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quarta-feira, 6 de maio de 2020

Trabalhadores com salário cortado recebem compensação média de R$ 752,44


Até o momento, cerca de 5,4 milhões de pessoas tiveram contratos suspensos ou reduzidos temporariamente

Trabalhadores que tiveram contratos suspensos ou salários e jornadas reduzidos vão receber, em média, uma compensação mensal do governo de R$ 752,44, informou o Ministério da Economia nesta terça-feira (5).

Até o momento, cerca de 5,4 milhões de pessoas tiveram contratos suspensos ou reduzidos temporariamente. A permissão para esses acordos entre patrão e trabalhador foi concedida em MP (Medida Provisória) editada pelo presidente Jair Bolsonaro.

Todos os afetados pelo corte têm direito a uma recomposição de salário paga pelo governo. O valor é uma proporção do seguro-desemprego e varia de acordo com o tamanho do corte salarial.

A recomposição só é integral, ou próxima disso, para trabalhadores com remuneração mais baixa, de até dois ou três salários mínimos.

De acordo com o Ministério da Economia, a parcela mais baixa liberada até agora é de R$ 261,25. A mais alta corresponde ao valor máximo do seguro-desemprego, de R$ 1.813,00.

Dos acordos firmados até agora, 58% (3,1 milhões) são referentes a suspensão de contrato por até dois meses. Nos casos de redução de jornada por até três meses, 16% (886 mil) eram para corte de 50%, 12% (681 mil) para redução de 70%, e 10% (555 mil) para diminuição de 25%.

Os trabalhadores intermitentes, que têm direito a um benefício de R$ 600, são 3% do total (167 mil).

Por: Folhapress

domingo, 7 de julho de 2019

Pernambuco tem primeiro semestre positivo

Fábrica da JeepFoto: Bruno Campos/Arquivo Folha
Com um aporte de R$12,5 bilhões anunciados na formatação de novos empreendimentos e expansão dos existentes, Estado consegue manter ritmo de crescimento econômico. Por isso, perspectiva na geração de empregos é estimada em 20 mil novos postos.

Mesmo diante de um cenário nacional econômico adverso, Pernambuco conseguiu mostrar bons resultados no consolidado de investimentos anunciados nesse primeiro semestre. Afinal, de janeiro a junho, o Estado foi opção de investimento de 59 empresas, que vão ou expandir ou começar novas operações em Pernambuco. O resultado de tudo isso será a criação de 20 mil novos postos de trabalho e injeção de R$12,5 bilhões na economia estadual. 

“No momento de uma crise tão grande que o Brasil está passando, mostramos que Pernambuco não fica parado. A gente arregaça as mangas e está promovendo e ativando a economia do Estado como um todo” comenta o secretário de desenvolvimento do Estado, Bruno Schwambach.

E dos R$12,5 bilhões aportados na economia, 60% serão destinados ao polo automobilístico do Estado, em Goiana. É lá que está instalada a fábrica da Jeep, cujo a Fiat Chrysler Automobiles planeja aportar, até 2023, R$ 7,5 bilhões e criar 9 mil vagas de emprego. Além da Jeep, o bom resultado do primeiro semestre refletiu também o anúncio do aporte da empresa espanhola Solatio. Em abril, ela anunciou o investimento de R$ 3,5 bilhões na construção do maior complexo solar fotovoltaico do País, que será instalado no município de São José do Belmonte, no Sertão Pernambuco. Nesse empreendimento, o total de postos de trabalho pode chegar a mil diretos. Continue lendo, clique AQUI!

quarta-feira, 20 de março de 2019

Ovos de Páscoa invadem o varejo

Foto: José Britto/Folha de Pernambuco
Poucos dias após o término do Carnaval, os Ovos de Páscoa já estão ocupando os supermercados. Segundo a Associação Brasileira das Indústrias de Chocolates, Amendoim e Balas (Abicab), a expectativa para a Páscoa desse ano é positiva e as indústrias e o varejo geraram mais de 18 mil vagas de empregos temporários nas fábricas e nos pontos de venda.

Segundo o economista do Instituto Fecomércio-PE, Rafael Ramos, a Páscoa é uma das principais datas do comércio por ser movimentado. “A páscoa é uma das principais datas do comércio, em relação a volume de vendas, ela envolve principalmente comidas e bebidas, em especial os chocolates. A expectativa é positiva no volume de vendas e em empregos temporários”, disse.

Um dos motivos para se acreditar em um bom momento em Pernambuco, segundo Rafael se dá pelo fato de que os empregos formais estão positivos após três anos. “O emprego formal dá confiança e uma segurança maior, ele deve influenciar no consumo da páscoa, depois de três anos de queda ele ficou positivo, isso dá mais garantia do que o emprego temporário para poder de compra”, afirmou.

O engenheiro civil, Ives Adriano, de 38 anos, que aproveitou o momento para pesquisa dos preços com o filho Miguel Arcanjo, de 6 anos, os produtos com antecedência ajudam na escolha do produto. “Eu pretendo comprar, meu filho sempre come chocolate e não temos como escapar. Prefiro deixar mais pra frente para pesquisar os preços, ver o que está mais em conta. O preço as vezes é tabelado, mas pode encontrar um preço mais em conta, precisa de paciência, os preços são salgados nessa época”, disse.

Já para o estudante Thiago Rodrigues, de 22 anos, a programação financeira é importante devido aos altos preços dos produtos. “Se eu tivesse me planejado conseguiria comprar, mas o preço não torna acessível. Os produtos chegando com antecedência é bom e pode ajudar”, disse.

