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sexta-feira, 21 de agosto de 2020

Taxa de desemprego cresce em Pernambuco em julho

(Foto: Marcello Casal Jr/Agëncia Brasil)
Pernambuco registrou crescimento na taxa de desemprego na variação mensal, passando de 12,6% em junho para 13,5% em julho. O resultado ficou acima da média nacional, que foi de 13,1% em julho, contra 12,4% em junho. Em maio, o estado havia apresentado percentual de 10,5%. Em Pernambuco, 490 mil pessoas estavam desempregadas e buscavam ativamente por um emprego no mês passado. Além disso, o número de pessoas ocupadas sofreu um recuo em 110 mil trabalhadores, saindo de 3,153 em junho para 3,264 milhões em julho. No Brasil, o total de pessoas desocupadas chegou a 123 milhões, 3,7% maior do que em junho. Os dados são da pesquisa Pnad Covid, divulgada pelo IBGE.

O percentual de pessoas ocupadas, mas afastadas do trabalho devido ao distanciamento social, foi de 9,9% em julho, apresentando queda em relação a junho, quando o percentual foi de 20,7%. Em termos absolutos, o número passou de 666 mil pessoas para 313 mil na variação mensal, recuo de 53%. Em maio, o resultado havia sido de 23,9%, um total de 940 mil pessoas. Porém, entre as pessoas ocupadas e afastadas, 169 mil pessoas deixaram de receber remuneração no mês passado, percentual de 37,3%, contra 56,9% em junho. No Brasil, julho registrou um contingente de 6,8 milhões de trabalhadores que estavam afastados do trabalho devido ao distanciamento social.

Pernambuco registrou 1,284 milhão de trabalhadores informais em julho, uma queda de 112 mil em relação ao mês anterior. Em percentual, a taxa passou de 42,8% para 40,7% na variação mensal. No Brasil, foram registradas 29 milhões de pessoas na informalidade em julho.

Em relação ao Auxílio Emergencial, Pernambuco foi o 10 estado com maior percentual de domicílios que receberam o benefício em julho, chegando a 57,9%. Em números absolutos, 1,773 milhão de lares receberam o auxílio, com valor médio de R$ 928, um aumento de R$ 2 em relação ao mês anterior. O estado ficou atrás de Amapá (68,8%), Maranhão (65,8%), Pará (64,5%), Alagoas (62,8%), Amazonas (62,6%), Piauí (61,7%), Bahia (59,8%), Ceará (58,8%) e Acre (58,5%). Na média brasileira, o percentual de domicílios que receberam auxílio relacionado à pandemia foi de 44,1%, contra 43% em junho. Já entre as regiões, a Nordeste foi a segunda com o maior percentual, com 59,6% dos domicílios, contra 58,9% em junho. O Norte teve o maior percentual, com 60,6% em julho, contra 60% no mês anterior.

segunda-feira, 10 de agosto de 2020

Auxílio emergencial manteve economia ativa em municípios mais pobres, diz estudo da UFPE

Foto: Arthur de Souza/Folha de Pernambuco
Um estudo realizado pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) mostrou que o auxílio emergencial de R$ 600 foi responsável por manter a economia ativa durante a pandemia em municípios de menor renda e Produto Interno Bruto (PIB) e alta vulnerabilidade.

Segundo um dos autores do estudo, as regiões Norte e Nordeste tiveram maior impacto com o recebimento do auxílio.

“Se for olhar o impacto sobre o PIB ou sobre a massa de rendimentos das famílias, tem vários municípios de estados do Norte e do Nordeste que se beneficiam bastante, como o Pará e o Maranhão. No estudo, a gente apresenta uma relação desses estados, onde tem [lugar] que o impacto sobre o PIB do estado chega a ser mais de 8% e, em nível de município, tem alguns que chega a ter impacto de 27%”, explicou o professor de economia da UFPE, Ecio Costa.

Ainda de acordo com o estudo, apesar de o estado de São Paulo ser o maior recebedor de recursos, em termos absolutos, quando comparado com o tamanho da sua economia e o impacto sobre o PIB, sua posição é de 25º. O estado mais beneficiado é o Maranhão, com algo em torno de 5% do seu PIB. “Os municípios das regiões Sul e Sudeste são os menos impactados relativamente analisando, ou seja, como percentual do PIB”, apontou Costa.

Para o pesquisador, o que mais chamou a atenção na pesquisa foi a eficácia e o foco da política. “A política vai diretamente na família dos municípios mais pobres das regiões mais pobres do Brasil e traz um impacto significativo para esses municípios, justamente pela forma como está sendo conduzida: não há intermediários, é uma transferência de recursos direta para essas pessoas que mais precisam, quer sejam cadastrados no Bolsa Família, Cadastro Único e também os informais. Então, traz realmente um impacto significativo tanto nas famílias mais pobres, como nos municípios que mais necessitam”, analisou.

Com relação à utilização do dinheiro, o professor diz que a verba tem sido utilizada de forma bem pulverizada. “Em geral, as famílias gastam com alimentação, vestuário, pagamento de contas, compra de itens para a casa, de forma que teremos isso bem pulverizado. São milhões de pessoas recebendo esses recursos distribuídos ao longo do país como um todo, fazendo com que tenham a liberdade para gastar como bem entender”, finalizou.

Da Agência Brasil

quarta-feira, 29 de julho de 2020

Governo e BNDES realizam estudos para concessão de trechos da rodovia PE-090 e mais 3 em Pernambuco

O contrato contempla 272 quilômetros da PE-045; PE-050; PE-060
e PE-090, que cortam 30 municípios pernambucanos.
(Foto: Shilton Araújo / Esp.DP)
Trechos de quatro rodovias estaduais podem passar por um processo de concessão à iniciativa privada a partir de 2022. O governo do estado e o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) anunciaram um acordo firmado nesta semana para a realização de estudos que visam avaliar esta viabilidade. O contrato contempla 272 quilômetros da PE-045; PE-050;  PE-060 e PE-090, que cortam 30 municípios pernambucanos. A expectativa é que a iniciativa gere investimentos de até R$ 850 milhões ao longo do prazo de concessão e que o leilão seja realizado até 2022.

