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segunda-feira, 22 de abril de 2019

'Se o mercado mudou tem que ter inovação', diz Francisco Saboya, presidente do Sebrae/PE

Foto: Rodrigo Moreira/Divulgação
Conhecido por promover a ascensão do Porto Digital, Francisco Saboya trocou o  universo das startups pelos negócios tradicionais. À frente do Sebrae/PE,  desde o início do ano, o executivo diz que levará mais inovações aos produtos e processos da instituição contribuindo para que os negócios tradicionais se tornem mais condizentes com a nova realidade do público consumidor, que é cada vez mais digital. “Estive em vários lugares. De Pernambuco conheci o mundo e trouxe para cá muito do que eu vi lá fora. Eu sou obcecado pelas coisas acontecerem e crio o ambiente como um todo. Preciso transbordar competências e integrar com outras realidades para dar um salto. Foi o que me motivou a mudar de casa. Quando fiz dez anos de Porto Digital, me bateu uma angústia. Porque eu achava que minha contribuição era marginalmente decrescente. Por isso, aceitei o novo desafio e aqui estou”, contou em entrevista exclusiva ao Diario de Pernambuco.

Qual o maior desafio de estar à frente do Sebrae?
Eu não domino a instituição Sebrae, mas a área de empreendedorismo, sim. Eu me dedico a um tipo especial de empreendedorismo, que é o inovador. Dediquei minha vida inteira, inclusive como empreendedor, porque fui durante 20 anos empreendedor na área de software e consultoria. Então é um tema muito familiar. O que obviamente preciso é de mais tempo. É entender as demandas internas, as especificidades do Sebrae, da instituição Sebrae e também um pouco mais dos negócios tradicionais.No Porto Digital, eu lidava com negócios digitais cujos clientes são negócios tradicionais. Agora, o público-alvo são os tradicionais junto aos quais a gente pretende introduzir doses generosas de componentes digitais para que possam se aproximar e não se distanciar dos clientes.

Isso é possível?
Precisamos estimular uma reflexão interna e novas práticas que ajudem o Sebrae a mudar suas estratégias e os seus produtos e conteúdos para contribuir para os pequenos negócios se reaproximarem ou não perderem a conexão com seu consumidor. Nos dias de hoje, a coisa que mais muda é o comportamento dos consumidores no mercado. As grandes ondas de inovação, elas não são apenas momentos em que se introduzem novas tecnologias. As grandes ondas de inovação, e vivemos uma delas, mudam o comportamento dos agentes do mercado. Inovação muda comportamento. O que vivemos hoje é uma onda de inovação, lastreada pelo digital, que tem mudado o comportamento dos agentes, em especial consumidores e produtores. Só que quem muda mais e mais rapidamente são os consumidores. Eu brinco sempre dizendo: os consumidores são leigos digitais e os fornecedores, tartarugas analógicas. Isso significa que muito rapidamente os consumidores têm comportamentos mais digitais. O digital está aí e transformou a forma de comprar.

Como o Sebrae pode ajudar nesse processo de transformação?
O principal drama do pequeno não é controle de caixa, acesso a crédito… Isso são problemas reais, mas a principal questão é que ele está se distanciando do cliente, perdendo clientes. Se entendemos que a razão disso é um déficit digital em suas estratégias, o que temos que fazer é endereçar este problema dele, que é da distância entre ele e seu consumidor cada vez mais digital, oferecendo conteúdos e produtos cada vez mais impregnados dessa racionalidade digital, dessa compreensão do problema.

Então, qual será a aposta do Sebrae?
Estamos mudando a carteira de produtos. Tem um bocado de produtos sendo desenvolvidos. Esses produtos endereçam essas questões e não as convencionais (e mesmo as convencionais continuam existindo). Quando fala de transformação digital para maior parte das pessoas parece tecnologia. Mas, o que falamos é  de estratégia e cultura. O problema do Sr. Antonio, que tem uma mercearia no Bongi, não é tecnologia. É a falta de uma estratégia de negócio que o mantenha integrado ao mundo digital. Nosso desafio, portanto, é integrar esses dois universos formando um só. Sr. Antonio vai continuar vendendo comidas e coisas parecidas no mercadinho dele no Bongi, mas ele só tem uma chance de continuar vendendo: se tiver uma estratégia digital de negócios. Aí o Sebrae entra. Os produtos do Sebrae vão ser impregnados desse DNA digital. A nossa aposta é que ao consumir os produtos do Sebrae, ele está herdando esse DNA digital e não precisamos dizer isso a ela. Se ele não tiver uma marca digital ele vai morrer. Com uma plataforma digital ele terá mais chance.

