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terça-feira, 3 de janeiro de 2017

Apesar da crise, Porto do Recife fecha o ano de 2016 com balanço positivo

Mesmo com crise  que o Brasil atravessa, com todos os segmentos da economia em retração, a diretoria do Porto do Recife conseguiu que, esse ano, o ancoradouro tivesse um aumento, ainda que tímido, na movimentação de cargas.  Com 1,51 milhões de toneladas operadas, o Porto fecha 2016 com um crescimento consolidado de 6% em relação a 2015. Os números resultam, principalmente, do retorno das importações de milho, de acordo com o diretor comercial e de operações, Carlos Vilar. "Sem dúvida alguma, esse nosso crescimento foi impactado pela retomada da movimentação marítima das cargas de milho. Somente com esse grão, chegamos ao fim do ano com um total de 400 mil toneladas do produto movimentado", ressaltou.

Ao realizar o balanço de movimentações de cargas em 2016, de um modo geral, a maioria apresentou crescimento em relação ao ano anterior. Tradicionalmente, Pernambuco exporta açúcar e este continua sendo o principal produto movimentado nesse tipo de comércio. Atualmente o Terminal Açucareiro está com 180 mil toneladas estocadas do açúcar tipo demerara. "Em 2016, nós tivemos um novo segmento de exportação que foi o de vergalhões de ferro, da Gerdau, sendo enviados para a Colômbia, Trinidad e Tobago, Panamá, Cabo Verde e outros países da África. Podemos também destacar a retomada da movimentação de produtos de ferro, aço e liga, onde incluímos aí as bobinas de aço importadas da China. Em outros produtos, mantivemos a movimentação. Como é o caso do malte de cevada, matéria-prima para as indústrias cervejeiras, e a barrilha que é fundamental para o pólo vidraceiro de Goiana, além das indústrias de saponáceos", salientou.

A Gestão Portuária explica a importância que o atracadouro do Recife tem para a economia do estado.  A grande movimentação do Porto é de cargas a granel tanto na importação quanto na exportação, com destaque para negócios feitos com os países do MERCOSUL. A avicultura de Pernambuco, por exemplo, está sendo abastecida pelo milho argentino e a capacidade operacional do ancoradouro foi fator primordial para essa conjuntura. "Nós estamos atendendo ainda as demandas dos avicultores da Paraíba, Rio Grande do Norte e parte dos criadores de aves do Maranhão. Então, o nosso atracadouro tem sido escolhido estrategicamente para operar esse tipo de carga, impulsionando a economia do estado e de parte do Nordeste.

Apesar de 2016 ter sido um ano difícil, o Porto do Recife mostrou que pode superar as dificuldades. A criatividade e o esforço do trabalho colaborativo foi bastante positivo para ultrapassar os números do ano passado. "Isso dá credibilidade ao Porto e aos empresários que o utilizam. Nós temos uma responsabilidade muito grande com a economia de Pernambuco e do Brasil, e o ancoradouro recifense não vai fugir de suas obrigações. O ano de 2017 será de grandes desafios, porém isso nos dá mais motivação para superar todos os entraves", finalizou o diretor.

Texto e foto: Assessoria de Imprensa do Porto do Recife

sábado, 2 de janeiro de 2016

Pernambuco fecha 2015 com atração de R$ 620 milhões em projetos industriais

Investimentos resultam da concessão de incentivos fiscais para 87 projetos industriais durante o ano de 2015. Em nove anos, entre 2007 e 2015, a chegada e a ampliação de novas fábricas representam investimentos de R$ 20,4 bilhões e geração de 84 mil empregos.
Imagem: Divulgação/Reprodução

O Conselho Estadual de Políticas Industrial, Comercial e de Serviços (Condic) reuniu-se pela nonagésima segunda vez para analisar projetos de concessão de incentivos fiscais de empreendimentos interessados em se implantar ou ampliar suas atividades em Pernambuco. O encontro, quarto e último de 2015, aconteceu na tarde desta segunda-feira (28/12) na sede da Agência de Desenvolvimento Econômico de Pernambuco (AD Diper).