Da Folha de PE

segunda-feira, 31 de dezembro de 2018

A retomada como esperança para 2019


Construção civil espera retomada do crescimento
e geração de empregos. Foto: Gabriel Melo/Esp. DP
As expectativas positivas criadas em torno da retomada da economia brasileira em 2018 não se concretizaram da forma esperada, já que os efeitos da crise ainda foram sentidos em diversos setores produtivos. Porém as esperanças se renovam com a virada de mais um ano e a projeção é que a economia volte a crescer em 2019. Um dos fatores que influencia positivamente em toda a cadeia produtiva é o fim do processo eleitoral, que gerou instabilidade na economia enquanto havia indefinição, e a chegada de uma nova política de governo. Além disso, a retomada da confiança também é fator fundamental, já que gera um movimento positivo na economia. Se por um lado leva os empresários a voltar a investir, por outro faz com que os consumidores se sintam mais confiantes para consumir. Desta forma, movimenta todo o ciclo econômico. O Banco Central estima para o próximo ano a expansão em 2,4% do Produto Interno Bruto (PIB), que é a soma de todos os bens e serviços produzidos no país, segundo o Relatório Trimestral de Inflação divulgado na semana passada. Número superior à projeção de fechamento do PIB em 2018, que ficou em 1,3%. Confira as expectativas dos principais setores da economia de Pernambuco para 2019.

AGRONEGÓCIOS

A expectativa na produção da cana-de-açúcar é que o etanol ganhe mais força no mix. “Apostamos mais no mercado de energia no que de alimentos, com mais volume de etanol do que de açúcar na produção da cana”, explica Renato Cunha, presidente do Sindaçúcar. A safra atual mostra que o etanol tem ganhado em relevância, com mix de 64% de etanol e 35% de açúcar, enquanto na safra anterior foi de 55% e 45%. “O etanol passa a ganhar espaço como substituto da gasolina, com as oscilações de preço”, afirma. Em relação ao açúcar, ele estima uma melhora do preço do produto em 2019. “O valor do açúcar operou com queda de 30% na última safra e a expectativa é de uma retomada gradual ao longo de 2019. Existe um superávit no mundo na relação produção x consumo e, diminuindo isso, pode haver uma melhora no preço”, ressalta. 

COMÉRCIO

O comércio varejista local mostra otimismo moderado, segundo Cid Lôbo, presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas do Recife. “Tudo vai depender das primeiras medidas econômicas que o novo governo vai tomar. A equipe é boa e competente. O que estão prometendo acredito que vai garantir um resultado melhor que em 2018”, diz. A expectativa de crescimento para o fechamento deste ano era de 3%, mas deve ficar em 1%. “Para o próximo ano, a retomada da confiança será muito importante, além do crescimento do nível de emprego, que vai subir o consumo”, acrescenta.

CONSTRUÇÃO CIVIL

O setor vê a virada de ano com bons olhos. “Há anos a gente tinha esperança que ia melhorar, mas agora estamos realmente com expectativa positiva para 2019”, afirma Gildo Vilaça, presidente da Associação das Empresas do Mercado Imobiliário de Pernambuco (Ademi-PE). A estimativa, inclusive, é de retomada dos lançamentos. “Muitas construtoras estão com lançamentos engatilhados e estavam só esperando a melhora da economia para lançar. Com isso vem também uma maior geração de emprego porque em um terreno se transforma em vários empregos rapidamente. Mas, ainda assim, é preciso de crédito para o cliente e que ele tenha confiança para fazer o investimento para tudo isso acontecer”, diz. 

INDÚSTRIA

Para Ricardo Essinger, presidente da Federação das Indústrias do Estado de Pernambuco (Fiepe), a expectativa para 2019 é de retomada do crescimento do setor, porém os resultados que serão alcançados no estado ainda dependem dos fatos que estão por acontecer. “Na economia, não só medidas resolvem, os fatos também influenciam. Em Pernambuco, ainda não sabemos quem será o novo secretariado do governo e quais as posições serão tomadas. Mas já vemos a confiança subindo, o que leva o empresário a investir, e em novembro e dezembro a produção cresceu”, conta.

Do Diario de PE

quinta-feira, 25 de outubro de 2018

Estudo indica o potencial mineral de Pernambuco

Evento apontou novas potencialidades minerais no NordesteFoto: Kleyvson Santos
Com 60% de sua área geológica mapeada, Pernambuco foi contemplado terça-feira com mais um instrumento para ampliação do seu potencial mineral. É que o Serviço Geológico do Brasil (CPRM) promoveu, no auditório do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia de Pernambuco (CREA-PE), o lançamento do levantamento que tem como principal objetivo promover avanços no conhecimento sobre as áreas localizadas em Buíque e no sertão do Araripe. O trabalho aponta indícios de minerais que podem ser explorados no futuro.

Denominada de Folha de Buíque, o mapeamento geológico feito da região abrangeu uma área de 3 mil quilômetros quadrados. Graças a ele, foi descoberto que o território, localizado no semiárido pernambucano, cuja economia é baseada na agricultura, é muito promissor para a exploração de depósitos de minerais metálicos. Segundo o levantamento, na região, foram cadastradas 41 ocorrências consideradas inéditas. Entre elas, importantes anomalias de terras raras, enriquecidos notadamente em tório, matéria-prima de grande relevância econômica e estratégica, cuja produção mundial hoje concentra-se 97% na República Popular da China.

De acordo com a pesquisadora em geociência do CPRM no Recife, Maria Angélica, isso significa que, na região de Buíque existe uma tendência que aponta para o aparecimento de ouro e minerais que podem estimular o desenvolvimento da região. “Temos uma ocorrência de ouro na região, o que oferece novas opções para os interessados prospectarem", explica a pesquisadora ao completar que baseado nesse indicativo, já há empresa interessada em desbravar a área.

Segundo o geólogo do Serviço Geológico do Brasil (CPRM) e coordenador do informe do Araripe, Geysson de Almeida Lages, apesar de manter a sua vocação natural para exploração de gipsita, utilizada na fabricação de gesso, o mapeamento apontou a existência de minerais com alta possibilidade de retorno financeiro. “O que destacamos lá foi a presença da celestita, um mineral que está presente na tecnologia, e é usado para dar coloração verde aos equipamentos tecnológicos", revelou.

