© 2014 - Todos os Direitos Reservados ao Blog Negócios e Informes. Tecnologia do Blogger.

Mostrando postagens com marcador Emprego e Renda. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Emprego e Renda. Mostrar todas as postagens

domingo, 5 de julho de 2020

Ipea: Emprego deve se recuperar só após retorno da atividade econômica

Foto: Marcello Casal/Agência Brasil
A recuperação do mercado de trabalho brasileiro após o choque causado pela pandemia do novo coronavírus, causador da Covid-19, tende a ser mais lenta que o retorno da atividade econômica, que teve seu pior momento em abril. A avaliação é de pesquisadores do Instituto de Pesquisa Econômica e Aplicada (Ipea), que afirmam que a retomada depende do controle da pandemia.

O Ipea divulgou, no início da noite desta sexta (3), uma avaliação sobre os dados obtidos na Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios focada nos impactos da ovid-19 (Pnad-Covid) e realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia Estatística (IBGE) e divulgada nesta sexta-feira (3).

O diretor adjunto de Estudos e Políticas Macroeconômicas do Ipea, Marco Cavalcanti, explicou que, em momentos de crise, os custos de demissões fazem com que os dados do mercado de trabalho piorem mais lentamente que os efeitos imediatos na atividade econômica. De forma semelhante, os custos de contratação fazem com que a retomada dos empregos seja mais lenta em momentos de recuperação.

"Como há muitos custos, os empresários só vão contratar ou demitir se tiverem segurança do cenário econômico que vem pela frente. Se os empresários estiverem inseguros em relação às perspectivas futuras, vão pensar duas vezes antes de começar a contratar", diz o pesquisador. "Todo o cenário de recuperação da atividade econômica e do mercado de trabalho está condicionado, certamente, ao controle da pandemia."

Os dados da Pnad-Covid mostram que a taxa de desocupação aumentou para 12,1% nas duas primeiras semanas de junho. Na primeira quinzena de maio, o percentual era de 10,4%. Apenas na semana de 7 a 13 de junho, o número de trabalhadores que procuraram emprego e não encontraram aumentou em 700 mil pessoas, chegando a 11,9 milhões.

Cavalcanti explica que o aumento da taxa de desocupação está relacionado à queda de 0,7% na população ocupada e ao aumento de 1,2% na força de trabalho, que inclui todas as pessoas trabalhando ou procurando emprego. Uma das razões para tal aumento é que caiu 4,9% o número de pessoas que declararam não ter procurado trabalho por causa da pandemia. Em números absolutos, a queda representa cerca de 900 mil pessoas, que estavam fora da taxa de desocupação porque esta inclui apenas quem procurou trabalho e não encontrou.

"São pessoas que, possivelmente, estavam temerosas de sair às ruas e pessoas que estavam desalentadas achando que não iriam conseguir emprego", descreve Cavalcanti,  acrescentando que o outro lado do aumento da desocupação é inegavelmente ruim: o nível de ocupação caiu e chegou a apenas 49,1% da população em idade ativa.

Para o pesquisador, um dado considerado sinal de que os efeitos da crise podem estar arrefecendo é a redução do número de pessoas afastadas do trabalho por causa do isolamento social. Esse percentual caiu de 16,4 milhões para 12,9 milhões entre as primeiras quinzenas de maio e junho. "Na mesma linha, o número de pessoas trabalhando de forma remota caiu dentro da margem."

Ele resume que os sinais do mercado de trabalho são mistos, e a tendência é que o retorno de mais pessoas à busca de emprego pressione a taxa de desocupação. "Não dá para afirmar, com certeza, que, no que se refere ao mercado de trabalho, o pior já passou."

Da Agência Brasil

quinta-feira, 18 de junho de 2020

Indústria de Pernambuco gerou R$ 27,3 bilhões em 2018

Fabricação de veículos automotores, reboques e
carrocerias teve participação de 13,9%.
(Foto: Leo Lara/Divulgação)
Com valor gerado de R$ 27,3 bilhões, a atividade industrial de Pernambuco teve participação de 20% no valor de transformação industrial do Nordeste em 2018, um avanço de 4,5 pontos percentuais em relação a 2009, segundo a Pesquisa Industrial Anual (PIA) Empresa, divulgada pelo IBGE. O avanço na variação se deu por conta do surgimento de atividades como as associadas à cadeia automotiva e ao complexo de de biocombustíveis e refino de petróleo, que antes não eram tradicionais no estado. Em relação ao valor de transformação da indústria brasileira, que gerou R$ 1,4 trilhão, Pernambuco teve participação de 2,1%, ficando em 12 lugar do ranking nacional.

