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sexta-feira, 14 de junho de 2019

Frustração faz grandes empresas investirem menos que o planejado

Foto: Wilson Dias/Agência Brasil
Pesquisa divulgada nesta sexta-feira (14) pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) revela que, no ano passado, as empresas brasileiras de grande porte investiram menos do que o planejado. Segundo a entidade, isso ocorreu devido à frustração decorrente das dificuldades do país para se recuperar economicamente.

De acordo com a pesquisa anual Investimento na Indústria, se 81% das empresas planejavam fazer investimentos em 2018, apenas 75% o fizeram. Ainda segundo o levantamento, 51% das empresas que fizeram investimentos não conseguiram realizar os projetos conforme o planejado. Desse total, 38% fizeram investiram apenas parcialmente; 9% adiaram os projetos para 2019 e 4% cancelaram ou adiaram os investimentos para depois de 2019.

“A frustração dos planos de investimento em 2018 deve-se à decepção com a retomada da economia. Em particular, o crescimento da demanda ficou abaixo do que se esperava, especialmente por causa do elevado desemprego”, disse o gerente executivo de Política Econômica da CNI, Flávio Castelo Branco, ao comentar a pesquisa.

Ele acrescentou que, além disso, as incertezas internas e externas que contaminaram boa parte do ano passado também trouxeram riscos ao investimento. Segundo o economista, a maior parte dos investimentos é financiada com capital próprio das empresas. “Como as empresas estão com situação financeira mais debilitada do que em anos anteriores, o investimento ficou prejudicado.”

Entre as que investiram, 56% destinaram recursos para a continuação de projetos anteriores e 44% aplicaram em novos empreendimentos. A maior parte dos investimentos foi feita tendo como objetivo a inovação, com 53% das empresas aplicando na melhoria ou na modernização dos processos produtivos e em novos produtos; 36% investindo na melhoria dos processos produtivos; 13% buscando introduzir novos produtos; e 4% aplicando em novos processos de produção. Ainda segundo a CNI, 28% investiram no aumento da capacidade de produção.

O estudo mostrou recuo de 10% para 7% na participação de bancos públicos no financiamento disponibilizado por bancos públicos a indústrias de grande porte – a menor participação em toda a série histórica iniciada em 2010. A pesquisa também identificou aumento de 8% para 13% na participação dos bancos privados para esse público.

A maior parte dos investimentos feitos pelas empresas (75%) em 2018 usou capital das próprias empresas, percentual igual ao registrado em 2017. Nos anos anteriores o percentual estava em 72%.

Expectativas para 2019

Para este ano, as expectativas são “positivas”, com oito em cada dez indústrias de grande porte planejando fazer investimentos – número praticamente igual aos 81% registrados em 2018. Isso se deve ao fato de haver, entre os empresários, expectativa de crescimento do consumo e os avanços tecnológicos.

O levantamento indica que, entre as indústrias que pretendem investir, 57% o fazem devido a uma perspectiva de aumento da demanda e 41%, devido a fatores técnicos, como tecnologia, mão de obra e matéria-prima disponíveis.

Por outro lado, a pesquisa mostra que o excesso de regulação e de burocracia e a falta de recursos financeiros interferem nas decisões de investimentos para este ano: 49% das empresas consultadas apontaram estes como fatores que atrapalham a disposição em investir, enquanto 51% dizem que os planos de investimentos foram desestimulados por questões relativas a recursos financeiros.

“O principal objetivo das empresas que pretendem investir em 2019 é a melhoria dos processos produtivos, o que demonstra preocupação com a eficiência e a competitividade. A melhoria dos processos produtivos ficou em primeiro lugar, com 36% das assinalações. Em seguida, com 22% das respostas, aparece o aumento da capacidade instalada e, em terceiro lugar, com 17% das menções, a introdução de novos produtos”, informou, por meio de nota, a CNI.

