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terça-feira, 1 de maio de 2018

Governo espera gerar 2 milhões de postos de trabalho no país este ano

Imagem: Divulgação/Reprodução-Internet
O ministro do Trabalho, Helton Yomura, disse hoje (1º) que o país deve ter um saldo positivo de 2 milhões de postos de trabalho neste ano. Segundo os últimos dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), havia no Brasil, em março deste ano, 90,6 milhões de pessoas ocupadas e 13,7 milhões de desempregados.

“No primeiro trimestre deste ano, tivemos o Caged [Cadastro Geral de Empregados e Desempregados, do Ministério do Trabalho] positivo. Em janeiro, foram mais de 71 mil vagas; em fevereiro, mais 61 mil vagas e, em março, mais de 55 mil vagas. Foi o melhor janeiro dos últimos cinco anos e o melhor fevereiro dos últimos quatro. Estamos no rumo certo. Se a economia seguir a tendência de projeção do Banco Central e do Ministério da Fazenda, os empregos acompanharão a retomada dos investimentos”, destacou.

De acordo com a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, do IBGE, porém, a taxa de desemprego no Brasil subiu para 13,1% no primeiro trimestre do ano. No último trimestre de 2017, atingiu 11,8%, segundo dados divulgados na semana passada.

Da Agência Brasil


quarta-feira, 28 de dezembro de 2016

Governo publica Medida Provisória sobre preços diferentes em função de prazo ou meio de pagamento

Comerciantes poderão oferecer desconto para quem
pagar à vista em dinheiro, por exemplo. Foto: EBC
O governo publicou no "Diário Oficial da União" desta terça-feira (27) uma medida provisória que trata da diferenciação de preços de bens e serviços oferecidos ao público, em função do prazo ou do meio de pagamento utilizado (cartão de crédito, cheque ou dinheiro). Comerciantes poderão oferecer desconto para quem pagar à vista em dinheiro, por exemplo.

A mudança faz parte do pacote de medidas microeconômicas anunciadas pelo governo para reduzir custos das empresas, aliviar dívidas de pessoas físicas e jurídicas e reduzir a burocracia do comércio exterior. Um dos efeitos esperados pelo governo, caso as medidas sejam aprovadas, é a redução dos custos do crédito ao consumidor.

Na ocasião, o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, explicou que a proposta vai permitir que os comerciantes concedam descontos, por exemplo, para pagamentos à vista, algo que, segundo ele, já acontece atualmente, mesmo sendo proibido.

"A medida provisória vai permitir que o lojista possa permitir desconto. Oferece vantagem ao consumidor, de pagar mais barato se for pagar à vista, e regulariza uma prática do pequeno comércio, que sabemos que já faz isso mesmo não podendo. Também aumenta a competição entre os diversos meios de pagamentos", declarou Meirelles.

De acordo com o texto, a medida provisória já começa a valer após a publicação.

Do G1

sábado, 25 de junho de 2016

“A crise é uma grande oportunidade”, diz Henrique Meirelles

Meirelles: Projeto de alinhar o aumento dos gastos da União
com a inflação vai restaurar a saúde financeira.
Wilson Dias/Agência Brasil
Chegamos a um ponto de decisão, que é agudizado pela crise econômica”. É assim que o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, define o atual momento da economia brasileira. Em congresso organizado pela Federação Brasileira de Bancos (Febraban), em São Paulo, ele afirmou que o País pode entrar na maior recessão da história nacional caso volte a fechar o ano com índices de crescimento negativo. Por isso, aproveitou a oportunidade para reforçar a necessidade de controlar o crescimento das despesas públicas, apresentando o plano econômico do governo interino de Michel Temer aos bancários presentes no evento.

Meirelles afirmou que o projeto de alinhar o aumento dos gastos da União com a inflação registrada no ano anterior vai restaurar a saúde financeira do País, recuperando a confiança dos investidores e propiciando a retomada do crescimento e da geração de emprego. Ele ainda disse que este é o momento certo para dar seguimento ao ajuste fiscal, tanto porque a dívida pública já está em uma trajetória insustentável de crescimento e quanto porque o Congresso Nacional está se mostrando favorável à aprovação de reformas. “A crise é uma grande oportunidade. Em 1999, por exemplo, ofereceu oportunidade para a Lei da Responsabilidade Fiscal; e em 2002 e 2003, para a estabilização monetária com a inflação. Então, acho que este é o momento em que a sociedade demanda soluções”, declarou, dizendo que, em médio prazo, o projeto ainda vai colaborar com a redução da taxa de juros e da inflação.