A produção industrial pernambucana foi representada quase em sua totalidade pela indústria da transformação, com 99,7% do valor de transformação industrial (VTI), que é a diferença entre o valor bruto da produção industrial e os custos das operações industriais, incluindo os gastos com matérias-primas, energia elétrica e outras variáveis. Ainda no estado, as indústrias extrativista responderam por 0,3% em 2018, indo na contramão do país, já que perdeu participação. Em 2009, o setor respondia por 1,2% do VTI pernambucano. No Brasil, a participação passou de 9,6% para 14,7% no período.

A atividade com maior participação no VTI em Pernambuco em 2018 foi a de produtos alimentícios, com 23,6%. As outras atividades com desempenhos maiores foram a fabricação de coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (14,8%), fabricação de veículos automotores, reboques e carrocerias (13,9%) e a fabricação de produtos químicos (10,9%), enquanto os 36,9% restantes estão distribuídos entre as demais atividades da indústria.

Entre 2009 e 2018 houve uma mudança nas atividades industriais pernambucanas. Naquele ano, a indústria alimentícia era a de maior destaque, com 29,9%. As outras três atividades industriais com maior participação no VTI estadual eram a de produtos químicos, de minerais não metálicos e a fabricação de bebidas.

Pernambuco também alavancou a participação na receita líquida de vendas da indústria no Nordeste entre 2009 e 2018, passando de 15,7% para 21,5%. Em números absolutos, o aumento foi de R$ 23 bilhões para R$ 73 bilhões. Em relação aos demais estados brasileiros, Pernambuco ficou em 12 lugar do ranking nacional, com 2,3% de participação.

Em 2018, havia 200.110 pessoas ocupadas na indústria em Pernambuco, distribuídas em 4.926 unidades locais com cinco ou mais pessoas ocupadas. Em 2009 eram 199.665 pessoas ocupadas em 4.846 empresas industriais a partir de cinco pessoas. Em dez anos, houve um aumento de 0,22% no número de pessoal ocupado em PE, enquanto este indicador oscilou negativamente tanto no Brasil (-2,19%) quanto no Nordeste (-2,52%). Levando em consideração as pessoas ocupadas, Pernambuco ficou em 10 lugar do ranking brasileiro. O setor que mais emprega na indústria pernambucana é a fabricação de produtos alimentícios, com pouco mais de 74 mil pessoas ocupadas.

Do Diario de PE

sexta-feira, 22 de maio de 2020

Pedidos de seguro-desemprego sobem 76% na primeira quinzena de maio

Foto: Paullo Allmeida/Folha de Pernambuco
A informação foi divulgada pelo Ministério da Economia nesta quinta-feira (21)

O número de pedidos de seguro-desemprego apresentou um salto de 76% na primeira quinzena de maio deste ano, se comparado com o mesmo período de 2019. A informação foi divulgada pelo Ministério da Economia nesta quinta-feira (21).

Nas primeiras duas semanas deste mês, foram registradas 504 mil solicitações da assistência do governo a pessoas demitidas sem justa causa. Na primeira, quinzena de maio de 2019, o número foi de 286 mil.

O número também é maior do que os 481 mil observados na segunda quinzena de abril deste ano, quando o país já enfrentava a pandemia do novo coronavírus.

Neste ano, o seguro-desemprego já foi liberado a 2,8 milhões de pessoas, uma alta de 9,6% em relação a igual período de 2019.

De acordo com o Ministério da Economia, o número ainda apresenta uma defasagem e pode ser maior porque o fechamento de agências do Sine (Sistema Nacional de Emprego) fez com que muitas pessoas não solicitassem o benefício.

O governo estima que 250 mil pessoas foram demitidas sem justa causa, estão aptas a receber o auxílio, mas ainda não fizeram o pedido.

O seguro-desemprego é uma assistência financeira temporária paga pelo governo a trabalhadores dispensados sem justa causa. O valor do benefício varia de R$ 1.045 a R$ 1.813,03.

A pessoa demitida tem quatro meses de prazo para requerer o auxílio no Sine, no portal "gov.br" ou no aplicativo de celular "Carteira de Trabalho Digital".

O Ministério da Economia afirma que, uma vez feita a solicitação pelo trabalhador, não há fila de espera para concessão do benefício.

Membros do governo afirmam que a medida colocada em vigor em abril que permite corte de jornadas e salários está surtindo efeito. Sem ela, dizem, o número de demissões durante a crise seria muito maior.

O programa autoriza empresas a fazerem acordos com seus funcionários para suspender integralmente contratos por até dois meses ou para reduzir jornadas e salários por até três meses. Nesses casos, o governo entra com uma compensação em dinheiro para os trabalhadores atingidos.