A entidade acrescenta que 59% das menções feitas pelos empresários indicam que os investimentos serão concentrados na compra de máquinas e equipamentos; 18% citaram a compra de novas tecnologias, como automação e tecnologias digitais, e 6% disseram que concentrarão os investimentos na melhoria da gestão do negócio.

A pesquisa Investimento na Indústria foi feita entre os dias 24 de janeiro e 15 de abril com 334 indústrias de grande porte, que têm 250 ou mais empregados.

Do Diario de PE

quarta-feira, 8 de maio de 2019

Pela primeira vez em 21 anos, Brasil fica fora de lista dos 25 melhores países para investir

InvestimentoFoto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil
O Brasil vem em uma sequência de queda nos últimos anos

O Brasil não apareceu pela primeira vez na lista dos melhores países para se investir, segundo a opinião de investidores estrangeiros. O levantamento é feito pela consultoria A.T. Kearney.

É a primeira vez que o país fica de fora dos 25 primeiros colocados desde 1998 - quando o ranking começou a ser feito. A posição do Brasil este ano não foi divulgada.

O Brasil vem em uma sequência de queda nos últimos anos. Em 2016, ocupava a 12ª posição, caindo para 16ª e 25ª nos dois anos seguintes, até ficar de fora da lista em 2019. Até então, a pior posição tinha sido a 17ª, em 2004.

Entre 2010 e 2014, o país estava entre os cinco primeiros colocados.

Esse ano, além do Brasil, Portugal também ficou de fora da lista pela primeira vez.

Os países com economia desenvolvida respondem por 22 das 25 posições do índice -atingindo sua maior participação de sempre. Os Estados Unidos ficaram em primeiro lugar pelo sétimo ano consecutivo, seguido por Alemanha, Canadá, Reino Unido e França.

Entre os países emergentes, somente China (7ª), Índia (16ª) e México (25ª) aparecem entre os melhores lugares para se investir.

Taiwan e Finlândia estão na lista pela primeira vez.

Da Folha de PE

quarta-feira, 16 de janeiro de 2019

Ipea vê inflação em dobro para população de baixa renda

Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil
Pressionada pelos aumentos nos preços dos alimentos e do reajuste dos aluguéis, o Indicador Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica e Aplicada) de Inflação por Faixa de Renda referente a dezembro do ano passado apontou inflação em dobro para classes de rendas mais baixas.

Divulgada hoje (15), pelo Instituto, o indicador mostra que as famílias de menor poder aquisitivo “foram as mais afetadas pela inflação de dezembro, embora a alta de preços tenha se intensificado em todas as classes”.

Segundo o levantamento, a inflação nos segmentos de renda mais baixa foi 0,21% ( com salário menor que R$ 900), mais que o dobro dos 0,9% verificados na variação de preços das classes mais ricas (maior que R$ 9 mil).

O Indicador Ipea de Inflação por Faixa de Renda, é calculado com base nas variações de preços de bens e serviços pesquisados pelo Sistema Nacional de Índice de Preços ao Consumidor (SNIPC), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

A influência do aumento dos preços dos alimentos decorreu, sobretudo, do aumento dos preços de alimentos, principalmente produtos in natura como legumes, que chegaram a subir 9%; verduras (2,3%); frutas (3%); e carnes (2%). “Itens que pesam na cesta de consumo das classes mais baixas”, ressaltou o Ipea.

O Ipea avaliou que a alta de itens de vestuário, como roupas femininas (2,3%), e o reajuste de 0,5% nos preços dos aluguéis “também exerceram pressão maior sobre a inflação das camadas de renda mais baixa, anulando, inclusive, o alívio proporcionado pela deflação de 2% das tarifas de energia”.

Em contrapartida, O Ipea aponta a queda de 4,8% no preço da gasolina como “o principal fator de descompressão inflacionária nas faixas de renda mais alta, que também se beneficiaram, ainda que em menor proporção, da redução das tarifas de energia elétrica”.

A avaliação é que, em dezembro, a inflação das famílias mais ricas só não foi ainda menor devido aos aumentos das passagens aéreas (29,1%) e dos planos de saúde (0,8%).

