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quarta-feira, 16 de setembro de 2020

PIB de Pernambuco acumula queda de 4,5% em 2020

Reprodução
Impacto esperado pela pandemia da Covid-19 se confirmou e Produto Interno Bruto (PIB) de Pernambuco acumula queda de 4,5% em 2020. O índice, que tem influência negativa dos setores da indústria (-14,7%) e de serviços (-8,9%), foi menos negativo que o resultado nacional, de -5,9%. Os resultados foram detalhados ontem pela Agência Condepe/Fidem.

O setor da agropecuária que teve rendimento positivo de 4,5% no período, arrefecendo a queda, especialmente pelo desempenho das lavouras temporárias, 
que tiveram alta de 13,9% com as safras de cana-de-açúcar, milho, abacaxi e melancia. Já na pecuária, o desempenho positivo de 2,4% está relacionado ao setor avícola.

Com relação à indústria, o diretor de Estudos e Pesquisas Socioeconômicas da Agência, Rodolfo Guimarães, relembrou que a economia do estado, que tinha passado por mudanças com a implantação do polo automotivo da Fiat Chrysler Automobiles (FCA) e com o refino de Petróleo (no complexo de Suape) sofreu com as quedas das duas atividades. “No segundo trimestre deste ano, a indústria de transformação sofreu queda de 14,7%, acima da nacional, de 12,7%, depois de ter se mantido ainda positivo no primeiro tri. Nossa dinâmica industrial vinha acima da do Brasil desde a recuperação da crise de 2016”, explicou.

Com relação ao segundo trimestre de 2019, o recorte de 2020 mostra o quanto as economias nacional e pernambucana perderam com a pandemia. Enquanto o Brasil teve queda de 11,4%, o estado ficou negativo em 9,6%.

Queda histórica
“A queda registrada é a maior dentro da série desde 2002, quando a gente teve esse número detalhado trimestralmente. Veio dentro das expectativas, os números já vinham indicando nas análises mensais. E a queda não se dá apenas no segundo trimestre do ano, mas começa já em março”, pontuou a consultora da Condepe/Fidem, Cláudia Pereira.

Segundo o diretor Executivo de Estudos, Pesquisas e Estatística, Maurílio Soares, já se observa alguma reação, com a reabertura gradativa. “Os resultados alcançados vão depender de outras medidas adotadas pelos governos estadual e federal de estímulo às atividades que ainda precisem de apoio. Todo gestor espera fazer que a economia cresça para que se volte a gerar empregos”.

Do Diario de PE

domingo, 21 de junho de 2020

PIB de Pernambuco cresce acima do nacional

Trabalho em indústria - Foto: Foto: Arquivo/Agência Brasil
O Produto Interno Bruto (PIB) - soma de todos os bens e serviços produzidos -, de Pernambuco, fechou o primeiro trimestre de 2020 com saldo positivo em 0,8%, na comparação com o mesmo período de 2019. Em quantia, isso representa R$ 51,6 bilhões, no período. R$ 1,3 bilhões a mais na comparação com o mesmo período de 2019. Pernambuco registrou no 1º trimestre deste ano, o pior resultado desde o primeiro trimestre de 2017 (0,9%). Apesar de um resultado suave no PIB do Estado, o Brasil, no entanto, encerrou o 1º trimestre com variação de -0,3%. Os dados foram divulgados ontem pela Agência Estadual de Planejamento e Pesquisas de Pernambuco (Condepe/Fidem). 

O saldo de Pernambuco, embora tímido, foi puxado principalmente pela Indústria (3,2%) e Agropecuária (0,4%). O subsetor da pecuária (3,9%) foi o agente que puxou o setor agro. Já nas lavouras, tanto as temporárias como permanentes, fecharam o primeiro trimestre de 2020 com queda de 18% e 19,5%, respectivamente. No país, a Agropecuária fechou o trimestre com saldo do 1,9%.

