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sexta-feira, 17 de julho de 2020

Porto de Suape bate recorde histórico no primeiro semestre

Foto: Rafael Medeiros/divulgação
O primeiro semestre no Porto de Suape registrou crescimento de 17% em relação aos meses de janeiro a junho de 2019, acumulando 12.361.846 de toneladas, número recorde para a movimentação do período. Trata-se do melhor ano em volume de cargas. O resultado também é 8,8% maior do que no primeiro semestre de 2018 que somou 11.362.251 toneladas e, até então, sustentava o recorde. A boa performance fez Suape pular da sexta posição entre os portos públicos para o quarto lugar. A expectativa é encerrar 2020 com crescimento percentual de dois dígitos.

A crescente movimentação de granéis líquidos é a grande responsável pela alta. Destaque para as operações de óleo bunker (combustível marítimo) produzido na Refinaria Abreu e Lima, com 94% de aumento nas exportações, principalmente, para Singapura. O total embarcado somou 1.428.172 toneladas. Outro produto que teve um crescimento significativo foi o GLP (o gás de cozinha), com alta de 18% nos embarques e 29% nos desembarques, somando 1.221.208 toneladas. Mais de 75% de toda a carga que passa pelo porto é de granéis líquidos e no primeiro semestre o total movimentado foi de 9.313.158 toneladas, representando um incremento de 22,2%. Suape é o maior hub nacional neste grupo de carga.

Segunda carga mais movimentada no porto, os contêineres registraram crescimento de 2,4% em TEUs (unidade equivalente a um contêiner de 20 pés), com 230.504 TEUs, e 0,5% em volume, somando 2.574.496 toneladas, no período. Suape é a instalação portuária com maior movimentação de carga conteinerizada na região Nordeste.

“Os números são excelentes para um período tão atípico quanto o que estamos vivendo. Em plena pandemia, alcançar o melhor resultado da história do Porto de Suape é algo digno de comemoração, pois a retomada econômica de Pernambuco começa por Suape. Nosso agradecimento a toda a comunidade portuária”, celebra o presidente do porto, Leonardo Cerquinho.

Os granéis sólidos terminaram o semestre com 16,4% de aumento e 276.035 toneladas. Grande parte da movimentação foi de trigo, com total de 217.187 toneladas e aumento de 48% em relação ao mesmo período do ano passado. Os embarques de coque também ajudaram nesse resultado com 31.348 toneladas, produzidas na Refinaria Abreu e Lima (Rnest) e exportadas para os Estados Unidos. No ano passado, só houve uma operação piloto do produto.

A carga geral solta também teve um bom crescimento no primeiro semestre, alcançando 16,4% de aumento e o total de 198.816 toneladas em relação a igual período do ano passado. Destaque para a movimentação de açúcar em saco que teve um grande crescimento percentual de 79% e somou 67.536 toneladas. Neste grupo também estão os veículos, pás e torres eólicas, bobinas e chapas de aço, entre outras mercadorias.

Na navegação por cabotagem, Suape mantém a liderança entre portos públicos e concluiu o semestre com 7.965.066 toneladas e um incremento de 13% em relação aos seis primeiros meses de 2019. A exportação teve um crescimento percentual ainda maior, chegando a 80% e um total de 1.856.372 toneladas. As cargas importadas somaram 2.541.541 toneladas e um aumento de 2%.

“Sem dúvida, a nossa movimentação seria ainda maior sem essa crise mundial. Nossas trocas comerciais internacionais continuam intensas, apesar dos impactos. Seguimos firmes, mantendo todas as medidas de prevenção à Covid-19, para continuarmos avançando”, salienta o diretor de Gestão Portuária, Paulo Coimbra.

