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quinta-feira, 19 de julho de 2018

Quase 20% da população ainda guarda moedas em casa, diz Banco Central

MoedasFoto: Arquivo/Agência Brasil
Parte da população brasileira ainda tem o hábito de guardar moedas em casa. Estudo divulgado nesta quinta-feira (19) pelo Banco Central (BC) mostra que 19,3% da população guarda moedas por mais de seis meses. Além disso, 56,2% usam o dinheiro guardado no cofrinho para compras e pagamentos, mostra o BC, no estudo "O brasileiro e sua relação com o dinheiro".

De acordo com o chefe do Departamento do Meio Circulante do BC, Felipe Frenkel, 8 bilhões de moedas estão guardadas "em algum lugar". Ele destacou que quanto mais moedas ficarem em circulação, menor será o gasto de recursos públicos com a produção do dinheiro.

O chefe-adjunto do Departamento do Meio Circulante do BC, Fábio Bollmann, disse que o BC considera positivo que a população faça poupança com as moedas. Entretanto, ele orienta a trocar as moedas por cédulas sempre que atingir um valor maior, no comércio ou no banco, para ajudar na circulação de dinheiro.

Segundo o BC, o dinheiro vivo ainda é o meio de pagamento mais utilizado pela população: 96,1% responderam que, além de outros meios, também fazem pagamentos em espécie. Na questão, os entrevistados podiam marcar mais de uma opção – 51,5% mencionaram cartão de débito e 45,5%, cartão de crédito. Frenkel acrescentou que a pesquisa é importante para saber qual é a demanda atual por dinheiro no país. “O Banco Central faz a pequisa para atender a demanda da população. Ainda é muito necessário o dinheiro no dia a dia”, acrescentou.

Para compras de até R$ 10, 87,9% dos entrevistados preferem utilizar dinheiro. Esse índice diminui com pagamentos de maior valor. Para desembolsos de mais de R$ 500, a maior parte (42,6%) prefere cartão de crédito. No comércio, 75,8% dos estabelecimentos aceitam pagamentos no débito e 74,1% no crédito. Apenas 16,3% aceitam cheques. Saiba mais, clique AQUI!

sexta-feira, 9 de março de 2018

BC abre novo sistema de registro de empréstimos externos para testes no dia 19

Foto: Reprodução/Pixabay
O Banco Central abrirá para testes o novo sistema para registro eletrônico de empréstimos externos, o chamado RDE-ROF. Segundo a instituição, usuários do sistema financeiro poderão usar a plataforma para testes entre os dias 19 e 29 de março. 

O BC diz que a nova plataforma tem como objetivo "aumentar a eficiência do processo de registro e reduzir seu custo, tanto para os declarantes quanto para o BC, mantendo o conteúdo, a qualidade e a tempestividade das informações indispensáveis às atribuições do BC".

Da Agência Estado

sábado, 22 de agosto de 2015

Juro permanecerá alto, de acordo com o Banco Central

Imagem: Estudo Prático
Ninguém espere para logo o alívio nas taxas de juros. Em meio às incertezas no cenário internacional e à inflação ainda elevada no Brasil, a política monetária manterá o atual “viés conservador por tempo prolongado”, afirmou ontem o diretor de Política Econômica e Assuntos Internacionais do Banco Central (BC), Luiz Awazu Pereira da Silva. Ele apresentou o boletim regional do BC em Belo Horizonte

Nesse quadro, a taxa básica de juros (Selic) deverá ficar no patamar de 14,25% por período “suficientemente prolongado”, segundo o diretor do BC. A ideia da Autoridade Monetarária é concentrar os esforços para conseguir convergência da inflação para o centro da meta de 4,5% no fim de 2016. Até que as medidas apresentem resultados, é preciso que as pessoas tenham “muita calma e sangue frio”, nas palavras de Awazu.

O entendimento do BC é que o processo de ajuste macroeconômico entrou em uma nova fase. “Estamos no meio, no vale, do ajuste”, afirmou o diretor. Segundo o boletim regional, a soma das medidas contracionistas do ajuste com fatores adicionais, uma alusão à Operação Lava-Jato e a crise política, potencializaram os efeitos da crise. “O peso desses eventos não econômicos é significativo”, diz o texto.

A prévia do Índice de Preços ao Consumidor 15 (IPCA-15) acumula em 12 meses 9,57%. De acordo com o BC, os resultados de agosto e setembro favorecem desaceleração dos preços. Mas redução mais perceptível é esperada somente para o primeiro semestre do ano que vem. Os analistas do banco vislumbram um alívio na inflação com o menor peso dos custos dos preços administrados (água, energia elétrica, combustíveis etc). No acumulado de 12 meses encerrados em julho, a inflação do grupo tem variação de 15,97%. No mesmo mês do ano passado, o índice somava 4,63% em 12 meses.

Com informações do Correio Braziliense

sábado, 3 de maio de 2014

Banco Central do Brasil promove a partir de segunda, semana de educação financeira, evento será gratuito

Banco Central do Brasil - Sede Recife. Foto: BCB
O Banco Central do Brasil (BC) promove de segunda a sexta-feira a Semana Nacional da Educação Financeira (Semana Enef), que será realizada em Brasília e nas suas nove regionais. No Recife, o evento ocorre no prédio da instituição, localizado na Rua da Aurora. Na parte da manhã haverá curso fechado para multiplicadores de instituições que trabalham com o público, a exemplo dos Procons e Defensoria Pública, entre outros. Para o público, as atividades gratuitas acontecem no auditório da instituição à tarde, a partir das 14h30, com palestras sobre orçamento familiar e planejamento financeiro. 

“O Banco Central sempre se preocupou com educação financeira. Mais recentemente, foi instituído o Departamento de Educação Financeira para juntar as várias ações do BC neste tema”, explica o analista do Bacen, Breno Lima Moreira. “A gente está vivendo um momento de alargamento da classe média e existe aumento da quantidade de crédito disponível na praça. A nossa intenção é fazer com que as pessoas usem o crédito disponível de maneira consciente, evitando o endividamento excessivo. Queremos estimular a poupança como ferramenta importante para realização dos sonhos”, diz. 

Moreira lembra que as palestras abertas ao público são versões resumidas dos cursos oferecidos para as instituições na parte da manhã. “O curso é focado no planejamento financeiro, orçamento familiar, crédito e dívidas. Nossa intenção não é desestimular o uso do crédito, mas estimular o seu uso consciente. Vamos abordar também investimentos, seguros e aposentadoria, que é o grande momento do planejamento financeiro, quando a pessoa vai se beneficiar dos anos em que se preparou”, diz. 

A Semana Enef é uma iniciativa que tem por objetivo promover a Estratégia Nacional de Educação Financeira (Enef). O BC ocupa permanentemente a secretaria executiva do Conef, que tem entre seus integrantes a Comissão de Valores Mobiliários (CVM), a Superintendência de Previdência Complementar (Previc), Bovespa e outras entidades. 

No Recife, o evento está aberto a 250 pessoas por dia, capacidade do auditório do BC. As inscrições são gratuitas e podem ser feitas pelo endereço www.bcb.gov.br/pre/evnweb/evento.asp?evento=7362 ou pessoalmente, no local, de acordo com a disponibilidade de vagas.
Na segunda-feira, o próprio Breno Moreira vai falar sobre planejamento financeiro. Na terça, a palestra será para crianças, já inscritas pelas escolas e na quarta volta ao público em geral. Na quinta o destaque é a palestra da professora Maria Antunes (UFCG), sobre compra compulsiva e dívidas.

Fonte: JC Online

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