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segunda-feira, 4 de novembro de 2019

Queda de juros é oportunidade para renegociar dívidas

Foto: Joel Fotos/Pixabay.
Está em tramitação em uma comissão especial na Câmara dos Deputados o Projeto de Lei (PL) nº 3.515/15, que estabelece mecanismos para evitar o superendividamento e promover a educação financeira. A proposta, aprovada no Senado, foi sugerida por juristas especializados em Direito do Consumidor.

Especialistas ouvidas pela Agência Brasil são favoráveis a medidas para conter a tomada de crédito e gastos desnecessários. “A gente precisa mudar a cultura da população para cultura da poupança e não do endividamento. Novas dívidas significam pior qualidade de vida”, opina a juíza Caroline Lima, do Centro Judiciário de Solução de Conflitos e de Cidadania - Superendividados (Cejusc/Super) em funcionamento no Tribunal de Justiça do Distrito Federal (TJDFT).

“O materialismo impera e todos são levados a essa crescente necessidade de ampliar os bens, o que pode ocasionar o superendividamento. Há uma compulsão para o consumo. Não temos tradição de poupança e reservas”, complementa a desembargadora Ana Maria Duarte Amarante.

Segundo ela, a facilidade e o estímulo do consumo via internet pioram o quadro. “A tecnologia está armada contra os indivíduos. Eles sabem tudo. Tem tudo em algoritmo sobre gastos e preferências”, alerta a desembargadora ao comentar que “apenas um terço da população brasileira tem alguma forma de poupança”.

A proporção também impressiona negativamente a administradora Annalisa Blando Dal Zotto, especialista em planejamento financeiro. Segundo ela, é preciso guardar mais e gastar menos. “As únicas dívidas saudáveis são os financiamentos que têm bem como garantia, como casa e carro, desde que que não sejam muito maior do que a Taxa Selic”.

Juros ainda altos
Para Dal Zotto, a recente redução da Selic para 5% ao ano “é uma oportunidade para renegociar dívidas". Ela alerta, no entanto, que a taxa básica de juros está no menor patamar da história, mas outras taxas continuam extremamente elevadas. “A Selic está a 5%, mas continua muito danoso tomar qualquer tipo de empréstimo. O cheque especial está a 250% ao ano. O empréstimo consignado ainda é 30% ao ano”, pondera.

“A redução é positiva. É época de cobrar renegociação”, sugere a juíza Caroline Lima. Ela alerta para os riscos dos novos financiamentos. “Embora as taxas sejam menores, os bancos estão embutindo custos mais altos. Tem que reparar no custo final da dívida. Se o custo total está se reduzindo de fato. Eu fiz uma simulação de financiamento imobiliário por curiosidade e vi que eles estão aumentando”, denuncia.

Para a psicóloga Amália Raquel Peres, que em projeto de pesquisa e extensão acompanha a mediação do Cejusc/Super, “o problema não é só juros, mas a facilidade de sacar o dinheiro. A agilidade para se conseguir empréstimo é muito ruim”, reclama.

“O crédito fácil funciona como um gatilho para resolver. A pessoa vai surfando, vai do cheque especial para o cartão, do cartão para o empréstimo. Até que toma um capote da onda e se afoga. Mas não é má fé. É desorganização”, acrescenta.

Peres analisou cerca de 1,5 mil casos de pessoas superendividadas que pediram renegociação com credores por meio do Cejusc/Super desde 2015. Chamou a atenção dela que a quase totalidade das pessoas superendividadas é formada por gente que tem emprego, formação cultural e estabilidade.

“Oito de cada dez pessoas superendividadas em Brasília são funcionários públicos. Os bancos querem garantias de que quem vai pegar o empréstimo tem condições de pagar. Funcionário público tem lastro”, avaliza.

Segundo ela, não há uma razão predominante para o superendividamento, mas um conjunto de motivos. “É um contexto de multifacetas tem componente de adoecimento mental, poder, cultura, de suporte social e de situações econômicas”, enumera.