No acumulado de 2018, a inflação cresceu em todos os segmentos de renda, resultado do aumento dos preços dos alimentos a partir do 2º semestre e, sobretudo, dos reajustes dos combustíveis e da energia elétrica entre junho e outubro.

Embora as famílias mais pobres tenham sofrido mais em dezembro, no acumulado de 12 meses a alta de preços neste segmento foi 3,5%, contra 3,9% nas faixas de renda mais alta.

Para a técnica de planejamento e pesquisa do Ipea, Maria Andreia Parente Lameiras, em dezembro, embora o Indicador Ipea de Inflação por Faixa de Renda tenha registrado uma aceleração no ritmo de crescimento dos preços em todas as classes, esta foi bem mais intensa nos segmentos de renda mais baixa.

Por: Agência Brasil

domingo, 28 de maio de 2017

Moody’s põe nota do Brasil em observação, com possibilidade de rebaixamento

Imagem: Arquivo Folha
A agência de classificação de risco Moody’s revisou para baixo a perspectiva da nota da dívida pública brasileira. A nota de crédito soberano do país foi mantida dois níveis abaixo do grau de investimento (garantia de que o país não corre risco de dar calote), mas com perspectiva negativa, o que indica que a classificação pode ser alterada para baixo na próxima revisão.

Em comunicado divulgado no fim da tarde desta sexta-feira (26), a agência citou a ampliação da instabilidade política como justificativa para a decisão. Segundo a Moody’s, a crise política pode atrasar a aprovação de reformas estruturais que, na visão da agência, ajudarão na recuperação da economia brasileira, como a da Previdência Social.

“Independentemente de seu desfecho, a crise política que emergiu no Brasil na última semana provavelmente debilitará a agenda de reformas do governo e comprometerá a aprovação de reformas futuras, incluindo a da Previdência. Isso provavelmente impactará negativamente a confiança do investidor e levará ao aumento da volatilidade nos mercados, ameaçando o momento macroeconômico positivo observado desde o início da agenda de reformas”, destacou o comunicado.

Apesar de citar os riscos políticos, o relatório da Moody’s destacou o tamanho e a diversidade da economia brasileira como pontos vantajosos para o país. O documento também mencionou o elevado nível de reservas internacionais, US$ 377 bilhões, como fator que reduz a vulnerabilidade externa do país, diminuindo o risco de fuga de capitais estrangeiros.

Ministério da Fazenda

Em nota, o Ministério da Fazenda informou que continua empenhado na aprovação das reformas e que continua as negociações com o Congresso Nacional. “O Ministério da Fazenda reafirma seu compromisso com a continuidade da implementação da agenda de reformas estruturais necessárias à recuperação econômica. Nesse sentido, destaca os resultados positivos obtidos por meio da manutenção de intenso diálogo e coordenação com o Congresso Nacional, sinalizando o empenho para o alcance da estabilidade da política brasileira”, destacou o comunicado.

Da Agência Brasil

sábado, 14 de janeiro de 2017

Raul Henry é o novo secretário de Desenvolvimento Econômico de Pernambuco

Imagem: Divulgação/Reprodução
O governador Paulo Câmara anunciou na tarde desta sexta-feira (13) o nome do novo secretário de Desenvolvimento Econômico do Estado: será o vice-governador Raul Henry. “Raul tem experiência, dimensão, capacidade de gestão, a nossa confiança política e a interlocução necessária em Pernambuco e no Brasil para os desafios do mundo globalizado, pré-requisitos fundamentais a uma secretaria como a de Desenvolvimento Econômico. Sem esquecer da sua reconhecida capacidade de diálogo”, argumentou Paulo. 


A posse de Raul será realizada na próxima semana, em dia a ser definido pelo governador.

quinta-feira, 6 de outubro de 2016

Temer libera crédito de R$ 30 bilhões para micro e pequenas empresas

Imagem: Divulgação/Reprodução Internet
Micro e pequenos empresários irão obter financiamento com juros reduzidos. Pacote também contém medidas de desburocratização de exportações.

