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sábado, 6 de junho de 2020

Produção de veículos cai 90,8% em maio e montadoras reveem projeções

Sistema de informações dos veículos no computadorFoto: Ed Machado/Folha de Pernambuco
Com 62 mil veículos emplacados, é o pior maio desde 1992, com queda de 74,7% em relação ao mesmo período de 2019

O mês de maio termina com 43.080 veículos produzidos, uma alta ilusória de 2.232% em relação a abril. O mês passado foi o pior já registrado na história moderna da indústria automotiva nacional.

A comparação com maio de 2019, dado que reflete a realidade do mercado, indica uma queda de 90,8% na fabricação de carros de passeio, veículos comerciais leves, ônibus e caminhões. Os números foram divulgados nesta sexta-feira (5) pela Anfavea, entidade que representa as montadoras instaladas no Brasil.

Algumas fábricas voltaram a produzir em diferentes datas de maio, enquanto outras retornam ao longo de junho. O ritmo está mais lento, em um turno, e as empresas se adequam aos novos protocolos de segurança sanitária. Com 62 mil veículos emplacados, é o pior maio desde 1992, com queda de 74,7% em relação ao mesmo período de 2019. Nem todos os Detrans estão funcionando plenamente, o que deve ocorrer ao longo de junho. Por isso se espera uma alta expressiva neste mês, embora ainda muito distante do registrado em janeiro e fevereiro.

No acumulado do ano, há queda de 37,7% nos emplacamentos. São 400 mil unidades a menos que o registrado nos primeiros cinco meses de 2019. Em projeções atualizadas, a Anfavea considera que os licenciamentos devem cair 40% em 2020 em relação a 2019. O PIB, de acordo com a entidade, deve recuar entre 7% e 7,5% no ano.

Os cálculos apresentados pela entidade em janeiro indicavam alta de 9,4% nas vendas com um PIB que cresceria 2,5%. Os estoques ainda são suficientes para 97 dias de vendas. Há 200 mil carros parados nos pátios das montadoras e nas concessionárias. Foram exportados 3.900 veículos, uma queda de 91% em relação ao mesmo período de 2019. É o pior resultado para o mês desde 1972 e o pior acumulado dos últimos 18 anos.

O nível de empregos se mantém estável, com 125 mil funcionários empregados nas montadoras. Cerca de dois terços dos funcionários seguem afastados dos postos de trabalho, seja em férias coletivas ou abrangidos por programas de proteção ao emprego.

A maior preocupação recai sobre a rede de fornecedores, que vai ganhar relevância com a mudança no modelo de produção forçado pela pandemia do novo coronavírus. As empresas precisarão voltar a investir na produção de componentes locais, mudando o mapa de fluxo de peças que até então era a tônica dos investimentos no século 21.

Por: Folhapress

quinta-feira, 14 de novembro de 2019

Vendas de caminhões disparam e confirmam aquecimento econômico do setor

Mercedes-Benz/Divulgação
Uma das atividades que mais sentiram os efeitos da crise econômica nos últimos anos, o setor de caminhões vive agora uma situação antagônica – e simboliza o reaquecimento do ritmo industrial e das perspectivas mais positivas para o país nos próximos anos.

No acumulado de 2019 até outubro, as entregas alcançaram 83,6 mil unidades, alta de 37,9% em comparação ao contabilizado no ano anterior, quando houve 60,7 mil emplacamentos, segundo a Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea).

De acordo com a entidade, há uma clara trajetória de recuperação do mercado. “O setor de caminhões mostra crescimento robusto, que cria boas expectativas para o futuro”, diz Marco Antonio Saltini, vice-presidente da Anfavea para o segmento de pesados. “O desempenho até aqui confirma nossa projeção para 2019, de uma evolução de 35%, e indica claramente a mudança de patamar ocorrida nos últimos dois anos, em um ambiente de negócios que está melhorando pouco a pouco.”

