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domingo, 16 de agosto de 2020

Agronegócio ajudou a segurar PIB durante a pandemia, diz ministra

Foto: Marcello Casal Jr. / Agência Brasil
Com safra recorde de grãos e aumento nas exportações, o agronegócio brasileiro foi essencial para segurar a atividade econômica durante a pandemia do novo coronavírus, disse nesta sexta-feira (14) a ministra da Agricultura, Tereza Cristina. Em entrevista ao programa A Voz do Brasil, programa da Empresa Brasil de Comunicação (EBC), ela destacou a safra recorde deste ano e o Plano Safra como elementos que fizeram o setor crescer, enquanto o restante da economia sofria nos últimos meses.

“O agronegócio foi o motor da economia e conseguiu não deixar nosso PIB [Produto Interno Bruto] cair [mais que o previsto]. Foi gerador de riquezas para o mercado interno, para as exportações e para o emprego. O agro brasileiro não deixou de empregar. Alguns setores até aumentaram o emprego durante este período difícil da pandemia”, ressaltou a ministra.

Tereza Cristina atribuiu a safra recorde de grãos 2019/2020, estimada em 253 milhões de toneladas pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), ao investimento em pesquisa e desenvolvimento e à boa chuva na maior parte dos estados no início do ano. Segundo ela, a articulação com o Ministério da Infraestrutura, no início da pandemia, foi essencial para impedir problemas de logística e evitar desabastecimentos.

“Nós precisávamos organizar o abastecimento do nosso mercado interno e também não descumprir os contratos internacionais. O ministro Tarcísio [de Freitas], da Infraestrutura, foi fundamental porque a colheita não pode esperar. O produto precisa ser colhido naquele momento e tivemos um problema de logística e de cuidado com as pessoas nessa pandemia. Montamos um grupo, fizemos um planejamento e, até agora, tudo tem dado certo”, declarou.

Exportações
A ministra ressaltou que as exportações do agronegócio cresceram 10% no primeiro semestre (em relação aos seis primeiros meses de 2019) e totalizaram US$ 61 bilhões. “O Brasil é o celeiro do mundo. Alimentamos nossos 212 milhões de habitantes e exportamos para alimentar mais de 1 bilhão de pessoas no mundo”, declarou.

Para Tereza Cristina, a abertura de novos mercados foi imprescindível para manter o crescimento das vendas externas e diversificar a pauta, reduzindo a dependência da soja e das carnes. Segundo ela, o Brasil passou a exportar alimentos para 51 novos mercados apenas em 2020 como resultado de negociações com parceiros comerciais. Desde 2019, 89 novos mercados foram abertos para o agronegócio brasileiro.

Entre os produtos que passaram a ser exportados, estão laticínios (queijo, iogurte e leite em pó) para a China, castanha de baru e chá-mate para a Coreia do Sul, peixes para a Argentina, castanha para a Arábia Saudita e gergelim para a Índia.

Plano Safra
Em relação à safra de 2020/2021, que começa a ser plantada neste semestre, a ministra ressaltou que o Plano Safra deste ano destina R$ 236 bilhões em crédito subsidiado para os produtores rurais. Segundo Tereza Cristina, neste ano, o plano privilegia os pequenos e médios produtores, que tradicionalmente têm mais dificuldade de acesso ao crédito, e projetos de sustentabilidade e de tecnologia da informação no campo. 

Da Agência Brasil

sábado, 6 de junho de 2020

Produção de veículos cai 90,8% em maio e montadoras reveem projeções

Sistema de informações dos veículos no computadorFoto: Ed Machado/Folha de Pernambuco
Com 62 mil veículos emplacados, é o pior maio desde 1992, com queda de 74,7% em relação ao mesmo período de 2019

O mês de maio termina com 43.080 veículos produzidos, uma alta ilusória de 2.232% em relação a abril. O mês passado foi o pior já registrado na história moderna da indústria automotiva nacional.

A comparação com maio de 2019, dado que reflete a realidade do mercado, indica uma queda de 90,8% na fabricação de carros de passeio, veículos comerciais leves, ônibus e caminhões. Os números foram divulgados nesta sexta-feira (5) pela Anfavea, entidade que representa as montadoras instaladas no Brasil.

Algumas fábricas voltaram a produzir em diferentes datas de maio, enquanto outras retornam ao longo de junho. O ritmo está mais lento, em um turno, e as empresas se adequam aos novos protocolos de segurança sanitária. Com 62 mil veículos emplacados, é o pior maio desde 1992, com queda de 74,7% em relação ao mesmo período de 2019. Nem todos os Detrans estão funcionando plenamente, o que deve ocorrer ao longo de junho. Por isso se espera uma alta expressiva neste mês, embora ainda muito distante do registrado em janeiro e fevereiro.

No acumulado do ano, há queda de 37,7% nos emplacamentos. São 400 mil unidades a menos que o registrado nos primeiros cinco meses de 2019. Em projeções atualizadas, a Anfavea considera que os licenciamentos devem cair 40% em 2020 em relação a 2019. O PIB, de acordo com a entidade, deve recuar entre 7% e 7,5% no ano.

Os cálculos apresentados pela entidade em janeiro indicavam alta de 9,4% nas vendas com um PIB que cresceria 2,5%. Os estoques ainda são suficientes para 97 dias de vendas. Há 200 mil carros parados nos pátios das montadoras e nas concessionárias. Foram exportados 3.900 veículos, uma queda de 91% em relação ao mesmo período de 2019. É o pior resultado para o mês desde 1972 e o pior acumulado dos últimos 18 anos.

O nível de empregos se mantém estável, com 125 mil funcionários empregados nas montadoras. Cerca de dois terços dos funcionários seguem afastados dos postos de trabalho, seja em férias coletivas ou abrangidos por programas de proteção ao emprego.

A maior preocupação recai sobre a rede de fornecedores, que vai ganhar relevância com a mudança no modelo de produção forçado pela pandemia do novo coronavírus. As empresas precisarão voltar a investir na produção de componentes locais, mudando o mapa de fluxo de peças que até então era a tônica dos investimentos no século 21.

