© 2014 - Todos os Direitos Reservados ao Blog Negócios e Informes. Tecnologia do Blogger.

Mostrando postagens com marcador Porto de Suape. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Porto de Suape. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 17 de julho de 2020

Porto de Suape bate recorde histórico no primeiro semestre

Foto: Rafael Medeiros/divulgação
O primeiro semestre no Porto de Suape registrou crescimento de 17% em relação aos meses de janeiro a junho de 2019, acumulando 12.361.846 de toneladas, número recorde para a movimentação do período. Trata-se do melhor ano em volume de cargas. O resultado também é 8,8% maior do que no primeiro semestre de 2018 que somou 11.362.251 toneladas e, até então, sustentava o recorde. A boa performance fez Suape pular da sexta posição entre os portos públicos para o quarto lugar. A expectativa é encerrar 2020 com crescimento percentual de dois dígitos.

A crescente movimentação de granéis líquidos é a grande responsável pela alta. Destaque para as operações de óleo bunker (combustível marítimo) produzido na Refinaria Abreu e Lima, com 94% de aumento nas exportações, principalmente, para Singapura. O total embarcado somou 1.428.172 toneladas. Outro produto que teve um crescimento significativo foi o GLP (o gás de cozinha), com alta de 18% nos embarques e 29% nos desembarques, somando 1.221.208 toneladas. Mais de 75% de toda a carga que passa pelo porto é de granéis líquidos e no primeiro semestre o total movimentado foi de 9.313.158 toneladas, representando um incremento de 22,2%. Suape é o maior hub nacional neste grupo de carga.

Segunda carga mais movimentada no porto, os contêineres registraram crescimento de 2,4% em TEUs (unidade equivalente a um contêiner de 20 pés), com 230.504 TEUs, e 0,5% em volume, somando 2.574.496 toneladas, no período. Suape é a instalação portuária com maior movimentação de carga conteinerizada na região Nordeste.

“Os números são excelentes para um período tão atípico quanto o que estamos vivendo. Em plena pandemia, alcançar o melhor resultado da história do Porto de Suape é algo digno de comemoração, pois a retomada econômica de Pernambuco começa por Suape. Nosso agradecimento a toda a comunidade portuária”, celebra o presidente do porto, Leonardo Cerquinho.

Os granéis sólidos terminaram o semestre com 16,4% de aumento e 276.035 toneladas. Grande parte da movimentação foi de trigo, com total de 217.187 toneladas e aumento de 48% em relação ao mesmo período do ano passado. Os embarques de coque também ajudaram nesse resultado com 31.348 toneladas, produzidas na Refinaria Abreu e Lima (Rnest) e exportadas para os Estados Unidos. No ano passado, só houve uma operação piloto do produto.

A carga geral solta também teve um bom crescimento no primeiro semestre, alcançando 16,4% de aumento e o total de 198.816 toneladas em relação a igual período do ano passado. Destaque para a movimentação de açúcar em saco que teve um grande crescimento percentual de 79% e somou 67.536 toneladas. Neste grupo também estão os veículos, pás e torres eólicas, bobinas e chapas de aço, entre outras mercadorias.

Na navegação por cabotagem, Suape mantém a liderança entre portos públicos e concluiu o semestre com 7.965.066 toneladas e um incremento de 13% em relação aos seis primeiros meses de 2019. A exportação teve um crescimento percentual ainda maior, chegando a 80% e um total de 1.856.372 toneladas. As cargas importadas somaram 2.541.541 toneladas e um aumento de 2%.

“Sem dúvida, a nossa movimentação seria ainda maior sem essa crise mundial. Nossas trocas comerciais internacionais continuam intensas, apesar dos impactos. Seguimos firmes, mantendo todas as medidas de prevenção à Covid-19, para continuarmos avançando”, salienta o diretor de Gestão Portuária, Paulo Coimbra.

Do Diario de PE

terça-feira, 14 de julho de 2020

Caminhões terão que se cadastrar para acessar o Porto de Suape

Expectativa é reduzir tempo de espera dos caminhoneiros.
(Foto: Peu Ricardo/Arquivo DP)
Os pátios de triagem de caminhões começam a funcionar na próxima segunda-feira (dia 20) no entorno do Porto de Suape. O objetivo é atender as normas internacionais de segurança, disciplinar o fluxo de veículos e oferecer aos caminhoneiros uma redução no tempo de espera para início das operações de embarque e desembarque de cargas. A portaria com as normas de disciplinamento do acesso foi publicada nesta segunda-feira pela administração do Complexo Industrial e Portuário de Suape.

Apenas os caminhões que forem cadastrados nos pátios de triagem com agendamento prévio do horário de realização das operações de movimentação de cargas poderão ter acesso ao porto. A expectativa é, além de melhorar os procedimentos de segurança e reduzir o tempo de espera dos caminhoneiros, de promover uma melhor distribuição do tráfego no ambiente viário do porto. As regras também vão contribuir para desobstruir os acostamentos das rodovias de acesso ao porto.

Hoje, os cerca de dois mil caminhoneiros que circulam em Suape todos os dias aguardam até 12 horas às margens da rodovia para entrar na área portuária. O serviço de triagem prévia também irá garantir maior segurança às cargas e redução do custo operacional para transportadores e armadores.

Suape terá três pátios de triagem e o Sulog será um dos primeiros a entrar em operação. Ele conta com área de 120 mil metros quadrados e estrutura com capacidade para receber mais de 500 caminhões. "Vamos oferecer recursos de última geração que permitem o agendamento do acesso ao pátio via celular, além de facilidades como restaurante, banheiros, borracheiro e sala de convivência", afirma Manoel Ferreira, um dos sócios da empresa. Já no prédio administrativo, com área construída de 2,4 mil metros quadrados, serão disponibilizadas salas comerciais para escritórios de empresas que atuam no dia a dia das operações portuárias. O pátio contou com investimento de R$ 30 milhões na construção e geração de 70 empregos diretos.

Do Diario de PE

sábado, 18 de abril de 2020

Pernambuco | Logística sente impactos do Coronavírus

Foto: Rafael Medeiros/ Porto de Suape
Em Pernambuco, Suape e o Cone já mostram os efeitos da pandemia. Enquanto alguns setores têm queda, em outros a movimentação cresce

A crise provocada pela pandemia da Covid-19 está dividindo o setor de logística. Parte das empresas conseguem ainda atuar de forma normal, mas respeitando os cuidados, enquanto outro lado teme pelos meses que estão por vir por conta das dificuldades de operar e pela queda em outros setores da economia.

Em Pernambuco, equipamentos como o Complexo Portuário de Suape e o Condomínio de Negócios Multimodal (Cone) já sentem impactos diretos em suas operações logística, com aumento e redução em alguns pontos, e já se adaptando para uma nova atuação.