Confirmado no evento antes mesmo de ser nomeado ministro da Fazenda pelo presidente interino Michel Temer, Meirelles foi convidado originalmente para relatar a experiência do Banco Original, o qual liderava antes de ir para o Planalto e se apresenta como um banco totalmente digital, que permite até a abertura da conta corrente pela Internet. A inovação, que é o foco do Ciab deste ano, no entanto, foi deixada para trás no discurso de ontem. Meirelles comentou apenas que a tecnologia é o futuro do sistema financeiro porque vai permitir a realização de transações mais rápidas, baratas e transparentes, aperfeiçoando a relação da sociedade com o dinheiro. Logo depois, passou para a apresentação do plano econômico do Governo, que recebeu a aprovação do presidente da Febraban, Murilo Portugal Filho.

Da Folha de PE

sexta-feira, 13 de maio de 2016

Mudança | Novo ministro da Fazenda promete "medidas duras, porém necessárias"

Imagem: Eliaria Andrade / O Globo
No primeiro dia após a posse, o novo ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, disse qual será o receituário para sair da crise econômica: "serão medidas duras, porém necessárias", resumiu o ministro, que não adiantou, nesta sexta-feira, quais devem ser as propostas para reverter o crescimento do déficit fiscal - estimado para este ano, pelo governo da presidente afastada Dilma Rousseff, em torno de R$ 96 bilhões-, e também voltar a crescer e, com isso, diminuir as taxas de desemprego, hoje na casa dos 8,5%.

Meirellles disse aos jornalistas do Bom Dia Brasil, da TV Globo, que por enquanto não há medidas concretas para anunciar porque está primeiro fazendo um levantamento das contas públicas. Mas prometeu: "dizer a verdade". De acordo com ele, a prioridade do governo é reverter o crescimento do déficit público. Segundo ele, não há outra saída para tanto senão cortar despesas. Perguntado se isso poderia refletir em cortes em programas sociais, o novo ministro não entrou no mérito da questão.

Meirelles disse que as "despesas do governo tem diversos componentes", dando os exemplos da "bolsa-empresário", que são as desonerações a setores da economia, e dos subsídios. "Vamos cortar despesas e privilégios", respondeu o ministro. Conforme Meirelles, a prioridade das prioridades do atual governo é " reverter essa trajetória", se referindo ao déficit fiscal. "Vamos estabelecer uma meta realista, que seja cumprida, que possa servir e base para as despesas públicas", afirmou.

Para o o novo ministro a Fazenda, o estado brasileiro "será solvente no futuro". Para tanto, descartou de imediato o aumento de impostos. A volta da CPMF, proposta em tramitação no Congresso Nacional, deverá, segundo Meirelles, ser deixada em banho-maria até que o governo tenha convicção se será necessário lançar mão do chamado outrora "imposto do cheque".

Previdência
Meirelles também tratou com cautela o tema da reforma da previdência, que ele disse ser inevitável. O Ministério da Previdência foi extinto pelo governo de Michel Temer e, em substituição, deverá ser criada uma secretaria no lugar, sob o comando do Ministério da Fazenda. Ele destacou que aos defensores de manter o sistema como está ele argumenta: "Manter? Tudo bem. Quem paga?. Diante do raciocínio, uma alusão ao déficit da Previdência, Meirelles disse que há vários estudos sobre a questão e caberá ao governo consolidá-los e enviar uma proposta ao Congresso. Ele adiantou que deve prevalecer, grosso modo, a tese da "idade mínima com regra e transição". 

Por Estado de Minas

terça-feira, 29 de março de 2016

Economia brasileira está mais frágil em 2016 do que em 2015, diz Ministro da Fazenda

Foto: Marcelo Camargo/ Agência Brasil
O ministro da Fazenda, Nelson Barbosa, disse nesta terça-feira, 29, que o governo está disposto e está tomando medidas para continuar a reduzir as despesas discricionárias, mas argumentou que o ritmo de ajuste este ano deve ser menor que o de 2015 porque Brasil está em posição mais frágil em 2016. "Temos que adequar o ritmo de ajuste fiscal à proteção do nível de emprego e renda da população", afirmou, em audiência pública na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado.

Barbosa citou a proposta de nova meta fiscal de R$ 2,8 bilhões enviada pelo governo ao Congresso, para dizer que essa nova proposta tem o objetivo de despesas essenciais em um momento de retração da atividade. 