O presidente Michel Temer anunciou nesta quarta-feira (5), em uma cerimônia no Palácio do Planalto, a abertura de uma linha de crédito de R$ 30 bilhões com taxa de juros reduzida para estimular o empreendedorismo no país e ajudar micro e pequenas empresas. O anúncio foi feito no Dia Nacional da Micro e Pequena Empresa, comemorado no dia 5 de outubro.

Em um discurso de cerca de dez minutos, Temer disse que, embora haja uma “ideia” de que os micro e pequenos empreendedores são algo “pequeno”, eles são “gigantes” porque, na visão dele, representam atualmente 52% do PIB brasileiro.

Segundo dados da Secretaria Especial da Micro e Pequena Empresa, esses negócios representam 95% das pessoas jurídicas do país e até 27% do Produto Interno Bruto (PIB). As micro e pequenas empresas também são responsáveis por 52% dos empregos formais e 41% da massa salarial dos trabalhadores.

“Digo isso porque todas as reformas que estamos propondo ao Congresso Nacional se destinam ao crescimento do nosso país e também ao incentivo aos micro, pequenos e médios empresários”, declarou.

Michel Temer acrescentou que, em sua viagem à China no mês passado, recebeu a informação de que o número de micro, pequenos e médios empresários no país asiático é “tão fantástico” que alguns deles conseguem até produzir uma quantidade suficiente para exportar.

Em outro trecho do pronunciamento, o peemedebista voltou a fazer um apelo para o Congresso Nacional aprovar a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) apresentada por seu governo que impõe um teto para os gastos do Executivo federal pelos próximos 20 anos. Segundo ele, a medida é “fundamental” para o país.

“Ninguém pode gastar mais do que arrecada”, observou o peemedebista. Pela proposta, os gastos públicos da União só poderão crescer seguindo a inflação do ano anterior.
Pacote de estímulo

As taxas de juros oferecidas aos micro e pequenos empresários, segundo o governo, serão até 30% menor do que as oferecidas no mercado. São considerados microempreendedores individuais e micro e pequenas empresas os negócios que têm receita bruta anual de até R$ 3,6 milhões.

O pacote de estímulo apresentado nesta quarta consiste em linhas de crédito exclusivas para Microempreendedores Individuais (MEIs), além de micro e pequenos empresários, com a disponibilização de R$ 30 bilhões em empréstimos e financiamentos.

O dinheiro deve ser usado em investimentos, capital de giro e modernização de equipamentos, aquisição de matérias primas e o pagamento de fornecedores e impostos.

Os micro e pequenos empresários poderão solicitar os financiamentos ao Banco do Brasil, à Caixa Econômica Federal (CEF), ao Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), ao Santander, ao Itaú e ao Bradesco.

Exportações

Uma segunda medida anunciada é a criação do Simples Exportação, que pretende desburocratizar e simplificar a operação do comércio internacional para os microempreendedores. A iniciativa foi elaborada pela Sempe em conjunto com o Sebrae e os ministérios da Fazenda, das Relações Exteriores, do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior.
A última medida divulgada nesta quarta pelo governo é o programa Instituição Amiga do Empreendedor com o apoio do Ministério da Educação e de universidades públicas e privadas. A iniciativa busca orientar interessados em empreender na área de gestão de negócios.
Fonte: G1

sexta-feira, 13 de maio de 2016

Mudança | Novo ministro da Fazenda promete "medidas duras, porém necessárias"

Imagem: Eliaria Andrade / O Globo
No primeiro dia após a posse, o novo ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, disse qual será o receituário para sair da crise econômica: "serão medidas duras, porém necessárias", resumiu o ministro, que não adiantou, nesta sexta-feira, quais devem ser as propostas para reverter o crescimento do déficit fiscal - estimado para este ano, pelo governo da presidente afastada Dilma Rousseff, em torno de R$ 96 bilhões-, e também voltar a crescer e, com isso, diminuir as taxas de desemprego, hoje na casa dos 8,5%.