Por: Folhapress

quarta-feira, 13 de maio de 2020

Cada semana de isolamento gera perda de R$ 20 bi para setor produtivo

Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil
O impacto imediato diante das paralisações da produção e isolamento social devido à pandemia de covid-19 devem gerar perdas de faturamento das empresas de R$ 20 bilhões, por semana. A conclusão é da Nota Informativa – Impactos Econômicos da Covid-19, divulgada hoje (13) pelo Ministério da Economia. O levantamento foi feito com base em informações para os 128 produtos da Tabela de Recursos e Usos do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Na nota, o ministério diz que “considerando o cenário de retomada cíclica até o segundo trimestre de 2021, reduções estruturais no nível do PIB [Produto Interno Bruto – soma de todas as riquezas produzidas no país] de longo prazo de 5%, em comparação com o cenário de nenhum impacto no longo prazo, reduzirão o PIB semanalmente em quase R$ 5 bilhões no segundo semestre e em R$ 7,5 bilhões em 2021. Esses valores tendem a ser muito piores caso consideremos um período de paralisação maior que até 31 de maio”.

Além da perda imediata de R$ 20 bilhões por semana, o ministério diz que os custos envolvidos no isolamento devem ser muito maiores que este, uma vez que quanto mais tempo permanecer o regime de isolamento social maior será a perda de arrecadação das empresas. E com isso, “maior o endividamento, promovendo um número crescente de falências e destruição de postos de trabalho”.

“O mesmo efeito ocorre sobre o endividamento público, que tem gastos majorados e redução nas arrecadações. Assim, os canais de impacto da crise que afetam o médio e o longo prazo são amplificados por períodos maiores de isolamento social”, diz a nota.

“Os custos da crise e das paralisações são de tal magnitude que mesmo com uma recuperação rápida em “V”, e sem nenhum custo de longo prazo, não seria capaz de impedir um crescimento negativo em 2020. Pior que isso será o provável deslocamento da trajetória de longo prazo, configurando um custo permanente em termos de produto, emprego e bem-estar social”, acrescenta o ministério.

Da Agência Brasil

domingo, 5 de abril de 2020

Coronavírus deve levar o Brasil à pior década econômica da história

Foto: Marcello Casal jr/Agência Brasil

As medidas necessárias para conter a expansão da Covid-19 já têm surtido efeito, fortemente recessivo. Isso não é exclusividade do Brasil.

O período de dez anos que se encerra em 2020 poderá registrar a maior queda da renda per capita da história republicana do país, superando até mesmo a contração dos anos 1980, que ficaram cunhados como a década perdida brasileira.

Uma contração do PIB (Produto Interno Bruto) superior a 2% neste ano –que vários analistas já consideram factível– levaria o rendimento médio da população a recuar mais do que o 0,43% amargado entre 1981 e 1990, segundo cálculos de Fernando Montero, economista-chefe da corretora Tullett Prebon.

As medidas necessárias para conter a expansão da Covid-19 já têm surtido efeito, fortemente recessivo. Isso não é exclusividade do Brasil.

O problema, no caso brasileiro, é que o quadro negativo da atividade não se restringe a este ano atípico. O país enfrentou uma severa e longa recessão entre o segundo trimestre de 2014 e o fim de 2016. Depois, veio uma recuperação lenta, que, ano após ano, vinha surpreendendo os analistas negativamente.

"A crise atual é muito forte, abrupta, e pega uma economia com uma baixa dinâmica de crescimento, logo no início do ano", diz Montero.

A debilidade econômica dos últimos anos já fazia com que especialistas comparassem o quadro de estagnação da renda média da população brasileira nesta década com o registrado nos anos 1980, quando a economia foi assolada por hiperinflação e crises da dívida externa.

Até recentemente, as projeções de crescimento entre 1,5% e 2% da economia previstos para 2020 indicavam que o desempenho do período de 2011 a 2020 seria ligeiramente melhor do que a contração de 0,43% da renda per capita, verificada entre 1981 e 1990.
Mas, após a eclosão da crise da Covid-19, as estimativas do PIB para este ano se deterioraram rapidamente, passando de uma expectativa média de alta de 1,5% para outra de queda de 0,5%.

A tendência, segundo analistas, é que essa projeção média de contração mais recente continue a cair nas próximas semanas. Grandes bancos como Bradesco, Itaú Unibanco e UBS revisaram seus números para baixo. As duas instituições esperam, respectivamente, contrações de 1%, 0,7% e 2% em 2020.

Na quinta-feira (2), o BofA (Bank of America) afirmou esperar quedas severas da atividade em toda a América Latina neste ano, com contrações de 3,5% e 8% das duas maiores economias da região –a brasileira e a mexicana–, respectivamente.
Para Montero, sua estimativa atual, de uma queda de 2,5% do PIB do Brasil em 2020, já é uma espécie de cenário menos drástico possível.

"Conforme os números de contágio pelo vírus pioram e aumentam os riscos de uma quarentena mais extensa, talvez até recorrente, uma queda de 2,5% começa a parecer otimista", afirma. Continue lendo, clique AQUI!

terça-feira, 25 de fevereiro de 2020

Ipea prevê crescimento maior do PIB do setor agropecuário

AgropecuáriaFoto: Arquivo/ Agência Brasil
Estimativa anterior era de crescimento de 3,2% e 3,7%

O Produto Interno Bruto (PIB) do setor agropecuário no país deve apresentar crescimento maior do que o previsto para 2020. A estimativa é do Instituto do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), que revisou as previsões para este ano.

De acordo com estudo divulgado hoje (21), para 2020 o PIB do setor deve ter alta que de 3,4% a 4,15, com base em projeções do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). A estimativa anterior do Ipea era de crescimento de 3,2% a 3,7%, respectivamente.

De acordo com o Ipea, a alta nos cenários para a safra 2019/2020 representa forte aceleração da atividade do setor em relação ao ano passado, quando o crescimento foi de 0,7%, de acordo com a estimativa do instituto. Segundo o estudo, nos dois cenários, o componente que mais deve contribuir positivamente para esse resultado é a lavoura. A estimativa é que a lavoura cresça acima de 3,9% devido principalmente ao crescimento esperado nas produções de soja e café.