“A agropecuária pernambucana vinha se recuperando positivamente desde um período muito difícil que passamos no começo da década por conta da grande seca, que atingiu fortemente os setores agrícolas. Neste primeiro momento a gente tem uma estabilidade no setor. Embora haja um número negativo nas lavouras, mas como o peso é pequeno, ele não foi suficiente para contrabalançar o lado positivo da pecuária” detalha o gerente de Estudos e Pesquisas da Agência Condepe/Fidem, Rodolfo Guimarães.

Em Pernambuco, o subsetor de Indústria de Transformação (variação de 8%) foi responsável por puxar todo o segmento de Indústrias. “Já observamos que até 2019, que nossa economia sempre estava em um comportamento mais dinâmico do que a economia brasileira. Um dos principais fatores é a indústria de transformação. Houve implantação de setores presentes no mercado, como a refinaria, o polo automotivo, polo de bebidas, de produtos de limpeza que são fortes regionalmente e que contribuía para o desempenho da indústria pernambucana”, explicou Guimarães.

Por outro lado, o setor de serviços já sentiu os impactos após a segunda quinzena de março e fechou o primeiro trimestre de 2020 com queda de 0,1%. Os subsetores responsáveis pelo cenário negativo foram o comércio (-1,5%) e outros serviços (-3,8%), que é referente a serviços prestados à família, cadeia hoteleira, restaurante, bares, serviços às empresas. Na composição setorial, o segmento da Indústria compõe 20,9% e a Agropecuária 3,9%. Já o setor de serviços é o que tem o maior peso e representa 75,3%.

“Muitos desses serviços é prestado de forma presencial. Ou seja, é necessário o contato entre o ofertante e o demandante. Como o salão de beleza, academias de ginástica etc. É um setor que exige a circulação de pessoas e nesse sentido, com as medidas tomadas no mundo inteiro de isolamento social, certamente reflete em impactos importantes nessa diminuição na atividade de serviços”, ressalta Guimarães explicando sobre a queda no segmento de serviços. 

Da Folha de PE

sexta-feira, 13 de março de 2020

PIB de Pernambuco cresce mais que o nacional

O Polo Automotivo de Goiana vai receber altos investimentosFoto: Folha PE
Indicador econômico da produção estadual marcou crescimento de 1,9% em comparação ao ano de 2018.

Pelo terceiro ano consecutivo após a recessão que fez o Produto Interno Bruto (PIB) pernambucano recuar 4,2% e 2,9%, em 2015 e 2016, respectivamente, a economia estadual mostra sinais concretos de retomada. Segundo dados divulgados ontem pela Agência Estadual de Planejamento e Pesquisas de Pernambuco (Condepe/Fidem), em 2019, o PIB do estado variou positivamente em 1,9% em relação ao ano anterior.

Em comparação com o nacional, divulgado na última semana pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), os resultados da economia pernambucana dentro dos três grandes setores analisados - agropecuária, indústria e serviços - colocam a produção estadual em mais um ano acima do Brasil, que fechou 2019 com crescimento modesto de 1,1%. Em valores correntes, o PIB pernambucano foi de R$ 205 bilhões.

Segundo explica o gerente de Estudos e Pesquisas da Agência Condepe/Fidem, Rodolfo Guimarães, embora no terceiro trimestre do ano passado a economia pernambucana, influenciada pelo fechamento do Estaleiro Atlântico Sul (EAS) e pela queda da produção de petróleo na Refinaria Abreu e Lima (Rnest), tenha apresentado resultados modestos, ela se recuperou no trimestre seguinte.

“O quarto trimestre compensou o fraco desempenho do terceiro. De fato, 2019 encerrou dentro do que se esperava, em linha de recuperação mais intensa do que a brasileira”, comenta o gerente.

Os bons resultados do ano passado foram puxados pelo bom desempenho em dois principais setores - indústria e agropecuária. Neste último, o destaque foi para as lavouras permanentes que registraram crescimento de 22%, ficando evidente os incrementos na produção de laranja, banana, manga, uva, maracujá, coco-da-baía, goiana e castanha-de-caju.