De acordo com os geólogos presentes, além de facilitar o caminho para as mineradoras, que geralmente não encontram facilmente os locais que têm potencial para serem explorados, o mapeamento serve de base para ações de infraestrutura, mostrando as melhores regiões para construir uma pedreira e rodovias, por exemplo.

Da Folha de PE

sábado, 20 de outubro de 2018

13º injetará R$ 6,2 bilhões na economia de Pernambuco

Foto: Blog Negócios & Informes.
Esperado por muitos trabalhadores, seja para pagar dívidas ou para efetuar as tradicionais compras de fim de ano, o 13º salário promete aquecer a economia brasileira. É que, de acordo com projeção do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), a gratificação natalina, que começa a ser paga no dia 30 de novembro, deve injetar R$ 211,2 bilhões na economia brasileira. Em Pernambuco, a estimativa do departamento é que cerca de R$ 6,2 bilhões deverão ingressar na economia local por meio do pagamento de 3.176.353 indivíduos, entre trabalhadores, aposentados e pensionistas do Estado. 

“Essa injeção do dinheiro do 13º salário na economia é o que torna o Natal a data mais importante para o varejo em termos de vendas. A população beneficiada pelo direito, empregados do setor formal, trabalhadores domésticos, servidores, além de aposentados e pensionistas, aumenta o poder de compra, gerando incentivos para um consumo em maior proporção”, avalia o economista da Fecomércio em Pernambuco, Rafael Ramos.
  
Para atender esse tremendo estímulo ao consumo, o economista atenta que os empresários devem se preparar, mas com cautela. “É importante que os setores estimem bem a demanda de cada produto para não ter prejuízo no início do ano ou ter que recorrer às liquidações para desovar o estoque, já que a estratégia reduz a margem de lucro dos produtos, apesar de gerar volume”, ressalta o economista.

Da Folha de PE

domingo, 26 de agosto de 2018

Produção leiteira cada vez mais escassa em Pernambuco

Bacia leiteiraFoto: Divulgação
Cenário que ainda persiste em Pernambuco, a seca castiga a bacia leiteira no Estado. Ao longo dos seis anos de longa estiagem, a produção de leite caiu cerca de 31% e a redução do rebanho bovino foi de aproximadamente 18%. Apesar das chuvas animarem os produtores no início do ano, a perspectiva de melhora não se concretizou. Isso porque o período chuvoso só foi até o mês de abril, não persistiu em maio, junho e julho. Hoje, produtores enfrentam uma realidade com o preço do leite barato e alto custo da matéria-prima para o gado.

Fonte de desenvolvimento econômico para Pernambuco, a produção de leite tem sua maior presença no Agreste Meridional, nos municípios de Garanhuns, Canhotinho, Bom Conselho, Buíque, Pedra, Venturosa, Tupanatinga e Águas Belas. “A dificuldade tem sido grande, as pastagens estão secas e algumas cidades estão utilizando o carro-pipa. Atualmente, enfrentamos o custo alto da matéria-prima para o rebanho, como milho, soja e algodão, e o preço do leite não acompanhou o custo da produção”, explicou o presidente da Sociedade Nordestina dos Criadores (SNC), Emanuel Rocha.

A produção do leite ao longo dos seis anos passou de 2,2 milhões de litros por dia para 1,5 milhão de litros por dia, uma queda de 700 mil litros por dia. “Há um sofrimento muito grande dos produtores devido à estiagem, teve falta de alimentos e gado transferido para outras regiões, como o estado do Maranhão”, disse o presidente do Sindicato das Indústrias de Laticínios e Produtos Derivados do Estado de Pernambuco (SindiLeite), Alex Costa, ao complementar a necessidade da ação de transferência do rebanho. “O alimento para o animal ficou muito caro, ficou inviável alimentar o rebanho para tirar o leite. E na hora da venda, o leite é barato, então foi preciso agir dessa forma”, explicou Costa.

No número do rebanho bovino em Pernambuco, houve redução de 400 mil cabeças. Antes da seca, eram 2,2 milhões de cabeça de gado e hoje é 1,8 milhão. “A pecuária do Semiárido foi a área mais afetada. Com seis anos de seca, o cenário não poderia permanecer inalterado. Houve redução da economia da região, o que é a receita para a população”, lamentou o presidente da Federação da Agricultura do Estado de Pernambuco (Faepe), Pio Guerra.

Com aproximadamente 60 municípios pernambucanos em situação de emergência, produtores aguardam as chuvas. No entanto, as previsões não são animadoras. É possível que o Nordeste enfrente dificuldades com novas estiagens no próximo ano. “Existe um cenário para mais um fenômeno El Niño a partir de novembro deste ano. O fenômeno, que vem sendo alterado pelo aquecimento global, provoca seca. Estudos apontam 70% de probabilidade que ocorra o evento, com seu ápice em janeiro e fevereiro”, explicou a coordenadora técnica do Laboratório de Mudanças Climáticas do Instituto Agronômico de Pernambuco (IPA), Francis Lacerda, ao complementar que não há perspectiva de chuvas significativas para as regiões do Agreste e Sertão ainda este ano.

Por isso, o Governo de Pernambuco tem buscado investimento para sustentar os produtores das áreas que mais estão sensíveis. “A bacia leiteira sofre grande impacto com a estiagem prolongada, então priorizamos ações fortes com a questão da água. Estamos concluindo a construção de 300 barragens de pequeno porte na região do Semiárido. São 18 frentes de serviços trabalhando na área para beneficiar a produção no Agreste e Sertão do Estado”, afirmou o secretário de Agricultura e Reforma Agrária de Pernambuco, Wellington Batista, ao informar que será um suporte importante. “Será essencial para enfrentar períodos prolongados de estiagem, é uma das medidas para conviver com a seca”, disse o secretário. Até junho, já foram concluídas 230 barragens.

