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segunda-feira, 25 de maio de 2020

Mercado financeiro prevê queda de 5,89% na economia este ano

Foto: Flickr
A previsão para o crescimento do PIB em 2021 passou de 3,20% para 3,50% e para 2022 e 2023 continua em 2,50%

A previsão do mercado financeiro para a queda da economia brasileira este ano chegou a 5,89%. Essa foi a 15ª revisão seguida para a estimativa de recuo do Produto Interno Bruto (PIB) – a soma de todos os bens e serviços produzidos no país. Na semana passada, a previsão de queda estava em 5,12%.

A estimativa consta do boletim Focus, publicação divulgada semanalmente pelo Banco Central (BC), com a projeção para os principais indicadores econômicos. A previsão para o crescimento do PIB em 2021 passou de 3,20% para 3,50% e para 2022 e 2023 continua em 2,50%.

Dólar
A cotação do dólar deve fechar o ano em R$ 5,40. Na semana passada, a previsão era R$ 5,28. Para 2021, a expectativa é que a moeda americana fique em R$ 5,03, contra R$ 5 da semana passada.

Inflação
As instituições financeiras consultadas pelo BC continuam a reduzir a previsão de inflação de 2020. A projeção para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) caiu pela 11ª vez seguida, ao passar de 1,59% para 1,57%.

Para 2021, a estimativa de inflação também foi reduzida, de 3,20% para 3,14%. A previsão para os anos seguintes - 2022 e 2023 - não teve alterações e permanece em 3,50%.

A projeção para 2020 está abaixo da meta de inflação que deve ser perseguida pelo BC. A meta, definida pelo Conselho Monetário Nacional, é de 4% em 2020, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Ou seja, o limite inferior é 2,5% e o superior, 5,5%.

Para 2021, a meta é 3,75% e para 2022, 3,50%, também com intervalo de 1,5 ponto percentual em cada ano. 

Selic
Para alcançar a meta de inflação, o Banco Central usa como principal instrumento a taxa básica de juros, a Selic, estabelecida atualmente em 3% ao ano pelo Comitê de Política Monetária (Copom).

Para o mercado financeiro, a expectativa é que a Selic encerre 2020 em 2,25% ao ano, a mesma previsão da semana passada.

Quando o Copom reduz a Selic, a tendência é que o crédito fique mais barato, com incentivo à produção e ao consumo, reduzindo o controle da inflação e estimulando a atividade econômica. Quando o Copom aumenta a taxa básica de juros, o objetivo é conter a demanda aquecida, e isso causa reflexos nos preços porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança.

Para o fim de 2021, a expectativa é que a taxa básica chegue a 3,29% ao ano. A previsão da semana passada era 3,50%. Para o fim de 2022, as instituições reduziram a previsão para a taxa anual de 5,25% para 5,13% e, para o fim de 2023, a estimativa segue em 6%.

Da Agência Brasil

quarta-feira, 8 de novembro de 2017

Caixa destrava financiamentos imobiliários

Foto: José Cruz/Agência Brasil
A Caixa Econômica Federal anunciou a liberação de R$ 8,7 bilhões para destravar contratos de crédito imobiliário até 30 de novembro. As propostas de empréstimo habitacional estavam paradas por falta de recursos, mesmo para quem já tinha carta de crédito aprovada."Com essa suplementação, a Caixa garante recursos suficientes para normalizar o ritmo de contratações do Programa Minha Casa Minha Vida para famílias com renda familiar bruta mensal de até R$ 4.000", afirmou o banco em nota.

O Banco Central registrou 248 queixas sobre a Caixa no primeiro semestre do ano relativas a demora na liberação do financiamento, alta de 9% ante os seis meses anteriores e de 2,5% sobre igual período de 2016. Nos últimos meses, a Caixa anunciou uma série de restrições ao crédito, como a redução do limite financiado para imóveis usados de até 70% para 50%. A regra passou a valer em 25 de setembro e quem ainda não tivesse assinado o contrato até essa data já deveria se enquadrar no novo modelo.