Já as lavouras temporárias registraram 10,4%, sendo puxadas por cana-de-açúcar, milho, mandioca, melão, melancia e batata-doce. A pecuária apresentou crescimento de 5,5%, com destaque para o aumento na produção de ovos, a suinocultura, bovinos e leite.

O crescimento do setor industrial pernambucano (3,4%) decorreu do desempenho positivo das atividades da indústria de transformação (5,2%), destacando-se neste segmento a produção de veículos automotores, reboques e carrocerias (21,1%), de coque, produtos derivados do petróleo e de biocombustíveis (12,7%), de sabões, detergentes, produtos de limpeza, cosméticos, perfumaria e higiene pessoal (10,8%), entre outros.

Os índices da produção e distribuição de eletricidade, gás, água, esgoto e limpeza urbana foi de 2,2%, enquanto a construção civil foi de 0,5%.
“Basicamente quem dá o tom, o peso da consolidação do processo de desenvolvimento pernambucano são os empreendimentos frutos de decisões tomadas no passado, como a vinda da refinaria e o polo automotivo”, destaca Guimarães.

No setor de serviços, que teve um acumulado anual de 1%, as atividades que mais contribuíram para o resultado foram as de administração, saúde e educação pública (1,9%); transporte, armazenagem e correio (1,9%); seguido de atividades imobiliárias e aluguéis (1,7%), comércio com 0,3%, entre outros. “O interessante é observar que o crescimento da economia não ficou centrado em um único setor, mas em todos. Isto é tão importante quanto o crescimento em si”, destaca a secretária executiva da Secretaria de Desenvolvimento de Pernambuco, Maíra Fischer.

Da Folha de PE

sábado, 14 de dezembro de 2019

PIB estadual cresce 0,7% no terceiro trimestre

Movimentação no comércioFoto: Paullo Allmeida/Folha de Pernambuco
Esse desempenho decorreu do comportamento dos três grandes setores econômicos: Agropecuária (9,5%), Indústria (-2,7%) e Serviços (1,3%)

Impactado pelo fechamento do Estaleiro Atlântico Sul, em agosto, e pela redução da produção de petróleo na Refinaria Abreu e Lima (Rnest), o resultado do Produto Interno Bruto (PIB) pernambucano do terceiro trimestre foi de crescimento modesto. Segundo dados divulgados na última sexta pela Agência Estadual de Planejamento e Pesquisas de Pernambuco (Condepe/Fidem), quando comparado ao mesmo trimestre do ano anterior, a alta foi de 0,7%.

Esse desempenho decorreu do comportamento dos três grandes setores econômicos: Agropecuária (9,5%), Indústria (-2,7%) e Serviços (1,3%). Em valores correntes, o PIB do terceiro trimestre de 2019 alcançou R$ 48,8 bilhões.

Embora positivo, quando comparado ao PIB brasileiro do período, o resultado interrompeu a trajetória de dez trimestres consecutivos de crescimento acima do nacional, que marcou no período alta de 1,2%. Mas, segundo os analistas do Condepe/Fidem, trata-se de algo pontual, uma vez que no acumulado do ano, a economia pernambucana se mantém em curva ascendente à nacional, marcando alta de 1,5%, enquanto no Brasil, o percentual é de 1,0%. “O fechamento do Estaleiro e a queda na produção da Rnest tiveram impacto direto nesse resultado aquém do nacional. Porém, no acumulado do ano, a economia pernambucana ainda ascende à nacional”, analisa o gerente de estudos e pesquisas socioeconômicas da Agência Condepe/Fidem, Rodolfo Guimarães, que estima que crescimento de 2,1% no PIB do 4° trimestre.