"O contingenciamento adicional reduziria o valor de empenho em 2016 a um patamar menor que 2010. Esse é o tamanho do ajuste fiscal. O governo está sim fazendo o esforço naquilo que controla", exemplificou o ministro. "Mas, se levado a cabo, esse esforço pode acabar prejudicando recuperação da economia brasileira", ponderou. 

Barbosa iniciou a apresentação na CAE avisando que iria mostrar aos parlamentares a estratégia e a lógica das medidas que o governo tem proposto ao Congresso Nacional. "Passamos hoje por um momento de bastante debate político e um momento econômico desafiador. A evolução do debate político pode ajudar na resolução de problemas econômicos e a resolução de problemas econômicos pode ajudar a achar saídas para questões políticas. É uma via de mão dupla", afirmou.

Para o ministro, o principal desafio do País é a estabilização da renda e do emprego, mas é crucial fazer isso de forma consistente com a estabilidade econômica, com o controle da inflação e a estabilidade das contas públicas. "Isso exige medidas de curto prazo e reformas de longo prazo. É preciso de reformas de longo prazo para que recuperação aconteça de forma duradoura", acrescentou.

Após anunciar a redução da meta de superávit primário do governo para este ano para R$ 2,8 bilhões e admitir uma possibilidade de déficit de quase R$ 100 bilhões, Barbosa disse que é preciso absorver eventual frustração de receita sem necessidade de elevar mais impostos e contribuições. "É preciso combinar ações que parecem contraditórias. É preciso combinar iniciativas de curto prazo com reformas de longo prazo", argumentou.

Barbosa citou o presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, que na semana passada já havia afirmado na CAE que o balanço de pagamentos brasileiro está tendo um ajuste mais rápido do que era esperado e que há sinais mais rápidos de redução da inflação "A nossa expectativa é de que o saldo comercial suba para 2,5% do PIB, assim é possível gerar mais empregos e mais renda", avaliou. "A inflação pode terminar 2016 abaixo de 7,3% dependendo do câmbio e da energia", concluiu.

Do Estadão Conteúdo

sábado, 30 de janeiro de 2016

Ministério da Fazenda diz que uso do FGTS no crédito consignado corrige distorção

Imagem: Divulgação/Reprodução
Da ABr – A possibilidade de o trabalhador usar a multa rescisória do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) como garantia para empréstimos consignados – com parcelas descontadas diretamente no salário – corrige distorções nesse segmento de crédito, informou o Ministério da Fazenda.

Em nota, a pasta destacou que a medida, anunciada nesta quinta-feira (28) na reunião do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social, vai garantir igualdade no acesso ao crédito aos trabalhadores do setor público e do setor privado.

Segundo o comunicado, apesar de a modalidade ter se expandido de cerca de R$ 10 bilhões em janeiro de 2004 para quase R$ 274 bilhões em dezembro de 2015, o crescimento não foi bem distribuído. Isso porque os trabalhadores do setor público, que têm estabilidade, conseguem muito mais acesso ao crédito consignado do que os do setor privado, cujos juros são mais altos por causa do risco de inadimplência provocado pelo desemprego.

Nos próximos dias, o governo enviará ao Congresso Nacional uma medida provisória que autoriza os trabalhadores a usar parte do saldo da conta vinculada (10%) e toda a multa rescisória do FGTS – paga quando o empregado é demitido sem justa causa – como garantia adicional contra inadimplência. A garantia é usada para cobrir os prejuízos da instituição financeira em caso de calote por parte do mutuário.

De acordo com o Ministério da Fazenda, a aprovação da medida é importante para conter o endividamento dos trabalhadores do setor privado. Eles poderão trocar o cheque especial e o cartão de crédito (na modalidade de crédito rotativo) pelo crédito consignado.

Na quarta-feira (27), o Banco Central divulgou que as taxas do cartão de crédito rotativo encerraram 2015 em 431% ao ano, e os juros do cheque especial chegaram a 287% ao ano. Em contrapartida, a taxa média do consignado estava em 28,8% ao ano em dezembro.

quinta-feira, 7 de janeiro de 2016

Banco Central tem autonomia para gerir política monetária de forma adequada, diz Barbosa

Imagem: Divulgação/Reprodução
O ministro da Fazenda, Nelson Barbosa, afirmou nesta quarta-feira, 6, que o Banco Central (BC) tem autonomia para administrar a taxa de juros com a finalidade de controlar a inflação. Após reunião com o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Ricardo Lewandowski, Barbosa foi questionado se o governo faz negociação com a autoridade monetária para que a taxa, hoje em 14,25% ao ano, não continue subindo.