Do Diario de PE

sábado, 18 de abril de 2020

Pernambuco | Logística sente impactos do Coronavírus

Foto: Rafael Medeiros/ Porto de Suape
Em Pernambuco, Suape e o Cone já mostram os efeitos da pandemia. Enquanto alguns setores têm queda, em outros a movimentação cresce

A crise provocada pela pandemia da Covid-19 está dividindo o setor de logística. Parte das empresas conseguem ainda atuar de forma normal, mas respeitando os cuidados, enquanto outro lado teme pelos meses que estão por vir por conta das dificuldades de operar e pela queda em outros setores da economia.

Em Pernambuco, equipamentos como o Complexo Portuário de Suape e o Condomínio de Negócios Multimodal (Cone) já sentem impactos diretos em suas operações logística, com aumento e redução em alguns pontos, e já se adaptando para uma nova atuação.

Em Suape, os três primeiros meses do ano foram positivos, com uma movimentação 41% maior em comparação com os mesmos meses do ano passado, totalizando 6.675.954 toneladas. Mas, o diretor de Gestão Portuária do Porto, Paulo Coimbra, destaca que o entusiasmo para 2020 diminui porque para manter o desempenho, seria necessário um bom posicionamento do mercado para atuar. “Suape apresentou o seu melhor primeiro trimestre, uma coisa que víamos com um entusiasmo grande e é claro que não vai manter dessa forma, é algo que depende de aspectos mercadológicos, logística internacional e vamos enfrentar dificuldades em encontrar contêiner, por exemplo. Quando a pandemia se instalou, tivemos uma queda em alguns setores, que ainda não refletiram em números, e algumas decisões de empresas que ainda não é marcante, mas serão”, disse.

Já as cargas de contêiner no Porto, que são mais sensíveis na dinâmica econômica, registraram uma alta de 14% no peso, com 1.420.104 toneladas. O aumento correspondeu a 10% em TEUs (o que equivale a uma unidade com 20 pés), com 121.480 TEUs movimentados em Suape, o que demonstra ainda que Suape conseguiu desempenhar bons números antes da crise se instalar.

Paulo aponta que no Porto a operação segue normalizada, mas cuidados no acesso estão sendo tomados para evitar a contaminação. Um fator que segundo ele pode impactar forte no setor será a paralisação da produção das montadoras de veículos e a diminuição de produção da Petrobras. “Nós tivemos em março um número bom de movimentação de veículos, mas já despencou, tínhamos nos pátios estoque bom, mas as montadoras pararam e vai provocar uma queda. Por outro lado, a Petrobras anunciou de que vão reduzir 9 milhões de barris, é um número significativo. Suape é um porto movimentador de graneis líquidos, isso vai sofrer uma queda seguramente, isso representa 90 dias de operação de uma RNEST”, destacou.

Já no Cone Multimodal a logística ainda funciona em partes. Enquanto parte da operação se mantém de forma ativa e com movimentação até mesmo maior em comparação com período normal e atividades que por conta das medidas protetivas, tiveram a sua atuação também paralisada.

O diretor de negócios Fernando Perez, destaca que atualmente a situação é de uma normalidade, mas sempre respeitando o que é recomendado como medida de segurança para evitar a proliferação do vírus. “Temos clientes que foram impactados por conta das lojas que foram todas fechadas, e consequentemente os centros de distribuição. Outro impacto são os fornecedores de autopeças da Jeep, as operações pararam. Em contrapartida temos outras operações rodando bem mais que em período normal, e com dificuldades maiores, como empresas voltadas a alimentos, higiene, limpeza, bens de consumo, que aumentaram em 60% a movimentação. Na última semana houve uma flexibilização e estamos conseguindo uma operação não normal, porque precisamos de todos os cuidados possíveis, motoristas de outras regiões, fazemos controle na entrada”, explicou.

