© 2014 - Todos os Direitos Reservados ao Blog Negócios e Informes. Tecnologia do Blogger.

Mostrando postagens com marcador Bacia Leiteira. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Bacia Leiteira. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 2 de julho de 2019

Bacia leiteira em Pernambuco dá sinais de recuperação

Produção de leite em PernambucoFoto: Ed Machado/Folha de Pernambuco
Os pecuaristas comemoram as melhores condições de produção com as recentes chuvas, além do fim da isenção fiscal para indústrias importarem leite em pó e derivados

Após alguns pleitos serem atendidos para melhorar a situação da bacia leiteira em Pernambuco, a categoria vem conseguindo melhorar os preços do produto. Desde o início deste ano, o Governo de Pernambuco recebeu as propostas dos representantes da bacia para poder dar início a medidas de recuperação. Uma delas foi a anulação da isenção fiscal para as indústrias que importarem leite em pó e derivados. Além disso, as chuvas recentes estão oferecendo condições de melhoria na medida em que os produtores conseguem plantar mais alimentos para o rebanho.

Uma forte crise se instalou na bacia leiteira e as dificuldades se alavancaram no ano passado. A seca severa dos últimos seis anos no Estado fez com que as indústrias de laticínios de Pernambuco precisassem comprar o leite em pó e derivados de outros estados do Brasil, já que, além de ter maior oferta da mercadoria, o custo era mais em conta. Com isso, o cenário local foi de prejuízo financeiro para os produtores.

Em janeiro deste ano, a Secretaria de Desenvolvimento Agrário do Estado se reuniu com o Sindicato dos Produtores de Leite de Pernambuco (Sinproleite-PE) para começar a discutir as questões essenciais, principalmente em relação aos incentivos fiscais para o setor industrial. “Uma sequência de ações foi realizada desde janeiro para recuperar a bacia leiteira, uma atividade importante para Pernambuco”, disse o secretário de Desenvolvimento Agrário, Dilson Peixoto, ao complementar que os preços estão em uma tendência de melhora. “Antes das medidas, o litro do leite estava sendo vendido, em média, a R$ 0,80. Hoje, está em torno de R$ 1,40. É uma recuperação que o próprio setor reconheceu”, comentou Peixoto.

Presidente do Sinproleite-PE, Saulo Malta confirma a melhora e aguarda um cenário ainda mais positivo. “Teve produtor que vendeu o litro do leite a R$ 0,70 até o ano passado. Agora, a média está em R$ 1,20. As medidas do governador para barrar a entrada do leite de outros estados e nossas constantes reuniões estão fazendo efeito. Estamos na torcida por novas recomposições no preço”, disse Malta, que comemorou uma das medidas: a instalação da Câmara Setorial do Leite, espaço de discussões entre os representantes da bacia leiteira e o Governo de Pernambuco para montar planos de trabalho que fortaleçam a produção. 

“A Câmara está funcionando, estamos fazendo reuniões mensais e centralizando nossos pleitos nela”, disse, ao também lembrar que as condições climáticas dos últimos meses favoreceram o cenário. “Os produtores se animaram com as chuvas e estamos na esperança de conseguir plantar mais alimento para o rebanho”, explicou Malta.

Um decreto, de 12 de março, revogou a isenção fiscal para as indústrias que importarem leite em pó, soro do leite ou mistura láctea. Ou seja, a empresa que desejar comprar o produto dessas formas perderão a isenção. Além disso, o Governo de Pernambuco está fiscalizando se as indústrias com isenção fiscal estão cumprindo a contrapartida, de comprar a quantidade do leite in natura da produção de Pernambuco. 

Outro decreto, de abril, determinou o recolhimento antecipado do ICMS (18%) para as empresas que adquirirem o leite líquido proveniente de outros estados. E ainda teve uma outra medida que colocou fim nos benefícios fiscais para centrais de distribuição que movimentam leite em pó, soro do leite e mistura láctea.