Meirellles disse aos jornalistas do Bom Dia Brasil, da TV Globo, que por enquanto não há medidas concretas para anunciar porque está primeiro fazendo um levantamento das contas públicas. Mas prometeu: "dizer a verdade". De acordo com ele, a prioridade do governo é reverter o crescimento do déficit público. Segundo ele, não há outra saída para tanto senão cortar despesas. Perguntado se isso poderia refletir em cortes em programas sociais, o novo ministro não entrou no mérito da questão.

Meirelles disse que as "despesas do governo tem diversos componentes", dando os exemplos da "bolsa-empresário", que são as desonerações a setores da economia, e dos subsídios. "Vamos cortar despesas e privilégios", respondeu o ministro. Conforme Meirelles, a prioridade das prioridades do atual governo é " reverter essa trajetória", se referindo ao déficit fiscal. "Vamos estabelecer uma meta realista, que seja cumprida, que possa servir e base para as despesas públicas", afirmou.

Para o o novo ministro a Fazenda, o estado brasileiro "será solvente no futuro". Para tanto, descartou de imediato o aumento de impostos. A volta da CPMF, proposta em tramitação no Congresso Nacional, deverá, segundo Meirelles, ser deixada em banho-maria até que o governo tenha convicção se será necessário lançar mão do chamado outrora "imposto do cheque".

Previdência
Meirelles também tratou com cautela o tema da reforma da previdência, que ele disse ser inevitável. O Ministério da Previdência foi extinto pelo governo de Michel Temer e, em substituição, deverá ser criada uma secretaria no lugar, sob o comando do Ministério da Fazenda. Ele destacou que aos defensores de manter o sistema como está ele argumenta: "Manter? Tudo bem. Quem paga?. Diante do raciocínio, uma alusão ao déficit da Previdência, Meirelles disse que há vários estudos sobre a questão e caberá ao governo consolidá-los e enviar uma proposta ao Congresso. Ele adiantou que deve prevalecer, grosso modo, a tese da "idade mínima com regra e transição". 

Por Estado de Minas

sexta-feira, 6 de maio de 2016

Crise | Verbas para Farmácia Popular e Samu vão acabar em agosto

Imagem: Divulgação/Reprodução Internet
O ministro da Saúde em exercício, Agenor Álvares da Silva, afirmou que recursos para Farmácia Popular e para o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) são suficientes somente até agosto. Depois disso, uma solução terá de ser encontrada para financiar os dois programas. "Será preciso encontrar uma forma de pagamento", disse, ao sair de reunião no Conselho Nacional de Saúde. Álvares da Silva confirmou ainda que recursos não serão suficientes para honrar compromissos de procedimentos de média e alta complexidade, como cirurgias e internações, a partir de dezembro.

A dificuldade no pagamento de contas é fruto de uma redução na previsão do orçamento para o Ministério da Saúde em 2016, no valor de R$ 5,5 bilhões. Fontes ouvidas pela reportagem afirmam que o aperto nas contas começou a ser sentido há alguns meses.

Propostas de novas atividades e solicitação de recursos vêm recebendo resposta negativa em razão do aperto. "Diante da redução das verbas, procuramos no primeiro momento controlar os gastos discricionários. Depois de algum tempo, no entanto, eles chegarão também a procedimentos como repasses para procedimentos como cirurgias", disse o ministro em exercício.

A falta de verbas afetaria, de acordo com Álvares da Silva, o Aqui Tem Farmácia Popular, um dos desdobramentos do programa inicial, em que estabelecimentos comerciais vendem medicamentos para rinite, colesterol, mal de Parkinson, glaucoma, osteoporose, anticoncepcionais e fraldas geriátricas. O preço não é cobrado da população, mas é reembolsado pelo Ministério da Saúde aos estabelecimentos. "A partir de setembro, vamos ver como esse repasse terá de ser feito para as farmácias credenciadas."

