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terça-feira, 14 de julho de 2020

Caminhões terão que se cadastrar para acessar o Porto de Suape

Expectativa é reduzir tempo de espera dos caminhoneiros.
(Foto: Peu Ricardo/Arquivo DP)
Os pátios de triagem de caminhões começam a funcionar na próxima segunda-feira (dia 20) no entorno do Porto de Suape. O objetivo é atender as normas internacionais de segurança, disciplinar o fluxo de veículos e oferecer aos caminhoneiros uma redução no tempo de espera para início das operações de embarque e desembarque de cargas. A portaria com as normas de disciplinamento do acesso foi publicada nesta segunda-feira pela administração do Complexo Industrial e Portuário de Suape.

Apenas os caminhões que forem cadastrados nos pátios de triagem com agendamento prévio do horário de realização das operações de movimentação de cargas poderão ter acesso ao porto. A expectativa é, além de melhorar os procedimentos de segurança e reduzir o tempo de espera dos caminhoneiros, de promover uma melhor distribuição do tráfego no ambiente viário do porto. As regras também vão contribuir para desobstruir os acostamentos das rodovias de acesso ao porto.

Hoje, os cerca de dois mil caminhoneiros que circulam em Suape todos os dias aguardam até 12 horas às margens da rodovia para entrar na área portuária. O serviço de triagem prévia também irá garantir maior segurança às cargas e redução do custo operacional para transportadores e armadores.

Suape terá três pátios de triagem e o Sulog será um dos primeiros a entrar em operação. Ele conta com área de 120 mil metros quadrados e estrutura com capacidade para receber mais de 500 caminhões. "Vamos oferecer recursos de última geração que permitem o agendamento do acesso ao pátio via celular, além de facilidades como restaurante, banheiros, borracheiro e sala de convivência", afirma Manoel Ferreira, um dos sócios da empresa. Já no prédio administrativo, com área construída de 2,4 mil metros quadrados, serão disponibilizadas salas comerciais para escritórios de empresas que atuam no dia a dia das operações portuárias. O pátio contou com investimento de R$ 30 milhões na construção e geração de 70 empregos diretos.

Do Diario de PE

quinta-feira, 14 de novembro de 2019

Vendas de caminhões disparam e confirmam aquecimento econômico do setor

Mercedes-Benz/Divulgação
Uma das atividades que mais sentiram os efeitos da crise econômica nos últimos anos, o setor de caminhões vive agora uma situação antagônica – e simboliza o reaquecimento do ritmo industrial e das perspectivas mais positivas para o país nos próximos anos.

No acumulado de 2019 até outubro, as entregas alcançaram 83,6 mil unidades, alta de 37,9% em comparação ao contabilizado no ano anterior, quando houve 60,7 mil emplacamentos, segundo a Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea).

De acordo com a entidade, há uma clara trajetória de recuperação do mercado. “O setor de caminhões mostra crescimento robusto, que cria boas expectativas para o futuro”, diz Marco Antonio Saltini, vice-presidente da Anfavea para o segmento de pesados. “O desempenho até aqui confirma nossa projeção para 2019, de uma evolução de 35%, e indica claramente a mudança de patamar ocorrida nos últimos dois anos, em um ambiente de negócios que está melhorando pouco a pouco.”

Segundo Saltini, a melhora geral é resultado das recentes mudanças na economia, impulsionadas principalmente pelas reformas que estão sendo apresentadas pelo governo. “O que a gente percebe é um movimento muito grande no setor de caminhões e veículos comerciais, de modo geral. Os clientes estão procurando negócios, e isso mostra uma mudança de patamar, com vendas que estão muito acima dos resultados do ano passado”, afirma Saltini. “Há uma retomada ainda lenta da economia, mas o mais importante é a expectativa de que o próximo ano ainda possa ser melhor, continuar crescendo em níveis sustentáveis e que permitam avanços”, observa o executivo da Anfavea.

O mercado deve fechar o ano com 102 mil caminhões vendidos. O último registro acima de 100 mil pesados ocorreu em 2014, com 137 mil emplacamentos. A previsão inicial dos revendedores era de 88 mil unidades licenciadas, o que corresponderia a uma alta de 15%. Já no mês passado, as vendas fecharam com pouco mais de 9,4 mil unidades, volume 19,3% superior ao anotado no mesmo mês de 2018, quando os licenciamentos somaram 7,9 mil caminhões.

O bom desempenho no mercado interno ajudou a amortecer os impactos da crise na Argentina, o maior comprador de veículos do Brasil. As exportações brasileiras para lá continuam preocupando as montadoras. Pelos cálculos da Anfavea, apesar de o embarque de 1,5 mil caminhões em outubro ter gerado alta de 52% em relação ao volume de setembro, os resultados nas comparações anuais seguem muito ruins, com quedas de 13,4% sobre outubro de 2018 (1,7 mil unidades) e de 48,9% no acumulado do ano, de 22,1 mil veículos embarcados no ano passado. Continue lendo, clique AQUI!

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