A psicóloga sugere que as pessoas busquem ter uma vida mais simples. “A gente não precisa sair correndo para o cemitério. Para que eu preciso colocar mais coisa nessa rotina que já está dura? Vamos esperar. O que não vai dar agora, pode esperar o próximo ano. Vamos viver a vida e não sair correndo para fazer as coisas. Fazer menos com mais qualidade pode ser melhor” recomenda.

Da Agência Brasil

quinta-feira, 1 de agosto de 2019

Bancos anunciam redução de juros após corte da Selic

Banco CentralFoto: Wilson Dias/Agência Brasil
Novas taxas entram em vigor a partir de segunda-feira

Após o corte na taxa básica de juros, a Selic, nesta quarta-feira (31), pelo Banco Central, bancos anunciaram redução das taxas de juros do crédito. O Comitê de Política Monetária Monetária (Copom) do BC reduziu a Selic em 0,5 ponto percentual para 6% ao ano.

Banco do Brasil

O Banco do Brasil informou que reduziu taxas para pessoas físicas e jurídicas. As novas taxas entram em vigor a partir da próxima segunda-feira (5). Nas linhas de financiamento imobiliário para pessoa física, as taxas mínimas passarão de 8,49% para 8,29% ao ano, na aquisição pelo Sistema Financeiro de Habitação (SFH), e de 8,85% para 8,65% ao ano na linha aquisição PF-CH (carteira hipotecária)

Na linha BB Crédito Veículo Próprio, em que o cliente oferece seu automóvel como garantia, as taxas serão reduzidas de 1,57% para 1,53% ao mês, na faixa mínima, para contratações realizadas pelo aplicativo do BB para mobile.

Leia também:
Caixa reduz juros para pessoas físicas e empresas e vai lançar app para baixa renda
Mercado espera redução de 0,25 ponto percentual na taxa de juros
Banco central americano reduz taxa básica de juros

A taxa mínima das linhas de financiamento de veículos novos e seminovos, contratados pelo mobile passará para 0,84% ao mês, ante 0,88% ao mês cobrados até então.

Para as linhas de empréstimo pessoal sem garantia, a taxa mínima será reduzida de 2,99% para 2,95% ao mês. No cheque especial, a taxa mínima passará de 1,99% para 1,95% ao mês.

O Banco do Brasil também reduzirá os juros para pessoas jurídicas. Na linha desconto de cheque, as taxas mínimas passarão de 1,26% para 1,22% ao mês. Para o desconto de títulos, as taxas mínimas passarão dos atuais 1,16% para 1,12% ao mês.

Os juros para as linhas BB Giro Digital e BB Giro Empresas também ficarão mais baixos. A taxas mínimas cairão de 2,52% para 2,48% ao mês e de 0,95% para 0,91% ao mês, respectivamente.

Caixa Econômica Federal

Antes do anúncio de redução da Selic, a Caixa já havia comunicado redução de juros também. Ontem, a Caixa informou que os clientes pagarão menos juros nas principais linhas de crédito e terão acesso a um pacote de serviços com taxas mais baixas. A redução valerá tanto para pessoas físicas como para empresas.

Itaú Unibanco

O Itaú Unibanco informou em nota que repassará integralmente a seus clientes o corte de 0,50 ponto percentual na taxa Selic. Para pessoa física, a redução será no empréstimo pessoal e, no caso de pessoa jurídica, no capital de giro.

Da Agência Brasil

domingo, 28 de julho de 2019

Taxa básica de juros será definida nesta semana

InflaçãoFoto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil
A Selic será definida em reunião do Copom, e expectativa é de corte de 0,25% na taxa básica de juros.

A taxa básica de juros – a Selic – será definida nesta semana. A quinta reunião deste ano do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC), responsável por definir a taxa, será realizada terça e quarta-feira (31).