"O Banco Central tem toda a autonomia para administrar a política monetária, especialmente a taxa de juros, da maneira adequada para controlar a inflação. Sobre isso eu não tenho nenhum comentário a fazer", disse.

Barbosa afirmou que o encontro com o presidente do Supremo - o primeiro desde que assumiu o comando da Fazenda - foi para retomar os trabalhos de cooperação entre o Executivo e o Judiciário na área fazendária. Segundo ele, foram retomadas as conversas entre os dois Poderes sobre a cooperação na execução da dívida ativa. "Para melhorar a execução fiscal, para agilizar desburocratizar para o contribuinte e também para possibilitar uma arrecadação maior e mais eficiente da dívida ativa", explicou.

De acordo com o ministro, o governo está constantemente acompanhando processos que tramitam no STF com grande impacto fiscal. "Mas isso não foi objeto dessa primeira reunião", ponderou.

Da AE

quinta-feira, 3 de dezembro de 2015

Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional quer acelerar cobrança de R$ 25 bilhões de grandes devedores

Imagem: Divulgação/Reprodução
A Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN) encaminhará ao Conselho Nacional de Justiça até amanhã uma lista de mil ações de execução fiscal com maior chance de sucesso, movidas contra grandes devedores. A ideia é priorizar a cobrança dos processos, que somam R$ 25 bilhões.

Ontem, o ministro da Fazenda, Joaquim Levy, e do Planejamento, Nelson Barbosa, discutiram com o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) medidas para otimizar a execução fiscal.

"A PGFN já começou a dar prioridade aos processos de execução fiscal de devedores com maior capacidade de pagamento, mediante a criação de rating de recuperabilidade de débitos. O objetivo é promover medidas de cobrança que sejam aderentes à capacidade econômica do contribuinte e também promover o arquivamento de processos judiciais que possuam remota possibilidade de êxito", informou a nota da Fazenda.

Em outubro, o Broadcast, serviço de notícias em tempo real da Agência Estado, antecipou que o governo planeja enviar ao Congresso Nacional um projeto com mudanças profundas na forma em que são executadas dívidas com a União, Estados e municípios. O principal ponto em estudo é a criação de critérios para que os processos de execução fiscal sejam abertos, para evitar que os procuradores e a Justiça despendam tempo e dinheiro com "créditos podres", irrecuperáveis.

De acordo com a nota da Fazenda, as mudanças de legislação em estudo vão priorizar o ajuizamento de débitos de devedores donos imóveis, veículos e precatórios que possam ser executados. "A racionalização da atividade de cobrança do crédito público, com foco nos devedores com maior perspectiva de recuperação, diminuirá a sobrecarga das varas de execuções fiscais", completa.

Levantamento da PGFN mostra que cerca de 70% do valor total do estoque da dívida ativa da União se concentra nas mãos de apenas 0,93% da quantidade de devedores. "Tal fato demonstra, por si só a necessidade de racionalização da atividade de cobrança do crédito público, com foco nos grandes devedores, possibilitando o incremento da arrecadação fiscal", conclui a nota.

Por: Agência Estado

sábado, 19 de setembro de 2015

Ministro da Fazenda promete isentar população de baixa renda da CPMF

Imagem: brasil247
O ministro da Fazenda, Joaquim Levy, sinalizou ontem que a proposta de recriação da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF) deve prever tratamento diferenciado para contribuintes de baixa renda. Levy ainda reforçou que o prazo para a cobrança do tributo será de quatro anos. Parlamentares da base governista defendem a isenção do tributo para a população que não paga Imposto de Renda.

“Essa é a medida que nos permitirá tanto ultrapassar o ciclo de desaceleração (da economia), quanto fortalecer o quadro fiscal. Não vamos nos esquecer de que tivemos que mudar a meta neste ano, mas temos o compromisso de reforçá-la nos próximos anos com a retomada do crescimento”, disse o titular da Fazenda, logo após participar de reunião na Comissão Mista de Orçamento (CMO). O encontro contou também com a presença do ministro do Planejamento, Nelson Barbosa, e durou mais de cinco horas.

