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sexta-feira, 2 de agosto de 2019

INSS devolverá R$ 57 milhões em descontos não autorizados

Antonio Cruz/Agência Brasil
O INSS encerrou nesta quinta-feira (1º) os convênios com quatro associações de aposentados pelo desconto irregular de contribuição em benefícios previdenciários.

Em junho, o órgão iniciou investigação e bloqueou os descontos em 800 mil aposentadorias e pensões. O dinheiro retido no período, R$ 57 milhões, será devolvido ao longo da próxima semana, com crédito em conta, segundo o órgão.

A Abamsp (Associação Beneficente de Auxílio Mútuo ao Servidor Público), a Centrape (Central Nacional dos Aposentados e Pensionistas), a Asbapi (Associação Brasileira de Aposentados, Pensionistas e Idosos) e Anpps (Associação Nacional de Aposentados e Pensionistas da Previdência) respondiam, segundo o INSS, a 90% das reclamações por descontos não autorizados.

O instituto afirma que, além das irregularidades constatadas nos descontos, a decisão de rescindir os convênios ocorreu pelo aumento, em 2018 e 2019, na quantidade de reclamações apresentadas por segurados ao INSS. 

Foram 27.422 queixas na Ouvidoria do órgão, 10.452 processos judiciais por práticas abusivas e descontos indevidos, 5.137 reclamações no site Reclame Aqui e 61 procedimentos instaurados pelo MPF (Ministério Público Federal), a Defensoria Pública, os Procons e a Polícia Civil.

Mensalmente, diz o INSS, as APSs (Agências da Previdência Social) recebem cerca de 3.000 pedidos de exclusão de desconto indevido.

Essas cobranças eram feitas porque as associações passavam ao instituto uma listagem com os beneficiários que teriam autorizado a contribuição direto do benefício.

Quando o segurado não reconhece a cobrança, o instituto bloqueia o pagamento e devolve o dinheiro.

Quando a investigação teve início, a reportagem procurou todas as instituições, que negaram irregularidades nos descontos.

Por: Fernanda Brigatti e Clayton Castelani - Folha Press

domingo, 30 de junho de 2019

Pernambuco tem saldo positivo no Caged

Carteira de TrabalhoFoto: Marcelo Casal J.r/Ag. Brasil /arquivo
Dados de maio do cadastro geral de empregados e desempregados do País revelam que o estado abriu 1,701 postos formais de trabalho

Após um mês de abril com discreto crescimento na criação de postos formais de trabalho, com criação de 427 empregos com carteira assinada, Pernambuco retoma o ritmo de crescimento do trabalho em maio. Segundo dados do Cadastro Geral de Emprego e Desemprego (Caged), divulgados ontem pela Secretaria Especial de Previdência e Trabalho do Ministério da Economia, no mês passado, as contratações superaram as demissões em 1.701 postos. Em todo o País, o resultado também foi positivo, com a criação de 32,1 mil vagas de trabalho no período.

Se no nacional o impulso na geração de vagas foi puxado pelo setor agropecuário, com o cultivo de café e laranja, em Pernambuco, o setor da indústria da transformação impulsionou o crescimento. A alta vem da criação de postos formais no subgrupo que corresponde às indústrias de produção de alimentos, bebidas e álcool etílico. Afinal, apenas esse subgrupo foi responsável gerou 1.597 postos formais de trabalho. “Esse saldo positivo era esperado pelo setor industrial em Pernambuco quando saiu a última pesquisa sobre a produção industrial, que mostrou que teve uma recuperação. Como a produção cresceu, iria interferir no saldo de emprego do Caged”, comenta o coordenador do Núcleo de Economia da Federação das Indústrias de Pernambuco (Fiepe), Cezar Andrade. Ele explica que o aumento da produção é fruto da demanda de consumo ocasionada pelos festejos juninos no Estado. 