De acordo com a instituição, a contratação do crédito imobiliário neste ano está cerca de 20% superior ao mesmo período do ano passado e mais de R$ 72,4 bilhões já foram emprestados até o momento em todas as suas modalidades. Sem recursos, a Caixa passou a adotar uma execução mensal do orçamento para todas linhas de crédito imobiliário, "com objetivo de cumprir o orçamento anual disponível até dezembro", o que também contribuiu para travar as concessões já em curso.

Da Redação com Folhapress

sábado, 28 de janeiro de 2017

Com novas regras, gastos com juros do cartão de crédito podem cair pela metade

Imagem: Divulgação/Reprodução
A economia do consumidor com a nova regra que limita a utilização do rotativo do cartão de crédito poderá chegar a quase 50% em 12 meses. Essa é a diferença que o cliente deixará de pagar ao migrar dos juros mais caros do crédito rotativo para as taxas mais baixas do crédito parcelado.

A partir de abril, as administradoras de cartão de crédito não poderão mais financiar o saldo devedor dos clientes por meio do crédito rotativo por mais de um mês, conforme decisão do Conselho Monetário Nacional (CMN) tomada na última quinta-feira (26).

De acordo com o levantamento mais recente da Associação Nacional dos Executivos de Finanças (Anefac), os juros médios do crédito rotativo – cobrado de quem não paga a totalidade da fatura do cartão de crédito – chegavam a 15,33% ao mês no fim de dezembro. Para o crédito parcelado, a taxa média estava em 8% ao mês.

A diferença é maior quanto mais longo o tempo dos financiamentos. Uma dívida de R$ 1 mil na fatura do cartão sobe para R$ 1.534 no crédito rotativo ao fim de três meses. Com a nova regra, pela qual a taxa mais alta – de 15,33% ao mês – incide nos primeiros 30 dias e a taxa de 8% ao mês incide nos dois meses restantes, a dívida aumenta para R$ 1.345,20, diferença de 12,3%.

Ao final de 12 meses, a disparidade é ainda maior. Uma dívida de R$ 1 mil na fatura chegará a R$ 5.537,42 ao fim do período no sistema atual, financiada por meio do crédito rotativo. Pela nova regra, a mesma dívida seria corrigida para R$ 2.689,07, diferença de 51,4%.

O cálculo leva em conta as taxas médias de juros cobradas no fim de dezembro. A economia efetiva pode variar porque os bancos personalizam as taxas para cada consumidor no rotativo e no crédito parcelado. Os juros finais podem variar em função do histórico e da capacidade de pagamento do cliente.

Da Agência Brasil

quinta-feira, 14 de julho de 2016

BNDES vai rever condições de financiamento de infraestrutura

Imagem: Divulgação/Reprodução
O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) pretende rever suas premissas de financiamento, segundo a presidenta da instituição, Maria Silvia Bastos. A revisão pode acarretar redução da participação do BNDES, que chegou a até 80% em alguns negócios subsidiados pelo banco público. O BNDES é responsável por financiar setores estratégicos para economia brasileira, oferecendo melhores condições que os bancos privados.

“Rever, pode ser até ficar igual, mas vamos rever”, disse nesta quarta-feira a presidenta da instituição em palestra na Fundação Getulio Vargas, no Rio. “O ambiente é extremamente propício, todo mundo quer fazer isso, provavelmente, alguma novidade deve vir”, completou Maria Silvia.

Caso haja alterações nas premissas de financiamento, um dos primeiros setores a serem impactados será o elétrico, que tem leilões para a transmissão e geração de energia marcados para setembro.

Por isso, as mudanças estão sendo discutidas com o Ministério de Minas e Energia e a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). Uma reunião entre os órgãos será feita nos próximos dias para “revisitar o que está indo bem e o que precisa ser revisitado”, segundo Maria Silvia. A presidenta do BNDES defende medidas que aumentem a concorrência.

