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quinta-feira, 18 de abril de 2019

Banco do Brics investirá US$ 621 milhões em projetos no Brasil

Brasil receberá US$ 621 milhões em investimentos.Foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil

O Brasil receberá US$ 621 milhões do Novo Banco de Desenvolvimento (NBD), instituição financeira criada em 2015 pelo grupo formado por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul, o Brics. Nos três primeiros anos de operação da instituição, foram aprovados quatro projetos brasileiros que abrangem as áreas de energia renovável (eólica, solar e hidrelétrica), construção de estradas, reconstrução de rodovia férrea, esgotamento sanitário, telecomunicações e refinarias da Petrobras. Os dados são do estudo Arquitetura Financeira Conjunta do BRICS: o Novo Banco de Desenvolvimento, lançado (17) pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea).


O estudo estima que o deficit de investimentos em infraestrutura nos países em desenvolvimento seja de US$ 1 trilhão e US$ 1,5 trilhão por ano. Criado para oferecer crédito a projetos de infraestrutura e desenvolvimento sustentável nos BRICS e em outros países em desenvolvimento, o NDB aprovou, entre 2016 e 2018, 30 projetos num total de US$ 8,1 bilhões. Segundo a pesquisa, quase um terço do valor se destina a financiamentos no setor de transporte, enquanto 26% é direcionado à energia limpa. Além desses setores, o banco também é voltado para projetos contemporâneos nas áreas de mobilidade urbana e rural, eficiência na oferta e uso da água, proteção contra enchentes, infraestrutura (social e urbana) e produção limpa (atividades poupadoras de emissão de CO2).

O Brasil, como um dos cinco acionistas do NDB, já aportou US$ 1 bilhão até 2019 e deverá destinar mais US$ 1,050 bilhão para a instituição até 2022. Até o momento, o banco já recebeu aportes de US$ 5,3 bilhões de seus sócios fundadores, e a meta de integralização do capital até 2022 é de US$ 10 bilhões.

Juntos, os países do BRICS têm uma participação de 33% no produto global, 42% da população mundial e 43% de contribuição no crescimento do produto global, segundo dados do Fundo Monetário Internacional (FMI) para 2018.

Escritório no Brasil
O NDB tem sede em Xangai, na China, além de um escritório em Johanesburgo, na África do Sul. Em novembro de 2019, está prevista a inauguração de um escritório no Brasil, na cidade de São Paulo. Há, ainda, expectativa de criação de uma representação na capital federal. Em 2020, o Brasil indicará o novo presidente do banco, lembra o Ipea.

Da Agência Brasil

quinta-feira, 28 de março de 2019

BC reduz projeção de crescimento da economia este ano para 2%

InflaçãoFoto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil
O Banco Central (BC) reduziu a projeção para o crescimento da economia este ano. A estimativa para a expansão do Produto Interno Bruto (PIB) – soma de todos os bens e serviços produzidos no país – passou de 2,4% para 2%. A projeção consta do Relatório de Inflação, divulgado trimestralmente pelo BC.

Entre os fatores para essa redução, o BC cita o crescimento menor do que o esperado no quarto trimestre de 2018, o que reduziu o “carregamento estatístico [herança do que ocorreu no ano anterior de 2018 para 2019”. Outros fatores foram os “desdobramentos da tragédia em Brumadinho sobre a produção da indústria extrativa mineral”. Além disso, o BC cita a redução estimada para a safra agrícola e a moderação verificada no ritmo de recuperação da economia.

Setores
Para o BC, a produção da agropecuária deverá crescer 1% no ano, ante estimativa de elevação de 2% prevista em dezembro, após crescimento de 0,1% em 2018. A projeção para o desempenho da indústria foi reduzida de 2,9% para 1,8%. A estimativa de crescimento da indústria de transformação passou de 3,2% para 1,8%.

A previsão para a indústria extrativa recuou de 7,6% para 3,2%. As estimativas de crescimento para construção civil e para produção e distribuição de eletricidade, gás e água foram mantidas em 0,6% e 2,3%, respectivamente. O BC estima crescimento de 2% para o setor terciário (comércio e serviços) em 2019. Em dezembro, a previsão era 2,1%.