Com uma capacidade ociosa em Pernambuco de mais de cem mil empregos, de acordo com dados do Sindicato da Indústria da Construção Civil no Estado de Pernambuco (Sinduscon-PE), o setor da construção civil manteve a tendência de abertura de vagas. Porém, ao contrário do mês de março, quando o saldo positivo foi de 698 postos, em maio, apenas 332 vagas formais foram criadas.

Da Folha de PE

domingo, 16 de junho de 2019

Exclusão da reforma ameaça municípios

Saloá é o município que tem a pior relação entre aposentados e
trabalhadores ativos formais.Foto: Rafael Martins/ DP
Após a apresentação do parecer da reforma da Previdência sem a inclusão de estados e municípios na Comissão Especial da Câmara dos Deputados, o sinal de alerta nas lideranças estaduais e municipais foi aceso. A retirada das unidades da federação e das cidades, feita pelo deputado Samuel Moreira (PSDB-SP), pode influenciar ainda mais no aumento do déficit da Previdência Social dos fundos próprios dos municípios, na área do serviço público. O fato de um terço das cidades brasileiras terem mais aposentados que trabalhadores formais também está entre as preocupações de gestores, parlamentares e especialistas.

Em Pernambuco, segundo estudo da Confederação Nacional do Comércio (CNC), o número é semelhante à média nacional, já que 60%, ou seja, 111 das 184 cidades, possuem mais aposentados do regime do INSS do que trabalhadores com carteira assinada, que contribuem para o regime geral da Previdência Social. Os números reforçam a necessidade de ajustes nos regime previdenciários, como explica o professor de economia da UNIFBV, Antônio Pessoa. “É preciso fazer ajustes. O principal problema é que não há um tempo de contribuição suficiente para que a pessoa fique recebendo a aposentadoria, além das aposentadorias precoces. E como hoje, no país, a gente está vivendo uma transição demográfica, a população está envelhecendo e requerendo cada vez mais a aposentadoria”. 

Além dessa situação, um aspecto que chama a atenção é o fato de boa parte das economias internas dos municípios de pequeno e médio porte não apresentarem dinamização, já que há alta taxa de informalidade e uma demanda cada vez maior por serviço por conta do envelhecimento da população, sobretudo na área de assistência básica de saúde. 

“Municípios pequenos têm uma geração de empregos formais muito precárias. Quando geram, boa parte é informal. E a outra parte é ligada a serviços públicos, sobretudo prefeituras. São as economias sem produção, podemos chamar assim, ou seja, aqueles que não geram a renda necessária para o desenvolvimento da cidade”, explica Antônio Pessoa. O outro viés a ser observado é que boa parte das verbas dos municípios vêm dos governos federal e estadual, e boa parte do montante vai para a previdência. 

Em Pernambuco, o alto grau de informalidade tem inf luência na estatística da Confederação Nacional do Comércio. As cidades com maiores índices de disparidade entre trabalhadores formais e aposentados do INSS são de médio e pequeno porte, como Saloá, São Joaquim do Monte, Itapetim, Passira e Águas Belas, com os cinco piores índices. 

“Há um grau de informalidade maior no interior de Pernambuco, assim como no Nordeste como um todo. Isso inf luencia diretamente na estatística desfavorável à região. Além desse aspecto, há também a dificuldade para os jovens entrarem no mercado de trabalho nas cidades menores”, afirma a economista Amanda Aires.

Com a eventual retirada dos servidores de estados e municípios da reforma, pode ser que haja uma série catalisadora negativa para as cidades: a falta de recursos para o pagamento de aposentados e as dificuldades para retirar jovens da dependência de parentes que dependem da assistência da Previdência ao invés de ingressarem no mercado de trabalho, escasso nos municípios diante da crise. 

“Se não incluir os municípios nessa reforma, pode acontecer que, em algum momento, o estado não tenha mais dinheiro, nem haja sustentação econômica interna. Além dos governadores, os prefeitos precisam comprar essa briga”, argumenta o diretor do Instituto Brasileiro de Direito Previdenciário, Elizeu Leite.