Da Folha de PE

sábado, 27 de abril de 2019

Pernambuco | Bacia leiteira vai produzir a baixo custo

Foto: Ed Machado/Folha de Pernambuco
Mais uma vitória para os produtores de leite no estado de Pernambuco. A partir de segunda-feira (29), os fabricantes que quiserem comprar leite in natura, leite em pó, soro em pó e composto lácteo de outros estados terão que pagar o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) adiantadamente. 

A medida foi assinada pelo governador Paulo Câmara. “Isso vai facilitar a aquisição das compras do leite aqui em Pernambuco e ajudar, justamente, no controle que precisamos fazer das barreiras. Ao mesmo tempo, vai dar condições de as empresas terem um leite de qualidade, um leite de Pernambuco, um leite produzido a baixo custo e que, com certeza, vai ser muito importante para os produtores rurais daqui”, afirmou.

Segundo o secretário de Desenvolvimento Agrário, Dilson Peixoto, a expectativa é que a compra de produtos de fora do estado diminua com o decreto. "Medidas assim se somam a outras que virão, pois estamos seguindo em defesa do produtor de Pernambuco”, afirmou Peixoto. Presidente do Sindicato dos Produtores de Leite de Pernambuco (Sinproleite-PE), Saulo Malta comemorou a conquista. “Pernambuco tem leite para vender, e quem ganha com isso é o produtor”, disse. Atualmente, o estado tem uma produção de leite de 1,8 milhões de litros por dia. 

No início deste ano, os produtores de leite de Pernambuco conseguiram o fim da isenção fiscal para leite comprado em outros países. A isenção fiscal foi permitida em 2016, quando as indústrias pediram autorização para comprar leite externo, já que a seca em Pernambuco estava intensa e a produção local incerta.

Da Folha de PE

sábado, 19 de janeiro de 2019

Produção de leite cresce 14% em Pernambuco

Foto: Ed Machado/Folha de Pernambuco
A produção de leite em Pernambuco cresceu 14% no ano passado. Na análise do diretor presidente da Agência de Defesa e Fiscalização Agropecuária de Pernambuco (Adagro), Paulo Roberto, o dado indica que a bacia leiteira do Estado está em plena recuperação. No início de 2018, a produção diária era de 1,68 milhões de litros de leite por dia. Em dezembro, o número chegou a 1,8 milhões. Já em 2017, não ultrapassava 1,4 milhões. A Adagro credita o salto ao aumento no rebanho, que de 2017 para 2018 cresceu 2% no Estado.

Apesar na melhora, os produtores enfrentam entraves no escoamento do produto. O setor se reuniu, nessa quinta (17), com o novo Secretário de Desenvolvimento Agrário, Dilson Peixoto, para apresentar as suas principais demandas. A maior queixa é com as indústrias de gênero lácteo instaladas no Estado, que, segundo o presidente do Sindicato de Produtores de Leite de Pernambuco (Sinproleite-PE), Saulo Malta, deixam de comprar o leite produzido localmente para utilizarem leite em pó importado, mesmo recebendo incentivo fiscal do governo. 

“Tem indústria que era isenta de até 95% do ICMS. A gente quer saber se, quando as indústrias apresentaram os projetos, disseram se iriam usar leite em pó. Porque se diziam que iam usar leite de produtor local, então estão burlando o fisco estadual”, questionou Malta.

No final de dezembro, o Governo definiu que a isenção do ICMS só seria concedida às indústrias que utilizassem ao menos 50% do leite dos produtores locais. Para a categoria, no entanto, a medida é insuficiente. “Temos leite para vender. A cada 100 litros de leite, você gera um emprego direto. Se a indústria compra leite, gera emprego. Mas sabemos que tem indústria que está utilizando 100% do leite em pó”, revelou o produtor. O Secretário se comprometeu a levar a questão para ser discutida com o Governo Federal. “O que nos mantém em pé são as queijarias artesanais. Se a gente fosse depender das indústrias, já teria acabado o que resta da produção de leite do Estado”. 

