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domingo, 5 de julho de 2020

Ipea: Emprego deve se recuperar só após retorno da atividade econômica

Foto: Marcello Casal/Agência Brasil
A recuperação do mercado de trabalho brasileiro após o choque causado pela pandemia do novo coronavírus, causador da Covid-19, tende a ser mais lenta que o retorno da atividade econômica, que teve seu pior momento em abril. A avaliação é de pesquisadores do Instituto de Pesquisa Econômica e Aplicada (Ipea), que afirmam que a retomada depende do controle da pandemia.

O Ipea divulgou, no início da noite desta sexta (3), uma avaliação sobre os dados obtidos na Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios focada nos impactos da ovid-19 (Pnad-Covid) e realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia Estatística (IBGE) e divulgada nesta sexta-feira (3).

O diretor adjunto de Estudos e Políticas Macroeconômicas do Ipea, Marco Cavalcanti, explicou que, em momentos de crise, os custos de demissões fazem com que os dados do mercado de trabalho piorem mais lentamente que os efeitos imediatos na atividade econômica. De forma semelhante, os custos de contratação fazem com que a retomada dos empregos seja mais lenta em momentos de recuperação.

"Como há muitos custos, os empresários só vão contratar ou demitir se tiverem segurança do cenário econômico que vem pela frente. Se os empresários estiverem inseguros em relação às perspectivas futuras, vão pensar duas vezes antes de começar a contratar", diz o pesquisador. "Todo o cenário de recuperação da atividade econômica e do mercado de trabalho está condicionado, certamente, ao controle da pandemia."

Os dados da Pnad-Covid mostram que a taxa de desocupação aumentou para 12,1% nas duas primeiras semanas de junho. Na primeira quinzena de maio, o percentual era de 10,4%. Apenas na semana de 7 a 13 de junho, o número de trabalhadores que procuraram emprego e não encontraram aumentou em 700 mil pessoas, chegando a 11,9 milhões.

Cavalcanti explica que o aumento da taxa de desocupação está relacionado à queda de 0,7% na população ocupada e ao aumento de 1,2% na força de trabalho, que inclui todas as pessoas trabalhando ou procurando emprego. Uma das razões para tal aumento é que caiu 4,9% o número de pessoas que declararam não ter procurado trabalho por causa da pandemia. Em números absolutos, a queda representa cerca de 900 mil pessoas, que estavam fora da taxa de desocupação porque esta inclui apenas quem procurou trabalho e não encontrou.

"São pessoas que, possivelmente, estavam temerosas de sair às ruas e pessoas que estavam desalentadas achando que não iriam conseguir emprego", descreve Cavalcanti,  acrescentando que o outro lado do aumento da desocupação é inegavelmente ruim: o nível de ocupação caiu e chegou a apenas 49,1% da população em idade ativa.

Para o pesquisador, um dado considerado sinal de que os efeitos da crise podem estar arrefecendo é a redução do número de pessoas afastadas do trabalho por causa do isolamento social. Esse percentual caiu de 16,4 milhões para 12,9 milhões entre as primeiras quinzenas de maio e junho. "Na mesma linha, o número de pessoas trabalhando de forma remota caiu dentro da margem."

Ele resume que os sinais do mercado de trabalho são mistos, e a tendência é que o retorno de mais pessoas à busca de emprego pressione a taxa de desocupação. "Não dá para afirmar, com certeza, que, no que se refere ao mercado de trabalho, o pior já passou."

Da Agência Brasil

terça-feira, 30 de junho de 2020

Número de desempregados em Pernambuco é o segundo maior do NE

(Foto: Marcello Casal Jr /Agência Brasil)
Uma consequência direta do isolamento social decorrente da pandemia da Covid-19 foi o aumento do desemprego. Dados recentes de maio do Novo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Novo Caged) mostram que neste mês houve uma retração de 331.901 no saldo de empregos com carteira assinada no Brasil. Foram, em todo o país, 703.921 admissões e de 1.035.822 desligamentos. Em Pernambuco, o número de demissões chegou a 23.839, o segundo maior do Nordeste, enquanto 16.887 pessoas foram empregadas. Uma variação negativa de 0,59% (-6.952 postos formais). Menos negativo, entretanto, do que o do mês de abril (- 24.965). Na região, quanto ao saldo, Pernambuco só fica atrás da Bahia (-17.033 ) e do Ceará (-9.476). 

