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terça-feira, 25 de agosto de 2020

Estados e municípios poderão pegar mais R$ 6 bi em empréstimos

Foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil
Os estados e os municípios poderão contrair mais R$ 6 bilhões em empréstimos no sistema financeiro. Em reunião extraordinária, o Conselho Monetário Nacional (CMN) aprovou nesta segunda-feira (24) a elevação do limite de crédito dos governos locais para 2020.

Com a decisão, o limite global de contratação de operações de crédito pelos governos locais passou de R$ 12 bilhões para R$ 18 bilhões. Desse total, o teto das operações com garantia da União, quando o Tesouro Nacional cobre eventuais inadimplências, passou de R$ 4,5 bilhões para R$ 7,5 bilhões. O limite das operações sem garantia do governo federal subiu de R$ 7,5 bilhões para R$ 10,5 bilhões.

A União tem um limite de contratação de crédito de R$ 400 milhões, que não foi alterado nessa reunião. Dessa forma, o teto total de operações de crédito pelos três níveis de governo – federal, estadual e municipal – subiu de R$ 12,4 bilhões para R$ 18,4 bilhões.

A medida não tem impacto fiscal para a União, porque as mudanças valeram para os entes públicos locais. Em nota, o Ministério da Economia informou que o novo limite está alinhado com a projeção de resultado primário para os estados e os municípios e a meta de resultado para as empresas estatais federais, conforme estabelecido na Lei de Diretrizes Orçamentárias de 2020. No início do ano, o governo decidiu zerar a meta fiscal para os governos locais.

Por causa do estado de calamidade pública aprovado no início da pandemia do novo coronavírus, o governo federal está dispensado de cumprir meta de primário em 2020. O resultado primário representa o déficit ou o superávit nas contas do governo desconsiderando o pagamento dos juros da dívida pública.

Acompanhamento
Todo ano, o CMN fixa valores máximos que a União, os estados e os municípios podem pegar emprestado no sistema financeiro. A utilização desse limite poderá ser acompanhada pelas instituições que integram o sistema financeiro e pela sociedade, por meio do site do Banco Central.

Essa é a segunda vez em 2020 em que o CMN eleva os limites de crédito para estados e municípios. A última vez em que o teto foi reajustado tinha sido em junho.

Por: Agência Brasil

segunda-feira, 20 de julho de 2020

BNDES aprova R$ 12 bi em suspensão de pagamentos de empréstimos

(Foto: Reprodução/Agência Senado.)
O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) informou que alcançou R$ 12 bilhões na aprovação de suspensões temporárias de pagamentos de parcelas de empréstimos contratados com a instituição. A medida, conhecida no mercado como standstill, está sendo concedida pelo prazo de até seis meses a mais de 28,5 mil empresas, em cerca de 77,7 mil contratos de financiamento, nas modalidades direta e indireta. Estima-se que os clientes beneficiados com a medida empreguem mais de 2,5 milhões de pessoas.

“Nas operações diretas e indiretas não automáticas, para as quais o BNDES encerrou o protocolo de pedidos de standstill em 30 de junho, o setor mais beneficiado com a suspensão de pagamentos foi o de infraestrutura, com R$ 6,9 bilhões, seguido pela indústria, com R$ 1,2 bilhão”, diz a nota do banco de fomento.

A Região Sudeste recebeu 39,9% do benefício a empresas que contrataram diretamente com o banco, enquanto o Norte foi o mais beneficiado nos contratos indiretos não automáticos, com 61,3% dos valores de standstill aprovados para esta modalidade nessa região.

O BNDES informou que ainda está recebendo solicitações de suspensão de pagamentos na modalidade indireta automática. As solicitações devem ser encaminhadas ao agente financeiro que concedeu o financiamento.

Combate à crise
O banco afirmou que mais de R$ 22 bilhões já foram liberados em ações emergenciais de combate aos efeitos da pandemia de covid-19. Entre os resultados das medidas adotadas estão os R$ 5,6 bilhões aprovados para empréstimos a mais de 16 mil micro, pequenas e médias empresas na linha de capital de giro e os R$ 4,6 bilhões aprovados para crédito a folhas de pagamento, pelos quais estima-se que quase 2 milhões de empregados tenham sido beneficiados.

Mais informações sobre os resultados das medidas emergenciais adotadas pelo BNDES podem ser acessadas no site da instituição para acompanhamento de medidas contra a covid-19. 

Por: Agência Brasil

quarta-feira, 6 de maio de 2020

Trabalhador poderá usar FGTS como garantia em pedir empréstimo em bancos

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
Criado por lei no ano passado, o saque-aniversário permite retiradas uma vez por ano de contas ativas e inativas

O Conselho Curador do FGTS, o fundo bilionário com recursos do trabalhador, deu aval nesta terça-feira (5) para que bancos possam antecipar empréstimos aos trabalhadores que optaram pela modalidade de saque-aniversário.

O saldo -e não somente o valor anual da retirada- poderá ser dado em garantia, a exemplo do que já ocorre com a restituição do Imposto de Renda.

Criado por lei no ano passado, o saque-aniversário permite retiradas uma vez por ano de contas ativas e inativas, sempre no mês de aniversário do titular da conta, e só vale para quem optou em não receber parte do que tem direito em caso de demissão sem justa causa.