Em outras palavras, você diz que a inovação muda o modelo de negócio, é isso?
Modelo de negócio é uma palavra muito complexa. Temos uma cartela de produtos, estratégia de venda formulada para que ele adquira esses produtos na crença de que ao fazê-lo ele está incorporando no digital. Isso que estamos fazendo aqui no Sebrae. Fora isso, as estratégias internas. Estamos com 70 pessoas que até setembro fazem imersão no C.E.S.A.R sobre gestão de negócios em área digital. Como nossa casa é formada com um corpo técnico mais tradicional o que estamos fazendo é um programa de qualificação e essas pessoas serão multiplicadoras. Formaremos times de inovação que vão trabalhar na maneira start up. Estarão distribuídos em todas as áreas da empresa e cada time direciona uma área. Vamos listar e hierarquizar 30 problemas e as pessoas qualificadas vão liderar e direcionar a solução do problema com tecnologia. Serão times de pessoas que passaram por um programa de aquisição de novo repertório e terão oportunidade de exercitar esse aprendizado na prática cotidiana em cima de um problema, que é o problema principal, resultando como um subproblema: a mudança do comportamento da instituição. A cultura muda quando temos novos repertórios e quando você exercita a prática e começa a se dar com base a um conjunto novo de imersão. Após a imersão, terão obrigação de inovar.

E aí esses que participaram da imersão serão multiplicadores?
É claro. Estaremos com pelo menos um terço do corpo técnico da casa tendo passado por um programa de requalificação teórica e vivenciado práticas novas. E as antigas eles continuarão fazendo, mas quando tiver 30 soluções inovadoras, você terá predominantemente práticas inovadoras. O que me interessa é, no fundo, conhecer melhor o consumidor porque o meu foco é o pequeno negócio, mas só posso ajudá-lo se eu conhecer o negócio dele para poder modelar produtos. E daqui a quatro anos teremos uma carteira de produtos e contratos com uma carteira mais conectada com a realidade. Não trabalhamos com fidelização de clientes, temos que trazê-lo para dentro da plataforma.

Inovação é tendência de mercado em todas áreas?
Negócio é feito de mercado e no mercado tem sua excelência o consumidor. Se esse cara está mudando, tem que ter inovação em toda a cadeia. Se o consumidor está mudando a golpes de digital, toda a cadeia tem que mudar, senão fica um discurso esquizofrênico. Então, como se diz, vive-se a era da inovação. Agora passamos pelos serviços de base digital. Vamos passar pelos serviços, produzir em menos tempo e mais eficiente. Na sociedade da inovação, a informação substitui os estoques. Então é muito mais fluxo de informações do que em fluxo de coisas. A informação substitui coisas físicas porque parte expressiva do que você necessitava tinha que ser exibida como forma de algo. Exemplo: você tinha uma sapataria que tinha um estoque enorme de sapatos. Eu tinha um componente físico. Mas na era da informação e das tecnologias digitais, eu posso ter uma loja conceito, onde dispositivos me mostrem todos os modelos sem eu ter nenhum na loja e ainda tenho artefatos que você se vê na passarela usando os modelos. Então, informação substitui os itens.

Você tem a cautela em dizer que irá realizar uma transformação?
Tenho que ter cautela de quem está chegando até por uma questão de convicção. Eu não tenho ninguém de informática na minha equipe. São mais de 80 pessoas no Porto Digital e não tem ninguém de tecnologia. Isso porque quem tem que entender de tecnologia da informação são as empresas do porto digital. Nós temos que entender de gestão de ambientes de inovação. Então eu tenho essa cautela no Sebrae também. Espero aprender mais para dialogar melhor com esses pequenos empreendedores. Eu me especializei em gerir ambientes de negócios de inovação.

E como foi aceitar esse desafio?
Eu só aceitei com uma condição: vim de uma experiência recente e me preparei para trabalhar com a gestão de um ambiente com inovação. Como a inovação está em todo lugar, se você me der autonomia para, seja no Porto Digital, que é um ambiente de inovação, seja no Sebrae ou na Embrapa… Eu topo. Eu gosto de ser desafiado e sei fazer uma coisa que é desenvolver e gerenciar ambientes de inovação. Foi essa missão que o presidente do Sebrae me deu: introduzir mais inovação, em especial inovação no campo digital. Eu só sei trabalhar em um campo onde a inovação seja o diferencial.