As cinco regiões do país tiveram saldo negativo em maio. De forma proporcional, o Sul apresentou o pior resultado com redução de -1,10%, equivalente a -78.667 postos. No Sudeste, foram -180.466 vagas com carteira assinada (-0,92%). A sequência traz o Nordeste (-50.272 postos, -0,82%); Norte (-10.151 postos, -0,58%) e Centro-Oeste (-12.580 postos, -0,39%). No Nordeste, o total de admitidos em maio foi de 85.853 enquanto o de desligados chegou a 136.125. Dentre os estados, a Bahia traz o maior volume de desligamentos (41.697) e o Sergipe o menor (5.974). O saldo menos negativo entre admissões e demissões é o do Maranhão: -1.238.

A pesquisa também traz outros dados estaduais e municipais. Em Pernambuco, o acumulado de 2020 de admissões foi de 127.009 enquanto o total de desligamento foi de 190.567. O saldo negativo, portanto, até agora, foi de -63.558. Em maio de 2019, o estado havia gerado 1.701 empregos, o melhor saldo desde 2013.  O setor mais gerador de empregos foi o da administração pública, com destaque para saúde e serviços sociais, tendo um saldo positivo de 1.236 contratações. Já o comércio teve saldo de 2.404 demissões, enquanto serviços ficou com menos 2.023 postos de trabalho, sendo as maiores perdas nas áreas de alojamento e alimentação, que incluem hotéis, bares e restaurantes. O impacto da construção foi inferior a 1.740 postos de trabalho. 

Quanto aos municípios pernambucanos, Recife foi a cidade com maior número de desligamentos (10.395), seguida por Jaboatão (1.764), Petrolina (1.713) e Olinda (1.166). Caruaru (1.138), Ipojuca (893) e Cabo de Santo Agostinho (812) seguem na lista dos mais altos percentuais. Continue lendo, clique aqui.

segunda-feira, 29 de junho de 2020

Crise do coronavírus fecha 1,4 milhão de vagas formais, diz governo

Carteira de trabalho -: Foto: Agência Brasil
Nos dois primeiros meses do ano, a economia brasileira vinha criando postos de trabalho

O mercado de trabalho brasileiro fechou mais 331,9 mil vagas em maio. Desde o início das medidas de restrição da pandemia do coronavírus (em março), o total dos postos fechados chega a 1,4 milhão.

O número do mês foi divulgado nesta segunda-feira (29) pelo Ministério da Economia e é resultado de 703,9 mil admissões e 1,03 milhão de desligamentos. Os resultados negativos são puxados pelo setor de Serviços (que fechou 143,4 mil vagas de trabalho).

Em seguida, estão Indústria (corte de 96,9 mil postos). Comércio (fechamento de 88,7 mil vagas) e Construção (menos 18,7 mil vagas). Já a Agricultura criou 15,9 mil postos.

Nos dois primeiros meses do ano, a economia brasileira vinha criando postos de trabalho. Em janeiro e fevereiro, antes da crise de saúde pública, o país criou 338 mil vagas -quase 50% a mais do que o registrado nos dois primeiros meses de 2019.

Com o resultado negativo entre março e maio, já sob efeito de medidas restritivas nas cidades e fechamento de comércio e empresas, passou a haver saldo negativo no ano.

Assim, se considerados os primeiros cinco meses de 2020 há um saldo negativo de 1,1 milhão mil vagas formais. No mesmo período de 2019 haviam sido criados 313,8 mil postos de trabalho formais no país.

Por Folhapress

segunda-feira, 8 de junho de 2020

Primeiro mês de isolamento destruiu 8,6 milhões de empregos

Foto: Paullo Allmeida/Folha de Pernambuco
Entre janeiro e março, a metade mais pobre do País perdeu 6,3% da renda na comparação ao último trimestre de 2019

No primeiro mês completo de isolamento social imposto pela Covid-19, 8,6 milhões de pessoas deixaram de trabalhar em empregos formais e informais, na comparação com igual período do ano passado. Em abril houve um encolhimento inédito de 9% na população ocupada, segundo dados isolados para abril da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PnadC).