Até o momento, 8 milhões de trabalhadores formais tiveram contratos suspensos ou salários e jornadas reduzidos.

Por: Folhapress

domingo, 30 de junho de 2019

Pernambuco tem saldo positivo no Caged

Carteira de TrabalhoFoto: Marcelo Casal J.r/Ag. Brasil /arquivo
Dados de maio do cadastro geral de empregados e desempregados do País revelam que o estado abriu 1,701 postos formais de trabalho

Após um mês de abril com discreto crescimento na criação de postos formais de trabalho, com criação de 427 empregos com carteira assinada, Pernambuco retoma o ritmo de crescimento do trabalho em maio. Segundo dados do Cadastro Geral de Emprego e Desemprego (Caged), divulgados ontem pela Secretaria Especial de Previdência e Trabalho do Ministério da Economia, no mês passado, as contratações superaram as demissões em 1.701 postos. Em todo o País, o resultado também foi positivo, com a criação de 32,1 mil vagas de trabalho no período.

Se no nacional o impulso na geração de vagas foi puxado pelo setor agropecuário, com o cultivo de café e laranja, em Pernambuco, o setor da indústria da transformação impulsionou o crescimento. A alta vem da criação de postos formais no subgrupo que corresponde às indústrias de produção de alimentos, bebidas e álcool etílico. Afinal, apenas esse subgrupo foi responsável gerou 1.597 postos formais de trabalho. “Esse saldo positivo era esperado pelo setor industrial em Pernambuco quando saiu a última pesquisa sobre a produção industrial, que mostrou que teve uma recuperação. Como a produção cresceu, iria interferir no saldo de emprego do Caged”, comenta o coordenador do Núcleo de Economia da Federação das Indústrias de Pernambuco (Fiepe), Cezar Andrade. Ele explica que o aumento da produção é fruto da demanda de consumo ocasionada pelos festejos juninos no Estado. 

Com uma capacidade ociosa em Pernambuco de mais de cem mil empregos, de acordo com dados do Sindicato da Indústria da Construção Civil no Estado de Pernambuco (Sinduscon-PE), o setor da construção civil manteve a tendência de abertura de vagas. Porém, ao contrário do mês de março, quando o saldo positivo foi de 698 postos, em maio, apenas 332 vagas formais foram criadas.

Da Folha de PE

domingo, 19 de maio de 2019

Ações para estimular emprego também sofrem cortes

Foto: Rafael Neddermeyer/Fotos Públicas.
Mesmo com o aumento do número de pessoas à procura de trabalho, o governo contingenciou R$ 59,2 milhões em ações para estimular o emprego. De acordo com levantamento da Associação Contas Abertas, 25,2% dos recursos voltados para a área estão bloqueados. 

O maior corte foi no orçamento destinado ao sistema de integração das ações de emprego, trabalho e renda, que perdeu R$ 44,8 milhões. Os recursos para cadastros públicos na área de trabalho e emprego foram reduzidos em de R$ 4,1 milhões. 

O projeto de modernização e ampliação da rede de atendimento do programa do seguro-desemprego, no âmbito do Sistema Nacional de Emprego (Sine), perdeu R$ 9,6 milhões. Um dos principais projetos da equipe econômica na área envolve justamente a reformulação do Sine - a ideia é compartilhar a base de currículos com empresas para obter mais sucesso na alocação de trabalhadores nas vagas disponíveis. O professor da FGV Gustavo Fernandes afirma que parte das ações mais cortadas pelo governo são de médio e longo prazos, ou seja, não dão retorno imediato. 

No centro de várias polêmicas, o Ministério da Mulher, Família e Direitos Humanos perdeu toda a verba destinada à publicidade de programas de utilidade pública, de R$ 475 mil. A pasta da ministra Damares Alves também ficou sem 45,9% da verba para implantação do Memorial da Anistia Política no Brasil. O ministério disse que não há espaço no orçamento para novos contingenciamentos. "A pasta como um todo não dispõe do necessário para dar continuidade aos programas já existentes e tampouco ampliar a execução de políticas públicas." 

Outro lado. Todos os ministérios citados foram procurados para comentar o tema. O da Infraestrutura afirmou que tem priorizado a conclusão de obras com elevado grau de execução, bem como os eixos de escoamento de produção agroindustrial. Já o de Minas e Energia informou que trabalha para manter a regularidade das atividades. O Ministério da Ciência e Tecnologia disse que atua para minimizar o impacto do corte. 

Segundo o Ministério da Defesa, o bloqueio não impôs mudanças na operacionalidade da pasta neste momento. O Ministério da Educação informou que nenhum programa foi cancelado ou suspenso. O Ministério do Desenvolvimento Regional informou que optou por concentrar seus investimentos em ações de maio impacto para população. O Itamaraty disse que suas despesas serão adequadas ao cronograma de liberação orçamentária. Já a Presidência da República afirmou que o assunto deveria ser tratado com o Ministério da Economia. As demais pastas não responderam. 