Do Diario de PE

terça-feira, 7 de agosto de 2018

Pernambuco lidera geração de startups no Norte/Nordeste

Empreendedores no Porto DigitalFoto: Ed machado/arquivo folha
Quando se fala em geração de negócios de tecnologia, ninguém barra Pernambuco no Norte/Nordeste do Brasil. Segundo a Radiografia do Ecossistema de Startups Brasileiras - realizada pela Associação Brasileira de Startups (ABStartups) em parceria com a Accenture, o estado já conta com 102 startups e lidera a criação de negócios desse tipo na região. Afinal, conta com ambiente regulatório favorável, profissionais qualificados e mercado consumidor apto para absorver os serviços criados por essas empresas. 

“O Manguezal é uma das comunidades de startups mais ativas do Brasil e tem destaque, sobretudo, na geração de novos negócios. Em termos de geração, Pernambuco é o maior do Norte/Nordeste e o quarto maior do Brasil, atrás apenas do Rio de Janeiro, do Rio Grande do Sul e do Espírito Santo”, revelou o community manager da ABStartups, Marcos Medeiros, contando que o segundo colocado desta região é o Ceará, que ocupa a oitava posição do levantamento. Já São Paulo fica na sexta colocação. O estado, porém, é líder quando se fala no volume total de startups, já que concentra 1.386 empresas desse tipo em operação. Nesse ponto, Pernambuco é o oitavo do ranking. O Estado, porém, tem tudo para crescer neste quesito, pois foi bem avaliado pelos empreendedores em três pontos críticos para o desenvolvimento das startups.

Segundo a radiografia, a comunidade de empreendedores do Recife é a mais satisfeita do Brasil em relação ao talento da sua força de trabalho. A cidade também ocupa a segunda posição nos rankings de satisfação sobre o mercado consumidor e sobre o ambiente regulatório das startups. “Ainda há a vantagem de ter uma densidade forte, já que boa parte desse negócio está em uma mesma região e a colaboração é necessária para o desenvolvimento de uma startup. Então, tudo isso faz com que a decisão de empreender seja mais clara e efetiva”, avaliou Medeiros, lembrando que, foi onde houve colaboração, como há no Recife, que boas comunidades se desenvolveram.

Da Folha de PE

sexta-feira, 20 de julho de 2018

Equipe econômica reduz para 1,6% previsão de crescimento do PIB

Produto Interno BrutoFoto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil
A greve dos caminhoneiros e a demora na recuperação econômica fizeram a equipe econômica reduzir a estimativa de crescimento da economia para este ano. Segundo o Relatório de Avaliação de Receitas e Despesas, divulgado nesta sexta-feira (20) pelo Ministério do Planejamento, a estimativa caiu de 2,5% para 1,6%.

A estimativa de inflação pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) aumentou de 3,4% para 4,2%. De acordo com a equipe econômica, a alta do dólar e o impacto da paralisação dos caminhoneiros contribuíram para aumentar a projeção de inflação oficial.

Divulgado a cada dois meses, o Relatório de Receitas e Despesas orienta a execução do Orçamento para o restante do ano. Apesar de o documento ser de autoria do Ministério do Planejamento, os parâmetros para a economia são elaborados pela Secretaria de Política Econômica do Ministério da Fazenda.


Para 2019, a estimativa para o crescimento econômico de 2019 caiu de 3,3% para 2,5%, disse o secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda, Fábio Kanczuk. Segundo ele, a queda de 0,9 ponto percentual na projeção para o PIB de 2018 deve-se a três motivos: 0,2 ponto deve-se à greve dos caminhoneiros, 0,35 ponto deve-se à diminuição da liquidez internacional decorrente da perspectiva de aumento de juros nos Estados Unidos e 0,35 ponto restante tem origem no agravamento das incertezas internas.

Da Agência Brasil

segunda-feira, 26 de fevereiro de 2018

Pernambuco exporta 43,3 mil toneladas de uvas

UvasFoto: Ed Machado/Folha de Pernambuco
Fruta de grande destaque no Vale do São Francisco, a uva gerou um montante de US$ 93,6 milhões no ano passado a partir de uma exportação de 43.370 toneladas. Dentro desses números, estão as novas variedades de uva que foram desenvolvidas na região. Após alguns tipos da fruta perderem resistência diante de pragas e da chuva, os produtores investiram em variedades que pudessem se adaptar ao mercado e movimentar a economia.

