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quarta-feira, 22 de julho de 2020

Produção de gasolina da Petrobras cai quase 20% por causa do coronavírus

Foto: Marcelo Camargo/ Agência Brasil
Em meio à pandemia de Covid-19 no Brasil, a produção de gasolina da Petrobras caiu 19,4% no segundo trimestre de 2020 na comparação com os três meses anteriores, de acordo com relatório de produção e vendas divulgado nesta terça-feira (21).

A queda foi ainda maior na comparação com o ano anterior, chegando a 23,2%. O volume de produção no segundo trimestre foi de 290 mil barris por dia, contra 360 mil no trimestre anterior e 388 mil no mesmo período do ano passado.

A empresa creditou o resultado principalmente às menores vendas no mercado interno, motivada pelos efeitos do coronavírus no consumo deste combustível. O relatório aponta que o volume de vendas para o mercado interno sofreu queda de 14,5% na comparação com o primeiro trimestre do ano e de 23,2% com relação ao mesmo período do ano passado.

As menores vendas causaram a redução das atividades operacionais, analisou a Petrobras no relatório. A empresa apontou que as medidas de precaução contra a Covid-19 demandaram redução do número de turnos, operando com apenas 50% do efetivo regular.

No início do mês de julho, a Petrobras havia subido em 5% o preço da gasolina, no que foi o oitavo aumento seguido desde o início de maio, acompanhando a recuperação das cotações internacionais do preço do petróleo após a reabertura da economia em diversos países.

Após o reajuste, o litro da gasolina sairá das refinarias da estatal, em média, a R$ 1,65. O valor é 60% superior ao vigente antes do início da sequência de aumentos. No início da pandemia, os preços registraram quedas acentuadas, com a gasolina chegando a custar cerca de R$ 0,90 nas refinarias.

Segundo um levantamento da ValeCard, responsável por gestão de frotas e meios de pagamentos, o preço da gasolina na bomba para o consumidor caiu 13% desde janeiro no Brasil. A queda se deu, principalmente, por causa do avanço da pandemia de Covid-19 em todo o planeta.

Em janeiro, quando o combustível vinha em alta, o preço havia alcançado R$ 4,762, o maior valor de 2020. Já em junho, a gasolina encerrou cinco meses de recuo e era possível abastecer o carro por R$ 4,14 o litro. A diferença é de mais de R$ 0,60.

A política de preços da Petrobras acompanha as cotações internacionais dos combustíveis, considerando ainda a taxa de câmbio, custos de importação e margem de lucro. Apesar da queda na produção de gasolina, a estatal apontou que apresentou um sólido desempenho operacional no período. Para continuar lendo, clique AQUI. 

sexta-feira, 11 de outubro de 2019

Brasil deverá ter produção recorde de grãos na safra 2019/2020

Maquina agrículaFoto: Arquivo/Agência Brasil
A estimativa é do 1º levantamento feita pela Conab

O 1º levantamento da safra de grãos 2019/2020, divulgado nesta quinta-feira (10) pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), indica que a produção brasileira está estimada em 245,8 milhões de toneladas, um aumento de 1,6%, ou seja, 3,9 milhões de toneladas a mais em relação à safra 2018/2019; um recorde.

O estudo aponta ainda que o milho primeira safra tem produção estimada em 26,3 milhões de toneladas, 2,5% acima à de 2018/19, com um crescimento de 1% na área, totalizando 4,14 milhões hectares.

O milho segunda safra, no entanto, que representa cerca de 70% do total do grão, só começará a ser plantado após a colheita da soja que, inclusive, vem mantendo a tendência de crescimento na área plantada e indica crescimento de 1,9% em relação aos números da safra anterior, com 120,4 milhões de toneladas.

A produção de feijão, devido a problemas de chuva na colheita nas safras anteriores, indica queda de 3,9% na área a ser cultivada. A cultura perde espaço para o milho e a soja, que apresentam melhor rentabilidade.

O arroz tem uma produção estimada em 10,6 milhões de toneladas, resultado 1,9% superior à safra de 2018/2019, mesmo com redução de 0,6% na área a ser cultivada, totalizando 1,7 milhão de hectares.

No caso do algodão, a Conab informou que houve um aumento de 1,2% na área cultivada, alcançando 1,6 milhão de hectares. “Para o trigo, a safra 2019 ainda não foi totalmente colhida e a projeção é que este cereal alcance cerca de 5,1 milhões de toneladas”.

Quanto à previsão da área plantada total no país, a expectativa da companhia é que sejam cultivados 63,9 milhões hectares, uma variação para mais de 1,1% em comparação à safra 2018/2019.

Da Agência Brasil

domingo, 28 de julho de 2019

Em dez anos, produção de grãos terá aumento de 26,8% no país

O Brasil é responsável por 25% do total mundial das vendas de milhoFoto: Arquivo/Agência Brasil
A safra para 2028/29 deve ter um aumento positivo comparado com a atual situação do setor no País

A safra de grãos para 2028/29 terá um aumento de 26,8% em relação aos números atuais e será de aproximadamente 300,1 milhões de toneladas, segundo projeção do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento e da Embrapa.

Já a área de grãos para os próximos dez anos deve aumentar 15,3%, passando de 62,8 milhões de hectares para 72,4 milhões.

O relatório, que foi baseado em 15 produtos derivados de grãos pesquisados mensalmente pela Conab (Companhia Nacional de Abastecimento), mostra redução das áreas plantadas de arroz e feijão, enquanto a soja seguirá na liderança da produção nacional.

Cultura comum em quase todo o país, o arroz terá decréscimo de 8,6% de área plantada, enquanto sua produção aumentará 0,3%. O relatório aponta a diminuição no consumo do grão, que passou de 12 milhões de toneladas no triênio de 2013 a 2015 para 11,5 milhões de toneladas no triênio de 2017 a 2019.

De acordo com o estudo, o encolhimento do consumo de arroz tem se refletido na produção interna.

Pautado principalmente para o consumo interno, o feijão manterá sua estabilidade e terá crescimento de 2,6% na produção. Segundo técnicos da Embrapa, "o setor acredita que pode haver aumento de produção nos próximos anos, principalmente, por inserção internacional de alguns tipos de grãos".

