados, divulgado nesta quinta-feira (6) pelo Comitê Nacional de Secretários de Fazenda (Comsefaz), com base em estatísticas de pagamentos do Banco Central.


O estudo mostra que, desde a regulamentação das bets, em janeiro do ano passado, houve mudança no volume de transferências via Pix destinadas ao setor de artes, cultura, esporte e recreação, indicando maior comprometimento da renda das famílias com as apostas.


A lei que regulamentou as bets determina que as empresas bloqueiem o acesso de usuários identificados como compulsivos. Segundo o advogado Júlio Leone, porém, isso não tem ocorrido.


"Quando é detectado que a pessoa tem ludopatia, que é viciada, compulsiva em apostas, o algoritmo deveria travar a conta dela. Mas faz o contrário: manda mais bônus, mais vouchers, mais incentivos para que ela continue apostando. É aí que ela perde todo o capital."


O boletim mostra ainda que, desde outubro do ano passado, quando entrou em vigor a proibição de apostas para beneficiários do Bolsa Família, houve desaceleração no ritmo das transações.


Segundo o Comsefaz, o resultado indica que a medida teve efeitos concretos sobre o volume agregado de transações, sugerindo que as famílias de menor renda tinham participação significativa no mercado de apostas.


Da Agência Brasil






Polícia Civil deflagra operação contra tráfico em Surubim e mais cinco cidades de Pernambuco

Foto - Divulgação / Polícia Civil de Pernambuco
Polícia Civil cumpre 25 mandados de prisão e 17 de busca e apreensão contra grupo investigado por tráfico de drogas e movimentação em dinheiro




A Polícia Civil de Pernambuco deflagrou, na manhã desta quinta-feira (6 de agosto), a Operação de Repressão Qualificada "Venatrix", a 58ª operação desse tipo realizada pela corporação em 2026. A ação tem como objetivo desarticular uma organização criminosa armada investigada por envolvimento com o tráfico de drogas e atuação em municípios do Agreste e do Sertão do Estado.


A operação é presidida pela delegada Suelen Corrêa, que à época do início das investigações era titular da Delegacia de Polícia da 116ª Circunscrição, em Surubim. As apurações começaram em janeiro deste ano e identificaram uma estrutura criminosa organizada, com divisão de funções entre líderes, gerentes, responsáveis por pontos de venda, operadores logísticos e traficantes.


Segundo a Polícia Civil, o grupo possuía um sistema de controle financeiro e territorial e movimentava, em média, mais de R$ 650 mil por mês.


Ao todo, estão sendo cumpridos 25 mandados de prisão e 17 mandados de busca e apreensão domiciliar, expedidos pela Vara Criminal da Comarca de Surubim. Além do município, a organização também teria ramificações em Casinhas, Vertente do Lério, Tacaimbó, Itaquitinga e Custódia.


As investigações contaram com o apoio da Diretoria de Inteligência da Polícia Civil (DINTEL) e das equipes do CORE, Polícia Militar de Pernambuco, Corpo de Bombeiros Militar, Gerência de Inteligência e Segurança Orgânica da Secretaria de Administração Penitenciária e Ressocialização (GISO/SEAP-PE), Centro de Monitoramento Eletrônico de Pessoas (CEMEP/SEAP) e Grupamento Tático Aéreo (GTA).


De acordo com a Assessoria de Comunicação da Polícia Civil, os detalhes da operação e o balanço das diligências serão divulgados em momento oportuno.


Do Portal da Cidade Surubim - Com informações da Polícia Civil de Pernambuco




FIEPE relança Índice de Velocidade de Vendas e amplia monitoramento do mercado imobiliário

A Federação das Indústrias do Estado de Pernambuco (FIEPE) relançou, nesta terça-feira (4), o Índice de Velocidade de Vendas para Imóveis Novos (IVV), ferramenta de acompanhamento do mercado imobiliário pernambucano. A apresentação foi realizada na Casa da Indústria e reuniu empresários, dirigentes e representantes de entidades do setor.


Produzido em parceria com a BCB Inteligência, o indicador passa a contar com nova metodologia e cobertura superior a 95% do mercado de imóveis novos da Região Metropolitana do Recife. A ampliação fortalece a representatividade da pesquisa e oferece informações para decisões relacionadas a vendas, lançamentos e investimentos.


Em julho de 2026, o IVV Geral atingiu 6,0%, avanço de 0,2 ponto percentual em relação a junho, quando registrou 5,8%. Após alcançar 9,9% em maio, o índice retornou a um ritmo mais moderado e permaneceu praticamente estável nos dois meses seguintes. Embora esteja abaixo da média dos últimos 12 meses, de 7,41%, o comportamento recente indica estabilização da velocidade de comercialização dos imóveis.