Com as novas produções, foram retomadas duas safras de uva na região do São Francisco, de acordo com o gerente executivo do Sindicato dos Produtores Rurais de Petrolina (SPR), Flávio Diniz. “Há 15 e 20 anos atrás se plantavam uvas sem caroço, mas ao longo dos anos elas foram perdendo a resistência e ficando vulneráveis, com rachaduras. Então foi preciso desenvolver novas variedades, mais resistentes e com formatos exóticos”, explicou Diniz, acrescentando que são 11 novos tipos que estão sendo utilizados em escalas comerciais, entre eles uvas brancas e negras.

 safra com maior concentração de volume está entre os meses de setembro e novembro, período forte para comercialização no mercado interno. No ano passado, os três meses renderam 36,4 mil toneladas, gerando um montante de US$ 77,3 milhões. A outra safra, de menor volume de exportação acontece entre o final de abril e a primeira quinzena de junho.

Juntamente com a uva, a manga também é destaque de produção no Vale do São Francisco. As duas frutas movimentaram, no ano passado, cerca de US$ 300 milhões em exportações. Apenas a manga no Vale do São Francisco exportou 150.519 toneladas, gerando um montante de US$ 169,1 milhões. A produção total da fruta na região no ano passado foi de 401.104 toneladas.

Da Folha de PE

terça-feira, 23 de maio de 2017

Eraldo Pio participa de bate-papo na ETE Surubim, nesta quinta-feira (25)

Imagem: Divulgação/Reprodução
Nesta quinta-feira (25) a partir das 20h, o empresário surubinense  Eraldo Pio participa de um bate-papo na Escola Técnica Estadual Antônio Arruda de Farias, em Surubim. 

O evento é um momento para bater um papo com pessoas de sucesso no mundo dos negócios. Em edições anteriores, participaram o empresário surubinense João Batista, o advogado e empresário Fernando Brito Filho e o presidente da Associação Nordestina de Logística (ANELOG), Fernando Trigueiro.

Perfil do convidado:
Eraldo Pio é empresário do segmento óptico, o mesmo é ex-presidente e atualmente ocupa a 2ª vice-presidência da Câmara de Dirigentes Lojistas de Surubim.

Com entrada gratuita, o evento acontece no auditório da ETE, que fica localizada na Rua Antônio Heráclio do Rego S/N, Centro. (Próx. ao Parque de Exposição de Animais de Surubim-PE). Mais informações (81) 3624-2510.

quarta-feira, 26 de abril de 2017

Fernando Brito Filho participa de bate-papo na ETE Surubim, nesta quarta-feira (26)

Imagem: Divulgação/Reprodução
Nesta quarta-feira (26), a partir das 20h, o advogado e empresário surubinense Fernando Brito Filho participa de um bate-papo na Escola Técnica Estadual Antônio Arruda de Farias, em Surubim. 

De acordo com o idealizador do projeto "Negócios em Foco" o Gestor da ETE, Avaci Xavier, o evento é um momento para bater um papo com pessoas de sucesso no mundo dos negócios. Na primeira edição, o convidado foi o empresário João Batista, presidente do grupo Pan Cristal, que é a maior rede de fabricação de panificados do Nordeste.

Perfil do convidado:
Fernando Brito Filho é advogado, empresário no setor de supermercados e comunicação com atuação em Surubim e na região.

Com entrada gratuita, o evento acontece no auditório da ETE, que fica localizada na Rua Antônio Heráclio do Rego S/N, Centro. (Próx. ao Parque de Exposição de Animais de Surubim-PE). Mais informações (81) 3624-2510.


domingo, 29 de novembro de 2015

Brasil Trade supera meta e negocia mais de US$ 12 milhões em Recife

Imagem: Alexandre Albuquerque/Divulgação
As rodadas de negócios da Oficina Brasil Trade, promovida pela Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil) nos dias 16 e 17 de novembro, em Recife, superaram com folga a previsão de US$ 3 milhões em exportações. Ao final da ação, as empresas negociaram mais de US$ 12,8 milhões, somando negócios fechados no evento e a projeção para 12 meses, prazo ordinário em negociações internacionais. 

As rodadas comerciais, que beneficiarão a economia pernambucana, foram feitas durante o lançamento do Plano Nacional de Cultura Exportadora no Estado, realizado pelo Ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Armando Monteiro. Foram realizadas 223 reuniões com 60 empresas pernambucanas, oito comerciais exportadoras e quatro compradores internacionais. “Este resultado expressivo demonstra a força das empresas de Pernambuco e do preparo empresarial realizado pela Apex-Brasil, pela Federação das Indústrias de Pernambuco (FIEPE) e outros parceiros locais”, celebra Armando. 