Da Agência Brasil

terça-feira, 23 de fevereiro de 2016

Crédito | Nova linha de financiamento à exportação do BNDES privilegia empresa inovadora

Imagem: Divulgação/Internet
O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) lançou nova linha de financiamento à exportação, combinando a de pré-embarque para capital de giro, voltado à produção de bens para exportação, com o apoio a empresas de perfil inovador. "Fomos buscar a referência de perfil inovador com as demais linhas do banco de apoio à inovação", disse nesta terça-feira o chefe de departamento da Área de Exportação do BNDES, Carlos Frederico Braz de Souza.

Com a nova linha, denominada Exim Pré-embarque Empresa Inovadora, destinada ao financiamento para exportação de bens de capital e de bens de consumo nacionais, "o banco dá capital de giro em condições favoráveis para que essas empresas possam investir, se capacitar e, portanto, operar com margem suficiente para poder exportar e se inserir internacionalmente". A nova linha poderá também apoiar a exportação de serviços de tecnologia da informação (TI) desenvolvidos no Brasil.

O novo produto do BNDES contempla empresas produtoras e exportadoras com faturamento anual de até R$ 300 milhões, incluindo desde micro, pequenas e médias até médias e grandes empresas, informou Braz de Souza.

Para se candidatar ao financiamento, as empresas inovadoras devem atender alguns critérios, entre os quais ter adquirido serviços tecnológicos por meio do Cartão BNDES no portal da instituição, participar de fundos de investimento de empresas emergentes, dispor de uma patente, ter sido apoiada por programas dos governos federal ou estadual de inovação, e ter recebido apoio de linhas de inovação do próprio BNDES nos últimos cinco anos.

"No momento em que a empresa preenche qualquer um desses requisitos, ela está habilitada ao apoio do banco nessa linha", acrescentou Souza.

Os custos financeiros incluem Taxa de Juros de Longo Prazo (TJLP), atualmente em 7,5% ao ano. "O que essa linha tem de diferente é a composição de custos", destacou Carlos Frederico Braz de Souza. Na linha normal de pré-embarque à exportação, são cobrados 50% de TJLP mais 50% de taxa básica Selic.

"Nessa linha, eu faço 100% de TJLP. É um custo muito mais atrativo." Outro diferencial é o prazo de financiamento de até 36 meses, contra o prazo normal de dois anos da linha de pré-embarque. O novo produto do BNDES já pode ser acessado pelas empresas inovadoras.

Para o presidente do Sindicato das Empresas de Informática do Estado do Rio de Janeiro (TI Rio), Benito Paret, qualquer iniciativa que signifique financiar o setor de tecnologia da informação (TI) é bem-vinda. "A concorrência está com a faca nos dentes. Toda linha de financiamento com condições de prazo e que facilite às empresas, principalmente as menores, comercializar seus produtos no exterior é uma grande ajuda para o setor", concluiu Braz de Souza.

Da Agência Brasil

sábado, 15 de agosto de 2015

Banco do Nordeste financia R$ 1,2 milhão para modernização de indústria de rações em São Lourenço da Mata

A indústria de rações Nutrivale Food financiou R$ 1,2 milhão junto o Banco do Nordeste para a aquisição de máquinas e equipamentos que devem reduzir os custos de produção da unidade fabril. Atuante no mercado nordestino desde 1986, a empresa espera também elevar sua capacidade produtiva em 15%, modernizar processos e dobrar seu faturamento.
Imagem: Divulgação/Reprodução
De acordo com o empresário Ricardo Gomes, o financiamento contratado com recursos do Fundo Constitucional de Financiamento do Nordeste (FNE Indústria) será fundamental para alcançar esses objetivos. “As aquisições completarão uma nova planta de fabricação, que irá agregar à capacidade produtiva, desafogando a atual produção”, afirma.