Em Saloá e Cumaru, desafio é dobrado

O prefeito de Saloá, Manoel Ricardo (MDB), tem um grande desafio em mãos: a cidade possui o maior número de aposentados do estado para cada trabalhador formal (4,2). Para ele, “se os municípios ficarem fora da Previdência, [a situação fiscal] fica muito ruim, porque a gente não vai ter, no futuro, como bancar essa Previdência. Ela já é deficitária e a cada ano ficará pior”. 

A situação também é alarmante em Cumaru. A prefeita da cidade do Agreste pernambucano, Mariana Mendes (PTC), afirma que a reforma é necessária para o município, que possui 3,9 aposentados para cada trabalhador na ativa. “Nós temos que fazer a reforma. Eu peguei uma previdência com um débito de R$ 880 mil, ou seja, devendo 13º e salário. Os aposentados passavam dois, três meses sem receber salário”, afirma, justificando o parcelamento do pagamento aos aposentados. Ainda de acordo com Mariana, se os municípios não forem incluídos na reforma, Cumaru pode falir. 

A possível exclusão das federações desagrada o presidente da Associação Municipalista de Pernambuco (Amupe), José Patriota (PSB). Ele questiona a separação entre os entes federativos e diz que “isso é um jogo baixo, politicagem”. Na opinião dele, que é prefeito de Afogados da Ingazeira, “a previdência tem que ser um sistema único, uma política integrada entre os entes federativos”. Continue lendo, clique AQUI!

terça-feira, 28 de maio de 2019

Paulo Guedes se diz confiante na aprovação da reforma da Previdência

Foto: Marcos Corrêa/PR
O ministro da Economia, Paulo Guedes, disse nesta segunda-feira (28), em Brasília, que está confiante na aprovação da reforma da Previdência. Ele afirmou que as manifestações de apoio ao governo são a prova de que o povo quer mudança.

“Estamos confiantes que o Congresso vai aprovar a reforma [da Previdência]. Acho que as manifestações simplesmente confirmam a ideia de que o povo quer mudanças”, disse, ao chegar no Ministério da Economia, após café da manhã, no Palácio da Alvorada, com o presidente Jair Bolsonaro, os presidentes da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, do Senado, David Alcolumbre, e do Supremo Tribunal Federal, Dias Toffoli.

Segundo Guedes, o encontro foi “excelente, em um ambiente ótimo”, sem antagonismo entre os poderes. “Estão todos buscando melhorar o país”, disse.

Neste momento, Guedes e Maia estão reunidos no ministério e o tema da reunião, de acordo com o ministério, é “agenda de desburocratização”.

Da Agência Brasil

sábado, 18 de maio de 2019

Economia na reforma com idade mínima para homem é 3 vezes a da mulher

Foto: Marcelo Camargo/ Agência Brasil
A proposta de criar uma idade mínima para aposentadorias tem um peso fiscal três vezes maior sobre homens do que sobre mulheres.Ao acabar com a aposentadoria por tempo de contribuição, o governo espera cortar R$ 274 bilhões em despesas previdenciárias com homens e R$ 89,3 bilhões com mulheres em dez anos.

A conta demonstra um desequilíbrio contra elas no mercado. Isso porque, por serem menos estáveis no trabalho formal, as mulheres são minoria no tipo de aposentadoria que será extinto e que exige 30 anos de contribuições ao Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Além disso, elas recebem, em média, salários menores.

Esses dois fatores ajudam a explicar a diferença na expectativa do impacto de uma idade mínima para cada sexo.