Em Suape, os três primeiros meses do ano foram positivos, com uma movimentação 41% maior em comparação com os mesmos meses do ano passado, totalizando 6.675.954 toneladas. Mas, o diretor de Gestão Portuária do Porto, Paulo Coimbra, destaca que o entusiasmo para 2020 diminui porque para manter o desempenho, seria necessário um bom posicionamento do mercado para atuar. “Suape apresentou o seu melhor primeiro trimestre, uma coisa que víamos com um entusiasmo grande e é claro que não vai manter dessa forma, é algo que depende de aspectos mercadológicos, logística internacional e vamos enfrentar dificuldades em encontrar contêiner, por exemplo. Quando a pandemia se instalou, tivemos uma queda em alguns setores, que ainda não refletiram em números, e algumas decisões de empresas que ainda não é marcante, mas serão”, disse.

Já as cargas de contêiner no Porto, que são mais sensíveis na dinâmica econômica, registraram uma alta de 14% no peso, com 1.420.104 toneladas. O aumento correspondeu a 10% em TEUs (o que equivale a uma unidade com 20 pés), com 121.480 TEUs movimentados em Suape, o que demonstra ainda que Suape conseguiu desempenhar bons números antes da crise se instalar.

Paulo aponta que no Porto a operação segue normalizada, mas cuidados no acesso estão sendo tomados para evitar a contaminação. Um fator que segundo ele pode impactar forte no setor será a paralisação da produção das montadoras de veículos e a diminuição de produção da Petrobras. “Nós tivemos em março um número bom de movimentação de veículos, mas já despencou, tínhamos nos pátios estoque bom, mas as montadoras pararam e vai provocar uma queda. Por outro lado, a Petrobras anunciou de que vão reduzir 9 milhões de barris, é um número significativo. Suape é um porto movimentador de graneis líquidos, isso vai sofrer uma queda seguramente, isso representa 90 dias de operação de uma RNEST”, destacou.

Já no Cone Multimodal a logística ainda funciona em partes. Enquanto parte da operação se mantém de forma ativa e com movimentação até mesmo maior em comparação com período normal e atividades que por conta das medidas protetivas, tiveram a sua atuação também paralisada.

O diretor de negócios Fernando Perez, destaca que atualmente a situação é de uma normalidade, mas sempre respeitando o que é recomendado como medida de segurança para evitar a proliferação do vírus. “Temos clientes que foram impactados por conta das lojas que foram todas fechadas, e consequentemente os centros de distribuição. Outro impacto são os fornecedores de autopeças da Jeep, as operações pararam. Em contrapartida temos outras operações rodando bem mais que em período normal, e com dificuldades maiores, como empresas voltadas a alimentos, higiene, limpeza, bens de consumo, que aumentaram em 60% a movimentação. Na última semana houve uma flexibilização e estamos conseguindo uma operação não normal, porque precisamos de todos os cuidados possíveis, motoristas de outras regiões, fazemos controle na entrada”, explicou.

Perez, aponta que essa crise pode apresentar ao setor uma nova forma de atuação e a valorização do dellivery por parte do consumidor. “Acho que todo momento de crise, sempre traz oportunidades, ganhos de produtividade, de aumento de algum tipo de tecnologia. A interferência na logística é direta, não temos dúvidas que alguns conceitos de operação devem mudar, pontos de concentração, hubs, porque não pode deixar muitas regiões na dependência de um ponto. Isso deve mudar, procedimentos de manuseio de mercadorias, de forma a não proliferar bactérias, fungos, vírus. Para o consumidor final o dellivery chegou pra valer, mesmo quem tinha uma resistência, aprendeu a usar”, contou.

Como uma forma de solução para o problema que pode surgir no setor de logística, o diretor de Suape, Paulo Coimbra, ressalta que uma alternativa seria unificar os modais por região para que nenhum meio se prejudique. “A manutenção do meio rodoviário é fundamental para manter um abastecimento tranquilo. Posso não ter marítima, porque movimenta volumes grandes em uma unidade só, mas temos o rodoviário como uma alternativa. Observamos uma redução no meio marítimo e cabotagem em Suape, mas uma alternativa é colocar o marítimo para funcionar e transportar pra cá, onde aqui a gente possa fazer a distribuição, olhar os modais combinados”, apontou.

Da Folha de PE

terça-feira, 10 de março de 2020

Operadora logística aporta em Suape com investimento de 15,5 milhões

Foto: Pixabay
A carioca Ziranlog, do grupo Ziran, escolheu o Complexo Industrial Portuário de Suape para abrir a sua sexta filial no Brasil. Com investimento de R$ 15,5 milhões, a operadora logística vai ocupar uma área de 5,6676 hectares localizada na Zona Industrial e a nova unidade vai gerar 95 empregos diretos e 120 indiretos. A Ziranlog, que armazena e transporta contêneires, vai atender diretamente importadores e exportadores do Porto de Suape, , reforçando os prestadores de serviço no núcleo de apoio logístico do Complexo.

A unidade de Suape da Ziranlog tem capacidade para armazenar até 15 mil TEUs, unidade equivalente a 20 pés, na área total de de 56.676 metros quadrados, sendo 54 mil metros quadrados de pátio e 2 mil metros quadrados de instalações físicas (escritórios). O pátio de contêiner também possui tomadas para contêiner reefe, que é usado no transporte de mercadorias sensíveis à temperatura. Essa é a sexta filial da empresa, que é original do Rio de Janeiro e conta com filiais em Guarulhos, Betim, Itaguaí, Vila Velha e Salvador.

Para Luiz Alberto Barros, Diretor de Desenvolvimento de Negócios, a chegada da Ziranlog deixa a cadeia logística de Suape mais robusta. "A chegada da Ziranlog no Complexo de Suape fortalece o segmento de transportadoras de contêineres e armazenamento, integrando a cadeia logística de Pernambuco", afirma. Já Admar Pereira, CEO da Ziranlog, acredita no potencial da empresa e do complexo para fomentar os negócios. "Queremos, além de entregar o melhor para os nossos clientes, participar desse cenário em Pernambuco que só faz evoluir, contribuindo também para que o Porto de Suape cresça cada vez mais. As expectativas são as melhores para esse início de parceria", destaca.

Do Diario de PE

sábado, 22 de junho de 2019

Porto de Suape faz acordo com Panamá

SuapeFoto: Rafael Medeiros/divulgação
Aliança tem como foco viabilizar novas rotas marítimas internacionais

Na busca por atrair maiores oportunidades para o desenvolvimento do Porto de Suape, representantes do Governo do Estado e do ancoradouro pernambucano assinam hoje, na Cidade do Panamá, acordo de cooperação técnica com a Autoridade do Canal do Panamá.