Perez, aponta que essa crise pode apresentar ao setor uma nova forma de atuação e a valorização do dellivery por parte do consumidor. “Acho que todo momento de crise, sempre traz oportunidades, ganhos de produtividade, de aumento de algum tipo de tecnologia. A interferência na logística é direta, não temos dúvidas que alguns conceitos de operação devem mudar, pontos de concentração, hubs, porque não pode deixar muitas regiões na dependência de um ponto. Isso deve mudar, procedimentos de manuseio de mercadorias, de forma a não proliferar bactérias, fungos, vírus. Para o consumidor final o dellivery chegou pra valer, mesmo quem tinha uma resistência, aprendeu a usar”, contou.

Como uma forma de solução para o problema que pode surgir no setor de logística, o diretor de Suape, Paulo Coimbra, ressalta que uma alternativa seria unificar os modais por região para que nenhum meio se prejudique. “A manutenção do meio rodoviário é fundamental para manter um abastecimento tranquilo. Posso não ter marítima, porque movimenta volumes grandes em uma unidade só, mas temos o rodoviário como uma alternativa. Observamos uma redução no meio marítimo e cabotagem em Suape, mas uma alternativa é colocar o marítimo para funcionar e transportar pra cá, onde aqui a gente possa fazer a distribuição, olhar os modais combinados”, apontou.

Da Folha de PE

sexta-feira, 18 de agosto de 2017

Moradores saqueiam carga após acidente com caminhão na PE-90, em Bom Jardim

Imagem: Blog Negócios & Informes
Após um caminhão capotar nas margens da PE-90, próximo ao Sitio Açudes, em Bom Jardim, na manhã desta sexta-feira (18), várias pessoas se aproximaram e saquearam a carga (pacotes de charque e margarina) que estava sendo transportada. O motorista saiu ferido, logo levado para um hospital da região, além de dois ajudantes que saíram com escoriações. Nossa reportagem teve a oportunidade de conversar com os dois ajudantes, ambos estavam sentados às margens da Rodovia, e se encontravam emocionados e felizes por não ter acontecido algo mais grave pela proporção do acidente. O que chamou a atenção foi a falta de sensibilidade por parte de "cidadãos" que saqueavam a carga. Muitos nem se preocuparam saber a situação dos acidentados. 

terça-feira, 3 de janeiro de 2017

Apesar da crise, Porto do Recife fecha o ano de 2016 com balanço positivo

Mesmo com crise  que o Brasil atravessa, com todos os segmentos da economia em retração, a diretoria do Porto do Recife conseguiu que, esse ano, o ancoradouro tivesse um aumento, ainda que tímido, na movimentação de cargas.  Com 1,51 milhões de toneladas operadas, o Porto fecha 2016 com um crescimento consolidado de 6% em relação a 2015. Os números resultam, principalmente, do retorno das importações de milho, de acordo com o diretor comercial e de operações, Carlos Vilar. "Sem dúvida alguma, esse nosso crescimento foi impactado pela retomada da movimentação marítima das cargas de milho. Somente com esse grão, chegamos ao fim do ano com um total de 400 mil toneladas do produto movimentado", ressaltou.

Ao realizar o balanço de movimentações de cargas em 2016, de um modo geral, a maioria apresentou crescimento em relação ao ano anterior. Tradicionalmente, Pernambuco exporta açúcar e este continua sendo o principal produto movimentado nesse tipo de comércio. Atualmente o Terminal Açucareiro está com 180 mil toneladas estocadas do açúcar tipo demerara. "Em 2016, nós tivemos um novo segmento de exportação que foi o de vergalhões de ferro, da Gerdau, sendo enviados para a Colômbia, Trinidad e Tobago, Panamá, Cabo Verde e outros países da África. Podemos também destacar a retomada da movimentação de produtos de ferro, aço e liga, onde incluímos aí as bobinas de aço importadas da China. Em outros produtos, mantivemos a movimentação. Como é o caso do malte de cevada, matéria-prima para as indústrias cervejeiras, e a barrilha que é fundamental para o pólo vidraceiro de Goiana, além das indústrias de saponáceos", salientou.