O PNCE tem como objetivo aumentar o número de empresas pernambucanas exportadoras e integra o Plano Nacional de Exportações, lançado pelo Governo Federal em junho deste ano. O PNCE, que também atenderá outros estados brasileiros, vai trabalhar inicialmente com 250 empresas de pequeno e médio portes em Pernambuco. Elas terão acesso ao diagnóstico de produtos e serviços, consultoria de inteligência comercial (que avalia em quais mercados aquele produto ou serviço tem potencial de venda), rodadas de negócios com compradores estrangeiros e participação em missões comerciais.
“O PNCE é uma ferramenta importante no fomento da cultura exportadora no estado. Pernambuco já é um importante entreposto regional e pode aumentar, e muito, as vendas para outros países, bem como dobrar o número de empresas exportadoras”, afirma Armando. O PNCE é desenvolvido em cinco etapas – sensibilização, inteligência comercial, adequação de produtos e processos, promoção comercial e comercialização – e já foi lançado em São Paulo e Minas Gerais. 

Os setores contemplados pelo PNCE em Pernambuco abrangem artefatos de couro, gesso, bebidas, joias e biojoias, metalmecânico, higiene e limpeza, alimentos, borracha e plástico, farmoquímicos (dermocosméticos), biotecnológicos, vestuários e acessórios, TI e economia criativa.


“Há um espaço que o comércio exterior nos oferece para o Brasil ampliar as exportações e com isso gerar mais empregos e oportunidades aqui. E Pernambuco pode muito bem aproveitar esta oportunidade e ampliar muito as exportações. Vamos mobilizar as empresas, informar, capacitar, treinar e mostrar que esse canal externo não é tão inacessível como alguns pensam. Muitos acham que é complicado exportar. O PNCE vai mostrar que não é complicado e que a exportação traz muitos benefícios”, explicou o ministro. 

Em Pernambuco, o programa conta com o apoio de 20 parceiros – entre regionais e nacionais – como os ministérios do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC); das Relações Exteriores (MRE); da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa); e da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI); a Fiepe; o Governo do Estado (Agência de Desenvolvimento Econômico de Pernambuco – ADDIPER); Apex-Brasil; Sebrae, ABDI; Correios; Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal.

Com informações do site do Ministro Armando Monteiro

quinta-feira, 25 de junho de 2015

Inadimplência | Dívidas em atraso crescem em todas as regiões brasileiras, mostra indicador do SPC Brasil

No último mês de maio, o indicador regional de inadimplência do consumidor calculado pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) registrou crescimento na quantidade de dívidas atrasadas em todas as regiões brasileiras. As regiões Norte, Centro-Oeste e Nordeste apresentaram crescimentos mais expressivos - de 7,81%, 7,03% e 6,86% respectivamente - se comparados à média nacional (6,70%), na base anual de comparação, ou seja, frente à maio do ano passado. Já as regiões Sudeste (6,09%) e Sul (6,06%) registraram percentuais menos elevados no crescimento de dividas não pagas.
Imagem: Divulgação / Reprodução
A economista-chefe do SPC Brasil, Marcela Kawauti, explica que o fato de as cinco regiões apresentarem crescimento no volume de dívidas não pagas corrobora a desaceleração da atividade econômica do país em conjunto com a piora dos indicadores macroeconômicos, o que reflete na capacidade de pagamento dos consumidores. "Fatores como a alta dos preços, o aumento do desemprego e as taxas de juros em patamares elevados devem apertar ainda mais o orçamento dos consumidores e manter as variações da inadimplência positivas até o fim do ano", afirma a economista.

Dívidas por setor

Na comparação com maio do ano passado, o segmento de Água e Luz foi o setor que apresentou as variações mais acentuadas de dividas em atraso em duas das cinco regiões avaliadas pelo SPC Brasil: Centro Oeste, com alta de 29,18% e Sudeste, com crescimento de 17,49%. "O crescimento da inadimplência observado no segmento de serviços básicos em algumas regiões se explica pelo fato de que mais companhias de água e luz passaram a utilizar a negativação de CPFs como forma de recuperar pendências financeiras de seus consumidores, antes mesmo de realizar os cortes no fornecimento do serviço", analisa Marcela.