Também houve recuo na projeção para o consumo das famílias, de 2,5% para 2,2%, “em linha com o relativo arrefecimento no ritmo de recuperação do mercado de trabalho no final de 2018 e início deste ano”. A estimativa para a Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF) – investimentos – apresentou ligeiro declínio (de 4,4% para 4,3%), enquanto a projeção para o consumo do governo permaneceu inalterada em 0,6%.

As exportações e as importações de bens e serviços devem variar, na ordem, 3,9% e 5,6% em 2019, ante projeções respectivas de 5,7% e 6,1% do Relatório de Inflação de dezembro. “A redução na projeção para as exportações reflete diminuição em estimativas para a safra de grãos, possíveis impactos na exportação de minério de ferro decorrentes da tragédia de Brumadinho, revisões para baixo nas previsões para o crescimento mundial e incertezas quanto à recuperação da economia da Argentina, importante destino de bens manufaturados nacionais, em especial veículos”, diz o BC.

Confira na íntegra, clique AQUI!

quinta-feira, 3 de maio de 2018

Fiepe promove seminário em Caruaru sobre Gestão, Liderança e Finanças

Foto: Divulgação/Reprodução
Com a inflação em baixa e o aumento no número de importações e exportações, entre outros dados positivos, a economia dá sinais de uma retomada, saindo do ciclo de crise. Neste cenário, as empresas precisam se preparar para as oportunidades de crescimento interno e externo. O seminário “Gestão, Liderança e Finanças” que a Federação das Indústrias do Estado de Pernambuco (Fiepe) promove no dia 10 de maio, em Caruaru, apresenta-se como um diferencial de capacitação para as empresas do Agreste.

O evento reúne especialistas em Gestão, Liderança, Finanças em uma mesma iniciativa que oferece ainda apresentação de um case de sucesso local e promove o networking dos participantes. Serão seis horas de qualificação destinada a empresários, executivos, prestadores de serviços e estudantes universitários das mais diversas áreas de atuação. Os objetivos da Fiepe com o seminário são os de disseminar e promover o debate entre as indústrias do Agreste pernambucano sobre temas atuais e relevantes em gestão organizacional.

A programação terá início com a palestra “O Papel do RH Estratégico” da psicóloga do Instituto EuvaldoLodi (IEL), Silviane Silvestre, que irá orientar sobre a importância do potencial humano dentro das organizações, mostrando como é fundamental pensar o departamento com foco nos resultados da empresa. O IEL passou por uma reformulação em sua estratégia oferecendo ao cliente um novo portfólio com serviços de intermediação estágio/indústria e, ainda, novos produtos voltados para oportunidades de emprego.

O máster coach sênior Sávio Garrido se apresenta em seguida com o tema: “Como crescer e fazer crescer – Desafios para a liderança!”.  O psicólogo, que é especialista em Saúde Mental e em Psicologia Positiva e Coaching, irá debater com o público os direcionamentos de uma liderança que impulsiona o profissional para a excelência no desempenho e que fazem com que o mesmo motive todos ao seu redor. O convidado da Fiepe já ministrou treinamentos e palestras para milhares de pessoas em todos os estados do Brasil.

Os inscritos ainda serão incentivados pelo case de sucesso a Vitamassa, marca de produtos alimentícios consolidada no Nordeste que tem mais de 40 anos no mercado. A Vitamassa, com fábrica localizada no Distrito Industrial de Caruaru, pertence ao grupo Cipan e possui mais de 90 produtos em circulação. A empresa, que é um exemplo de empreendedorismo e competitividade, tem uma história bem sucedida que irá inspirar negócios daregião de diferentes segmentos.