Barbosa ressaltou que o governo não tem um plano alternativo para as propostas, que ainda precisam ser concluídas e enviadas ao Congresso, e já recebem críticas da oposição e de parlamentares da base aliada. “O governo está empenhado em aprová-las”, afirmou. “Críticas e sugestões fazem parte da discussão parlamentar, e esse é o processo natural de aprovação de qualquer medida no Legislativo”, disse. Segundo ele, na reunião foram detalhadas as propostas de ajuste fiscal, e, principalmente, como será feito o corte de gastos no valor de R$ 26 bilhões.

Os parlamentares destacaram que os ministros permaneceram irredutíveis em relação à alíquota da CPMF — ela será de 0,20% e a receita prevista, de R$ 32 bilhões em 2016, será destinada exclusivamente à Previdência Social. No entanto, o líder do governo na CMO, deputado Paulo Pimenta (PT-RS), afirmou que, se a cobrança for para 0,38%, com a distribuição de uma parcela para estados e municípios, a mudança “será discutida na Comissão, assim como a isenção para quem ganha abaixo das faixas que pagam Imposto de Renda”.

Saiba mais, clique Aqui.

domingo, 1 de fevereiro de 2015

A partir deste domingo (01), começa a valer o aumento de impostos sobre combustíveis

A partir deste domingo (1º), a tributação incidente sobre a gasolina e o diesel será elevada, conforme o decreto presidencial 8.395, publicado no "Diário Oficial da União" da última quinta-feira (29). A informação é da Secretaria da Receita Federal.
A partir deste domingo (01) começa a valer o aumento de impostos sobre combustíveis. Foto: Diário do Poder
Segundo o Fisco, o impacto do aumento da tributação será de R$ 0,22 para a gasolina e de R$ 0,15 para o diesel. A expectativa do governo é arrecadar R$ 12,18 bilhões com esta medida em 2015.

A Petrobras confirmou, na semana passada, que vai repassar o valor desses impostos nas vendas de refinarias para as distribuidoras. Mas o aumento do preço nas bombas para o consumidor dependerá da decisão dos postos – que afirmaram ao G1 que devem mesmo repassar a alta.
medidas governo alta impostos iof combustíveis cosméticos importados (Foto: Editoria de Arte/G1)

O aumento da tributação sobre os combustíveis nas refinarias faz parte do pacote do governo de elevação de impostos para tentar reequilibrar as contas públicas neste ano – após forte deterioração em 2014 devido à fraca arrecadação, resultado do baixo nível de atividade e das desonerações e do aumento de gastos em ano eleitoral. Veja aqui como o aumento dos impostos vai afetar o consumidor.

De acordo com a Receita Federal, estão sendo elevados o PIS, a Contribuição para Financiamento da Seguridade Social (Cofins) e a Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico (Cide) sobre os combustíveis.

De imediato, sobem o PIS e a Cofins, uma vez que a alta da Cide precisa de 90 dias para ser implementada. A Cide subirá somente em maio, quando as alíquotas do PIS e da Cofins serão reduzidas na mesma proporção.

"Daqui a três meses [quando começar a valer o aumento da Cide], temos intenção de reduzir o PIS e a Cofins", declarou o ministro da Fazenda, Joaquim Levy, na última semana. Questionado, na ocasião, sobre qual seria o impacto no preço dos produtos para o consumidor, o ministro informou que isso dependeria "da evolução do mercado e da política de preços da Petrobras".

Com informações do G1

terça-feira, 20 de janeiro de 2015

Aumentos de tributos facilitarão retomada do crescimento, segundo ministro da fazenda

Os aumentos de tributos anunciados ontem (19) pelo governo ajudarão a reequilibrar a economia e facilitarão a retomada do crescimento, disse o ministro da Fazenda, Joaquim Levy. Na avaliação do ministro, o reforço de R$ 20,63 bilhões na arrecadação, proporcionado pelos reajustes de tributos, contribuirão, de forma importante, para o aumento da poupança pública e fortalecimento da política fiscal.
Aumentos de tributos facilitarão retomada do crescimento, segundo ministro da fazenda. Foto: Dido Sampaio / Estadão
"Estamos tomando uma sequência de ações para reequilibrar as contas públicas com o objetivo de aumentar a confiança, o entendimento dos agentes econômicos, de modo que possamos ver a retomada da economia em novas condições", declarou o ministro.

Para o ministro, o equilíbrio fiscal é importante para a recuperação da economia brasileira. "Isso, obviamente, responde a um quadro mundial bastante diferente. O mundo mudou, e o Brasil está mudando. A gente está tomando as ações, passo a passo, para alcançar, da melhor forma possível, o que é necessário para alcançar o caminho do crescimento", disse Levy.