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

sexta-feira, 17 de maio de 2019

Jeep deve gerar 9 mil empregos com investimentos de R$ 7,5 bi em PE

Imagem: Divulgação/Blog Negócios & Informes
Considerado o mais moderno do mundo, o Polo Automotivo da Jeep em Goiana, na Região Metropolitana do Recife, completou quatro anos no último dia 28 de abril. E para comemorar a presença da montadora no Estado, a Fiat Chrysler Automobiles (FCA) anunciou uma nova rodada de investimentos na cadeia produtiva local no valor de R$ 7,5 bilhões até o ano de 2023, gerando cerca de 9 mil empregos diretos na área.
   
“É nosso dever agradecer a todos. Quatro anos atrás era um sonho, e hoje temos a fábrica tecnologicamente mais avançada entre as nossas espalhadas pelo mundo”, afirmou o CEO da FCA na América Latina, Antonio Filosa, durante a solenidade no Palácio do Campo das Princesas. Ele também aproveitou para anunciar que os investimentos em Pernambuco buscam melhorar a qualidade dos serviços já feitos em Goiana.

“Esse plano de investimento muito ambicioso se fundamenta basicamente na atração de novas tecnologias e novos fornecedores. Então, em parceria com o Governo, que protagoniza essas revisões periódicas de estudos e análises, estamos lançando um projeto de integração e atração de fornecedores”, diz Filosa. 

Em quatro anos, o Polo Jeep produziu cerca de 600 mil veículos, com operação em três turnos e chegando à marca de mil veículos por dia. A fábrica, inclusive, exporta para o exterior, como é o caso da Argentina. Hoje, a FCA em Pernambuco produz o Jeep Renegade, Compass e a Fiat Toro, possui cerca de 13.600 funcionários, sendo 80% deles de Pernambuco, e 20% de outros estados.

"É um momento importante, que mostra que essa parceria veio para ficar, que vai ser ampliada e que o Governo de Pernambuco vai continuar ajudando para que o grupo tenha, na sua fábrica pernambucana, um modelo para o mundo de como se faz carros de qualidade, olhando o futuro, a sustentabilidade e garantindo um meio ambiente mais protegido”, destacou o governador Paulo Câmara, que na ocasião recebeu das mãos de Filosa um estandarte confeccionado por Manuelzinho Salustiano, simbolizando a presença da Jeep no Estado. 

Mais fornecedores
Também presente na solenidade, o secretário de Desenvolvimento Econômico de Pernambuco, Bruno Schwambach, anunciou que o governo vai atrás de novos fornecedores. A iniciativa abre o caminho para a instalação de um novo parque industrial na região. A Secretaria vai conduzir no dia 30 deste mês, em São Paulo, um “Match Day” com fornecedores da FCA instalados em outros Estados. 

Cerca de 30 empresas participarão do seminário, onde serão destacadas as potencialidades econômicas do Estado e as vantagens de fazer parte do segundo supplier park da Jeep. “A gente vai mostrar as vantagens de investir aqui em Pernambuco e como podemos ajudar na chegada desses fornecedores. O objetivo é estimular a vinda deles para que possam fornecer, a partir daqui de Pernambuco, os produtos que já entregam para a FCA”, pontuou Schwambach.

E a FCA deverá anunciar, na próxima semana, mais investimentos para o cenário nacional. A montadora deverá instalar uma nova fábrica de motores no Parque Industrial de Betim, em Minas Gerais. A informação foi confirmada pela empresa, que realizará evento na cidade no dia 22. A nova unidade deverá produzir motores que substituirão o 1.8, 2.0 e 2.4.

Da Folha de PE

sábado, 21 de abril de 2018

Pernambuco tem pior saldo de demissões em março

Foto: Caio Gomez/CB/D.A Press
Pernambuco teve o pior saldo de empregos no mês de março de todo Brasil em relação a fevereiro deste ano. Aqui, o setor que mais fechou vagas foi a indústria de transformação, que corresponde a um saldo negativo de 8.432 cargos de trabalho, sendo que 8.321 vagas fechadas foram diretamente relacionadas à indústria de alimentos, bebidas e álcool. A agropecuária aparece como segundo setor que mais demitiu em março, com - 2.787 vagas. Já o segmento de serviços e a construção civil tiveram os melhores resultados em março no estado. O primeiro abriu 1.091 postos e o mercado imobiliário demandou mais 541 colocações. 