No acordo, que terá validade de dois anos, as partes se comprometem a empreender iniciativas conjuntas como esforços de mercado para a propagação dos benefícios resultantes da expansão do canal e da interconexão que oferece a localização estratégica do Porto de Suape na rota marítima.

Também prevê o intercâmbio de informações no desenvolvimento de estratégias de comercialização; realização de estudos conjuntos sobre áreas de interesses; partilha de informações sobre melhorias e/ou esforços de modernização com objetivo de aumentar a demanda ou evolução dos serviços de transporte; além de poderem compartilhar experiências de sustentabilidade.

“O acordo será muito positivo para o Porto de Suape, pois vai viabilizar novas rotas marítimas internacionais, vislumbrando o nosso segundo terminal de contêineres. Isso se refletirá em aumento na movimentação de cargas e incremento nos negócios do porto”, explicou o presidente do complexo, Leonardo Cerquinho.

Ele lembra que desde que com a expansão do Canal, em 2016, houve uma mudança na navegação pelas rotas internacionais que ligam o Pacífico, o Atlântico e o Golfo do México, alterando a lógica do tráfego marítimo e atingindo os mercados nas Américas Central e do Sul. Nesse contexto, o Porto de Suape tem um enorme potencial para se consolidar como um hub port, não só pela localização como pela infraestrutura que possui, atraindo as cargas de grandes navios da Ásia que passam pelo Canal. 

Segundo o secretário de desenvolvimento de Pernambuco, Bruno Schwambach, a assinatura do termo de cooperação reforça o compromisso do governo na busca por parceiros internacionais “Estamos buscando parceiros internacionais que tenham operações com grandes portos e grandes armadores. O Canal do Panamá é um deles, onde pretendemos fazer uma sinergia muito boa, tendo em vista a conexão que ele faz entre o Pacífico e costa leste da América do Sul. Então, vamos atrás desses parceiros para o Porto de Suape e para Pernambuco, mostrando todo o nosso potencial”, comentou o secretário.

Parceria Pública-Privada
Os gestores pernambucanos vão participar de segunda a sexta, também no Panamá, da Semana de Sustentabilidade do Banco Interamericano de Desenvolvimento. Lá, se encontrarão com executivos responsáveis por Parcerias Público-Privadas (PPPs) para discutir oportunidades e a participação do BID em projetos estratégicos para Pernambuco.

Da Folha de PE

domingo, 2 de junho de 2019

Suape busca modernização junto em parceria com startups

Startups e demais empreendedores estiveram no
Suape Match Day
Foto: Rhudá Jardim/Governo de Pernambuco
Após mudança na administração no início do ano, o Porto de Suape quer dar um próximo passo rumo à modernização e automatização de serviços. E nada melhor do que buscar parcerias em Pernambuco. Para isso, a empresa realizou um match day com mais de 20 startups do Porto Digital, buscando soluções para setores do terminal portuário. 

Estiveram presentes também algumas das 100 empresas que hoje estão alocadas em Suape, como a Tecon Suape, Pamesa, Localfrio, Frompet, Concessionária Rota do Atlântico. O Suape Match Day foi a primeira iniciativa articulada pelo novo setor criado pela atual gestão do atracadouro. O Departamento de Inovação analisou contextos, identificando desafios e oportunidades, para propor inovações em todas as áreas de Suape.

“Sabíamos o quanto era importante as startups daqui terem acesso a estas grandes empresas. Por isso, realizamos este evento, que era a maneira mais prática de estabelecer esta conversa”, diz o presidente do Porto de Suape, Leonardo Cerquinho, que está no comando do atracadouro desde janeiro deste ano.

Segundo Cerquinho, as áreas que demandam uma maior intervenção da tecnologia para otimização dos serviços são a atracagem de navios e o mapeamento da área de 13.500 hectares do porto, com destaque para os contêineres. “A gente tem desafios importantes que poderiam ser automatizados, por exemplo. Poderíamos controlar a velocidade de aproximação, evitando a danificação das defensas e aumentando o tempo de vida útil das estruturas de concreto”, diz. “Havendo a solução e o acerto, será realizada a contratação por meio de licitação ou contratação direta também”, completa. 

Realizador da ponte entre o Porto de Suape e o Porto Digital, o gerente do Departamento de Inovação de Suape, Ed Dantas explica: “Faltava um modelo de que precisava desta estruturação mais tecnológica, utilizando os conceitos de Indústria 4.0 e inteligência de dados. A ideia é fazer a partir daqui.” A intenção do departamento é que nos próximos dois meses possam ser realizados mais encontros.

A abertura do evento teve a participação do secretário de Desenvolvimento Econômico Bruno Schwambach, em parceria com a equipe da Softex. “Um evento como esse ajuda a pensar os desafios e oportunidades que a gente tem em Suape. Esperamos que estas empresas também possam fazer parcerias e utilizar o governo como um grande laboratório”, disse Schwambach. 

Da Folha de PE

domingo, 12 de maio de 2019

Porto de Suape lança primeiro serviço expresso de cabotagem no Brasil

Foto: Arquivo/Folha de Pernambuco
Em junho, o Porto de Suape ofertará o primeiro serviço expresso de cabotagem de contêineres no Brasil. O Suape Express (Supex) terá frequência semanal, diminuindo o transit time (tempo de trânsito)de oito para três dias e sem parar em outro porto. Nas rotas atuais, o tempo de conexão entre os dois portos chega a oito dias na subida e quatro dias na descida, dependendo da linha de navegação e da companhia. 

O novo serviço começa a partir do início da operação de uma nova rota direta para o Porto de Santos e será realizado pela Mercosul Line, empresa subsidiária do Grupo CMA CGM, o quarto maior armador de contêineres do mundo e que já opera outras duas rotas de cabotagem em Suape. “O nosso novo serviço de cabotagem SUPEX será implantado em adição às nossas duas linhas marítimas existentes: BRACO e PLATA. Esse serviço shuttle vai favorecer nossos clientes a atingirem novas ambições de otimização da cadeia de suprimentos. Otimizar os fluxos, custos e o tempo deles com uma frequência adicional e um lead time intermodal aprimorado será mais do que nunca nosso principal objetivo”, explica Peter Verheijen, Vice-Presidente de Trade e Sales da Mercosul Line.

O Supex contará com escalas semanais nos dois sentidos (Suape-Santos-Suape), ou seja, o navio vai e volta carregado. No porto pernambucano, a embarcação atracará no Tecon Suape. A Mercosul Line espera oferecer aos clientes uma alternativa ao transporte rodoviário, atingindo grande número de destinos terrestres conectados por vias ferroviárias ou rodoviárias. No Brasil, além de Santos e Suape, a Mercosul Line também opera nos portos de Rio Grande (RS), Paranaguá (PR), Itajaí (SC), Itaguaí (RJ), Salvador (BA), Pecém (CE) e Manaus (AM).