Pelo acordo firmado, o BNDES definirá o escopo dos estudos, contratará os consultores, provavelmente via licitação, coordenará e fiscalizará o trabalho. No governo, a gestão será da Secretaria de Desenvolvimento Urbano de Habitação (Seduh), por meio do Programa de Parcerias Estratégicas de Pernambuco (PPPE), e da Secretaria de Infraestrutura e Recursos Hídricos. Um estudo preliminar indicou a pré-viabilidade da iniciativa, mas a certeza da mesma só ocorrerá com o início efetivo do estudo. De acordo com o Secretário Executivo de Políticas e Parcerias da Secretaria de Desenvolvimento Urbano de Habitação (Seduh), Marcelo Sandes, somente o levantamento de informação de campo é que trará informações definitivas. “São quatro segmentos rodoviários e o estudo mostrará qual deles é mais viável. O interessante é que haja viabilidade em todos os trechos. Pode acontecer, eventualmente, de entrarem em cena alguns fatores como o que pode haver de receita a partir das condições socioeconômicas de cada uma das regiões. Um estudo de rodovia envolve grande robustez de dados”, explica. 

Marcelo detalha que as rodovias escolhidas têm importância também para os polos logísticos, industriais e demandas turísticas. “Do ponto de vista do fortalecimento das economias desta região, são muito importantes e conectadas a outros troncos viários significativos como as BRs 232 e 101. O que buscamos foi estabelecer uma parceria com o BNDES que tivesse esta visão estratégica do escoamento das produções. Não apenas a concessão. É um fator de desenvolvimento”, reforça.

O processo completo, que ocorre em 24 meses, é composto por etapas que vão desde o estudo propriamente dito (técnico, econômico e ambiental). Depois, nas consultas e audiências públicas, são ouvidos vários setores. A partir de então, o projeto é encaminhado ao Tribunal de Contas e, depois, é definida a modalidade da licitação. Há vários tipos de concorrência: por outorga (maior volume financeiro para que o interessado seja o futuro concessionário), menor tarifa (pedágio com com menor tarifa a ser cobrada da população, por exemplo) ou mista. Após o leilão, uma vez definida a futura concessionária, a mesma dará início à implementação da concessão, começando o cronograma de realização dos investimentos. “Estes contratos costumam chegar a 35 anos, mas para rodovias geralmente o prazo é de 30. Não se sabe ainda se apenas um investidor será contemplado. O estudo é que vai dizer se haverá lote único. Em princípio, pelas características, deve ser assim, mas pode-se retificar ou ratificar isto”, explica.

Nos últimos meses, o BNDES firmou contratos similares a esse de Pernambuco com os estados de Minas Gerais e Rio Grande do Sul. Somados ao contrato estabelecido com o governo federal em maio, terá em curso estudos para desestatizar 15 mil quilômetros em todo o país. Possui, atualmente, uma carteira de projetos em estruturação com potencial de gerar investimentos estimados em R$ 200 bilhões. Atuará também após o leilão, oferecendo suporte caso haja qualquer judicialização. Além das rodovias estaduais mencionadas, o BNDES também estudará a possibilidade de concessão para trechos de 719 km de extensão das rodovias federais BR-101 e BR-232, localizadas em Pernambuco, no âmbito de contrato assinado entre o BNDES e o Ministério da Infraestrutura (MINFRA), em maio de 2020. 

Rodovias a serem estudadas:

* PE – 045 - liga Escada à Vitória de Santo Antão. 
*PE – 050 -  liga Limoeiro à Vitória de Santo Antão
*PE – 060 - liga o Cabo de Santo Agostinho ao Litoral Sul
*PE – 090 - liga Carpina à Toritama

Desestatização: (fonte BNDES)

O que é: venda de ativos públicos (privatização) ou a transferência da prestação de serviço público à iniciativa privada por prazo determinado (concessão).

O que pode ser desestatizado: serviços relacionados aos setores de energia elétrica, saneamento, gás, aeroportos, rodovias, saúde e educação.

As quatro etapas da desestatização:

1 – Planejamento: análises da capacidade fiscal do ente público e dos seus quadros; priorização de projetos 

2 – Estruturação do projeto: seleção da alternativa de estruturação, elaboração de editais, parcerias e acompanhamento dos estudos técnicos

3 – Leilão:  road show com investidores, audiências e consultas públicas, realização do leilão

4 – Contratação: assinatura do contrato entre o setor público e o parceiro privado vencedor do leilão

Do Diario de PE

sábado, 14 de dezembro de 2019

PIB estadual cresce 0,7% no terceiro trimestre

Movimentação no comércioFoto: Paullo Allmeida/Folha de Pernambuco
Esse desempenho decorreu do comportamento dos três grandes setores econômicos: Agropecuária (9,5%), Indústria (-2,7%) e Serviços (1,3%)

Impactado pelo fechamento do Estaleiro Atlântico Sul, em agosto, e pela redução da produção de petróleo na Refinaria Abreu e Lima (Rnest), o resultado do Produto Interno Bruto (PIB) pernambucano do terceiro trimestre foi de crescimento modesto. Segundo dados divulgados na última sexta pela Agência Estadual de Planejamento e Pesquisas de Pernambuco (Condepe/Fidem), quando comparado ao mesmo trimestre do ano anterior, a alta foi de 0,7%.

Esse desempenho decorreu do comportamento dos três grandes setores econômicos: Agropecuária (9,5%), Indústria (-2,7%) e Serviços (1,3%). Em valores correntes, o PIB do terceiro trimestre de 2019 alcançou R$ 48,8 bilhões.

Embora positivo, quando comparado ao PIB brasileiro do período, o resultado interrompeu a trajetória de dez trimestres consecutivos de crescimento acima do nacional, que marcou no período alta de 1,2%. Mas, segundo os analistas do Condepe/Fidem, trata-se de algo pontual, uma vez que no acumulado do ano, a economia pernambucana se mantém em curva ascendente à nacional, marcando alta de 1,5%, enquanto no Brasil, o percentual é de 1,0%. “O fechamento do Estaleiro e a queda na produção da Rnest tiveram impacto direto nesse resultado aquém do nacional. Porém, no acumulado do ano, a economia pernambucana ainda ascende à nacional”, analisa o gerente de estudos e pesquisas socioeconômicas da Agência Condepe/Fidem, Rodolfo Guimarães, que estima que crescimento de 2,1% no PIB do 4° trimestre.

Para o diretor de Estudos e Pesquisas da agência, Maurílio Lima, os números mostram que os investimentos foram feitos e que estão apresentando resultados favoráveis. “Mas, a economia nacional se recupera lentamente de uma crise e, Pernambuco, se recupera em ritmo melhor que o nacional”.

Ao detalhar os resultados dos setores econômicos no último trimestre, os destaques ficaram por conta da agricultura e serviços. No primeiro, que totalizou alta de 9,5%, as lavouras temporárias, com as culturas de cana-de-açúcar, mandioca, melão, melancia e batata-doce variaram 11,5%. Já as lavouras permanentes, tiveram crescimento de 11,0% com o aumento na produção de laranja, banana, manga, maracujá, coco-da-baía, goiaba e castanha-de-caju. Na pecuária, a alta de 3,4% foi consequência do aumento na produção de ovos e bovinocultura.