Em vez de ficar esperando a data de saque para retirar o dinheiro, o trabalhador poderá usar todo o saldo disponível no FGTS para tomar empréstimos em bancos.

A regulamentação da medida já tinha sido aprovada pelo conselho no final de abril. Faltava, no entanto, que ela fosse chancelada pelo conselho.

A partir de agora, a Caixa Econômica Federal, que administra o FGTS, terá até um mês para organizar esse mercado.

Caberá ao banco definir as regras e os procedimentos para que outras instituições também possam oferecer crédito. Neste caso, os bancos também terão mais 30 dias de prazo para começarem a operar com essas linhas.

A medida, que já vinha sendo preparada pelo Ministério da Economia antes da crise causada pelo coronavírus, pode liberar até R$ 100 bilhões em recebíveis de crédito (que vão lastrear os empréstimos) nos próximos quatro anos.

A previsão foi feita pelo secretário especial da Fazenda, Waldery Rodrigues.

Como o risco de inadimplência para os bancos neste caso é praticamente zero, já que os recursos estão depositados nas contas do trabalhador, as taxas a serem cobradas deverão ser mais baixas.

O dinheiro ficará depositado na conta do trabalhador e só será destinado ao banco credor em caso de inadimplência.

Por: Folhapress 

domingo, 11 de agosto de 2019

Gado será garantia de crédito em projeto de multinacionais

Foto: Wellington Pedro/Imprensa MG
Um chip pendurado na orelha do boi permitirá que pecuaristas ofereçam o animal em garantia ao banco para a contratação de empréstimos rurais. A modalidade, amplamente usada para financiar casas e automóveis, é conhecida por alienação fiduciária. No campo, poderá ser uma opção para produtores rurais obterem crédito sem a necessidade de alienar a fazenda inteira.

Em parceria, Santander e Bosch estudam alternativa para melhorar os processos de garantia na concessão de crédito por meio de sistema de monitoramento do gado. O projeto está em fase piloto. Não há previsão de lançamento.

Atualmente, as taxas praticadas no setor rural, divulgadas pelo Banco Central, são de 9,1% no crédito livre para pessoa jurídica e 6,5% no crédito direcionado. Para pessoa física, os juros são de 10,1% e 6,6%, respectivamente.

Segundo o Santander, as taxas não serão reduzidas com a nova garantia, mas a iniciativa atende demanda que vinha sendo feita por pecuaristas. Alguns, de acordo com o banco, já tinham o bem alienado e não conseguiam acessar novos empréstimos.

"O produtor que busca hoje uma linha de crédito com juros menores tem de dar como garantia sua fazenda e, muitas vezes, tudo o que tem dentro dela", disse Thiago Bernardino, economista agrícola e pesquisador do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada).

A pecuária, diz, é uma atividade com retorno financeiro a médio e longo prazo. No entanto, o produtor continua investindo capital para custear novos animais, cuidar do gado, garantir a qualidade da pastagem e recorrer ao confinamento em épocas de seca.

"O crédito nesse setor costuma ter o papel de ajudar o pecuarista até o momento da comercialização", disse. O sistema de monitoramento do projeto, na opinião do pesquisador, diminui riscos para pecuaristas e instituições financeiras.

O banco, disse ele, mantém o controle da garantia enquanto o produtor usa a tecnologia para acompanhar a evolução dos animais. Paulo Rocca, vice-presidente da Bosch no Brasil, afirmou que o mecanismo desenvolvido em 2017 pela empresa viabiliza nova forma de emprestar dinheiro. Antes de pedir o crédito, o pecuarista precisará contratar o sistema da Bosch, que tem custo. Continue lendo, clique AQUI!

sábado, 3 de agosto de 2019

Sete em cada dez brasileiros cortam orçamento no primeiro semestre

Sete em cada dez brasileiros cortaram orçamentoFoto: Pixabay
É o que mostra pesquisa do SPC (Serviço Brasileiro de Proteção ao Crédito) Brasil e da CNDL (Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas)

Sete em cada dez brasileiros (70%) tiveram de fazer algum tipo de corte nas finanças nos primeiros seis meses deste ano. É o que mostra pesquisa do SPC (Serviço Brasileiro de Proteção ao Crédito) Brasil e da CNDL (Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas).

"Vemos que as pessoas estão se planejando mais. A queda de renda e casos de desemprego na família vêm fazendo com que se pense mais em gastar apenas o necessário. Sem dor, não vai", diz o educador financeiro do SPC José Vignoli. A pesquisa mostra ainda que 60% conseguiram manter as contas em dia. Por outro lado, 34% dizem ter tido o CPF negativado por não pagar alguma conta no período e 33% afirmam ter recorrido a empréstimos.

"Se o empréstimo foi bem planejado, não tem problema, é uma forma de organizar as finanças. Agora, é preciso direcionar bem. Usar um consignado para comprar presente de Dia dos Pais, por exemplo, não é bom. Já para quitar dívidas é recomendável", diz Vignoli.