"Estamos felizes em receber esse novo serviço da Mercosul Line. Ele responde à demanda crescente de transporte de carga nacional por via aquaviária.O potencial de crescimento de volume é enorme. Além disso é uma grande oportunidade para Suape reforçar sua posição estratégica, desta vez como distribuidor de cargas nacionalizadas para o Nordeste do Brasil", comemora o presidente e CEO do Tecon Suape, Javier Ramirez.

Do Diario de PE

quarta-feira, 20 de março de 2019

Suape tem aval para navios de maior porte

Foto: Arquivo/Folha de Pernambuco
Marinha autorizou o porto a receber as embarcações com as dimensões disponíveis na América do Sul. A medida viabiliza a licitação do Tecon 2

Uma das demandas mais importantes para conseguir licitar o segundo terminal de contêineres (Tecon 2) do Complexo Industrial Portuário de Suape era viabilizar a entrada de navios de contêineres de maior capacidade no ancoradouro. Ontem, foi anunciado que a Marinha do Brasil autorizou o porto a receber os navios regulares porta contêineres com as maiores dimensões disponíveis na América do Sul, além de embarcações previstas para chegar ao Brasil no início do próximo ano. 

A partir de agora, com o estudo apresentado, Suape precisará resolver algumas questões operacionais, que devem ser concluídas de três a quatro meses. “Passamos pela aprovação mais difícil. Agora, iremos resolver algumas questões mais simples, como a implantação de um sistema de controle de calado dinâmico e realização de treinamentos com os profissionais. Depois estaremos prontos para receber navios maiores”, explicou o presidente do Porto de Suape, Leonardo Cerquinho, ao complementar que o complexo se torna mais competitivo. “Esse é um ponto nevrálgico para o Tecon 2, caso contrário, não conseguiríamos servir como um hub”, destacou Cerquinho.

Suape conseguiu a aptidão depois de estudos recentes realizados pela Universidade de São Paulo (USP). A partir da aprovação, o porto receberá navios classe Sammax, de até 336 metros de comprimento, 48 metros de largura, calado máximo de 14,5 metros e capacidade de 9,7 mil TEUs. 

Já as embarcações que chegarão ao País no início de 2020 é o New Panamax, de 366 metros de comprimento, 52 metros de largura, calado máximo de 15,2 metros e capacidade de 14 mil TEUs. Até então, o porto só estava autorizado a receber embarcações de contêineres de até 305 metros de comprimento e 48 metros de largura, com capacidade de até oito mil TEUs.

As operações do Tecon 2 devem ser iniciadas em três anos. No momento, não há demanda para esses navios maiores no Tecon 1, mas o terminal pode receber as embarcações nestes próximos anos. “Essa viabilidade é uma garantia aos investidores para o novo terminal. Neste momento, não temos ainda a demanda para o Tecon 1, mas o terminal pode receber os navios também”, disse o presidente de Suape. Em 2018, Suape movimentou 454.721 TEUs (medida equivalente a um contêiner de 20 pés), sendo líder em contêineres no Norte/Nordeste.

Neste momento, o Tribunal de Contas da União (TCU) está analisando o documento de licitação do Tecon 2. Após essa etapa, o documento seguirá para análise na Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq). A expectativa da administração de Suape é que em julho seja publicado o edital de licitação e até novembro seja anunciado o vencedor. O equipamento deve receber investimento de R$ 1,2 bilhão e mais que dobrará a capacidade do terminal atual, de 700 mil TEUs, para 1,7 milhão de TEUs.

Da Folha de PE

sábado, 19 de janeiro de 2019

Estado reforça ideia de Suape ser porto de uso privado

Foto: Arquivo/Folha de Pernambuco
Secretário de desenvolvimento econômico, Bruno Schwambach disse que ideia será avaliada e pode ser tocada depois da autonomia

A autonomia dos portos não será o único gatilho de atração de investimentos do Complexo Industrial e Portuário de Suape. Segundo o novo secretário de desenvolvimento econômico de Pernambuco, Bruno Schwambach, esta é apenas a primeira etapa da consolidação do ancoradouro pernambucano no cenário internacional. É que, mesmo depois de formalizada a autonomia, o governo pode dar seguimento ao projeto de transformar Suape em um Terminal de Uso Privado (TUP) fazendo parcerias com a iniciativa privada.

“A autonomia pode acelerar as decisões. Mas nós teremos que percorrer o mesmo caminho de licitações e legislação. Então, é um passo importante, mas ainda insuficiente em relação ao que Suape pode ser. Imagina-se que, percorrendo esse caminho, poderíamos ter um parceiro privado para o porto, transformando-o em um Terminal de Uso Privativo (TUP)”, revelou Schwambach, destacando, porém, que essa possibilidade ainda está sendo avaliada pelo governo. “É uma intenção, um direcionamento que pensamos em trabalhar. Mas tudo vai depender dos nossos estudos”, ponderou. 

Ele adiantou, por sua vez, que, ao invés de só conceder áreas de exploração comercial para empresas, como acontece hoje com as indústrias que se instalam no complexo, o Suape poderia buscar um parceiro privado para os trabalhos portuários. É a formatação adotada por Pecém, no Ceará, onde a operação de embarque e desembarque é feita por empresas privadas credenciadas pela administração portuária. “O estado continuaria tendo uma participação relevante, mas o parceiro privado poderia alavancar as conexões internacionais, seja através de novos investimentos ou de parcerias com portos internacionais que pudessem colocar Suape em uma rota internacional”, justificou o secretário. 

Isso tudo, porém, só será avaliado depois que o Estado efetivar a autonomia dos portos. Afinal, muitos projetos estavam no aguardo dessa medida para serem executados. As licitações do Pátio de Veículos e do segundo Terminal de Contêineres (Tecon 2) de Suape, por exemplo, ainda não foram realizadas, mas podem ganhar celeridade agora, já que a autonomia, anunciada no fim do ano passado, devolve para os portos a responsabilidade da exploração das áreas portuárias. E a missão de destravar esses e outros projetos será do economista Leonardo Cerquinho, que assume nesta sexta-feira (17) a presidência de Suape.

Da Folha de PE

segunda-feira, 3 de dezembro de 2018

Suape terá fábrica de tampas PET

Foto: Ed Machado / Folha de Pernambuco
O Complexo Industrial e Portuário de Suape vai ganhar uma fábrica de tampas plásticas para garrafas PET. A Frompet vai expandir suas atividades, e a ideia é ampliar a produção atual, que já entrega 180 milhões de pré-formas de garrafas plásticas por mês, e ainda erguer uma nova indústria para fazer as tampas dessas garrafas. Por isso, deve gerar um investimento de R$ 60 milhões até 2020. 