Impactado pelo fechamento do estaleiro, o setor industrial pernambucano apresentou variação de -2,7% no volume do seu valor adicionado. Os desempenhos positivos ficaram pela atividade de produção e distribuição de eletricidade, gás, água, esgoto e limpeza urbana (1,6%) e na construção civil (0,9%).

Com o maior peso no PIB, o setor de serviços cresceu 1,3%. O resultado foi consequência do bom desempenho dos segmentos de comércio (2,0%), administração, saúde e educação públicas (1,9%), atividades imobiliárias e aluguéis (1,9%) e outros serviços (0,5%).

Da Folha de PE

segunda-feira, 11 de novembro de 2019

Impostos dificultam pequenos e médios negócios, dizem empresários

Foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil
A carga tributária é o principal entrave para a evolução de pequenos e médios negócios no Brasil. A avaliação de empreendedores dos setores de comércio, indústria e serviços consta de levantamento realizado pelo Centro de Estudos em Negócios do Insper, com apoio do Santander.

Os impostos foram citados como o maior empecilho para o avanço de negócios na opinião de 47,7% dos empresários. Taxa de juros apareceu em segundo lugar, com 20,6%. Em seguida, ficaram inadimplência (14,9%), encargos trabalhistas (14,2%) e taxa de câmbio (2,6%).

“O problema fiscal se apresenta nas suas duas dimensões para os empresários de pequenas e médias empresas. Por um lado, acreditam que a aprovação da Previdência terá impacto positivo no seu negócio. E, por outro lado, apontam a carga tributária como o maior empecilho de natureza macroeconômica para a evolução do seu negócio”, afirma Gino Olivares, professor do Insper e pesquisador responsável pelo Índice de Confiança dos Pequenos e Médios Negócios (IC-PMN). Para ele, “ambas dimensões apontam para a conveniência de resolver os problemas estruturais das finanças públicas brasileiras.”

“Adicionalmente, os entrevistados se mostram ainda muito reticentes a considerar oportunidades de negócio no exterior. As respostas apontam a conveniência de oferecer mais informação e suporte às empresas sobre a alternativa de encarar o mercado internacional”, acrescenta Olivares. “Por último, mas não menos importante, os empresários entrevistados mostraram expectativa de um faturamento no quarto trimestre superior ao do ano passado.”

Reforma da Previdência

Para 26,6% dos empreendedores entrevistados semanas antes da aprovação do texto no Congresso, o projeto terá pouco impacto nos negócios. Outros 17,6% consideraram que resultará em muito impacto e, na opinião de 19,9%, não haverá nenhum. A reforma foi vista como irrelevante por 13,9% deles. Não souberam responder ou não opinaram 22% deles.

Faturamento

Em relação ao faturamento, mais da metade mostrou esperar crescimento neste último trimestre em comparação ao mesmo período do ano passado. Uma fatia de 41,2% tem a expectativa de ligeiro aumento e outra, de 16%, de forte aumento. Para 22%, o resultado será igual. Já 15,3% trabalham com a possibilidade de uma ligeira queda e outros 5,5%, de uma forte queda.

Investimentos no exterior

Em relação ao cenário externo, apesar de conflitos comerciais entre países, 25,4% avaliaram como viável investir em oportunidades fora do Brasil. Em outra direção, 19,7% trataram o movimento como inviável, por ser muito arriscado. A maioria, no entanto, nunca parou para analisar o tema (55%).

Os dados foram obtidos por meio de entrevistas telefônicas com 1.287 pequenos e médios empresários, de 16 a 20 de setembro deste ano. A margem de erro é de 3% para mais ou para menos, com um nível de confiança de 95%.

Por: Agência Brasil

quarta-feira, 6 de novembro de 2019

Número de jovens que não estudam nem trabalham aumentou em 2018

Desalento é maior entre jovens, mulheres, nordestinos e pouco escolarizadosFoto: Divulgação
Entre os jovens de 18 e 24 anos, a incidência chega a 27,9% e nos jovens adultos, de 25 a 29 anos, a taxa de nem-nem é de 25,9%

Em 2018, 23% dos jovens de 15 a 29 anos - 10,9 milhões - não estudavam, nem trabalhavam, os chamados nem-nem. Foi o maior índice da série histórica. Os dados foram divulgados nesta quarta-feira (6) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), na pesquisa Síntese de Indicadores Sociais (SIS) 2019, que analisa as condições de vida da população brasileira.

Entre os jovens de 18 e 24 anos, a incidência chega a 27,9% e nos jovens adultos, de 25 a 29 anos, a taxa de nem-nem é de 25,9%. Segundo o IBGE, o fenômeno é fortemente influenciado pela interrupção dos estudos. Os dados mostram que dos jovens de18 a 24 anos nessa condição, 46,6% não tinham concluído o ensino fundamental e 27,7% terminaram apenas essa etapa. Na faixa entre 25 e 29 anos, a proporção é de 44,1% e 31,2%, respectivamente. Dos jovens que concluíram o ensino médio, há mais nem-nem entre quem fez ensino regular do que entre os que concluíram o ensino técnico.

O gerente da pesquisa, André Simões, explica que o fenômeno dos jovens que não estudam e não estão ocupados é estrutural. “É um segmento estrutural, porque tem fatores que dependem de políticas específicas para que haja redução. Por exemplo, há um percentual elevado de mulheres, mulheres com filhos e também mulheres que realizam afazeres e cuidados domésticos que impedem que elas possam ir para o mercado de trabalho”.

Se entre os homens de 25 a 29 anos nessa condição 51,5% estavam desocupados, ou seja, buscavam trabalho, entre as mulheres na mesma idade a maior proporção está fora da força de trabalho, com 67,7% delas sem procurar trabalho. Segundo o IBGE, entre as justificativas apresentadas para não procurar ocupação remunerada estão os afazeres domésticos e o cuidado de filhos ou parentes.

Os dados do IBGE revelam que 2,4 milhões de jovens estão na situação de não estudar, não estar ocupado e não procurar trabalho. Entre esses, 57,4% estavam em desalento, provocado principalmente por falta de trabalho na localidade (39,6%), não conseguir emprego considerado adequado (10,7%) ou não ter experiência ou qualificação profissional (6,1%).

O recorte por rendimento demonstra a desigualdade social também nesse quesito. Entre os jovens que integram os 20% da população com menores rendimentos domiciliares per capita, 42,3% estavam na situação nem-nem em 2018; de 20% a 40% eram 29,2%; entre 40% e 60% somavam 18,3%; com rendimento de 60% a 80%, 10,1% dos jovens estavam nessa situação; e entre os 20% com os maiores rendimento a proporção é de 7%.

