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segunda-feira, 2 de julho de 2018

46% dos usuários do cheque especial recorrem ao limite todos os meses, apontam SPC Brasil e CNDL

Foto: Reprodução/Internet
Pesquisa mostra que maioria não buscou outra alternativa de crédito antes de entrar no limite do banco; 63% desconhecem o valor dos juros cobrados. Uso foi destinado, principalmente, a cobrir imprevistos com saúde e pagar dívidas
Assim como o cartão de crédito, o cheque especial é uma das modalidades de crédito mais populares entre os consumidores brasileiros. Uma pesquisa realizada pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) em todo o país revela que 17% dos consumidores recorreram ao cheque especial nos últimos 12 meses ― sobretudo as classes A e B (29%) ―, sendo que quase a metade (46%) possui o hábito de entrar todos os meses e 20% a cada dois ou três meses. Por outro lado, 80% afirmam não ter usado o limite neste período.
Seu uso teve como principais finalidades cobrir imprevistos com doenças e medicamentos (34%), quitar dívidas em atraso (23%) e realizar manutenção de automóveis ou motos (18%). Outros 17%, entraram no cheque especial por descontrole no pagamento das contas. A economista-chefe do SPC Brasil, Marcela Kawauti, alerta que o fato do serviço não exigir qualquer tipo de burocracia ou garantia acarreta no alto custo de uso. “Sem perceber, muitos entram no limite por achar que o recurso faz parte do seu saldo bancário. E no fim das contas, acabam pagando juros altos”, ressalta.
Prova disso é que quase a metade dos entrevistados (45%) reconhece não ter analisado as tarifas e os juros ao utilizar o cheque especial, seja por que não pensou nisso na hora (20%) ou porque precisava muito do recurso e acabou contratando independentemente dos custos (19%). Resultado: a maioria dos entrevistados (63%) afirma desconhecer as taxas e os juros cobrados pelo uso do limite, principalmente as classes C, D e E (72%). Em contrapartida, 48% disse ter avaliado os custos cobrados na hora de usar.
30% dos entrevistados já ficaram com nome sujo por não cobrir o limite do cheque especial
A inadimplência dos que recorrem ao limite do cheque especial e não conseguem cobri-lo levou um terço dos entrevistados (30%) a ter seu nome sujo. Dentre esses, 15% já regularizaram a situação e 14% permanecem negativados. De acordo com os especialistas do SPC Brasil, as mudanças nas regras do cheque especial que entraram em vigor ontem (1/7) prometem melhorar esse quadro — as instituições financeiras passarão a entrar em contato com os clientes que usarem mais de 15% do limite da conta por 30 dias consecutivos. Pela nova regra, os bancos deverão oferecer como alternativa um financiamento pessoal mais barato, com a possibilidade de parcelar a dívida.
“A mudança vai ajudar a evitar o efeito bola de neve, principalmente para quem realmente enfrentou alguma emergência em um determinado mês. Entretanto, para aqueles que costumam fazer uso recorrente do cheque especial, é preciso ter em mente que estará trocando uma dívida por outra mais longa. Assim, o cuidado com os limites do orçamento continua sendo essencial para manter o equilíbrio das contas e evitar a inadimplência”, explica a Marcela Kawauti.
O levantamento mostra ainda que antes de entrar no limite do banco, mais de um terço dos usuários de cheque especial (36%) até tentou outras alternativas de crédito, mas não conseguiu. Já 53% sequer cogitaram essa possibilidade.
Metodologia
Foram entrevistados 910 consumidores no mês de março, nas 27 capitais brasileiras, acima de 18 anos, de ambos os gêneros e de todas as classes sociais. A margem de erro é de 3,2 pontos percentuais para uma confiança de 95%. Baixe a íntegra da pesquisa em https://www.spcbrasil.org.br/pesquisas

domingo, 1 de abril de 2018

52% dos desempregados desistiram de algum projeto ou sonho de consumo, revela pesquisa do SPC Brasil e CNDL

