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quarta-feira, 9 de setembro de 2020

CNI: atividade industrial mantém trajetória de recuperação

Foto: José Paulo Lacerda/ CNI
Em julho, a atividade industrial continuou em trajetória de recuperação, passando a reverter parte da queda acumulada em março e abril, segundo dados dos Indicadores Industriais, da Confederação Nacional da Indústria (CNI), apresentados nesta terça-feira (8). Faturamento real, horas trabalhadas na produção e Utilização da Capacidade Instalada (UCI) aumentaram pelo terceiro mês consecutivo. 


Segundo o balanço, o faturamento real da indústria aumentou 7,4% em julho, considerando a série dessazonalizada, acumulando alta de 34,5% nos últimos três meses. Com, isso, o faturamento está 1,7% menor que o registrado em fevereiro de 2020, antes da pandemia. As horas trabalhadas na produção aumentaram 4,5% em julho, totalizando uma alta de 20,9% nos últimos três meses. Mesmo assim, o total de horas trabalhadas ainda está 7% abaixo do apurado em fevereiro. O índice de horas trabalhadas na produção encontra-se 7% abaixo do patamar de fevereiro. No acumulado do ano o indicador apresenta queda de 9% em relação a igual período do ano anterior. 

A Utilização da Capacidade Instalada aumentou 2,9 pontos percentuais em julho, um acumulado de 8,8 pontos percentuais nos últimos três meses, saindo de 66,6% para 75,4%. Esse percentual, no entanto, ainda é 3,4% menos do que o registrado em fevereiro, antes da pandemia.

Emprego industrial

No mês passado, o emprego industrial ficou próximo da estabilidade, ao registrar queda de 0,2%. Nos meses anteriores, o emprego havia recuado com mais força: queda de 0,4% em março, 2,1% em abril e 0,6% em maio. Desde fevereiro, o indicador acumula queda de 3,5%. Na comparação do acumulado de 2020 (até julho) com os primeiros sete meses de 2019 o emprego registra queda de 2,6%.

A massa salarial paga aos trabalhadores da indústria caiu 1,7% no mês na série dessazonalizada. A queda ocorre após crescimento de 9,4% em junho, que

havia sido influenciado, segundo a CNI, pelas condições excepcionais de término de alguns acordos de suspensão ou redução da jornada de trabalho e salário. A massa salarial acumulada em 2020 até julho é 6,1% inferior a igual período de 2019.

O rendimento real pago aos trabalhadores da indústria caiu 2,4% em julho, revertendo parcialmente o crescimento do mês anterior, que também tinha sido resultado do fim de parte dos acordos de suspensão e redução de jornada de trabalho e salário. No acumulado do ano de 2020 até julho, o rendimento médio real é 3,6% inferior em relação ao mesmo período de 2019. 