No caso da soja, que é o de maior peso na lavoura, as previsões indicam que a produção deste segmento deve crescer entre 7,1% (segundo a Conab) e 8,7% (de acordo com o IBGE). Aliado a isso, é esperada uma alta de dois dígitos na produção de café, 13,1%.
Para a pecuária, as estimativas indicam um crescimento de 3,5% neste ano. O destaque fica com a produção de suínos, com alta de 4,5%. O segmento de bovinos deve apresentar crescimento de 3,5% e a de aves, 2,1%.

Coronavírus
O Ipea chama a atenção para a possibilidade de um efeito da epidemia de coronavírus na China sobre a demanda por produtos agropecuários, apesar do efeito esperado não ser significativo sobre a produção de soja devido ao fato de a cultura já ter iniciado a colheita. No caso da carne bovina, que possui uma produção mais dinâmica, o impacto potencial pode ser maior. A soja, ao lado da carne, é um dos principais itens na pauta de exportações para a China.

"Os problemas enfrentados atualmente pela China, como a implementação de quarentena em diversas cidades e as dificuldades de armazenamento dos contêineres refrigerados nos portos chineses, acarretam dificuldade para a circulação de mercadorias. Apesar das exportações do produto continuarem crescendo, a incerteza em relação ao mercado asiático pode ter sido um dos fatores que contribuiu negativamente para a queda dos preços do boi gordo nos mercados futuros", diz o estudo.
Para o diretor de Estudos e Políticas Macroeconômicas do Ipea, José Ronaldo de Castro Souza Júnior, a epidemia do coronavírus pode afetar o PIB do setor. “Os efeitos econômicos do coronavírus podem representar um risco para as projeções do PIB agropecuário, uma vez que a demanda externa por carnes e, por consequência, a produção interna podem ser afetadas”, disse o diretor para quem um possível efeito negativo não deve recair sobre a produção da carne suína para a exportação devido a China ainda sofrer as consequências da peste suína africana sobre seus rebanhos.

O estudo aponta ainda o recente acordo Estados Unidos-China como outro fator que pode afetar o PIB agropecuário, especialmente no que diz respeito à soja. Além da soja ser o principal produto agroindustrial exportado pelo Brasil, o país é o maior exportador mundial, com participação crescente no mercado internacional. Esse crescimento vem ocorrendo não só pelo aumento da produção, mas também pela guerra comercial entre os Estados Unidos e a China, que tirou os americanos da liderança.

Quase 90% da soja importada pela China é proveniente dos EUA (35%) e Brasil (55%). O acordo prevê um aumento de 192% das importações de soja dos EUA para a China em 2020 e de 258% em 2021 (na comparação com 2019).

"Essa meta é claramente inviável, pois representaria um volume maior do que toda a soja produzida nos Estados Unidos atualmente. Ainda assim, haverá uma pressão muito forte no sentido de ampliar fortemente as exportações de soja norte-americanas para a China, certamente deslocando os principais fornecedores. Por se tratar de uma commodity, é sempre possível realocar a oferta brasileira para outros mercados que deixariam de ser atendidos pela soja dos EUA - com todas as dificuldades de redefinições logísticas e contratuais envolvidas)", diz o Ipea.

Por: Agência Brasil

quinta-feira, 5 de dezembro de 2019

Para economistas, PIB ficará acima de 2% no ano que vem

Foto: Rafael Neddermeyer/ Fotos Públicas
Os dados do PIB (Produto Interno Bruto) no terceiro trimestre e as revisões para cima nos números dos 18 meses anteriores confirmam a expectativa de uma economia um pouco mais dinâmica neste segundo semestre de 2019 e em 2020, segundo analistas ouvidos pela reportagem.

"Um crescimento acima de 2% no ano que vem já é factível, pois temos uma melhora na recuperação", diz o economista Affonso Celso Pastore, da consultoria AC Pastore.

Ele reforça que a retomada segue puxada pelo consumo das famílias e pela volta, ainda que lenta, do investimento privado doméstico %u2013que historicamente foi o grosso do investimento privado no país%u2013 e sem perspectiva de investimentos públicos para os próximos dois anos.

Solange Srour, economista-chefe da ARX e colunista do jornal Folha de S.Paulo, destaca que o investimento pelo lado da demanda é a boa surpresa. "Vem forte pelo segundo trimestre, puxado pela construção civil, retomando com mais força em São Paulo. Esperamos que se espalhe pelo Brasil."

Apesar de a liberação do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço) contribuir para um resultado melhor, outro destaque é que o PIB cresce por força da atuação do setor privado, sem os grandes estímulos fiscais do governo.

"O consumo das famílias foi bastante forte, em parte pelo FGTS liberado em setembro e em parte pela melhora do crédito e pela inflação em baixa. O impacto deve ficar maior para o quarto trimestre", diz Srour.

Ela projeta que o PIB de 2019 deva fechar em 1,1% ou 1,2% e ficar 2,5% no ano que vem.

Segundo o economista Luka Barbosa, do Itaú-Unibanco, já está no radar a projeção de um crescimento de 0,7% no PIB do último trimestre, que pode levar o PIB deste ano a 1,2% e dar um impulso inicial para que em 2020, quando as condições tendem a ser melhores, haja expansão de 2,2%.

"A economia está indo de um ritmo de 1,5% para o de 2%. Não está mais estagnada. É uma aceleração gradual e bastante saudável, com crescimento de crédito privado, para consumidores e empresas, sem estímulos fiscais, o que seria insustentável", diz.

O economista afirma que a recuperação não é motivo suficiente para gerar riscos inflacionários nem para abortar o ciclo de queda da taxa básica de juros, que está em 5% ao ano e deve cair para 4% ao ano após mais três cortes, de acordo com Barbosa.

"Você continua com um quadro de bastante capacidade ociosa, desemprego elevado e inflação baixa, apesar do efeito de alta nos preços da carne, que é temporário."

José Ronaldo Souza Júnior, diretor do Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada), compartilha da mesma leitura e trabalha com a projeção de um PIB acima de 2% para o ano que vem.