Segundo a última pesquisa do BC ao mercado financeiro, a expectativa é que o Copom inicie um ciclo de cortes na Selic, em momento de economia fraca. A previsão do mercado é que a Selic sofra cortes de 0,25 ponto percentual nesta semana e nas próximas três reunião (setembro, outubro e dezembro), encerrando 2019 em 5,5% ao ano. Atualmente, a taxa básica está em 6,5% ao ano.

A taxa básica de juros é o principal instrumento do banco para alcançar a meta de inflação definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN). Neste ano, a meta é 4,25%, com intervalo de tolerância entre 2,75% e 5,75%. Para o mercado financeiro, a inflação calculada pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) deve ficar abaixo do centro da meta, em 3,78%. Para 2020, a previsão também está abaixo da meta (4%), em 3,9%.

Ao reduzir os juros básicos, a tendência é diminuir os custos do crédito e incentivar a produção e o consumo. Para cortar a Selic, o Copom precisa estar seguro de que os preços estão sob controle e não correm risco de ficar acima da meta de inflação.

Quando o Copom aumenta a Selic, o objetivo é conter a demanda aquecida, e isso causa reflexos nos preços porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança.

O Banco Central atua diariamente por meio de operações de mercado aberto – comprando e vendendo títulos públicos federais – para manter a taxa de juros próxima ao valor definido na reunião do Copom.

A Selic, que serve de referência para os demais juros da economia, é a taxa média cobrada em negociações com títulos emitidos pelo Tesouro Nacional, registradas diariamente no Sistema Especial de Liquidação e de Custódia (Selic).

Histórico
De outubro de 2012 a abril de 2013, a taxa Selic foi mantida em 7,25% ao ano e passou a ser reajustada gradualmente até alcançar 14,25% em julho de 2015. Nas reuniões seguintes, a taxa foi mantida nesse patamar.

Em outubro de 2016, foi iniciado um longo ciclo de cortes, quando a taxa caiu 0,25 ponto percentual para 14% ao ano.

O processo durou até março de 2018, quando a Selic chegou ao seu mínimo histórico, 6,5% ao ano, e depois disso foi mantida pelo Copom nas reuniões seguintes.

O Copom reúne-se a cada 45 dias. No primeiro dia do encontro são feitas apresentações técnicas sobre a evolução e as perspectivas das economias brasileira e mundial e o comportamento do mercado financeiro. No segundo dia, os membros do Copom, formado pela diretoria do BC, analisam as possibilidades e definem a Selic.

Da Agência Brasil

quinta-feira, 25 de julho de 2019

Estoque do programa Tesouro Direto chega a R$ 56,9 bi em junho

Reprodução/Pixabay
O estoque de títulos do programa Tesouro Direto alcançou R$ 56,9 bilhões em junho, com crescimento de 16,6% em relação ao saldo do mesmo mês do ano passado, que foi de R$ 48,8 bilhões.

Em relação a maio, o aumento foi de 2,5%. Houve uma emissão líquida de R$ 998,7 milhões em junho, decorrente de vendas de R$ 2,679 bilhões e resgates de R$ 1,683 bilhão.

No mês passado, o título mais demandado foi o papel atrelado à Selic, que representou 49,1% das vendas. Os títulos remunerados pela inflação atingiram 35% do total comercializado no mês e os papéis prefixados responderam por 15,9% das vendas.

Foram realizadas 476.083 operações de vendas de papéis pelo programa em junho, sendo que 85,1% delas tiveram valor inferior a R$ 5 mil. Ainda assim, o valor médio por operação foi de R$ 5.629,13.

O Tesouro Nacional informou ainda que 157.858 novos participantes se cadastraram no programa em junho. Com isso, o número de investidores cadastrados chegou a 4,351 milhões, com aumento de 90% nos últimos 12 meses. Já o número de investidores ativos - que possuem efetivamente aplicações no programa - chegou a 1,072 milhão, com crescimento de 73,2% em 12 meses.