Segundo Saltini, a melhora geral é resultado das recentes mudanças na economia, impulsionadas principalmente pelas reformas que estão sendo apresentadas pelo governo. “O que a gente percebe é um movimento muito grande no setor de caminhões e veículos comerciais, de modo geral. Os clientes estão procurando negócios, e isso mostra uma mudança de patamar, com vendas que estão muito acima dos resultados do ano passado”, afirma Saltini. “Há uma retomada ainda lenta da economia, mas o mais importante é a expectativa de que o próximo ano ainda possa ser melhor, continuar crescendo em níveis sustentáveis e que permitam avanços”, observa o executivo da Anfavea.

O mercado deve fechar o ano com 102 mil caminhões vendidos. O último registro acima de 100 mil pesados ocorreu em 2014, com 137 mil emplacamentos. A previsão inicial dos revendedores era de 88 mil unidades licenciadas, o que corresponderia a uma alta de 15%. Já no mês passado, as vendas fecharam com pouco mais de 9,4 mil unidades, volume 19,3% superior ao anotado no mesmo mês de 2018, quando os licenciamentos somaram 7,9 mil caminhões.

O bom desempenho no mercado interno ajudou a amortecer os impactos da crise na Argentina, o maior comprador de veículos do Brasil. As exportações brasileiras para lá continuam preocupando as montadoras. Pelos cálculos da Anfavea, apesar de o embarque de 1,5 mil caminhões em outubro ter gerado alta de 52% em relação ao volume de setembro, os resultados nas comparações anuais seguem muito ruins, com quedas de 13,4% sobre outubro de 2018 (1,7 mil unidades) e de 48,9% no acumulado do ano, de 22,1 mil veículos embarcados no ano passado. Continue lendo, clique AQUI!

quarta-feira, 7 de novembro de 2018

Indústria automobilística tem melhor outubro em vendas em quatro anos

Foto: Marcelo Camargo/ Agência Brasil
As vendas de veículos novos ao mercado interno aumentaram 25,6 %, em outubro, sobre o mesmo mês do ano passado, e superaram em 19,4% a comercialização de setembro último, acumulando no ano alta de 15,3% com um total 2,1 milhões de unidades. Esse foi o melhor resultado para um mês de outubro desde 2014 e o melhor desempenho mensal desde dezembro daquele mesmo ano.

Tomando por base o desempenho, até o momento, o presidente da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), Antonio Megale, acredita que o setor vai superar a previsão de crescimento de 13,7% no fechamento do ano. Para 2019, ele prevê bons negócios, com a possibilidade de uma elevação na casa de dois dígitos. Os números dessa projeção, no entanto, só serão divulgados no começo do próximo ano.

Exportações

Já as exportações, prejudicadas, principalmente, pela crise econômica da Argentina, recuaram em número de unidades na ordem de 1,8% em outubro sobre o mês anterior; -37,3%, na comparação com igual mês do ano passado; e foram 10,9% inferior nos dez primeiros meses do ano em relação ao mesmo de 2017. Em valores, houve queda de 2,3% no acumulado do ano, com um total de US$ 12,8 bilhões.

De acordo com o presidente da Anfavea, as montadoras têm buscado compensar a desaceleração de demanda do país vizinho do Mercosul por meio de acordos bilaterais com o Chile e a Colômbia. Ele, no entanto, disse que isso não é suficiente para substituir a parceria com Argentina. A expectativa dele é que, ao assumir a condução do Brasil, a equipe econômica do presidente eleito, Jair Bolsonaro, enxergue a importância de se manter os acordos que foram feitos com a Argentina. 

Megale comentou que, abrir novos mercados, é muito importante para a evolução positiva da indústria automobilística, mas que não se deve desprezar a relevância do país vizinho. "Tenho a convicção de que essa importância será valorizada no próximo governo".

Novo governo

O dirigente também manifestou otimismo quanto às relações do setor com o novo governo e que, na primeira oportunidade, a indústria pretende explicar à nova equipe o programa Rota 2030, que prevê investimentos altos em pesquisa e desenvolvimento para que o Brasil fique em pé de igualdade na competição global.

O executivo também defendeu a manutenção do programa do biocombustível, destacando que o país é um dos poucos com capacidade instalada e conhecimento científico no programa do etanol, o "maior em termos de energia renovável e com grande contribuição na política de se reduzir os gases de efeito estufa".