CEO da Frompet, Marcelo Guerra explicou que a empresa já opera em Suape produzindo pré-formas - tubos que depois de soprados são transformados em garrafas PET para serem utilizados como embalagens de diversos produtos alimentícios, como água, suco, refrigerante e até óleo de cozinha. Porém, atualmente, precisa trazer as tampas dessas garrafas de Minas Gerais, onde o grupo também tem unidades fabris. “Somos uma empresa do ValGroup, que também tem uma fábrica de tampas injetadas em Minas, chamada Injecap. A ideia, então, é criar a Injecap Nordeste”, explicou Guerra.

Ele calcula que essa nova fábrica deve entrar em operação em 2020, já que as injetoras para a produção das tampas serão importadas da Itália. Mas o projeto já está em andamento. É que a Frompet já adquiriu uma área de seis hectares em Suape para construir o empreendimento e, agora, só precisa das licenças estaduais para dar início às obras.

“Será um grande negócio para o Complexo Industrial e Portuário de Suape, porque, além dos investimentos, vai gerar pelo menos 40 empregos diretos”, avaliou o presidente de Suape, Carlos Vilar, que acaba de assinar o contrato de compra e venda do terreno, de R$ 3,5 milhões, para a Frompet. 

E os investimentos não param por aí. Além da nova fábrica de tampas, a Frompet vai expandir a capacidade de produção da planta industrial que mantém em Suape desde 2015. “A ideia é aumentar a capacidade produtiva das pré-formas com a implantação de novas injetoras”, contou Marcelo Guerra, dizendo que essa nova linha de produção será importada da Itália ou do Canadá e, por isso, deve levar cerca de um ano para começar a operar. 

Enquanto isso, a Frompet segue produzindo cerca de 2,2 bilhões de pré-formas por ano - embalagens que são usadas por mais de 350 clientes de todo o Brasil. E tudo isso é feito com zero de margem de erro, segundo Guerra. É que, antenada com a tendência de automação da indústria 4.0, a Frompet também vem investindo em tecnologia. E isso lhe permitiu incluir oito robôs na rotina produtiva, além de um sistema automatizado de estoque.

Da Folha de PE

sábado, 2 de dezembro de 2017

Suape registra sua maior movimentação histórica mensal

Foto: Divulgação / Reprodução
O Porto de Suape, o mais importante do estado, bateu recorde de movimentação histórica no último mês de outubro, segundo dados que foram divulgados pela Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq). O fluxo de cargas no atracadouro pernambucano foi de 2.326.798 toneladas nesse período. Essa marca só foi alcançada por conta do acréscimo exponencial na circulação de veículos, do crescimento de 18,19% no movimento de granéis líquidos como combustíveis, álcool, óleos, gás e produtos químicos, em relação ao mesmo período do ano passado, e do aumento de carga e descarga de contêineres.

O fluxo de veículos registrou uma alta de 182% em relação a outrubro do ano passado, com a chegada e saída de 10.320 carros. No mesmo mês de 2016, apenas 3.657 unidades foram movimentadas. Esses números consolidam o Porto de Suape como um hub port de veículos do Norte/Nordeste. Só esse ano, já passaram por lá quase 64 mil unidades de montadoras como a Jeep, GM, Toyota e Volkswagen, que utilizam o atracadouco como uma porta de entrada e saída para comercialização de seus automóveis em países da América Latina.

A movimentação de contêineres aumentou, passando de 37.944 TEUs (unidade relativa a um contêiner de 20 pés) em outubro de 2016, para 38.769 TEUs no mesmo mês deste ano. No geral, o fluxo de 19.041.578 de toneladas registrados, até agora, por Suape em 2017, manteve o atracadouro com o 5° colocado entre os portos públicos de maior destaque na movimentação nacional.

Do Diario de PE

segunda-feira, 22 de maio de 2017

Expectativa | Refinaria Abreu e Lima vai concluir obras para ampliar produção

Imagem: Divulgação/Reprodução-PAC
A Refinaria Abreu e Lima (RNEST) vai concluir as obras do chamado primeiro trem de refino que permitirá a ampliação da produção para 115 mil barris por dia. Isso representa um aumento de 15% na atual capacidade da unidade localizada no Porto de Suape. A informação foi repassada pelo presidente da Petrobras, Pedro Parente, ao governador Paulo Câmara, no dia 09 de maio, na sede da empresa para conversar sobre os projetos da estatal em Suape.

"É muito importante que a Refinaria tenha sustentabilidade. Apesar de toda a crise pela qual passou o Brasil e, principalmente, a Petrobras, o presidente se mostrou aberto à manutenção dos investimentos que a empresa tem no nosso Estado", avaliou Paulo.

Outro ponto da conversa entre o governador e o presidente da Petrobras foi a venda da Petroquímica Suape e da Companhia Integrada Têxtil de Pernambuco (Citepe) para o grupo mexicano Alpek. A aquisição depende agora apenas da aprovação do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade). "A entrada da Alpek no setor petroquímico do Estado foi uma boa notícia para Pernambuco. O presidente Parente nos informou que a Alpek tem todo o interesse em ampliar os investimentos nas duas unidades de Suape", detalhou o governador.

Do Governo de PE

terça-feira, 16 de maio de 2017

Suape registra maior crescimento entre maiores portos públicos do Brasil no 1º trimestre

Foto: Divulgação / Reprodução
O Porto de Suape registrou o maior índice de crescimento entre os cinco maiores portos públicos brasileiros no 1º trimestre de 2017. No período, a movimentação geral de cargas cresceu 12%, registrando 5,3 milhões de toneladas, contra 4,8 milhões em 2016. O Portos de Santos (SP), principal do país, registrou queda de -3,5% no período. O mesmo aconteceu com os portos de Paranaguá (PR) e Itaguaí (RJ) que registraram queda de -3,6% e -7,6%, respectivamente. Além de Suape, apenas o Porto de Rio Grande (RS) obteve crescimento nos três primeiros meses do ano (11%). O Complexo já havia registrado a maior variação percentual no ano de 2016, quando computou um incremento de 15% em relação ao ano anterior.

Suape já é o principal porto do Norte/Nordeste brasileiro e caminha para alcançar a 4º posição na lista de instalações que mais movimentam cargas no país em 2017. A evolução é reflexo, principalmente, do crescimento das exportações, da movimentação de granéis líquidos, contêineres, veículos e aos bons números na navegação por cabotagem. O incremento é três vezes maior que a média de crescimento geral dos portos públicos e privados brasileiros juntos. No mesmo período, a movimentação geral de cargas cresceu 4%.