Uma das preocupações é a falta de recursos também para procedimentos de média e alta complexidade. O problema já aconteceu há dois anos, causando uma onda de protestos entre prestadores de serviços. Em setembro de 2015, o então ministro da Saúde, Arthur Chioro, poucos dias antes de deixar a pasta, já havia alertado, em entrevista ao Estado, sobre a dificuldade para quitar as contas em 2016. 

Ao longo deste ano, a pasta afirmou que problemas seriam resolvidos a tempo. Álvares da Silva disse ter esperança de que uma solução será encontrada.

Do Estadão

quarta-feira, 4 de maio de 2016

Recomposição do mercado de trabalho depende dos rumos da política econômica

Heudes Regis/JC Imagem
A recomposição do mercado de trabalho vai depender dos rumos da política econômica que deverá ser implementada nos próximos meses, com a conclusão do processo de impeachment. Na avaliação de especialistas e lideranças sindicais, a possibilidade de um governo Michel Temer é motivo de preocupação. O atual vice-presidente e principal beneficiário do impedimento de Dilma Rousseff já sinalizou que vai realizar cortes na máquina pública e colocar em prática as reformas trabalhista e da previdência. A expectativa é avançar nas discussões sobre terceirização e mudanças na CLT.

“Vejo com temor e dúvida as reformas propostas por um governo Temer, se ele existir. Precisa existir um pacto pelo Brasil para que os empresários voltem a investir, as contratações sejam retomadas e o trabalhador volte a produzir. Ninguém suporta mais redução de benefícios. As conquistas precisam ser aprofundadas. O próprio governo Dilma suprimiu direitos. O principal deles foi a mudança no Seguro-Desemprego”, diz o presidente da Força Sindical em Pernambuco, Rinaldo Júnior.

A coordenadora do Grupo de Economia Industrial, Trabalho e Tecnologia da PUC-São Paulo, Anita Kon, acredita que o início de um possível governo Temer não será tranquilo para o mercado de trabalho. “Num primeiro momento, a tendência é que o desemprego continue aumentando, porque deverá ser adotada uma política de contenção de gastos públicos. Mas não devemos ser excessivamente pessimistas. A perspectiva não é positiva no curto prazo, mas é preciso dar uma esperança às pessoas e acreditar que os ajustes serão feitos e a economia vai voltar a crescer”, pondera.

Na avaliação da coordenadora-geral do Sindicato dos Servidores Públicos Federais em Pernambuco (Sindsep), Graça Oliveira, a proposta de Michel Temer, intitulada “Ponte para o futuro” não será um avanço. “O projeto está mais para ponte do atraso. É parecido com o que o ex-presidente FHC fez nos anos 90, com austeridade excessiva, que não melhora as condições do trabalhador. Vamos seguir o caminho de países como a Espanha, que tem taxa de desemprego na casa dos 20%”, afirma.

Para a economia, a manutenção de altas taxas de desemprego por muito tempo é devastadora. A desocupação reduz o consumo, aumenta a inadimplência, motiva a informalidade e contribui para aprofundar a recessão. A preocupação de quem perdeu o emprego é com o tempo que vai demorar a retornar ao mercado. “Outro problema é a precarização do trabalho, com pessoas que estavam num patamar salarial maior sem condição de encontrar outra vaga com as mesmas condições. A exceção é um profissional muito específico, que o mercado tem dificuldade em substituir por falta de disponibilidade”, observa Anita.

Do JC Online

sexta-feira, 18 de março de 2016

Confederação Nacional da Indústria manifesta preocupação com agravamento da crise política e econômica

Foto: Comunicação Volkswagen do Brasil
A Confederação Nacional da Indústria (CNI) e as federações das indústrias nos estados divulgaram nota nesta quinta-feira (17) na qual manifestam "extrema preocupação" com o "agravamento da crise política e econômica que o Brasil atravessa". De acordo com a nota, os empresários, assim como todos os brasileiros, "estão perplexos diante da grave deterioração do cenário político", que submete o país a uma situação sem precedentes em sua história recente.

