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terça-feira, 30 de outubro de 2018

Investidor brasileiro é o que espera maior ganho de aplicação

Foto: Reprodução / Pixabay
Apesar do baixo patamar atual, o histórico de juros altos no País tornou o investidor brasileiro ambicioso. Segundo pesquisa realizada em 17 países, o brasileiro é o que espera maior ganho de suas aplicações financeiras. O retorno, porém, nem sempre corresponde às expectativas: o País é o que apresenta uma das maiores diferenças entre a rentabilidade desejada e a obtida.

Pesquisa realizada pela gestora de recursos Legg Mason, obtida com exclusividade pelo jornal O Estado de S. Paulo, aponta que o brasileiro espera, em média, um retorno de 9,2% ao ano de seus investimentos - ligeiramente acima da expectativa de chineses (9 1%) e mexicanos (9%). 

Porém, o retorno médio obtido é de 7,2% - quase dois pontos porcentuais mais baixo. É a segunda maior lacuna entre os 17 países pesquisados, atrás apenas do Japão, cuja diferença entre retorno almejado e recebido é de 2,2 pontos. A expectativa média global, segundo a pesquisa, é de ganhos de 7,4% ao ano, com retorno médio de 6,1%.

"Esse porcentual alto de rentabilidade desejada no Brasil tem muito a ver com a 'memória' de juros altos, no patamar de dois dígitos, que garantiam bons retornos sem riscos", observa Roberto Teperman, diretor de vendas da Legg Mason. 

Ele lembra que, em outubro de 2016, o Banco Central deu início a uma sequência de cortes na taxa básica de juros, a Selic, que saiu de 14,25% para 6,5% ao ano em março deste ano - menor patamar histórico.

William Eid, coordenador do centro de finanças da Fundação Getúlio Vargas (FGV), afirma que essa ambição "tem muito a ver com o famoso 1% ao mês". "Antes, qualquer investimento rendia 1% ao mês; qualquer fundo de renda fixa, por exemplo. Era só sair da poupança", diz.

"O retorno médio recebido agora pelos brasileiros está em torno de 110% do CDI (taxa que anda de mãos dadas com a Selic)", observa Teperman. "O investidor percebeu nos últimos tempos que, para o mesmo retorno de antes, teria de correr um pouco mais de risco - e nesse movimento, vimos alguma migração, ainda que pequena, para (fundos) multimercado e Bolsa." 

Para a pesquisa, a Legg Marson ouviu mil investidores brasileiros entre os dias 26 de julho e 24 de agosto. Os entrevistados estão comprometidos a investir pelo menos R$ 50 mil nos próximos 12 meses e também fizeram modificações em suas aplicações nos últimos cinco anos.

Confira a matéria completa, clique AQUI!

quarta-feira, 21 de maio de 2014

Brasileiro trabalha 151 dias durante o ano só para pagar impostos


Brasileiro trabalha 151 dias durante o ano só para pagar impostos. Imagem: USP.BR


Você sabia que ainda está trabalhando para pagar os impostos? E vai ser assim até o próximo dia 31 de maio. De acordo com um levantamento do Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário (IBPT), o brasileiro vai trabalhar neste ano 151 dias (cinco meses inteirinhos) para bancar os impostos.

A conta inclui todos os tributos (impostos, taxas e contribuições) cobrados pelo governo federal, pelos estados e municípios. Entram no balaio Imposto de Renda, IPTU, IPVA, PIS, Cofins, ICMS, IPI, ISS, contribuições previdenciárias, sindicais, taxas de limpeza pública, coleta de lixo, iluminação pública e emissão de documentos.

A quantidade de dias trabalhados é um tantinho maior que a registrada em 2012 e 2013, quando o brasileiro trabalhou 150 dias. Dez anos atrás, foram quatro meses e 18 dias. Ainda segundo o IBPT, em 2003, os tributos representavam 36,98% de toda a renda dos cidadãos. Já em 2014 serão 41,37%.

Fonte: Blog Economia Diário de PE

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