O educador enfatiza que o ideal é fugir do parcelamento no cartão de crédito e do cheque especial e que, depois de acertar as contas, é preciso dar um passo a mais no orçamento.

Pesquisa | Perspectivas para o segundo semestre

- Três em cada dez consumidores sentiram piora na sua situação financeira no primeiro semestre. O motivo? Alta dos preços e diminuição da renda familiar.
- Dentre as pessoas que precisaram "dar uma segurada" nos gastos, as principais medidas escolhidas foram: cortar as refeições fora de casa (56%), diminuir as idas a bares e baladas (54%) e maneirar nas compras de roupas e outros itens de consumo (51%). Continue lendo, clique AQUI!

terça-feira, 20 de novembro de 2018

STF tira Pernambuco da lista de devedores e viabiliza empréstimo de R$ 475 mi para o Estado

Foto: Agência Brasil/Arquivo
Uma decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) retira Pernambuco do cadastro de inadimplência da União. A medida, assinada pelo ministro Luiz Fux, foi encaminhada à Advocacia Geral da União (AGU) nesta segunda-feira (19) e afasta a restrição que impedia o Estado de receber empréstimos de R$ 475 milhões. Para o governo, isso deve agilizar, então, a liberação da verba, que será usada em obras estruturais como a urbanização de assentamentos precários, a reforma de escolas e a conclusão de dois corredores de transporte urbano. 

“Esperamos que, agora, não haja mais obstáculos à efetivação do financiamento”, afirmou o procurador geral do Estado, Antonio Caula, contando que um dos contratos beneficiados pela decisão do STF é o empréstimo de R$ 340 milhões que é negociado com a Caixa Econômica Federal há mais de um ano. O financiamento já foi até autorizado pelo banco, mas não foi liberado ainda porque depende de uma garantia da União que não poderia ser dada com o Estado figurando no cadastro de inadimplência, como estava até então.

Foi justamente essa questão que motivou o STF a tomar uma decisão favorável à Pernambuco. Na liminar, Fux afirmou que “a Corte tem deferido a tutela cautelar a fim de evitar ou suspender a inscrição de Estado-membro em cadastros federais de inadimplentes, considerados os prejuízos daí decorrentes para o exercício das funções primárias do ente político, sobretudo no que se refere à continuidade da execução das políticas públicas”. O ministro ainda destacou que “o Estado comprovou a inequívoca gravidade dos prejuízos decorrentes de sua inscrição”, já que estava impedido de receber os recursos da Caixa e mais R$ 37 milhões do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID).

Diante disso, Fux determinou “concessão da tutela de urgência para impedir ou suspender” a inscrição de Pernambuco no cadastro negativo da União. Caula admitiu, porém, que a liberação dos empréstimos não será imediata. “Para a garantia da União, falta a autorização do ministro (da Fazenda) e a assinatura do PGFN (Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional), que não poderiam ocorrer se estivéssemos no cadastro”, explicou o procurador, que, mesmo assim, está otimista com a liberação dos recursos.

Da Folha de PE

domingo, 28 de outubro de 2018

Juros do rotativo do cartão de crédito sobem para 278,7% ao ano

Foto: Arquivo/Agência Brasil
Os consumidores que caíram no rotativo do cartão de crédito pagaram juros mais caros em setembro. A taxa média do rotativo subiu 4,7 pontos percentuais em relação a agosto, chegando a 278,7% ao ano. Os dados foram divulgados nesta sexta-feira (26) pelo Banco Central. A taxa média é formada com base nos dados de consumidores adimplentes e inadimplentes.

No caso do consumidor adimplente, que paga pelo menos o valor mínimo da fatura do cartão em dia, a taxa chegou a 259,9% ao ano em setembro, com aumento de 9,6 pontos percentual em relação a agosto. Já a taxa cobrada dos consumidores que não pagaram ou atrasaram o pagamento mínimo da fatura (rotativo não regular) subiu 0,9 pontos percentuais, indo para 292,2% ao ano.

O rotativo é o crédito tomado pelo consumidor quando paga menos que o valor integral da fatura do cartão. O crédito rotativo dura 30 dias. Após esse prazo, as instituições financeiras parcelam a dívida.

Em abril, o Conselho Monetário Nacional (CMN) definiu que clientes inadimplentes no rotativo do cartão de crédito passem a pagar a mesma taxa de juros dos consumidores regulares. Essa regra entrou em vigor em junho deste ano. Mesmo assim, a taxa final cobrada de adimplentes e inadimplentes não será igual porque os bancos podem acrescentar à cobrança os juros pelo atraso e multa.

Cheque especial
Já a taxa de juros do cheque especial caiu 1,8% em setembro, comparada a agosto, e está em 301,4% ao ano. Assim continua a ser a menor taxa desde março de 2016, quando estava em 300,8% ao ano.

As regras do cheque especial mudaram em julho. Segundo a Federação Brasileira de Bancos (Febraban), os clientes que utilizam mais de 15% do limite do cheque durante 30 dias consecutivos passaram a receber a oferta de um parcelamento, com taxa de juros menores que a do cheque especial definida pela instituição financeira.