Segundo os empresários, o caos em que mergulhou a política nacional gera um quadro de profundas incertezas, que piora as perspectivas da economia, já abalada pela mais séria recessão dos últimos 25 anos.  De acordo com eles, "o país vem sendo duramente prejudicado pela paralisia decisória que o afastou do caminho do crescimento, provocando o aumento do desemprego, a elevação da inflação e o fechamento de empresas".

A nota diz também que a indústria nacional não pode aceitar que disputas e desavenças políticas se sobreponham aos interesses maiores da nação.

“Os efeitos da atual crise ética, política e econômica têm sido catastróficos para empresas e trabalhadores. Ninguém aguenta mais assistir ao espetáculo deprimente em que se transformou a política brasileira. Já passou a hora de, com respeito aos ditames da lei e da Constituição, darmos um basta a esse impasse para que o país possa retomar o rumo”, acrescenta o comunicado da CNI.

A entidade representativa da indústria destaca também que "é imprescindível restabelecer a governabilidade" e fundamental restaurar a moralidade no trato dos assuntos públicos, adotar melhores práticas administrativas e implantar medidas favoráveis à estabilidade social, ao emprego e ao desenvolvimento. "O setor empresarial espera que as instituições brasileiras, principalmente o Congresso Nacional e o Supremo Tribunal Federal (STF), com o apoio e a participação da sociedade, consigam encontrar, com urgência, soluções para tirar o país da crise política e econômica", enfatiza a nota.

Os representantes do setor dizem que "neste momento turbulento da vida nacional, a indústria brasileira exige grandeza, serenidade e espírito público dos homens e das mulheres que ocupam os Poderes da República, para que o Brasil possa superar o cenário adverso, voltar a crescer e ter confiança no futuro".

Da AFP

quinta-feira, 7 de janeiro de 2016

Banco Central tem autonomia para gerir política monetária de forma adequada, diz Barbosa

Imagem: Divulgação/Reprodução
O ministro da Fazenda, Nelson Barbosa, afirmou nesta quarta-feira, 6, que o Banco Central (BC) tem autonomia para administrar a taxa de juros com a finalidade de controlar a inflação. Após reunião com o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Ricardo Lewandowski, Barbosa foi questionado se o governo faz negociação com a autoridade monetária para que a taxa, hoje em 14,25% ao ano, não continue subindo.

"O Banco Central tem toda a autonomia para administrar a política monetária, especialmente a taxa de juros, da maneira adequada para controlar a inflação. Sobre isso eu não tenho nenhum comentário a fazer", disse.

Barbosa afirmou que o encontro com o presidente do Supremo - o primeiro desde que assumiu o comando da Fazenda - foi para retomar os trabalhos de cooperação entre o Executivo e o Judiciário na área fazendária. Segundo ele, foram retomadas as conversas entre os dois Poderes sobre a cooperação na execução da dívida ativa. "Para melhorar a execução fiscal, para agilizar desburocratizar para o contribuinte e também para possibilitar uma arrecadação maior e mais eficiente da dívida ativa", explicou.

De acordo com o ministro, o governo está constantemente acompanhando processos que tramitam no STF com grande impacto fiscal. "Mas isso não foi objeto dessa primeira reunião", ponderou.

Da AE

sexta-feira, 4 de dezembro de 2015

Sertão de Pernambuco irá produzir minério de titânio

Imagens: Divulgação/Reprodução
O Sertão pernambucano entra no mapa da mineração nacional com um projeto estruturador de exploração e beneficiamento de titânio. Investidores da família Tavares de Melo, assessorados pela Casaforte Investimentos, anunciaram ao governador Paulo Câmara, na tarde desta quinta-feira (03.12), um investimento de R$ 200 milhões em Floresta, Sertão de Itaparica. O empreendimento, incluindo mineração e beneficiamento do minério, prevê a geração de 250 empregos diretos e outros 600 indiretos. Participaram da audiência os empreendedores Marcos Tavares Costa Carvalho e Romildo Tavares de Melo, do grupo Tavares de Melo; e Fernando Buarque e Roberto Cabral de Melo, da Casaforte Investimentos.