No mês, foram vendidas 1.032 unidades, crescimento de 7,2% em comparação com junho. As operações movimentaram um Valor Geral de Vendas (VGV) de R$ 472,69 milhões, aumento de 10% em relação ao mês passado.


Na abertura do evento, o presidente da FIEPE, Bruno Veloso, destacou a contribuição do levantamento para o planejamento do setor. “É um índice muito importante para o mercado, que sempre antecipou tendências e também ajudou a vender. Fomos pioneiros desde a sua criação e queremos mantê-lo ativo, para auxiliar de forma estratégica o setor da construção civil”, afirmou.


Para o presidente do Sinduscon-PE, Paulo Wanderley, o IVV oferece referências importantes para a tomada de decisões empresariais. “O índice baliza para onde estamos indo e qual é a perspectiva do mercado. É importante tanto para as vendas quanto para os novos lançamentos”, declarou.


O presidente da Ademi-PE, Leonardo Queiroz, também ressaltou a importância da retomada. “Nós, que fazemos o mercado imobiliário, estamos muito felizes. Isso mostra que o IVV está vivo”, afirmou.


O novo sistema foi apresentado pelo diretor da BCB Inteligência, Bruno Cantalupo, ao lado do economista da FIEPE, Cézar Andrade. Segundo Cantalupo, o projeto foi desenvolvido ao longo de dois anos, com foco na facilidade de leitura e utilização das informações. “A gente espera ajudar o mercado, trazendo um sistema didático e um relatório simples”, disse.


Dados do mercado

A oferta disponível alcançou 17.360 unidades em julho, aumento de 5,3% sobre junho. O estoque encerrou o mês em 16.328 unidades, crescimento de 5,2%, enquanto os lançamentos somaram 576 unidades. Do total comercializado, 531 imóveis estavam vinculados ao programa Minha Casa, Minha Vida e 501 às demais modalidades de crédito. Estas últimas concentraram 71,9% do VGV, em razão do maior valor agregado dos empreendimentos. O ticket médio geral das vendas foi de R$ 458 mil. Os resultados apontam para um mercado imobiliário aquecido, com crescimento das vendas, do volume financeiro e da oferta.






Gerdau encerra setores da unidade de Pernambuco e demite cerca de 160 trabalhadores

Pedro Tinôco/SINDMETAL-PE

Reestruturação da siderúrgica atinge cerca de 160 trabalhadores em Pernambuco e acende alerta para os efeitos sobre a cadeia produtiva do aço no Estado




A Gerdau, maior produtora de aço do Brasil e uma das principais multinacionais do setor, anunciou uma reestruturação na unidade Açonorte, localizada no bairro do Curado, na Zona Oeste do Recife, o que resultou na demissão de cerca de 160 trabalhadores. A empresa encerrou as operações dos setores de aciaria e laminação, informando que a fábrica passará a concentrar sua produção em produtos trefilados, como arames, telas e pregos. A unidade Açonorte é uma das principais plantas da cadeia siderúrgica pernambucana.


Em nota, a siderúrgica afirmou que a mudança faz parte de uma estratégia de otimização de ativos e de revisão do modelo de negócios das chamadas mini-mills, que é produção semi-integrada de aço em menor escala, focando em baixo custo fixo e uso de material reciclado, com o objetivo de ampliar a produtividade e a rentabilidade das operações. A empresa ressaltou que 450 postos de trabalho serão mantidos na unidade e que o atendimento aos clientes seguirá normalmente.


Segundo a Gerdau, parte dos trabalhadores recebeu proposta de transferência para outras unidades da companhia. Para os funcionários desligados, foi oferecido um Plano de Demissão Incentivada (PDI), que prevê o pagamento de três salários adicionais, manutenção do plano de saúde por seis meses, para o empregado e seus dependentes, além de cursos de qualificação e apoio para recolocação profissional.


Sindicato avalia proposta com advogados trabalhistas

O Sindicato dos Metalúrgicos de Pernambuco (Sindmetal-PE) afirmou que acompanha de perto a comunicação das demissões e disponibilizou advogados trabalhistas e previdenciários para orientar os trabalhadores. A entidade informou que continuará fiscalizando o cumprimento dos direitos previstos na Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) e na Convenção Coletiva da categoria.

Em nota, o presidente do Sindmetal-PE, Abinadabe Santos, afirmou que a entidade seguirá atuando para garantir os direitos dos empregados desligados, especialmente trabalhadores em situação de estabilidade, como pré-aposentados, gestantes, cipeiros e empregados afastados por doença ocupacional, além de representar aqueles que optarem por não aderir ao PDI.

Cenário da indústria do aço

A reestruturação ocorre em um momento em que a Gerdau tem defendido medidas para aumentar a competitividade da indústria siderúrgica nacional diante do crescimento das importações de aço. Contudo, mesmo com a redução das atividades em Pernambuco, a empresa vem apresentando, conforme divulgações de suas operações em seu site oficial, robusto desempenho financeiro e operacional, voltando-se a segmentos considerados mais rentáveis no setor.