Por: Agência Estado

sexta-feira, 29 de março de 2019

Inadimplência cai, mas bancos aumentam juros para o consumidor

Foto: Reprodução/Pixabay
Os juros para os consumidores dispararam em fevereiro sem qualquer justificativa lógica. Apesar de a taxa básica de juros, a Selic, estar na mínima histórica de 6,5% ao ano desde março do ano passado, e da inadimplência dos clientes ter diminuído, os bancos aumentaram os encargos financeiros, principalmente, no cartão de crédito, no cheque especial e no crédito pessoal não consignado.

A inadimplência é um dos motivos apontados pelos bancos para justificar o alto custo dos empréstimos no país. Em fevereiro, a taxa média de atraso de pagamentos das pessoas físicas recuou para 4,7% dos contratos, a menor marca da série histórica iniciada em 2011 pelo Banco Central. No entanto, a taxa média de juros cobrada pelas instituições financeiras aumentou 0,8 ponto percentual em relação ao mês anterior, totalizando 38,5% ao ano. Para as pessoas físicas, os juros subiram 1,9 ponto, ficando em 53,2% ao ano e o spread — diferença entre o custo de captação e o valor cobrado nos empréstimos — aumentou em 2 pontos percentuais.

Confira na íntegra, clique AQUI!

domingo, 27 de janeiro de 2019

Investimentos no Tesouro Direto superam resgates em dezembro

Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil
Os investimentos em títulos do Tesouro Direto chegaram R$ 1,88 bilhão, em dezembro de 2018. Durante o mês, os resgates somaram R$ 1,09 bilhão (recompras) e venda líquida de R$ 790,35 milhões. O estoque fechou em R$ 54,23 bilhões, um crescimento de 2,02% com relação ao mês anterior, de R$ 53,16 bilhões. As informações foram divulgadas hoje (25) pela Secretaria do Tesouro Nacional.

No ano de 2018, o número total de operações foi de 2,68 milhões, uma média de 224 mil operações por mês, um recorde do programa. Em 2017, foram 2,17 milhões de operações, uma média 181 mil por mês.

Em dezembro, foram realizadas 210.767 operações de até R$ 1 mil, o que representa 63,13% do total de operações no mês, o maior percentual da série histórica. Além disso, o valor médio por operação foi de R$ 5.638,97, o menor desde julho de 2018.

O título mais demandado pelos investidores em dezembro foi o Tesouro Selic, representando 49,8% das vendas, com R$ 937,63 milhões. Em seguida, as vendas de títulos remunerados por inflação (Tesouro IPCA+ e Tesouro IPCA com Juros Semestrais) somaram R$ 570,74 milhões, ou 30,32% do total, enquanto as de prefixados (Tesouro Prefixado e Tesouro Prefixado com Juros Semestrais), totalizaram R$ 374,24 milhões, ou 19,88%.

Nas recompras, predominaram os títulos remunerados por índices de preços (Tesouro IPCA e Tesouro IPCA com Juros Semestrais), totalizando R$ 441,39 milhões (40,41%), seguidos por títulos indexados à Taxa Selic, que somaram R$ 458,06 milhões (41,94%), e R$ 192,34 milhões (17,61%) em prefixados.

Quanto ao prazo, 54,69% dos investimentos realizados no mês foram de títulos com vencimento entre 1 e 5 anos. Os investimentos em títulos com prazo entre 5 e 10 anos responderam por 25,83% do total, enquanto as aplicações em títulos com vencimentos acima de 10 anos representaram 19,48%.

No ano de 2018, os títulos com vencimento entre 1 e 5 anos corresponderam a 45,82% do total. Em seguida, os títulos com vencimento entre 5 e 10 anos tiveram participação de 22,90%, seguidos pelos títulos com vencimento acima de 10 anos, com 20,27% do total no ano.

Confira na íntegra, clique AQUI!

terça-feira, 9 de outubro de 2018

Mercado financeiro eleva estimativa de inflação para 4,40%

Foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil
A estimativa de instituições financeiras para a inflação este ano subiu pela quarta vez seguida. De acordo com pesquisa do Banco Central (BC), divulgada hoje (8), o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) deve ficar em 4,40%. Na semana passada, a projeção estava em 4,30%.