"Estamos revendo as projeções, mas o que dá para dizer é que no quarto trimestre de 2019 deve ocorrer um crescimento maior, e, para o ano que vem, estamos projetando um número acima de 2%."

Como o resultado do terceiro trimestre, Luca Klein, analista da 4E Consultoria, tem projeções mais otimistas.

"Revisamos o PIB do quarto trimestre de 0,6% para 0,8%, influenciado pelos melhores fundamentos do consumo aliado aos impactos da liberação do FGTS. Logo, a projeção do PIB de 2019 subiu de 0,9% para 1,3%, mesmo crescimento registrado em 2017 e 2018. Para 2020, projetamos o PIB em 2,8%, ligeiramente mais alto que o cenário anterior, de 2,7%."
Juliana Trece, pesquisadora do Ibre/FGV (Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas), afirma que o resultado do terceiro trimestre veio acima da projeção de 0,4%.

"A construção surpreendeu bastante, não estávamos esperando esse crescimento todo, e parece que é um crescimento mais robusto. Os serviços continuaram crescendo desde que a gente saiu da recessão."

As projeções do economista Thiago Xavier, da Tendências Consultoria Integrada, são parecidas: 1,2% para este ano e 2% para 2020. "O quarto trimestre deste ano deve ser o melhor, com a liberação do FGTS e o 13º do Bolsa Família incentivando o consumo", diz Xavier. "Nossa expectativa para o ano que vem é que que a economia acelere."

A previsão é que esse consumo comece a produzir efeito mais forte na indústria.

Segundo José Ricardo Roriz Coelho, vice-presidente da Fiesp e presidente da Abiplast (Associação Brasileira da Indústria do Plástico), a indústria de transformação, que gera mais vagas e de maior qualidade (formais e com salários mais altos), ainda está aquém, mas a retomada do consumo deve ajudar a reduzir a ociosidade e motivar investimentos.

Roriz também cita uma série de incertezas em relação ao futuro do país, como a indefinição sobre qual será o novo sistema tributário e a preocupação de investidores estrangeiros em relação aos protestos que atingem outros países da América do Sul.

"O investidor estrangeiro também está muito preocupado com a região e prefere ficar na espera para ver o que acontece. O Brasil tem de se diferenciar dos países que estão tendo problemas e conseguir um crescimento econômico atrelado ao social", diz.

O Iedi (Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial) tem a avaliação de que a economia conseguiu crescer no terceiro trimestre em uma velocidade muito próxima da que vinha apresentando depois dos percalços enfrentados na entrada do ano, mas ainda não é possível falar em aceleração.

O PIB cresceu 1% nos três primeiros trimestres do ano, menos que o 1,3% registrado em 2018 até o terceiro trimestre. "Nesse ritmo, continuamos com muito chão pela frente para que o PIB volte a níveis anteriores à crise 2015-2016", diz análise do instituto.

Nessa comparação, diz o Iedi, do lado da oferta, apenas a agropecuária cresceu mais no acumulado de 2019 (+1,4%) do que em igual período do ano passado ( 0,6%).

A indústria de transformação, que produz bens mais complexos e intensos em tecnologia e possui uma cadeia mais longa de produção, voltou a ficar no vermelho em todas as comparações e está 15,7% abaixo do pico histórico, obtido no terceiro trimestre de 2008.

Por: FolhaPress

sábado, 21 de setembro de 2019

Saiba quais as qualificações são essenciais no setor de tecnologia

Tecnologia é importante aliada no processo de aprendizagemFoto: Gil Menezes/Divulgação
A necessidade por mão de obra qualificada é uma demanda forte das empresas de tecnologia. De acordo com a Associação Brasileira das Empresas de Tecnologia da Informação e Comunicação (Brasscom), o segmento representa 7% do Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil, e até 2024 serão demandados cerca de 420 mil novos empregos de acordo com a Associação. Porém, além do conhecimento técnico, o comportamento também pode ser fator fundamental para a conquista de uma vaga.


Segundo a da superintendente de negócios e inovação do Porto Digital, Mariana Pincovsky, além do conhecimento técnico, é preciso que as pessoas que desejam ingressar no mercado tenham boa base da língua inglesa e que saibam trabalhar em equipe. “O nosso grande problema no perfil desses profissionais que saem das faculdades são nos soft skills, nas competências comportamentais, ou seja, atributos pessoais que você precisa ter. Muitos deles, principalmente os que saem das universidades públicas eles tem um nível técnico muito bom, mas quando vemos habilidades como trabalhar em equipe, inglês, resiliência, eles tem um pouco de dificuldade, e isso é algo que estamos trabalhando”, aponta a superintendente. Continue lendo, clique AQUI!


quarta-feira, 11 de setembro de 2019

Turismo internacional cresce no mundo, mas recua no Brasil

Foto: Issouf Sanogo/AFP
Os destinos da América do Sul sofreram uma queda de 5%

O turismo internacional cresceu 4% no primeiro semestre de 2019, com melhorias notáveis no Oriente Médio, na Ásia e no Pacífico, mas um recuo na América do Sul - informou a Organização Mundial do Turismo (OMT) nesta segunda-feira (9).

Os destinos da América do Sul sofreram uma queda de 5% que a OMT justifica pelo declínio do turismo argentino que afetou os países vizinhos.

Na mesma linha, essa agência, com sede em Madri, alertou para uma queda nos gastos com turismo das duas grandes economias latino-americanas, Brasil (-5%) e México (-13%).

Globalmente, depois de dois anos com crescimento de 7% em 2017 e 6% em 2018, "o aumento nas chegadas está retornando à sua tendência histórica", afirmou a agência da ONU.

O número de turistas internacionais aumentou, a 671 milhões, 30 milhões a mais do que no mesmo período de 2018. A OMT planeja fechar o ano com uma melhoria de 3% a 4%.

A agência atribui esses resultados à força econômica, acessibilidade e conectividade dos voos e à maior facilitação de vistos, mas também alerta para ameaças ao setor.

"Os indicadores econômicos mais fracos, a incerteza prolongada sobre o Brexit, as tensões comerciais e tecnológicas e os crescentes desafios geopolíticos começaram a afetar a confiança de empresas e consumidores", alerta em seu comunicado.