O Sinproleite estima que 1,1 milhões de litro de leite produzido diariamente estão nas queijarias. Nesse sentido, uma medida do Governo foi elogiada, ontem, pelos produtores: um decreto estadual que facilita o registro dos estabelecimentos junto à Adagro. Ao passo que desburocratiza a vinculação, a ordem assinado em agosto preserva o que trata das condições sanitárias. Desde a sanção, a Adagro já realizou 168 visitas a queijarias. Dessas, 38 já estão com licença de comercialização e acompanhamento e assistência técnica. Às queijarias regulamentadas, o Governo isenta em 100% o pagamento do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços.

Da Folha de PE

sábado, 15 de dezembro de 2018

Bacia leiteira encara queda de vendas e de preços em PE

Bacia leiteira encara queda de vendas e de preços em PEFoto: Ed Machado/Folha de Pernambuco
A bacia leiteira de Pernambuco enfrenta uma nova crise. Depois de seis anos críticos devido à seca, o problema agora está na dificuldade de escoamento da produção, com o represamento da mercadoria e preços em queda livre. Isso ocorre porque as indústrias de laticínios instaladas em Pernambuco estão comprando o leite em pó de outros estados do Brasil e até mesmo de outros países como matéria-prima. Nesse cenário, os produtores de leite local estão comercializando apenas para as queijarias e algumas fábricas, o que tem provocado perdas financeiras para a maioria deles.

Vendido há seis meses por cerca de R$ 1,50, o litro do leite hoje está sendo comercializado pelos produtores por aproximadamente R$ 0,90. Uma queda considerável diante de uma realidade que deveria ser de retomada do fornecimento. 

“As indústrias estão comprando leite em pó em outros lugares por ser mais barato e por não precisarem ir buscar o leite nas fazendas, já que isso representa um custo elevado. Essas empresas conseguem comprar mais barato em outros lugares porque são países e estados que produzem muito e possuem grande estoque. Muitas vezes o leite está perto de vencer, por exemplo, e o preço cai bastante”, explicou o presidente do Sindicato dos Produtores de Leite de Pernambuco (Sinproleite-PE), Saulo Malta. 

Confira a matéria na íntegra, clique AQUI!

domingo, 26 de agosto de 2018

Produção leiteira cada vez mais escassa em Pernambuco

Bacia leiteiraFoto: Divulgação
Cenário que ainda persiste em Pernambuco, a seca castiga a bacia leiteira no Estado. Ao longo dos seis anos de longa estiagem, a produção de leite caiu cerca de 31% e a redução do rebanho bovino foi de aproximadamente 18%. Apesar das chuvas animarem os produtores no início do ano, a perspectiva de melhora não se concretizou. Isso porque o período chuvoso só foi até o mês de abril, não persistiu em maio, junho e julho. Hoje, produtores enfrentam uma realidade com o preço do leite barato e alto custo da matéria-prima para o gado.

Fonte de desenvolvimento econômico para Pernambuco, a produção de leite tem sua maior presença no Agreste Meridional, nos municípios de Garanhuns, Canhotinho, Bom Conselho, Buíque, Pedra, Venturosa, Tupanatinga e Águas Belas. “A dificuldade tem sido grande, as pastagens estão secas e algumas cidades estão utilizando o carro-pipa. Atualmente, enfrentamos o custo alto da matéria-prima para o rebanho, como milho, soja e algodão, e o preço do leite não acompanhou o custo da produção”, explicou o presidente da Sociedade Nordestina dos Criadores (SNC), Emanuel Rocha.

A produção do leite ao longo dos seis anos passou de 2,2 milhões de litros por dia para 1,5 milhão de litros por dia, uma queda de 700 mil litros por dia. “Há um sofrimento muito grande dos produtores devido à estiagem, teve falta de alimentos e gado transferido para outras regiões, como o estado do Maranhão”, disse o presidente do Sindicato das Indústrias de Laticínios e Produtos Derivados do Estado de Pernambuco (SindiLeite), Alex Costa, ao complementar a necessidade da ação de transferência do rebanho. “O alimento para o animal ficou muito caro, ficou inviável alimentar o rebanho para tirar o leite. E na hora da venda, o leite é barato, então foi preciso agir dessa forma”, explicou Costa.