O aporte anunciado hoje será destinado à primeira fase do projeto, que visa a produção anual de 150 mil toneladas na lavra e beneficiamento físico da chamada ilmenita – uma das principais fontes minerais de titânio. Expansões futuras estão nos planos da empresa.“Esse empreendimento vai contribuir para o desenvolvimento do Estado e de uma região que carece de maiores investimentos e alternativas econômicas. Vemos com muito entusiasmo, ainda mais entusiasmo porque ele é fruto de um tradicional grupo empresarial pernambucano”, celebrou o governador Paulo Câmara.

Após audiência com o governador, o empreendedor Romildo Tavares de Melo, destacou a capacidade de realizar do Estado. “Uma coisa que tem me impressionado no Governo de Pernambuco é a proatividade. Tanto o ex-governador Eduardo Campos, porque esse projeto começou em 2009, quanto o governador Paulo Câmara, os secretários estaduais e os órgãos envolvidos na negociação sempre foram muito proativos”, elogiou.

O concentrado de ilmenita é o principal insumo para a produção de pigmento de titânio, utilizado na fabricação de diversos produtos, como tintas, plásticos, cosméticos e papéis.

“O projeto é extremamente estratégico, pois, além da geração de oportunidades e renda no Sertão, seguindo a política de interiorização do Governo, prevê ainda pesquisa e desenvolvimento de tecnologias próprias, desenvolvidas em Pernambuco. Com isso, além de inserir o Estado, com destaque, no mercado nacional, ainda irá fomentar a estruturação de uma cadeia produtiva de ponta”, reforçou o secretário de Desenvolvimento Econômico, Thiago Norões.

O concentrado de ilmenita poderá ser exportado ou vendido para uma planta de tratamento químico nacional para produção do pigmento de titânio. A única jazida de ilmenita operando no Brasil hoje exporta cerca de 50.000 toneladas/ano.

Com informações da SDEC-PE

sábado, 22 de agosto de 2015

Juro permanecerá alto, de acordo com o Banco Central

Imagem: Estudo Prático
Ninguém espere para logo o alívio nas taxas de juros. Em meio às incertezas no cenário internacional e à inflação ainda elevada no Brasil, a política monetária manterá o atual “viés conservador por tempo prolongado”, afirmou ontem o diretor de Política Econômica e Assuntos Internacionais do Banco Central (BC), Luiz Awazu Pereira da Silva. Ele apresentou o boletim regional do BC em Belo Horizonte

Nesse quadro, a taxa básica de juros (Selic) deverá ficar no patamar de 14,25% por período “suficientemente prolongado”, segundo o diretor do BC. A ideia da Autoridade Monetarária é concentrar os esforços para conseguir convergência da inflação para o centro da meta de 4,5% no fim de 2016. Até que as medidas apresentem resultados, é preciso que as pessoas tenham “muita calma e sangue frio”, nas palavras de Awazu.

O entendimento do BC é que o processo de ajuste macroeconômico entrou em uma nova fase. “Estamos no meio, no vale, do ajuste”, afirmou o diretor. Segundo o boletim regional, a soma das medidas contracionistas do ajuste com fatores adicionais, uma alusão à Operação Lava-Jato e a crise política, potencializaram os efeitos da crise. “O peso desses eventos não econômicos é significativo”, diz o texto.

A prévia do Índice de Preços ao Consumidor 15 (IPCA-15) acumula em 12 meses 9,57%. De acordo com o BC, os resultados de agosto e setembro favorecem desaceleração dos preços. Mas redução mais perceptível é esperada somente para o primeiro semestre do ano que vem. Os analistas do banco vislumbram um alívio na inflação com o menor peso dos custos dos preços administrados (água, energia elétrica, combustíveis etc). No acumulado de 12 meses encerrados em julho, a inflação do grupo tem variação de 15,97%. No mesmo mês do ano passado, o índice somava 4,63% em 12 meses.

Com informações do Correio Braziliense

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