A primeira metade de 2019 foi especialmente positiva para destinos no Oriente Médio, que registraram um aumento de 8% nas chegadas, e na Ásia e no Pacífico, onde cresceram 6%, graças principalmente aos turistas chineses.

O restante dos mercados também melhorou, mas com mais moderação. A Europa cresceu 4%, devido, em parte, à demanda inter-regional, e os EUA e a África, 2%.

Nessas duas últimas áreas, os resultados do norte da África são notáveis, com 9% após o golpe sofrido no início da década, e o Caribe (+11%), impulsionado pelos Estados Unidos.

Por: AFP

terça-feira, 27 de agosto de 2019

Após ligeira melhora, expectativa sobre o PIB volta a sofrer queda

Foto: Arquivo/ Agência Brasil
O mercado financeiro voltou a reduzir a projeção para o crescimento da economia neste ano, uma semana depois de apontar ligeira expectativa de melhora. A estimativa de inflação para este ano também sofreu redução.

Segundo o boletim Focus, pesquisa divulgada todas as semanas pelo Banco Central, a previsão para a expansão do PIB (Produto Interno Bruto) foi ajustada de 0,83% para 0,80% em 2019. Na última semana, havia ido de 0,81% para 0,83%.

Segundo a pesquisa, a previsão para 2020 também caiu, ao passar de 2,20% para 2,10%. Já as estimativas para 2021 e 2022 seguiram em 2,50%. As informações são da Agência Brasil.

A estimativa de inflação, calculada pelo IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), caiu de 3,71% para 3,65%, este ano. Para 2020, a estimativa caiu de 3,90% para 3,85%. Não houve alteração nas estimativas para os anos seguintes -3,75%, em 2021, e 3,50%, em 2022.

A meta de inflação, definida pelo CMN (Conselho Monetário Nacional), é 4,25% em 2019, 4% em 2020, 3,75% em 2021 e 3,5% em 2022, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo.

Para alcançar a meta de inflação, o BC usa como principal instrumento a taxa básica de juros, a Selic, atualmente em 6%. Para o mercado financeiro, ao final de 2019, estará em 5% ao ano. Para o final de 2020, a estimativa passou de 5,50% para 5,25% ao ano. No fim de 2021 e 2022, a previsão segue em 7% ao ano.

Já a previsão para a cotação do dólar ao fim deste ano subiu de R$ 3,78 para R$ 3,80 e, para 2020, permanece em R$ 3,81.

Do FolhaPress

segunda-feira, 19 de agosto de 2019

Economistas melhoram expectativa para economia em 2019 e 2020

Marcello Casal Jr/Agência Brasil
O mercado financeiro aumentou a projeção para o crescimento da economia e reduziu a estimativa de inflação para este ano. Segundo o boletim Focus, pesquisa divulgada todas as semanas pelo Banco Central, a previsão para a expansão do PIB foi ajustada de 0,81% para 0,83% neste ano.

A previsão para 2020 também subiu e passou de 2,1% para 2,2%. Para 2021 e 2022 não houve alteração nas estimativas: 2,5%. As informações são da Agência Brasil.

A estimativa de inflação, calculada pelo IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), caiu de 3,76% para 3,71%. Não houve alteração nas estimativas para os anos seguintes: 3,90%, em 2020, 3,75%, em 2021, e 3,5%, em 2022.

A meta de inflação, definida pelo CMN (Conselho Monetário Nacional), é 4,25% em 2019, 4% em 2020, 3,75% em 2021 e 3,5% em 2022, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo.

Para alcançar a meta de inflação, o Banco Central usa como principal instrumento a taxa básica de juros, a Selic, atualmente em 6%. Quando o Copom reduz a Selic, a tendência é que o crédito fique mais barato, com incentivo à produção e ao consumo, reduzindo o controle da inflação e estimulando a atividade econômica.

Quando o Comitê de Política Monetária aumenta a Selic, a finalidade é conter a demanda aquecida e isso causa reflexos nos preços porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança.

Para o mercado financeiro, ao final de 2019 a Selic estará em 5% ao ano. Para o final de 2020, a estimativa permanece em 5,5% ao ano. No fim de 2021 e 2022, a previsão segue em 7% ao ano.
A previsão para a cotação do dólar ao fim deste ano subiu de R$ 3,75 para R$ 3,78 e, para 2020, de R$ 3,80 para R$ 3,81.

Da Folha Press

sexta-feira, 12 de julho de 2019

Safra recorde de grãos deve chegar a 240,7 milhões de toneladas

Produção de sojaFoto: Arquivo / Agência Brasil
A Companha Nacional de Abastecimento (Conab) divulgou hoje (11) os números do 10º Levantamento da Safra de Grãos 2018/2019. De acordo com a companhia, o Brasil deve registrar novo recorde da série história com uma produção de cerca de 240,7 milhões de toneladas. A previsão de crescimento é de 5,7%, o que representa 13 milhões de toneladas acima da safra 2017/18. A área plantada está prevista em 62,9 milhões de hectares, um aumento de 1,9% em relação à safra anterior.

O levantamento mostra que o milho segunda safra deve ser um dos maiores destaques do período, com previsão de produção recorde de 72,4 milhões de toneladas, crescimento de 34,2%. Já o milho primeira safra deve ficar em 26,2 milhões de t, queda de 2,5%. 

A produção de algodão deve aumentar cerca de 32,9%, o que equivale a 6,7 milhões de algodão em caroço ou 2,7 milhões de algodão em pluma. Para a soja, a previsão é de redução de 3,6% na produção, atingindo 115 milhões de toneladas. As regiões Centro-Oeste e Sul representam mais de 78% dessa produção.

Os produtos com maiores aumentos de área plantada foram o milho segunda safra (819,2 mil ha), soja (717,4 mil ha) e algodão (425,5 mil ha). A soja apresentou um crescimento de 2% na área de plantio, chegando a 35,9 milhões de ha.