A Pnad Contínua, calculada pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), mede a desocupação por trimestres móveis - e havia apontado fechamento de 4,9 milhões de vagas no trimestre encerrado em abril. Com base no dado oficial, pesquisadores do Ibre/FGV (Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas) estimaram a eliminação mensal de empregos na pandemia.

Em março, mês apenas parcialmente afetado pelo isolamento, a destruição de postos de trabalho havia atingido 2,3 milhões de pessoas na comparação com o mesmo período de 2019, de acordo com o Ibre. Tanto em março quanto em abril, os principais afetados dentro da população ocupada foram os trabalhadores informais e os chamados por conta própria, geralmente os que ganham menos no mercado.

Em maio, outro mês completo de isolamento, a expectativa é que os cortes sejam aprofundados, atingindo mais severamente desta vez os empregados formais e de remuneração mais elevada. Os trabalhadores com carteira assinada vinham sendo parcialmente protegidos por um programa do governo que permitiu a redução de jornada e salário ou suspensão temporária dos contratos - cerca de oito milhões de trabalhadores foram incluídos no programa, segundo dados mais recentes do Ministério da Economia.

O pesquisador do Ibre/FGV Daniel Duque qualifica como dramática a inflexão no mercado de trabalho, que mostrava uma relativa melhora até fevereiro, antes de a pandemia obrigar as pessoas a ficarem em casa. "A partir de maio e em junho, os formais é que devem ser afetados com mais força. A expectativa é que haja alguma recuperação no mercado de trabalho só no quarto trimestre", diz Duque.

Olhando os efeitos do isolamento no trimestre terminado em abril, na comparação como os três meses encerrados em janeiro, quase todos os segmentos foram atingidos -a exceção foi a administração pública. Outros dados do IBGE relativos ao primeiro trimestre também trouxeram resultados bastante negativos, sobretudo para os que ganham menos. Esse detalhamento de renda para o trimestre até abril só será conhecido nas próximas semanas.

Entre janeiro e março, a metade mais pobre do País perdeu 6,3% de sua renda na comparação com o último trimestre de 2019. Já os 10% mais ricos ganharam 0,8% - e os 40% "do meio", entre a metade mais pobre e os 10% no topo, perderam 0,9%. "Essas diferenças levaram a uma piora na distribuição de renda", diz Marcelo Neri, diretor do FGV Social. "Depois de crescer por 18 trimestres consecutivos e registrar uma pequena melhora no final de 2019, a desigualdade de renda no mercado de trabalho voltou a subir.”

Os dados do primeiro trimestre mostraram ainda uma importante reversão de tendência na renda das mulheres, por uma combinação de perda salarial e menor ocupação. Após registrar ganhos sistemáticos entre 2014 e 2019, as trabalhadoras perderam 2,8% no primeiro trimestre. Já o rendimento dos homens recuou 0,25%. Regionalmente, o Sudeste foi menos afetado.

Em termos de aumento da pobreza, o auxílio emergencial deve servir de amortecedor. "Será uma espécie de anestesia para a dor causada pelo mercado de trabalho", afirma Neri. Em média, 70% da renda das famílias vêm do trabalho.

Para Duque, além de o emprego formal ter sido afetado com mais força a partir de maio, o que causará mais impacto sobre a renda, algumas atividades demorarão mais tempo para ser retomadas. A expectativa do pesquisador é que possa levar até dois anos para que o mercado de trabalho se recupere.

Por: Folhapress

domingo, 29 de setembro de 2019

Informalidade no país atinge quase 40 milhões de pessoas, diz IBGE

Foto: Arquivo/Agência Brasil
A informalidade no mercado de trabalho brasileiro bateu recorde no trimestre encerrado em agosto.

