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terça-feira, 17 de fevereiro de 2015

Dica Financeira - Muita atenção na hora de financiar um carro

Vai financiar um veículo? Pois fique atento, porque endureceram as regras para os consumidores inadimplentes perderem o bem. Agora, a partir de uma mensalidade atrasada, os bancos poderão entrar na Justiça com o pedido de busca e apreensão do automóvel. Antes, os agentes financeiros precisavam esperar até 90 dias para tomar uma medida mais drástica contra o cliente.
Dica Financeira - Muita atenção na hora de financiar um carro. Foto: Falando de Carro
As novas regras estão previstas na lei federal 13.043/2014 e se aplicam ao financiamento cujo veículo é dado como garantia ao banco. Vale para os contratos novos e antigos. O banco tem a permissão legal de entrar com uma ação de busca e apreensão, com o simples envio de uma carta registrada com aviso de recebimento (AR).  

Em 2014 foram financiados 6,3 milhões de veículos no país. Pernambuco ficou com a fatia de 206,6 mil do total de 1,1 milhão de carros novos e usados financiados no Nordeste, segundo a Cetip, empresa que centraliza as garantias dadas nos financiamentos de automóveis.  Pelos últimos dados do Banco Central (BC), a taxa de inadimplência deste tipo de operação foi de 4% em novembro de 2014.

Para orientar o consumidor, o Instituto de Defesa do Consumidor (Idec) elaborou a cartilha online Financiamento de veículos: principais cuidados. Na publicação são detalhadas as mudanças na lei e informadas as providências que devem ser tomadas no caso de inadimplência. Por exemplo: quando não puder pagar a prestação, o consumidor deverá se dirigir diretamente ao agente financeiro para renegociar a dívida, antecipando ao processo de busca e apreensão do veículo. 

A advogada do Idec Cláudia Almeida diz que é importante o consumidor se informar sobre a compra do carro financiado para evitar surpresas desagradáveis. “Hoje, o risco ainda é maior de se tornar inadimplente. Muitas vezes o consumidor se empolga com a compra do carro e não observa as regras do financiamento, como a perda do que já pagou e do veículo”, comenta. O financiamento de veículo é um dos vilões do orçamento doméstico.

Especialista em contratos de financiamentos automotivos, o advogado André Frutuoso chama a atenção para o prazo de recurso. Segundo ele, o consumidor tem até cinco dias úteis para entrar com um requerimento na Justiça, pedindo a purgação da mora após ser notificado da busca e apreensão do veículo.

Alguns tribunais mandam o consumidor pagar o atrasado e outros determinam a quitação total do contrato. “Recomendo que junto à ação de purgação da mora o consumidor entre com o pedido de revisão dos juros de mora e das tarifas”, afirma André Frutuoso.

Com informações do Diário de Pernambuco

sexta-feira, 2 de janeiro de 2015

Imposto | Preço do carro pode subir 4,5% com novo IPI

A partir desta quinta-feira, 1, as montadoras vão voltar a pagar a alíquota cheia do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para automóveis, que ficou reduzida de maio de 2012 até o último dia de 2014. Com isso, o governo espera arrecadar até R$ 5 bilhões mais com o imposto em 2015 na comparação com o ano passado.
Imposto | Preço do carro pode subir 4,5% com novo IPI. Foto:Ty Wright/Bloomberg 
A indústria deve repassar o aumento do imposto para os preços, mas oficialmente a Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) afirma que a decisão é individual - cada empresa vai definir quando e quanto do aumento do IPI repassará aos preços finais dos veículos.

A alíquota dos modelos 1.0, atualmente em 3%, sobe a partir de hoje para 7%. Para aqueles com motor entre 1.0 e 2.0, passa de 9% para 11% nos automóveis flex.

Nessa faixa de maior potência, o imposto subirá de 10% para 13% para veículos movidos somente a gasolina.

Essa foi uma das últimas decisões tomadas pelo ministro da Fazenda, Guido Mantega, que se despede do cargo após 8 anos e 9 meses no comando da economia.

Mantega manteve reuniões com a Anfavea entre outubro e novembro para negociar a recomposição do IPI a partir de janeiro. O ministro afirmou nos encontros, segundo relatos de empresários, que "um aumento do imposto era inexorável, viria com ou sem ele".

O objetivo de Mantega era preparar o setor para a elevação, de forma a estimular as montadoras a realizarem promoções no mês de dezembro.

As empresas entenderam o recado e praticamente todas as companhias lançaram campanhas publicitárias anunciando o fim do benefício para aumentar as vendas no último mês do ano.

Apesar disso, ainda existia uma certa esperança entre as montadoras de que o aumento pudesse ser escalonado, como ocorreu em outras ocasiões.

Mas nesta quarta-feira, 31, contudo, em conversas por telefone com membros da equipe econômica foi confirmada a volta integral do imposto.

Repasse

Segundo a Anfavea, o repasse integral do imposto resultaria em aumento de 4,5% nos automóveis 1.0.

De acordo com fontes do governo, os empresários afirmaram em reuniões técnicas que os preços baixos podem ser sustentados ainda ao longo de janeiro, de forma a desovar estoques acumulados.

Os aumentos de preços devem começar somente entre o fim do mês e início de fevereiro.

A nova equipe econômica, encabeçada por Joaquim Levy na Fazenda e Nelson Barbosa no Ministério do Planejamento, é totalmente favorável à elevação do IPI para a indústria automobilística.

O imposto continuará baixo, no entanto, para os fabricantes de eletrodomésticos da linha branca e para os materiais de construção. 

Com informações de João Villaverde, do Estadão Conteúdo

quarta-feira, 21 de maio de 2014

Brasileiro trabalha 151 dias durante o ano só para pagar impostos


Brasileiro trabalha 151 dias durante o ano só para pagar impostos. Imagem: USP.BR


Você sabia que ainda está trabalhando para pagar os impostos? E vai ser assim até o próximo dia 31 de maio. De acordo com um levantamento do Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário (IBPT), o brasileiro vai trabalhar neste ano 151 dias (cinco meses inteirinhos) para bancar os impostos.

A conta inclui todos os tributos (impostos, taxas e contribuições) cobrados pelo governo federal, pelos estados e municípios. Entram no balaio Imposto de Renda, IPTU, IPVA, PIS, Cofins, ICMS, IPI, ISS, contribuições previdenciárias, sindicais, taxas de limpeza pública, coleta de lixo, iluminação pública e emissão de documentos.

A quantidade de dias trabalhados é um tantinho maior que a registrada em 2012 e 2013, quando o brasileiro trabalhou 150 dias. Dez anos atrás, foram quatro meses e 18 dias. Ainda segundo o IBPT, em 2003, os tributos representavam 36,98% de toda a renda dos cidadãos. Já em 2014 serão 41,37%.

Fonte: Blog Economia Diário de PE

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