Tomando a dianteira dos grãos, a soja é a que terá maior crescimento da produção, com 32,9% até a safra 2028/29. A produção atual é encabeçada pelo estados de Mato Grosso, com 28,1%, seguido pelo Paraná, com 14,2%; Rio Grande do Sul, com 16,8%; Goiás, 9,9%; e Mato Grosso do Sul, 7,4%.

Em relação à área plantada, o crescimento da soja será de 26,6%. O relatório mostra a expansão da cultura para o norte do país, como Maranhão, Tocantins, Pará, Rondônia, Piauí e Bahia, alavancado pela expansão de produção, criação de bovinos, abates de animais e preços de terras.

Da Folha de PE

sexta-feira, 12 de julho de 2019

Safra recorde de grãos deve chegar a 240,7 milhões de toneladas

Produção de sojaFoto: Arquivo / Agência Brasil
A Companha Nacional de Abastecimento (Conab) divulgou hoje (11) os números do 10º Levantamento da Safra de Grãos 2018/2019. De acordo com a companhia, o Brasil deve registrar novo recorde da série história com uma produção de cerca de 240,7 milhões de toneladas. A previsão de crescimento é de 5,7%, o que representa 13 milhões de toneladas acima da safra 2017/18. A área plantada está prevista em 62,9 milhões de hectares, um aumento de 1,9% em relação à safra anterior.

O levantamento mostra que o milho segunda safra deve ser um dos maiores destaques do período, com previsão de produção recorde de 72,4 milhões de toneladas, crescimento de 34,2%. Já o milho primeira safra deve ficar em 26,2 milhões de t, queda de 2,5%. 

A produção de algodão deve aumentar cerca de 32,9%, o que equivale a 6,7 milhões de algodão em caroço ou 2,7 milhões de algodão em pluma. Para a soja, a previsão é de redução de 3,6% na produção, atingindo 115 milhões de toneladas. As regiões Centro-Oeste e Sul representam mais de 78% dessa produção.

Os produtos com maiores aumentos de área plantada foram o milho segunda safra (819,2 mil ha), soja (717,4 mil ha) e algodão (425,5 mil ha). A soja apresentou um crescimento de 2% na área de plantio, chegando a 35,9 milhões de ha.

Produções no inverno

A Conab estima uma produção de trigo de 5,5 milhões de toneladas em uma área estimada em 1,99 milhão de ha, 2,4% menor que a área plantada em 2018. As demais culturas de inverno (aveia, canola, centeio, cevada e triticale) apresentam um leve aumento na área cultivada, passando de 546,5 mil ha para 552,2 mil ha. As condições climáticas vêm favorecendo as lavouras.

* Com informações da Conab / Folha de PE

sábado, 13 de abril de 2019

Produção de etanol cresce 35% em Pernambuco

Cana-de-açúcarFoto: Arquivo/Folha de Pernambuco
Perspectivas boas para o mercado da cana-de-açúcar em 2019. De acordo com o Sindicato da Indústria do Açúcar e do Álcool em Pernambuco (Sindaçúcar-PE), a produção de etanol na safra 2018/2019 aumentou em quase 35% em relação a 2017/2018. Além disso, a moagem da cana teve crescimento de quase 6%. 

A produção de etanol foi a que teve o maior destaque. Foram gerados 431 milhões de litros do biocombustível, aumento de 34,84% em relação a 2017/2018, quando foram produzidos 320 milhões de litros de etanol. De acordo com o presidente do Sindaçúcar-PE, Renato Cunha, a melhora se dá pelas condições climáticas favoráveis à produção, além da movimentação do mercado. 

“Para o açúcar, Índia e Tailândia crescem com subsídios distorcivos ao mercado livre mundial. Além disso, o petróleo acima de U$S 70 tem aumentado os preços da gasolina. Assim, o etanol tem sido uma melhor alternativa”, explica Cunha, dizendo que o biocombustível já substitui mais de 38% da gasolina consumida no Estado. 

Por isso, a região Nordeste está destinando mais cana-de-açúcar para a produção do etanol. A atividade fica com cerca de 59% da colheita. Os outros 41% vão para o açúcar.

Na safra 2018/2019, o esmagamento de cana-de-açúcar recebeu 11,4 milhões de toneladas, crescimento de 5,63% em relação a 2017/2018, quando foram aproximadamente 10,9 milhões de toneladas. Com isso, a produção de açúcar se manteve praticamente estável, com 732 mil toneladas, mesmo com a alta da fabricação de etanol. 

As chuvas foram um dos principais fatores que auxiliaram na safra. A precipitação média aumentou tanto na Zona da Mata Norte, quanto na Mata Sul do Estado, com picos de 92 milímetros (mm) e 165 mm, respectivamente. E o clima segue ajudando em 2019. Até o momento, foram registrados picos de 140 mm de chuva na Mata Norte e de 180 mm na Mata Sul. 

As condições climáticas, inclusive, devem ser o grande termômetro para os próximos ciclos da cana. Isso porque programas tecnológicos para melhorar o armazenamento dos recursos hídricos devem ser prioridade. O setor espera, então, ampliar a colheita nas próximas safras, chegando a 15 milhões de toneladas de cana-de-açúcar já em 2021/2022. 

“São metas arrojadas, mas que podem ser obtidas se houver melhora nas questões climáticas e um programa de segurança hídrica e irrigação. O Sindaçúcar e a Novabio, inclusive, estão empenhados na formulação de um programa tecnológico de irrigação para o Nordeste", encerra Cunha, que vai apresentar esse pleito à ministra da Agricultura, Tereza Cristina, na próxima segunda-feira, quando ela fará uma visita a Petrolina. Na ocasião, o presidente do Sindaçúcar-PE e da Novabio também promete abordar o uso da tecnologia na colheita da cana.

Da Folha de PE

quinta-feira, 11 de abril de 2019

Produção de grãos no Brasil deve crescer 1,6% este ano, diz IBGE

Foto: Imagem de Arquivo/Agência Brasil
A produção de cereais, leguminosas e oleaginosas deve fechar 2019 com 230,1 milhões de toneladas, um crescimento de 1,6% (mais 3,6 milhões de toneladas) em relação a 2018.