Produção

Como reflexo do aquecimento interno, a produção de veículos cresceu 17,8% com um total de 263.262 unidades. Esse volume foi 5,2% superior a outubro do ano passado e, no acumulado de janeiro a outubro, aumentou 9,9%. Apesar disso, houve uma pequena queda de 0,8% no saldo entre demissões e novas contratações entre setembro e outubro.

Na visão de Megale, "foi apenas um ajuste pontual", pois o setor está otimista quanto à retomada do crescimento e da necessidade de contratar mais mão de obra. Ele observou que, no acumulado do ano, foram criados 2,4% mais postos de trabalho, elevando a base de trabalhadores da indústria automobilística para 131.374 pessoas. 

Da Agência Brasil

segunda-feira, 4 de julho de 2016

Venda de carros registra pior semestre em 10 anos

Imagem: Divulgação/Reprodução-Internet
As vendas de veículos novos no Brasil no primeiro semestre somaram 983,5 mil unidades, desempenho 25,4% inferior ao de igual intervalo de 2015. É o pior resultado para o período em dez anos. Em junho, as vendas também foram as mais baixas para o mês desde 2006, com um total de 171,8 mil automóveis, comerciais leves, caminhões e ônibus, segundo dados do mercado com base nos licenciamentos do Denatran.

Em relação a maio, os negócios cresceram 2,57%, mas a indústria credita a melhora ao fato de junho ter um dia útil a mais. No comparativo da média diária, houve recuo de 2% nas vendas.

O segmento de caminhões é o que segue com maior recuo, de 33% em junho ante o mesmo mês do ano passado. Em relação a maio, houve melhora de 3%.

O que tem gerado esperança entre as fabricantes de que há sinais de melhora no mercado total é a redução, mês a mês, do acumulado da queda anual de vendas. Em janeiro estava em 38,8%, foi a 31 3% no bimestre e a 28,6% no trimestre. Nos primeiros quatro meses baixou para 27,9%, na sequência para 26,6% e agora está em 25,4%.

A previsão da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) é encerrar o ano com vendas de 2 milhões de veículos, o que representará queda de 19% na comparação com 2015.

Enquanto não há recuperação efetiva do mercado, as montadoras seguem adotando medidas de corte de produção, com redução de jornada, férias coletivas, suspensão de contratos (lay-off) e abertura de programas de demissão voluntária (PDV). Em 12 meses encerrados em maio, as montadoras fecharam 10,2 mil postos de trabalho.

Liderança
A General Motors encerrou o semestre como líder de vendas de carros e comerciais leves, com 16,5% de participação, seguida pela Fiat (15,1%) e Volkswagen (3,3%). Hyundai e Toyota ocupam a quinta e sexta posição, respectivamente com 10,1% e 9% de participação.

Os carros mais vendidos em junho foram Chevrolet Onix (11,5 mil unidades), Hyundai HB20 (9,5 mil), Renault Sandero (6 mil), Ford Ka (5,8 mil) e Chevrolet Prisma (5,5 mil).

No acumulado do ano, a liderança também é do Onix (68,5 mil unidades), seguido por HB20 (55,9 mil), Ka (34,5 mil), Corolla e Gol (31,8 mil).

Na quarta-feira, a Anfavea divulgará dados de produção, exportações e empregos. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

terça-feira, 16 de fevereiro de 2016

Finanças | Quanto custariam os carros mais populares do país sem impostos?

O Chevrolet Onix, carro mais vendido no Brasil, deixaria de
custar R$ 33.739,00 para ser vendido por R$ 16.094. Imagem:
Divulgação/Reprodução
Você sabe quanto paga de impostos hora na comprar automóveis no Brasil? Segundo dados da Anfavea (Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores), os impostos sobre veículos podem chegar a representar 54,8% do preço final. O percentual inclui as taxas de IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados), ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) e PIS/Cofins, e outros tributos embutidos na cadeia produtiva, e pode variar de acordo com o motor e tipo de combustível do automóvel.

Em carros de motor 1.0 movidos a gasolina, a taxa é de 48,2%. Já carros de motor 1.0 a 2.0 do tipo flex, o imposto é de 52,3%. E nos carros 2.0, o percentual é de 54,8%. Abaixo, preparamos uma lista com os 10 carros mais populares do Brasil, segundo dados da Fenabrave (Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores), e calculamos quanto custaria cada um sem impostos.