"Isso está ligado às condições do mercado de trabalho, da sociedade como um todo, pois ainda há, em muitas regiões, à vinculação de mulheres ao trabalho doméstico", disse o economista José Márcio Camargo, economista da PUC-RJ e um dos conselheiros do ministro Paulo Guedes (Economia) sobre a reforma da Previdência.Coordenadora da bancada feminina na Câmara, a deputada Professora Dorinha (DEM-TO) afirmou que os dados refletem a organização familiar.

"O tempo da mulher com carteira assinada e em posição de chefia é menor. É a mulher que geralmente abre mão da carreira, após determinado período, para cuidar dos filhos ou de alguém com deficiência na família ou de idosos".

Pelo INSS, há duas formas de aposentadoria para trabalhadores urbanos. Uma é por idade, que exige 65 anos, no caso de homens, e 60 anos para mulheres, além de pelo menos 15 anos de contribuições. Continue lendo, clique AQUI!


sábado, 27 de abril de 2019

Caravana da OAB debate reforma da Previdência em Limoeiro

Diante do amplo debate que ocorre em todo o país sobre a proposta da Reforma da Previdência, diversas classes profissionais estão promovendo encontros com a população para esclarecimentos técnicos, apresentações de sugestões e projeções futuras. No Agreste Setentrional, o município de Limoeiro sediará, na próxima segunda-feira, 29 de abril, a Caravana da Reforma da Previdência.

O evento acontecerá a partir das 19h, no auditório da Faculdade de Ciências Aplicadas de Limoeiro (FACAL), na Avenida Jerônimo Heráclio. A Caravana é fruto de parceria entre OAB Limoeiro, OAB Pernambuco (Comissão de Seguridade Social), Escola Superior de Advocacia de Pernambuco e FACAL. O objetivo é discutir os principais aspectos da proposta da reforma da Previdência com advogados, universitários, trabalhadores e a sociedade civil.

Entre as palestrantes confirmadas estão Núbia Sobral e Rosete Soares, advogadas previdenciárias e membros da Comissão de Seguridade Social da OAB Pernambuco; e Taciana Magalhães, presidente da OAB Limoeiro. As inscrições podem ser realizadas na sede da OAB Limoeiro, na Rua da Matriz, no Centro, ou no evento. O acesso é gratuito. Do Blog do Agreste (Imagem | Divulgação)

domingo, 21 de abril de 2019

Governo decreta sigilo sobre estudos que embasam reforma da Previdência

Paulo Guedes, ministro da EconomiaFoto: Valter Campanato/Agência Brasil
A decisão de blindar os documentos consta de resposta da pasta a um pedido da Folha de S.Paulo para consultá-los

O Ministério da Economia decretou sigilo sobre estudos e pareceres técnicos que embasaram a PEC (Proposta de Emenda à Constituição) da Previdência. Assim, não é possível ao cidadão comum, afetado diretamente pelas mudanças em pensões e aposentadorias, ter acesso a argumentos, estatísticas, dados econômicos e sociais que sustentam o texto em tramitação.

A decisão de blindar os documentos consta de resposta da pasta a um pedido da Folha de S.Paulo para consultá-los, formulado com base na Lei de Acesso à Informação após o envio da PEC ao Congresso.

Na resposta, a Secretaria Especial de Previdência e Trabalho informou ter elaborado, "no âmbito de suas competências regimentais", manifestações técnicas sobre a proposta em tramitação.

"Contudo, registra-se que todos os expedientes foram classificados com nível de acesso restrito por se tratarem de documentos preparatórios", explicou.

Na prática, isso significa que só servidores e autoridades públicas, devidamente autorizados, podem acessar as informações.

A resistência do governo em apresentar levantamentos relativos à PEC tem irritado congressistas.

O decreto que regulamenta a Lei de Acesso chama de preparatórios documentos formais usados como fundamento de "tomada de decisão ou de ato administrativo, a exemplo de pareceres e notas técnicas".

A secretaria diz que a medida restritiva segue entendimento da PGFN (Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional) a respeito do assunto.