Para 2019, a projeção da inflação permaneceu em 4,20%. Para 2020, a estimativa segue em 4% e, para 2021, passou de 3,97% para 3,95%.

A projeção do mercado financeiro ficou mais próxima do centro da meta deste ano, que é 4,5%. Essa meta tem limite inferior de 3% e superior de 6%. Para 2019, a meta é 4,25%, com intervalo de tolerância entre 2,75% e 5,75%.

Já para 2020, a meta é 4% e 2021, 3,75%, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para os dois anos (2,5% a 5,5% e 2,25% a 5,25%, respectivamente).
Taxa básica

Para alcançar a meta de inflação, o Banco Central usa como instrumento a taxa básica de juros (Selic), atualmente em 6,5% ao ano. De acordo com o mercado financeiro, a Selic deve permanecer em 6,5% ao ano até o fim de 2018.

Para 2019, a expectativa é de aumento da taxa básica, terminando o período em 8% ao ano. Para o fim de 2020, a projeção é 8,38% ao ano, ante 8,19% previstos na semana passada, voltando a 8% ao ano no final de 2021.

Quando o Comitê de Política Monetária (Copom) aumenta a Selic, a meta é conter a demanda aquecida, e isso causa reflexos nos preços porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança.

Quando o Copom reduz a Selic, a tendência é que o crédito fique mais barato, com incentivo à produção e ao consumo, reduzindo o controle da inflação.

A manutenção da taxa básica de juros, como prevê o mercado financeiro este ano, indica que o Copom considera as alterações anteriores suficientes para chegar à meta de inflação.
Crescimento econômico

As instituições financeiras ajustaram a estimativa para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB), soma de todos os bens e serviços produzidos no país, de 1,35% para 1,34%, este ano e mantiveram a estimativa em 2,5% nos próximos três anos.

A estimativa para a cotação do dólar foi mantida em R$ 3,89 no fim deste ano, e em R$ 3,83 ao término de 2019.

Da Agência Brasil

segunda-feira, 13 de agosto de 2018

Estimativa do mercado financeiro para inflação sobe para 4,15%

Foto: Pixabay
Instituições financeiras consultadas pelo Banco Central (BC) aumentaram a projeção para a inflação este ano. A estimativa para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) subiu de 4,11% para 4,15%, neste ano. A informação consta da pesquisa Focus, publicação elaborada semanalmente pelo BC, com projeções de instituições financeiras para os principais indicadores econômicos.

Para as instituições, o IPCA em 2019 deve ficar em 4,10%. Para 2020 e 2021, a estimativa é 4%.

Para 2018 e 2019, essas estimativas estão abaixo da meta que deve ser perseguida pelo BC. Neste ano, o centro da meta é 4,5%, com limite inferior de 3% e superior de 6%. Para 2019, a previsão é 4,25%, com intervalo de tolerância entre 2,75% e 5,75%. Para 2020, a meta é 4% e 2021, 3,75%, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para os dois anos (2,5% a 5,5% e 2,25% a 5,25%, respectivamente).

Para alcançar a meta de inflação, o BC usa como instrumento a taxa básica de juros, a Selic, atualmente em 6,5% ao ano.

De acordo com as instituições financeiras, a Selic deve permanecer em 6,5% ao ano até o final de 2018. Para 2019, a expectativa é de aumento da taxa básica, terminando o período em 8% ao ano.

Quando o Copom aumenta a Selic, o objetivo é conter a demanda aquecida, e isso causa reflexos nos preços porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança.

Quando o Copom diminui os juros básicos, a tendência é de que o crédito fique mais barato, com incentivo à produção e ao consumo, reduzindo o controle da inflação.

A manutenção da Selic, como prevê o mercado financeiro neste ano, indica que o Copom considera as alterações anteriores suficientes para chegar à meta de inflação.

Atividade econômica
A projeção para a expansão do Produto Interno Bruto (PIB) – a soma de todos os bens e serviços produzidos no país – foi ajustada de 1,5% para 1,49%, neste ano. Para 2019, 2020 e 2021, a estimativa para o crescimento do PIB foi mantida em 2,5%.