Maior referência nacional em educação financeira,o consultor Gustavo Cerbasi se apresenta com a palestra “Inteligência Financeira nos Negócios”. Autor de mais de 15 livros, incluindo o best-seller “Casais Inteligentes Enriquecem Juntos”, que deu origem no cinema à trilogia “Até que a sorte nos separe”, Cerbasi tem orientado diferentes públicos através de cursos, palestras e do seu canal no Youtube, com mais de 300 mil inscritos, sobre como tornar a inteligência financeira uma prática transformadora de mudança de vida. Cerbasi também tem instruído pessoas tanto a investir na bolsa quanto a negociar dívidas e organizar suas finanças.Para o evento, o palestrante promete preparar os presentes para “virar uma página na construção de riquezas dos negócios”.

Encerrando o seminário, um dos autores nacionais mais conceituados e respeitados nas áreas de Administração de Empresas e Recursos Humanos, Idalberto Chiavenato, com a palestra “Gestão de Pessoas”. Especialista em Psicologia Educacional pela USP, em Direito pela Universidade Mackenzie e pós-graduado em Administração de Empresas pela FGV, Chiavenato é mestre (MBA) e Doutor (Ph.D) em Administração pela City Universityof Los Angeles (EUA), possui dois títulos de Doutor Honoris Causa em universidades na América Latina e é o único escritor brasileiro que teve dezessete livros sobre o tema traduzidos para a língua espanhola.

 As inscrições para participar do seminário “Gestão, Liderança e Finanças” já estão abertas e podem ser feitas pelo site da Fiepe (www.fiepe.org.br), pelo e-mail:regional.agreste@fiepe.org.br ou pelos telefones (81) 3722.5667 e (81) 99123.7888. O investimento é de R$ 190, que pode ser dividido em até 3x sem juros nos cartões. AFiepe dispõe de uma política de descontos: até 20% para indústrias associadas, sendo que a cada cinco inscrições realizadas com o mesmo CNPJ, a empresa pode optar por mais uma inscrição de cortesia ou 10% de desconto. Para estudantes e idosos, o desconto é de 15% (no caso dos estudantes, é necessária a apresentação de comprovante estudantil).

O Centro Universitário Unifavip/Wyden, as empresas Vitamassa e Evolutio Gestão de Pessoas e a Caixa Econômica Federal são patrocinadores do seminário “Gestão, Liderança e Finanças”, que tem o apoio da LMS Consultoria.

Serviço – Seminário “Gestão, Liderança e Finanças”
Data: 10 de Maio de 2018

Carga Horária: 6h
Credenciamento: 14h30
Coffee Break: 17h40 às 18h40
Início: 15h
Término: 21h
Local: Caruaru

Programação:
14h30 às 15h – Credenciamento

15h às 16h – O Papel do RH Estratégico – Silviane Silvestre (Psicóloga do IEL) 
16h às 17h – Como crescer e fazer crescer - Desafios para Liderança - Savio Garrido (Master coach sênior)
17h às 17h40 – Case de sucesso- Vitamassa 
17h40 às 18h40 – Coffee Break e networking
18h40 às 19h30 – Palestrante I- Gustavo Cerbasi tema: “Inteligência Financeira nos Negócios”
19h30 às 20h30 – Palestrante II - Idalberto Chiavenato: “Gestão de Pessoas”.
20h30 às 20h50 – Mediação
20h50 às 21h – Encerramento

sexta-feira, 23 de outubro de 2015

Porto de Suape lidera movimento de cargas no Norte/Nordeste

Porto de Suape lidera movimento de cargas no Norte/Nordeste.
Foto: Divulgação/Reprodução
De janeiro a setembro deste ano, a movimentação de cargas no Porto de Suape aumentou 33,9%, em comparação ao mesmo período de 2014. Foram 14,8 milhões de toneladas de cargas no acumulado de 2015, ante aos 11,1 milhões de toneladas no mesmo período do ano passado. O resultado garantiu a continuidade da liderança do ancoradouro entre os portos públicos do Norte/Nordeste.