Leia, na íntegra, a nota enviada ao Diário pela Gerdau sobre as demissões

A Gerdau confirma a readequação do perfil industrial da unidade Açonorte, localizada em Recife (PE), que passará a focar na fabricação de produtos trefilados, como telas, arames e pregos. A decisão faz parte da estratégia da companhia de otimização de seus ativos e revisão de seu modelo de negócios de mini-mills, com o objetivo de ampliar a produtividade e rentabilidade de suas operações.

A Empresa ressalta que cerca de 450 postos de trabalho serão mantidos. A Gerdau reforça seu compromisso com o cuidado com as pessoas e um diálogo contínuo e transparente com seus colaboradores, sindicato e demais públicos de interesse. A Companhia ressalta, ainda, que o atendimento aos clientes seguirá inalterado.

Leia na íntegra a nota enviada pelo Sindmetal-PE 

A Gerdau hibernou e paralisou 100% das atividades dos setores de aciaria e laminação. Apesar da paralisação desses setores, a usina continuará funcionando. No total, cerca de 160 trabalhadores foram desligados. Parte do efetivo recebeu convites para transferência para outras unidades da empresa.

Além das verbas rescisórias legais e dos direitos garantidos pela Convenção Coletiva de Trabalho (CCT), a empresa ofereceu um Plano de Demissão Incentivada (PDI) com condições especiais devido ao caráter coletivo da demissão, incluindo o pagamento de três salários nominais adicionais; Indenização de 6 meses integrais do plano de saúde para o titular e dependentes; Cursos de preparação e formação profissional; Assessoria de recolocação no mercado de trabalho. SINDMETAL-PE Presente; você não está só.

Na manhã desta terça-feira (04), a direção sindical da base da Gerdau esteve na usina para dialogar com os trabalhadores e trabalhadoras, prestando esclarecimentos sobre as demissões e seus impactos.

A ação contou com a presença de advogados trabalhistas e previdenciários da entidade sindical, que orientaram a categoria e acompanharam os metalúrgicos durante este momento delicado de demissão coletiva.

"Por sua vez, o SINDMETAL-PE lutará constantemente pela garantia dos postos de trabalho bem como o cumprimento integral de todos os direitos constantes na CCT e CLT.Garantindo direito dos pré-aposentados, dos cipeiros eleitos, das gestantes, metalúrgicos adoecidos em decorrência do trabalho e também a representação daqueles trabalhadores e trabalhadoras que não aceitarem o Plano de Demissão Incentivado (PDI)" - afirma o presidente do SINDMETAL-PE, Abinadabe Santos.

As portas da entidade sindical estarão abertas para receber todo trabalhador e toda trabalhadora que deseje tirar suas dúvidas com nosso corpo jurídico e direção.


Do Diário de Pernambuco









quarta-feira, 5 de agosto de 2026

Nordeste deve produzir mais de 1 milhão de toneladas de algodão pela primeira vez, aponta Etene

Foto: Alan Santos /PR/Agência Brasil
Estudo do Etene aponta crescimento de 4% na safra nordestina, impulsionado por Bahia e Piauí, enquanto exportações da região seguem em alta


A produção de algodão em pluma no Nordeste deverá superar, pela primeira vez, a marca de 1 milhão de toneladas, já nesta safra 2025/2026. O volume estimado é 4% superior ao registrado no ciclo anterior. O resultado contrasta com a expectativa de queda de 2,5% na produção brasileira, projetada em 3,98 milhões de toneladas. As informações constam em estudo divulgado pelo Escritório Técnico de Estudos Econômicos do Nordeste (Etene), do Banco do Nordeste, e disponível para download gratuito na página do Banco na Internet. 


Segundo a análise, o desempenho regional é impulsionado principalmente pela Bahia e pelo Piauí, que devem ocupar, respectivamente, a segunda e a terceira posição entre os maiores produtores de algodão do País. A Bahia tem produção estimada em 862,2 mil toneladas, enquanto o Piauí poderá alcançar 87,6 mil toneladas, crescimento de 38,4% em relação à safra anterior.



O estudo mostra ainda que o Nordeste amplia a relevância na cotonicultura nacional. A região deverá alcançar produtividade média de 2.027 quilos por hectare, acima da média brasileira, estimada em 1.969 quilos por hectare.


Para o economista do Etene e autor do estudo, Jackson Dantas Coêlho, a região reúne condições para manter um cenário favorável para a atividade.