A cobrança de Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) de cosméticos sobre os atacadistas, ressaltou o ministro, aumentará a transparência do mercado do produto. "A equiparação dos atacadistas aos industriais faz com que a tributação seja mais homogênea ao longo da cadeia de distribuição. Dá mais transparência a preços e transferências, organizando melhor o setor", comentou.

Da mesma forma, o aumento da alíquota do Programa de Integração Social (PIS) e da Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins) para os produtos importados, destacou Levy, diminuirá distorções provocadas pela decisão judicial que, há dois anos, excluiu o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) da base de cálculo das mercadorias do exterior. "A consequência é que hoje o valor final do PIS/Cofins do produto doméstico é maior que o do produto importado. Por isso, a medida não prejudica a produção doméstica", disse.

Em relação ao reajuste do PIS/Cofins e do retorno da cobrança da Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico (Cide) sobre os combustíveis, o ministro lembrou que o aumento, de R$ 0,22 por litro da gasolina e de R$ 0,15 por litro do diesel, é menor que a alíquota da Cide no passado. "No início dos anos 2000, a alíquota da Cide sobre a gasolina era R$ 0,28", alegou.

Sobre a elevação do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) no crédito a pessoas físicas, Levy disse que a medida poderá ter impacto positivo no crédito, no médio e no longo prazo, por causa da retomada da confiança na economia. "Nas últimas semanas, os juros mais longos tiveram relativa redução. O principal efeito do conjunto das medidas tributárias é aumentar a confiança e a disposição de as pessoas investirem no Brasil. Isso se reflete na queda da curva de juros de longo prazo", acrescentou.

O ministro evitou comentar a posição do governo sobre o aumento de 6,5% na tabela do Imposto de Renda, aprovado pelo Congresso Nacional no fim do ano passado. Hoje, acaba o prazo para a presidenta Dilma Rousseff sancionar ou vetar o aumento. Alegando que a definição cabe apenas à presidenta, Levy disse que a proposta original do governo era de reajuste de 4,5%.

Com informações da Agência Brasil

quinta-feira, 2 de outubro de 2014

Guido Mantega não confirmou reajuste dos combustíveis

Mantega nega definição sobre reajuste dos combustíveis.
Foto: Revista Brasileira.
O ministro da Fazenda, Guido Mantega, disse nesta quinta-feira (2) que foi mal interpretado por jornalistas na questão sobre o reajuste de preço dos combustíveis. "O que eu disse é que os combustíveis aumentam todos os anos. Jornalistas interpretam tudo e são muito criativos", afirmou. As reportagens veiculadas afirmavam que os combustíveis aumentarão este ano, segundo teria dito o ministro. As declarações foram dadas após encontro com empresários do setor varejista em São Paulo.

Mantega reiterou que a projeção de crescimento do PIB do Ministério da Fazenda para 2014 continua sendo de 0,9%. "E não vamos mexer nela até novembro, quando será divulgado o relatório de execução orçamentária que temos que enviar ao Congresso", declarou. Ele reafirmou que o Ministério da Fazenda fará o superávit primário possível neste ano e que para a economia atingir novo ciclo de crescimento é preciso manter a política desenvolvimentista e não neoliberal.

Sobre o encontro com empresários do varejo, Mantega comentou que foi reunião de rotina para avaliar o desempenho do setor. Outro encontro está marcado para após as eleições. Mantega disse que o comércio apresentou uma desaceleração em julho e agosto, mas agora caminha para uma recuperação. Ele citou o exemplo do material de construção, que registrou alta de 2,5% nas vendas de setembro, e acrescentou que esse avanço está em sintonia de outros dados, como a alta de 0,7% da produção industrial de agosto, divulgada pelo IBGE, na margem. Perguntado pelo Broadcast, serviço de notícias em tempo real da Agência Estado, se a queda de 5,4% da produção na comparação interanual não é confirmação de que a indústria não deve sair da trajetória de baixa, o ministro discordou, alegando que a indústria caiu no primeiro semestre, mas a curva está se movendo para cima.

Ele citou também a indústria automobilística, que já tem dado sinais de recuperação, e atribuiu parte disso à recuperação do crédito. "Acredito em recuperação do crédito porque parte do compulsório que foi liberado pelo Banco Central está indo para financiar o comércio e, em especial, as vendas de veículos automotores. "Teremos mais crédito para comprar veículos", disse em São Paulo.

Fonte: Agência Estado

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