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terça-feira, 12 de novembro de 2019

Caixa reduz para 4,99% a taxa de juros do cheque especial

CaixaFoto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
A Caixa Econômica Federal anunciou, nesta terça-feira (12), a redução da taxa de juros do cheque especial de 8,99% para 4,99% ao mês.

"A Caixa devolve à sociedade, e em especial aos mais humildes, os resultados recordes que teve, [com] redução para abaixo de 5% [a taxa do cheque especial]. É um banco preocupado com a igualdade, com a distribuição de renda. Isso é absolutamente matemático e meritocrático", disse o presidente do banco, Pedro Guimarães.

"Esse juros de 4,99% ainda é extremamente elevado. Nós continuamos automaticamente estudando a contínua melhora econômica do Brasil, e poderemos continuar abaixando, mas a eventual piora também leva ao aumento", disse Guimarães.

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A Caixa anunciou ainda uma nova linha de crédito imobiliário indexado ao IPCA, com taxas a partir de 2,95% ao ano mais o IPCA, representando uma parcela 40% menor em relação ao financiamento indexado à TR.

Resultado
O lucro líquido da Caixa Econômica Federal cresceu 66,7% no terceiro trimestre do ano em comparação com o mesmo período de 2018. Segundo o balanço do terceiro trimestre do banco divulgado nesta terça-feira (12), o lucro líquido chegou a R$ 8 bilhões. Na comparação com o segundo trimestre, o lucro líquido teve alta de 90,6%, quando foi registrado lucro de R$ 4,212 bilhões.

A Caixa ainda anunciou que mais de mil novos pontos de atendimento serão abertos até março de 2020.

Da Agência Brasil 

sábado, 10 de agosto de 2019

BC indica que educação financeira é chave para questão do cheque especial

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
O presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, indicou nesta sexta-feira que a educação financeira é "chave" para o BC atuar na questão do cheque especial no Brasil. O cheque especial é hoje uma das modalidades de crédito mais caras disponíveis aos clientes de bancos, com taxa média de 322,2% ao ano.

Em apresentação em evento do Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial (Iedi), em São Paulo, Campos Neto pontuou que há espaço para se avançar junto aos usuários do cheque especial em dois itens: na compreensão do funcionamento do instrumento e na capacidade de escolha dos instrumentos mais adequados às suas necessidades.

Desde julho do ano passado, por uma iniciativa de autorregulação da Federação Brasileira de Bancos (Febraban), as instituições financeiras estão oferecendo um parcelamento para dívidas no cheque especial. A opção vale para débitos superiores a R$ 200. A expectativa da Febraban era de que essa migração do cheque especial para linhas mais baratas acelerasse a tendência de queda do juro cobrado ao consumidor, o que não se concretizou. Em junho de 2018, antes do início da nova dinâmica, a taxa do cheque especial estava em 304,9% ao ano.

O evento do Iedi é fechado à imprensa. Porém, a apresentação de Campos Neto foi publicada pelo BC na internet.

Da Agência Estado

segunda-feira, 2 de julho de 2018

46% dos usuários do cheque especial recorrem ao limite todos os meses, apontam SPC Brasil e CNDL