Desemprego provocou queda no padrão de vida para seis em cada dez brasileiros sem trabalho. Bicos e trabalho temporário são alternativa para 33% conseguirem pagar contas. Dívidas atrasadas dos desempregados chegam a quase R$ 2 mil
Uma pesquisa realizada pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) com brasileiros que estão sem trabalho revela que a situação de desemprego forçou muitos desses consumidores a interromper planos e modificar seus hábitos de consumo. De acordo com o levantamento, mais da metade (52%) dos desempregados no país teve de abandonar algum projeto que possuía ou desistir da aquisição de um sonho de consumo em virtude da demissão.
Os casos mais comuns foram deixar de fazer reserva financeira (28%), voltar atrás no plano de reformar a casa (25%), desistir de comprar ou trocar o carro (17%) e deixar de comprar móveis para a residência (17%). Há ainda pessoas que interromperam planos de abrir o próprio negócio (16%), realizar uma faculdade ou pós-graduação (14%) e fazer uma grande viagem (13%). Apenas 9% dos entrevistados não tiveram de abandonar um projeto em decorrência do desemprego, enquanto outros 38% nem sequer tinham algum sonho.
“O orçamento mais apertado como consequência do desemprego impede o consumidor de seguir com seus projetos porque isso impacta na confiança e na certeza do dia de amanhã. Se ele enfrenta dificuldades para se recolocar no mercado, terá de abrir mão não apenas de alguns confortos, mas até mesmo interromper metas importantes. É uma realidade dura que muitos brasileiros estão enfrentando atualmente”, afirma a economista-chefe do SPC Brasil, Marcela Kawauti.
59% diminuíram padrão de vida após perderem emprego; cortes mais expressivos foram vestuário e saídas para bares e restaurantes
Sem poder contar com a renda total que tinham, muitas dos desempregados chegaram à conclusão de que era preciso adaptar-se uma nova realidade. Apenas 31% dos desempregados têm conseguido manter o mesmo padrão de vida da época em que estavam trabalhando, enquanto a maioria (59%) mudou seu padrão de vida.
Segundo dados da pesquisa, a maioria deles teve de frear gastos. Os cortes mais expressivos foram na aquisição de roupas, calçados e acessórios (65%), saídas para bares e baladas (56%), deliveries e comida fora de casa (56%) e alimentos supérfluos, como carnes nobres, bebidas e iogurtes (52%). Atividades de lazer (52%) e gastos com salão de beleza (45%) completam a lista das principais contenções.
Em sentido oposto, para alguns tipos de compromissos, não houve corte no consumo. Como foi o caso das contas de água e luz (65%), produtos de higiene, limpeza e alimentação básica (64%), planos de internet (49%), telefonia (45%) e TV por assinatura (40%). Há também 32% de desempregados que mantiveram plano de saúde, mesmo com a falta de renda.
De acordo com a pesquisa, 46% dos desempregados passaram a pedir dinheiro emprestado a amigos ou familiares para cobrir as despesas quando o orçamento familiar não é suficiente e 30% tiveram de recorrer ao cartão de crédito para conseguir comprar tudo o que precisam.
Ficar desempregado forçou 63% a trocarem marca na hora das compras; 26% sentem dificuldade de conseguir crédito
A pesquisa também mostra que a situação de desemprego estimulou, de certa forma, parte dos consumidores a serem mais prudentes em relação às finanças pessoais, ao mesmo tempo em que passaram a se esforçar ainda mais para encontrar melhores oportunidades de compra no dia a dia. Nesse sentido, o levantamento revela que por conta do desemprego, 68% dos entrevistados passaram a fazer mais pesquisas de preços e 63% trocaram marcas com as quais estavam habituadas por outras mais baratas. Outro hábito que ficou mais frequente na realidade dos desempregados é pechinchar na hora das compras (62%).
“Infelizmente, a mudança de hábitos só surge para alguns na hora do aperto. É preciso exercer o controle da vida financeira de forma natural, independentemente do tamanho da renda. Quem se prepara para imprevistos, sofre menos em um momento como esse”, explica o educador financeiro do portal ‘Meu Bolso Feliz, José Vignoli. Um dado preocupante é que apenas 19% dos desempregados entrevistados possuem reservas financeiras, sendo que 66% precisaram fazer uso desse dinheiro após a demissão.
O levantamento descobriu que em virtude do desemprego, 26% dos entrevistados passaram a enfrentar mais dificuldades para realizar compras a crédito e 42% nem mesmo tentaram comprar parcelado.
Bicos e trabalho temporário são principal fonte de sustento para 33% dos desempregados brasileiros
Um terço (33%) dos brasileiros que estão sem emprego atualmente fazem bicos e trabalhos temporários, geralmente informais, para sobreviver, enquanto 29% contam com a ajuda financeira de familiares ou amigos e 7% recebem auxílio do Bolsa Família. Apenas 2% estão se utilizando de alguma reserva ou investimento que possuem.
Os bicos realizados para manter-se são diversos, incluindo os serviços gerais – manutenções, pedreiro, pintor, eletricista etc (21%), produção de comida para vender – como marmita, doces e salgados (11%), serviços de diaristas e lavagem de roupa (11%) e serviços de beleza, como manicure e cabelereiro (8%).
“Nos últimos meses, a criação de trabalhos informais é maior que a de vagas com carteira assinada. Esse aumento visível na informalidade mostra que a crise e o desemprego obrigaram mais pessoas a buscarem alternativas para constituir renda”, destaca a economista chefe do SPC Brasil, Marcela Kawauti.
Entre os desempregados que fazem bicos para se manter, a média de dedicação é de três dias por semana. E essa falta de assiduidade pode não ser apenas uma questão de escolha, e sim de escassez de oportunidades, pois apenas 12% dos que fazem bicos consideram que está fácil conseguir esses trabalhos. “O jeito muitas vezes é improvisar, pedir ajuda aos amigos ou familiares, arranjar ocupações temporárias e partir para a informalidade. Ou seja, fazer de tudo para reinventar-se e conseguir pagar as contas”, afirma a economista Marcela Kawauti.
41% dos desempregados estão com contas em atraso e dívida média chega a quase R$ 2 mil
O estudou também investigou as condições financeiras dos desempregados e descobriu que quatro (41%) em cada dez desempregados possuem contas em atraso atualmente, sendo que 27% estão com o nome negativado em serviços de proteção ao crédito. Os compromissos mais atrasados são parcelas no cartão de loja (25%), faturas do cartão de crédito (21%), contas de luz (19%), contas de água (15%) e parcelas do carnê ou crediário (11%). De forma geral, o tempo médio de atraso das dívidas é de quase sete meses e o valor da dívida chega a R$ 1.967,00, em média. Além das dívidas atrasadas, o estudo descobriu que 17% dos entrevistados possuem prestações a pagar nos próximos meses, fato que pode prejudicar a manutenção do orçamento em dia.
“As dívidas podem se tornar um pesadelo financeiro para quem está sem fonte de renda. Além de ver seu padrão de vida comprometido, o desempregado tem poucas opções para arcar com as despesas do mês, que vão se acumulando cada vez mais, causando desequilíbrio do orçamento e das finanças pessoais”, alerta a economista Marcela Kawauti.
Metodologia
Foram entrevistados pessoalmente 600 brasileiros desempregados acima de 18 anos, de ambos os gêneros e de todas as classes sociais nas 27 capitais. A margem de erro geral é de 4,0 pontos percentuais para um intervalo de confiança a 95%. Acesse a pesquisa na íntegra e a metodologia em https://www.spcbrasil.org.br/imprensa/pesquisas