A terceira estimativa do Levantamento Sistemático da Produção Agrícola, realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), é 0,6% mais otimista do que a previsão anterior, de fevereiro (mais 1,3 milhão de toneladas).

A área colhida estimada é de 62,3 milhões de hectares, ou seja, 2,3% maior do que a de 2018 e 0,6% superior ao total previsto em fevereiro.

Entre as três principais lavouras de grãos do país é esperada alta na produção de 2018 para 2019 apenas para o milho (11,9%), que deverá fechar o ano com 91,04 milhões de toneladas.

Estimam-se quedas para as safras da soja (-4,5%), com produção estimada de 112,52 milhões de toneladas, e para o arroz (-10,6%), com safra de 10,5 milhões de toneladas.

Entre os demais grãos, que têm produção calculada acima de um milhão de toneladas, são esperadas altas para o algodão herbáceo (26,7%) e feijão (3,1%). Por outro lado, devem ter queda o sorgo (-5,4%) e o trigo (-3%).

Outros produtos

O IBGE também analisa outros produtos, além dos cereais, leguminosas e oleaginosas. Entre eles, a cana-de-açúcar, que é o principal produto agrícola nacional, com uma produção estimada para este ano de 676,98 milhões de toneladas, ou seja, 0,4% a mais do que em 2018.

Para os demais produtos com safra calculada em mais de um milhão de toneladas, devem crescer as safras de banana (2,4%), mandioca (5,6%) e tomate (0,8%). São previstas quedas nas produções de café (-10%), batata-inglesa (-1,5%), laranja (-5,2%) e uva (-9,7%).

Da Agência Brasil

terça-feira, 12 de fevereiro de 2019

Produção de ovos bate recorde no país, diz IBGE

Foto: Reprodução/Shutterstock
As granjas brasileiras registraram a produção de 928,42 milhões de dúzias de ovos no quarto trimestre de 2018. Segundo dados divulgados hoje (12) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), esse é o maior valor da série da histórica da pesquisa, iniciada em 1987.

A produção de ovos do quarto trimestre foi 1% maior do que a registrada no terceiro trimestre e 8,2% superior ao resultado do quarto trimestre de 2017.

A pesquisa também analisa as aquisições de leite e de couro pelas unidades beneficiadoras do país. A aquisição de leite registrou aumentos de 7,2% em relação ao terceiro trimestre de 2018 e de 2,5% na comparação com o quarto trimestre de 2017. Já a aquisição de couro teve queda de 2,1% em relação ao terceiro trimestre e alta de 2% em relação ao quarto trimestre do ano anterior.

Abate de animais
O IBGE também divulgou hoje as pesquisas de abates de bovinos, suínos e de frangos. O abate de bovinos chegou a 8,09 milhões de cabeças de bovinos no quarto trimestre de 2018, uma queda de 2,3% na comparação com o terceiro trimestre. O resultado é 0,4% maior do que o do quarto trimestre de 2017.

No quarto trimestre de 2018, foram abatidas 11,1 milhões de cabeças de suínos, representando queda de 4,0% em relação ao trimestre imediatamente anterior e um crescimento de 0,4% na comparação com o mesmo período de 2017.

No país, foram abatidas 1,42 bilhão de cabeças de frangos, no quarto trimestre de 2018. Esse resultado significou queda em relação ao trimestre imediatamente anterior (-0,7%) e ao mesmo período de 2017 (-0,9%).

Da Agência Brasil

quarta-feira, 7 de novembro de 2018

Indústria automobilística tem melhor outubro em vendas em quatro anos

Foto: Marcelo Camargo/ Agência Brasil
As vendas de veículos novos ao mercado interno aumentaram 25,6 %, em outubro, sobre o mesmo mês do ano passado, e superaram em 19,4% a comercialização de setembro último, acumulando no ano alta de 15,3% com um total 2,1 milhões de unidades. Esse foi o melhor resultado para um mês de outubro desde 2014 e o melhor desempenho mensal desde dezembro daquele mesmo ano.

Tomando por base o desempenho, até o momento, o presidente da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), Antonio Megale, acredita que o setor vai superar a previsão de crescimento de 13,7% no fechamento do ano. Para 2019, ele prevê bons negócios, com a possibilidade de uma elevação na casa de dois dígitos. Os números dessa projeção, no entanto, só serão divulgados no começo do próximo ano.

Exportações

Já as exportações, prejudicadas, principalmente, pela crise econômica da Argentina, recuaram em número de unidades na ordem de 1,8% em outubro sobre o mês anterior; -37,3%, na comparação com igual mês do ano passado; e foram 10,9% inferior nos dez primeiros meses do ano em relação ao mesmo de 2017. Em valores, houve queda de 2,3% no acumulado do ano, com um total de US$ 12,8 bilhões.

De acordo com o presidente da Anfavea, as montadoras têm buscado compensar a desaceleração de demanda do país vizinho do Mercosul por meio de acordos bilaterais com o Chile e a Colômbia. Ele, no entanto, disse que isso não é suficiente para substituir a parceria com Argentina. A expectativa dele é que, ao assumir a condução do Brasil, a equipe econômica do presidente eleito, Jair Bolsonaro, enxergue a importância de se manter os acordos que foram feitos com a Argentina. 

Megale comentou que, abrir novos mercados, é muito importante para a evolução positiva da indústria automobilística, mas que não se deve desprezar a relevância do país vizinho. "Tenho a convicção de que essa importância será valorizada no próximo governo".

Novo governo

O dirigente também manifestou otimismo quanto às relações do setor com o novo governo e que, na primeira oportunidade, a indústria pretende explicar à nova equipe o programa Rota 2030, que prevê investimentos altos em pesquisa e desenvolvimento para que o Brasil fique em pé de igualdade na competição global.

O executivo também defendeu a manutenção do programa do biocombustível, destacando que o país é um dos poucos com capacidade instalada e conhecimento científico no programa do etanol, o "maior em termos de energia renovável e com grande contribuição na política de se reduzir os gases de efeito estufa".