Segundo o gerente geral da agência de São Lourenço da Mata, José Itagibá, que conduziu a operação de crédito, a Nutrivale vem trabalhando com o máximo de sua capacidade e, para crescer mais, buscou a parceria com o Banco. “Assim, com a modernização e ampliação projetada, a empresa busca diminuir o seu custo de produção e melhor atender a demanda pelos seus produtos”, acrescenta.

A Nutrivale Food iniciou suas atividades no comércio varejista de rações em 1986, no Vale do São Francisco, pouco tempo depois se mudou para São Lourenço da Mata (PE), visando o potencial da região. A partir de 1996, passou a distribuir rações da Linha Pet (animais de estimação), firmando-se como um dos principais distribuidores do Estado na representação de importantes marcas nacionais e internacionais.

Em 2005, tornou-se cliente do Banco do Nordeste e, com a inauguração de um novo parque industrial em janeiro de 2008, a Nutrivale foi a primeira empresa pernambucana a produzir ração extrusada (melhor digestibilidade) para cães, gatos e peixes. Hoje, o empreendimento atende aos mercados de Pernambuco, Alagoas e Pará.

Com informações do Blog de Jamildo

segunda-feira, 27 de julho de 2015

Crédito para Micro e Pequenas Empresas cresce em Pernambuco

Foto: Crédito: Carlos Silva/CB/D.A Press
As consequências da crise não estão desestimulando muitos micro e pequenos empresários pernambucanos a investirem no próprio negócio. Apenas no primeiro semestre, o número de operações de concessão de crédito do Banco do Nordeste para empresas de menor porte cresceu 43% no Estado.

Pernambuco está no topo da lista do balanço divulgado ontem pela instituição. A média de todos os Estados registrou um aumento de 18% em comparação aos seis primeiros meses do ano passado.

“É na crise que surgem oportunidades e alguns setores aproveitam para crescer. Pernambuco foi a melhor performance no primeiro semestre. Acreditamos que isso se deve à maior capilaridade do banco no Estado e às parcerias com o Sebrae, o governo e as entidades de dirigentes lojistas”, avalia o superintendente de Varejo e Agronegócio, Marcelo Azevedo Teixeira.

A maior parte das contratações utilizam o Fundo Constitucional de Financiamento do Nordeste (FNE). O fundo é subsidiado pelo governo federal e atende investimentos de longo prazo nas empresas, oferecendo prazo de até 12 anos para quitar a dívida e taxas de juros anuais de 8,24% – podendo chegar a 7%, com o desconto oferecido aos bons pagadores.

Em Pernambuco foram realizadas 1,7 mil operações apenas no âmbito do FNE, que somaram R$ 138,1 milhões. Em todos os Estados, o banco concedeu R$ 1,3 bilhão em 33 mil operações de crédito. O setor que mais recebeu investimento foi o de comércio, com 47% dos empréstimos, seguido dos serviços (26%) e indústria (24%).

Depois de Pernambuco, os estados que mais tiveram crescimento de operações no período foram Alagoas (33%), Bahia (29%), Minas Gerais/ Espírito Santo (27%, a instituição atua no norte dos dois estados, contabilizados como uma única região) e Maranhão (16%). 

Com informações do JC Online

quinta-feira, 25 de junho de 2015

Inadimplência | Dívidas em atraso crescem em todas as regiões brasileiras, mostra indicador do SPC Brasil