Para o diretor de Estudos e Pesquisas da agência, Maurílio Lima, os números mostram que os investimentos foram feitos e que estão apresentando resultados favoráveis. “Mas, a economia nacional se recupera lentamente de uma crise e, Pernambuco, se recupera em ritmo melhor que o nacional”.

Ao detalhar os resultados dos setores econômicos no último trimestre, os destaques ficaram por conta da agricultura e serviços. No primeiro, que totalizou alta de 9,5%, as lavouras temporárias, com as culturas de cana-de-açúcar, mandioca, melão, melancia e batata-doce variaram 11,5%. Já as lavouras permanentes, tiveram crescimento de 11,0% com o aumento na produção de laranja, banana, manga, maracujá, coco-da-baía, goiaba e castanha-de-caju. Na pecuária, a alta de 3,4% foi consequência do aumento na produção de ovos e bovinocultura.

Impactado pelo fechamento do estaleiro, o setor industrial pernambucano apresentou variação de -2,7% no volume do seu valor adicionado. Os desempenhos positivos ficaram pela atividade de produção e distribuição de eletricidade, gás, água, esgoto e limpeza urbana (1,6%) e na construção civil (0,9%).

Com o maior peso no PIB, o setor de serviços cresceu 1,3%. O resultado foi consequência do bom desempenho dos segmentos de comércio (2,0%), administração, saúde e educação públicas (1,9%), atividades imobiliárias e aluguéis (1,9%) e outros serviços (0,5%).

Da Folha de PE

terça-feira, 19 de março de 2019

Produção de veículos e expansão de serviços puxam o PIB de Pernambuco em 2018

Imagem: Divulgação/Blog Negócios & Informes
A economia pernambucana cresceu 1,9% em 2018, mantendo o ritmo do ano anterior, quando obteve 2% de aumento. Os dados, divulgados nesta terça-feira pela Agência Estadual de Planejamento e Pesquisas (Condepe/Fidem), mostram que os resultados do Produto Interno Bruto (PIB) foram puxados, sobretudo, pela produção de veículos, que cresceu 21,3%, e pela expansão de alguns serviços, como turismo, alimentação e entretenimento, que expandiram 3,6%.

Responsável por 76% do PIB estadual, o setor de serviços cresceu 1,7% no total. "Os serviços de alojamento, alimentação, turismo, entretenimento, além daqueles prestados diretamente a empresas (técnico e profissionais) são importantes, mas são reflexos (do aumento da demanda)", explica Rodolfo Guimarães, gerente de estudos e pesquisas socioeconômicas do Condepe/Fidem. "Os de alojamento e alimentação aumentam porque o consumo das famílias também cresce, assim como de empresas de turismo. No caso dos serviços técnicos e profissionais, depende do setor produtivo. Quanto mais a indústria e agropecuária crescem, mais demandam", acrescenta.

Na outra ponta, o setor editorial (livros, jornais, revistas e papelaria) registrou uma queda de 19,1%. O resultado está ligado à crise que o setor vem passando em âmbito nacional, com o fechamento de estabelecimentos e a recuperação judicial de empresas importantes. Tecidos, vestuários e calçados registraram uma retração de 8,3%.

Na indústria, que tem um peso de 19,7% e registrou crescimento percentual de 2%, o destaque foi a produção de veículos automotores, reboques e carrocerias, com 21,3%. "A Fiat (Polo Automotivo da Jeep) faz seu papel de competir no mercado, produz, gera emprego e renda. O produto tem sido bem sucedido, pegou um filão que deu certo, (a companhia) está vendendo e gerando (impacto no) PIB". A planta, localizada em Goiana, na Região Metropolitana, produziu 199 mil veículos dos modelos Renegade, Toro e Compass em 2018.