A previsão do mercado financeiro para a cotação do dólar permanece em R$ 3,7 no final deste ano e no fim de 2019.

Da Agência Brasil

segunda-feira, 6 de agosto de 2018

Depósitos em poupança superam saques em R$ 3,748 bi em julho

Foto: Arquivo / Agência Brasil
A caderneta de poupança fechou julho com captação líquida de R$ 3,748 bilhões, informou nesta segunda-feira (6) o Banco Central. O valor reflete o montante de recursos que os brasileiros depositaram na caderneta, já descontados os saques no período. Foi o quinto mês consecutivo de captação líquida na poupança e o melhor resultado para julho deste 2014 (R$ 4,029 bilhões). 

No mês passado, conforme o BC, os aportes na caderneta somaram R$ 189,800 bilhões, enquanto os saques atingiram R$ 186,052 bilhões. Considerando os rendimentos de R$ 2,846 bilhões em julho, o total de recursos depositados na poupança chega hoje a R$ 755,682 bilhões.

No acumulado do ano até julho, a captação da poupança está positiva em R$ 11,097 bilhões. Isso é resultado de aportes de R$ 1,260 trilhão e retiradas de R$ 1,249 trilhão. 

O resultado positivo da poupança em 2018 contrasta com o cenário visto em anos anteriores. Em 2015 e 2016, a crise econômica havia acirrado os saques, com as famílias mais retirando do que colocando recursos na caderneta para fazer frente às despesas do dia a dia.

Em 2017, o cenário começou a mudar, em meio ao início da recuperação econômica. Ainda assim, os primeiros meses do ano foram marcados por mais saques que depósitos, sendo que a recuperação dos saldos ocorreu no segundo semestre. 

Este ano, a recuperação gradual da atividade e da própria renda, em um ambiente de inflação baixa, favoreceu a captação líquida de recursos pela poupança. Em junho, também começou a liberação de parte dos recursos do PIS-Pasep para pessoas que trabalharam entre 1971 e 1988. A liberação de recursos, em um total de R$ 16 bilhões, vai se estender até 28 de setembro. 

Atualmente, a remuneração da caderneta de poupança é formada pela taxa referencial (TR) mais 70% da Selic (a taxa básica de juros). A Selic, por sua vez, está hoje em 6,50% ao ano. 

Esta regra de remuneração vale sempre que a taxa básica estiver abaixo dos 8,50% ao ano. Quando estiver acima disso, a poupança será atualizada pela TR mais uma taxa fixa de 0,5% ao mês (6,17% ao ano).

Da Agência Estado

segunda-feira, 23 de julho de 2018

Projeção para Selic no fim de 2018 permanece em 6,50% ao ano

Foto: Reprodução/Pixabay
Os economistas do mercado financeiro mantiveram suas projeções para a Selic (a taxa básica de juros) para o fim de 2018 e de 2019. O Relatório de Mercado Focus trouxe nesta segunda-feira, 23, que a mediana das previsões para a Selic este ano seguiu em 6,50% ao ano. Há um mês, estava no mesmo patamar. Já a projeção para a Selic em 2019 permaneceu em 8,00% ao ano, igual ao verificado há quatro semanas. 

No caso de 2020, a projeção para a Selic seguiu em 8,00% e, para 2021, também permaneceu em 8,00%. Há um mês, os porcentuais projetados eram de 8,00% para ambos os anos. 

Em 20 de junho, o Copom manteve a Selic no patamar de 6,50% ao ano. Na decisão, o colegiado não deu sinais de que vai manter a Selic neste nível nos próximos meses, ao contrário do que fez na reunião anterior, de maio. O Copom procurou ressaltar que as próximas decisões sobre juros dependerão da evolução da atividade, dos riscos para a inflação e das projeções para os índices de preços. Isso foi reiterado tanto na ata do Copom quanto no Relatório Trimestral de Inflação (RTI), divulgados no fim de junho. 