Produção

Como reflexo do aquecimento interno, a produção de veículos cresceu 17,8% com um total de 263.262 unidades. Esse volume foi 5,2% superior a outubro do ano passado e, no acumulado de janeiro a outubro, aumentou 9,9%. Apesar disso, houve uma pequena queda de 0,8% no saldo entre demissões e novas contratações entre setembro e outubro.

Na visão de Megale, "foi apenas um ajuste pontual", pois o setor está otimista quanto à retomada do crescimento e da necessidade de contratar mais mão de obra. Ele observou que, no acumulado do ano, foram criados 2,4% mais postos de trabalho, elevando a base de trabalhadores da indústria automobilística para 131.374 pessoas. 

Da Agência Brasil

quarta-feira, 1 de agosto de 2018

Produção de etanol deve crescer 23% em Pernambuco

Foto: Reprodução/Pixabay
Prestes a iniciar a colheita e a moagem da cana-de-açúcar, o setor sucroenergético pernambucano espera aumentar seus níveis de produção nesta safra. A expectativa do Sindicato da Indústria do Açúcar e do Álcool no Estado de Pernambuco (Sindaçúcar-PE) é ampliar em 23% a fabricação de etanol e em 10% a de açúcar. Afinal, condições climáticas favoráveis farão com que a safra 2018/2019 alcance 12,2 milhões de toneladas de cana, número que é 12% superior ao da safra passada e também deve elevar o número de postos de trabalho gerados pelo setor. 

Segundo o Sindaçúcar-PE, 406 milhões de litros de etanol e 834 mil toneladas de açúcar devem ser produzidas no Estado na safra que começa neste mês de agosto e deve empregar cerca de 65 mil pessoas - número 10% superior ao do ano passado. Afinal, os efeitos da seca já começam a se dissipar nos canaviais do Estado, fazendo com que a produção da cana volte a crescer. “O regime de secas fez com que nossa produção caísse de 15 milhões para 10,9 milhões de toneladas de cana nos últimos cinco anos. Mas, agora, nós podemos voltar a crescer, chegando a 12,2 milhões de toneladas, já que o desenvolvimento das chuvas foi favorável neste ano. E, como a cana-de-açúcar é a matéria prima do etanol e do açúcar, também haverá uma alta na fabricação desses produtos”, explicou o presidente do Sindaçúcar-PE, Renato Cunha, lembrando que, na safra passada, o Estado colheu 10,9 milhões de toneladas de cana - montante que rendeu 324 milhões de litros de etanol e 750 mil toneladas de açúcar. 

Com esse incremento, Pernambuco caminha na contramão do mercado sucroenergético brasileiro. Afinal, o Centro/Sul ainda tem sofrido com o clima seco e, por isso, deve ver sua produção encolher neste ano. O Estado só vai seguir, então, a tendência nacional de dedicar uma parte cada vez maior da sua colheita para a produção alcooleira. Segundo o Sindaçúcar-PE, apesar do seu histórico açucareiro, Pernambuco deve encaminhar 57% da sua cana para as usinas de etanol nesta safra - em 2017/2018, essa participação foi de 53%. “Temos buscado mais o etanol porque suas vendas têm sido mais rentáveis e mais rápidas, por conta da tendência de alta do consumo de biocombustíveis. Os canais de distribuição do açúcar, por sua vez, estão saturados, devido à alta produção de países como a Índia e a Tailândia”, justificou Cunha, dizendo que, mesmo assim, Pernambuco deve exportar 250 mil toneladas de açúcar nesta safra.

Da Folha de PE (Marina Barbosa)

domingo, 6 de maio de 2018

Produção de cana no Nordeste deve crescer este ano

Cana-de-açúcarFoto: Arquivo/Folha de Pernambuco
Apesar de a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) acreditar que a produção nacional de cana-de-açúcar deve sofrer uma redução de 1,2% na safra 2018/2019, o clima é de otimismo no Nordeste. É que os canaviais da região têm enfrentado condições climáticas mais favoráveis que as do Centro/Sul. Por isso, devem registrar números melhores que os dasafra 2017/2018. Em Pernambuco, por exemplo, a produção deve saltar de 10,9 milhões para 12,2 milhões de toneladas de cana, segundo o Sindicato da Indústria do Açúcar e do Álcool do Estado (Sindaçúcar-PE). 

“Em Pernambuco, deve haver um acréscimo em função da recuperação climática. As chuvas estiveram mais presentes nesta entressafra e, se continuarem até agosto, com algumas chuvasde verão mais amenas durante a colheita, podemos ter uma recuperação de 10% a 12% em relação à safra passada”, explicou o presidente do Sindaçúcar-PE, Renato Cunha, dizendo que, além do clima, o setor foi beneficiado pelo investimento de alguns grupos, que ampliaram as suas áreas produtivas. 

Ele lembrou, no entanto, que a expectativa é que este número cresça ainda mais nas próximas safras. Afinal, o montante de 12,2 milhões de toneladas ainda é inferior à média histórica do setor, de 15 milhões de toneladas de cana, que foi derrubado nas safras passadas devido aos efeitos climáticos do El Niño. “É o início da recuperação”, concluiu Cunha.

O presidente do Sindaçúcar/PE contou ainda que, na safra 2017/2018, a produção pernambucana rendeu 760 mil toneladas de açúcar e 330 milhões de litros de etanol. Mas, daqui para a frente, a tendência é que o etanol ganhe mais espaço na produção. Considerando toda a cadeia brasileira, por exemplo, 57% das canas da safra 2018/2019 devem ser usadas na produção do biocombustível - na safra anterior, esse número foi de 52%, segundo a Conab. Por isso, haverá um incremento de 7% na produção de etanol anidro e de 2,3% na de etanol hidratado. No total, devem ser fabricados 28,16 bilhões de litros no País. 

“O setor está se tornando cada vez mais alcooleiro, visto que há uma demanda constante de etanol no mercado nacional e o açúcar não está com preços tão vantajosos no mercado internacional, em função do excesso de açúcar ocasionado pelo aumento da produção da Índia, União Europeia e Tailândia”, contou Cunha, lembrando que o consumo de etanol deve crescer ainda mais a partir do próximo ano, quando o programa Renovabio entrar em vigor. 