As taxas do cheque especial e do rotativo do cartão são as mais caras entre as modalidades oferecidas pelos bancos. A do crédito pessoal, por exemplo, é mais baixa: 122,2% ao ano em setembro, mesmo com o aumento de 0,8 ponto percentual em relação a agosto. A taxa do crédito consignado (com desconto em folha de pagamento) recuou 0,1 ponto percentual, indo para 24,4% ao ano em setembro.

A taxa média de juros para as famílias aumentou 0,4 ponto percentual em setembro para 52,2% ao ano. A taxa média das empresas se manteve em 20,4% ao ano.

Inadimplência
A inadimplência do crédito, considerados atrasos acima de 90 dias, para pessoas físicas, caiu 0,1 ponto percentual e ficou em 4,9% em setembro. No caso das pessoas jurídicas, também houve recuo, de 0,2 ponto percentual, ficando em 3,1%. Esses dados são do crédito livre, em que os bancos têm autonomia para emprestar o dinheiro captado no mercado.

No caso do crédito direcionado (empréstimos com regras definidas pelo governo, destinados, basicamente, aos setores habitacional, rural e de infraestrutura) os juros para as pessoas físicas também caíram 0,2 ponto percentual, para 7,6% ao ano. A taxa cobrada das empresas caiu 0,7 ponto percentual, para 8,7% ao ano. A inadimplência das pessoas físicas caiu 0,2 ponto percentual e ficou em 1,7% e a das empresas subiu 0,4 ponto percentual, para 2%.

Saldo dos empréstimos
Em setembro, o estoque de todos os empréstimos concedidos pelos bancos ficou em R$ 3,168 trilhões, com aumento de 0,4% no mês e de 2,5% no ano. Em 12 meses, a expansão foi de 3,9%. Esse estoque do crédito corresponde a 46,7% de tudo o que o país produz – o Produto Interno Bruto (PIB).

Da Agência Brasil

terça-feira, 22 de maio de 2018

Receita Federal alerta para golpe contra tomadores de empréstimos

Receita FederalFoto: Arthur de Souza
Uma nova modalidade de golpe utilizando o nome da Receita Federal está lesando pessoas que tomam empréstimo em instituições financeiras. De acordo com o órgão, uma notificação postal, enviada pelos Correios, exige do contribuinte o pagamento de taxa do Imposto sobre Operações de Crédito, Câmbio e Seguros ou relativas a Títulos ou Valores Mobiliários (IOF) para desbloqueio de valores de empréstimo junto a uma financeira qualquer.

O documento, falso, alega que o crédito ou financiamento só será desbloqueado mediante o recolhimento do imposto. Na correspondência, atribuída a um auditor-fiscal da Receita Federal, há dados bancários para depósito, além de assinatura falsificada.

A Receita alerta que não fornece dados bancários para o recolhimento de tributos federais via depósito ou transferência. "O recolhimento do IOF é feito exclusivamente via Documento de Arrecadação de Receitas Federais (Darf). Ademais, a cobrança e o recolhimento do IOF são efetuados pelo responsável tributário, ou seja, pela instituição que conceder o crédito", informa o órgão, em nota.

Também é possível identificar o golpe porque os estelionatários envolvidos no esquema costumam cometer erros de português, apresentar informações confusas ou incorretas, além orientações desencontradas. "Esses são alguns dos indícios de que a correspondência pode ser falsa".

Da Agência Brasil

sexta-feira, 9 de março de 2018

BC abre novo sistema de registro de empréstimos externos para testes no dia 19

Foto: Reprodução/Pixabay
O Banco Central abrirá para testes o novo sistema para registro eletrônico de empréstimos externos, o chamado RDE-ROF. Segundo a instituição, usuários do sistema financeiro poderão usar a plataforma para testes entre os dias 19 e 29 de março. 

O BC diz que a nova plataforma tem como objetivo "aumentar a eficiência do processo de registro e reduzir seu custo, tanto para os declarantes quanto para o BC, mantendo o conteúdo, a qualidade e a tempestividade das informações indispensáveis às atribuições do BC".

Da Agência Estado

quinta-feira, 29 de setembro de 2016

Empréstimos e cartões de loja são os principais vilões da inadimplência, aponta pesquisa do SPC Brasil

Imagem: Divulgação/Reprodução-Internet
Uma pesquisa nacional realizada apenas com consumidores inadimplentes pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) revela que as dívidas bancárias continuam sendo as principais causadoras do ‘nome sujo’. De acordo com o levantamento, sete em cada dez (76,1%) entrevistados que contrataram algum empréstimo estão inadimplentes porque não pagaram as parcelas em dia. As compras feitas no cartão de loja aparecem logo em seguida, deixando 73,1% dos seus usuários com o nome no cadastro de devedores. Os percentuais se mantiveram estáveis na comparação com o ano passado (74,5% para empréstimos e 74,6% para cartões de loja), mas apresentaram alta na comparação com 2014, período em que a crise econômica ainda não havia atingido o seu auge.

Pagamentos atrasados no crediário ou carnê (62,5%), as parcelas pendentes no cartão de crédito (62,1%) e o cheque especial (46,9%) vêm em seguida como as modalidades de crédito que mais levaram os entrevistados à inadimplência. Essas duas últimas modalidades mostraram queda significativa frente a 2015, quando as porcentagens haviam sido de 73,6% para o cartão de crédito e de 67,8% para o cheque especial.