No Brasil, a corrente foi oposta e o país registrou um saldo positivo de 56.151 vagas criadas no mesmo período, um aumento de 0,15% em relação ao estoque de fevereiro. O resultado é decorrente de 1.340.153 admissões e de 1.284.002 desligamentos. Os dados estão no Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) do Ministério do Trabalho, divulgado ontem.

O presidente da Federação das Indústrias de Pernambuco (FIEPE), Ricardo Essinger, explica que as demissões de março, tanto aquelas ligadas a indústria de alimentos, bebidas e álcool quanto às de agropecuária são resultado do final da safra do açúcar em Pernambuco. “Normalmente, a safra termina em fevereiro. Consequentemente, tem demissões em março. A perspectiva de abril também não é muito boa, não deveremos recuperar o mês que passou. Temos ainda uma indefinição do estaleiro, sem novas encomendas, vai parar. É um cenário preocupante”, afirma. Ele, porém, acredita que a recuperação da economia pernambucana deve vir com a construção civil, no segundo semestre.

O Caged apontou ainda que, das cinco regiões brasileiras, três apresentaram saldos positivos no emprego. O melhor desempenho foi no Sudeste, que teve um acréscimo de 46.635 postos. O Sul teve aumento de 21.091 vagas formais, seguido do Centro Oeste, que criou 2.264 novos postos. Os desempenhos negativos foram registrados no Norte (-231 postos) e no Nordeste (-13.608 postos). Já entre as unidades da federação, 15 estados e o Distrito Federal registraram variação positiva no saldo de empregos e 11 estados, variação negativa. Os maiores saldos de emprego ocorreram em São Paulo (+30.459), Minas Gerais ( 14.149), Rio Grande do Sul ( 12.667), Paraná ( 6.514), Goiás ( 5.312) e Bahia ( 4.151). No caso negativo, além de Pernambuco, os maiores saldos foram em Alagoas (-6.999), Mato Grosso (-3.018), Sergipe (-2.477), Pará (-787 empregos) e Mato Grosso do Sul (-646).

Brasil

Seis dos oito principais setores econômicos nacionais tiveram saldo positivo. O principal deles foi o de serviços, com a criação de 57.384 novos postos de trabalho, crescimento de 0,34% sobre o mês anterior. A indústria de transformação foi o segundo setor com melhores resultados ( 10.450 postos), um acréscimo de 0,14% sobre fevereiro. O terceiro melhor resultado ficou com a construção civil  ( 7.728 postos), seguido do setor da administração pública ( 3.660 postos), extrativa mineral ( 360 postos) e serviços industriais de utilidade pública ( 274 postos). 

Apenas dois setores apresentaram saldos negativos: agropecuária (-17.827 postos) e comércio (-5.878 postos). Vale ressaltar que, pela primeira vez, reflexos da reforma trabalhista puderam ser registrados no levantamento. Em março, na modalidade de trabalho intermitente, foram realizadas 4.002 admissões e 803 desligamentos, gerando saldo de 3.199 empregos. 

Do Diario de PE

sexta-feira, 6 de abril de 2018

BNB vai financiar geração de energia solar em casa

Reunião do CondelFoto: Divulgação
Os nordestinos que desejam ter um painel de geração de energia solar em casa agora podem financiar este equipamento com juros reduzidos. É que o Conselho Deliberativo (Condel) da Superintendência de Desenvolvimento do Nordeste (Sudene) decidiu incentivar a geração fotovoltaica em residências. Por isso, o Banco do Nordeste (BNB) vai passar a oferecer empréstimos para pessoas físicas que querem se tornar microgeradoras de energia elétrica. 

O financiamento será ofertado por meio do Fundo Constitucional de Financiamento do Nordeste (FNE). Por isso, segundo o BNB e o Ministério da Integração, poderá ser pago em até oito anos e contará com juros anuais de 6,24%. “O financiamento será ofertado dentro do FNE Sol, que já se aplica a empresas e agora também vai financiar pessoas físicas. Por isso, terá um dos menores juros do mercado, além de três anos de carência. E nós ainda vamos trabalhar para que o valor da prestação se aproxime do que os consumidores pagam hoje em energia elétrica”, afirmou o superintendente de negócios de varejo do BNB, Luiz Sérgio Machado. Ele frisou, contudo, que o crédito só será ofertado para consumidores que vivem perto de linhas de distribuição. Afinal, a energia gerada em casa também precisa ser transferida para as distribuidoras.