domingo, 19 de fevereiro de 2017

Comércio eletrônico registra menor avanço desde 2001

Foto: Divulgação/Dressformer
Em 2016, o varejo eletrônico brasileiro desacelerou e registrou seu ano de menor crescimento desde 2001, quando seu faturamento começou a ser monitorado pela consultoria Ebit, companhia do Grupo Buscapé especializada em informações do segmento.

No ano passado, o setor cresceu 7,4% (sem descontar a inflação, que foi de 6,29% no período), movimentando R$ 44,4 bilhões.

Apesar de ter avançado em ano de recessão na economia, o crescimento é baixo se comparado com o dos anos anteriores (15% em 2015 e 24% em 2014). Com o resultado, o comércio eletrônico deixa o patamar de dois dígitos de expansão que vinha apresentando no decorrer dos anos.

De positivo, o setor viu aumentar em 22% o número de consumidores que fizeram ao menos uma compra pela internet, chegando ao patamar de 47,9 milhões de compradores.

O avanço foi impulsionado pelo maior acesso dos consumidores à internet via smartphone, diz Pedro Guasti, presidente da Ebit.

Em 2016, 21,5% das compras pela internet foram feitas por dispositivos móveis (celulares e tablets). Em 2015, a participação desses aparelhos era de 12,5%.