Para o grupo dos analistas consultados que mais acertam as projeções (Top 5) de médio prazo, a mediana da taxa básica em 2018 seguiu em 6,50% ao ano, igual à verificada um mês antes. No caso de 2019, a projeção do Top 5 para a Selic foi de 7,75% para 7,63%, ante 8,00% de quatro semanas atrás. No caso de 2020, permaneceu em 8,50% e, para 2021, também em 8,50%. Há um mês, ambas estavam em 9,00%.

Da Agência Estado

segunda-feira, 25 de junho de 2018

Mercado espera por mais inflação e menor crescimento econômico

Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil
Instituições financeiras consultadas pelo Banco Central (BC) continuam reduzindo a projeção de crescimento da economia e aumentando a estimativa para a inflação. No sexto aumento seguido, a projeção para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) subiu de 3,88% para 4% neste ano. Para 2019, a estimativa segue em 4,10%.

Mesmo com o aumento nas projeções, as estimativas seguem abaixo da meta de 4,5%, com limite inferior de 3% e superior de 6% para este ano. Para 2019, a meta é 4,25% com intervalo de tolerância entre 2,75% e 5,75%.

Para alcançar a meta de inflação, o BC usa como instrumento a taxa básica de juros, a Selic. Na semana passada, o Comitê de Política Monetária (Copom) do BC decidiu manter a Selic em 6,5% ao ano.

Taxa Selic deve ficar em 6,5% ao ano

Para as instituições financeiras, a Selic deve permanecer em 6,5% ao ano até o fim de 2018. Para 2019, a expectativa é de aumento da taxa básica, terminando o período em 8% ao ano.

Quando o Copom aumenta a Selic, objetivo é conter a demanda aquecida, e isso causa reflexos nos preços porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança.

Quando o Copom diminui os juros básicos, a tendência é que o crédito fique mais barato, com incentivo à produção e ao consumo, reduzindo o controle da inflação.

A manutenção da Selic, como prevê o mercado financeiro, indica que o Copom considera as alterações anteriores suficientes para chegar à meta de inflação, objetivo que deve ser perseguido pelo BC.

Atividade econômica

A estimativa do mercado financeiro para o crescimento da economia continua sendo reduzida. A projeção para a expansão do Produto Interno Bruto (PIB) – a soma de todos os bens e serviços produzidos no país – passou de 1,76% para 1,55% na oitava redução seguida.

A previsão de crescimento do PIB para 2019 caiu, pela terceira vez consecutiva, ao passar de 2,70% para 2,60%.

A previsão do mercado financeiro para a cotação do dólar passou de R$ 3,63 para R$ 3,65 no fim deste ano, e permanece em R$ 3,60 para o fim de 2019.

Da Agência Brasil

domingo, 17 de junho de 2018

Após três meses de queda, atividade econômica cresce 0,46% em abril

O IBC-Br é uma forma de avaliar a evolução da atividade
econômica brasileira e ajuda o BC a tomar suas decisões
sobre a  taxa básica de juros, a Selic.
Foto: Reprodução/Internet
Depois de três meses de queda, a atividade econômica registrou crescimento em abril. O Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br), dessazonalizado (ajustado para o período), apresentou crescimento de 0,46%, de acordo com dados divulgados hoje (15).

Na comparação com o mesmo mês de 2017 (sem ajuste para o período), houve crescimento de 3,7%. No ano, a expansão chegou a 1,55%. Em 12 meses, o crescimento ficou em 1,52%. De acordo com os dados revisados, houve queda de 0,67%, janeiro, de 0,04%, em fevereiro e de 0,51%, em março.

O IBC-Br é uma forma de avaliar a evolução da atividade econômica brasileira e ajuda o BC a tomar suas decisões sobre a taxa básica de juros, a Selic.

O índice incorpora informações sobre o nível de atividade dos três setores da economia: indústria, comércio e serviços e agropecuária, além do volume de impostos.