No número do rebanho bovino em Pernambuco, houve redução de 400 mil cabeças. Antes da seca, eram 2,2 milhões de cabeça de gado e hoje é 1,8 milhão. “A pecuária do Semiárido foi a área mais afetada. Com seis anos de seca, o cenário não poderia permanecer inalterado. Houve redução da economia da região, o que é a receita para a população”, lamentou o presidente da Federação da Agricultura do Estado de Pernambuco (Faepe), Pio Guerra.

Com aproximadamente 60 municípios pernambucanos em situação de emergência, produtores aguardam as chuvas. No entanto, as previsões não são animadoras. É possível que o Nordeste enfrente dificuldades com novas estiagens no próximo ano. “Existe um cenário para mais um fenômeno El Niño a partir de novembro deste ano. O fenômeno, que vem sendo alterado pelo aquecimento global, provoca seca. Estudos apontam 70% de probabilidade que ocorra o evento, com seu ápice em janeiro e fevereiro”, explicou a coordenadora técnica do Laboratório de Mudanças Climáticas do Instituto Agronômico de Pernambuco (IPA), Francis Lacerda, ao complementar que não há perspectiva de chuvas significativas para as regiões do Agreste e Sertão ainda este ano.

Por isso, o Governo de Pernambuco tem buscado investimento para sustentar os produtores das áreas que mais estão sensíveis. “A bacia leiteira sofre grande impacto com a estiagem prolongada, então priorizamos ações fortes com a questão da água. Estamos concluindo a construção de 300 barragens de pequeno porte na região do Semiárido. São 18 frentes de serviços trabalhando na área para beneficiar a produção no Agreste e Sertão do Estado”, afirmou o secretário de Agricultura e Reforma Agrária de Pernambuco, Wellington Batista, ao informar que será um suporte importante. “Será essencial para enfrentar períodos prolongados de estiagem, é uma das medidas para conviver com a seca”, disse o secretário. Até junho, já foram concluídas 230 barragens.

Segundo Rocha, muitos produtores deixaram a atividade ao longo dos anos pelo custo em se manter. No entanto, estudos estão sendo feitos para retomar o crescimento. “Através da inseminação no gado por meio de técnicas inovadoras, está sendo possível a recuperação aos poucos do rebanho. Isso é o que tem nos ajudado, já que depois de anos de seca ininterrupta, a chuva ainda não chegou o suficiente”, disse o presidente da SNC.

Nesse contexto, a meta do setor é equilibrar a oferta e procura pelo produto para que seja possível a recuperação. “A meta é exatamente aumentar a produção em Pernambuco através do melhoramento genético e trazer novos animais. É importante trazer animais mais resistentes ao nosso ambiente, como o gado de Minas Gerais”, disse Costa, ao complementar que instituições, como o IPA e a SNC, estão nesse objetivo. “É preciso investir em estudos de melhoramento genético para melhorar a importação do sêmen de animais, importação de embriões e de animais com boa genética. Assim, será possível alcançar melhores resultados em um futuro próximo”, finalizou o presidente do SindiLeite.

Da Folha de PE

domingo, 23 de julho de 2017

Com chuvas em Pernambuco, bacia leiteira festeja recuperação

Foto: Alina souza/palaciopiratini
Os produtores da bacia leiteira de Pernambuco, no Agreste, comemoram as chuvas dos últimos meses. É que, depois de um fastio hídrico provocado pela estiagem desde 2012, o verde começa a se sobrepor ao cenário de seca e trazer boas perspectivas para a produção de leite. Para se ter ideia, a fabricação diária da região começa a se aproximar da quantidade de leite que se produzia antes da estiagem afetar drasticamente a atividade. No auge da seca, 800 mil litros de leite eram produzidos por dia, bem abaixo da média atual, que já está em 2 milhões de litros por dia. O Estado já chegou a entregar 2,5 milhões de leite por dia.