A taxa de desocupação geral no país em 2018 estava em 12%, mas no grupo de 14 a 29 anos chegou a 22,6% em 2017 e fechou 2018 em 22,3%.

Da Agência Brasil 

domingo, 18 de agosto de 2019

Brasil tem 45 milhões de desbancarizados, diz pesquisa

DinheiroFoto: Reprodução/Pixabay
Os brasileiros que não movimentam a conta bancária há mais de seis meses ou que optaram por não ter conta em banco movimentam R$ 817 bilhões por ano

Pesquisa realizada pelo Instituto Locomotiva revela a existência no Brasil de 45 milhões de desbancarizados, ou seja, brasileiros que não movimentam a conta bancária há mais de seis meses ou que optaram por não ter conta em banco. Isso significa que de cada três brasileiros, um não possui conta bancária. De acordo com a sondagem, esse grupo movimenta anualmente no país mais de R$ 800 bilhões.

Na avaliação do presidente do Instituto Locomotiva, Renato Meirelles, a conclusão evidente do levantamento é que o Brasil sairia mais rápido da crise econômica se a bancarização crescesse. “É muito ruim para a economia brasileira. Ficou definido na pesquisa que os bancos que operam no país ainda não falam com uma parcela significativa da população e que muitas dessas pessoas que não têm conta em banco são empreendedores, entre os quais ambulantes e trabalhadores autônomos, que precisariam estar mais inseridos na economia formal.

Meirelles explicou que como essas pessoas não têm acesso ao crédito, precisam esperar até três anos para juntar dinheiro suficiente para comprar uma geladeira, um aparelho celular ou trocar de televisão, por exemplo. Se tivessem acesso ao crédito, poderiam parcelar essas compras de modo a ter hoje esse bem. Segundo ele, isso faz a economia girar. Com essa parcela gigantesca de desbancarizados, Meirelles estimou que a economia brasileira vai demorar ainda um tempo para reaquecer.

Mulheres
Realizada em maio deste ano com 2.150 brasileiros de 16 anos ou mais em 71 cidades do país, a pesquisa mostra que os desbancarizados representam 29% da população adulta do Brasil. Seis em cada dez desbancarizados são mulheres, isto é, a parcela feminina representa 59% do total, contra 41% de homens.

Da Agência Brasil

segunda-feira, 3 de junho de 2019

74% dos consumidores não sabem o quanto pagam de imposto embutido nas compras, mostra levantamento da CNDL/SPC Brasil

Imagem: Divulgação/Reprodução
48% dos micro e pequenos empresários desconhecem o quanto do seu faturamento vai para pagamento de impostos. Reforma tributária deve gerar mais empregos e baratear produtos, avaliam entrevistados. CNDL e CDL Jovem promovem ‘Dia Livre de Impostos’ no próximo dia 30
O consumidor brasileiro sabe que paga muito imposto e se incomoda com isso, mas pouco reflete sobre o peso que essa taxação elevada representa no seu consumo do dia a dia. Um levantamento inédito feito pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) revela que 74% dos consumidores brasileiros não têm o hábito de procurar saber o quanto pagam de imposto ao adquirir um bem ou contratar um serviço. Apenas 26% das pessoas ouvidas reconhecem ir atrás desse tipo de informação na nota fiscal ou em outros meios.
Embora essa não seja uma tarefa comum na rotina dos brasileiros, descobrir o valor dos tributos sobre produtos do dia a dia é algo que está ao alcance da população. Desde 2013 uma lei federal estipula que os estabelecimentos devem informar na nota fiscal o valor aproximado dos tributos que incidem no preço final de um produto.
Na opinião de 93% dos consumidores consultados, a tributação é um fator que contribui para que alguns produtos tenham um preço elevado no mercado. “Em grande parte dos países desenvolvidos a maior parte da carga tributária recai sobre a renda e o patrimônio, que é um modelo mais justo. No Brasil, temos um modelo perverso em que a taxação é maior sobre consumo, não importando se aquele cliente faz parte de uma classe mais baixa ou elevada. Trata-se de uma política tributária injusta, pois penaliza quem ganha menos e dificulta a população de perceber o quanto ela, de fato, paga de imposto”, alerta o coordenador nacional da CDL Jovem, Lucas Pitta.
Apenas 22% dos micro e pequenos empresários sabem percentual de imposto em transações comerciais
O levantamento da CNDL e do SPC Brasil mostra que o desconhecimento sobre o peso da carga tributária não é exclusividade dos consumidores. A multiplicidade de tributos e a complexidade do sistema tributário brasileiro dificulta até mesmo os empresários de saberem o quanto se paga de imposto. Levantamento feito com micro e pequenos empresários que atuam no comércio e serviços mostra que apenas 22% garantem saber exatamente o percentual de imposto cobrado nas transações comerciais feitas na sua empresa. Pouco menos de um terço (32%) disse saber um valor aproximado, enquanto 41% não souberam responder. Continue lendo, clique AQUI!

quarta-feira, 8 de maio de 2019

Pela primeira vez em 21 anos, Brasil fica fora de lista dos 25 melhores países para investir

InvestimentoFoto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil
O Brasil vem em uma sequência de queda nos últimos anos

O Brasil não apareceu pela primeira vez na lista dos melhores países para se investir, segundo a opinião de investidores estrangeiros. O levantamento é feito pela consultoria A.T. Kearney.

É a primeira vez que o país fica de fora dos 25 primeiros colocados desde 1998 - quando o ranking começou a ser feito. A posição do Brasil este ano não foi divulgada.

O Brasil vem em uma sequência de queda nos últimos anos. Em 2016, ocupava a 12ª posição, caindo para 16ª e 25ª nos dois anos seguintes, até ficar de fora da lista em 2019. Até então, a pior posição tinha sido a 17ª, em 2004.

Entre 2010 e 2014, o país estava entre os cinco primeiros colocados.

Esse ano, além do Brasil, Portugal também ficou de fora da lista pela primeira vez.

Os países com economia desenvolvida respondem por 22 das 25 posições do índice -atingindo sua maior participação de sempre. Os Estados Unidos ficaram em primeiro lugar pelo sétimo ano consecutivo, seguido por Alemanha, Canadá, Reino Unido e França.

Entre os países emergentes, somente China (7ª), Índia (16ª) e México (25ª) aparecem entre os melhores lugares para se investir.

Taiwan e Finlândia estão na lista pela primeira vez.