“No atual momento de incertezas na economia é importante que os consumidores sejam conservadores com o bolso e tenham alguns cuidados na hora de adquirir novas dívidas. Em especial se as dívidas são no cartão de crédito ou no cheque especial, já que os juros cobrados nestas modalidades são os mais caros do mercado. Em alguns casos, podem ultrapassar até 450% ao ano”, alerta a economista-chefe do SPC Brasil, Marcela Kawauti.

15% atrasam contas de telefone e 9% mensalidades escolares

O estudo ainda revela que não são apenas as dívidas bancárias levam os consumidores a lista de inadimplentes. Muitos estão com restrição ao crédito porque deixaram de pagar em dia contas com algum tipo de serviço não necessariamente ligado aos bancos. Neste caso, a principal conta responsável por deixar os consumidores com o nome sujo é a de telefone fixo e celular, citada por 14,7% dos entrevistados que possuem esse tipo de compromisso (em 2015 o percentual de atrasos era de 21,7%). Em segundo lugar aparecem as pendências com mensalidades escolares, citadas por 9,1% dos entrevistados (em 2015 eram 16,0%). Atrasos junto às operadoras de TV por assinatura (7,1%), plano de saúde (6,8%), contas de água e luz (6,1%), aluguel (2,2%) e mensalidade do condomínio (2,2%) completam o ranking dos ‘vilões da inadimplência’, quando se tratam das dívidas não bancárias.

Na crise, brasileiro compromete menos o orçamento com dívidas

Embora a inadimplência apresente patamar elevado em alguns tipos de dívidas, o consumidor brasileiro está evitando assumir novos compromissos financeiros. A pesquisa do SPC Brasil mostrou queda no percentual de inadimplentes que admitiram ter contas assumidas frente a 2015, estivessem elas em dia ou em atraso, em praticamente todos os compromissos pesquisados.

Dentre as dívidas bancárias, o maior recuo foi observado no cartão de crédito. Em 2014, 69,9% dos inadimplentes entrevistados tinham essa modalidade de conta como um compromisso fixo do seu orçamento – estivessem elas atrasadas ou não -, percentual que recuou para 57,5% em 2015 e agora caiu ainda mais para 40,4% em 2016. Também houve recuo do cartão de loja: de 61,2% em 2014 para 55,2% em 2015 e finalmente para 47,5% em 2016. A única dívida bancária que aumentou a sua incidência entre os inadimplentes na comparação frente ao ano passado foi o financiamento de automóvel, que passou de 10,0% em 2015 para 12,8%.

Para o presidente do SPC Brasil, Roque Pellizzaro Junior a tendência a assumir menos compromissos financeiros reflete o momento econômico do país em que os bancos e comércio estão mais seletivos para conceder crédito e o consumidor menos confiante para se endividar. “O cenário de incerteza econômica leva o brasileiro a evitar assumir compromissos financeiros desnecessários, além de resultar, muitas vezes, em cortes de gastos como forma de conseguir fechar as contas do mês. Com a inflação em patamares elevados, o aumento dos índices
de desemprego, e a redução da massa salarial, a confiança do consumidor acaba sendo afetada”, explica Pellizzaro Junior.

No setor de serviços também foi observada uma redução na quantidade de compromissos assumidos. O percentual de consumidores inadimplentes que destinam parte de seus rendimentos para pagar contas de água e luz caiu de 65,0% em 2015 para 57,6% em 2016. O mesmo aconteceu com os entrevistados que têm despesas fixas com contas de telefone (de 50,7% para 41,9% em um ano), aluguel (de 25,3% para 22,8%), mensalidade de plano de saúde (de 18,2% para 12,1%) e compromissos escolares, como colégio ou faculdade (de 15,7% para 9,1%).

Inadimplente escolhe pagar primeiro as contas de primeira necessidade e financiamento da casa

Um dos grandes dilemas para quem está inadimplente é escolher as contas que devem ter o pagamento priorizado em detrimento de outras, caso não seja possível fechar o mês com todas elas em dia. Dentre os compromissos financeiros que estão quitados assumidos pelos consumidores inadimplentes, o principal destaque são as dívidas não bancárias, em especial aquelas ligadas ao aluguel e plano de saúde. No primeiro caso, 94,9% dos inadimplentes que têm esta pendência estão com os pagamentos em dia; no caso do plano de saúde, a participação dos que têm esta conta em dia chega a 91,8%. Outros compromissos que os inadimplentes costumam pagar majoritariamente em dia são o condomínio (91,3%), TV por assinatura (87,9%) e contas de água e luz (85,6%). Todas essas alternativas mostraram um leve aumento, dentro da margem de erro, na comparação com 2015.

Já no caso das dívidas bancárias, as que os consumidores inadimplentes mais pagam em dia são as parcelas do financiamento da casa própria (75,8% frente a 67,5% verificado em 2015), seguida pelo crédito consignado (50,0% contra 40,8% no ano passado), que é descontado em folha de pagamento, e pelo financiamento do automóvel (48,1% ante 40,0% em 2015). “De modo geral, inadimplentes tendem a priorizar o pagamento de contas básicas e de financiamentos, que implicam na tomada do bem ou no corte de fornecimento caso haja atrasos no pagamento . A dica que fica é que o consumidor avalie toda a sua situação financeira e de dívidas para compreender a real capacidade de pagamento daquilo que está em atraso, buscando uma renegociação.