Com isso, a expectativa é que a matriz energética nacional fique cada vez mais limpa e que os consumidores da região gastem menos com a conta de luz. “Temos sol em abundância no Nordeste. Então, o consumidor poderá gerar a própria energia. E, em caso de excesso de produção, poderá repassar ou receber bônus da distribuidora. Por isso, o cidadão nordestino poderá baratear a sua conta de luz”, explicou o superintendente da Sudene, Marcelo Neves. “Além disso, o módulo fotovoltaico será pago em até oito anos, mas costuma ter uma vida útil de 20 a 25 anos”, completou Machado.

Da Folha de PE

sábado, 24 de março de 2018

Fábrica da Jeep de Pernambuco anuncia terceiro turno e abre 1,5 mil empregos

Visita do presidente Michel Temer à fábrica da JeepFoto: Anderson Stevens/Folha de Pernambuco
A fábrica da Jeep em Goiana, inaugurada em 2015 na Zona da Mata Norte de Pernambuco funcionará durante 24 horas por dia.  A abertura de um terceiro turno foi anunciada nesta sexta-feira (23). A expectativa é de que, com a medida, a capacidade produtiva suba para 250 mil veículos. "Acrescentar um turno à produção significa abrir mais 1,5 mil novos postos de trabalho entre a fábrica e os parques de fornecedores", anunciou o presidente da Fiat Chrysler Automobiles, Sergio Marchionne, durante a visita do presidente Michel Temer.

No ano passado, 179 mil veículos foram produzidos. Hoje 12 mil pessoas estão empregadas pela Jeep, entre parques de fornecedores, fábrica e terceirizados. O presidente da fábrica afirmou que o Brasil é um mercado de destaque nos planos de desenvolvimento internacional da companhia. "Pernambuco veio para ficar", frisou. 

Após a visita, o presidente seguiu para a fábrica da Hemobrás, onde fez um discurso sobre o assunto. "É com uma satisfação extraordinária que venho aqui. Em face da recuperação da economia brasileira a Fiat acabou de inaugurar um terceiro turno abrindo mais de 1.500 empregos. E isto realmente é uma coisa importante", comemorou.

Da Folha PE

terça-feira, 18 de julho de 2017

Pernambuco registra 2,7 mil novos empregos em junho, segundo Caged

Imagem: Divulgação/Reprodução
No mês de junho, Pernambuco gerou 2.726 empregos a mais do que o número de demissões em todo o estado, segundo o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgado nesta segunda-feira (17). De acordo com o Ministério do Trabalho, esse foi o primeiro resultado positivo do saldo de empregos formais para o referido mês desde 2015, já que, no mesmo período de 2016, houve o fechamento de 2,8 mil postos e, em 2015, 6,3 mil empregos foram extintos.

De acordo com a pesquisa, a indústria de transformação e a agropecuária foram os setores que apresentaram variações absolutas mais expressivas, com 1.566 e 1.380 postos criados, respectivamente. A construção civil, por sua vez, foi o setor com a maior perda de postos, já que houve o fechamento de 550 vagas.

Ainda segundo o Caged, houve 28.260 admissões formais nos 64 municípios do estado que têm mais de 30 mil habitantes. Nos mesmos locais, houve 26.557 desligamentos, o que gerou uma variação positiva de 0,15%. A cidade de Vicência, na Zona da Mata Norte de Pernambuco, apresentou a maior variação positiva entre as cidades e, devido à criação de 694 postos de trabalho, registrou 30,13% a mais de admissões em relação às demissões.

Na capital pernambucana, no entanto, houve o encerramento de 114 vagas de emprego no mês de junho, gerando uma variação negativa de 0,02% em relação à diferença entre admissões e demissões. No acumulado do ano, o fechamento de postos de trabalho também supera a criação de novas vagas, já que o estado registrou 23.049 demissões a menos do que o número de contratações — estatística válida para os 64 municípios com mais de 30 mil habitantes em Pernambuco.

Nacionalmente, o Ministério do Trabalho informou que o país gerou, no primeiro semestre, 67.358 mil vagas formais de trabalho. O número é o primeiro resultado positivo desde 2014. Ao todo, segundo o governo, foram 7.523.289 contratações nos primeiros seis meses deste ano e 7.455.931 demissões.

Do G1 PE

sexta-feira, 14 de julho de 2017

Condic aprova projetos que criarão 930 postos de trabalho em Pernambuco

Imagem: Divulgação/Reprodução
O Conselho Estadual de Políticas Industrial, Comercial e de Serviços (Condic) reuniu-se pela segunda vez este ano para analisar projetos de concessão de incentivos fiscais de empreendimentos interessados em se implantar ou ampliar suas atividades em Pernambuco. A 98ª reunião aconteceu na manhã do dia 06 de julho na Secretaria de Desenvolvimento Econômico de Pernambuco (SDEC). Mais outros dois encontros estão programados para ocorrer ainda este ano, nos meses de setembro e dezembro, respectivamente.