Da Folha de PE

segunda-feira, 6 de maio de 2019

Na reta final para o Dia das Mães, comércio está esperançoso

Foto: Ed Machado/Folha de Pernambuco
O comércio nacional espera arrecadar R$ 23,4 bilhões, como aponta a CNDL

Na reta final para o Dia das Mães, o comércio local está esperançoso para que as vendas voltadas para esta data comecem, de fato, a acontecer. A Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Pernambuco (Fecomércio-PE) espera que 82,9% dos consumidores comprem presentes para as mães. 

O comércio nacional, que espera arrecadar R$ 23,4 bilhões, como aponta a Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL), está pronto para receber os clientes, que ainda não apareceram. Com isto, o economista da Fecomércio-PE, Rafael Ramos, explica que as vendas ainda devem melhorar. "Nos três dias que antecedem a data, o consumidor deverá encher as lojas", ressalta.

Segundo lugar mais popular na hora de procurar os presentes, atrás apenas dos shoppings (45,4%), o comercio de rua é opção para 41% dos entrevistados que busca alternativa de um presente mais acessível. É como acontece com a aposentada Rosilda Malvin, de 69 anos, que vai presentar a filha, mas numa quantia inferior ao ano passado. “O valor do presente não tem importância, como estou ‘apertada’, vai ser uma lembrancinha”, explica. Rosilda faz parte dos 24% dos entrevistados da pesquisa da CNDL que planejam gastar menos.

Ainda de acordo com a CNDL o pagamento a prazo será escolha de quase metade (49%) dos entrevistados. É o caso da bancária Cláudia Arruda, de 43 anos, que este ano gastou R$ 300 no presente da mãe. “Paguei no cartão e parcelei para conseguir comprar algo melhor”, justifica Cláudia. 

Neste ano os presentes mais pesquisados pelos consumidores, são as roupas e acessórios de vestuário (34,6%) e os perfumes e cosméticos (21%). Segundo a vendedora de uma loja de produtos de beleza, Raiany Stefany, de 23 anos, as vendas ainda estão fracas no centro da cidade. “Brasileiro tem a velha mania de deixar para comprar de última hora”, avalia a vendedora. 

Da Folha de PE

quinta-feira, 2 de maio de 2019

Recife é capital do Nordeste mais barata para almoçar

Valor gasto com o almoço representa 1/3 da renda
média do trabalhador brasileiro
Foto: Arthur Mota/Folha de Pernambuco
De acordo com a pesquisa, o trabalhador paga R$ 29,70 para almoçar fora de casa no Recife

O trabalhador nordestino desembolsa em média R$ 32,66 para almoçar fora de casa. O valor é menor que a média nacional - R$34,84 - e ainda é 2,2% inferior ao registrado na região em 2017, segundo estudo da Associação Brasileira das Empresas de Benefícios ao Trabalhador (ABBT). Por isso, é no Nordeste que os trabalhadores gastam menos para se alimentar, segundo a ABBT, que analisou o preço do almoço fora de casa de todo o País e ainda aponta o Recife como a cidade mais barata da região para se alimentar no intervalo do trabalho. 

De acordo com a pesquisa, o trabalhador paga R$ 29,70 para almoçar fora de casa no Recife. O valor apurado é 6,1% menor que o de 2017 e foi calculado com base no preço da refeição completa, composta por prato principal, bebida não alcoólica, sobremesa e café, na hora do almoço, em estabelecimentos que aceitam voucher refeição como forma de pagamento. Mas outra cidade pernambucana também se destaca no índice da ABTT.

É Jaboatão dos Guararapes, que ficou entre as 10 cidades mais baratas do Brasil na refeição fora do lar, com ticket médio de R$30,91. “As oscilações podem mostrar reposição de perdas nos anos anteriores ou acomodação dos valores de acordo com o momento econômico vivido em cada município”, avalia a diretora-executiva da ABBT, Jéssica Srour. Continue lendo clicando aqui.

sábado, 16 de março de 2019

Infraestrutura, emprego e educação: desafios de Pernambuco para 2019

Transposição do São FranciscoFoto: Ministério da Integração Nacional/Divulgação

O governador reeleito, Paulo Câmara tem uma série de desafios para acelerar a retomada do crescimento de Pernambuco, melhorar o nível de emprego e qualidade de vida da população, e concluir obras estruturadoras que dependem, em grande parte, do governo federal. São desafios importantes que, na opinião dos economistas da Ceplan Consultoria Econômica e Planejamento, precisam ser enfrentados a partir do aumento de investimentos e do restabelecimento das condições fiscais para novas operações de crédito.


“Um dos problemas principais é o da infraestrutura econômica. Nossa estrutura está muito comprometida e investimentos estratégicos para o Estado não foram realizados”, afirma Jorge Jatobá, economista e sócio-diretor da Ceplan, citando o Arco Metropolitano, uma obra projetada para melhorar a logística entre os polos industriais do Litoral Norte e do Porto de Suape. Investimento federal, o Arco pode ser feito pelo Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) ou por Parceria Público Privada (PPP). “Ele irá desafogar o transporte de passageiros e sobretudo de cargas do conjunto de empresas recém instaladas no Litoral Norte como a Vivix, a Hemobrás e sobretudo a Jeep”, completa Jatobá. 

A Federação das Indústrias de Pernambuco (Fiepe) também defende o Arco Metropolitano, assim como toda e qualquer obra de infraestrutura, que considera mais importante do que incentivos fiscais para a atração e manutenção de empreendimentos. Sem projeto definido ainda por falta de licença ambiental do Estado, o Arco ainda não saiu do papel, atrasando outros investimentos. Para a Fiepe, a legislação ambiental é boa, mas precisa ser aplicada sem o viés ideológico do ambientalismo. Sem as licenças ambientais, nem verbas federais nem PPPs podem ser executadas.


Outras obras significativas que também dependem do governo federal ou de uma nova engenharia financeira, segundo Jorge Jatobá, são a ferrovia Transnordestina - que chega ao Ceará e só deve chegar a Pernambuco daqui a nove anos, e as obras complementares da Transposição do Rio São Francisco para levar água à população e à atividade produtiva do Agreste e, principalmente, do Sertão do Estado. “O modelo de financiamento dos investimentos vai mudar. A crise fiscal não vai mais permitir ao Estado, no curto prazo, ser o grande financiador de obras como foi no século 20. Novos modelos de investimentos fazem parte de uma agenda importante para Pernambuco, para o Nordeste e, principalmente, para a infraestrutura que precisamos”, observa a também economista e sócia-diretora da Ceplan, Tania Bacelar. 