A PNAD (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios, do IBGE) aponta a tendência do ganho de importância desses aparelhos no acesso à rede.

Em 2015, 92,1% dos domicílios brasileiros acessaram a internet por meio do telefone celular, enquanto em 2014 o percentual havia sido de 80,4%.

O número de pedidos ficou estável no ano passado em relação a 2015 -foram 106 milhões.

Vantagem

Guasti afirma que, apesar da desaceleração, o resultado [e positivo quando leva-se em conta o desempenho do varejo nacional, incluindo lojas físicas, que registrou queda de 6,2% em 2016.

Segundo ele, o comércio eletrônico tem vantagens sobre o físico em momentos de crises por permitir aos consumidores a comparação rápida de preços entre vários lojistas e, com isso, permitir a descoberta de preços mais atrativos.

Para este ano, Guasti espera que uma melhora da economia (incluindo estabilização da inflação e redução da taxa básica de juros para menos de 10%) possibilite a retomada de parte do ritmo de crescimento do passado, com avanço de 12%.

Metodologia

Para o estudo, a Ebit analisou dados de 5% das transações feitas em 7.000 lojas virtuais monitoradas pela companhia.

Da Folha de PE 

sábado, 18 de fevereiro de 2017

Sebrae com inscrições abertas para Empretec Caruaru

Imagem: Divulgação/Blog do Ronaldo César
Amadurecer características empreendedoras e saber identificar oportunidades de negócio são fundamentais para quem é um empreendedor. Pensando nisso, o Sebrae está com inscrições abertas, até o dia 24 de fevereiro, para a primeira turma do ano do programa Empretec, em Caruaru. As entrevistas acontecem de seis a nove de março para seleção dos participantes, através da identificação do perfil de cada inscrito. Por ano, em todo o Brasil, milhares de empreendedores são formados pela iniciativa.

Os benefícios para o empreendedor vão desde o aumento das chances de permanência em um mercado cada vez mais competitivo até a identificação de seu potencial empreendedor. Ao todo, serão 60 horas de capacitação em um processo de imersão de seis dias, de 27 de março a 1º de abril, das 8h às 12h e das 14h às 18h. O participante será desafiado em atividades práticas que têm como base características comportamentais.

Para se inscrever, é necessário entrar em contato através do telefone: (81) 2103-8400 ou 2103-8413 ou procurar o Sebrae em Caruaru, que fica na Avenida Adjar da Silva Casé, nº 227, bairro Indianópolis. Podem participar pessoas de ambos os sexos, a partir dos 18 anos. Após realizar a inscrição, será agendada uma entrevista com o participante para avaliar se ele está apto ou não. Sendo o resultado positivo, a matrícula para o Empretec já pode ser efetuada mediante o investimento de R$ 600, que pode ser dividido em até quatro parcelas.

Empretec

O Empretec é uma metodologia da Organização das Nações Unidas (ONU), que é desenvolvida exclusivamente pelo Sebrae em território nacional. Em 20 anos, o programa já beneficiou mais de 215 mil empreendedores brasileiros. De acordo com a Unidade de Gestão Estratégica do Sebrae Nacional, a nota média de recomendação do Empretec alcançou 9,6 pontos, sendo que 90,4% dos participantes atribuíram notas entre 9 e 10.

quinta-feira, 7 de abril de 2016

Palestras lançam o Programa Empreender em Caruaru

Imagem: Divulgação/Reprodução
Com o objetivo de elevar a competitividade e a sobrevivência das empresas, principalmente as de pequeno porte, o Programa Empreender será lançado oficialmente em Caruaru, nesta quinta-feira (7), a partir das 18h30, no auditório da Acic. Palestras sobre o programa, associativismo e empreendedorismo e desenvolvimento da competitividade serão apresentadas ao público. As inscrições para o evento são gratuitas e devem ser realizadas através do link: http://goo.gl/forms/urrF00dDso.

A programação do evento conta com palestra do coordenador da Facep, Walmam Bezerra, que está à frente do programa. O tema será a metodologia e os benefícios do Empreender para as empresas participantes.  O presidente da Acic, Osíris Lins Caldas, também fará palestra: ele irá dialogar com os inscritos sobre a importância do associativismo para os setores da economia. Encerrando o evento, o reitor do Unifavip DeVry, Marjony Camelo, orienta sobre empreendedorismo e desenvolvimento da competitividade.