Produções no inverno

A Conab estima uma produção de trigo de 5,5 milhões de toneladas em uma área estimada em 1,99 milhão de ha, 2,4% menor que a área plantada em 2018. As demais culturas de inverno (aveia, canola, centeio, cevada e triticale) apresentam um leve aumento na área cultivada, passando de 546,5 mil ha para 552,2 mil ha. As condições climáticas vêm favorecendo as lavouras.

* Com informações da Conab / Folha de PE

terça-feira, 25 de junho de 2019

Governo vai cortar projeção do PIB e mudar forma de divulgação

Economia do País recuaFoto: Arquivo/Agência Brasil
Com a rápida deterioração nas expectativas de crescimento, o Ministério da Economia planeja acelerar a divulgação da estimativa para diminuir a defasagem entre o cálculo da pasta e o do mercado

O governo cortará pela terceira vez a previsão oficial de crescimento do PIB (Produto Interno Bruto) para 2019, o que reduzirá a projeção de arrecadação e complicará ainda mais o cenário para cumprir a meta fiscal do ano. Com a rápida deterioração nas expectativas de crescimento, o Ministério da Economia planeja acelerar a divulgação da estimativa para diminuir a defasagem entre o cálculo da pasta e o do mercado. 

O orçamento de 2019 foi elaborado em meados do ano passado com uma previsão de crescimento de 2,5%. Em março, o governo cortou a projeção para 2,2%; em maio, para 1,6%. A tendência é que a nova previsão oficial fique próxima àquela calculada pelo mercado. Os analistas esperam uma expansão de apenas 0,93%, de acordo com o boletim Focus publicado no dia 17.

O secretário de Política Econômica do Ministério da Economia, Adolfo Sachsida, afirma que a queda acelerada nas estimativas tem feito o número oficial ficar defasado em relação ao do mercado. "Está caindo tão rápido que, quando é publicado, estamos destoados", disse. 

As projeções do governo para o PIB são tornadas públicas a cada dois meses nos relatórios bimestrais de avaliação de receitas e despesas, mas os documentos são publicados semanas depois de a projeção ser calculada pelos técnicos -o que faz com que o número do governo seja diferente do previsto pelos analistas. 

O último relatório, por exemplo, foi divulgado no fim de maio com uma estimativa de crescimento de 1,6% para o PIB. Naquele momento, o mercado já calculava um número menor -de 1,24%. Perguntados sobre a diferença, técnicos do governo justificaram que o governo havia fechado seu número semanas antes. 

Por isso, Sachsida diz que a equipe pretende divulgar as novas projeções tão logo elas sejam calculadas. "Nesse caso específico de hoje em que o PIB está caindo, tira nossa credibilidade [divulgar apenas no relatório]. Eu quero transparência, não chegar no relatório bimestral e alguém falar que estou escondendo o PIB", diz. 

Segundo ele, o PIB pode ser divulgado no dia seguinte ao do cálculo. "Por exemplo, estimamos na segunda. Passa para o ministro e demais autoridades, e na terça a gente divulga", diz. A pasta ainda checa com o Tribunal de Contas da União (TCU) a possibilidade da alteração. Continue lendo, clique AQUI!

terça-feira, 18 de junho de 2019

PIB recua 0,9% no trimestre encerrado em abril, diz FGV

Economia do País recuaFoto: Arquivo/Agência Brasil
Economia ficou estável na comparação com o trimestre encerrado em abril de 2018

O Produto Interno Bruto (PIB), a soma de todos os bens e serviços produzidos no País, teve uma queda de 0,9% no trimestre encerrado em abril, na comparação com o trimestre fechado em janeiro. Os dados do Monitor do PIB, divulgados nesta terça-feira (18), no Rio de Janeiro, pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), mostram ainda que a economia ficou estável na comparação com o trimestre encerrado em abril de 2018.

Considerando-se apenas o mês de abril, o PIB caiu 0,1% na comparação com março deste ano e 0,3% na comparação com abril do ano passado. No acumulado de 12 meses, o PIB cresceu 0,6%.

A queda de 0,9% registrada no trimestre encerrado em abril, na comparação com trimestre finalizado em janeiro, foi provocada por recuos nos três grandes setores produtivos da economia. O principal deles, o setor de serviços, caiu 0,2%, puxado pelos transportes (-1,7%). A indústria teve recuo de 1,3%, influenciado pelo extrativismo mineral (-7,2%). Já a agropecuária caiu 2%.

Pelo lado da demanda, a queda foi puxada pela formação bruta de capital fixo, isto é, os investimentos (-0,7%), e pelas exportações (-6,4%). O consumo do governo caiu 0,1%, enquanto o consumo das famílias manteve-se estável. As importações recuaram 8,1%.

Da Agência Brasil

segunda-feira, 13 de maio de 2019

PIB do primeiro trimestre terá queda, assim como os índices de confiança

Foto: Marcello Casal Jr/ Agência Brasil
Se o presidente Jair Bolsonaro mostrou aborrecimento com o aumento do número de desempregados no primeiro trimestre, deve se preparar para mais uma notícia ruim. Tudo indica que que o Produto Interno Bruto (PIB) ficou negativo no período. O tombo pode ter sido de 0,2%. Os índices de confiança também recuaram, o que sinaliza incerteza em relação à economia.

Os empresários não sabem se a pauta liberal defendida pelo ministro da Economia, Paulo Guedes, que ajudou Bolsonaro a ser eleito, será levada adiante, afirma a economista-chefe da ARX Investimentos, Solange Srour. Ela é uma das analistas que preveem que o PIB do primeiro trimestre de 2019 será negativo. A estimativa é de que o recuo seja de 0,2%, ante o quarto trimestre do ano passado. “Acho que é fruto de uma falta de confiança nos rumos da economia”, comenta.

O Planalto tenta melhorar a situação financeira das pessoas e fomentar o consumo com a liberação dos recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) e do PIS/Pasep, por exemplo. As medidas já haviam sido adotadas pelo ex-presidente Michel Temer, o que contribuiu para aumentar as vendas do comércio em 2017 e 2018, mesmo que de forma modesta. Mas a situação este ano é tão desanimadora que, mesmo assim, o PIB de 2019 pode ter um índice mais fraco do que o registrado em 2018, quando subiu 1,1%.