Em janeiro, o governador Paulo Câmara levou ao ministro de Infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas, projetos que precisam ser concluídos para Pernambuco não ficar parado. “Arco Metropolitano, Transnordestina, Porto de Suape, Porto do Recife, rodovias... montamos um mapa de tudo que era necessário acontecer e apresentamos ao ministro. A mesma pauta mostramos aos senadores e deputados. Para nós é muito importante desarmar os palanques, deixar campanha política de lado. Estamos unidos para articular os projetos e dialogar com o governo federal a fim de implementá-los seja pela via governamental ou por PPPs. O importante é viabilizar os projetos para Pernambuco”, revela o secretário de Desenvolvimento Econômico do Estado, Bruno Schwambach.

A retomada do crescimento econômico tanto para o Brasil quanto para Pernambuco, segundo Jorge Jatobá, está sendo lenta e, se a política não atrapalhar, 2019 vai continuar tendo desempenho aquém do necessário e desejado. “Mas espera-se que, até o final dos atuais mandatos do presidente Jair Bolsonaro e do governador Paulo Câmara, a economia volte a uma trajetória de crescimento bem mais alta, onde o Estado pode repetir o desempenho que teve até 2014, como fez em 2017 e 2018, crescendo pouco, mas ainda assim duas vezes mais que a média nacional”, analisa Jatobá.

Emprego e educação
Para Tania Bacelar, Pernambuco precisa decidir o que fazer depois do boom que conquistou antes da crise econômica e dos seus desdobramentos, e definir uma agenda sintonizada com o século 21, vendo as mudanças que estão acontecendo, as sementes que já existem e oferecendo estímulos às atividades que vão sinalizar o novo contexto econômico deste século. “Passando pelas duas agendas, a questão do emprego, associada à da educação, precisa ser discutida. O mercado de trabalho mudou, não é só a crise que está prejudicando a empregabilidade. Mudanças tecnológicas e novas formas de produzir vieram para ficar. Pernambuco precisa ter uma agenda de inovação para uma estratégia de futuro consistente”, afirma.

Jorge Jatobá destaca ainda, no desafio educacional, a necessidade de se formar mão de obra qualificada para atender ao mercado de trabalho que está com dificuldades para apresentar um bom desempenho. “Os empregos gerados ou que serão gerados exigem perfis profissionais e bem mais qualificados. É um desafio para o sistema universitário de ensino, para o Sistema S (Senai, Sesc, Senat), entre outras instituições, e para escolas técnicas. Ele deve ser enfrentado com muito vigor, a fim de formar pessoal com qualidade desde a educação básica. Isso dará continuidade ao trabalho bem sucedido do ensino médio, intensificando o trabalho no ensino fundamental”, acredita.

O economista ainda chama a atenção para dois fatores que vêm diluindo a geração de empregos no cenário estadual: na recessão, as empresas enxugam seus quadros, realizam mudanças tecnológicas, modernizam processos, aumentam a produtividade e saem da crise mais enxutas, mais eficientes. O outro é o movimento estrutural que está em curso, o da indústria 4.0, que agrega muito valor mas não gera muito emprego. “Pernambuco se destaca na área de Tecnologia da Informação e Comunicação com o Cesar, o Porto Digital, o centro de inovação da Accenture na América Latina e outras empresas de alto impacto. Então vai continuar avançando mas vai demorar a retomar o nível de crescimento do emprego”, observa.

Da Folha de PE

sexta-feira, 1 de março de 2019

PIB repete desempenho de 2017 e cresce 1,1% em 2018

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil/EBC
A economia brasileira cresceu 1,1% em 2018 em relação ao ano anterior, informou nesta quinta-feira (28) o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). A taxa é o mesmo do que foi registrado em 2017.

No quarto trimestre de 2018, o PIB cresceu 0,1% em relação ao terceiro trimestre -uma herança considerada fraca por especialistas. Sobre o quarto trimestre de 2017, a alta foi de 1,1%.

O ritmo de atividade se manteve similar a 2017, desapontando economistas que iniciaram 2018 com expectativa de crescimento perto de 3% para o ano. 

Ao longo do ano passado, as previsões foram continuamente revistas para baixo com a paralisação dos caminhoneiros, ocorrida em maio, um mercado de trabalho cuja débil recuperação se deu à base de vagas informais e incertezas ligadas às eleições presidenciais. 

O resultado veio em linha ao esperado pela maior parte dos analistas do mercado financeiro. Especialistas não esperam um quadro muito diferente para 2019. 

Reportagem da Folha de S.Paulo mostrou que, mesmo que a reforma da Previdência seja aprovada neste ano, é pouco provável que a economia brasileira encontre fôlego para deslanchar em 2019.

Passada a euforia de empresários e mercado financeiro com a eleição de Jair Bolsonaro (PSL), já há quem espere crescimento abaixo de 2%, com a retomada mais forte, uma vez mais, sendo empurrada para o próximo ano.

Até meados de 2018, economistas também previam alta perto de 3% para o PIB (Produto Interno Bruto) de 2019.

Segundo o analista da RC Consultores Everton Carneiro, apesar de os indicadores de confiança do empresariado estarem em alta, no mundo real ainda paira certa incerteza quanto ao governo de Jair Bolsonaro. 

A dúvida quanto à real capacidade de articulação e realização do governo seria o motivo para que os empresários ainda estejam optando por esperar para retomar os investimentos no país. 

A proposta da reforma da Previdência agradou e a expectativa do mercado é que ela seja aprovada, devido a uma articulação junto ao presidente da Câmara, Rodrigo Maia. 

Mesmo assim, empresários estariam esperando para ver como irá se dar a negociação no Congresso antes de decidir retomarem os investimentos. "Como o governo começou muito instável, o mercado está aguardando as coisas se alinharem", diz.

Da Folha de PE

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2019

Mulheres ocupam 69% dos cargos de liderança em comunicação empresarial

Foto: Reprodução/Pixabay

A pesquisa inédita Perfil da Liderança em Comunicação no Brasil, divulgada pela Associação Brasileira de Comunicação Empresarial (Aberje), mostra que apesar de ocupar 69% dos cargos de liderança na comunicação corporativa no Brasil, as mulheres representam 45% do total de cargos de direção ou vice-presidência nas empresas onde trabalham.


A pesquisa foi feita com 578 profissionais de 20 estados, dos quais 78% são empregados em empresas privadas de grande porte (62%), sendo 41% em multinacionais e 37% em companhias nacionais de todos os setores da economia, com destaque para o de serviços (27%), que inclui agências de comunicação. São Paulo abriga a maioria dessas lideranças (57%). Do total de participantes, 398 são mulheres. Setenta e quatro por cento dos profissionais estão contratados pelo regime da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) e 11% sob regime societário.