Foto: Reprodução/Internet
Pesquisa mostra que maioria não buscou outra alternativa de crédito antes de entrar no limite do banco; 63% desconhecem o valor dos juros cobrados. Uso foi destinado, principalmente, a cobrir imprevistos com saúde e pagar dívidas
Assim como o cartão de crédito, o cheque especial é uma das modalidades de crédito mais populares entre os consumidores brasileiros. Uma pesquisa realizada pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) em todo o país revela que 17% dos consumidores recorreram ao cheque especial nos últimos 12 meses ― sobretudo as classes A e B (29%) ―, sendo que quase a metade (46%) possui o hábito de entrar todos os meses e 20% a cada dois ou três meses. Por outro lado, 80% afirmam não ter usado o limite neste período.
Seu uso teve como principais finalidades cobrir imprevistos com doenças e medicamentos (34%), quitar dívidas em atraso (23%) e realizar manutenção de automóveis ou motos (18%). Outros 17%, entraram no cheque especial por descontrole no pagamento das contas. A economista-chefe do SPC Brasil, Marcela Kawauti, alerta que o fato do serviço não exigir qualquer tipo de burocracia ou garantia acarreta no alto custo de uso. “Sem perceber, muitos entram no limite por achar que o recurso faz parte do seu saldo bancário. E no fim das contas, acabam pagando juros altos”, ressalta.
Prova disso é que quase a metade dos entrevistados (45%) reconhece não ter analisado as tarifas e os juros ao utilizar o cheque especial, seja por que não pensou nisso na hora (20%) ou porque precisava muito do recurso e acabou contratando independentemente dos custos (19%). Resultado: a maioria dos entrevistados (63%) afirma desconhecer as taxas e os juros cobrados pelo uso do limite, principalmente as classes C, D e E (72%). Em contrapartida, 48% disse ter avaliado os custos cobrados na hora de usar.
30% dos entrevistados já ficaram com nome sujo por não cobrir o limite do cheque especial
A inadimplência dos que recorrem ao limite do cheque especial e não conseguem cobri-lo levou um terço dos entrevistados (30%) a ter seu nome sujo. Dentre esses, 15% já regularizaram a situação e 14% permanecem negativados. De acordo com os especialistas do SPC Brasil, as mudanças nas regras do cheque especial que entraram em vigor ontem (1/7) prometem melhorar esse quadro — as instituições financeiras passarão a entrar em contato com os clientes que usarem mais de 15% do limite da conta por 30 dias consecutivos. Pela nova regra, os bancos deverão oferecer como alternativa um financiamento pessoal mais barato, com a possibilidade de parcelar a dívida.
“A mudança vai ajudar a evitar o efeito bola de neve, principalmente para quem realmente enfrentou alguma emergência em um determinado mês. Entretanto, para aqueles que costumam fazer uso recorrente do cheque especial, é preciso ter em mente que estará trocando uma dívida por outra mais longa. Assim, o cuidado com os limites do orçamento continua sendo essencial para manter o equilíbrio das contas e evitar a inadimplência”, explica a Marcela Kawauti.
O levantamento mostra ainda que antes de entrar no limite do banco, mais de um terço dos usuários de cheque especial (36%) até tentou outras alternativas de crédito, mas não conseguiu. Já 53% sequer cogitaram essa possibilidade.
Metodologia
Foram entrevistados 910 consumidores no mês de março, nas 27 capitais brasileiras, acima de 18 anos, de ambos os gêneros e de todas as classes sociais. A margem de erro é de 3,2 pontos percentuais para uma confiança de 95%. Baixe a íntegra da pesquisa em https://www.spcbrasil.org.br/pesquisas

quinta-feira, 18 de janeiro de 2018

Cheque especial terá juro menor

ChequeFoto: Divulgação
Responsável por boa parte das dívidas dos brasileiros, o cheque especial deve ser reformulado este ano. A ideia do Banco Central (BC) e da Federação Brasileira de Bancos (Febraban) é reduzir o custo desta modalidade de crédito, cujos juros chegam a 295,48% ao ano ou 12,14% ao mês. Segundo a Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade (Anefac), o cheque especial pode seguir o exemplo do rotativo do cartão de crédito, que passou a ter o tempo de uso limitado no ano passado. 

As novas regras do cheque especial, porém, ainda estão sendo estudadas pelos bancos brasileiros. Afinal, desta vez, o Banco Central quer que o próprio sistema financeiro tome as medidas necessárias para a redução dos juros, diferentemente do que houve com o rotativo, quando o Conselho Monetário Nacional (CNM) instaurou as mudanças através de uma resolução. “A Febraban e os bancos estudam formas de melhorar o ambiente de crédito no País e trabalham continuamente para garantir uma redução estrutural do spread bruto - a diferença entre as taxas cobradas nas concessões de crédito e as taxas de captação das instituições financeiras. O cheque especial faz parte desse conjunto de ações do setor bancário”, anunciou a Febraban nessa quarta-feira (17).