Os preços foram calculados de acordo com a tabela da Fipe (Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas), considerando o modelo de entrada dos automóveis, mas os valores podem variar de acordo com concessionárias e características dos veículos (como ar condicionado ou travas elétricas). Confira:

1. Chevrolet Onix - o mais vendido do país sairia de R$ 33.739,00 para R$ 16.094. 

2. Fiat Palio - o veículo de R$ 24.623,00 passaria para R$ 11.746.

3. Hyundai HB20 - de R$ 36.614,00 para R$ 17.465.

4. Fiat Strada - sem impostos, o fiat sairia de R$ 45.556,00 para R$ 21.731.

5. Ford Ka - o carro teria seu preço de R$ 39.170,00 reduzido para R$ 18.685.

6. Volkswagen Gol - de R$ 46.541,00 para R$ 22.201.

7. Fiat Uno - o uno deixaria de custar R$ 31.467,00 para ser vendido a R$ 15.010.

8. Volkswagen Fox - o Fox de R$ 39.936,00 custaria R$ 19.050.

9. Renault Sandero - de R$ 33.175,00 para R$ 17.185.

10. Chevrolet Prisma - o carro sairia de R$ 39.686,00 para R$ 18.931.

Do Administradores.Com

sexta-feira, 2 de janeiro de 2015

Imposto | Preço do carro pode subir 4,5% com novo IPI

A partir desta quinta-feira, 1, as montadoras vão voltar a pagar a alíquota cheia do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para automóveis, que ficou reduzida de maio de 2012 até o último dia de 2014. Com isso, o governo espera arrecadar até R$ 5 bilhões mais com o imposto em 2015 na comparação com o ano passado.
Imposto | Preço do carro pode subir 4,5% com novo IPI. Foto:Ty Wright/Bloomberg 
A indústria deve repassar o aumento do imposto para os preços, mas oficialmente a Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) afirma que a decisão é individual - cada empresa vai definir quando e quanto do aumento do IPI repassará aos preços finais dos veículos.

A alíquota dos modelos 1.0, atualmente em 3%, sobe a partir de hoje para 7%. Para aqueles com motor entre 1.0 e 2.0, passa de 9% para 11% nos automóveis flex.

Nessa faixa de maior potência, o imposto subirá de 10% para 13% para veículos movidos somente a gasolina.

Essa foi uma das últimas decisões tomadas pelo ministro da Fazenda, Guido Mantega, que se despede do cargo após 8 anos e 9 meses no comando da economia.

Mantega manteve reuniões com a Anfavea entre outubro e novembro para negociar a recomposição do IPI a partir de janeiro. O ministro afirmou nos encontros, segundo relatos de empresários, que "um aumento do imposto era inexorável, viria com ou sem ele".

O objetivo de Mantega era preparar o setor para a elevação, de forma a estimular as montadoras a realizarem promoções no mês de dezembro.

As empresas entenderam o recado e praticamente todas as companhias lançaram campanhas publicitárias anunciando o fim do benefício para aumentar as vendas no último mês do ano.

Apesar disso, ainda existia uma certa esperança entre as montadoras de que o aumento pudesse ser escalonado, como ocorreu em outras ocasiões.

Mas nesta quarta-feira, 31, contudo, em conversas por telefone com membros da equipe econômica foi confirmada a volta integral do imposto.

Repasse

Segundo a Anfavea, o repasse integral do imposto resultaria em aumento de 4,5% nos automóveis 1.0.

De acordo com fontes do governo, os empresários afirmaram em reuniões técnicas que os preços baixos podem ser sustentados ainda ao longo de janeiro, de forma a desovar estoques acumulados.

Os aumentos de preços devem começar somente entre o fim do mês e início de fevereiro.

A nova equipe econômica, encabeçada por Joaquim Levy na Fazenda e Nelson Barbosa no Ministério do Planejamento, é totalmente favorável à elevação do IPI para a indústria automobilística.

O imposto continuará baixo, no entanto, para os fabricantes de eletrodomésticos da linha branca e para os materiais de construção. 

Com informações de João Villaverde, do Estadão Conteúdo

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