Caso não seja possível pagar as pendências com o orçamento atual, ele deve buscar um empréstimo com juros menores do que os cobrados na dívida que tem, ou procurar formas de incrementar seu orçamento”, alerta o educador financeiro do SPC Brasil, José Vignoli.


terça-feira, 5 de abril de 2016

Financiamento | Cooperativas de crédito já são o 6º maior banco do Brasil

Imagem: Divulgação-Reprodução-Internet
Dobrando a esquina, rumo ao Morro da Igreja, em Urubici, um dos cartões postais da serra de Santa Catarina, chama a atenção o letreiro ‘O Bifão’, estampado na parede do bar e lanchonete que carrega o nome. Recentemente, os donos decidiram fazer uma reforma para melhorar o ambiente, mas precisavam de crédito. Ao contrário do que se imagina, essa foi a parte mais fácil da empreitada. “Sem burocracia. Nenhum empecilho. Contrato na hora. Dinheiro direto pra conta. Metade do preço”, resume um dos donos Luiz Carlos Alves. O dinheiro veio de uma cooperativa de crédito chamada Sicoob, onde há 14 anos está a conta corrente d’O Bifão.

Casos como esse estão se proliferando País afora. Em busca de juros mais baixos, 7,8 milhões de pessoas e empresas se tornaram associados a cooperativas de crédito, segundo dados do Banco Central. E as cooperativas, que tiveram origem no setor agrícola - caso da Sicredi, que tem mais de 100 anos -, agora se espalham por todos os setores. Esse contingente tem feito as instituições crescerem a um ritmo acelerado. Na média, 20% ao ano - acima dos 16% que foram registrados pelos grandes bancos ou dos 11% de avanço dos bancos médios.

Juntas, as quatro maiores do País - Sicredi, Unicredi, Sicoob e Confesol - já seriam hoje o sexto maior banco de varejo, segundo estudo inédito feito pela consultoria alemã Roland Berger.

E não é exagero de Luiz Carlos, d’O Bifão. As taxas de juros são de fato metade das que cobram os bancos. Enquanto o cheque especial fica em média 11% ao mês nos grandes bancos, nas cooperativas é de 5,5%. O crédito pessoal é um terço do valor. Nas cooperativas, sai, na média, por 2,1% ao mês.

Os juros mais baixos são possíveis porque as cooperativas não têm fins lucrativos, já que emprestam basicamente para seus próprios associados, que são, portanto, os donos do negócio. Outro motivo é que os resultados dessas instituições, diferentemente dos bancos, possuem isenção fiscal, segundo conta o chefe adjunto da área de cooperativas do Banco Central, Rodrigo Pereira Braz.

Mas, como diz a máxima americana, “não existe almoço grátis”. Os juros mais baixos da cooperativa também trazem risco aos associados. Por serem donos, eles recebem o rateio dos resultados ao fim do ano, mas também são responsáveis por eventuais prejuízos, ou seja, são chamados a cobrir perdas com seu próprio capital. Braz, do BC, diz que são poucos os casos registrados, mas reforça que é um risco a que se deve ficar atento.

Da Agência Estado

quarta-feira, 9 de dezembro de 2015

Juros no cartão de crédito atinge maior índices do ano: 406,1% no rotativo

Imagem: Divulgação/Reprodução
O saldo das operações de crédito do sistema financeiro totalizou R$3.157 bilhões em outubro, com redução de 0,1% no mês e aumento de 8,1% em doze meses segundo revelou esta manhã o Banco Central. A taxa média de juros das operações de crédito do sistema financeiro, computadas as contratações com recursos livres e direcionados, atingiu 30,5% a.a. em outubro, com elevações de 1,2 p.p. no mês e de 6,2 p.p. em doze meses.

No crédito livre, o custo médio situou-se em 47,9% a.a. (+1,7 p.p. no mês e +10,1 p.p. em doze meses). No crédito direcionado, a taxa média atingiu 10,5% a.a. (+0,7 p.p. e +2,6 p.p. em doze meses, nos mesmos períodos).

Os números da modalidade rotativa do cartão de crédito chocam. De acordo com o BC, a inadimplência subiu para 38,5% em outubro. Na média, os juros cobrados ficaram em 406,1%. O consumidor nesta situação precisa rapidamente encontrar outras linhas de crédito, com custo menor, para trocar essa dívida.

No crédito às pessoas físicas, a taxa média de juros subiu 1,3 p.p. no mês e 7,1 p.p. em doze meses, atingindo 38,7% a.a. Nas contratações com recursos livres, a taxa média alcançou 64,8% a.a. (+2,5 p.p. no mês), destacando-se os aumentos em cheque especial (+14,4 p.p.) e em crédito pessoal não consignado (+10,9 p.p.).