A Gestão Portuária explica a importância que o atracadouro do Recife tem para a economia do estado.  A grande movimentação do Porto é de cargas a granel tanto na importação quanto na exportação, com destaque para negócios feitos com os países do MERCOSUL. A avicultura de Pernambuco, por exemplo, está sendo abastecida pelo milho argentino e a capacidade operacional do ancoradouro foi fator primordial para essa conjuntura. "Nós estamos atendendo ainda as demandas dos avicultores da Paraíba, Rio Grande do Norte e parte dos criadores de aves do Maranhão. Então, o nosso atracadouro tem sido escolhido estrategicamente para operar esse tipo de carga, impulsionando a economia do estado e de parte do Nordeste.

Apesar de 2016 ter sido um ano difícil, o Porto do Recife mostrou que pode superar as dificuldades. A criatividade e o esforço do trabalho colaborativo foi bastante positivo para ultrapassar os números do ano passado. "Isso dá credibilidade ao Porto e aos empresários que o utilizam. Nós temos uma responsabilidade muito grande com a economia de Pernambuco e do Brasil, e o ancoradouro recifense não vai fugir de suas obrigações. O ano de 2017 será de grandes desafios, porém isso nos dá mais motivação para superar todos os entraves", finalizou o diretor.

Texto e foto: Assessoria de Imprensa do Porto do Recife

sexta-feira, 23 de outubro de 2015

Porto de Suape lidera movimento de cargas no Norte/Nordeste

Porto de Suape lidera movimento de cargas no Norte/Nordeste.
Foto: Divulgação/Reprodução
De janeiro a setembro deste ano, a movimentação de cargas no Porto de Suape aumentou 33,9%, em comparação ao mesmo período de 2014. Foram 14,8 milhões de toneladas de cargas no acumulado de 2015, ante aos 11,1 milhões de toneladas no mesmo período do ano passado. O resultado garantiu a continuidade da liderança do ancoradouro entre os portos públicos do Norte/Nordeste.

Suape também foi destaque na movimentação de granéis líquidos com 10,8 milhões de toneladas. O aumento na participação nos produtos foi impulsionado pela atuação da Refinaria Abreu e Lima, segundo a administração do porto. “O acumulado deste ano já é 17% maior do que toda a movimentação registrada em 2014”, destacou o comunicado enviado pelo complexo portuário. Os produtos com maiores volumes foram óleo diesel, principal produto da refinaria, com 2,67 milhões de toneladas, óleo bruto de petróleo (2,13 milhões de toneladas), óleo combustível (1,8 milhões de t), GLP (1,54 milhões de t) e querosene de aviação (899,3 mil t).

As outras cargas, como granéis sólidos, carga geral e contêineres, somaram quatro milhões de toneladas. O porto também é líder na movimentação de contêineres entre portos públicos do Norte/Nordeste com 300,4 mil TEUs (medida para contêineres de 20 pés), à frente dos portos de Salvador (BA) e de Pecém (CE). Suape também é o porto público com maior movimentação de cabotagem no País, ou seja, transporte de cargas entre portos nacionais. Foram transportadas 9,7 milhões de toneladas de cargas de janeiro a setembro deste ano, uma alta de 57,2% em relação ao mesmo período do ano passado.

As exportações aumentaram 100% ante ao mesmo período de 2014, registrando recorde de 732,6 mil toneladas de cargas. Os produtos foram enviados para as Antilhas Holandesas, Holanda, Argentina, Itália e Espanha. Entre as principais mercadorias exportadas estão cargas conteinerizadas, óleo combustível, óleo bruto de petróleo, açúcar e óleo diesel. As importações somaram 4,4 milhões de toneladas, com queda de 2,2% em relação ao ano passado, em função da  alta do dólar. Os principais países de origem das cargas foram Estados Unidos, Argentina, Emirados Árabes, China e México.

Apesar do cenário econômico desfavorável, a administração portuária informou que, “a expectativa é encerrar o ano com um crescimento de aproximadamente 30% nas operações”.

Com informações da Folha de Pernambuco

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