Suape também foi destaque na movimentação de granéis líquidos com 10,8 milhões de toneladas. O aumento na participação nos produtos foi impulsionado pela atuação da Refinaria Abreu e Lima, segundo a administração do porto. “O acumulado deste ano já é 17% maior do que toda a movimentação registrada em 2014”, destacou o comunicado enviado pelo complexo portuário. Os produtos com maiores volumes foram óleo diesel, principal produto da refinaria, com 2,67 milhões de toneladas, óleo bruto de petróleo (2,13 milhões de toneladas), óleo combustível (1,8 milhões de t), GLP (1,54 milhões de t) e querosene de aviação (899,3 mil t).

As outras cargas, como granéis sólidos, carga geral e contêineres, somaram quatro milhões de toneladas. O porto também é líder na movimentação de contêineres entre portos públicos do Norte/Nordeste com 300,4 mil TEUs (medida para contêineres de 20 pés), à frente dos portos de Salvador (BA) e de Pecém (CE). Suape também é o porto público com maior movimentação de cabotagem no País, ou seja, transporte de cargas entre portos nacionais. Foram transportadas 9,7 milhões de toneladas de cargas de janeiro a setembro deste ano, uma alta de 57,2% em relação ao mesmo período do ano passado.

As exportações aumentaram 100% ante ao mesmo período de 2014, registrando recorde de 732,6 mil toneladas de cargas. Os produtos foram enviados para as Antilhas Holandesas, Holanda, Argentina, Itália e Espanha. Entre as principais mercadorias exportadas estão cargas conteinerizadas, óleo combustível, óleo bruto de petróleo, açúcar e óleo diesel. As importações somaram 4,4 milhões de toneladas, com queda de 2,2% em relação ao ano passado, em função da  alta do dólar. Os principais países de origem das cargas foram Estados Unidos, Argentina, Emirados Árabes, China e México.

Apesar do cenário econômico desfavorável, a administração portuária informou que, “a expectativa é encerrar o ano com um crescimento de aproximadamente 30% nas operações”.

Com informações da Folha de Pernambuco

segunda-feira, 26 de maio de 2014

Agricultura Brasileira, país pode assumir liderança mundial


Com uma extensa dimensão territorial e maior disponibilidade de recursos hídricos, o Brasil tem grandes chances de assumir a liderança na agricultura mundial nos próximos anos. Diferentemente de nações como os Estados Unidos e a China, que são dependentes de sistemas de irrigação e já não dispõem de novas áreas para abertura agrícola, o País desfruta de condições climáticas favoráveis, que o permitem cultivar até duas safras em algumas áreas de sequeiro.

Foto: Wikipédia


A avaliação é de Warren Kreyzig, analista de commodities do Banco Julius Baer, que atua no Brasil por meio de participação de 80% na GPS Investimentos Financeiros e Participações SA. De acordo com ele, o déficit hídrico é a principal restrição para produção global de alimentos. "Essa restrição de água deve melhorar a perspectiva de demanda para o Brasil, que se tornará o grande provedor de alimentos do mundo", comentou Kreyzig em entrevista exclusiva ao Broadcast, serviço de notícias em tempo real da Agência Estado.



Com base em um cenário de crescimento médio da economia e sem considerar eventuais ganhos de eficiência, ele projeta que o consumo mundial de água crescerá 50% até 2030, o que resultará em um déficit de aproximadamente 2,7 bilhões de metros cúbicos. O analista do banco suíço observou que a agricultura irrigada responde por cerca de 70% do consumo global de água e, dada a expansão demográfica e o aumento dos níveis de consumo, os produtores terão de competir com a indústria por recursos hídricos em países que não são favorecidos em termos de hidrografia quanto o Brasil.



Kreyzig alertou, contudo, que o setor agropecuário brasileiro precisará de investimentos maciços para ocupar a liderança no mercado mundial. Entre os aspectos que precisam ser aprimorados, ele citou a logística de escoamento da produção. "A situação melhorou muito em relação ao ano passado e vislumbramos um bom futuro para o Brasil na agricultura", reforçou.