Na outra ponta, os produtos têxteis registraram queda de 9,4%, seguidos pelos produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (-7,9%). "São produtos como almofadas, puffs, travesseiros e semelhantes", diz Guimarães, salientando que o resultado não leva em consideração o setor de vestuário e o polo de confecções. Sobre o desempenho dos derivados de petróleo, o grande problema está na Refinaria Abreu e Lima (Rnest). "Ela processa menos barris que a capacidade máxima (são cerca de 115 mil por dia diante de uma capacidade de 230 mil no mesmo período)". E há dois motivos para isso, segundo o gerente: a não conclusão das obras da Unidade de Abatimento de Emissões (Snox) e a falta do segundo trem de refino.

Já a agropecuária obteve o maior crescimento percentual entre os setores, com 5,3%. No entanto, o segmento representa apenas 4,3% no PIB do estado. O destaque foi para as lavouras permanentes, especialmente a produção de uva, banana, manga e maracujá que, juntas, cresceram 13,6%. A pecuária, por sua vez, registrou aumento de 3,8% e foi puxada pela produção de ovos e pela bovinocultura de corte. Já as lavouras temporárias, que incluem cana-de-açúcar, feijão, milho, arroz e cebola, caíram 11%.

Do Diário de PE

sexta-feira, 14 de dezembro de 2018

PIB de Pernambuco no 3º trimestre cresce 2,5% em relação a 2017

Cédulas reaisFoto: Pixabay
A economia pernambucana cresceu neste terceiro trimestre de 2018 de acordo com levantamento da Agência Estadual de Planejamento e Pesquisas de Pernambuco (Condepe/Fidem). Os números foram apresentados na manhã desta sexta-feira (14), no Recife, e mostram que, em comparação ao trimestre anterior, o crescimento foi de 1,1%, e, quando comparado ao mesmo período de 2017, o aumento foi de 2,5%. Segundo a Condepe/Fidem, em valores reais, o PIB pernambucano do terceiro trimestre deste ano chegou a R$ 46,5 bilhões.

Segundo a agência, o PIB estadual, no acumulado anual desses primeiros nove meses, alcançou R$ 136,8 bilhões em valores correntes. Em relação ao mesmo período do ano passado, o PIB/PE apresentou crescimento de 2,2%. Segundo a Condepe/Fidem, o desempenho se deve ao "comportamento agregado, no período, dos três grandes setores econômicos: indústria (4,3%), serviços (1,8%) e agropecuária (-3,7%)".

Quando comparado com o PIB nacional, a economia pernambucana apresentou, percentualmente, comportamento mais acelerado que a brasileira nos primeiros nove meses do ano do PIB nacional, que foi de 1,1%.

Em relação ao segundo trimestre deste ano, o percentual de 1,1% de aumento foi, de acordo com a agência, reflexo do desempenho dos setores econômicos da Indústria (6,3%), dos Serviços (0,2%) e da Agropecuária (-0,3%).

Da Folha de PE

segunda-feira, 10 de setembro de 2018

PIB de Pernambuco cresce mais que o dobro do nacional no 2º trimestre de 2018

Foto: Agencia Brasil/arquivo
A economia pernambucana continuou crescendo no segundo trimestre de 2018, mesmo com a greve dos caminhoneiros, que desacelerou as atividades do comércio e da indústria. O Produto Interno Bruto (PIB) do Estado cresceu 2,3% em relação ao mesmo período do ano passado e 0,6% em relação ao trimestre imediatamente anterior, segundo a Agência Condepe/Fidem. 

Os números foram divulgados nesta segunda-feira (10) e revelam que a economia pernambucana continua com um desempenho melhor que a brasileira. É, que neste mesmo período, o PIB do Brasil cresceu 1% e 0,2%, respectivamente. 

Ainda segundo a Condepe/Fidem, o resultado pernambucano foi puxado sobretudo pelo desempenho da agropecuária, que cresceu 19,5% no trimestre devido à alta de lavouras temporárias como milho e mandioca. A indústria cresceu 5,4% por conta da indústria da transformação e da construção civil, que aumentou 0,3%. Já o setor de serviços variou 0,8%.