Embora as mulheres já estejam bem representadas nas empresas, o estudo mostra que é mais lento o processo para elas chegarem aos cargos de direção, informou o coordenador da pesquisa da Aberje, Carlos Ramello. Confira na íntegra, clique AQUI!

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2019

IBGE retoma testes piloto do Censo Demográfico de 2020

Foto: Divulgação
O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) iniciou nesta quarta-feira (20) os testes piloto do Censo Demográfico 2020, em todo o país. A primeira fase, que envolve trabalhos de coleta do entorno urbanístico, vai até o próximo dia 25. O instituto começará a coleta de dados de domicílios no dia 11 de março. Essa etapa se estenderá até 5 de abril.

“Em todos os anos que faz o censo, o instituto sempre realiza essas etapas para testar diversos sistemas que são utilizados, além da própria metodologia. No momento, nós estamos realizando a segunda prova piloto (do Censo 2020)”, disse o gerente de Apoio Computacional da Gerência Técnica do Censo do IBGE, Rafael Moraes..

A primeira prova piloto ocorreu em 2018 e teve como objetivo testar a coleta domiciliar, usando coletores eletrônicos, os chamados Dispositivos Móveis de Coleta (DMCs), com os questionários digitais. “O objetivo foi testar a aplicação dos questionários do censo, a aplicação do sistema, a comunicação das informações com a central do IBGE”, informou o gerente.

Áreas urbanas
Os testes piloto efetuados este ano vão avaliar as principais características das áreas urbanas, dentro da Pesquisa Territorial do Entorno Urbanístico dos Domicílios, explicou Moraes. Serão visitadas 21 cidades em 14 estados. “A pesquisa do entorno vai dar um panorama da infraestrutura urbana do país e leva em conta vários temas. No teste que nós estamos fazendo, são ao todo 23 quesitos que abordam temas que vão de infraestrutura e pavimentação das vias, iluminação pública, identificação de logradouro, até questões sobre acessibilidade urbana, coleta de lixo e arborização”.

Segundo Moraes, as informações serão levadas a especialistas e incorporadas aos resultados do censo. Em cada estado brasileiro, os testes piloto na etapa 2019 contam com um coordenador técnico do IBGE. Os agentes de pesquisa e mapeamento totalizam 200 pessoas, entre funcionários do instituto e contratados temporariamente.

Moraes disse que o Censo 2020 terá inicio em agosto do próximo ano, envolvendo a participação de cerca de 220 mil recenseadores, que visitarão mais de 70 milhões de domicílios nos 5.570 municípios de todo o país. Serão investigados os principais aspectos da vida dos brasileiros, como educação, migração interna internacional, saúde, saneamento básico, religião, deficiências físicas, trabalho, rendimento, além das características demográficas, como cor, raça, sexo, idade.

A contratação dos recenseadores, bem como o orçamento do Censo 2020, dependem ainda de aprovação do Ministério da Economia.

Da Agência Brasil

domingo, 3 de fevereiro de 2019

Com melhora da confiança, 41% dos micro e pequenos empresários devem investir mais em 2019, mostram CNDL/SPC Brasil

Imagem: Divulgação/Reprodução
Entre as MPEs que pretendem realizar investimentos, 60% têm como meta o aumento das vendas. Intenção de tomar crédito também avança 16% em janeiro de 2019 antes o mesmo mês do ano anterior

Diante da perspectiva de recuperação da economia, os micro e pequenos empresários do varejo e comércio têm demonstrado maior apetite para realizar investimentos em 2019. É o que aponta dados da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil). O levantamento mostra que 41% desses empresários pretendem investir este ano, ante 35% em 2018. Por outro lado, 38% não planejam fazer qualquer tipo de movimento nesse sentido e 21% ainda não sabem o que farão.

O indicador que mede a propensão de investimento das MPEs (micro e pequenas empresas) passou de 41,4 pontos em janeiro de 2018 para 47,9 em janeiro de 2019, uma alta de 16% na comparação anual. Pela metodologia, quanto mais próximo de 100, maior a propensão para o investimento. Quanto mais próximo de zero, menor a propensão.

Entre os empresários que devem investir, seis em cada dez (60%) miram o aumento das vendas, enquanto 27% visam atender ao aumento da demanda e 25% querem adaptar sua empresa às novas tecnologias. A principal finalidade para esses recursos será a compra de equipamentos (31%). Em seguida, 26% buscam reformar a empresa e 22% ampliar seus estoques.

Na avaliação do presidente da CNDL, José César da Costa, a volta do apetite por novos investimentos reflete a melhora da confiança. “A expectativa com relação ao futuro da economia e dos negócios é de que a atividade econômica cresça com mais força este ano, impulsionando o consumo e, por consequência, o faturamento das empresas”, ressalta.

Demanda das MPEs por crédito avança 16% na comparação anual; 29% consideram processo de contratação difícil

O ano também começa com os micro e pequenos empresários mais propensos a tomar crédito do que em 2018. Em janeiro de 2019, o indicador que mede a demanda por crédito registrou 25,1 pontos contra 21,6 pontos no mesmo mês do ano anterior, o que significa um avanço de 16%. Esse aumento dá indícios de retomada do crédito, embora de forma tímida.

Em termos percentuais, os dados indicam que 15% das MPEs pretendem contrair crédito nos próximos três meses. Em contrapartida, 67% descartam essa possibilidade — em janeiro de 2018 esse número representava 76% — e 18% ainda não sabem dizer se vão recorrer a recursos extras.

O empréstimo lidera a lista de modalidades que devem ser contratadas, com 49% das menções. Em segundo lugar vem o financiamento (17%) e em terceiro o cartão de crédito empresarial (11%). A sondagem constatou ainda que 29% consideram o processo de contratação de crédito difícil, ao passo que 22% acham fácil ou 17% não consideram nem fácil e nem difícil. Além desses, um percentual expressivo declara nunca ter contratado crédito, chegando a 29%.

Questionados sobre os entraves para contrair crédito, 60% dos que consideram a contratação difícil apontam como principais problemas a burocracia e as exigências dos bancos. Para 57%, os juros altos são um grande impeditivo. Já entre os que consideram fácil a obtenção de crédito, 49% citam o bom relacionamento com as instituições financeiras. Já 37% mencionam o fato de ter as contas em dia e 26% dizem que a documentação da empresa em ordem facilita o processo. Outros 21% apontam o tempo de existência da empresa como item importante.

“As altas taxas de juros, que ainda seguem elevadas mesmo com as quedas recentes, acabam inibindo a tomada de crédito por boa parte do empresariado. Além disso, há o desconhecimento das modalidades existentes no mercado. Muitas opções estão disponíveis, com condições e taxas menores para o segmento de MPEs ”, destaca o presidente do SPC Brasil, Roque Pellizzaro Junior.