Ao todo, foram 38,8 milhões de pessoas nessas condições, informou nesta sexta-feira (27) o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

O número considera empregados do setor privado e trabalhadores domésticos sem carteira assinada, trabalhadores por conta própria e empregadores sem CNPJ e trabalhadores familiares auxiliares.

Esse contingente representa 41,4% da população empregada no país, a maior taxa desde que o IBGE passou a calcular esse indicador, em 2016.

O número de trabalhadores por conta própria chegou a 24,3 milhões, novo recorde na série histórica da Pnad (Pesquisa Nacional por Amostra Domiciliar) Contínua, iniciada em 2016.

Também houve recorde no número de empregados da iniciativa privada sem carteira assinada: 11,8 milhões.

A analista do IBGE Adriana Beringuy diz que o aumento da informalidade ocorre até em setores em tradicionalmente se contrata com carteira assinada, como a indústria e a as atividades de informação.

"Temos um mercado de trabalho que absorve pessoas, mas essa inserção não se dá pelos vínculos tradicionais da carteira", diz.

O recorde na informalidade ajudou a baixar a taxa de desemprego do país para 11,8% no trimestre encerrado em agosto, contra 12,3% no trimestre encerrado maio. No mesmo trimestre do ano anterior, a taxa era de 12,1%.

Aplicativos e construção
Em relação ao trimestre anterior, houve aumento do emprego na indústria e na construção. Segundo Beringuy, nos dois casos, o crescimento está ligado a trabalhadores por conta própria - com confecções, beneficiamento de alimentos e construção de imóveis.

Já comparação com o ano anterior, os setores que se destacam são transporte, armazenagem e correio, comunicação e atividades financeiras, imobiliárias profissionais e administrativas e outros serviços.

No caso do transporte, a alta foi provocada pela busca pela renda como motorista de aplicativos, diz a analista do IBGE. Foram 226 mil novos trabalhadores nesse setor em um ano.

Com o aumento do emprego informal, a população ocupada bateu recorde no país, chegando a 93,6 milhões de pessoas. São 604 mil pessoas a mais do que no trimestre anterior.

Deste total, 596 mil (ou 87,1%) são trabalhadores considerados informais. Dentre eles, 411 mil começaram a trabalhar sem carteira assinada para o setor privado.

Na comparação anual, o número de brasileiros que conseguiu ocupação informal chegou a 1,8 milhão. Neste caso, houve grande influência também de empregadores sem CNPJ (749 mil pessoas a mais).

"Do ponto de vista quantitativo, temos a expansão, sim, da ocupação. No entanto, do ponto de vista qualitativo, o processo de inserção desses trabalhadores tem sido em função da informalidade", disse Beringuy.

De acordo com ela, a maior informalidade pode explicar também por que o aumento da população empregada não se reflete em crescimento no contingente de contribuintes ao INSS, que está perto do piso histórico, em 62,4% do total.

"Normalmente, com mais trabalhadores [ocupados], seria de se esperar aumento no contingente que contribui", comentou a analista, ressaltando que os novos empregos são sem carteira ou de empregadores sem CNPJ, grupos que não costumam contribuir.

O maior número de informais pressiona ainda o rendimento médio do trabalhador, que fechou o trimestre em R$ 2.298, que vem se mantendo estável apesar da queda do desemprego.

Nesta semana, o governo Jair Bolsonaro comemorou a retomada do emprego com base em dados do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados), que mostrou saldo positivo de 121 mil vagas formais em agosto. Foi o quinto mês seguido de alta.

De acordo com o IBGE, o número de trabalhadores com carteira ficou estável, em 33 milhões de pessoas.

A taxa de subutilização da força de trabalho ficou em 24,3%, estável em relação ao mesmo trimestre do ano anterior. No trimestre, houve recorde no número de pessoas subutilizadas por insuficiência de horas -isto é, trabalham menos do que gostariam. São 7,2 milhões de pessoas.

Da FolhaPress

sexta-feira, 16 de agosto de 2019

Um em cada quatro desempregados procura emprego há pelo menos 2 anos

Vagas de empregoFoto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil
3,35 milhões de desempregados no país procura trabalho há pelo menos dois anos

Um contingente de 3,35 milhões de desempregados no país procura trabalho há pelo menos dois anos. Isso equivale a 26,2% (ou cerca de uma em cada quatro) pessoas no total de desocupados no Brasil. Os números do segundo trimestre deste ano são recorde desde o início da série histórica da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua), em 2012.