Na resposta à Folha, cita trechos da lei da norma regulamentadora, segundo os quais "o direito de acesso aos documentos ou às informações neles contidas" utilizados como fundamento da tomada de decisão e do ato administrativo será assegurado com a edição do ato decisório respectivo. Confira a matéria completa,  clique AQUI!

domingo, 24 de março de 2019

Caravana da Reforma da Previdência chega à Surubim no dia 10 de abril

Imagem: Divulgação/Reprodução
Surubim, no Agreste Setentrional, irá receber no dia 10 de abril, a partir das 19h, na sede da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), a “Caravana da Reforma da Previdência." 

O evento é fruto de parceria entre a Subseccional Surubim da Ordem dos Advogados do Brasil, e a Escola Superior de Advocacia de Pernambuco. O objetivo é discutir os principais aspectos da proposta de reforma da previdência com advogados e a sociedade pernambucana.

Inscrições gratuitas na sede da OAB Surubim.

Através da rede social (www.instagram.com/oabsurubimpe), a OAB Surubim divulgou a programação oficial (imagem à esquerda). 

Da Redação (Negócios & Informes)

sexta-feira, 22 de março de 2019

Surubim | Reforma da Previdência será tema de aula pública na Praça Dídimo Carneiro

Praça Dídimo Carneiro. | Foto: Ilustração/Surubim News
Nesta sexta-feira, dia 22 de março, a Central Única dos Trabalhadores (CUT) e outras nove centrais sindicais realizam o Dia Nacional de Luta e Mobilização em Defesa da Previdência. Em Surubim, a programação do movimento contará com uma aula pública sobre a Reforma da Previdência. O evento acontecerá às 19h, na Praça Dídimo Carneiro, no Centro da cidade.

A aula terá início com uma palestra sobre o tema, proferida por Rafael Cavalcanti, vice-presidente do Sinpol (Sindicato dos Policiais Civis de Pernambuco) e integrante da Intersindical (Instrumento de Luta e Organização da Classe Trabalhadora), central sindical com sede em São Paulo, mas que tem atuação em todo o país. Após a palestra acontecerão os debates com os participantes.

A aula pública sobre a Reforma da Previdência faz parte das atividades promovidas pelo movimento local “Lutar, Resistir e Avançar”, coordenado pelo professor Edier Sabino, que mensalmente promove debates sobre temas sociais na praça Dídimo Carneiro.

Do Correio do Agreste

sexta-feira, 7 de dezembro de 2018

Fazenda sugere fim do abono salarial e revisão do reajuste do mínimo

Foto: Marcos Santos/USP Imagens
A política de reajuste do salário mínimo deverá ser revista e o abono salarial extinto, para reequilibrar as contas do governo depois da aprovação da reforma da Previdência. As sugestões constam de documento do Ministério da Fazenda com o balanço da atual gestão e recomendações para o próximo governo, disponível na página da pasta na internet.

A pasta também recomenda o controle dos gastos públicos, com a redução de privilégios e incentivos fiscais para setores da economia, revisão dos gastos com o funcionalismo público e direcionamento dos benefícios sociais aos mais pobres para reduzir a desigualdade. Segundo o documento, o salário mínimo, cuja política de reajuste será substituída em 2020, deverá ser compatível com os salários do setor privado e o aperto nas contas públicas.

Desde 2011, o salário mínimo é reajustado com base na inflação dos 12 meses anteriores pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), mais a variação do Produto Interno Bruto (PIB, soma dos bens e serviços produzidos no país) de dois anos antes. Caso o resultado do PIB seja negativo, a correção se dá apenas pelo índice de inflação. Essa política vigorará até 2019, sendo substituída no ano seguinte.

Segundo o Ministério da Fazenda, cada R$ 1 de alta no salário mínimo aumenta os gastos da União em R$ 304 milhões. A maior parte desses gastos o impacto decorre do reajuste do piso pago pela Previdência Social. A nova política de cálculo do mínimo deverá ser encaminhada pelo futuro governo até 15 de abril, quando será apresentado o projeto da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2020.