Urgência
Fora a falta de confiança, há incerteza sobre a sustentabilidade fiscal, “pois não sabemos qual e quando a reforma da Previdência será aprovada”, contextualiza Solange. A força do governo e da base aliada está sendo testada na Comissão Especial da Câmara, onde a proposta será alterada. O Planalto terá que mostrar força no Congresso e evitar um enxugamento maior da proposta, que prevê a economia de pelo menos R$ 1 trilhão em 10 anos.

Mas, além dos problemas de confiança e políticos, a economia sofre de problemas crônicos, de baixa produtividade, ineficiência no sistema tributário, carência de infraestrutura, insegurança jurídica e pouca abertura. “Estamos num quadro em que ficamos muito vulneráveis. Qualquer coisinha já nos dá um PIB negativo. O governo parece sem foco na agenda, gasta energia com temas menores e torna o empresário mais receoso. É um balde de água fria”, explica a economista-chefe da XP Investimentos, Zeina Latif.

A indústria tombou 2,2% no primeiro trimestre. No mesmo período, as vendas do comércio avançaram apenas 0,3%. Por enquanto, as projeções dos economistas apontam que o crescimento da economia será de 1,49% neste ano, mas tudo dependerá dos próximos resultados. “Uma retomada mais forte do emprego pode ser possível em 2020, mas dependerá muito de como a economia reagirá pós-Previdência”, avalia Solange Srour. 

Do Correio Brasiliense

quarta-feira, 17 de abril de 2019

PIB fica estável no trimestre encerrado em fevereiro

Dados são do Monitor do PIB, divulgado pela FGV (RJ).Foto: Marcello Casal jr/Agência Brasil
O Produto Interno Bruto (PIB), que é a soma de todos os bens e serviços produzidos no país, ficou estável no trimestre encerrado em fevereiro, na comparação com o trimestre fechado em novembro do ano passado.

O dado é do Monitor do PIB, divulgado nesta quarta-feira (17), no Rio de Janeiro, pela Fundação Getulio Vargas (FGV).

Na comparação com o trimestre encerrado em fevereiro de 2018, no entanto, o PIB cresceu 1%, segundo a FGV. No acumulado de 12 meses, a alta é de 1,1%.

Considerando-se apenas fevereiro, houve queda de 0,4% na comparação com janeiro e alta de 2,3% na comparação com fevereiro do ano passado.

Na comparação do trimestre fechado em fevereiro com o trimestre encerrado em novembro, os serviços cresceram 0,3% e a agropecuária, 0,7%. Mas a queda de 0,7% da indústria, puxada principalmente pelo recuo de 4% da indústria extrativa mineral, fez com que a economia ficasse estável no período.

Pelo lado da demanda, o consumo das famílias cresceu 0,4%, o consumo do governo manteve-se estável e a formação bruta de capital fixo, isto é, os investimentos, recuou 2,3%.

Da Agência Brasil

quinta-feira, 11 de abril de 2019

Produção de grãos no Brasil deve crescer 1,6% este ano, diz IBGE

Foto: Imagem de Arquivo/Agência Brasil
A produção de cereais, leguminosas e oleaginosas deve fechar 2019 com 230,1 milhões de toneladas, um crescimento de 1,6% (mais 3,6 milhões de toneladas) em relação a 2018.

A terceira estimativa do Levantamento Sistemático da Produção Agrícola, realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), é 0,6% mais otimista do que a previsão anterior, de fevereiro (mais 1,3 milhão de toneladas).

A área colhida estimada é de 62,3 milhões de hectares, ou seja, 2,3% maior do que a de 2018 e 0,6% superior ao total previsto em fevereiro.

Entre as três principais lavouras de grãos do país é esperada alta na produção de 2018 para 2019 apenas para o milho (11,9%), que deverá fechar o ano com 91,04 milhões de toneladas.

Estimam-se quedas para as safras da soja (-4,5%), com produção estimada de 112,52 milhões de toneladas, e para o arroz (-10,6%), com safra de 10,5 milhões de toneladas.

Entre os demais grãos, que têm produção calculada acima de um milhão de toneladas, são esperadas altas para o algodão herbáceo (26,7%) e feijão (3,1%). Por outro lado, devem ter queda o sorgo (-5,4%) e o trigo (-3%).

Outros produtos

O IBGE também analisa outros produtos, além dos cereais, leguminosas e oleaginosas. Entre eles, a cana-de-açúcar, que é o principal produto agrícola nacional, com uma produção estimada para este ano de 676,98 milhões de toneladas, ou seja, 0,4% a mais do que em 2018.

Para os demais produtos com safra calculada em mais de um milhão de toneladas, devem crescer as safras de banana (2,4%), mandioca (5,6%) e tomate (0,8%). São previstas quedas nas produções de café (-10%), batata-inglesa (-1,5%), laranja (-5,2%) e uva (-9,7%).

Da Agência Brasil

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2019

Projeção de instituições financeiras para inflação fica em 3,85%

Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil
A previsão para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) passou de 3,87% para 3,85%

Instituições financeiras, consultadas pelo Banco Central (BC), reduziram levemente a estimativa para a inflação, neste ano. A previsão para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) passou de 3,87% para 3,85%.

Para 2020, a previsão para o IPCA permanece em 4%. Para 2021 e 2022, também não houve alteração na estimativa: 3,75%. Essas projeções são do boletim Focus, publicação semanal elaborada com base em estimativas de instituições financeiras sobre os principais indicadores econômicos.

A meta de inflação deste ano, definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), é 4,25%, com intervalo de tolerância entre 2,75% e 5,75%. A estimativa para 2020 está no centro da meta (4%). Essa meta tem intervalo de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Para 2021, o centro da meta é 3,75%, também com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual. O CMN ainda não definiu a meta de inflação para 2022.

Para controlar a inflação e alcançar a meta, o BC usa como principal instrumento a taxa básica de juros, a Selic. Para o mercado financeiro, a Selic deve permanecer no seu mínimo histórico de 6,5% ao ano, até o fim de 2019. Para o final de 2020, a estimativa para a taxa é 8% ao ano, assim como a previsão para 2021 e 2022.