Da Folha de PE

sexta-feira, 9 de março de 2018

Produção industrial em Pernambuco sobe em fevereiro, mas recua em 8 estados

Produção industrialFoto: Reprodução
Oito dos 14 locais pesquisados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) tiveram queda na produção de industrial de dezembro de 2017 para janeiro deste ano. Os maiores recuos foram observados no Paraná (4,5%), Rio Grande do Sul (3,5%) e em São Paulo (3,3%), segundo dados da Pesquisa Industrial Mensal - Produção Física Regional divulgados hoje (9).

Também tiveram queda abaixo da média nacional (2,4%), o Ceará (2,2%), Rio de Janeiro (2,1%), Espírito Santo (0,9%) e Santa Catarina (0,1%).

Na contramão, aparecem seis estados com alta na produção: Pará (7,3%), Amazonas (7,1%), Goiás (2,4%), Pernambuco (1,5%), Minas Gerais (1,4%) e Bahia (0,9%). Além de acompanhar a produção industrial de três estados nordestinos separadamente (Ceará, Pernambuco e Bahia), o IBGE também calcula a produção dos nove estados da Região Nordeste somados. A região teve queda de 1,1% de dezembro para janeiro.

Outras comparações
Nos demais tipos de comparação temporal, o IBGE também calcula o desempenho da indústria do estado do Mato Grosso. Na comparação com janeiro do ano passado, a produção avançou em 11 dos 15 locais pesquisados, com destaque para o Amazonas (32,7%). Quatro locais tiveram queda, com destaque para o Espírito Santo (7,8%).

No acumulado de 12 meses, a produção também avançou em 11 locais, com destaque para o Pará (10,1%). Um local manteve a produção estável (Bahia) e três tiveram queda na produção, com destaque para Pernambuco (2,3%).

Da Agência Brasil

segunda-feira, 22 de janeiro de 2018

Apicultores pernambucanos recebem formação para exportação do mel

Imagem: Divulgação/Reprodução
Na manhã desta terça-feira (23), cerca de 38 apicultores da região de Araripina, Moreilândia e Exu, no Sertão de Pernambuco, participarão de um plano de capacitação para comercialização de mel para exportação. A iniciativa é da Agência de Desenvolvimento Econômico de Pernambuco (AD Diper) em parceria com o Sebrae. 

Os apicultores serão acompanhados por cerca de um ano. Além das capacitações, eles receberão o selo Fair Trade (comércio justo) após algumas vistorias para avaliar as condições da produção do mel. As ações tem o objetivo de auxiliar na produção e exportação do mel.  

Segundo dados do Internacional Trade Center, em 2016, o Brasil foi esteve na nona posição entre os maiores exportadores de mel no mundo, tendo como principais compradores os Estados Unidos, a Bélgica, o Canadá, a Alemanha e o Reino Unido. 

A inserção do mel característico Pernambucano no páreo das exportações será um grande ganho para o estado e aos apicultores, além da produção de um mel 100% característico da região, obtendo uma melhor qualidade, a relação de compra e venda direta fará com que as pequenas empresas tenham mais benefícios com sua produção. 

O gerente e de Arranjos Produtivos Locais da AD Diper, Álvaro França, explica que com essas ações, haverá uma agregação de valor ao mel pernambucano. “Com este projeto, levaremos uma maior lucratividade para o apicultor”. 

*Com informações da Ascom

domingo, 10 de dezembro de 2017

Produção industrial brasileira sobe 0,2% em 6 dos 14 locais pesquisados

Foto: Divulgação/Reprodução
A produção industrial brasileira cresceu 0,2% na passagem de setembro para outubro. Houve avanços nos parques fabris de seis dos 14 locais envolvidos da Pesquisa Industrial Mensal -Produção Física Regional, na série ajustada sazonalmente. As informações são da Agência Brasil.

Os dados regionalizados da indústria foram divulgados nesta sexta-feira (8), no Rio de Janeiro, pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) e indicam que o avanço mais acentuado foi no Amazonas, onde a indústria cresceu 3,9%, o que representa 3,7 pontos percentuais acima da média nacional.

As outras cinco regiões com crescimento na indústria foram Santa Catarina (1,6%), Ceará (1,2%), Rio de Janeiro (0,6%), Espírito Santo (0,5%) e Goiás (0,1%). A Bahia registrou a queda mais acentuada com retração de 7%, intensificando o recuo de 1,7% verificado no mês anterior. Pernambuco teve queda de 2,1%, Minas Gerais (-1,2%), São Paulo (-1,2%), Pará (-1%), Região Nordeste (-0,6%), Rio Grande do Sul (-0,6%) e Paraná (-0,1%).


Os dados divulgados pelo IBGE indicam que, na comparação com outubro de 2016, o crescimento acumulado de 5,3% em outubro de 2017 reflete expansão em 10 dos 15 locais pesquisados. Os principais destaques são os estados de Mato Grosso e Pará, com expansões de 29,1% e 17,1%, impulsionadas pelos avanços observados em produtos.

Também registraram taxas positivas acima da média nacional de 5,3% o Amazonas (12,2%), Rio de Janeiro (10,9%), Goiás (10,7%), Santa Catarina (9,1%), Ceará (7,2%) e São Paulo (6,8%). Completam o conjunto de locais com crescimento na produção do mês Paraná (4,2%) e Minas Gerais (3,1%).

Já o recuo mais intenso na comparação com outubro do ano passado ocorreu em Pernambuco, onde a indústria fechou o acumulado janeiro-outubro com queda de 6,1%, em razão do comportamento negativo dos produtos alimentícios. As demais quedas foram na Bahia (-3,7%), Espírito Santo (-3,%), Rio Grande do Sul (-2,2%) e Região Nordeste (-1,1%).