Os dados foram divulgados nesta quinta-feira (15) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Segundo os números, no segundo trimestre de 2018 o contingente de desempregados procurando trabalho há no mínimo dois anos tinha menos 196 mil pessoas, ou seja, era de 3,15 milhões.

No segundo trimestre de 2015, o total era de 1,43 milhão de pessoas, ou seja, menos da metade do segundo trimestre deste ano.

“A proporção de pessoas à procura de trabalho em períodos mais curtos está diminuindo, mas tem crescido nos mais longos. Parte delas pode ter conseguido emprego, mas outra aumentou seu tempo de procura para os dois anos”, avalia a analista da PNAD Contínua Adriana Beringuy.

Recuo

No segundo trimestre, a taxa de desemprego do país recuou para 12%, percentual inferior aos 12,7% do primeiro trimestre deste ano e aos 12,4% do segundo trimestre de 2018.

A taxa caiu em dez das 27 unidades da Federação na passagem do primeiro para o segundo trimestre deste ano, segundo os dados divulgados nessa quinta-feira. As maiores quedas ocorreram no Acre, de 18% para 13,6%, Amapá, de 20,2% para 16,9%, e em Rondônia, de 8,9% para 6,7%. Nas outras 17 unidades da Federação, a taxa se manteve.

Na comparação com o segundo trimestre de 2018, a taxa subiu em duas unidades, Roraima (de 11,2% para 14,9%) e Distrito Federal (de 12,2% para 13,7%), e caiu em três: Amapá (de 21,3% para 16,9%), Alagoas (de 17,3% para 14,6%) e Minas Gerais (de 10,8% para 9,6%). Nas demais unidades, a taxa ficou estável.

Da Agência Brasil

domingo, 30 de junho de 2019

Pernambuco tem saldo positivo no Caged

Carteira de TrabalhoFoto: Marcelo Casal J.r/Ag. Brasil /arquivo
Dados de maio do cadastro geral de empregados e desempregados do País revelam que o estado abriu 1,701 postos formais de trabalho

Após um mês de abril com discreto crescimento na criação de postos formais de trabalho, com criação de 427 empregos com carteira assinada, Pernambuco retoma o ritmo de crescimento do trabalho em maio. Segundo dados do Cadastro Geral de Emprego e Desemprego (Caged), divulgados ontem pela Secretaria Especial de Previdência e Trabalho do Ministério da Economia, no mês passado, as contratações superaram as demissões em 1.701 postos. Em todo o País, o resultado também foi positivo, com a criação de 32,1 mil vagas de trabalho no período.

Se no nacional o impulso na geração de vagas foi puxado pelo setor agropecuário, com o cultivo de café e laranja, em Pernambuco, o setor da indústria da transformação impulsionou o crescimento. A alta vem da criação de postos formais no subgrupo que corresponde às indústrias de produção de alimentos, bebidas e álcool etílico. Afinal, apenas esse subgrupo foi responsável gerou 1.597 postos formais de trabalho. “Esse saldo positivo era esperado pelo setor industrial em Pernambuco quando saiu a última pesquisa sobre a produção industrial, que mostrou que teve uma recuperação. Como a produção cresceu, iria interferir no saldo de emprego do Caged”, comenta o coordenador do Núcleo de Economia da Federação das Indústrias de Pernambuco (Fiepe), Cezar Andrade. Ele explica que o aumento da produção é fruto da demanda de consumo ocasionada pelos festejos juninos no Estado. 

Com uma capacidade ociosa em Pernambuco de mais de cem mil empregos, de acordo com dados do Sindicato da Indústria da Construção Civil no Estado de Pernambuco (Sinduscon-PE), o setor da construção civil manteve a tendência de abertura de vagas. Porém, ao contrário do mês de março, quando o saldo positivo foi de 698 postos, em maio, apenas 332 vagas formais foram criadas.

Da Folha de PE

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