Abono salarial

Em relação ao abono salarial, a Fazenda recomendou a extinção do benefício por entender que não atende à população em extrema pobreza, mas apenas empregados com carteira assinada. Previsto para consumir de R$ 19,2 bilhões no próximo ano, o abono é pago ao trabalhador que recebe até dois salários mínimos com carteira assinada, desde que tenha trabalhado pelo menos 30 dias no ano-base de apuração e tenha carteira de trabalho há pelo menos cinco anos. O valor varia de R$ 80, para quem trabalhou apenas por 30 dias, a um salário mínimo (R$ 954), para quem trabalhou por 12 meses no ano anterior.

Para aumentar a eficiência dos gastos sociais, o Ministério da Fazenda, que será transformado em Ministério da Economia em janeiro, recomendou medidas adicionais, em que também entram a revisão do Benefício de Prestação Continuada (BPC), concedido a idosos e a pessoas com deficiência, a transferência da aposentadoria rural da Previdência para a assistência social e mudanças no regime previdenciário dos militares, com a possível cobrança de contribuição sobre pensões e proventos de militares inativos.

Para a Fazenda, o BPC, que paga um salário mínimo a deficientes e a quem tem mais de 65 anos, é menos eficaz que o Bolsa Família na redução da pobreza e tem alto nível de judicialização (questionado com frequência na Justiça). O Orçamento do próximo ano reserva R$ 59,2 bilhões para o BPC, que será pago a 4,9 milhões de beneficiários. Enquanto o Bolsa Família, que paga um valor fixo por dependente e é menor que o salário mínimo, destinará R$ 29,5 bilhões a 13,6 milhões de famílias.

Segundo a Fazenda, o Bolsa Família é o programa mais eficaz para reduzir a pobreza porque 44,3% dos recursos são destinados aos 20% mais pobres da população. A Previdência Social vai na direção inversa: 40,6% dos benefícios pagos vão para os 20% mais ricos, contra somente 3,3% dos recursos para os 20% mais pobres.

FGTS

Por fim, a Fazenda propõe uma reforma no Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), de modo a usar os recursos do fundo para financiar parcialmente o seguro-desemprego e aumentar a rentabilidade das contas, que atualmente pagam 3% mais Taxa Referencial ao ano, mais participação nos lucros. A pasta também sugere a extinção do Fundo de Investimento do FGTS (FI-FGTS), que financia projetos escolhidos pelo governo e foi foco de corrupção nos últimos anos, por entender que a livre alocação de recursos é mais eficiente.

Da Agência Brasil

sexta-feira, 28 de abril de 2017

Limoeiro debate Reforma da Previdência em curso na próxima quinta (4)

A cidade de Limoeiro, no agreste pernambucano, vai receber a Caravana da Reforma da Previdência, promovida pela Escola Superior de Advocacia de Pernambuco (ESA-PE), da OAB-PE, em parceria com a Caixa de Assistência aos Advogados de Pernambuco (CAAPE). O encontro será realizado na sede da Ordem no município, no dia 4 de maio, a partir das 18h. O curso será facilitado pelo advogado Bruno Baptista – presidente da CAAPE. Informações e inscrições na subseccional da OAB em Limoeiro, que fica à Rua da Matriz, 109, primeiro andar, centro ou pelo telefone (81) 3628-1002. 
Imagem: Divulgação/Reprodução

quarta-feira, 26 de abril de 2017

Sistema CNDL Informa: O comércio brasileiro funcionará normalmente no dia 28 de abril

Imagem: Divulgação/Reprodução
A Câmara de Dirigentes Lojistas de Surubim divulgou nesta quarta-feira (26), um comunicado sobre o funcionamento do comércio local na próxima sexta-feira (28). Seguindo recomendação da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas, o comércio na capital da vaquejada irá funcionar normalmente. 