Da Folha de PE

quinta-feira, 27 de julho de 2017

Queda na produção confirma dificuldade para recuperação da economia, diz CNI

Foto: Agência Brasil
A produção e o emprego na indústria brasileira voltaram a cair em junho, segundo a CNI (Confederação Nacional da Indústria). O indicador de evolução da produção ficou em 47,7 pontos e o de número de empregados no setor foi 47,6 pontos no mês passado. Os dados da Sondagem Industrial foram divulgados nesta quarta-feira (26) pela entidade. Os indicadores da pesquisa variam de zero a 100 pontos. Quando estão abaixo de 50 pontos revelam queda, e acima de 50, crescimento. As informações são da Agência Brasil.

A utilização da capacidade instalada também recuou para 65% e está 3 pontos percentuais abaixo da média histórica de 68% registrada desde 2011 para os meses de junho. Com a elevada ociosidade no parque industrial, a disposição para investir continua baixa. O índice de intenção de investimento ficou em 46,6 pontos.

Para a CNI, a combinação dos resultados efetivos dos últimos meses com os de expectativa sugere que a indústria caminha em direção à recuperação, mas que essa trajetória é de dificuldades. "Apesar do quadro negativo, as perspectivas dos empresários são positivas e indicam uma melhora do cenário no curto prazo", informou a entidade, em nota.

Os indicadores de expectativas da Sondagem Industrial mostram que a indústria espera o aumento da demanda, das exportações e da compra de matérias-primas nos próximos seis meses. Mas o indicador de expectativa em relação ao número de empregados continua em 48,8 pontos. "Ou seja, mesmo com a perspectiva de recuperação, a indústria deve manter as demissões nos próximos seis meses."

A pesquisa aponta que os principais problemas enfrentados pelos empresários no segundo trimestre do ano são a falta de demanda, a inadimplência dos clientes, as taxas de juros elevadas e a falta de capital de giro. Mas, a elevada carga tributária, com 45,2% das menções, lidera o ranking dos principais obstáculos à atividade industrial. As condições de acesso ao crédito também estão melhorando lentamente, mas continuam mais difícil que o usual, observou a CNI.

A Sondagem Industrial de junho foi feita com 2.281 empresas de todo o país. Dessas, 940 são pequenas, 828 são médias e 513 são de grande porte.

Da Folha de PE 

segunda-feira, 22 de maio de 2017

Expectativa | Refinaria Abreu e Lima vai concluir obras para ampliar produção

Imagem: Divulgação/Reprodução-PAC
A Refinaria Abreu e Lima (RNEST) vai concluir as obras do chamado primeiro trem de refino que permitirá a ampliação da produção para 115 mil barris por dia. Isso representa um aumento de 15% na atual capacidade da unidade localizada no Porto de Suape. A informação foi repassada pelo presidente da Petrobras, Pedro Parente, ao governador Paulo Câmara, no dia 09 de maio, na sede da empresa para conversar sobre os projetos da estatal em Suape.

"É muito importante que a Refinaria tenha sustentabilidade. Apesar de toda a crise pela qual passou o Brasil e, principalmente, a Petrobras, o presidente se mostrou aberto à manutenção dos investimentos que a empresa tem no nosso Estado", avaliou Paulo.

Outro ponto da conversa entre o governador e o presidente da Petrobras foi a venda da Petroquímica Suape e da Companhia Integrada Têxtil de Pernambuco (Citepe) para o grupo mexicano Alpek. A aquisição depende agora apenas da aprovação do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade). "A entrada da Alpek no setor petroquímico do Estado foi uma boa notícia para Pernambuco. O presidente Parente nos informou que a Alpek tem todo o interesse em ampliar os investimentos nas duas unidades de Suape", detalhou o governador.

Do Governo de PE

sábado, 5 de novembro de 2016

No Vale do São Francisco, produção de vinho vai crescer 5%

Imagem: Divulgação/Reprodução
Os produtores de vinho do Vale do São Francisco não têm ouvido falar da queda de produção que assusta empresários do setor em todo o mundo. Por aqui, a expectativa é de que o volume produzido cresça cerca de 5% neste ano. O número é pequeno, mas é comemorado. Afinal, o Instituto Internacional do Vinho e da Vinha calcula uma baixa dos mesmos 5% na produção mundial, com saldos negativos até em países tradicionais na produção da bebida, como Itália e Portugal, além de um baque de 50% na produção brasileira.

“Houve uma queda grande na produção brasileira porque o Rio Grande do Sul, que é o maior produtor do País, teve um problema grave na safra. Mas este não é o nosso caso. O Vale do São Francisco continua aumentando sua produção, porque produz o ano todo, enquanto o Sul só colhe no início do ano”, explica o presidente da Associação dos Produtores e Exportadores de Hortifrugranjeiros e Derivados do Vale do São Francisco (Valexport), José Gualberto. Ele calcula que a região deve produzir 5,6 milhões de litros de vinho neste ano, 400 mil a mais que no ano passado.
A alta nordestina só não afeta a média global por conta do grande volume gaúcho. Segundo o Instituto Brasileiro do Vinho (Ibravin), o Rio Grande do Sul produziu 1,7 milhão de garrafas de vinho. O número, porém, é 57% menor que o registrado na safra passada. “Nós tivemos problemas climáticos, como excesso de chuva e geada. Já no Vale do São Francisco, a produção manteve-se estável”, confirma o membro do conselho deliberativo do Ibravin Darci Dani, dizendo que o problema ainda encareceu a bebida gaúcha.

O problema gaúcho acabou abrindo ainda mais espaço para os vinhos nordestinos no mercado do Centro-Sul. “Acabamos suprindo a demanda que era do Sul. Então, não percebemos redução nas vendas mesmo na crise”, admite Gualberto, dizendo que o setor deve faturar ainda mais no fim do ano, quando a procura pelo vinho cresce em virtude das festas de Natal e Réveillon. Só a vinícola Rio Sol, situada no município pernambucano de Lagoa Grande, espera crescer 15% em 2016. “A gente conseguiu muito mercado do Sul, expandindo as vendas para Belo Horizonte e Rio de Janeiro. 