Por Agência Brasil

sexta-feira, 28 de agosto de 2020

Novas perspectivas de trabalho: conheça profissões do futuro

Com o cenário mundial, impactado pela pandemia do coronavírus, novas perspectivas profissionais têm se desenvolvido para que, especificamente quando tudo voltar minimamente ao normal, a economia volte a gerar frutos e tenha seu crescimento retomado. Inclusive, em todo o mundo, muito já se discute sobre como o mercado profissional se recuperará das perdas monetárias e até mesmo como acontecerá, por exemplo, a criação de novos cargos, modelos de trabalho e profissões.
Em complemento, haverá um novo olhar e formas de valorização das chamadas profissões do futuro. Por isso, separamos uma lista de oportunidades pontuais que, de acordo com uma pesquisa realizada pelo site Glassdoor (especializado em recrutamento e seleção), figuram entre as mais procuradas e que devem se desenvolver pós-pandemia. Para conhecer mais sobre especialização das profissões, clique no título de cada uma delas. Confira.
Biomedicina e Biotecnologia
O biomédico é o profissional que pesquisa causas e curas para doenças. A carreira envolve muito conhecimento e estudo em Biologia e em Medicina. Além disso, é ele também quem trabalha com análises clínicas, embriologia, genética, microbiologia, entre outras profissões.
Quem trabalha com Biotecnologia é responsável por desenvolver e aplicar tecnologias e pesquisas sobre efeitos de medicamentos, substâncias químicas e aprimoramento genético.
A pessoa que trabalha com cibersegurança pode ser responsável por testar vulnerabilidades em redes de sistemas e softwares de uma companhia. Além disso, há opções de funções de auditor de segurança, arquiteto de segurança, gerente de produto ou mesmo chegar à diretoria da segurança de dados de uma organização.
Marketing Digital e e-commerce
Os profissionais atuantes na área do Marketing Digital trabalham em diversas frentes para que a geração de novos leads fechem negócios, por meio de novos contatos e  vendas. Nos últimos anos, o crescimento desse profissional foi valorizado e, com o momento atual da pandemia, muitas empresas se viram diante da profissionalização de seus serviços on-line e precisaram agir com um chamariz novo para que os negócios não parassem.
Por isso, a profissão pode ser considerada um grande gancho para quem já tem habilidades com comunicação, precisa reinventar-se ou mesmo quer aprender a posicionar empresas como autoridade em determinado produto ou serviço. Estão inclusos no escopo de trabalho administração e gerenciamento de redes sociais, campanhas digitais, conteúdos exclusivamente pautados e produzidos para blog, além da capacidade da identificação de estratégias.
Da mesma forma, os desenvolvedores em Tecnologia da Informação e em softwares voltados ao e-commerce também estão com patamar elevadíssimo entre as profissões destacadas no momento.
Gerente de ecorrelações
Formalizar, estruturar e seguir negociações com grupos ambientais, entidades governamentais e até mesmo com entidades de consumo, é função atribuída ao gerente de ecorrelações. Além disso, esse profissional também é o responsável por gerenciar equipes e abordar questões sociais e econômicas diante de cenários que envolvem a ecologia e os ecossistemas.
Especialista em Sustentabilidade
Pensar estrategicamente sobre funções que envolvam pessoas, tecnologia, ferramentas e processos é função do especialista em sustentabilidade. Em conjunto ou na área de ecorrelações, este profissional pode também estudar e avaliar o impacto positivo das ações da companhia em toda a sua comunidade.
Chief Innovation Officer
Aplicar inovações e melhorias em empresas, por meio da interação com grupos de colaboradores, pesquisas, projetos e benefícios é a função do Chief Innovation Officer. O profissional vem sendo valorizado à medida que as empresas precisam passar por revisões de comportamentos e estratégias em relação à diversidade, inclusão de pessoas, sistemas em TI, entre outras necessidades.
O que você precisa ter para ser um profissional do futuro
Que o futuro é agora já sabemos. No entanto, investir cada vez mais ―  por meio de cursos de pós-graduação ou de MBA, também está entre as necessidades urgente, para que estes profissionais atuem com competência em diversas frentes. Não deixe de avaliar as diversas possibilidades aqui mesmo no Portal Pós e descubra qual o curso mais indicado para ampliar sua carreira.
O assunto, inclusive discutido no Fórum Econômico Mundial neste ano de 2020, trouxe à tona
Mantenha contato com a Unopar Surubim: (81) 9 9246-6674
capacidades relativas às novas atividades e sistemas de empregabilidade.
Desta forma, o novo profissional do futuro deve focar em:
  • Saber como resolver problemas complexos;
  • Ter pensamento crítico e construtivo;
  • Ser criativo em diversas frentes;
  • Saber gerenciar pessoas;
  • Trabalhar cada vez mais em equipe;
  • Ter sua inteligência emocional aprimorada e bem cuidada;
  • Tomar decisões;
  • Orientar escolhas de serviços por meio do reconhecimento real de necessidade de seus clientes;
  • Saber negociar e
  • Ter capacidade de aprender mais e sempre.

    Fonte: Blog Portal Pós

segunda-feira, 24 de agosto de 2020

Pernambuco tem saldo de empregos positivo pela primeira vez desde o início da pandemia

Foto: Léo Malafaia
Pela primeira vez desde o início da pandemia, Pernambuco teve um número positivo na geração de emprego no mês. De acordo com dados divulgados pelo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), em julho houve 26.453 admissões e 21.829 desligamentos no Estado, totalizando um saldo positivo de 4.624 trabalhadores com carteira assinada. 

O resultado, que é o segundo melhor do Nordeste, revela uma desaceleração do desemprego em Pernambuco e uma reação da economia. No mês de junho o Estado registrou um saldo negativo de -3.264 empregos. Os setores que mais geraram empregos em Pernambuco foram indústria (2.470), agropecuária (1.252) e construção (1.095). No entanto, o segmento de serviços, que costuma estar em alta, permanece negativo (-677 postos de trabalho). 

“Em 2019, neste mesmo período do ano, registrou-se um discreto saldo negativo de 96 empregos. Agora, apesar das perdas, apesar do nosso luto, apesar da pandemia, estamos reagindo, como determinou o governador Paulo Câmara. O Estado sinaliza que a reação está acontecendo e vamos ter dias melhores”, afirmou o secretário do Trabalho, Emprego e Qualificação de Pernambuco, Alberes Lopes.

Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), de abril a agosto, houve 622.126 acordos feitos por empresas em Pernambuco, que mantiveram os empregos. No acumulado do ano, houve 175.907 contratações e 239.008 demissões, gerando um saldo negativo de 63 mil postos de trabalho no Estado.

Da Folha de PE

quarta-feira, 24 de junho de 2020

Pandemia dificulta acesso de 1,5 milhão de pernambucanos ao mercado

Foto: Reprodução/Vinícius Magalhães
Cerca de 1,2 milhão de pessoas fora da força de trabalho, ou seja, que não estavam trabalhando nem procuravam por trabalho, em Pernambuco, gostariam de trabalhar em maio, mas não conseguiram procurar emprego por causa da pandemia da Covid-19 ou por falta de oportunidade na região em que vivem.

Nesse mesmo período, outros 382 mil trabalhadores estavam desempregados e buscaram ativamente um emprego, mas não encontraram, levando a taxa de desocupação no Estado a 10,5%. Isso significa que mais de 1,5 milhão de pessoas tiveram o acesso dificultado ao mercado de trabalho no mês passado por conta da pandemia. Este número é quase a população inteira do Recife, que tem 1,6 milhão de habitantes.