De acordo com o presidente da Sociedade Nordestina dos Criadores (SNC), Emanuel Rocha, começa a nascer na região um movimento de retomada da produção. "Os produtores que estavam em crise voltam para a atividade. O aumento da oferta, no entanto, não deve reduzir o valor do litro de leite porque os criadores devem aproveitar o momento para garantir a remuneração justa do produto, que sofreu sérios impactos nos últimos seis anos", explicou. O preço do litro do leite permanece ao custo de R$ 1,50. 

Rocha acrescentou ainda que "esse momento deve ser aproveitado para recuperar o plantel perdido". Por isso, defende, que os criadores tenham acesso a financiamentos via o Plano Safra 2017/2018 sem tanta burocracia.

Da Folha de PE

quinta-feira, 15 de dezembro de 2016

Economia | Crise se agrava na bacia leiteira de Pernambuco

Imagem: Divulgação/Reprodução - JC Online
Os produtores de laticínios do Estado estão preocupados com a entrada de leite e derivados de outros estados e países. Convivendo com a seca pelo sexto ano consecutivo e com as margens de lucro cada vez menores, o setor começa a se adequar à realidade imposta pelos concorrentes. Atualmente, o preço médio do leite praticado pelos pequenos produtores do Agreste pernambucano é de R$ 1,35. No entanto, como o Sudeste está em período de safra, o alimento chega por aqui ao custo de R$ 1,10. Para sobreviver, não há outra alternativa a não ser se equiparar ao mercado enquanto os custos para manter o animal só aumentam.

Diretor-administrativo da Bom Leite, Júnior Galvão disse que os produtos com maior inserção no mercado local são o leite longa vida e o queijo mussarela, itens que balizam o valor do leite no mercado. “Porque eles são os mais consumidos. Quando entra queijo mussarela barato, inevitavelmente, baixamos o custo do leite aqui. Isso faz a rentabilidade e o preço final caírem”, explicou. Ele destacou ainda que o interessante seria se os produtos entrassem aqui durante a nossa safra, ou seja, na entressafra das regiões do Sul e Sudeste do País. “Porque não afetaria a nossa produtividade”, afirmou. 

Para se ter ideia, os preços nas gôndolas, conforme Galvão, já sentem esses efeitos. De R$ 3,90, o longa vida está custando R$ 2,90. Por ano, a Bom Leite chega a vender cinco milhões de litros para o Estado e Alagoas. Segundo o diretor da Betânia, Bruno Girão, em virtude dessa seca histórica, as indústrias locais ficam impossibilitadas de competir com as de fora. “Claro que, em algum momento, isso muda por se tratar de uma questão cíclica. No entanto, dependemos de água e, hoje, o único apoio que temos é de carro-pipa. Esperamos que esse quadro não perdure”, projetou. Por dia, a fábrica produz 200 mil litros de leite, processados em Pernambuco.

Segundo o presidente da Associação Nacional dos Criadores, Emanuel Rocha, esse assunto gera grande preocupação para o mercado local. “Apesar de o preço do milho e da soja terem caído (fundamentais para alimentação do gado), permanece a importação do produto, sobretudo, da Argentina. Isso tem que ser estudado”, comentou. Em função do persistente quadro hídrico, a produção de leite ainda não foi recuperada e isso ainda provoca o repasse do rebanho. Atualmente, 1,4 milhão de leite é fabricado por dia. Há seis meses, era de 1,8 milhão. Antes da seca, a fabricação chegava a 2,5 milhões/dia.

Dados do Ministério da Indústria, Comércio Exterior dão conta que Argentina, Uruguai, Suíça, Itália e Alemanha são os países que mais exportam leite e derivados para cá. “Sabemos que a situação dos produtores não é fácil. O Estado já tirou o ICMS do milho e desenvolveu ações de combate à clandestinidade”, disse Erivânia Camelo, diretora-presidente da Adagro. Ela antecipou ainda que estuda, em breve, lançar um selo para controlar a entrada e saída desses produtos pelo Estado.