No último mês de maio, o indicador regional de inadimplência do consumidor calculado pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) registrou crescimento na quantidade de dívidas atrasadas em todas as regiões brasileiras. As regiões Norte, Centro-Oeste e Nordeste apresentaram crescimentos mais expressivos - de 7,81%, 7,03% e 6,86% respectivamente - se comparados à média nacional (6,70%), na base anual de comparação, ou seja, frente à maio do ano passado. Já as regiões Sudeste (6,09%) e Sul (6,06%) registraram percentuais menos elevados no crescimento de dividas não pagas.
Imagem: Divulgação / Reprodução
A economista-chefe do SPC Brasil, Marcela Kawauti, explica que o fato de as cinco regiões apresentarem crescimento no volume de dívidas não pagas corrobora a desaceleração da atividade econômica do país em conjunto com a piora dos indicadores macroeconômicos, o que reflete na capacidade de pagamento dos consumidores. "Fatores como a alta dos preços, o aumento do desemprego e as taxas de juros em patamares elevados devem apertar ainda mais o orçamento dos consumidores e manter as variações da inadimplência positivas até o fim do ano", afirma a economista.

Dívidas por setor

Na comparação com maio do ano passado, o segmento de Água e Luz foi o setor que apresentou as variações mais acentuadas de dividas em atraso em duas das cinco regiões avaliadas pelo SPC Brasil: Centro Oeste, com alta de 29,18% e Sudeste, com crescimento de 17,49%. "O crescimento da inadimplência observado no segmento de serviços básicos em algumas regiões se explica pelo fato de que mais companhias de água e luz passaram a utilizar a negativação de CPFs como forma de recuperar pendências financeiras de seus consumidores, antes mesmo de realizar os cortes no fornecimento do serviço", analisa Marcela.


Já no Norte e Nordeste, destacaram-se as variações das pendências de serviços de comunicação, como telefonia móvel e fixa, TV por assinatura e internet, com crescimento de 37,35% e 19,38%, respectivamente. "Os chamados 'combos', que unem internet, telefone e TV por assinatura, têm se popularizado no Brasil, mas muitos consumidores ainda não se planejam financeiramente para lidar com essas despesas e a quantidade de atrasos tem sido cada vez maior em várias partes do país", explica a economista.

O crescimento das dívidas bancárias, que englobam cartão de crédito, financiamentos, empréstimos e seguros, foi mais expressivo na região Sul (11,39%), enquanto a alta dos atrasos no comércio se destaca no Centro-Oeste (2,70%).

Sudeste concentra mais inadimplentes

De acordo com os economistas do SPC Brasil, a participação de cada região no total de dívidas no país tem relação direta com a representatividade da região junto a população brasileira como um todo. A região sudeste, que responde pela maior parte do PIB e se destaca pela alta concentração populacional, é quem detém a maior fatia do número total de consumidores inadimplentes no país: 39,95%. Em seguida surgem as regiões Nordeste (25.94%), Sul (12,95%), Norte (8,84%) e Centro-Oeste (7,78%) no ranking de participação.

Metodologia

O indicador de inadimplência regional do consumidor sumariza todas as informações disponíveis nas bases de dados do SPC Brasil (Serviço de Proteção ao Crédito). A abrangência é nacional, com informações de capitais e interior de todos os 26 estados da federação, além do Distrito Federal.

Com informações da Assessoria de Imprensa

terça-feira, 17 de fevereiro de 2015

Dica Financeira - Muita atenção na hora de financiar um carro

Vai financiar um veículo? Pois fique atento, porque endureceram as regras para os consumidores inadimplentes perderem o bem. Agora, a partir de uma mensalidade atrasada, os bancos poderão entrar na Justiça com o pedido de busca e apreensão do automóvel. Antes, os agentes financeiros precisavam esperar até 90 dias para tomar uma medida mais drástica contra o cliente.
Dica Financeira - Muita atenção na hora de financiar um carro. Foto: Falando de Carro
As novas regras estão previstas na lei federal 13.043/2014 e se aplicam ao financiamento cujo veículo é dado como garantia ao banco. Vale para os contratos novos e antigos. O banco tem a permissão legal de entrar com uma ação de busca e apreensão, com o simples envio de uma carta registrada com aviso de recebimento (AR).  