Segundo Rocha, muitos produtores deixaram a atividade ao longo dos anos pelo custo em se manter. No entanto, estudos estão sendo feitos para retomar o crescimento. “Através da inseminação no gado por meio de técnicas inovadoras, está sendo possível a recuperação aos poucos do rebanho. Isso é o que tem nos ajudado, já que depois de anos de seca ininterrupta, a chuva ainda não chegou o suficiente”, disse o presidente da SNC.

Nesse contexto, a meta do setor é equilibrar a oferta e procura pelo produto para que seja possível a recuperação. “A meta é exatamente aumentar a produção em Pernambuco através do melhoramento genético e trazer novos animais. É importante trazer animais mais resistentes ao nosso ambiente, como o gado de Minas Gerais”, disse Costa, ao complementar que instituições, como o IPA e a SNC, estão nesse objetivo. “É preciso investir em estudos de melhoramento genético para melhorar a importação do sêmen de animais, importação de embriões e de animais com boa genética. Assim, será possível alcançar melhores resultados em um futuro próximo”, finalizou o presidente do SindiLeite.

Da Folha de PE

quarta-feira, 15 de agosto de 2018

Agrinordeste vai aquecer setor do agronegócio em Pernambuco

25ª edição da AgrinordesteFoto: Mandy Oliver/Folha de Pernambuco
Um evento para reunir diversos setores do agronegócio vai acontecer entre os dias 9 e 11 de outubro. A 26ª Agrinordeste vai aumentar de tamanho: serão sete mil metros quadrados (m²) no Centro de Convenções de Pernambuco, distribuídos em espaços para feiras, seminários e desfiles.

Com a expectativa de reunir cerca de 30 mil visitantes, o evento será uma oportunidade de produtores fecharem negócios e de adquirirem produtos do campo. De acordo com o presidente da Federação da Agricultura do Estado de Pernambuco (Faepe), Pio Guerra, a Agrinordeste é uma atualização do que ocorre no mercado nacional e internacional do agronegócio.

“Os consumidores podem aproveitar a diversidade de produtos que serão apresentados nos estandes e produtores também poderão negociar com empresas e fornecedores insumos e produtos”, disse Guerra, ao complementar que ano passado o evento contou com aproximadamente seis mil visitantes e o espaço foi de 1.700 m².

Com um total de 250 estandes, a Agrinordeste vai reunir diversas atividades. Haverá a 1ª Expo Avícola do Nordeste, com trinta expositores do setor de agricultores avícolas, que apresentarão insumos para a avicultura. Além disso, vai acontecer a 6ª Feira dos Produtores de Cana do Nordeste (Norcana), que vai expor insumos para o segmento da cana-de-açúcar, como máquinas e adubos. O evento vai reunir também o espaço da Moda Country, com desfile de moda para incentivar as indústrias do polo de confecções do Agreste pernambucano. O público também contará com a Feira de Produtos do Campo.

Da Folha de PE

quarta-feira, 21 de março de 2018

Combustíveis e veículos puxam a exportação de Pernambuco, no mês de fevereiro

Crédito: Divulgação CNI-FIEPE
Pernambuco registrou o terceiro melhor mês para as exportações nos últimos 12 meses, em fevereiro deste ano. De acordo com dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio (MDIC), o montante de US$ 163.000.660 só perdeu para os meses de outubro e maio de 2017, quando os resultados foram bem interessantes, registrando, respectivamente, US$ 229.700.937 e US$ 173.612.938 de vendas para o mercado externo. 

“O resultado do mês passado foi puxado, sobretudo, pelas altas na comercialização de combustíveis e veículos. Em relação a janeiro de 2018, as exportações destes produtos cresceram 32,6% e 135,8%, nesta ordem”, analisou o gerente de Desenvolvimento Empresarial da FIEPE, Maurício Laranjeira. 

No balanço geral do mês, no entanto, as vendas para o exterior apresentaram queda de 14,4% em relação ao mês de fevereiro de 2017. Agora, em comparação com janeiro de 2018, quando o Estado exportou a cifra de US$ 134.529.887, houve um aumento de aproximadamente 21,2%. 

Já as importações, apresentaram aumento de 17,7% em relação a fevereiro de 2017 (US$ 501.158.227) e queda de 36,2% em relação ao resultado apresentado em janeiro de 2018, quando importou US$ 924.852.814. Logo, a balança comercial local continua deficitária em US$ 1.217.093.073 no acumulado de 2018.

Da Assessoria

terça-feira, 13 de março de 2018

PIB de Pernambuco em 2017 cresceu o dobro do nacional, diz Condepe/Fidem

Cana-de-açúcarFoto: Nathália Bormann/Arquivo Folha
A economia pernambucana apresentou, em 2017, uma recuperação mais rápida e maior que a brasileira. De acordo com o resultado divulgado na tarde desta terça-feira (13) pela agência Condepe/Fidem, no Recife,  o Produto Interno Bruto (PIB cresceu o dobro do resultado nacional, fechando o ano passado com alta de 2% se comparado com 2016. O resultado foi influenciado pelo desempenho agregado nos setores de agropecuária (19,0%), indústria ( -1,1%) e serviços (1,9%). 

Na agropecuária, entre janeiro e dezembro de 2017, a agricultura de lavouras temporárias cresceram 45,6%, influenciadas pelo incremento na produção do milho, cana-de -açúcar e arroz. Já nas permanentes, os destaques foram a produção de uva manga e coco da baía, com alta de 17,1%. Na pecuária, a produção avícola e leiteira puxou o crescimento em 3,1%.

A indústria, apesar do desempenho negativo no geral, a exemplo da construção civil, que teve queda de 6,5%, teve seu resultado devido à indústria da transformação e produção e distribuição de eletricidade, gás, água, esgoto e limpeza urbana.

O setor de serviços, que em Pernambuco teve, no acumulado do ano, crescimento de 1,9%, apresentou no comercio, atividades imobiliárias e aluguéis, além de transporte, armazenagem e correio e outros serviços. As influências negativas vieram da intermediação financeira, seguros, previdência complementar e serviços relacionados e da administração, saúde e educação públicas. 