Da Assessoria - SPC Brasil

quinta-feira, 3 de janeiro de 2019

Juntar dinheiro e sair do vermelho são principais metas financeiras dos brasileiros para 2019, revela pesquisa CNDL/SPC Brasil

Foto: EBC
O novo ano que se inicia traz boas perspectivas, com a retomada dos níveis de confiança da economia. Com os resquícios da crise ainda impactando a vida das pessoas, muitas pessoas vêm repensando a forma de lidar com o orçamento familiar. É o que aponta uma pesquisa da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil), ao investigar as expectativas e os projetos dos brasileiros para 2019. Os dados mostram que as principais metas financeiras para este ano são juntar dinheiro (51%) e sair do vermelho (37%).

O levantamento também revela que sete em cada dez entrevistados (72%) estão otimistas com o cenário econômico de 2019 e 72% acreditam que sua vida financeira será melhor. Apenas 8% acham que sua situação vai piorar e 6% acreditam que ficará igual. Os que esperam enfrentar problemas financeiros mencionaram como consequências comprar menos (55%), dificuldade em manter as contas em dia (51%) e guardar dinheiro (50%), além de substituir marcas que consomem por produtos mais baratos (23%).

Na avaliação do presidente da CNDL, José César da Costa, a expectativa do mercado é de que o ambiente volte a ser favorável com definição do quadro eleitoral. “À medida que o novo governo anuncia seus projetos para o país, aumenta o clima de otimismo com a retomada da economia, que deve começar a ser percebido a partir do segundo semestre”, observa.

58% acreditam que reflexos da crise devem continuar impactando o dia a dia em 2019; para evitar estes efeitos, 51% destes pretendem organizar orçamento

Para os que estão otimistas quanto às finanças pessoais este ano, as perspectivas positivas são: manter os pagamentos das contas em dia (69%), fazer reserva financeira (59%) e realizar algum sonho de consumo (57%). Independentemente do que o novo ano reserva para a vida dos brasileiros, seis em cada dez (58%) afirmam que os efeitos da crise (como desemprego e renda baixa) ainda devem impactar seu dia a dia este ano. Já 26% não enxergam algum tipo de reflexo no cotidiano.

Nesse contexto, muitos consumidores que esperam sentir os reflexos da crise em 2019 pretendem tomar atitudes para evitar tais efeitos no cotidiano, como organizar ou controlar mais as contas da casa (51%), pesquisar mais os preços (50%), aumentar a renda com trabalho extra e bicos (44%) e evitar o uso do cartão de crédito (44%).

Quanto aos principais temores para a vida financeira em 2019, destacam-se: não conseguir pagar as contas (61%), não guardar dinheiro (45%), abrir mão de determinados confortos no dia a dia (34%), não obter um emprego (28%) e perder o emprego (20%). “Apesar de os brasileiros continuarem sentindo os efeitos da crise, a possibilidade de crescimento da economia impõe novos desafios para o sucesso de projetos pessoais, que passará pela capacidade do consumidor de controlar seu orçamento, planejar e poupar”, destaca o presidente do SPC Brasil, Roque Pellizzaro Junior.

Confira a matéria completa, clique AQUI!

sexta-feira, 28 de dezembro de 2018

Confiança da indústria sobe 0,5 ponto em dezembro

Foto: Arquivo/Agência Brasil
O Índice de Confiança da Indústria, medido pela Fundação Getulio Vargas (FGV), subiu 0,5 ponto de novembro para dezembro deste ano. Com o resultado, a segunda alta consecutiva, o indicador chega a 94,8 pontos, em uma escala de zero a 200 pontos. 

Segundo o pesquisador da FGV Aloisio Campelo Jr., mesmo com a alta, a confiança dos empresários do setor industrial segue abaixo dos níveis alcançados no primeiro semestre do ano e sinaliza um ritmo morno de atividades na virada para 2019.

Em dezembro, a confiança subiu em 11 dos 19 segmentos industriais pesquisados. O Índice da Situação Atual, que mede a percepção sobre o momento presente, avançou 1,8 ponto, para 96 pontos. O indicador que mede o grau de satisfação com o nível de demanda atual subiu 3,8 pontos, para 97 pontos.

Já o Índice de Expectativas, que mede a confiança no futuro, recuou 0,7 ponto, para 93,8 pontos, o menor patamar desde junho de 2017 (93,7 pontos). O indicador de emprego nos três meses seguintes recuou 2,8 pontos, para 89,6 pontos, o menor nível desde fevereiro de 2017 (88,1 pontos), e o indicador de tendência dos negócios recuou 0,7 ponto, para 103,2 pontos.

O Nível de Utilização da Capacidade Instalada (NUCI) recuou 0,6 ponto percentual em dezembro, para 74,6%, o menor nível desde outubro de 2017 (74,5%).

Da Agência Brasil

sexta-feira, 14 de dezembro de 2018

PIB de Pernambuco no 3º trimestre cresce 2,5% em relação a 2017

Cédulas reaisFoto: Pixabay
A economia pernambucana cresceu neste terceiro trimestre de 2018 de acordo com levantamento da Agência Estadual de Planejamento e Pesquisas de Pernambuco (Condepe/Fidem). Os números foram apresentados na manhã desta sexta-feira (14), no Recife, e mostram que, em comparação ao trimestre anterior, o crescimento foi de 1,1%, e, quando comparado ao mesmo período de 2017, o aumento foi de 2,5%. Segundo a Condepe/Fidem, em valores reais, o PIB pernambucano do terceiro trimestre deste ano chegou a R$ 46,5 bilhões.

Segundo a agência, o PIB estadual, no acumulado anual desses primeiros nove meses, alcançou R$ 136,8 bilhões em valores correntes. Em relação ao mesmo período do ano passado, o PIB/PE apresentou crescimento de 2,2%. Segundo a Condepe/Fidem, o desempenho se deve ao "comportamento agregado, no período, dos três grandes setores econômicos: indústria (4,3%), serviços (1,8%) e agropecuária (-3,7%)".

Quando comparado com o PIB nacional, a economia pernambucana apresentou, percentualmente, comportamento mais acelerado que a brasileira nos primeiros nove meses do ano do PIB nacional, que foi de 1,1%.

Em relação ao segundo trimestre deste ano, o percentual de 1,1% de aumento foi, de acordo com a agência, reflexo do desempenho dos setores econômicos da Indústria (6,3%), dos Serviços (0,2%) e da Agropecuária (-0,3%).

Da Folha de PE

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