Esses dados são os primeiros resultados da PNAD Covid-19 por estados, divulgada nesta quarta-feira (24), pelo IBGE. O levantamento é uma versão da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD Contínua), realizada com o apoio do Ministério da Saúde, para quantificar as pessoas com sintomas associados à síndrome gripal e também identificar os impactos da pandemia no mercado de trabalho. 

Em maio, o IBGE estima que 3,2 milhões de pessoas estavam ocupadas no Estado, embora 7,6 milhões estivessem em idade para trabalhar. Em Pernambuco, 3,6 milhões estiveram na força de trabalho no mês passado, somando pessoas ocupadas e desocupadas, enquanto aproximadamente 4 milhões de pessoas estavam fora da força de trabalho por alguma razão. 

Entre as 3,2 milhões de pessoas ocupadas no mês passado em Pernambuco, 947 mil estavam temporariamente afastadas do trabalho (em quarentena ou férias coletivas) devido ao distanciamento social, o que representava 28,8% do total de empregados, bem maior do que a média nacional, de 18,6%. No Nordeste, esta proporção é de 26,6%, chegando a cinco milhões de pessoas. Ainda entre os ocupados, a PNAD Covid-19 mostra que 285 mil pessoas trabalharam de forma remota no mês de maio no Estado. Isso representa 13% da população ocupada e não afastada do trabalho em virtude da pandemia. 

Entre as pessoas ocupadas e afastadas do trabalho, seja ou não por conta da pandemia, 620 mil (57,8%) deixaram de receber remuneração em maio. Entre os trabalhadores ocupados e afastados que ainda estavam recebendo vencimentos, 40,4% do total tiveram rendimentos menores do que o habitual no mês passado.

A pesquisa também detectou o recebimento do auxílio emergencial entre os domicílios pernambucanos: 51% dos lares pernambucanos receberam o benefício durante a pandemia, acima da média nacional, de 38,7%, mas ainda abaixo da média nordestina, de 54,8%. O valor médio do rendimento do auxílio em Pernambuco é de R$ 869, semelhante à média nacional, que foi de R$ 847. 

Além disso, a pesquisa mostra que Pernambuco, no mês de maio, somava 1,4 milhão de trabalhadores na informalidade, em uma taxa que chega a 43% da força de trabalho ocupada. Os informais são os empregados do setor privado sem carteira; trabalhadores domésticos sem carteira; empregados que não contribuem para o INSS; trabalhadores por conta própria que não contribuem para o INSS; e trabalhadores não remunerados em ajuda a morador do domicílio ou parente. Continue lendo, clique AQUI!

terça-feira, 19 de maio de 2020

Trabalhadores sentem-se inseguros no cenário pós-pandemia

Agência Brasil
Além de avivar temores relativos à saúde, a pandemia da covid-19 aumentou a insegurança quanto à esfera profissional. De acordo com sondagem produzida pela consultoria de recrutamento Talenses Group, em parceria com a Fundação Dom Cabral, quase metade (47,6%) das pessoas sente medo do cenário pós-pandemia, em relação ao mercado de trabalho.

O levantamento considerou as avaliações de 1.294 trabalhadores, ouvidos em abril. Em novembro de 2019, quando a abrangência era de 778 entrevistados e a covid-19 ainda não afetava todo o globo, a proporção daqueles que manifestaram apreensão quanto ao futuro profissional era de 19,4%. Apesar do receio do porvir, 83,2% dos entrevistados da pesquisa mais recente julgam estar preparados para enfrentar os desafios que poderão surgir pelo caminho. No ano passado, a taxa era de 74,6%.

A pesquisa quis saber se os profissionais têm se capacitado para incorporar novos modelos de trabalho. Em novembro, a parcela que respondeu que sim chegou a 81,7% em 2019 e a 80,7% neste ano. Outro aspecto revelado diz respeito à compreensão que os profissionais têm, especificamente quanto ao ramo em que estão empregados. Em ambos os levantamentos, a maioria acredita que seu setor será "altamente impactado" por reestruturações em curto ou médio prazo. Em novembro de 2019, a porcentagem era de 79% e, em abril deste ano, de 73%.

 Em ambas as sondagens, predomina o entendimento de que as transformações no âmbito profissional chegarão rapidamente, em curto ou médio prazo. Nessa questão, o índice subiu de 82,2% para 95,4%. Tendo em vista que a condição de pandemia foi declarada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) somente em 11 de março deste ano, uma série de perguntas consta apenas do levantamento mais recente. Na primeira delas, aborda-se a percepção quanto ao uso de recursos tecnológicos para se acelerar a retomada da economia. Quase a totalidade (92,8%) dos entrevistados respondeu afirmativamente.

Dia a dia nas organizações
A empresa de consultoria também estimulou os participantes a refletir sobre a rotina das organizações. O que se nota é que parte significativa das pessoas ouvidas vislumbra uma forte digitalização dos processos. No total, 87,4% dos entrevistados julgam que a pandemia estimulou empregadores a utilizar tecnologia para realizar novas contratações de funcionários, promovendo, assim, uma "quebra de paradigma".