O indicador foi criado pelo BC para tentar antecipar, por aproximação, a evolução da atividade econômica. Mas o indicador oficial é o Produto Interno Bruto (PIB – a soma de todas as riquezas produzidas no país), calculado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Por: Agência Brasil

terça-feira, 20 de dezembro de 2016

Expectativas | Vendas do varejo devem dar sinais de recuperação no ano que vem

Foto: Divulgação/Reprodução Internet
O economista-chefe da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), Carlos Thadeu de Freitas Gomes, defende que o governo crie linhas especiais de crédito por meio de depósitos compulsórios que as instituições financeiras mantêm no Banco Central a fim de ajudar empresas e famílias a pagar dívidas.

Segundo ele, o refinanciamento de dívidas por prazos mais longos pode fazer com que, depois do acerto de contas, sobre recursos para o consumo, ajudando a reativar a economia. “Os bancos estão com excesso de liquidez, mas não querem emprestar porque temem ter prejuízo, devido ao alto grau de endividamento da sociedade. Parte do compulsório está no BC sem remuneração, portanto, tem custo zero”, afirmou.

Thadeu lembrou que, apesar de a taxa básica de juros (Selic) ter baixado 0,5 ponto percentual desde outubro último, o spreed bancário (diferença entre o que os bancos pagam para os investidores e cobram dos devedores) aumentou. “Porém, se o dinheiro dos depósitos compulsórios, que não está rendendo nada, for usado com a finalidade única de reestruturação das dívidas das empresas e das famílias, será uma solução melhor do que o uso do dinheiro do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), por exemplo”, destacou.

No entender do economista da CNC, o uso dos compulsórios para a reestruturação de dívidas das famílias é uma das saídas mais sensatas para o país começar a sair da atual crise econômica. “É preciso encontrar soluções para o grave problema que enfrentamos. Os juros reais (que descontam a inflação) estão elevados demais, não ajudam em nada na retomada da atividade”, afirmou.

Do Correio Braziliense


sábado, 22 de agosto de 2015

Juro permanecerá alto, de acordo com o Banco Central

Imagem: Estudo Prático
Ninguém espere para logo o alívio nas taxas de juros. Em meio às incertezas no cenário internacional e à inflação ainda elevada no Brasil, a política monetária manterá o atual “viés conservador por tempo prolongado”, afirmou ontem o diretor de Política Econômica e Assuntos Internacionais do Banco Central (BC), Luiz Awazu Pereira da Silva. Ele apresentou o boletim regional do BC em Belo Horizonte

Nesse quadro, a taxa básica de juros (Selic) deverá ficar no patamar de 14,25% por período “suficientemente prolongado”, segundo o diretor do BC. A ideia da Autoridade Monetarária é concentrar os esforços para conseguir convergência da inflação para o centro da meta de 4,5% no fim de 2016. Até que as medidas apresentem resultados, é preciso que as pessoas tenham “muita calma e sangue frio”, nas palavras de Awazu.

O entendimento do BC é que o processo de ajuste macroeconômico entrou em uma nova fase. “Estamos no meio, no vale, do ajuste”, afirmou o diretor. Segundo o boletim regional, a soma das medidas contracionistas do ajuste com fatores adicionais, uma alusão à Operação Lava-Jato e a crise política, potencializaram os efeitos da crise. “O peso desses eventos não econômicos é significativo”, diz o texto.

A prévia do Índice de Preços ao Consumidor 15 (IPCA-15) acumula em 12 meses 9,57%. De acordo com o BC, os resultados de agosto e setembro favorecem desaceleração dos preços. Mas redução mais perceptível é esperada somente para o primeiro semestre do ano que vem. Os analistas do banco vislumbram um alívio na inflação com o menor peso dos custos dos preços administrados (água, energia elétrica, combustíveis etc). No acumulado de 12 meses encerrados em julho, a inflação do grupo tem variação de 15,97%. No mesmo mês do ano passado, o índice somava 4,63% em 12 meses.

Com informações do Correio Braziliense

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