A federação ainda disse que as propostas que estão sendo elaboradas para aperfeiçoar o sistema serão concluídas e anunciadas ainda neste ano. Por isso, a expectativa é que os juros desta modalidade de crédito sofram alguma redução ainda em 2018. De acordo com a Anefac, as taxas do cheque especial são as segundas mais caras do mercado, atrás apenas das do rotativo. Por isso, esta modalidade também responde pela segunda maior parte das dívidas dos brasileiros: 6,7%, de acordo com a Confederação Nacional do Comércio (CNC). 

“Segundo o BC, o brasileiro fica 22 dias por mês, em média, no cheque especial. Ou seja, usa o cheque especial quase o mês inteiro: recebe o salário, paga o cheque especial e uma semana depois já entra no vermelho de novo”, calculou o diretor da Anefac, Miguel Oliveira, acrescentando que as mudanças são um pleito antigo do mercado. “É bom para os bancos, que vão reduzir a inadimplência, e para os consumidores, que poderão liquidar a sua dívida”, explicou.

Oliveira disse ainda as novas regras devem ser semelhantes às do rotativo, que agora só pode ser usado por 30 dias. “Os bancos devem estipular o período que o cliente vai poder usar o cheque especial. Depois disso, a dívida não vai mais poder ficar rolando e o banco terá que oferecer um parcelamento, com juros mais baratos, para que o cliente possa liquidar a sua dívida”, opinou Oliveira, dizendo que, com isso, os juros do rotativo saíram de 500% para 400% ao ano desde abril do ano passado. A Associação Brasileira das Empresas de Cartões de Crédito (Abecs) afirmaque a redução foi ainda maior: de 466,4% para 201,1% ao ano.

segunda-feira, 15 de agosto de 2016

Reajuste | Aumenta a taxa do cheque especial

Foto: EconomiaSC.com
A taxa média do cheque especial nos bancos em agosto foi de 13,52% ao mês (a.m.), alta de 0,06 ponto percentual em relação ao mês anterior, segundo pesquisa do Procon de São Paulo. Das sete instituições financeiras que fazem parte da amostra, três elevaram a taxa do cheque especial e nenhuma do empréstimo pessoal. A maior alta foi encontrada no Banco do Brasil, que alterou de 12,61% para 12,83% a.m., o que significa uma variação positiva de 1,74% em relação à taxa de julho de 2016. Outra alta foi verificada no Bradesco, que alterou de 12,99% a.m. para 13,15% a.m., variação positiva de 1,23%. A Caixa Econômica Federal alterou de 12,88% a.m. para 12,93% a.m., variação positiva de 0,39%. Os demais bancos mantiveram suas taxas do cheque especial. Na modalidade empréstimo pessoal, a taxa média dos bancos pesquisados em agosto foi de 6,56% a.m., igual à do mês anterior. Nenhuma instituição pesquisada alterou suas taxas. A Caixa Econômica Federal continua com a menor taxa praticada, de 5,50% a.m., e o Santander com a maior, de 8,49% a.m. A maior alta mensal foi encontrada no Banco do Brasil, que alterou de 12,61% para 12,83%.

Do Folha PE

quarta-feira, 9 de dezembro de 2015

Juros no cartão de crédito atinge maior índices do ano: 406,1% no rotativo

Imagem: Divulgação/Reprodução
O saldo das operações de crédito do sistema financeiro totalizou R$3.157 bilhões em outubro, com redução de 0,1% no mês e aumento de 8,1% em doze meses segundo revelou esta manhã o Banco Central. A taxa média de juros das operações de crédito do sistema financeiro, computadas as contratações com recursos livres e direcionados, atingiu 30,5% a.a. em outubro, com elevações de 1,2 p.p. no mês e de 6,2 p.p. em doze meses.

No crédito livre, o custo médio situou-se em 47,9% a.a. (+1,7 p.p. no mês e +10,1 p.p. em doze meses). No crédito direcionado, a taxa média atingiu 10,5% a.a. (+0,7 p.p. e +2,6 p.p. em doze meses, nos mesmos períodos).