Além disso, 95,6% consideram que o fenômeno se configura por outro fator: a incorporação de tecnologia que viabiliza procedimentos como o home office. O palpite de 75,1% é de que novas profissões surgirão ao término da pandemia. De acordo com a pesquisa, 69,4% dos respondentes concordam com a assertiva de que as práticas nas empresas voltarão a ser como antes, mas que incluirão processos digitais, de forma permanente. Para 30,1%, todos os recursos digitais aplicados antes da pandemia serão mantidos, e somente 0,46% imagina que não existirá nenhuma inovação digital.

Perfil de funcionários
Com foco na digitalização em curso, os entrevistados que informaram serem responsáveis também pela seleção de funcionários elencaram, cada um, duas competências técnicas que presumem que sejam mais demandadas após a pandemia.

Na primeira lista, de novembro, destacavam-se habilidades técnicas, específicas de sua área de atuação (91,4%); inglês avançado ou fluente (48,7%); e habilidades com pacote Office - pacote de programas com várias funcionalidades, como editor de textos e planilhas, da Microsoft (27,3%).

Quando o contexto da pandemia é levado em conta, a primeira posição é ocupada pelas habilidades digitais (78,2%), que inicialmente eram destacadas por 26,3% dos entrevistados apenas; seguidas de habilidades técnicas, específicas de sua área de atuação (75,2%); e inglês avançado ou fluente (29,1%). Já no grupo de competências comportamentais, a avaliação que fazem é de que a proatividade, que concentrava 72,1% das indicações, ficando no topo da lista, perderá relevância após a pandemia. Continue lendo, clique AQUI!

sexta-feira, 14 de fevereiro de 2020

Informalidade atinge recorde em Pernambuco e em outros 19 estados, diz IBGE

Foto: Rafael Furtado/Folha de Pernambuco
A taxa de informalidade no mercado de trabalho brasileiro atingiu 41,1%, seu maior nível desde 2016; Em PE, 48,8% da população ocupada na informalidade

A taxa de informalidade no mercado de trabalho brasileiro atingiu 41,1%, seu maior nível desde 2016, e bateu recorde em 20 unidades federativas do país, informou nesta sexta-feira (14) o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Com 48,8% da população ocupada na informalidade, Pernambuco está entre os estados recordistas. Em 2018, a pesquisa indicou que o índice no estado era de 48,2%. 

O desemprego também caiu em 16 unidades federativas, mas a analista da Pnad (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua), Adriana Beringuy, viu relação entre o aumento da população empregada com a alta na informalidade. "Em praticamente todo o país, quem tem sustentado o crescimento da ocupação é a informalidade", disse Adriana.

A analista explicou que em vários estados se observa que a taxa de informalidade é superior ao crescimento da população ocupada. "No Brasil, do acréscimo de 1,819 milhão de pessoas ocupadas, um milhão é de pessoas na condição de trabalhador informal", apontou a analista.

São considerados informais os trabalhadores sem carteira, trabalhadores domésticos sem carteira, empregador sem CNPJ, conta própria sem CNPJ e trabalhador familiar auxiliar.

Segundo os dados da Pnad, a informalidade atingiu recordes em Rondônia, Amazonas, Roraima, Pará, Amapá, Tocantins, Piauí, Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco, Alagoas, Sergipe, Bahia, Minas Gerais, Rio de Janeiro, São Paulo, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Goiás e Distrito Federal.

Já a média de desocupação teve queda em 16 unidades federativas, acompanhando o número nacional que caiu de 12,3% em 2018 para 11,9% no ano passado. A população ocupada aumentou 2% no Brasil, totalizando 93,4 milhões de trabalhadores em 2019.

Da Folha de PE

sexta-feira, 22 de novembro de 2019

Pernambuco é líder no Nordeste em criação de postos formais em outubro

Carteira de trabalhoFoto: Rafael Neddermeyer/Fotos Públicas
O saldo da criação de postos de trabalho com carteira assinada no País ficou pelo sétimo mês consecutivo positivo no mês passado. Segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgados quinta-feira pela Secretaria de Trabalho da Secretaria Especial de Previdência e Trabalho do Ministério da Economia, em outubro, o Brasil abriu 70,8 mil novas vagas de trabalho. Em sintonia com os números nacionais, o recorte regional coloca Pernambuco como líder na criação de vagas formais do Nordeste, com saldo positivo de 5,1 mil postos.

Dos oito setores econômicos do Caged, seis apresentaram saldo positivo no período. Entre os destaques, os que concentram as demandas de fim de ano do ponto de vista da produção e consumo, como indústria da transformação (1.903), comércio (1.291) e serviços (1.197). “Lembrando que em 2018 no mesmo período o varejo criou apenas 361 vagas, ou seja, crescimento de 225% quando se compara outubro de 2018. Isto se traduz como reflexo de confiança em alta dos empresários, da política de incentivo ao consumo do governo, além da tradicional preparação para o fim de ano e da chegada do 13 ° salário”, analisa o economista da Fecomércio-PE, Rafael Ramos.

A secretária executiva de Desenvolvimento Econômico, Maíra Fischer, atenta que além da criação de postos, o mês de outubro teve outro aspecto que torna os dados ainda mais positivos. “ Os grandes setores da economia, todos foram positivos e isso é um dado que a gente comemora, porque conseguimos não concentrar em um único, mas em todos os grandes setores”, frisa a secretária.