No encontro, foram aprovados 29 projetos, sendo 17 de indústrias (13 no interior), oito de importadoras e quatro de centrais de distribuição. Apesar do quadro de recessão que ainda assola o país, o Governo do Estado conseguiu atrair investimentos em indústrias na ordem de R$ 69,1 milhões, sendo R$ 16,9 milhões destinados à RMR e R$ 52,2 milhões para o interior.

Estes investimentos projetam a geração de 930 postos de trabalho, dos quais 792 estarão sediados no interior do Estado e 138 na Região Metropolitana do Recife. Ao todo, 19 municípios foram contemplados, sendo 6 na RMR e 13 no interior. São eles: Goiana, Glória do Goitá, São Bento do Una, Paudalho, Jaboatão dos Guararapes, Recife, Gravatá, Garanhuns, Brejão, Tabira, Petrolina, Caruaru, Paulista, Paranatama, Escada, Vitória de Santo Antão, Ipojuca, Olinda e Cabo de Santo Agostinho. Das doze Regiões de Desenvolvimento (RD) de Pernambuco, sete foram contempladas: RMR, Mata Norte, Mata Sul, Sertão do Pajeú, Agreste Central, Agreste Meridional e Sertão do São Francisco.

Também foram apresentadas na reunião algumas alterações na legislação do Programa de Desenvolvimento do Estado de Pernambuco (Prodepe). Dentre as novidades, a possibilidade da segunda renovação, pleito antigo solicitado pelo meio empresarial.

Da Assessoria

sábado, 3 de dezembro de 2016

Aché Laboratórios vai implantar fábrica em Suape com investimento de R$ 500 milhões

Imagem: Divulgação/Reprodução
Com o maior investimento dos últimos dez anos, R$500 milhões, e geração de 500 empregos diretos e cerca de 2.500 indiretos, a Aché Laboratórios Farmacêuticos anuncia a construção de complexo fabril e centro de distribuição em Pernambuco, os primeiros do Norte e Nordeste. 

Localizado em uma área de 250 mil m², à margem esquerda da Estrada TDR Norte, no complexo industrial de Suape, a planta fabril pernambucana da Aché irá produzir medicamentos sólidos, como compridos e cápsulas, que serão distribuídos para todo o Norte e Nordeste.

“Juntas, as regiões correspondem a 20% do nosso volume total de vendas e isso, aliado com a questão logística, foi um dos fatores decisivos para escolhermos Pernambuco para um investimento desse porte”, explica o presidente da Aché, Paulo Nigro. Ele adianta que a planta pernambucana, que deve ficar pronta daqui a exatamente um ano, servirá também de base para seu plano de internacionalização.

“A nossa meta é a partir daqui distribuir medicamentos para os 20 países que a Aché já exporta”, afirma o presidente. 

Da Folha de PE

sábado, 19 de novembro de 2016

CDL Surubim foca a valorização do comércio local

Imagem: Divulgação/Reprodução
Com o objetivo de dinamizar e impulsionar o comércio tradicional e local, a Câmara de Dirigentes Lojistas de Surubim incentiva aos consumidores que comprem no comércio de sua cidade.

Dentre os benefícios: 
- Fortalece o comércio local;
- O dinheiro gira na cidade;
- Traz desenvolvimento;
- Gera emprego

Outro benefício é que os produtos adquiridos em lojas físicas facilitam a relação entre as partes em caso de defeito ou qualquer tipo de problema. 

A campanha promovida pela CDL Surubim também acontece simultaneamente em todo o Estado através de uma iniciativa da Federação das Câmaras de Dirigentes Lojistas de Pernambuco. Saiba mais, clique AQUI.

Da Assessoria

terça-feira, 13 de outubro de 2015

Crise leva 111 categorias a fechar acordo com redução de salários

No ano passado, os trabalhadores conquistaram aumento
 real médio acima de 1% nas negociações realizadas em
todos os meses. Foto: EBC
Boa parte dos trabalhadores com negociações salariais neste segundo semestre vai conseguir, no máximo, repor o índice de inflação, em alguns casos parcelado. Aumentos reais, acima da inflação, que deram o tom às negociações nos últimos anos serão concedidos a um número menor da população assalariada. Além disso, cresce o número de funcionários com carteira assinada que aceita reduzir os salários para tentar escapar do desemprego.

Neste ano, até agosto, já ocorreram 111 acordos coletivos com redução nominal dos salários, quase metade deles no Estado de São Paulo. Em 2014 foram apenas quatro registros de negociações com corte no holerite, segundo levantamento da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), com base em dados do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE).