Os preços mais altos das commodities agrícolas, sobretudo dos grãos, permitiu ao produtor se capitalizar a ampliar os desembolsos na lavoura. Mas o analista do Julius Baer alertou para uma redução dos lucros na safra 2014/15. No caso da soja, ele adota um viés baixista por causa da perspectiva de uma produção norte-americana recorde e da queda na demanda doméstica por ração animal em meio à disseminação da diarreia epidêmica suína. "Também esperamos cancelamentos de cargas dos EUA porque, embora tenham melhorado, as margens de esmagamento na China ainda estão negativas", justificou.



Para Kreyzig, as cotações da oleaginosa devem encerrar o ano comercial 2013/14, que vai até 31 de agosto, em torno de US$ 13 por bushel no curto prazo. Para o contrato novembro, referente à nova colheita norte-americana, ele trabalha com uma perspectiva de US$ 10,50 por bushel.



Em relação ao milho, o analista do banco suíço citou uma tendência neutra, já que o cereal é mais vulnerável que a soja às condições climáticas. "Junho e julho são os meses mais importantes e precisamos ver como o clima se sairá", disse, apontado uma meta de US$ 4,50 por bushel para os próximos três meses.



Quanto ao trigo, Kreyzig observou que o mundo está bem abastecido e, mesmo com problemas de seca nos EUA, os estoques tendem a permanecer em níveis confortáveis. Por isso, ele prevê que os futuros da commodity recuem para US$ 6,30 por bushel nos próximos três meses e, depois, acentuem as perdas até US$ 6 por bushel no mês seguinte.

Fonte: Diário de Pernambuco

terça-feira, 20 de maio de 2014

Carga tributária é o maior problema de empresas, diz Confederação Nacional da Indústria

Carga tributária é o maior problema de empresas,
diz Confederação Nacional da Indústria. Foto: Blog Quero Ficar Rico.

O gerente-executivo de Políticas Econômicas da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Flávio Castelo Branco, afirmou, nesta terça-feira (20), que a carga tributária no Brasil é o maior problema das empresas. "Além disso, a tributação no País é um dos maiores entraves a exportações", destacou. "Ironicamente, a sua complexidade acaba privilegiando as importações", disse. 

Na avaliação de Castelo Branco, o sistema nacional de impostos é 'fator de restrição para as empresas e para o crescimento" do País. "Ele restringe a competitividade da nossa economia e tem várias distorções. A carga tributária também é excessiva, apresenta elevada complexidade e, portanto, se torna anacrônica e caótica." Castelo Branco participa, na manhã de hoje do Fórum Estadão Brasil Competitivo, Uma agenda tributária para o Brasil, realizado pela Agência Estado em parceria com o Estadão e patrocínio da CNI.

EXPORTAÇÕES - "A complexidade do sistema tributário brasileiro traz custos elevados de recolhimento dos impostos para as empresas, incertezas quanto a regras, gerando contenciosos, e dificuldade de harmonização com outros sistemas tributários causando bitributação", diz Castelo Branco. De acordo com ele, isso provoca distorções e dificuldade de harmonização dos tributos com os parceiros internacionais. "No Brasil, ao contrário dos outros países, temos dois tributos sobre a renda, o IR e a CSLL, o que dificulta muito a harmonização", diz. 

Ele criticou ainda o grande número de regimes especiais, como Simples, Repes, Repetro, Reidi. "A excepcionalidade acaba sendo a regra, mostra a irracionalidade do sistema e gera obstáculos a avanços na reforma tributária." Outro problema do sistema tributário nacional, segundo ele, é o excesso na aplicação da substituição tributária. "Ela se justifica em alguns setores para agilizar e viabilizar a tributação, mas os excessos geram insegurança grande e custos para as empresas." 

REFORMA TRIBUTÁRIA - Para Castelo Branco, a reforma tributária deve ter como objetivos desoneração de investimentos, da folha de salários e das exportações. "A reforma deve equacionar competências federativas, viabilizar políticas de desenvolvimento regional e tornar eficiente e justa a repartição de recursos entre os entes federativos", disse.

Fonte: Agência Estado

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