De acordo com as projeções dos especialistas, por mais que esse movimento de contratação reflita a demanda natural do último trimestre do ano, com os contratos temporários de trabalho, a estimativa de efetivação é positiva. É que, diferente de 2018, quando apenas 10% dos empresários esperavam efetivar o temporário, para 2020, a estimativa está em torno de 25%. “A confiança do empregador que no ano que vem teremos uma melhoria no consumo espelhado pelas previsões de aumento do PIB, que deve ser de 2,5%, faz com que se amplie a projeção de efetivação dos temporários. Uma prova que o que gera desenvolvimento econômico é o crescimento econômico, não modificações na legislação trabalhista”, destaca o professor de graduação e pós-graduação do Centro Universitário Tiradentes (Unit-PE), Edgar Leonardo.

Para o secretário do Trabalho, Emprego e Qualificação de Pernambuco, Alberes Lopes, "o saldo de empregos com carteira assinada é muito importante para os pernambucanos e o resultado deste mês deixa todo o governo estadual feliz”.

Município
Olinda foi o que mais criou vagas formais em outubro em Pernambuco, com 721 postos com carteira assina. O Recife ficou em segundo lugar, com 656, seguido de Petrolina, com 403 vagas abertas.

Da Folha de PE

quinta-feira, 31 de outubro de 2019

Informalidade no trabalho volta a bater recorde, diz IBGE

Comércio informal na avenida Conde da Boa VistaFoto: Rafael Furtado/Folha de Pernambuco
De acordo com o instituto, 11,8 milhões de pessoas estão sem carteira de trabalho assinada no setor privado

A informalidade continua batendo recordes no mercado de trabalho brasileiro, informou nesta quinta-feira (31) o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

De acordo com o instituto, 11,8 milhões de pessoas estão sem carteira de trabalho assinada no setor privado, um crescimento de 2,9% (338 mil pessoas) com relação ao trimestre encerrado em junho, enquanto os trabalhadores por conta própria atingiram 24,4 milhões de pessoas, alta de 1,2% (293 mil pessoas).

Ambas as marcas são novos recordes na série histórica, segundo o IBGE. "Temos mais pessoas trabalhando nesse trimestre, mas a questão é a qualidade dessa forma de inserção informal", disse a analista da pesquisa, Adriana Beringuy. Os aumentos também são vistos na comparação com o mesmo período de 2018. A alta foi de 3,4% (384 mil) entre os trabalhadores sem carteira assinada, e 4,3% (1 milhão) com os que estão por conta própria.

Enquanto ocorre aumento da informalidade, a taxa de desocupação recua: agora foi de 12%, do trimestre encerrado em junho, para 11,8% nos três meses encerrados em setembro.Também houve estabilidade na comparação com o mesmo trimestre de 2018, que registrou 11,9% de desocupação. De acordo com o IBGE, 12,5 milhões de pessoas ainda estão desempregadas no Brasil.

Da Folha de PE

sábado, 24 de agosto de 2019

País gera 43,8 mil empregos formais em julho

Carteira de trabalhoFoto: Rafael Neddermeyer/Fotos Públicas

O indicador mede a diferença entre contratações e demissões. O saldo positivo em julho deste ano foi resultado de 1.331.189 admissões contra 1.287.369 desligamentos

Pelo quarto mês consecutivo, houve geração de emprego formal no país, segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) divulgados hoje (23), pelo Ministério da Economia. Em julho, foi registrada a abertura de 43.820 vagas de trabalho com carteira assinada, crescimento de 0,11% em relação ao estoque de junho.


O indicador mede a diferença entre contratações e demissões. O saldo positivo em julho deste ano foi resultado de 1.331.189 admissões contra 1.287.369 desligamentos. Em julho de 2018, o resultado foi melhor: com saldo positivo de 47.319.

Nos sete meses do ano, foram criados 461.411 postos de trabalho (9.600.447 admissões e 9.139.036 desligamentos). Na comparação com o mesmo período de 2018, houve crescimento de 2,93%. O resultado de janeiro a julho deste ano é o melhor para o período desde 2014 (632.224).

Dos oito setores econômicos, sete contrataram mais do que demitiram em julho. O saldo ficou positivo na construção civil (18.721), serviços ( 8.948), indústria de transformação (5.391), comércio (4.887), agropecuária (4.645), extrativa mineral (1.049) e serviços industriais de utilidade pública (494). Apenas administração pública descreveu saldo negativo (315).

Resultados regionais
Segundo o ministério, todas as regiões do Brasil tiveram crescimento no mercado formal de trabalho em julho. O maior saldo foi na Região Sudeste, com 23.851 vagas de emprego com carteira assinada, crescimento de 0,12%. Em seguida, vêm Centro-Oeste (9.940 postos, 0,30%); Norte (7.091 postos, 0,39%); Nordeste (2.582 postos, 0,04%) e Sul (356 postos, 0,00%).

Das 27 unidades da federação, 20 terminaram julho com saldo positivo no emprego. A maior parte das vagas foi aberta em São Paulo, onde foram criados 20.204 postos de trabalho; Minas Gerais, com 10.609 novas vagas, e Mato Grosso, que teve saldo positivo de 4.169 postos.