Em 2014 foram financiados 6,3 milhões de veículos no país. Pernambuco ficou com a fatia de 206,6 mil do total de 1,1 milhão de carros novos e usados financiados no Nordeste, segundo a Cetip, empresa que centraliza as garantias dadas nos financiamentos de automóveis.  Pelos últimos dados do Banco Central (BC), a taxa de inadimplência deste tipo de operação foi de 4% em novembro de 2014.

Para orientar o consumidor, o Instituto de Defesa do Consumidor (Idec) elaborou a cartilha online Financiamento de veículos: principais cuidados. Na publicação são detalhadas as mudanças na lei e informadas as providências que devem ser tomadas no caso de inadimplência. Por exemplo: quando não puder pagar a prestação, o consumidor deverá se dirigir diretamente ao agente financeiro para renegociar a dívida, antecipando ao processo de busca e apreensão do veículo. 

A advogada do Idec Cláudia Almeida diz que é importante o consumidor se informar sobre a compra do carro financiado para evitar surpresas desagradáveis. “Hoje, o risco ainda é maior de se tornar inadimplente. Muitas vezes o consumidor se empolga com a compra do carro e não observa as regras do financiamento, como a perda do que já pagou e do veículo”, comenta. O financiamento de veículo é um dos vilões do orçamento doméstico.

Especialista em contratos de financiamentos automotivos, o advogado André Frutuoso chama a atenção para o prazo de recurso. Segundo ele, o consumidor tem até cinco dias úteis para entrar com um requerimento na Justiça, pedindo a purgação da mora após ser notificado da busca e apreensão do veículo.

Alguns tribunais mandam o consumidor pagar o atrasado e outros determinam a quitação total do contrato. “Recomendo que junto à ação de purgação da mora o consumidor entre com o pedido de revisão dos juros de mora e das tarifas”, afirma André Frutuoso.

Com informações do Diário de Pernambuco

domingo, 18 de janeiro de 2015

BNDES aprova R$ 100 milhões para operações de microcrédito do Banco do Nordeste

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) aprovou um financiamento de R$ 100 milhões para o Banco do Nordeste. Os recursos serão destinados a operações de microcrédito para pessoas físicas e jurídicas empreendedoras, de atividades produtivas de pequeno porte, informou o BNDES, em nota.
BNDES aprova R$ 100 milhões para operações de microcrédito do Banco do Nordeste. Foto: EBC
O financiamento, concedido dentro do BNDES Microcrédito, destina-se à realização de 1,5 milhão de operações até o fim de 2015, com valor médio de R$ 1,2 mil. O Banco do Nordeste aportará como contrapartida outros R$ 42,8 milhões.


O custo financeiro total é composto pela Taxa de Juros de Longo Prazo (TJLP), atualmente em 5,5%, mais 1% ao ano de Remuneração Básica do BNDES e 0,1% ao ano de Taxa de Risco de Crédito. O prazo de amortização e de carência é de 36 meses. O BNDES informa que a operação tem potencial de gerar 12 mil postos de trabalho e manter outros 65 mil empregos já existentes.