Para este ano, a projeção da Condepe/Fidem é que o Estado se mantenha em crescimento, com perspectiva positiva de 3%.

Da Folha de PE

sexta-feira, 9 de março de 2018

Produção industrial em Pernambuco sobe em fevereiro, mas recua em 8 estados

Produção industrialFoto: Reprodução
Oito dos 14 locais pesquisados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) tiveram queda na produção de industrial de dezembro de 2017 para janeiro deste ano. Os maiores recuos foram observados no Paraná (4,5%), Rio Grande do Sul (3,5%) e em São Paulo (3,3%), segundo dados da Pesquisa Industrial Mensal - Produção Física Regional divulgados hoje (9).

Também tiveram queda abaixo da média nacional (2,4%), o Ceará (2,2%), Rio de Janeiro (2,1%), Espírito Santo (0,9%) e Santa Catarina (0,1%).

Na contramão, aparecem seis estados com alta na produção: Pará (7,3%), Amazonas (7,1%), Goiás (2,4%), Pernambuco (1,5%), Minas Gerais (1,4%) e Bahia (0,9%). Além de acompanhar a produção industrial de três estados nordestinos separadamente (Ceará, Pernambuco e Bahia), o IBGE também calcula a produção dos nove estados da Região Nordeste somados. A região teve queda de 1,1% de dezembro para janeiro.

Outras comparações
Nos demais tipos de comparação temporal, o IBGE também calcula o desempenho da indústria do estado do Mato Grosso. Na comparação com janeiro do ano passado, a produção avançou em 11 dos 15 locais pesquisados, com destaque para o Amazonas (32,7%). Quatro locais tiveram queda, com destaque para o Espírito Santo (7,8%).

No acumulado de 12 meses, a produção também avançou em 11 locais, com destaque para o Pará (10,1%). Um local manteve a produção estável (Bahia) e três tiveram queda na produção, com destaque para Pernambuco (2,3%).

Da Agência Brasil

segunda-feira, 5 de março de 2018

ITEP capacita produtores de laticínios em parceria com o Sebrae

Imagem: Divulgação/Reprodução
Os queijos, leite e iogurtes produzidos no Agreste de Pernambuco ganharão mais variedade e qualidade. O Instituto de Tecnologia de Pernambuco (ITEP) vem desenvolvendo - via Sebratec - uma série de cursos voltados aos produtores da região. A primeira capacitação, realizada nos dias 19 e 20 de janeiro, foi voltada à fabricação de queijos do reino e parmesão, ampliando as possibilidades dos empresários locais. “A região Nordeste é campeã no consumo de queijo do reino no Brasil, mas a maioria do produto é feita em outros estados. A produção é simples e pode ser realizada pelos nossos laticínios”, explica Vânia Lemos, coordenadora de operações do Centro Tecnológico de Laticínios do ITEP.

Além de ampliar o portfólio de produtos, os cursos também esperam aumentar os lucros do setor. Nos dias 26 e 27 de janeiro, os produtores foram capacitados para fabricar queijos minas frescal, ricota e coalho defumado e condimentado. “Já há empresários produzindo ricota. Antes, jogava-se o soro do leite fora; agora, eles podem evitar o desperdício, gerar lucro e atender a mais uma fatia de mercado”, aponta Vânia Lemos.

O próximo curso será realizado nos dias 23 e 24 de março e terá foco na fabricação de bebidas lácteas, fermentados e achocolatados. Nos dias 6 e 7 de abril, haverá capacitação voltada à produção de iogurte, coalhada e sorvetes. Para participar dos cursos é preciso ter CNPJ, uma vez que o curso é realizado via Sebraetec. Os interessados podem entrar em contato com a unidade do Sebrae em Garanhuns no telefone (87) 3221.3333.

Da Assessoria

terça-feira, 20 de fevereiro de 2018

Acic realiza 25ª Rodada de Negócios da Moda Pernambucana

Imagem: Divulgação/Reprodução

A Acic realiza, de 7 a 9 de março, a 25ª Rodada de Negócios da Moda Pernambucana (RNMP) edição outono/inverno, no Polo Caruaru. O Sebrae é correalizador do evento. Serão 120 stands de empresas de Pernambuco e de outros estados como Minas Gerais, Ceará e Paraíba. São esperados mais de 400 compradores de todo o Brasil.  A expectativa é de um aumento de 8% em vendas com relação a edição do ano passado, realizada no mesmo período.

A Rodada mantém o ritmo de inovação. As coleções outono/inverno e uma melhor estrutura do entorno do evento serão novidades. A Alameda dos Profissionais, espaço aberto ao público, contará com oficinas de gastronomia e atividades ligadas à moda, resultado da parceria com o Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (Senac). A Prefeitura de Caruaru vai apresentar elementos do São João da cidade em um stand que será montado no local.

A RNMP contará com o apoio do Governo do Estado, através da Agência de Desenvolvimento Econômico de Pernambuco (AD-DIPER) e da Prefeitura de Caruaru, através da Fundação de Cultura e Turismo e da Secretaria de Desenvolvimento Econômico e Economia Criativa, e com a parceria do Núcleo Gestor da Cadeia Têxtil e de Confecções de Pernambuco (NTCPE). Os demais parceiros da RNMP são a Associação Comercial e Industrial de Toritama (Acit), a Associação Empresarial de Santa Cruz do Capibaribe (Ascap), a Associação Comercial, Industrial e Agropecuária de Surubim (Aciasur) e o Sindicado das Indústrias do Vestuário do Estado de Pernambuco (Sindvest/PE).

Para o coordenador Wamberto Barbosa, esta será uma edição de sucesso. “O final de ano foi positivo para a economia e as vendas de janeiro também foram positivas. Isso acaba por aquecer as intenções de compras do varejo. Esperamos que esses compradores que confirmaram presença estejam dispostos a comprar pelo conjunto desses fatores”, afirmou.