Reforma Trabalhista
Do saldo total de julho, 6.286 vagas foram resultado da reforma trabalhista, número equivalente a 14,34% do total. A maior parte destes empregos veio na modalidade intermitente (quando o empregado recebe por horas de trabalho), que teve saldo de 5.546 postos, principalmente em ocupações como alimentador de linha de produção, servente de obras e faxineiro. Na categoria de trabalho em regime de tempo parcial, foram 740 vagas, em ocupações como faxineiro, auxiliar de escritório e operador de caixa.

Em julho de 2019, houve 18.984 desligamentos mediante acordo entre empregador e empregado, envolvendo 13.918 estabelecimentos, em um universo de 12.592 empresas. Um total de 45 empregados realizou mais de um desligamento mediante acordo com o empregador.

Da Agência Brasil

quinta-feira, 1 de agosto de 2019

Trabalho por conta própria alcança recorde de 24,141 milhões de pessoas, diz IBGE

Foto: Pixabay
O trabalho por conta própria alcançou um contingente recorde de 24,141 milhões de brasileiros no trimestre encerrado em junho, segundo os dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), iniciada em 2012 pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Em apenas um ano, o trabalho por conta própria ganhou a adesão de 1,156 milhão de pessoas. Em um trimestre, foram 391 mil trabalhadores a mais nessa condição.

O trabalho sem carteira assinada no setor privado também cresceu para um recorde de 11,500 milhões de ocupados nessa situação. O emprego sem carteira no setor privado aumentou em 565 mil vagas em um ano. Em um trimestre, foram 376 mil trabalhadores a mais.

A população ocupada totalizou 93,342 milhões de trabalhadores no trimestre encerrado em junho. O mercado de trabalho abriu 294 mil vagas com carteira assinada no setor privado em relação ao trimestre terminado em março. Na comparação com o trimestre encerrado em junho de 2018, foram criados 450 mil vagas formais no setor privado.

O setor público abriu 299 mil vagas em um trimestre. O trabalho doméstico absorveu mais 147 mil pessoas em um trimestre.

Setores

Ainda segundo o IBGE, a indústria brasileira contratou 319 mil trabalhadores em apenas um trimestre.

Na passagem do trimestre terminado em março para o trimestre encerrado em junho, houve contratações também nas atividades de outros serviços (150 mil ocupados), agricultura (233 mil), transporte (72 mil), construção (87 mil), informação, comunicação e atividades financeiras (42 mil), serviços domésticos (151 mil) e administração pública, defesa, seguridade social, educação, saúde humana e serviços sociais (469 mil).

Segundo Adriana Beringuy, analista da Coordenação de Trabalho e Rendimento do IBGE, a expressiva geração de vagas da atividade de administração pública, saúde e educação é puxada por contratações de prefeituras, especialmente de profissionais que atuam em creches.

Por outro lado, houve demissões em alojamento e alimentação (-7 mil) e no comércio (-11 mil).

Da Agência Estado

sexta-feira, 26 de julho de 2019

País registra criação de 48,4 mil vagas de trabalho formal

O resultado registrado em junho é o melhor desde 2013

A criação de empregos com carteira assinada teve saldo positivo em junho, com a criação de 48.436 vagas. Os dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) foram divulgado nesta quinta-feira (25) pelo Ministério da Economia.

O indicador mede a diferença entre contratações e demissões. O saldo positivo em junho foi resultado de 1.248.106 admissões contra 1.199.670 desligamentos ocorridos no período.


O resultado de junho foi o melhor para o período desde 2013, quando, no mesmo mês, foram geradas 123.836 vagas. Em junho de 2018 foram registradas mais demissões do que contratações, gerando saldo negativo de 661 vagas.

No primeiro semestre deste ano, foram criados mais 408.500 postos de trabalho ( 8.221.237 admissões e 7.812.737 desligamentos), o maior saldo para o período desde 2014 quando foram criadas 588.671 vagas. No mesmo período do ano passado, o saldo foi de 392.461 vagas.

O estoque do emprego formal no Brasil chegou a 38,819 milhões, em junho, maior do que do o registrado em junho de 2018 (38,294 milhões).

Para o secretário de Trabalho do Ministério da Economia, Bruno Dalcolmo, os dados indicam que o resultado deste ano será melhor do que o de 2018. Dalcomo ainda aposta na melhora dos índices de confiança dos empresários e de consumidores impulsionada pela aprovação da reforma da Previdência, a criação da medida provisória Medida Provisória nº 881 (Liberdade Econômica) e a liberação do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS).

“ [Mas]Essas medidas não bastam. Uma medida apenas não é suficiente. Nem mesmo a Nova Previdência é suficiente, mas é indispensável para outras mudanças”, disse. Ele citou a necessidade da reforma tributária, a melhora do ambiente de negócios, com a MP da Liberdade Econômica, e outras medidas de desburocratização. Continue lendo, clique AQUI!

quinta-feira, 25 de abril de 2019

Emprego formal tem saldo negativo em março em Pernambuco

Desemprego no Estado, um dos maiores, fez população
gastar menos puxando para baixo a inflação
Foto: Arthur Mota/Folha de Pernambuco
O número do emprego formal voltou a ficar negativo no País. De acordo com o Cadastro Geral de Emprego e Desempregados (Caged), que em fevereiro havia registrado a abertura de 173.139 postos de trabalho - o sexto melhor resultado desde a criação do indicador, em 1992 -, um total de 43.196 mil postos de trabalho foram fechados no Brasil em março. No recorte estadual, Pernambuco teve o quarto maior volume de fechamento de vagas, com um saldo negativo de 6.286 postos, resultado de 27.363 admissões contra 33.649 desligamentos. 