Com informações da Agência Estado


domingo, 23 de novembro de 2014

BNB lança linha de crédito de R$ 4,4 bi para o Nordeste

Por ser um dos maiores aplicadores de financiamento do setor rural, com R$ 20 bilhões emprestados atualmente, o Banco do Nordeste (BNB) vai garantir reforço de R$ 800 milhões aos produtores de Pernambuco, enquanto que para os empresários da Região Nordeste o valor será de R$ 4,4 bilhões. As linhas de crédito servirão para incentivar ações destinadas à promoção, ao desenvolvimento da agropecuária, à capacitação dos produtores rurais em gestão e tecnologias modernas de produção, ao fortalecimento das cadeias produtivas de pecuária e a ampliação da capacidade de armazenagem. Isso só será possível porque o BNB assinará, nesta sexta-feira (21), acordos de cooperação com o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), Instituto CNA e Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar).
BNB lança linha de crédito de R$ 4,4 bi para o Nordeste. Foto: Site - Carlos Magno
Disponível a partir da próxima segunda-feira (24), segundo o superintendente de Negócios, Varejo e Agronegócios da instituição, Luiz Sérgio Machado, os juros para o financiamento são os mesmos cobrados atualmente, a partir de 4,5% ao ano, com prazo de pagamento em até 12 anos, podendo quatro anos ser de carência. Para receber o montante, o investidor deverá aplicar o valor liberado pelo banco nas áreas compreendidas pelos termos de cooperação, assim como para consolidação produtiva da pecuária, que reúne bovino de leite, bovino de corte; incentivos para elevação da produtividade dos rebanhos, por meio da melhoria genética, da estrutura alimentar e de recursos hídricos. Além disso, os produtores terão a possibilidade de ampliarem sua capacidade em armazéns, de modo que a produção consiga ser escoada em momentos propícios para o negócio, e eleve sua produtividade com apoio a irrigação.

Os itens de cooperação vão abranger a área de atuação da Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste (Sudene). A formalização dos termos acontecerá nesta sexta-feira (20), às 10h, no auditório do gabinete da Presidência do BNB. Entre as autoridade presentes na solenidade, estarão o presidente do banco, Nelson Antônio de Souza, e o ministro do Mapa, Neri Geller.

Fonte: Folha PE

quarta-feira, 19 de novembro de 2014

Lei 13.043/2014 entrou em vigor há uma semana, facilita a retomada de veículos pelas instituições financeiras, nos casos de proprietários inadimplentes

Lei 13.043/2014 facilita a retomada de veículos pelas instituições financeiras quando o proprietário fica inadimplente. O lado bom é que o crédito vai aumentar
Já está valendo a lei do calote motorizado.  Foto: primeoffer
A Lei 13.043/2014, em vigor há uma semana, facilita a retomada de veículos pelas instituições financeiras, nos casos de proprietários inadimplentes.

Com essa garantia, as instituições financeiras aumentarão o volume de crédito para financiamento de veículos.

Essa facilidade aquecerá o mercado de veículos mas deixará em maus lençóis os consumidores que acreditarem no crédito fácil.

Quem se iludir que poderá adquirir um carro sem ter renda suficiente, passa agora a poder perder o bem sem ter sequer uma ação ajuizada e uma discussão para renegociação.

Com as novas regras, a recuperação de bens com atraso no pagamento das parcelas de financiamento deverá cair de um ano para três meses.

A instituição financeira credora poderá, assim que for comprovada a inadimplência, pedir a busca e a apreensão do bem.

A liminar poderá ser concedida no plantão judiciário, que tem resposta imediata, e a instituição financeira poderá retirar o veículo em até 48 horas. O comprador deverá entregar o carro e os documentos sem resistência.

O credor (instituição financeira) poderá revender o automóvel, mesmo sem leilão. É obrigatório, porém, que use o valor obtido com a venda para se ressarcir do crédito devido, e das eventuais despesas decorrentes do empréstimo, e repassar ao consumidor inadimplente o que restar da diferença entre o valor da revenda do veículo e do valor do empréstimo, com a devida prestação de contas.

Quem está comemorando é o mercado automobilístico: a redução das restrições dos bancos em aprovar financiamentos poderá reaquecer as vendas de final de ano.

Quem também comemora é o mercado farmacêutico, com o provável aumento da venda de medicamentos para as dores de cabeça do consumidor desavisado sobre essas facilidades do crédito e de suas consequências.

É essencial que o consumidor seja alertado dessa novidade em letras garrafais e não por minúsculas letras do contrato que assinará.

Fonte: Estadão

segunda-feira, 21 de julho de 2014

Pernambuco teve o segundo maior volume de financiamento de veículos do Nordeste, durante o mês de junho

Novos ou usados. Não importa. Os pernambucanos querem um carro para chamar de seu. Prova disso pode ser vista no volume de financiamentos registrados no estado no último mês. Em junho, foram 15.053 veículos novos e usados financiados em Pernambuco, sendo o segundo maior número da região Nordeste.