Da Folha de PE

terça-feira, 13 de março de 2018

PIB de Pernambuco em 2017 cresceu o dobro do nacional, diz Condepe/Fidem

Cana-de-açúcarFoto: Nathália Bormann/Arquivo Folha
A economia pernambucana apresentou, em 2017, uma recuperação mais rápida e maior que a brasileira. De acordo com o resultado divulgado na tarde desta terça-feira (13) pela agência Condepe/Fidem, no Recife,  o Produto Interno Bruto (PIB cresceu o dobro do resultado nacional, fechando o ano passado com alta de 2% se comparado com 2016. O resultado foi influenciado pelo desempenho agregado nos setores de agropecuária (19,0%), indústria ( -1,1%) e serviços (1,9%). 

Na agropecuária, entre janeiro e dezembro de 2017, a agricultura de lavouras temporárias cresceram 45,6%, influenciadas pelo incremento na produção do milho, cana-de -açúcar e arroz. Já nas permanentes, os destaques foram a produção de uva manga e coco da baía, com alta de 17,1%. Na pecuária, a produção avícola e leiteira puxou o crescimento em 3,1%.

A indústria, apesar do desempenho negativo no geral, a exemplo da construção civil, que teve queda de 6,5%, teve seu resultado devido à indústria da transformação e produção e distribuição de eletricidade, gás, água, esgoto e limpeza urbana.

O setor de serviços, que em Pernambuco teve, no acumulado do ano, crescimento de 1,9%, apresentou no comercio, atividades imobiliárias e aluguéis, além de transporte, armazenagem e correio e outros serviços. As influências negativas vieram da intermediação financeira, seguros, previdência complementar e serviços relacionados e da administração, saúde e educação públicas. 

Para este ano, a projeção da Condepe/Fidem é que o Estado se mantenha em crescimento, com perspectiva positiva de 3%.

Da Folha de PE

domingo, 17 de setembro de 2017

PIB de Pernambuco cresceu 2,3% no primeiro semestre de 2017

Imagem: Divulgação/Reprodução
A economia pernambucana apresentou resultados melhores que os brasileiros, consolidando um movimento de recuperação, no primeiro semestre deste ano. Pelo menos é isso que indica os números do Produto Interno Bruto (PIB) do Estado, apresentados pela Agência Condepe/Fidem nesta sexta-feira (15).

Segundo a agência, o PIB de Pernambuco cresceu 2,3% nos seis primeiros meses de 2017, já o do Brasil manteve-se estável (0%). Considerando apenas o segundo trimestre do ano, a economia pernambucana cresceu 2,7% e a brasileira, 0,3%. Por isso, a Condepe Fidem também projeta um bom desempenho para o final do ano. "Pernambuco vai crescer mais que os 0,3% ou 0,4% do Brasil em 2017", garantiu o diretor executivo da agência, Maurílio Lima, que elevou de 1% para 2% a projeção do PIB de Pernambuco para 2017. 

Ainda segundo Lima, esses números são resultado de três fatores principais: a recuperação de parte da agropecuária, muito castigada pela seca em 2016; o início da recuperação da indústria de transformação, que foi puxado pela produção de embarcações e automóveis no segundo trimestre deste ano; e o desempenho do comércio, favorecido pela queda da inflação, que aumentou o poder aquisitivo da população.

Da Folha de PE

sexta-feira, 28 de julho de 2017

Fundos poderão operacionalizar indústria armamentista de Pernambuco

Foto: Mandy Oliver/ Folha de Pernambuco
Tentando trazer a indústria armamentista para Pernambuco há quase um ano, o Ministério da Defesa obteve mais um avanço nesse processo nesta quinta-feira (27). É a possibilidade de financiamento de fábricas do segmento através do Fundo de Desenvolvimento do Nordeste (FDNE) e do Fundo Constitucional de Financiamento do Nordeste (FNE), que são operacionalizados pela Superintendência de Desenvolvimento do Nordeste (Sudene) e pelo Banco do Nordeste (BNB), respectivamente.