“As entidades envolvidas vislumbram boas perspectivas de estabilidade ou de crescimento na cadeia da cotonicultura para 2026/27: o consumo interno pode aumentar 2,1%, com a melhoria do nível de emprego, previsão de alta no PIB e controle da inflação, apesar do nível de juros ainda alto e da imprevisibilidade da geopolítica internacional. As exportações brasileiras, com a segunda maior produção da história, mantêm o Brasil como líder mundial”, afirmou.


Exportações avançam

Além do crescimento da produção, o levantamento aponta avanço das exportações nordestinas de algodão no primeiro semestre de 2026. Entre janeiro e junho, as vendas externas da região cresceram 11,5% em valor e 17,6% em volume na comparação com o mesmo período de 2025.


A China voltou a ocupar a posição de principal destino do algodão nordestino, respondendo por 24% das exportações regionais tanto em valor quanto em volume. Bangladesh, Paquistão, Vietnã e Turquia completam a lista dos principais compradores da fibra produzida na região.


Bahia, Maranhão e Piauí concentraram as exportações nordestinas no período. A Bahia manteve a liderança e ampliou a participação, passando de 85% para 88% das vendas externas regionais.



Mercado

O estudo destaca que o Brasil permanece como o maior exportador mundial de algodão e o terceiro maior produtor da commodity. No cenário internacional, a demanda segue aquecida, especialmente na Ásia, enquanto fatores como oscilações do preço do petróleo, tensões geopolíticas e condições climáticas continuam influenciando o comportamento do mercado.


Apesar da previsão de crescimento da produção nordestina, o levantamento observa que a atividade enfrenta desafios relacionados ao aumento dos custos de produção e à concorrência por área com culturas como soja e milho. Ainda assim, as perspectivas permanecem positivas para a região, que vem registrando sucessivos recordes de produção desde a safra 2022/2023.


Do Portal Folha de Pernambuco






Dia dos Pais deve movimentar R$ 226,5 milhões no comércio pernambucano em 2026

Levantamento da Fecomércio-PE mostra que a data mantém sua relevância para o varejo pernambucano, apesar da retração real de 3,6% projetada para este ano e do cenário de crédito mais restritivo


O Dia dos Pais deverá movimentar aproximadamente R$ 226,5 milhões no comércio pernambucano em 2026. A estimativa foi elaborada pelo Hub do Comércio da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Pernambuco (Fecomércio-PE) e considera exclusivamente o impacto econômico da data comemorativa sobre o varejo estadual. A projeção representa uma retração real de 3,6% em comparação com o desempenho registrado em 2025, refletindo um cenário de consumo mais cauteloso por parte das famílias.


Além da movimentação específica relacionada ao Dia dos Pais, o levantamento estima que a economia de Pernambuco deverá movimentar R$ 11,08 bilhões ao longo do mês de agosto, com arrecadação aproximada de R$ 2,46 bilhões em ICMS em todo o estado. O estudo foi desenvolvido a partir de modelos econométricos que utilizaram informações do Banco Central, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), da Secretaria da Fazenda de Pernambuco (Sefaz-PE) e da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), combinando séries históricas de arrecadação de ICMS, transações via PIX, atividade econômica regional, indicadores de crédito e pesquisas de intenção de consumo.


Para o presidente do Sistema Fecomércio/Sesc/Senac Pernambuco, Bernardo Peixoto, embora o cenário econômico imponha desafios ao consumo, o Dia dos Pais continua ocupando posição estratégica para o comércio. “O Dia dos Pais abre o ciclo das principais datas comerciais do segundo semestre e continua sendo uma grande oportunidade para diversos segmentos do varejo. Mesmo diante de um cenário de maior restrição ao consumo, a data mantém capacidade de estimular as vendas e contribuir para a atividade econômica em Pernambuco. O planejamento das empresas com as estratégias comerciais adequadas pode favorecer o desempenho dos negócios”.


O estudo também identificou que a expectativa de retração nas vendas está diretamente relacionada às condições de crédito enfrentadas pelas famílias. Entre as variáveis analisadas, a atividade econômica regional apresentou influência positiva sobre a movimentação do comércio, enquanto o avanço da inadimplência das pessoas físicas exerceu efeito contrário, reduzindo o potencial de consumo e impactando o desempenho esperado para a data comemorativa.


Segundo o economista da Fecomércio-PE, Rafael Lima, os indicadores reforçam que a evolução do ambiente econômico continua sendo determinante para o comportamento do consumidor. “As projeções apontam que a atividade econômica e a inadimplência das pessoas físicas são os fatores que mais explicam a movimentação do comércio. À medida que cresce a restrição ao crédito, parte das famílias reduz ou adia gastos, o que contribui para uma expectativa de movimentação inferior à registrada no ano passado. Embora o cenário projetado indique retração em relação ao ano anterior, a data permanece entre as mais relevantes do varejo nacional, especialmente para segmentos como vestuário, calçados, perfumaria, eletroeletrônicos, acessórios e artigos de uso pessoal”.







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