A 23ª edição atingiu R$ 17,5 milhões em vendas. Foram quase 1 milhão de peças comercializadas e mais de 300 compradores de 22 estados brasileiros. Contou com 112 empresas expositoras que mostraram suas coleções em 124 stands. Em 24 edições realizadas até hoje, foram mais de 310 milhões em vendas.


Da Assessoria

segunda-feira, 25 de dezembro de 2017

Conta de luz subirá 9,4% e até mais se economia crescer em 2018

Foto: PxHere
O consumidor residencial brasileiro terá de lidar com dois anos de reajustes na energia bem acima da inflação. As causas são um regime de chuvas insuficiente para compensar períodos de seca e o aumento dos encargos sociais. Na média, as tarifas devem fechar o ano com alta de 14% e subir 9,4% em 2018. A expectativa é que o IPCA (inflação oficial) fique abaixo de 3% em 2017 e em 4% no ano que vem.

Em algumas regiões, as tarifas podem pesar ainda mais no bolso, segundo levantamento da consultoria especializada TR Soluções. Na média, a maior alta deve ser registrada na região Sul (+10,7%), seguida pelo Sudeste (+9,3%). Em São Paulo, por exemplo, a conta de luz deve fechar este ano 7% mais cara e subir outros 9,1% em 2018.

A energia elétrica deve também ter um efeito não desprezível de 0,4 ponto percentual sobre a inflação medida pelo IPCA do ano que vem. A previsão da TR inclui algumas premissas: as diferentes bandeiras esperadas ao longo do ano, os reajustes previstos para as principais distribuidoras e o regime de chuvas para o período.

As projeções são feitas para 13 regiões metropolitanas usadas como referência e que espelham o que ocorre no país. De janeiro a abril -o período considerado chuvoso-, as principais hidrelétricas brasileiras devem gerar em média o equivalente a 85% da energia que vendem, de acordo com a TR.

 Isso significa dizer que, se as chuvas não ajudarem e as geradoras produzirem algo abaixo disso, as tarifas poderão subir ainda mais. Além do regime de chuvas, os encargos incluídos na tarifa também explicam as previsões pouco animadoras.

Da Folha de PE

domingo, 22 de outubro de 2017

Crescem as vagas temporárias em Pernambuco

Foto: Anderson Stevens
O fim do ano é tradicionalmente um período de grande movimentação e geração de empregos devido à proximidade das festas de Natal e Ano Novo. Este ano, com os sinais de recuperação da economia brasileira, a estimativa de contratação para vagas temporárias é positiva nas áreas do comércio - principalmente -, indústria e serviços. De acordo com a pesquisa realizada pela Associação Brasileira do Trabalho Temporário (Asserttem), em Pernambuco devem ser disponibilizadas 7,2 mil vagas temporárias, durante os meses de setembro e dezembro. A expectativa no acumulado deste último quadrimestre no estado é de um aumento referente a 5,4%, comparado ao mesmo período de 2016, que registrou a contratação de 6.826 trabalhadores temporários.

De acordo com o diretor regional da Asserttem no Nordeste, Cristian Giuriato, o período de admissão para essas vagas iniciou mais cedo este ano. “Os números voltaram a crescer e a demanda já começou no início de setembro, antes do previsto”, pontuou, acrescentando que em Pernambuco, cerca de 1,3 mil temporários foram contratados em setembro. As próximas previsões são de 1,5 mil admissões em outubro, 2 mil em novembro e 2,4 mil em dezembro. Nacionalmente, os números também são animadores. 

A pesquisa da Asserttem apresentou a estimativa de contratação de 374 mil trabalhadores temporários nos últimos quatro meses de 2017, um aumento de 5,4% em relação ao mesmo período de 2016, que registrou 355 mil temporários no mercado. Somente em dezembro, a contratação esperada é de 115 mil. Para o ramo do comércio, a previsão é de 55% do total de contratações, indústria deve registrar 36% e a área de serviços, 9%.

Para o economista da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Pernambuco (Fecomércio-PE), Rafael Ramos, já se observa um início de recuperação. 

“Neste fim de ano, a expectativa é de ter o melhor ano de vendas e de contratos temporários comparado a 2015 e 2016. E a previsão é de que 20% das vagas temporárias se tornem efetivas”, avaliou o economista.

Da Folha de PE

terça-feira, 26 de setembro de 2017

Secretaria da Fazenda de PE faz leilão de mercadorias apreendidas

Imagem: Divulgação/TV Jornal
A Secretaria de Administração do Estado (SAD-PE), em parceria com a Secretaria da Fazenda de Pernambuco (Sefaz-PE), realiza nesta quarta-feira (27), o terceiro leilão do ano de mercadorias apreendidas pela Fazenda. O certame ocorrerá no auditório da Sefaz-PE, localizado na Avenida Cruz Cabugá, nº 1419, bairro Santo Amaro, a partir das 9h30. Na ocasião, serão leiloados 160 lotes de produtos contendo peças de vestuário, máquinas leitoras de cartão de crédito e débito, relógios, mobílias, eletrodomésticos, rádios portáteis, entre outros. A soma dos valores mínimos dos lotes chega a R$ 15.510.


Poderão participar do leilão as pessoas físicas acima de 18 anos e portando CPF, RG e comprovante de residência (originais e cópias), e jurídicas, com representante munido de procuração e com os mesmos documentos pessoais exigidos para as pessoas físicas participantes. Além do leilão presencial, os lances podem ser ofertados pela internet, por meio da página do leiloeiro oficial do Estado (www.coliseumleiloes.com.br). O edital está disponível no site do leiloeiro oficial e na página da SAD-PE (www.sad.pe.gov.br).

Os lotes com os produtos a serem leiloados estão localizados no Depósito Central de Mercadorias Apreendidas da Sefaz-PE, na Rua da Fundição, nº 510, bairro de Santo Amaro, Recife. Os interessados em participar do leilão deverão procurar a equipe do leiloeiro neste endereço. A visitação estará aberta nos dias 22, 25 e 26 de setembro, das 9h às 12h e das 14h às 16h. O telefone do depósito é (81) 3183.5800.