No segmento direcionado, o custo médio das operações com as famílias subiu 0,1 p.p. no mês, para 9,9% a.a., sobressaindo-se a elevação de 0,3 p.p. no crédito rural.

Nos empréstimos às empresas, a taxa média de juros situou-se em 21,5% a.a. (+1,1 p.p. no mês e 4,9 p.p. em doze meses). Nas operações com recursos livres, a taxa aumentou 0,9 p.p. no mês, alcançando 30,2% a.a., destacando-se elevações em capital de giro (+0,4 p.p.), conta garantida (+0,8 p.p.) e repasses externos (+2,6 p.p.). No crédito direcionado, a taxa atingiu 11,1% a.a. (+1,4 p.p.), com aumento de 1,7 p.p. nos financiamentos para investimentos com recursos do BNDES.

A taxa de inadimplência das operações de crédito do sistema financeiro, referente a atrasos superiores a noventa dias, alcançou 3,2%, com elevações de 0,1 p.p. no mês e de 0,2 p.p. em doze meses.

No crédito às famílias, a inadimplência situou-se em 4,1% (+0,2 p.p. no mês), enquanto, no crédito às empresas, alcançou 2,5% (+0,1 p.p.). A inadimplência no crédito com recursos livres aumentou 0,1 p.p., atingindo 5%, enquanto, no crédito direcionado, avançou 0,2 p.p., situando-se em 1,4%. 

O spread bancário referente às operações com recursos livres e direcionados aumentou 1,1 p.p. no mês e 3,9 p.p. em doze meses, alcançando 19,6 p.p. Os indicadores relativos aos segmentos de pessoas físicas e jurídicas situaram-se em 27,5 p.p. e 11 p.p., respectivamente. No crédito livre, o spread aumentou 1,8 p.p., alcançando 33,3 p.p. No crédito direcionado, o spread subiu 0,5 p.p., atingindo 3,9 p.p.

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quinta-feira, 25 de junho de 2015

Inadimplência | Dívidas em atraso crescem em todas as regiões brasileiras, mostra indicador do SPC Brasil

No último mês de maio, o indicador regional de inadimplência do consumidor calculado pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) registrou crescimento na quantidade de dívidas atrasadas em todas as regiões brasileiras. As regiões Norte, Centro-Oeste e Nordeste apresentaram crescimentos mais expressivos - de 7,81%, 7,03% e 6,86% respectivamente - se comparados à média nacional (6,70%), na base anual de comparação, ou seja, frente à maio do ano passado. Já as regiões Sudeste (6,09%) e Sul (6,06%) registraram percentuais menos elevados no crescimento de dividas não pagas.
Imagem: Divulgação / Reprodução
A economista-chefe do SPC Brasil, Marcela Kawauti, explica que o fato de as cinco regiões apresentarem crescimento no volume de dívidas não pagas corrobora a desaceleração da atividade econômica do país em conjunto com a piora dos indicadores macroeconômicos, o que reflete na capacidade de pagamento dos consumidores. "Fatores como a alta dos preços, o aumento do desemprego e as taxas de juros em patamares elevados devem apertar ainda mais o orçamento dos consumidores e manter as variações da inadimplência positivas até o fim do ano", afirma a economista.

Dívidas por setor

Na comparação com maio do ano passado, o segmento de Água e Luz foi o setor que apresentou as variações mais acentuadas de dividas em atraso em duas das cinco regiões avaliadas pelo SPC Brasil: Centro Oeste, com alta de 29,18% e Sudeste, com crescimento de 17,49%. "O crescimento da inadimplência observado no segmento de serviços básicos em algumas regiões se explica pelo fato de que mais companhias de água e luz passaram a utilizar a negativação de CPFs como forma de recuperar pendências financeiras de seus consumidores, antes mesmo de realizar os cortes no fornecimento do serviço", analisa Marcela.


Já no Norte e Nordeste, destacaram-se as variações das pendências de serviços de comunicação, como telefonia móvel e fixa, TV por assinatura e internet, com crescimento de 37,35% e 19,38%, respectivamente. "Os chamados 'combos', que unem internet, telefone e TV por assinatura, têm se popularizado no Brasil, mas muitos consumidores ainda não se planejam financeiramente para lidar com essas despesas e a quantidade de atrasos tem sido cada vez maior em várias partes do país", explica a economista.

O crescimento das dívidas bancárias, que englobam cartão de crédito, financiamentos, empréstimos e seguros, foi mais expressivo na região Sul (11,39%), enquanto a alta dos atrasos no comércio se destaca no Centro-Oeste (2,70%).

Sudeste concentra mais inadimplentes

De acordo com os economistas do SPC Brasil, a participação de cada região no total de dívidas no país tem relação direta com a representatividade da região junto a população brasileira como um todo. A região sudeste, que responde pela maior parte do PIB e se destaca pela alta concentração populacional, é quem detém a maior fatia do número total de consumidores inadimplentes no país: 39,95%. Em seguida surgem as regiões Nordeste (25.94%), Sul (12,95%), Norte (8,84%) e Centro-Oeste (7,78%) no ranking de participação.

Metodologia

O indicador de inadimplência regional do consumidor sumariza todas as informações disponíveis nas bases de dados do SPC Brasil (Serviço de Proteção ao Crédito). A abrangência é nacional, com informações de capitais e interior de todos os 26 estados da federação, além do Distrito Federal.