Segundo os dados do Caged, o fator sazonal justifica o saldo negativo em Pernambuco. É que a indústria de produtos alimentícios, bebidas e álcool etílico e o comércio, que normalmente reduzem sua oferta de vagas neste período do ano, puxaram a redução dos postos de trabalho no Estado.

A indústria de produtos alimentícios, bebidas e álcool etílico, que corresponde às atividades da indústria do álcool e do açúcar em Pernambuco, registrou 3.773 desligamentos contra 1.275 admissões. O subgrupo responde por 2.498 dos 4.050 postos de trabalho fechados pela indústria da transformação no Estado. “Em março, ainda havia usinas moendo. Mas, em sua grande maioria, essa época já reflete o período da entressafra, em que o setor sucroalcooleiro, um dos que mais empregam no Estado, teve que efetuar o desligamento do contingente que trabalhou durante o período de safra, que foi de agosto até março”, explica o presidente do Sindicato da Indústria do Açúcar e do Álcool no Estado (Sindaçúcar-PE), Renato Cunha. 

Já o comércio registrou 908 desligamentos. "Os números indicam um encerramento de vaga sazonal no comércio após o Carnaval, visto que as ocupações que mais foram encerradas no setor são vinculadas com a demanda do período", avalia o economista da Fecomércio -PE, Rafael Ramos. 

O secretário do Trabalho, Emprego e Qualificação do Estado, Alberes Lopes, confirma o impacto da sazonalidade, mas ressalta que o saldo de março deste ano foi melhor que o do mesmo período do ano passado, quando 9.689 postos foram fechados. "Os números ainda são altos e nos preocupamos com cada trabalhador que está fora do mercado, mas garantimos que há um esforço integrado no governo estadual para retomar o desenvolvimento, mesmo com um cenário nacional adverso. Nesse cenário em que o Ministério do Trabalho foi extinto, aliás, temos o desafio de tocar projetos sem o respaldo nacional que esperávamos", ressalta o secretário.

Além da indústria da transformação e do comércio, houve fechamento de postos de trabalho em nos setores de serviços (-773), agropecuária (-500), construção civil (-122), administração pública (-9) e extrativa mineral (-23). Apenas o setor de serviços industriais de utilidades públicas, portanto, abriu postos de trabalho no Estado em março. Foram 99 vagas.

terça-feira, 26 de fevereiro de 2019

Brasil teve 2º melhor desempenho em empreendedorismo em 2018

Campus Party, feira de tecnologia, inovação e
empreendedorismo.
Foto: Rovena Rosa/Arquivo Agência Brasil
Cerca de 52 milhões de brasileiros em idade produtiva estavam envolvidos com alguma atividade empreendedora no ano passado. É o que mostra a pesquisa GEM (Global Entrepreneurship Monitor), realizada em 49 países e que, no Brasil, contou com o apoio do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae). Esse foi o segundo melhor desempenho para a taxa de empreendedorismo brasileira desde 2002, quando o índice começou a ser medido.

Em 2018, 2 em cada 5 brasileiros entre 18 e 64 anos estavam à frente de uma atividade empresarial ou tinham planos de ter um negócio. A pesquisa mostra que a taxa total de empreendedorismo, que reúne novos empreendedores e donos de negócios já estabelecidos, chegou a 38%.

Segundo o Sebrae, nesse contexto, uma das informações mais importantes reveladas pela pesquisa é que o empreendedorismo por oportunidade, verificado quando os empresários abrem negócio motivados pela identificação de uma oportunidade de mercado, registrou o melhor resultado dos últimos quatro anos (61,8%).

Novos empreendedores
A pesquisa também revelou um crescimento do público jovem (18 a 24 anos) entre os novos empreendedores. De 2017 para 2018, a participação dessa faixa etária subiu de 18,9% para 22,2% do total de empreendedores que iniciavam uma atividade empresarial, com negócios (formais ou informais) de até 3,5 anos.

A taxa de empreendedorismo inicial (da sigla em inglês TEA) começa a decair a partir dos 45 anos, chegando a 9,7% na faixa dos 55 a 64 anos. Entretanto, mesmo com uma taxa menor, a pesquisa GEM revela que o contingente de pessoas com mais de 55 anos iniciando um negócio é de quase 2 milhões de empreendedores.

Negócios mais estáveis
Em relação às taxas de empreendedores iniciais e estabelecidos, a pesquisa GEM indicou que a TEE (estabelecidos) com 20,2%, superou a TEA (iniciais) em pouco mais de 2 pontos percentuais. Com isso, é possível avaliar que 2018 foi um ano em que, majoritariamente, os empreendedores atuaram de forma a consolidar os negócios criados em períodos anteriores, ou seja, um certo contingente de empreendedores iniciais tornou-se estabelecido, informou o Sebrae.