A Selic, que serve de referência para os demais juros da economia, é a taxa média cobrada nas negociações com títulos emitidos pelo Tesouro Nacional, registradas diariamente no Sistema Especial de Liquidação e de Custódia (Selic). A manutenção da Selic, como prevê o mercado financeiro neste ano, indica que o Copom considera as alterações anteriores nos juros básicos suficientes para chegar à meta de inflação.

Ao reduzir os juros básicos, a tendência é diminuir os custos do crédito e incentivar a produção e o consumo. Para cortar a Selic, a autoridade monetária precisa estar segura de que os preços estão sob controle e não correm risco de ficar acima da meta de inflação. Quando o Copom aumenta a Selic, o objetivo é conter a demanda aquecida, e isso causa reflexos nos preços porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança.

Atividade econômica
A estimativa para a expansão do Produto Interno Bruto (PIB) – soma de todos os bens e serviços produzidos no país – permanece em 2,48%. Para 2020, a estimativa de crescimento do PIB subiu de 2,58% para 2,65%. Em 2021 e 2022, a expectativa segue em 2,50% de crescimento do PIB.

Dólar
A previsão do mercado financeiro para a cotação do dólar permanece em R$ 3,70 no final deste ano e em R$ 3,75, no fim de 2020.

Da Agência Brasil

sábado, 13 de outubro de 2018

Projeção para crescimento do PIB em 2018 passa de 1,6% para 1,3% diz CNI

Foto: reprodução/Pixabay
Em meio às dúvidas trazidas pelo processo eleitoral, a Confederação Nacional da Indústria (CNI) ficou mais pessimista com a economia brasileira e piorou praticamente todas as suas projeções para 2018. Segundo o Informe Conjuntural divulgado nesta quinta-feira, 11, pela entidade, a perspectiva do Produto Interno Bruto (PIB) para este ano passou de um crescimento de 1 6% no documento apresentado em julho para um aumento de 1,3%. A pesquisa é divulgada trimestralmente.

"As incertezas em relação ao programa econômico do futuro governo, em especial no que se refere ao indispensável ajuste fiscal, frearam as decisões de ampliação da produção, do emprego e do investimento", afirma a Confederação.

A expectativa para o crescimento do PIB industrial caiu de 1,8% para 1,3%. Para o consumo das famílias, a previsão piorou levemente, passando de alta de 2,0% para 1,9%.

O investimento medido pela formação bruta de capital fixo (FBCF) deve subir apenas 2,2%, ante previsão anterior de 3,5%.

"O Estado não tem condições fiscais de gerar os estímulos necessários à reativação da economia. Apenas com o retorno do investimento privado poderemos retomar a criação de emprego, com a geração de renda e a demanda de consumo necessárias para viabilizar um novo ciclo de crescimento sustentado", completa o texto.

A entidade acredita que a taxa de desemprego deve ficar em 12,2% um pouco melhor do que a expectativa anterior de 12,4%.

Inflação

A CNI também espera uma inflação um pouco maior, com a projeção para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) para o fim de 2018 passando de 4,2% para 4,4%.

Apesar da espera de uma piora do custo de vida neste ano, a entidade acredita que o Banco Central vai manter os juros básicos até o fim do ano no atual patamar de 6,5%. A Selic média esperada pela entidade em 2016 se manteve em 6,50%.

Em relação às contas públicas, porém, a expectativa da entidade é de uma melhora no déficit primário de 2018, cuja previsão passou de 2% do PIB para 1,65% do PIB. A expectativa para o déficit nominal, porém, teve leve piora, indo de 7,5% do PIB para 7,6% do PIB. Também cresceu a projeção para a dívida bruta do setor público, de 76,3% para 77,1%.

A CNI espera ainda que o dólar esteja em R$ 3,80 em dezembro, mesma previsão do trimestre anterior. Para o câmbio médio do ano a previsão passou de R$ 3,63 para R$ 3,70.

No caso da balança comercial, a entidade reduziu em US$ 14 bilhões a estimativa para o saldo em 2018, de US$ 62,0 bilhões para US$ 48,0 bilhões. O valor será resultado de US$ 228 bilhões em exportações e de US$ 150 bilhões em importações. Por fim, o documento manteve sua perspectiva para a conta corrente, um déficit de US$ 20,0 bilhões.

Da Agência Estado

quinta-feira, 20 de setembro de 2018

FGV: economia brasileira recuou 0,5% no trimestre encerrado em julho

Foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil
O Produto Interno Bruto (PIB), que é a soma de todos os bens e serviços produzidos no país, caiu 0,5% no trimestre encerrado em julho, na comparação com o trimestre encerrado em abril. O dado é do Monitor do PIB, divulgado hoje (19) pela Fundação Getulio Vargas (FGV).

Na comparação com o trimestre encerrado em julho de 2017, no entanto, houve um crescimento de 0,5%. Considerando-se apenas o mês de julho, houve altas de 0,4% na comparação com junho deste ano e de 2,2% em relação a junho do ano passado. Em 12 meses, o PIB acumula alta de 1,5%, de acordo com a pesquisa da FGV.

A queda de 0,5% na comparação com o trimestre encerrado em abril foi puxada pela indústria (-1,9%) e pelos serviços (-0,4%). A agropecuária foi o único dos grandes setores produtivos com alta (2,8%).

Na indústria, a queda foi influenciada por recuos de 2,8% na indústria da transformação, 1,3% na construção e 0,8% na extrativa mineral. O segmento de eletricidade cresceu 0,6%.

Nos serviços, houve quedas de 1,2% no comércio, 3,6% nos transportes, 0,7% em outros serviços e 0,1% em administração pública. Por outro lado, cresceram os segmentos de informação (0,8%), intermediação financeira (0,5%) e imobiliário (1,2%).

Sob a ótica da demanda, a queda do trimestre encerrado em abril para o trimestre encerrado em julho foi puxada pela formação bruta do capital fixo (os investimentos), que caiu 1,5%. O consumo das famílias manteve-se estável e o consumo do governo cresceu 0,6%. As exportações caíram 5,2%, enquanto as importações tiveram queda de 4,3%.

O cálculo oficial do PIB é feito pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Da Agência Brasil

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