Com informações da Assessoria de Imprensa

domingo, 23 de novembro de 2014

BNB lança linha de crédito de R$ 4,4 bi para o Nordeste

Por ser um dos maiores aplicadores de financiamento do setor rural, com R$ 20 bilhões emprestados atualmente, o Banco do Nordeste (BNB) vai garantir reforço de R$ 800 milhões aos produtores de Pernambuco, enquanto que para os empresários da Região Nordeste o valor será de R$ 4,4 bilhões. As linhas de crédito servirão para incentivar ações destinadas à promoção, ao desenvolvimento da agropecuária, à capacitação dos produtores rurais em gestão e tecnologias modernas de produção, ao fortalecimento das cadeias produtivas de pecuária e a ampliação da capacidade de armazenagem. Isso só será possível porque o BNB assinará, nesta sexta-feira (21), acordos de cooperação com o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), Instituto CNA e Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar).
BNB lança linha de crédito de R$ 4,4 bi para o Nordeste. Foto: Site - Carlos Magno
Disponível a partir da próxima segunda-feira (24), segundo o superintendente de Negócios, Varejo e Agronegócios da instituição, Luiz Sérgio Machado, os juros para o financiamento são os mesmos cobrados atualmente, a partir de 4,5% ao ano, com prazo de pagamento em até 12 anos, podendo quatro anos ser de carência. Para receber o montante, o investidor deverá aplicar o valor liberado pelo banco nas áreas compreendidas pelos termos de cooperação, assim como para consolidação produtiva da pecuária, que reúne bovino de leite, bovino de corte; incentivos para elevação da produtividade dos rebanhos, por meio da melhoria genética, da estrutura alimentar e de recursos hídricos. Além disso, os produtores terão a possibilidade de ampliarem sua capacidade em armazéns, de modo que a produção consiga ser escoada em momentos propícios para o negócio, e eleve sua produtividade com apoio a irrigação.

Os itens de cooperação vão abranger a área de atuação da Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste (Sudene). A formalização dos termos acontecerá nesta sexta-feira (20), às 10h, no auditório do gabinete da Presidência do BNB. Entre as autoridade presentes na solenidade, estarão o presidente do banco, Nelson Antônio de Souza, e o ministro do Mapa, Neri Geller.

Fonte: Folha PE

quarta-feira, 17 de setembro de 2014

Vida de empresário - Fundo de reserva é arma para planejar o pagamento do 13º

O ano está entrando em sua parte final, e com isso se aproxima a data em que as empresas precisam pagar o 13º salário dos seus funcionários. O ideal é que os empresários já tenham se planejado desde o início do ano para cumprir com esta obrigação, mas, como nem todos fazem isso, algumas dicas podem ajudar a evitar um rombo natalino nas finanças.

Foto: Denis Vrublevski / Shutterstock.
A melhor maneira de lidar com esta obrigação é criar um fundo de reserva logo no início do ano, um recurso que pode ser usado também para arcar com outras despesas trabalhistas, como férias, explica Sandra Fiorentini, consultora jurídica do Sebrae-SP. “Este custo pode ser incluído no cálculo do preço de venda dos produtos e serviços. Assim, se um funcionário recebe R$ 1 mil, e a empresa conta com cinco trabalhadores, deve guardar todo mês 1/12 da folha de pagamento da empresa, que seriam R$ 400”, afirma.

Com isso, quando chegarem as datas de pagamento das duas parcelas do benefício (que são até 30 de novembro e 20 de dezembro, respectivamente), a empresa já terá juntado o valor necessário e, assim, sentirá menos a retirada do dinheiro. Para completar, é possível também criar uma poupança para administrar este montante, gerando uma renda extra.

Caso sua empresa não tenha adotado até agora qualquer medida em relação ao 13º, ainda é tempo de criar este fundo. Porém, os depósitos mensais terão de ser proporcionalmente maiores, o que ajudará a pagar a primeira parcela. “Feito isso, as próprias vendas, que aumentam significativamente no fim do ano, auxiliarão no pagamento da segunda parte”, acrescenta Sandra.

Empréstimos
A importância de se planejar para pagar benefícios trabalhistas em dia é que as micro e pequenas empresas devem evitar a todo custo contrair empréstimos ou antecipar a fatura de cartões de crédito para fazer estes pagamentos. “O empréstimo é bom para melhorar o capital de giro, aumentar estoques, entre outras coisas. Mas no caso do 13º, não é um bom negócio, pois ele não entra no cálculo do preço de venda de produtos e serviços e impacta diretamente o lucro da empresa”, afirma Sandra.

Apesar do alerta, ela afirma que, em uma situação extrema, é melhor fazer um empréstimo do que atrasar o pagamento do 13º ou deixar de quitar contas e fornecedores. “Se a empresa atrasar esta obrigação, ela pode ser autuada e até receber uma multa. Já se ela deixar de honrar o compromisso com o fornecedor, haverá uma quebra de confiança que prejudicará ainda mais os negócios”, finaliza a consultora.

Fonte: SEBRAE

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