Da Agência Brasil

quarta-feira, 23 de janeiro de 2019

País fecha 2018 com saldo positivo de empregos formais

Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil
O Brasil encerrou 2018 com saldo positivo de 529,5 mil empregos formais, segundo dados divulgados pelo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgado nesta quinta-feira (23) pela Secretaria Especial de Previdência e Trabalho do Ministério da Economia. Esse foi o primeiro saldo positivo desde 2014, quando houve geração de 420,6 mil empregos formais.

De acordo com a secretaria, em dezembro, devido às características habituais do período para alguns setores, houve retração no mercado formal. A queda no mês ficou em 334,4 mil postos, resultado de 961,1 mil admissões e 1,2 milhão de desligamentos.

Da Agência Brasil

segunda-feira, 3 de dezembro de 2018

Suape terá fábrica de tampas PET

Foto: Ed Machado / Folha de Pernambuco
O Complexo Industrial e Portuário de Suape vai ganhar uma fábrica de tampas plásticas para garrafas PET. A Frompet vai expandir suas atividades, e a ideia é ampliar a produção atual, que já entrega 180 milhões de pré-formas de garrafas plásticas por mês, e ainda erguer uma nova indústria para fazer as tampas dessas garrafas. Por isso, deve gerar um investimento de R$ 60 milhões até 2020. 

CEO da Frompet, Marcelo Guerra explicou que a empresa já opera em Suape produzindo pré-formas - tubos que depois de soprados são transformados em garrafas PET para serem utilizados como embalagens de diversos produtos alimentícios, como água, suco, refrigerante e até óleo de cozinha. Porém, atualmente, precisa trazer as tampas dessas garrafas de Minas Gerais, onde o grupo também tem unidades fabris. “Somos uma empresa do ValGroup, que também tem uma fábrica de tampas injetadas em Minas, chamada Injecap. A ideia, então, é criar a Injecap Nordeste”, explicou Guerra.

Ele calcula que essa nova fábrica deve entrar em operação em 2020, já que as injetoras para a produção das tampas serão importadas da Itália. Mas o projeto já está em andamento. É que a Frompet já adquiriu uma área de seis hectares em Suape para construir o empreendimento e, agora, só precisa das licenças estaduais para dar início às obras.

“Será um grande negócio para o Complexo Industrial e Portuário de Suape, porque, além dos investimentos, vai gerar pelo menos 40 empregos diretos”, avaliou o presidente de Suape, Carlos Vilar, que acaba de assinar o contrato de compra e venda do terreno, de R$ 3,5 milhões, para a Frompet. 

E os investimentos não param por aí. Além da nova fábrica de tampas, a Frompet vai expandir a capacidade de produção da planta industrial que mantém em Suape desde 2015. “A ideia é aumentar a capacidade produtiva das pré-formas com a implantação de novas injetoras”, contou Marcelo Guerra, dizendo que essa nova linha de produção será importada da Itália ou do Canadá e, por isso, deve levar cerca de um ano para começar a operar. 

Enquanto isso, a Frompet segue produzindo cerca de 2,2 bilhões de pré-formas por ano - embalagens que são usadas por mais de 350 clientes de todo o Brasil. E tudo isso é feito com zero de margem de erro, segundo Guerra. É que, antenada com a tendência de automação da indústria 4.0, a Frompet também vem investindo em tecnologia. E isso lhe permitiu incluir oito robôs na rotina produtiva, além de um sistema automatizado de estoque.

Da Folha de PE

segunda-feira, 30 de julho de 2018

Sesc abre inscrições para seleção de Jovem Aprendiz no interior de Pernambuco

(Foto: Divulgação/Reprodução)
Desde a última quarta-feira (25/7), o Sesc está com inscrições abertas para o processo de seleção simplificada de Jovem Aprendiz no interior de Pernambuco. São oferecidas, ao todo, 19 vagas, duas delas para pessoas com deficiência, em oito unidades do Agreste e do Sertão, nas cidades de Arcoverde, Araripina, Belo Jardim, Bodocó, Buíque, Pesqueira, Surubim e Triunfo. Os interessados em participar do processo podem se inscrever no site www.selecaoaprendiz.sescpe.com.br.

A inscrição é gratuita e limitada aos 30 primeiros candidatos em cada localidade. As duas vagas para pessoas com deficiência são para as unidades de Triunfo e Arcoverde. Estão aptos a participar do processo seletivo jovens e adolescentes de 14 a 24 anos incompletos (a idade máxima não se aplica às pessoas com deficiência); estar cursando, no mínimo, o 7º ano do Ensino Fundamental; e não ter ingressado no ensino superior. O candidato também não pode ter sido Jovem Aprendiz do Sesc anteriormente ou ter concluído curso de Aprendizagem similar.

Além da bolsa, no valor de R$ 448,45, o programa fornece vale-transporte, fardamento e curso de Aprendizagem Profissional Comercial em Serviços Administrativos, coordenado pelo Senac. Durante o programa, que tem duração de um ano, os selecionados vão auxiliar nas atividades administrativas. A jornada é de 20 horas semanais.

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