Da Folha de PE

segunda-feira, 6 de junho de 2016

Investimentos no São João de Pernambuco devem cair 30%

Imagem: Divulgação/Reprodução Internet
Municípios do Interior de Pernambuco vão reduzir o orçamento da festa de São de João. De acordo com a Associação Municipalista de Pernambuco (Amupe), dos 137 municípios, 87 vão reduzir o investimento na festa, 28 não vão diminuir e 22 ainda não decidiram faltando menos de 20 dias para o evento. A justificativa, segundo o recém-empossado presidente, Luciano Torres Martins, se deve à falta de recurso devido à crise econômica que assola o País.

A perspectiva é que, em média, as comemorações tenham uma queda de 30% em seus investimentos. Por conta disso, gestores começam a mudar o comportamento no gerenciamento das atratividades, dando prioridade a artistas locais e a ornamentação de rua feita pela própria comunidade.

Secretário-executivo do Consórcio dos Municípios do Agreste e da Mata (Comagsul), Bartolomeu Pereira de Mendonça disse que os municípios aguardam o repasse do Fundo de Participação dos Municípios (FPM) nos próximos dias, para saber qual a realidade dos 22 munícipios que congrega o Consórcio.

"Só a partir daí é que saberemos o quanto vamos investir, mas já adianto que, como o FPM depende da arrecadação do IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) e do IR (Imposto de Renda), a tendência é que haja uma freada nos investimentos", contou, destacando que uma festa em um município de cerca 50 mil habitantes chega a custar, em média, R$ 200 mil, para 10 dias. 

Na lista dos que vão reduzir a festa, Bezerros terá um São João 50% menos custoso se comparado com o de 2015. "Em vez de 12 dias, vamos fazer em oito, em função da situação das nossas contas. Desde janeiro do ano passado, cortei 10% dos salários acima de R$ 1,5 mil, incluindo secretários, prefeito e vice-prefeito, e passei a controlar o custo do combustível", justificou o prefeito da cidade, Severino Otávio Raposo.

Para este ano, a cidade dos papangus tem uma previsão orçamentária de, em torno, R$ 90 milhões, sendo 60% abocanhando pelos gastos com pessoal e manutenção dos serviços. Também na lista dos que vão enxugar a festa, Arcoverde foi procurado, mas não se posicionou até o fechamento desta edição.

Já a prefeitura de Caruaru, que possui um dos festejos mais tradicionais do Estado, ao contrário de municípios vizinhos, aumentou os dias de comemoração. "Com expectativa de obter maior movimentação financeira no município durante o mês de junho, com incremento de 10% em relação ao ano passado, chegando ao valor de quase R$ 300 milhões", informou, por meio de nota, a Fundação de Cultura e Turismo da cidade, ressaltando que, apesar de entender que o Brasil passa por dificuldades econômicas, a cidade do Forró enxergou a festa como uma oportunidade. 

Para o projeto São João 2016 sair do papel, planejamento e cautela foram apontados pela Fundação como pontos fundamentais. A prefeitura comunicou ainda que não é possível mensurar o valor de investimento da festa quando a abertura oficial do evento foi no último sábado. "Percebemos um impacto positivo, pois com o aumento de dias e grade de qualidade, conseguimos atrair novos parceiros e patrocinadores e, ao contrário do que se pode pensar, subimos os valores captados este ano, o que mostra o enorme potencial da festa", frisou a nota. 

Na análise do presidente do Consórcio dos Municípios Pernambucanos (Comupe), José Patriota, a festa tem que ser vista como uma atividade produtiva. "Porque fomenta os setores econômicos dos municípios, que vêm sofrendo, sobretudo, após a estiagem. A Bacia Leiteira, por exemplo, como o arrefecimento da crise sentiu impacto na comercialização, afetando toda uma cadeia do entorno", explicou. O Comupe congrega 11 municípios do Estado.

Da Folha de Pernambuco

Acompanhe-nos no Facebook


Publicidade


!

!
!
!

!

!

!

!
!
!
!
!

!
! !
!

!

Você é o Visitante:

Acessos em Tempo Real

Previsão do Tempo em Surubim

Blogs e Sites Parceiros

Arquivo do blog

Curta Nossa FanPage - Muito Obrigado!

Internautas On Line

(81) 9925.8297 // negocioseinformes@gmail.com