Os números da modalidade rotativa do cartão de crédito chocam. De acordo com o BC, a inadimplência subiu para 38,5% em outubro. Na média, os juros cobrados ficaram em 406,1%. O consumidor nesta situação precisa rapidamente encontrar outras linhas de crédito, com custo menor, para trocar essa dívida.

No crédito às pessoas físicas, a taxa média de juros subiu 1,3 p.p. no mês e 7,1 p.p. em doze meses, atingindo 38,7% a.a. Nas contratações com recursos livres, a taxa média alcançou 64,8% a.a. (+2,5 p.p. no mês), destacando-se os aumentos em cheque especial (+14,4 p.p.) e em crédito pessoal não consignado (+10,9 p.p.).

No segmento direcionado, o custo médio das operações com as famílias subiu 0,1 p.p. no mês, para 9,9% a.a., sobressaindo-se a elevação de 0,3 p.p. no crédito rural.

Nos empréstimos às empresas, a taxa média de juros situou-se em 21,5% a.a. (+1,1 p.p. no mês e 4,9 p.p. em doze meses). Nas operações com recursos livres, a taxa aumentou 0,9 p.p. no mês, alcançando 30,2% a.a., destacando-se elevações em capital de giro (+0,4 p.p.), conta garantida (+0,8 p.p.) e repasses externos (+2,6 p.p.). No crédito direcionado, a taxa atingiu 11,1% a.a. (+1,4 p.p.), com aumento de 1,7 p.p. nos financiamentos para investimentos com recursos do BNDES.

A taxa de inadimplência das operações de crédito do sistema financeiro, referente a atrasos superiores a noventa dias, alcançou 3,2%, com elevações de 0,1 p.p. no mês e de 0,2 p.p. em doze meses.

No crédito às famílias, a inadimplência situou-se em 4,1% (+0,2 p.p. no mês), enquanto, no crédito às empresas, alcançou 2,5% (+0,1 p.p.). A inadimplência no crédito com recursos livres aumentou 0,1 p.p., atingindo 5%, enquanto, no crédito direcionado, avançou 0,2 p.p., situando-se em 1,4%. 

O spread bancário referente às operações com recursos livres e direcionados aumentou 1,1 p.p. no mês e 3,9 p.p. em doze meses, alcançando 19,6 p.p. Os indicadores relativos aos segmentos de pessoas físicas e jurídicas situaram-se em 27,5 p.p. e 11 p.p., respectivamente. No crédito livre, o spread aumentou 1,8 p.p., alcançando 33,3 p.p. No crédito direcionado, o spread subiu 0,5 p.p., atingindo 3,9 p.p.

Saiba mais, clique 

domingo, 28 de dezembro de 2014

Taxas de cheque especial batem novo recorde, de acordo com o Banco Central

Os juros do cheque registraram nova alta em novembro e passou para 191,6% ao ano, informou o Banco Central (BC). É o maior patamar desde abril de 1999. Em outubro, a taxa, já alta, era de 187,8%. O crédito pessoal atingiu em novembro a taxa de 103,7%, um acréscimo de 0,2 ponto percentual ante outubro para as pessoas físicas.
Taxas de cheque especial batem novo recorde, de acordo com o Banco Central. Foto: EconomiaSC.com
A taxa para a aquisição de veículos caiu de 23% para 22,7%. Por outro lado, na aquisição de outros bens houve um reajuste de 78,1% para 80,3%.

O crédito consignado para os servidores públicos passou de 23,4% para 24,3%. Para os trabalhadores do setor privado caiu de 33,9% para 33,4% e para os beneficiários do INSS manteve-se estável em 27,9%.

A taxa média de juros com recursos livre, comumente utilizados pelo mercado, custou para as pessoas físicas, em novembro, 44,2% ao ano. É a maior taxa desde novembro de 2011, quando começou a série histórica do BC.

Para as empresas, a taxa média de juros atingiu 23,5% ao ano para os recursos livres. No caso das taxas de juros totais (pessoas físicas e jurídica), incluem 32,9% ao ano.

Fonte: Economia.Terra

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