Também crescemos no Nordeste, já que, além das dificuldades climáticas, as vinícolas do Sul precisam pagar fretes e impostos altos para trazer o produto para o Nordeste”, explica o diretor-presidente da Rio Sol, André Arruda. Ele ainda disse que, fora isso, a empresa viu sua produção passar de 1,5 milhão para 1,7 milhão de garrafas, com o aumento de 250 mil quilos de uva na safra deste ano, e, portanto, espera faturar R$ 20 milhões neste ano, R$ 4 milhões a mais que no ano passado. André lembra, porém, que os vinhos do Vale do São Francisco também tiveram um aumento de, aproximadamente, 12% no preço, por conta do reajuste do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) sobre a bebida, aplicado pelo Governo Federal no fim de 2015.

Do Folha de PE

sábado, 22 de outubro de 2016

Produção industrial cai em setembro, diz Confederação Nacional da Indústria

Setor industrial. Foto: Jean-Francois Monier/AFP
A produção industrial caiu em setembro, revela sondagem da CNI (Confederação Nacional da Indústria), divulgada nesta sexta-feira (21). O indicador caiu para 45,8 pontos e o índice de evolução do número de empregados ficou estável em 46,5 pontos. Em agosto, a produção estava em 50,8 pontos. Os indicadores da pesquisa variam de zero a cem. Quando estão abaixo de 50 indicam queda na produção e no emprego. As informações são da Agência Brasil.

Com isso, quase um terço do parque industrial ficou ocioso no mês passado, segundo a CNI. O indicador de nível de utilização da capacidade instalada permaneceu em 66%, o mesmo registrado em setembro de 2015.

No entanto, os estoques continuam ajustados. Isso significa que a produção voltará a crescer assim que a demanda aumentar, disse a CNI. O índice de estoque efetivo em relação ao planejado ficou em 49,6 pontos em setembro. O indicador varia de zero a cem e quando está próximo dos 50 pontos mostra que os estoques efetivos estão de acordo com o planejado pelas empresas.

A insatisfação dos empresários com a situação financeira e a margem de lucro das empresas diminuiu. "Após atingirem seus mínimos históricos no primeiro trimestre, os índices de satisfação com a margem de lucro e com a situação financeira aumentaram pelo segundo trimestre consecutivo", informa a entidade. O indicador de situação financeira foi de 41,5 pontos e o de margem de lucro operacional alcançou 36,4 pontos no terceiro trimestre. Ambos, contudo, continuam abaixo da linha divisória dos 50 pontos que separa a satisfação da insatisfação.

Além disso, o índice de evolução dos preços de matérias-primas recuou para 59,3 pontos no terceiro trimestre. "Trata-se do quarto recuo consecutivo do indicador, ou seja, o ritmo de crescimento dos preços vem se desacelerando desde o quarto trimestre de 2015. No período, o índice acumula recuo de 9,9 pontos", disse a entidade.

De acordo com a confederação, os estoques ajustados e a melhora, ainda que pequena, dos indicadores da situação financeira das empresas são importantes, porque aumentam as possibilidades de recuperação da indústria no futuro.

A sondagem também apontou os principais obstáculos enfrentados pelas empresas no terceiro trimestre. A elevada carga tributária, com 43,7% das respostas, ficou em primeiro lugar. Em seguida, com 41,8% das menções, aparece a demanda interna insuficiente e, em terceiro lugar, com 27,9% das assinalações, os empresários citaram a taxa de juros elevadas.

Em outubro, as perspectivas dos empresários em relação aos próximos seis meses estão menos otimistas do que em setembro. O índice de expectativa de demanda caiu 2,6 pontos em relação a setembro e ficou em 52,3 pontos. O indicador de expectativa de compras de insumos e matérias-primas caiu para 49,7 pontos e o de exportações recuou para 50,8 pontos. "Não há mais expectativa de aumento de compras de matérias-primas ou de aumento da quantidade exportada", diz a pesquisa.

O indicador de expectativa de evolução do número de empregados também caiu para 46 pontos, o que significa que os empresários não pretendem contratar nos próximos seis meses. Os indicadores de expectativa variam de zero a cem pontos. Abaixo que 50 mostram que as perspectivas são de queda.

Com perspectivas menos otimistas, a disposição dos empresários para investir continua baixa. O índice de intenção de investimento ficou em 43,5 pontos em outubro. Embora esteja 4,2 pontos abaixo da média histórica, o indicador não apresenta queda há seis meses consecutivos e está 2,8 pontos acima dos 40,7 pontos registrados em outubro do ano passado.

A Sondagem Industrial foi feita entre 4 e 14 de outubro com 2.457 empresas. Dessas, 1.011 são pequenas, 886 são médias e 560 são de grande porte, informou a CNI.

Do Folha de PE

quarta-feira, 9 de março de 2016

Produção industrial de Pernambuco em janeiro tem queda de 29% ante 2015

Setor registrou alta na produção nacional.
Arthur Mota/Arquivo Folha
A produção industrial cresceu em oito dos 14 locais pesquisados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) na passagem de dezembro de 2015 para janeiro. As principais altas foram registradas em Santa Catarina (3,7%) e no Pará (3,3%), de acordo com dados da Pesquisa Industrial Mensal – Produção Física Regional.

Outros seis locais tiveram avanços neste tipo de comparação: Bahia (2,6%), Rio Grande do Sul (2,5%), Ceará (2,4%), Paraná (2,2%), Região Nordeste (1,5%) e São Paulo (1,1%). Seis estados tiveram queda na produção, apesar do avanço da média nacional, de 0,4%: Pernambuco, Amazonas e Espírito Santo (os três com recuo de 2,1%), Rio de Janeiro (com decréscimo de 1,5%), Goiás e Minas Gerais (ambos com queda de 1%).

Na comparação com janeiro de 2015, 12 dos 15 locais pesquisados tiveram queda na produção, sendo as mais intensas verificadas no Amazonas (-30,9%), Pernambuco (-29,4%) e Espírito Santo (-26,3%). Apenas três estados tiveram alta: Pará (10,5%), Bahia (10,3%) e Mato Grosso (9,3%).

No acumulado de 12 meses, houve queda também em 12 dos 15 locais pesquisados, com destaque para Amazonas (-18,4%), São Paulo (-11,7%) e Rio Grande do Sul (-11,3%). Três estados tiveram aumento da produção: Mato Grosso (4,8%), Pará (4%) e Espírito Santo (0,6%).