Um dos fatores que impulsionaram esse incremento foi a navegação de longo curso. O atracadouro pernambucano registrou a maior taxa de crescimento nas exportações entre os maiores portos públicos, atingindo 64% no período, contabilizando 394,5 mil toneladas. Entre as principais cargas, os granéis líquidos, que concentram os combustíveis, produtos químicos e derivados de petróleo (224,9 mil toneladas). Também tiveram destaque a movimentação de contêineres (120,9 mil toneladas), de açúcar (26,3 mil toneladas), de veículos (13,8 mil toneladas), além de ferro e aço (8,3 mil toneladas).

Suape também alcançou o maior índice de crescimento do país na movimentação de contêineres, fechando o 1º trimestre com incremento de +29% para TEUs (107,9 mil) e, +26% para a tonelagem (1,30 milhões de toneladas). Na comparação com o mesmo período de 2016, o Porto de Santos, registrou crescimento de 3,8%; seguido por Rio Grande 0,70%. Já o Porto de Paranaguá registrou queda de -9,7%.   

A localização geográfica estratégica na costa brasileira e as condições estruturais favoráveis reconhecidas de Suape atraem muitas operações de cabotagem, fazendo do porto líder neste tipo de navegação no Brasil. Entre janeiro e março de 2017, foram 3,5 milhões de toneladas movimentadas na navegação por cabotagem. Os granéis líquidos também são os principais produtos movimentados nesse tipo de operação. As demais cargas são os contêineres, produtos químicos orgânicos, líquidos alcoólicos, água de formação (com destino à Refinaria Abreu e Lima), seguido por cargas de ferro e aço. No cenário nacional, o Porto de Santos (SP) ocupa a 2ª posição, seguido pelos portos de Vila do Conde (PA) em 3º lugar, Rio Grande (RS) em 4º lugar e, Fortaleza (CE) em 5º lugar. 

Do Governo de PE

terça-feira, 2 de maio de 2017

Jeep Renegade começa a ser exportado para o México por Suape

Imagem: Divulgação/Reprodução
O Porto de Suape tem se consolidado como hub port para operações com veículos, cargas consideradas de alto valor agregado no mercado. Em abril, a montadora Jeep iniciou uma nova estratégia de mercado com as exportações para o México do Jeep Renegade fabricado em Goiana (PE). Neste mês já foram enviados 2.041 carros da marca para o país. Os veículos estão saindo diretamente do atracadouro pernambucano que já vem realizando operações de exportação dos carros da Fiat e da Jeep, do grupo Fiat Chrysler Automobiles, para países como a Argentina, Costa Rica, Panamá, Peru, Uruguai e Chile desde 2015. Em 2016 a montadora enviou 348 veículos para o México com o objetivo de apresentar o carro em feiras de automóveis e também ser avaliado em testes.
Abril também foi marcado pela realização do maior embarque de veículos num único navio recebido no Porto de Suape.  A embarcação Nocc Oceanic, de bandeira das Ilhas Marshall, recebeu o embarque recorde de 2.886 veículos para exportação, das fábricas da Jeep (PE) e Fiat (MG), com destino ao México e Costa Rica. No mesmo navio, foram importados veículos da GM provenientes do México. A operação durou 23 horas e envolveu 200 pessoas em três turnos.
As operações de veículos cresceram 31% no 1º trimestre de 2017 em comparação ao mesmo período de 2016 no Porto de Suape. No total, já passaram pelo porto 10.698 veículos das montadoras General Motors, Toyota, Fiat e Jeep nos três primeiros meses do ano. Desse total, 8.338 foram exportados, superando os números de importação que registraram 2.360 veículos.
O sucesso das operações portuárias está atrelado diretamente à capacidade que o Porto possui para receber esses carros e abrigá-los em uma área segura. Em 2014, Suape ampliou o Pátio Público de Veículos de 3,7 para 18,7 hectares e capacidade para movimentar 250 mil veículos por ano. Mais de 70 pessoas estão envolvidas em todo o processo de logística na movimentação deste tipo de carga, incluindo profissionais da administração do Complexo de Suape, órgãos anuentes, trabalhadores portuários do Órgão Gestor de Mão de Obra (OGMO) Suape e empresas de logística.
De janeiro a março de 2017, 16 navios cargueiros do tipo Roll on/Roll off popularmente conhecido como “ro-ro”, que transportam especificamente automóveis, atracaram em Suape. Em 2016, foram 63 atracações em comparação a 28 navios recebidos durante todo o ano de 2015, registrando o crescimento de 125% na movimentação de navios com este perfil. Operam em Suape navios dos armadores K Line, Wallenenius e NYK.

terça-feira, 28 de março de 2017

Aprovada venda da Petroquímica de Suape

Foto: Divulgação / Créditos: Arthur Mota
Em assembleia geral, os acionistas da Petrobras aprovaram, na segunda-feira (27), a venda de 100% do Complexo Químico e Têxtil de Suape, que inclui a Petroquímica Suape e a Companhia Integrada Têxtil de Pernambuco - Citepe. A transação com a mexicana Alpek tem valor total de US$ 385 milhões (R$ 1,2 bilhão). A informação foi publicada pelo jornal Valor Econômico. 

De acordo com o jornal, a votação havia sido convocada em janeiro deste ano, porém foi adiada depois que a Justiça Federal de Sergipe determinou a suspensão da venda, decisão revertida em fevereiro. O mercado reagiu à notícia da aprovação com a valorização das ações da Petrobras, as quais subiram mais de 2% ontem.

A venda do complexo havia sido suspensa pela Justiça sob a alegação de que o valor negociado (R$ 1,2 bilhão) está muito abaixo do investido na construção do empreendimento (aproximadamente R$ 9 bilhões). Ex-assessor da presidência da Petrobras e ex-presidente da Associação de Engenheiros da companhia (AEPET), o engenheiro Ricardo Maranhão define a transação como uma “entrega” do complexo. “É no mínimo temerária a venda de ativos patrimoniais em momentos de crise econômica, quando eles estão depreciados”, avaliou. 

Além do valor de venda baixo, ele aponta a venda como não estratégica e enviou, inclusive, uma carta ao governador do Estado, Paulo Câmara, elencando aspectos negativos da negociação. Um dos argumentos é que, se aprovada, a venda para a mexicana Alpek estabeleceria um monopólio privado estrangeiro sob a produção do ácido tereftálico (PTA). Isso porque o empreendimento é o único produtor na América do Sul, mas o produto - usado na fabricação da resina PET, aplicada em garrafas, por exemplo - concorre com as importações de PTA do México, as quais são isentas de tarifas no Brasil. “Vamos denunciar ao Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade)”, afirmou.

Além dessa ameaça, ele reforça a possibilidade de perda de três mil empregos diretos do empreendimento, incluindo concursados. O especialista ainda diz que a outra parte do empreendimento, a Citepe, produz fios de poliéster, um produto de muito valor para o País. “O problema é que a unidade produtora (POY) já estava com o maquinário comprado, mas não ficou pronta porque a Petrobras decidiu parar de investir”.