A Acic aderiu ao Empreender para motivar e capacitar os associados. O Programa é desenvolvido pela Confederação das Associações Comerciais e Empresarias do Brasil (CACB), em parceria com o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) e com a Federação das Associações Comerciais de Pernambuco (Facep).  Em Caruaru, a iniciativa conta também com o apoio do Centro Universitário do Vale do Ipojuca (Unifavip DeVry).

Sobre o Empreender

O programa  incentiva a busca de novos mercados e tecnologias, sensibilizando os empresários a adotarem novas posturas para enfrentar os desafios e desenvolver lideranças empresariais. Durante 18 meses, as empresas participantes contarão com uma consultoria que vai mediar reuniões e por em prática atividades como cursos, capacitações e workshops que possibilitem o fortalecimento dos negócios de cada segmento.

De acordo com a proposta apresentada pela Acic, estas são as melhorias e intervenções para o funcionamento e desenvolvimento das empresas: cadastrar as empresas de cada setor; reivindicar junto aos governos estadual e municipal resolução de problemas comuns às empresas; proporcionar espaço para que os empresários possam proceder a uma avaliação de suas atividades e resultados, traçar planos, identificar necessidades que signifiquem melhorias para o setor; orientar a análise e divulgação de cursos técnicos, promoção de palestras, seminários, feiras e outras atividades que permitam o desenvolvimento profissional de todos nas organizações; formar um banco de dados de Recursos Humanos; formar um banco de dados de fornecedores (interatividade comercial) e identificar a necessidade nas áreas jurídica e contábil para a definição de orientações matrizes e de problemas comuns, principalmente para a pequena e média empresa.


Para esta etapa do Empreender, a Associação definiu cinco câmaras setoriais: Arranjo Produtivo Local; Centro Moda 18 de Maio; Componentes Têxteis; Construção Civil e Engenheiros e Arquitetos. Um comitê gestor foi formado para o gerenciamento do programa. Ele é composto por representantes da diretoria da Acic, coordenadores das câmaras setoriais e do Sebrae. 

Da Assessoria

terça-feira, 13 de outubro de 2015

Crise leva 111 categorias a fechar acordo com redução de salários

No ano passado, os trabalhadores conquistaram aumento
 real médio acima de 1% nas negociações realizadas em
todos os meses. Foto: EBC
Boa parte dos trabalhadores com negociações salariais neste segundo semestre vai conseguir, no máximo, repor o índice de inflação, em alguns casos parcelado. Aumentos reais, acima da inflação, que deram o tom às negociações nos últimos anos serão concedidos a um número menor da população assalariada. Além disso, cresce o número de funcionários com carteira assinada que aceita reduzir os salários para tentar escapar do desemprego.

Neste ano, até agosto, já ocorreram 111 acordos coletivos com redução nominal dos salários, quase metade deles no Estado de São Paulo. Em 2014 foram apenas quatro registros de negociações com corte no holerite, segundo levantamento da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), com base em dados do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE).

No ano passado, os trabalhadores conquistaram aumento real médio acima de 1% nas negociações realizadas em todos os meses. Neste ano, com exceção de janeiro, os reajustes estão abaixo de 1% ou se limitam a repor a inflação. Em julho, o resultado foi negativo em 0,3%. Os dados levam em conta todos os acordos salariais firmados no País. 

As negociações salariais nestes últimos meses serão muito difíceis, diz o coordenador da pesquisa da Fipe e responsável pelo site salários.org.br, Hélio Zylberstajn. "De um lado, tem a inflação acumulada de quase 10% e uma baita recessão e, de outro, empresas em dificuldade de reajustar a folha de pagamentos, pois não vendem seus produtos." 

Poder de barganha

Mesmo que o segundo semestre seja marcado por negociações de categorias com maior poder de barganha, como metalúrgicos, químicos, bancários e petroleiros, o embate será complicado, admite José Silvestre Prado de Oliveira, coordenador de relações sindicais do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese).

De 25 negociações analisadas pelo Dieese entre julho e agosto, 90% conseguiram apenas zerar a inflação. Oliveira diz que os resultados dos acordos do segundo semestre devem ser similares aos do primeiro, com conquista de aumento real por menos de 70% dos trabalhadores. 