Na reunião de hoje foram aprovados 44 projetos, sendo 30 indústrias, oito importadoras e seis centrais de distribuição. Os investimentos em indústrias totalizam R$ 268,3 milhões, sendo R$ R$ 84,9 milhões destinados ao interior e R$ 183,3 milhões para a RMR.

Estes investimentos projetam a geração de 1.595 postos de trabalho, dos quais 677 estarão sediados no interior do Estado e 918 na Região Metropolitana do Recife. Ao todo, 20 municípios foram contemplados, sendo oito na RMR e doze no interior. E são eles: Recife, Jaboatão do Guararapes, São Lourenço da Mata, Itapissuma, Cabo de Santo Agostinho, Paulista, Moreno, Igarassu, Serra Talhada, Goiana, Caruaru, Caetés, Santa Cruz do Capibaribe, Barra de Guabiraba, Petrolina, Pombos, Floresta, Nazaré da Mata, Vitória de Santo Antão e Bezerros.

Das doze Regiões de Desenvolvimento (RD) de Pernambuco, nove foram contempladas: RMR,Mata Norte, Mata Sul, Pajeú, Itaparica, Agreste Central, Agreste Setentrional, Agreste Meridional e São Francisco.

“Apesar da crise, esta última reunião de 2015 é a melhor do ano. Do total de investimentos, R$ 308 milhões estão destinados à RMR e R$ 312 milhões para o interior. Esta tendência vem sendo revelada ao longo dos anos e foi permitida graças à política de interiorização do desenvolvimento adotada ainda no início da gestão Eduardo Campo/João Lyra.”, detalhou o secretário de Desenvolvimento Econômico de Pernambuco, Thiago Norões.

Da Assessoria

domingo, 18 de janeiro de 2015

Itep/Labtox comemora resultados positivos em 2014

O Instituto de Tecnologia de Pernambuco (Itep), em especial a Unidade de Agrotóxicos e Contaminantes/Labtox, comemorou, no final de 2014, bons resultados na prestação de serviços e no desenvolvimento de novas metodologias para análises de agrotóxicos e contaminantes em alimentos e bebidas. No decorrer do ano, foram analisadas 7.336 amostras para a identificação de resíduos de agrotóxicos e análise de cachaça, número superior em 30% em relação ao ano de 2013, quando foram processadas 5.636 amostras. Já em comparação a 2012, quando foram analisadas 3.720 amostras, o percentual de crescimento chega a 97%.
Itep/Labtox comemora resultados positivos em 2014. Foto: Divulgação
Para a gerente da UAC, Adélia Araújo, este resultado demonstra a consolidação do trabalho que vem sendo feito na unidade, que foi procurada, de forma espontânea, por várias empresas privadas e instituições públicas do Maranhão, Espírito Santo, Acre, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Goiás, Paraíba e Rio Grande do Norte, incluindo Ceasas, Secretarias de Agricultura e Ministérios Públicos Estaduais, ampliando a carteira de clientes.

Além disso, destaca ela, houve a manutenção do trabalho de monitoramento nacional que é feito para o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) e Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), por meio de leilão eletrônico. Em 2014, a unidade, que já é referência internacional na área de análise de contaminantes em alimentos e bebidas, também passou a analisar amostras de banana, maçã, mamão, manga, tomate, uva, feijão e soja para o Mapa.

O aumento da exportação de frutas do Vale do São Francisco e do Vale Açu-Mossoró para a Europa também se refletiu nos números da UAC, correspondendo a 30% das atividades desenvolvidas. Adélia Araújo lembra ainda que, no decorrer do ano, houve a implantação de novos métodos para análise, principalmente dos métodos chamados específicos, pela equipe da unidade.

Atualmente, a Unidade de Agrotóxicos e Contaminantes/Labtox conta com 14 colaboradores, entre gestores (com título de doutor), mestres, graduados, seis bolsistas CPNq, uma bolsista CNPq/Facepe/Itep e três estagiários, constantemente em treinamento e atualização.

Com informações da Assessoria do ITEP

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