Da Agência Brasil

sábado, 27 de fevereiro de 2016

Aedes aegypti derruba produção das indústrias de Pernambuco

Imagem: Divulgação/Reprodução
Um mosquito transmissor de doenças está atrapalhando diretamente o setor produtivo no estado. Pesquisa realizada pela Federação das Indústrias de Pernambuco (Fiepe) mostra que os afastamentos derivados de qualquer doença relacionada ao Aedes aegypti afetaram 79% das empresas do estado em diversas proporções e derrubaram a produtividade em 42,3% das empresas do setor industrial, de todos os portes. 

A Região Metropolitana do Recife (RMR) foi a área com o maior número de indústrias atingidas (92%), mas de pouco impacto no quadro de funcionários. Já o Agreste sofreu com o maior ônus na produtividade, com a queda em 62% da empresas da região. A situação gerou a necessidade de medidas extras. A federação ainda não consegue medir o impacto financeiro desse efeito e se juntou ao Sesi para lançar campanha de prevenção e enfrentamento ao avanço do mosquito.

O levantamento quantitativo teve a participação de 144 indústrias dos setores mais diversos, como alimentos e bebidas, têxtil e higiene pessoal e cosméticos. Foram 75 da Região Metropolitana e 69 do interior (Agreste, Sertão do São Francisco e Sertão do Araripe). A pesquisa questionava a quantidade do quadro de funcionários que precisou se afastar em janeiro e fevereiro de 2016 em consequência do mosquito transmissor da dengue, do zika vírus e da chikungunya. As respostas tinham os recortes: entre 1% e 5%; entre 5% e 10%, entre 10% e 20%, entre 20% e 40%; entre 40% e 50% e mais de 50%.

“Ainda que a Região Metropolitana do Recife tenha sido afetada em 92% das empresas, quase metade se posicionou na primeira faixa de afastamentos, entre 1% e 5% dos empregados, ou seja, quase todas atingidas, mas sem impactos expressivos no quadro de funcionários”, destacou o coordenador da pesquisa e gerente do Núcleo de Economia e Negócios Internacionais da Fiepe, Thobias Silva.

De acordo com o presidente da Fiepe, Jorge Côrte Real, a preocupação com o mosquito vai exigir uma atuação em diversas frentes. “Questionamos sobre as providências tomadas para resolver esses problemas e as principais medidas foram fazer as realocações de trabalhadores para outras funções de forma temporária e o aumento de hora extra, em uma média de 6,5%”, pontuou. “Vamos apresentar esses dados ao governo para buscar alternativas, porque não é simples. A gente sabe que os danos do mosquito vão exigir verbas que não foram colocadas em nenhuma previsão orçamentária e o resultado é ter que tirar de setores que receberiam investimentos. É uma força-tarefa que precisa trabalhar fortemente na prevenção”, afirma. Todos os trabalhadores da indústria em Pernambuco vão receber folhetos informativos, além de cartazes colocados em locais estratégicos nas empresas.

Do Diário de Pernambuco

quarta-feira, 12 de novembro de 2014

Moda | Roupas femininas produzidas no Brasil serão padronizadas

No primeiro semestre do próximo ano, as mulheres brasileiras poderão contar com roupas padronizadas para seu perfil de corpo a partir de um sistema de modelagem 3D. Desta forma, será possível saber exatamente o seu número na hora de comprar roupas, inclusive pela internet, já que as medidas das brasileiras são bem diferentes das estrangeiras.
Moda - Roupas femininas produzidas no Brasil serão padronizadas. Foto: Sebrae Inteligência Setorial
A novidade vem do convênio entre o Comitê Brasileiro de Têxteis e do Vestuário (ABNT/CB-17), da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT), e a Audaces, empresa brasileira que produz tecnologia para confecções de mais de 70 países. Através da parceria, a entidade usará o sistema Audaces 3D para criar a nova padronização de medidas referenciais do corpo humano para roupas femininas produzidas no país.

Com o uso do Audaces 3D, o ABNT/CB-17 espera concluir a padronização até o primeiro semestre de 2015. A numeração atual segue padrões europeus e, apesar de serem adaptadas aos nacionais, não se baseiam nos biotipos das brasileiras. “A padronização proporcionará aos consumidores e fabricantes roupas com dimensões que são, de fato, feitas para as consumidoras brasileiras”, afirma Maria Adelina Pereira, superintendente do Comitê Brasileiro de Têxteis e do Vestuário (ABNT/CB-17).

Além de aumentar a satisfação da consumidora, que passará a ter mais conforto e melhor caimento em suas roupas, a padronização beneficia as confecções ao facilitar a comercialização de peças, tanto no país quanto no exterior. “Há diferenças de tamanho em peças de roupas da mesma numeração produzidas por fabricantes diferentes, o que impede que usuário possa se orientar apenas pelo tamanho que está habituado a comprar. À medida que a padronização for adotada, o consumidor poderá escolher a roupa de acordo com suas medidas”, explica Maria Adelina.

Segundo ela, não haverá imposição para que as medidas sejam adotadas pelas confecções. “É algo que o mercado adotará naturalmente. O consumidor ficará mais satisfeito e optará por roupas que lhe vistam melhor, que tenham suas proporções”, diz Maria Adelina.

No caso da padronização, o Audaces 3D servirá para o desenvolvimento de manequins virtuais que terão os padrões de medidas mais comuns entre as brasileiras, o que foi identificado em levantamento do SENAI-Cetiqt, do Rio de Janeiro. A instituição realizou estudos antropométricos com mais de 7,4 mil pessoas do país. Com esses modelos, o trabalho do ABNT/CB-17 será realizado na tela do computador, e não mais a partir de modelos reais.

Rodrigo Cabral, diretor de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação da Audaces, explica que o estudo das proporções médias era realizado sem feedback visual. “Com nosso sistema 3D, os pesquisadores puderam visualizar, pela primeira vez, modelos virtuais com os padrões identificados pela pesquisa”, afirma.

Confira a matéria completa clicando aqui

Fonte: Sebrae Inteligência Setorial

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