O levantamento do Dieese tem amostra menor do que a da Fipe. No primeiro semestre, segundo esse levantamento, 68,5% dos acordos ficaram acima do INPC, e 14,6% abaixo do índice.

Foi o pior resultado para os trabalhadores desde 2008, quando teve início uma nova metodologia da pesquisa. No ano passado, 93% das categorias tiveram aumento real.

Além disso, o reajuste real médio foi de 0,51%, também o mais baixo desde 2008. No ano passado, o ganho dos trabalhadores no primeiro semestre foi mais que o dobro (1,46%) e no segundo de 1,16%.

"O cenário desse segundo semestre é de dificuldade pois, entre os vários problemas, a dimensão da crise política contamina o cenário econômico", diz Oliveira.

Com informações do JC Online

domingo, 11 de outubro de 2015

Cesta básica em Caruaru é mais barata do que em Recife

Imagem: Divulgação/Reprodução
Os Cursos de Ciências Contábeis e de Gestão Financeira do Centro Universitário do Vale do Ipojuca (UNIFAVIP) divulgam para o mês de setembro de 2015, o novo Valor da Cesta Básica para a Cidade de Caruaru – PE, seguindo a metodologia do Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Sócioeconômicos). Segundo levantamento realizado em setembro, o custo da alimentação básica do caruaruense foi de R$ 226,49. A carne, o pão, o tomate e a banana, respectivamente, foram os itens que mais pesaram nos gastos alimentares na cidade e a cesta básica apresentou um valor menor que a de Recife. A diferença foi de R$ 72,09.

Vale reforçar que em setembro, comprar a maioria dos itens da cesta básica nos supermercados revelou-se a opção mais barata para o consumidor caruaruense, que gastaria a menos, em média, R$ 1,15, comparando com os preços dos mercadinhos.

Revelou-se ainda que a opção mais barata para o consumidor foi comprar carne e tomate nos supermercados. Adquirindo os quatro itens nos supermercados, o consumidor de Caruaru economizaria, em média, R$ 0,46. Para pagar o valor apresentado pela cesta básica em setembro, o assalariado caruaruense precisou trabalhar 63 horas e 14 minutos. Por fim, considerando o salário mínimo líquido, o trabalhador desembolsou 31,24% da sua renda apenas com as despesas de alimentação.

METODOLOGIA - O cálculo da cesta básica de Caruaru segue a metodologia oficial do Dieese. Para apurar o valor mensal desta cesta, observaram-se os seguintes passos:


I. Considerando os dados da contagem da população em 2010, a população caruaruense é de 314.912 habitantes. Para apurar os tipos de estabelecimentos de compra da população, selecionou-se uma amostra de 329 habitantes, levando em consideração um nível de confiança de 95% e margem de erro de 5% para mais ou para menos;

II. Foram elaborados e aplicados 329 questionários com trabalhadores sindicalizados e de associações de diversas categorias, selecionados por amostragem estratificada, representativa da classe de trabalhadores de Caruaru;

III. Os questionários foram tabulados e observaram-se os tipos de estabelecimentos que a população adquire os itens da cesta básica;

IV. Definida esta fase, foram computados os bairros destes estabelecimentos e selecionados os tipos mais procurados em cada bairro;

V. Posteriormente, os alunos pesquisadores foram aos estabelecimentos munidos de documentação da instituição para apurar as marcas mais vendidas de cada item;

VI. Após a aplicação deste questionário, foram determinadas as marcas que teriam seus preços pesquisados a cada mês;

VII. Definidos os estabelecimentos e as marcas mais procuradas, a pesquisa mensal de preços foi implementada e se repete a cada mês nos estabelecimentos determinados.

Com informações da Assessoria de Imprensa

quarta-feira, 19 de agosto de 2015

Divulgação | Promoção da Wizard Surubim está oferendo 50% de desconto para crianças

Em Surubim, a Wizard está com uma grande promoção para quem desejar estudar pela "manhã". 50% de desconto para crianças de 4 a 12 anos. Não perca, promoção válida até o dia 28/08. A Wizard é a maior rede de escolas de idiomas do mundo. Sua metodologia de ensino possibilita um aprendizado rápido e de forma muito fácil. A Wizard Surubim localiza-se na Av. Oscar Loureiro, nº 106, Cabaceira. Mais informações (81) 3634.1198 
Imagem: Divulgação/Reprodução

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