Diante dos prejuízos apresentados pela Petroquímica Suape, cujo fechamento de 2016 foi de baixa de R$ 1,3 bilhão e perdas de R$ 1,2 bilhão na Citepe, demandando aportes de capital, a Petrobras já havia afirmado que analisava a possibilidade de fechamento dos empreendimentos, caso não houvesse a possibilidade de venda. Maranhão diz que os prejuízos aconteceram porque as empresas ainda não atingiram a sua maturidade. Ele ainda criticou o plano de desinvestimento da Petrobras como um todo. “Eles querem vender US$ 35 bilhões em ativos e isso vem sendo feito de forma muito rápida e sem critérios”, avaliou.

Da Folha de PE

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2016

Porto de Suape investe em tecnologia

Imagem: Divulgação/Reprodução
O Porto de Suape agora dispõe de um sistema capaz de monitorar, em tempo real, os navios mercantes que trafegam por suas águas. O Sistema de Identificação Automática (AIS) identifica o nome do navio, registra a velocidade, a localização, a rota percorrida anteriormente além de identificar as embarcações que estão em área de fundeio. Com a implantação do sistema, o Porto de Suape investe na eficiência do planejamento de navegação, já que melhora a previsão de chegada dos navios e ajuda a reduzir o tempo de espera e de atracação dessas embarcações. 
Todos os dados são fornecidos por uma antena da frequência VHF e repassados para um decodificador instalado num computador com internet instalado na Torre de Controle do Porto. A antena detecta as embarcações que estão num raio de 40 Km e repassa a informação para o decodificador, que por sua vez transmite a informação para o site Marine Traffic (http://www.marinetraffic.com/en/ais/details/ports/2753). Neste portal é possível monitorar algumas informações das embarcações que estão nas proximidades.  “A visualização que o sistema oferece é um grande benefício. Supondo que o terminal está se preparando para receber o navio, a qualquer momento ele sabe onde essa embarcação está, inclusive, fica sabendo se ela vai atrasar para chegar. Assim, o terminal pode agilizar os processos de operação. Isso é vital para a logística e se reverte em economia de tempo e dinheiro”, destaca Paulo Coimbra, diretor de Gestão Portuária de Suape.
O Porto de Suape recebe, mensalmente, cerca de 130 navios, tendo fechado o ano passado com o recebimento de 1.538 embarcações. Em 2015, Suape se destacou como líder na movimentação de granéis líquidos (óleo diesel, gasolina, querosene de aviação, óleo bruto de petróleo, etc.) com 14,24 milhões de toneladas de cargas movimentadas. Suape se superou em comparação aos 37 portos públicos do país, ficando à frente do Porto de Santos, que contabilizou 11,02 milhões de toneladas destes produtos, segundo dados da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq). O ancoradouro de Pernambuco também lidera o ranking na navegação de cabotagem em todo o país.
Do Governo de PE

quinta-feira, 12 de novembro de 2015

Polo Petroquímico de Suape recebe mais uma fábrica

Imagem: Divulgação/Reprodução
IPOJUCA – No ato que marcou a chegada de mais um empreendimento ao Complexo Industrial Portuário de Suape, em Ipojuca, nesta quarta-feira (11), o governador Paulo Câmara garantiu que Pernambuco continuará crescendo e proporcionando estabilidade econômica aos empresários que desejam investir no Estado. O chefe do Executivo pernambucano participou da inauguração de uma nova fábrica da Frompet.

A planta, que substituirá a unidade do Jaboatão dos Guararapes, recebeu um investimento de R$ 90 milhões. O parque fabril vai produzir preformas PET e realizar a reciclagem de garrafas; gerando 2,6 mil empregos, diretos e indiretos. Para tal, contou também com um auxílio do Programa de Desenvolvimento do Estado de Pernambuco (Prodepe).

Paulo Câmara destacou a importância da manutenção dos investimentos e da confiança da classe empresarial no Estado. “É sempre bom ver inaugurações como essa em um ano tão difícil como 2015. Isso mostra, claramente, que os empresários, aqueles que investem em Pernambuco, sabem que toda a crise passa. E que o importante é ter planejamento e foco no futuro”, salientou o governador, em discurso após o descerramento da placa e visita às instalações.

“O Valgroup e a Frompet são grupos experientes, que detêm a melhor tecnologia e, pensando na evolução, escolheram o melhor lugar para estar que é Suape. Esse projeto, que hoje dá um largo passo em direção ao futuro, se encontra a um projeto antigo e caro a todos os pernambucanos que é o Polo Petroquímico do Complexo Industrial Portuário de Suape. A empresa, certamente, aqui vai prosperar, vai crescer e vai agregar a esse Polo dois princípios importantes, que norteiam a atuação da Frompet e estão alinhados com a orientação do governador Paulo Câmara, que são a inovação e a sustentabilidade”, discursou o secretário de Desenvolvimento Econômico e presidente de Suape, Thiago Norões.

A unidade será o nono empreendimento a reforçar o Polo Petroquímico de Suape, composto ainda por seis empresas de preformas PET e duas fábricas de plástico, que somam um investimento de R$ 500 milhões. Instalada no Complexo de Suape, a Frompet ficou mais perto dos fornecedores. Além disso, a escolha pelo local também se deu pela posição estratégica em relação aos clientes.

Com informações da Assessoria 

sexta-feira, 23 de outubro de 2015

Porto de Suape lidera movimento de cargas no Norte/Nordeste

Porto de Suape lidera movimento de cargas no Norte/Nordeste.
Foto: Divulgação/Reprodução
De janeiro a setembro deste ano, a movimentação de cargas no Porto de Suape aumentou 33,9%, em comparação ao mesmo período de 2014. Foram 14,8 milhões de toneladas de cargas no acumulado de 2015, ante aos 11,1 milhões de toneladas no mesmo período do ano passado. O resultado garantiu a continuidade da liderança do ancoradouro entre os portos públicos do Norte/Nordeste.

Suape também foi destaque na movimentação de granéis líquidos com 10,8 milhões de toneladas. O aumento na participação nos produtos foi impulsionado pela atuação da Refinaria Abreu e Lima, segundo a administração do porto. “O acumulado deste ano já é 17% maior do que toda a movimentação registrada em 2014”, destacou o comunicado enviado pelo complexo portuário. Os produtos com maiores volumes foram óleo diesel, principal produto da refinaria, com 2,67 milhões de toneladas, óleo bruto de petróleo (2,13 milhões de toneladas), óleo combustível (1,8 milhões de t), GLP (1,54 milhões de t) e querosene de aviação (899,3 mil t).