No ano passado, os trabalhadores conquistaram aumento real médio acima de 1% nas negociações realizadas em todos os meses. Neste ano, com exceção de janeiro, os reajustes estão abaixo de 1% ou se limitam a repor a inflação. Em julho, o resultado foi negativo em 0,3%. Os dados levam em conta todos os acordos salariais firmados no País. 

As negociações salariais nestes últimos meses serão muito difíceis, diz o coordenador da pesquisa da Fipe e responsável pelo site salários.org.br, Hélio Zylberstajn. "De um lado, tem a inflação acumulada de quase 10% e uma baita recessão e, de outro, empresas em dificuldade de reajustar a folha de pagamentos, pois não vendem seus produtos." 

Poder de barganha

Mesmo que o segundo semestre seja marcado por negociações de categorias com maior poder de barganha, como metalúrgicos, químicos, bancários e petroleiros, o embate será complicado, admite José Silvestre Prado de Oliveira, coordenador de relações sindicais do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese).

De 25 negociações analisadas pelo Dieese entre julho e agosto, 90% conseguiram apenas zerar a inflação. Oliveira diz que os resultados dos acordos do segundo semestre devem ser similares aos do primeiro, com conquista de aumento real por menos de 70% dos trabalhadores. 

O levantamento do Dieese tem amostra menor do que a da Fipe. No primeiro semestre, segundo esse levantamento, 68,5% dos acordos ficaram acima do INPC, e 14,6% abaixo do índice.

Foi o pior resultado para os trabalhadores desde 2008, quando teve início uma nova metodologia da pesquisa. No ano passado, 93% das categorias tiveram aumento real.

Além disso, o reajuste real médio foi de 0,51%, também o mais baixo desde 2008. No ano passado, o ganho dos trabalhadores no primeiro semestre foi mais que o dobro (1,46%) e no segundo de 1,16%.

"O cenário desse segundo semestre é de dificuldade pois, entre os vários problemas, a dimensão da crise política contamina o cenário econômico", diz Oliveira.

Com informações do JC Online

sexta-feira, 4 de setembro de 2015

Assinados os primeiros contratos do Programa PE Solar

Imagem: Divulgação/Reprodução
Os dois primeiros contratos do Programa PE Solar foram assinados na semana passada. O governador Paulo Câmara prestigiou, no último domingo, o almoço em comemoração ao Dia do Pão, promovido pelo Sindicato da Indústria de Panificação do Estado de Pernambuco, em Igarassu. Na ocasião, o chefe do Executivo estadual formalizou junto com o secretário de Desenvolvimento Econômico (SDEC), Thiago Norões, e o secretário de Micro e Pequena Empresa, Qualificação e Trabalho, Evandro Avelar, o financiamento para duas padarias que farão uso da energia solar em seus negócios.

De acordo com o governador, a parceria garantirá mais competitividade ao segmento, que gera no Estado 40 mil empregos diretos, e entre 100 e 120 mil indiretos. “Essa energia limpa, que é mais barata, ajudará o setor a gerar ainda mais oportunidades de emprego e renda para os pernambucanos. Quero fechar mais parcerias do tipo com a Panificação, que tem a nossa confiança porque é um setor sério, feito por pessoas éticas, que ajudam a desenvolver Pernambuco”, destacou Paulo Câmara.

Os dois projetos somam investimentos de R$ 247 mil, que serão financiados pela linha de crédito formatada pela Agência de Fomento do Estado de Pernambuco (Agefepe) especialmente para o PE Solar. Os estabelecimentos estão localizados no Grande Recife. Ao todo, serão injetados na base de microgeração do Estado cerca de 35 kW.

O Programa PE Solar visa estimular a micro e minigeração de energia solar por micro, pequenas e médias empresas pernambucanas. Para tanto, foi criada uma linha de financiamento específica para instalação de painéis fotovoltaicos, além de estruturada uma rede de fornecedores de produtos e serviços.

O financiamento estruturado para o PE Solar prevê prazos de amortização de até oito anos (96 meses), com seis meses de carência, e cobrança de juros baixos, de até 8,24% ao ano para micro, pequenas e médias empresas, e de 5,3% ao ano para cooperativas e cooperados do setor rural. O pagamento em dia vai gerar bônus de adimplência, que reduzirá os juros para 7% e 4,5%, respectivamente.

Com informações da SDEC PE

Acompanhe-nos no Facebook


Publicidade


!

!
!
!

!

!

!

!
!
!
!
!

!
! !
!

!

Você é o Visitante:

Acessos em Tempo Real

Previsão do Tempo em Surubim

Blogs e Sites Parceiros

Arquivo do blog

Curta Nossa FanPage - Muito Obrigado!

Internautas On Line

(81) 9925.8297 // negocioseinformes@gmail.com