Já no Norte e Nordeste, destacaram-se as variações das pendências de serviços de comunicação, como telefonia móvel e fixa, TV por assinatura e internet, com crescimento de 37,35% e 19,38%, respectivamente. "Os chamados 'combos', que unem internet, telefone e TV por assinatura, têm se popularizado no Brasil, mas muitos consumidores ainda não se planejam financeiramente para lidar com essas despesas e a quantidade de atrasos tem sido cada vez maior em várias partes do país", explica a economista.

O crescimento das dívidas bancárias, que englobam cartão de crédito, financiamentos, empréstimos e seguros, foi mais expressivo na região Sul (11,39%), enquanto a alta dos atrasos no comércio se destaca no Centro-Oeste (2,70%).

Sudeste concentra mais inadimplentes

De acordo com os economistas do SPC Brasil, a participação de cada região no total de dívidas no país tem relação direta com a representatividade da região junto a população brasileira como um todo. A região sudeste, que responde pela maior parte do PIB e se destaca pela alta concentração populacional, é quem detém a maior fatia do número total de consumidores inadimplentes no país: 39,95%. Em seguida surgem as regiões Nordeste (25.94%), Sul (12,95%), Norte (8,84%) e Centro-Oeste (7,78%) no ranking de participação.

Metodologia

O indicador de inadimplência regional do consumidor sumariza todas as informações disponíveis nas bases de dados do SPC Brasil (Serviço de Proteção ao Crédito). A abrangência é nacional, com informações de capitais e interior de todos os 26 estados da federação, além do Distrito Federal.

Com informações da Assessoria de Imprensa

segunda-feira, 17 de novembro de 2014

Com vontade de empreender em casa? confira 5 opções de negócios para montar com apenas um computador

Se você está procurando uma forma de fazer dinheiro com um negócio em casa, talvez a solução esteja no seu computador. Segundo pesquisa da Fundação Getulio Vargas, haverá um PC para cada pessoa no Brasil nos próximos três anos. E com essa estatística, surgem opções de negócios. 
5 opções de negócios para montar com apenas um computador. Foto: Thinkstock
As opções abaixo podem ajudar empreendedores com experiência ou formação tecnológica ou em design a atingir esse crescente público e a começar uma empresa de apenas uma pessoa.

Confiram:

1. Tutor de informática
Pode parecer que com o maior número de computadores, as pessoas estariam mais acostumadas com todas as possibilidades e utilidades dessas máquinas. Mas a verdade é que novos programas crescem na mesma medida e muitos usuários não conseguem acompanhar com a mesma velocidade. Tornar-se um tutor particular, trazendo “macetes”, segredos, facilidades de usar da melhor forma um computador pode ser uma boa fonte de renda. Criar pacotes com sugestões de programas ideais para, por exemplo, empresários, professores ou médicos, pode ser uma forma de se diferenciar.

2. Técnico de informática
Se você já tem uma formação na área, pode começar como um empreendedor individual atendendo como técnico na própria casa das pessoas. Para se diferenciar, seja profissional, crie um cartão de visitas, site ou forma para as pessoas te conhecerem e contatarem facilmente. O atendimento também será algo que facilitará uma boa divulgação boca a boca.

3. Diagramação e design
Se sua especialidade é diagramar publicações como panfletos, cartões de visita, revistas ou até mesmo criar logos e outros desenhos, essa pode ser uma boa opção. Fazer alguns trabalhos freelancer pode ser o primeiro passo para você criar sua própria agência e trazer novos parceiros. Manter prazos, boas habilidade com comunicação e criatividade são pontos importantes.

4. Marketing digital
Trabalhar com mídias sociais e produção de conteúdo para marcas é outra opção para quem quer começar sozinho para, quem sabe, se expandir para uma empresa do setor. Entender sobre esses assuntos, claro, é essencial, assim como ter bons conhecimentos de comunicação e excelente domínio língua portuguesa. Lembre-se de fazer e manter o maior número de contatos possíveis para trazer bons parceiros na hora de dar o passo para se tornar um empreendimento maior.

5. Webdesigner e programador
Quase nenhuma empresa vive sem um site e muitas não têm um capital grande suficiente para pagar grandes nomes do setor para realizar o serviço. Comece conquistando esses clientes e fazendo sua marca se tornar conhecida. Sempre ofereça criatividade e modernidade. Não é só porque você é uma empresa de uma pessoa que você vai oferecer como produto final algo padronizado ou um site com cara de anos 1990.

Fonte: Pequenas Empresas & Grandes Negócios

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