A inclusão do setor nesses fundos foi aprovada na 21ª reunião do Conselho Deliberativo da Sudene (Condel), que reuniu representantes de todos os estados atendidos pela superintendência no Instituto Ricardo Brennand, no Recife, e foi presidida pelo ministro da Integração, Helder Barbalho. Defensor da vinda da indústria armamentista para Pernambuco, o ministro da Defesa, Raul Jungmann, também participou da reunião. “Essa proposta de que o FDNE possa financiar a indústria da defesa é uma forma de incentivar essa indústria a se deslocar do Sul e do Sudeste para o Nordeste”, explicou Jungmann, dizendo que este segmento representa uma boa oportunidade de negócio para a região.

“A indústria da defesa representa 3,7% do PIB do País, gera 60 mil empregos diretos, tem um faturamento anual de R$ 202 bilhões e uma média salarial mais alta”, revelou o ministro pernambucano, dizendo que esta também é a indústria que mais investe em tecnologia do País e, por isso, pode fazer parcerias inclusive com o Porto Digital. Na ocasião, Jungmann lembrou também que o Governo de Pernambuco já está em negociação com duas fabricantes de munições. Uma delas é a suíça Ruag, que, segundo o ministro, está em estágio avançado de negociação com o Estado.

Da Folha de PE

domingo, 9 de julho de 2017

PIB pernambucano mantém trajetória de recuperação e cresce 1,4% no primeiro trimestre

Imagem: Divulgação/Reprodução
O Produto Interno Bruto (PIB) de Pernambuco cresceu 1,4% no primeiro trimestre de 2017, na comparação com o mesmo período de 2016. O resultado, sem ajuste sazonal, decorreu do desempenho dos três grandes setores da economia: Agropecuária (12,3%), Indústria (6%) e Serviços (0,6%). Em valores correntes, o PIB pernambucano do primeiro trimestre de 2017 alcançou R$ 40,7 bilhões.

 Os dados foram divulgados nesta quarta-feira (5/07) pela Agência Estadual de Planejamento e Pesquisa (Agência Condepe/Fidem), vinculada à Secretaria de Planejamento e Gestão (Seplag). Na mesma comparação, o PIB nacional registrou queda de 0,4%, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O presidente da Agência Condepe/Fidem, Maurílio Lima, ressalta que este crescimento não pode ser tratado com muito otimismo, mas também não pode deixar de se falar do bom trabalho que vem sendo desenvolvido no Estado. “Ainda não podemos falar em crescimento. Os números mostram uma recuperação da economia. Pernambuco foi afetado pela crise um pouco depois do Brasil e começa a sair dela um pouco antes. Alguns dados preliminares de abril e maio são animadores e acreditamos que este 1º trimestre de 2017 realmente seja o ponto de inflexão deste período de crise”, afirmou Maurílio.   

 Na comparação do primeiro trimestre de 2017 com o primeiro trimestre de 2016, contribuiu para o crescimento de 12,3% da Agropecuária o incremento de 48,6% apresentado pela agricultura. As lavouras permanentes caíram 2,5%, influenciadas pelas quedas na produção de coco-da-baía, banana e uva. As lavouras temporárias registraram um crescimento de 73,1%, destacando-se os incrementos na produção de cana-de-açúcar, mandioca, feijão e milho. A pecuária apresentou crescimento de 4,3%, com destaque para o aumento na produção avícola e de leite.

 Em relação ao crescimento de 6% apresentado pela Indústria no primeiro trimestre na comparação com o mesmo período de 2016, temos que o comportamento da indústria de transformação foi influenciado, principalmente, pelos desempenhos positivos observados nos setores de produtos alimentícios (8,8%) e de outros equipamentos de transporte (57,1%).