Em junho, Pernambuco teve o segundo maior volume de financiamento de veículos do Nordeste. Foto: Repplica

Do total de veículos, em junho, foram financiados 8.408 automóveis de passeio, 3.683 motos, 2.111 comerciais leves, 626 caminhões e 130 ônibus. O resumo do primeiro semestre do ano ficou em 98.915 veículos financiados no estado, entre novos e usados.

Já na região Nordeste, que também engloba Alagoas, Bahia, Ceará, Maranhão, Paraíba, Piauí, Rio Grande do Norte e Sergipe, foram realizados 84.001 financiamentos em junho. O total do primeiro semestre ficou em 557.488 veículos novos e usados financiados. Comparando, Pernambuco representou 17,7% dos financiamentos da região.

No Brasil, os veículos financiados atingiram 461.828 unidades em junho, entre automóveis leves, motocicletas, pesados e outros, apresentando uma queda de 13% frente ao mês anterior. Desse total, 230.121 foram de veículos novos e 231.707 foram de usados. 

As concessões de crédito para financiamentos de veículos somaram R$ 12,6 bilhões em junho, uma queda de 12% sobre o mês anterior, e de 13%, quando comparado com junho de 2013. São levadas em consideração operações de Crédito Direto ao Consumidor (CDC), leasing e autofinanciamento (consórcio).

O levantamento é da Cetip, que opera o maior banco de dados privado de informações sobre financiamentos de veículos do país, o Sistema Nacional de Gravames (SNG). O SNG é uma base privada de abrangência nacional que reúne as informações sobre restrições financeiras de veículos dados como garantia em operações de concessão de crédito. Essa base é consultada e atualizada em tempo real pelas instituições financeiras.

Fonte: Diário de Pernambuco

sexta-feira, 11 de julho de 2014

Decidiu financiar seu carro? Então confira cinco dicas do "Meu Bolso Feliz" para auxilia-lo

O portal MEU BOLSO FELIZ  o mais amplo e completo serviço de orientação financeira aos cidadãos possui uma linguagem simples e, ao mesmo tempo, consistente e didática. Apresenta um conteúdo amplo, mas de fácil entendimento por parte do cidadão comum e uma rápida navegação, com inúmeros recursos de visualização e ferramentas de interatividade, para que o usuário possa simular situações de sua própria realidade, obtendo respostas e resultados imediatos para suas necessidades e dúvidas.


Fonte: Meu Bolso Feliz



sábado, 5 de julho de 2014

AGEFEPE oferece financiamento especial para artesãos durante a Fenearte

Os artesãos presentes na XV Feira Nacional de Negócios do Artesanato (Fenearte) que está sendo realizada no Centro de Convenções de Pernambuco, vão contar com uma linha especial de financiamento oferecida pela Agência de Fomento do Estado de Pernambuco (AGEFEPE).


AGEFEPE oferece financiamento especial para artesãos durante a Fenearte. Foto: AGEFEPE

A instituição terá um estande, montado no mezanino do Centro de Convenções, onde agentes de crédito vão divulgar a linha de financiamento que apresenta condições especiais para o setor de artesanato.

Além do crédito destinado ao segmento, a AGEFEPE também vai orientar o público sobre outras linhas de financiamento oferecidas pela agência e que beneficiam outros setores da economia.

Fenearte- A XV edição da Fenearte traz o tema A Arte da Alegria e faz uma homenagem aos mamulengos. Esse ano, o evento espera receber um público de mais de 320 mil pessoas durante os 11 dias de realização. Cinco mil expositores, entre artesãos de Pernambuco, do Brasil e de 40 países se unem para apresentar a diversidade de trabalhos em 800 espaços.

Fonte: JC Negócios

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