Da Sefaz-PE

domingo, 24 de setembro de 2017

Pernambuco cria mais de 4 mil vagas de emprego em agosto

Imagem: Divulgação/Reprodução-Internet
Geração de vagas foi puxada pela indústria de transformação. Igarassu, Petrolina e Bezerros foram os líderes na abertura de oportunidades

A proximidade das festas de fim de ano faz do mês de agosto, tradicionalmente, um período favorável à geração de empregos. Tanto que, justamente no mês passado, os saldos de empregos formais no Brasil e em Pernambuco foram positivos, segundo o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged). No estado, o quarto maior saldo positivo do país, foram criadas 4.206 novas vagas considerando a diferença entre admissões e demissões, um crescimento de 0,34% em relação ao estoque do mês anterior. O saldo é o maior desde agosto de 2014. 

No Brasil, o saldo positivo foi de 35.457 novos postos de trabalho - crescimento de 0,09% em relação ao estoque do mês anterior. O Nordeste foi, inclusive, a região de maior destaque na geração de empregos no período. Juntos, os estados nordestinos totalizaram 19.964 novas vagas, contra 5.935 na região Sul e 4.655 no Centro-Oeste.

Cinco dos oito setores de tiveram crescimento no nível de emprego em agosto, na perspectiva nacional. Os números positivos foram dos setores de serviços, com 23.299 novos postos (+0,14%); indústria de transformação; com saldo de 12.873 postos (+0,18%); comércio, com 10.721 novos postos (+0,12%); construção civil, com 1.017 novas vagas (+0,05%); e administração pública, que teve crescimento de 528 postos (+0,06%).

“Os números apontam a importante continuidade da retomada do crescimento do emprego no estado, em agosto. Esses números podem ficar ainda melhores nos próximos meses”, argumentou o ministro do Trabalho, Ronaldo Nogueira. Foi o quinto mês consecutivo e o sexto do ano em que o Caged registrou um número maior de contratações do que de demissões. 

De volta ao dado estadual, o setor da indústria de transformação foi o responsável por puxar o desempenho positivo com a abertura de 1.927 novos postos formais. A agropecuária ficou em segundo lugar (1.802 novos postos), seguido pelos serviços, responsáveis por 673 novas vagas.

A avaliação por municípios mostra Igarassu, na Região Metropolitana do Recife, na liderança do mês. Por lá foram abertas 2.150 vagas no período, um crescimento de 15,6%, puxado pelo polo industrial instalado na região, que inclui fabricantes de bebidas, entre outros. Petrolina, no Sertão, aparece em segundo lugar, com 1.313 postos e Bezerros, no Agreste, em terceiro, responsável por 333 vagas.

Da Folha de PE

quarta-feira, 20 de setembro de 2017

Pernambuco despenca no Ranking de Competitividade dos Estados

Foto: Arthur Mota/Folha de Pernambuco
O estado de Pernambuco caiu da 13ª para a 18ª colocação no Ranking de Competitividade dos Estados em 2017, elaborado pelo CLP (Centro de Liderança Pública) em parceria com a Economist Intelligence Unit e a Tendências Consultoria. A queda do estado foi uma das principais do ranking. Amapá (16ª para 26ª) e Amazonas (17ª para 22ª) registraram o pior desempenho. 

O levantamento considera 66 indicadores, agrupados em dez pilares, como segurança pública, infraestrutura, solidez fiscal e potencial de mercado. O Estado de São Paulo manteve a primeira posição. Santa Catarina, que estava em terceiro no ano passado, assumiu a vice-liderança no lugar do Paraná, que caiu uma posição. O DF permaneceu em quarto.

"Mesmo alguns Estados que mostraram um considerável esforço de ajuste dos gastos correntes, isso se deu às custas, muitas vezes, de uma elevação do contingenciamento de despesas, afetando o grau de execução do orçamento e o nível de investimento público", ressalta o estudo.

"E para alguns Estados com elevado endividamento, o esforço de geração de resultados primários acabou se mostrando insuficiente para deter a piora do deficit nominal e do endividamento", completa.

Mudanças

A Paraíba foi o Estado do Nordeste com melhor colocação, na décima posição, à frente de Mato Grosso (12º) e Goiás (13º), desbancando feito de Pernambuco, que em 2016 aparecia em 13º e agora caiu para 18º. Nas últimas colocações do ranking geral ficaram Maranhão, Amapá e Sergipe, que passou da penúltima posição em 2016 para a última neste ano. Os Estados que mais avançaram em relação ao ano anterior foram Acre (25º para 19º), Rondônia (22º para 17º), além da própria Paraíba, que em 2016 estava em 15º.

Da Folha de PE

domingo, 17 de setembro de 2017

PIB de Pernambuco cresceu 2,3% no primeiro semestre de 2017

Imagem: Divulgação/Reprodução
A economia pernambucana apresentou resultados melhores que os brasileiros, consolidando um movimento de recuperação, no primeiro semestre deste ano. Pelo menos é isso que indica os números do Produto Interno Bruto (PIB) do Estado, apresentados pela Agência Condepe/Fidem nesta sexta-feira (15).

Segundo a agência, o PIB de Pernambuco cresceu 2,3% nos seis primeiros meses de 2017, já o do Brasil manteve-se estável (0%). Considerando apenas o segundo trimestre do ano, a economia pernambucana cresceu 2,7% e a brasileira, 0,3%. Por isso, a Condepe Fidem também projeta um bom desempenho para o final do ano. "Pernambuco vai crescer mais que os 0,3% ou 0,4% do Brasil em 2017", garantiu o diretor executivo da agência, Maurílio Lima, que elevou de 1% para 2% a projeção do PIB de Pernambuco para 2017. 