As outras cargas, como granéis sólidos, carga geral e contêineres, somaram quatro milhões de toneladas. O porto também é líder na movimentação de contêineres entre portos públicos do Norte/Nordeste com 300,4 mil TEUs (medida para contêineres de 20 pés), à frente dos portos de Salvador (BA) e de Pecém (CE). Suape também é o porto público com maior movimentação de cabotagem no País, ou seja, transporte de cargas entre portos nacionais. Foram transportadas 9,7 milhões de toneladas de cargas de janeiro a setembro deste ano, uma alta de 57,2% em relação ao mesmo período do ano passado.

As exportações aumentaram 100% ante ao mesmo período de 2014, registrando recorde de 732,6 mil toneladas de cargas. Os produtos foram enviados para as Antilhas Holandesas, Holanda, Argentina, Itália e Espanha. Entre as principais mercadorias exportadas estão cargas conteinerizadas, óleo combustível, óleo bruto de petróleo, açúcar e óleo diesel. As importações somaram 4,4 milhões de toneladas, com queda de 2,2% em relação ao ano passado, em função da  alta do dólar. Os principais países de origem das cargas foram Estados Unidos, Argentina, Emirados Árabes, China e México.

Apesar do cenário econômico desfavorável, a administração portuária informou que, “a expectativa é encerrar o ano com um crescimento de aproximadamente 30% nas operações”.

Com informações da Folha de Pernambuco

quinta-feira, 30 de julho de 2015

Porto de Suape lidera movimentação de cargas entre portos do Norte/Nordeste

 Foto: Divulgação/Reprodução
Suape assumiu a liderança na movimentação de cargas entre os 17 portos públicos do Norte/Nordeste. O porto pernambucano registrou 10,4 milhões de toneladas de produtos no primeiro semestre deste ano, marca superior aos 10,3 milhões de toneladas do Porto de Itaqui (MA), até então primeiro colocado em ranking com dados da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) nas regiões. Entre os 37 portos públicos de todo o País, Suape subiu de sexto para o quinto lugar em movimentação, ficando atrás apenas de Santos (SP), Itaguaí (RJ), Paranaguá (SC) e Rio Grande (RS). O porto pernambucano obteve, ainda, o segundo maior volume de granéis líquidos do Brasil no período, com 7,6 milhões de toneladas, distribuídas sobretudo entre óleo diesel, óleo combustível, óleo bruto de petróleo, GLP (gás de cozinha), querosene de aviação. Isso representa uma alta de 68% ante o primeiro semestre de 2014. O primeiro porto em granéis líquidos foi Santos, com 7,8 milhões de toneladas.

Com o resultado de janeiro a junho deste ano, Suape volta a bater seu recorde semestral de movimentação de cargas, com um incremento de 38% ante o mesmo período de 2014, quando 7,5 milhões de toneladas passaram pelo porto. Também atinge em junho um novo recorde mensal, quando acumulou 1,9 milhão de toneladas de cargas, o maior volume em um único mês. Essa marca é 72% maior que a registrada em junho de 2014 e 17% superior a maio deste ano.

“Essa é uma conquista histórica que demonstra a importância de Suape não só para as regiões Norte e Nordeste, mas também para o País inteiro. Mesmo neste cenário econômico difícil, nosso porto bate recordes e avança para se consolidar como um hub port (concentrador e distribuidor de cargas) nas regiões Norte/Nordeste. Esperamos crescer mais de 30% este ano, chegando a 20 milhões de toneladas até dezembro”, comemorou Thiago Norões, secretário de Desenvolvimento Econômico de Pernambuco e presidente do Complexo Industrial Portuário de Suape. Em 2014, Suape encerrou o ano com 15,2 milhões de toneladas de cargas movimentadas.

Confira a matéria completa, clique Aqui.

sábado, 6 de junho de 2015

Economia | PIB de Pernambuco cresce 2% em 2014 e registra R$ 140,2 bilhões

Foto: Divulgação
A desaceleração na economia de Pernambuco, motivada sobretudo pela paralisação das grandes obras de infraestrutura e pelo desaquecimento do setor imobiliário, está refletida nos números do Produto Interno Bruto (PIB) do Estado. Apesar do crescimento de 2% em 2014, o resultado é o pior desde 2003 (-0,6%). O desempenho da economia foi apresentado nesta quinta-feira (4), na Agência Condepe/Fidem.

Pelo sexto ano consecutivo, no entanto, o resultado está acima do PIB nacional, que foi de 0,1% ano passado, pior resultado da economia nacional desde 2009. Em números absolutos, a soma dos bens e serviços produzidos no Estado gerou R$ 140 bilhões.

As previsões para 2015 também não são das melhores. Segundo as conjecturas feitas pelo presidente da Condepe/Fidem, Flávio Figueiredo, o crescimento para este ano deve ser de zero e 0,5%.

Entre os fatores para a desaceleração do PIB é possível citar o encolhimento do mercado imobiliário, a retração das grandes obras de infraestrutura – como a hibernação da Refinaria Abreu e Lima, os prejuízos do Estaleiro Atlântico Sul e as demissões na Petroquímica. Em 2014, o Estaleiro Atlântico Sul operou com prejuízo de R$ 329,6 milhões.

A crise econômica nacional, impulsionada, sobretudo, pelos escândalos de corrupção na Petrobras, também afetou diretamente o desempenho econômico. A título de comparação, o PIB de 2013 foi de 3,2%.

Segundo o diretor executivo de estudo, pesquisa e estatística da Agência Condepe/Fidem, Maurílio Lima, o que sustentou a economia de Pernambuco em 2014 foi o setor de serviços, responsável por 73% do PIB estadual. O setor cresceu 2,3%.

Na indústria, apesar do crescimento de 1,5%, houve uma retração na construção civil (-4,5%). De acordo com o estudo, o que segurou a queda do setor foi o crescimento de 24,7% na geração das termoelétricas.

A queda, porém, não chega a assustar os analistas da Condepe/Fidem. O presidente da instituição, Flávio Figueiredo, explica que a construção civil é o primeiro setor a ser afetado em tempos de crise. “O setor é meio, não fim, então é o primeiro a ser afetado pela desaceleração, mas, por outro lado, é o primeiro a reagir”, explicou.

Apesar de corresponder a 5% do total do PIB, o setor de agropecuária impulsionou a economia local ano passado, refletindo elevação de 2,5%. Superando as perdas resultantes da seca de 2013, a produção voltou a apresentar crescimento.

Com informações do Blog de Jamildo

Acompanhe-nos no Facebook


Publicidade


!

!
!
!

!

!

!

!
!
!
!
!

!
! !
!

!

Você é o Visitante:

Acessos em Tempo Real

Previsão do Tempo em Surubim

Blogs e Sites Parceiros

Arquivo do blog

Curta Nossa FanPage - Muito Obrigado!

Internautas On Line

(81) 9925.8297 // negocioseinformes@gmail.com