Confira, na íntegra:

"Nós vamos trabalhar!

O comércio de Surubim funcionará normalmente no dia 28 de abril".

Saiba mais, clique AQUI.

sábado, 25 de março de 2017

Terceirização é aprovada sem restrições nas empresas

Substitutivo do Senado ao Projeto de Lei (PL) 4302/98 foi aprovado nesta quarta-feira (22/3) pelo Plenário da Câmara. O texto-base do PL que autoriza o trabalho terceirizado para qualquer tipo de atividade teve 231 votos a favor, 188 contra e 8 abstenções. Com a medida, empresários preveem aumento da formalização e criação de mais empregos.
Diante da aprovação do Projeto de Lei, a terceirização poderá ser aplicada a qualquer atividade, meio (secundária) ou fim (principal), e a empresa terceirizada será responsável por contratar, remunerar e dirigir os trabalhadores, ficando a empresa contratante responsável por garantir segurança, higiene e salubridade dos trabalhadores terceirizados.
Para o presidente da CNDL, Honório Pinheiro, a terceirização traz melhorias na relação entre empregado e empregador: “Nós compreendemos que a liberdade na ação do trabalhador gerará um resultado muito melhor de emprego e de renda para o desenvolvimento do país”, destacou o presidente.
Saiba mais, clique AQUI.

segunda-feira, 20 de março de 2017

Governo quer que trabalhador rural contribua 5% com a Previdência

Imagem: Divulgação/Reprodução
Com a reforma da Previdência, o governo planeja exigir de trabalhadores rurais uma contribuição máxima de 5% do salário mínimo, disse o secretário de acompanhamento econômico da Ministério da Fazenda, Mansueto Almeida.

Atualmente, trabalhadores rurais têm regras diferentes de aposentadoria das de trabalhadores urbanos. Mesmo não contribuindo com a Previdência, eles têm acesso ao benefício ao atingirem a idade mínima de 55 anos (mulheres) e 60 anos (homens) se comprovarem terem exercido atividades no campo.

Pela proposta de reforma do governo, os regimes seriam unificados. Para se aposentar, trabalhadores rurais também serão obrigados a contribuir por 25 anos e ter uma idade mínima de 65 anos para se aposentar.

A diferença é que o benefício continuará a ser subsidiado em parte, uma vez que a contribuição exigida, de 5% no máximo, é inferior à alíquota do setor privado, que hoje varia entre 8% e 11%.

Mansueto defendeu a proposta dizendo que a mudança permite o acesso do trabalhador rural a outros benefícios previdenciários, como o auxílio doença.

De acordo com o governo, o comum hoje é que o trabalhador rural busque a Previdência, regularizando sua situação, apenas quando está próximo da aposentadoria.

Esse seria um exemplo de que a reforma da Previdência, ao igualar as regras para todos os trabalhadores, protege os mais pobres e ataca privilégios, disse Mansueto em evento da Câmara Americana de Comércio em São Paulo nesta segunda (20), do qual também participaram o presidente Michel Temer e o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ).

"Funcionários públicos e políticos perderão porque não faz sentido terem aposentadorias especiais. O que faz sentido numa democracia é que as regras sejam iguais para todos", disse.

Da Folha de PE

segunda-feira, 6 de março de 2017

Audiência Pública discute Reforma da Previdência em Surubim, nesta quarta-feira (08)

Imagem: Divulgação/Reprodução
Uma audiência pública sobre a reforma da Previdência Social será realizada nesta quarta-feira (08),  a partir das 08h30, na Câmara de Vereadores de Surubim.  O encontro é organizado pelo Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Surubim. 

De acordo com os organizadores, será um momento de conversar com a população surubinense sobre a reforma proposta pelo Governo Federal, que acaba atingindo e prejudicando os direitos trabalhistas. Mais informações: (81) 3634.1479.


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