Ainda segundo Lima, esses números são resultado de três fatores principais: a recuperação de parte da agropecuária, muito castigada pela seca em 2016; o início da recuperação da indústria de transformação, que foi puxado pela produção de embarcações e automóveis no segundo trimestre deste ano; e o desempenho do comércio, favorecido pela queda da inflação, que aumentou o poder aquisitivo da população.

Da Folha de PE

segunda-feira, 14 de agosto de 2017

Acic e Sebrae divulgam resultado da 24ª Rodada de Negócios da Moda Pernambucana

Imagem: Divulgação/Reprodução
Cerca de 20 milhões em negócios, aproximadamente 500 compradores, mais de um milhão de peças comercializadas, quase quatro mil pedidos gerados, mais de 1.340 visitantes em três dias de evento. Os números da 24ª Rodada de Negócios da Moda Pernambucana (RNMP) comprovam a força da iniciativa dentro do calendário brasileiro de exposições e feiras do Brasil. A partir desta edição, o potencial de atualização com as tendências do mercado ficou ainda mais evidente, a partir da criação de um espaço externo que aproximou o público dos profissionais da cadeia da moda e da inclusão de uma empresa de Goiás entre as expositoras do evento.

Após 12 anos de realização, a Associação Comercial e Empresarial de Caruaru (Acic) e o Sebrae em Pernambuco continuam demonstrando o fôlego da Rodada de Negócios da Moda Pernambucana para inovar e oferecer um formato de negócio atrativo para expositores e compradores e, agora, também para o público em geral. Na 24ª edição, as novidades começaram pela nova identidade visual do evento. Com o novo espaço, a Rodada de Negócios passou a disponibilizar cinco ambientes de exposição dos portfólios dos profissionais de moda (um estilista, um coletivo de styling, uma produtora de moda, uma consultora de moda e um estúdio de design de estampas), de seus produtos e uma exposição plástica e estética do conceito de moda para visitação.

Para o presidente da Acic, Pedro Miranda, a soma das novas propostas agregou mais interesse de participantes e visitantes pela mais recente edição do evento. “Avaliamos que os resultados da 24ª RNMP foram muito positivos, pois cumprimos todo o planejamento. Ampliamos a área de exposição com um novo layout, que proporcionou mais conforto e funcionalidade para expositores e compradores. Inovamos com a Alameda dos Profissionais, um novo espaço voltado para as pessoas que têm interesse em moda, mas não fazem parte da comercialização. Proporcionamos um happy hour regional para os expositores e compradores e ainda preparamos uma equipe para acompanhar todo o período pós-venda. Além disso, iniciamos as discussões no Comitê Gestor para implantação de novas medidas para fazer a próxima edição ainda melhor e maior”, enfatizou.

A participação de uma empresa de Goiânia foi outra novidade que acrescentou mais opções aos compradores que vieram de todas as regiões do País. Assim, o mix de expositores aumentou e empresas dos estados da Paraíba, do Ceará, do Rio Grande do Norte e de Goiás se somaram às representantes de Pernambuco na Rodada de Negócios. Fornecedoras de peças de surf wear/street wear, praia, fitness, moda íntima, bebê/infantil, jeans, moda feminina, moda masculina e de calçados e acessórios, as expositoras lançaram suas coleções primavera/verão 2018 e apresentaram as tendências para as estações mais quentes do ano.

A empresária Flávia Ribeiro da Khato Jeans se baseou na experiência bem sucedida como compradora do evento e, na 24ª edição, tornou-se uma expositora da RNMP, fazendo da sua empresa a primeira de fora do Nordeste a participar como fornecedora. “A Khato Jeans veio para a Rodada de Negócios em busca de novos clientes, porque eu sei que o evento é o lugar ideal para isso. Trouxemos um produto de qualidade e de preço bom, assim como meus concorrentes. Eu já participei como compradora e, desde então, tive a certeza que como expositora também obteria êxito e que faríamos bons negócios. Somos de Goiás, Estado famoso pela cultura do sertanejo, que se reflete nas confecções. Nosso forte são as calças jeans mais justas que os clientes gostam, inclusive por serem usadas por ídolos da música”, disse.

Entre os compradores, a importância de participar do evento também é uma unanimidade. “Para nós, a Rodada sempre é bem produtiva. Conhecemos marcas novas, adiantamos bem nossas compras e sempre fazemos bons negócios”, afirmou a empresária do setor de confecções Jucilene Lima, de Cuiabá, no Mato Grosso, que, inclusive, foi o estado que mais comprou na 24ª RNMP. Vindo da região Sul do Brasil, Rodrigo Luís e Souza, de Guaramirim (SC), que é proprietário de uma indústria de confecções, aprovou a iniciativa. “Participamos pela primeira vez. É um evento com um grande porte e com muitas opções. Adquirimos muita experiência e conhecemos ótimas marcas. Foi muito gratificante estar entre os compradores”.

Entre as apostas das marcas expositoras do evento para primavera/verão 2018, o tropicalismo e as texturas se destacam. A empresária Ednete Cordeiro, da grife de roupas femininas Edmilly, que participou pela primeira vez do evento, trouxe os cenários típicos do tropicalismo para as peças. “O tropical é nossa maior inspiração para esta coleção, buscamos transmitir em nossos tecidos e estampas a essência deste universo paradisíaco através da beleza das flores, do frescor das plantas e da alegria das frutas”. Na moda fitness, as texturas se sobressaem na opinião da empresária da Saka Verão, Gabriela Arruda. “Nas roupas para academia investimentos em tecidos de diferentes texturas nos shorts, saias, calças, camisetas de manga e regatas”.

A Rodada de Negócios da Moda Pernambucana contou com o patrocínio do Banco do Nordeste e do Governo Federal e com o apoio do Sindicato das Indústrias do Vestuário de Pernambuco (Sindivest-PE), da Associação Comercial e Industrial de Toritama (Acit), da Associação Comercial e Empresarial de Surubim (Aciasur) e da Associação Empresarial de Santa Cruz do Capibaribe (Ascap) na realização da 24ª edição. 

Da Assessoria

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