 O setor de produtos alimentícios foi impulsionado, principalmente, pelo aumento na fabricação de produtos embutidos ou de salamaria e outras preparações de carnes de aves ou de pequenos animais, biscoitos, açúcar VHP e refinado e massas alimentícias secas. Já o setor de outros equipamentos de transporte foi impulsionado pelas embarcações para transporte (inclusive plataformas), considerando-se também a influência do segmento de veículos automotores. O setor da construção civil, por sua vez, apresentou um crescimento de 2,8% depois de 12 trimestres seguidos de queda, o que aponta para o início de recuperação do mercado imobiliário. No nível nacional, na mesma comparação, a Indústria caiu 1,1%.

 No setor de Serviços, as atividades que mais impactaram no pequeno crescimento de 0,6%, quando comparado ao mesmo trimestre de 2016, foram: comércio (-0,7%) e atividades profissionais, científicas e técnicas, administrativas e serviços complementares (-1,8%). As atividades de transporte, intermediação financeira e de atividades imobiliárias apresentaram variações positivas de 3,5%, 13,5% e 3%, respectivamente. No país, esse setor apresentou queda de 1,7%.

Da Assessoria

quinta-feira, 15 de dezembro de 2016

PIB de Pernambuco pode cair até 2,7% em 2017

Imagem: Divulgação/Reprodução - Blog de Jamildo
As previsões para Pernambuco no próximo ano não são das melhores. As estatísticas apontam para um futuro derretimento da economia, com queda entre 2,5% e 2,7% em 2017. Apesar de números ruins, tanto à frente como no retrovisor, a retomada aos números positivos pode acontecer, dependendo de como os agentes econômicos vão entender os sinais do tratamento dado à economia nacional pelo conturbado governo federal. Os estados foram fortemente atingidos pelo combo de crise econômica, política, moral e institucional do Brasil, mas Pernambuco fez o dever de casa e “apanhou” menos que outros com economia maiores, como Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul, por exemplo. Acredita-se que, com a capacidade industrial implantada por aqui, que hoje está em parte ociosa, haverá uma resposta mais rápida aos sinais de crescimento. Mas só no segundo semestre.

O cenário atual e a chances do estado e do Brasil foram apresentadas pelo economista Jorge Jatobá, na XXI Análise Ceplan, realizada pela equipe de economistas da consultoria e detalhada na sede da Amcham Recife, em encontro dos empresários e executivos associados à instituição. “Os números são ruins dos balanços do ano em 2016 e apresentam uma previsão que não tinha como ser extremamente positiva, até porque é um ano de PIB negativo, no comparativo com outro ano também de queda. É muito ruim”, resume Jatobá.

“Mas temos uma base sólida para retomar, pelos investimentos que foram feitos e que podem agregar na produção e principalmente na geração de empregos. Um exemplo claro é o da PetroquímicaSuape, que foi construída e não opera em sua totalidade. Com a concretização da venda para a o setor privado, ela voltará a contribuir com a economia local”, complementou, citando que o estado levou uma pancada maior em relação ao número de desempregos, “porque as desmobilizações programadas para 2014, com o fim da construção de grandes empreendimentos que empregavam em volumes elevados, aconteceram no mesmo tempo da ‘boca da crise’, o que não deu chance para a reinserção ao mercado.” Só para se ter ideia, em outubro de 2016 (comparando com 2015), eram menos 66 mil trabalhadores em Pernambuco.

De acordo com Jatobá, essa combinação atacou a massa salarial e bateu na demanda de produtos e serviços. De acordo com os balanços mais atuais deste ano, no comparativo com 2015, todos os setores macroeconômicos medidos pelo Produto Interno Bruto caíram em Pernambuco, inclusive acima do resultado nacional. A agropecuária, por exemplo, recuou 9,2%, a indústria 7,7% e o setor de serviços sofreu queda de 5,8%. O alerta vai para algumas condições que não têm previsão de ajudar nessa guinada na economia. “A estiagem é realidade e vai continuar. Ela atrapalha o crescimento e, no estado, é um dos agravantes de inflação, que também precisa de medidas de controle”, ressalta.

Do Diário de PE

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