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segunda-feira, 28 de setembro de 2020

Confiança da indústria atinge maior nível desde janeiro de 2013

Foto: Miguel Ângelo / CNI
O Índice de Confiança da Indústria, medido pela Fundação Getulio Vargas (FGV), cresceu 8 pontos na passagem de agosto para setembro deste ano. Com o resultado, o indicador chegou a 106,7 pontos, em uma escala de zero a 200 pontos, o maior nível desde janeiro de 2013, quando também registrou 106,7 pontos.


Dezoito dos 19 segmentos industriais pesquisados registraram aumento da confiança de agosto para setembro.


O Índice da Situação Atual, que mede a confiança dos empresários no momento presente, cresceu 9,5 pontos e chegou a 107,3 pontos. Já o Índice de Expectativas, que mede a confiança no futuro, subiu 6,3 pontos e atingiu 105,9 pontos.


“Na opinião dos empresários, a demanda estaria satisfatória, o nível de estoques está confortável e haveria expectativa de aumento de produção e do quadro de pessoal no curtíssimo prazo. Esse resultado sugere que o pior da crise já foi superado e que o setor teria fôlego para continuar a apresentar resultados positivos no próximo trimestre”, afirma a economista da FGV Renata de Mello Franco.


Há no entanto, uma preocupação do setor com relação aos próximos seis meses. “Uma cautela possivelmente motivada pela incerteza com relação aos rumos da economia após a retirada dos programas emergenciais do governo”, diz Renata de Mello Franco.

Por: Agência Brasil

sábado, 12 de outubro de 2019

Número de endividados cresce e chega a 70% em Pernambuco

Em relação aos tipos de dívidas, as do cartão de
créditos chegam a 94,7%.
Foto: Marcos Santos/USP Imagens/Divulgação
O percentual de endividados em Pernambuco cresceu entre agosto e setembro, passando de 69,8% para 70,9%, somando 362.763 famílias endividadas. Porém, é no comparativo com o mesmo mês do ano passado que a alta se mostra mais relevante, já que em setembro de 2018 o número era de 62,5%, totalizando um aumento de 44.892 famílias nesta situação de um ano para o outro. O principal tipo de dívida é do cartão de crédito, que chega a 94,7%, segundo a Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (PEIC), realizada pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). O desempenho negativo no estado se dá, principalmente, por conta do mercado de trabalho, com taxa alta de desemprego, redução da renda e consumo em bens que não são essenciais.

Segundo Rafael Ramos, economista da Fecomércio-PE, o mercado de trabalho justifica esse aumento significativo no endividamento, já que Pernambuco tem uma das maiores taxas de desemprego do Brasil - a terceira maior do segundo trimestre, em 16%. A questão é que as pessoas continuam consumindo mesmo sem ter condições de quitar as dívidas, já que a renda familiar caiu. "Houve um período de crescimento do bem-estar e as pessoas criaram um hábito da época em que tinham emprego e renda e conseguiam pagar as dívidas. E é difícil hoje voltar a um patamar que tinha antes do crescimento econômico, continua financiando o padrão de vida", explica.

O cartão de crédito serve como plataforma de extensão da renda e, consequentemente, das dívidas. "É uma dívida atrelada ao consumo e nem sempre o consumo de bens essenciais. E a dívida do cartão de crédito é uma das mais caras porque os juros são altos. É uma dívida fácil de ter um crescimento exponencial. Por isso as pessoas carecem de educação financeira. Elas usam o cartão de crédito como extensão da renda, acreditam que a renda é de R$ 2 mil do salário e mais R$ 2 mil do limite do cartão, por exemplo. Então precisa de uma educação para mostrar que tem que ter controle do consumo dos bens não essenciais", explica o economista.

Consumo

A liberação do saque do FGTS, limitado a R$ 500 por cada conta, também serviu como impulso no consumo, além de datas comemorativas que geram uma perspectiva de não melhora do endividamento nos próximos três meses. "As pessoas deveriam usar o saldo do FGTS para controlar ou sanar dívidas, se possível, para mais na frente voltar a consumir de maneira mais centrada. Mas a maioria das pessoas não tem essa educação e 90% vão usar para consumo. E tem o Dia das Crianças em outubro, a Black Friday em novembro e Natal em dezembro. O nível de consumo vai continuar elevado e a estimativa é que a taxa de endividamento suba até 2020", ressalta Rafael Ramos.

E todo início de ano é um momento de acúmulo de contas, com IPTU, IPVA, matrícula e material escolar, para citar algumas. "Isso tudo se torna um ciclo se não controlar o orçamento, a família fica dependente de puxar recursos que não estão lá todos os meses, como o cartão de crédito", analisa. E a perspectiva é que o cenário ainda demore para se tornar mais positivo em Pernambuco. "O desemprego no estado é uma das maiores taxas e é provável que aqui demore ainda mais para melhorar porque nosso mercado de trabalho está deteriorado. Mesmo com uma melhora puxada pelo mercado informal, acaba que a pessoa não tem direito trabalhista que dê estabilidade, como multa recisória, FGTS e seguro desemprego. Então as pessoas continuam consumindo e, quando são desligadas, não têm como amenizar a dívida, a renda está mais comprometida", conclui.

Do Diario de PE

quinta-feira, 26 de setembro de 2019

Incentivado pela indústria da cana, Pernambuco tem saldo positivo no Caged

Cana de Açúcar, produção do plantioFoto: Cultivar/Divulgação
A criação de vagas com carteira assinada segue um histórico positivo de cinco meses no Brasil. No mês passado, o País conseguiu criar 121,4 mil vagas formais de emprego. Em Pernambuco, após de sete meses oscilando entre saldos negativos e positivos sem expressividade para reduzir o número do desemprego que atinge 671 mil pernambucanos, o Estado conseguiu se destacar na criação de postos formais em agosto.

Segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgados ontem pelo Ministério da Economia, no mês passado, o saldo entre admissões e demissões em Pernambuco foi positivo em 10.431 mil postos formais.

De acordo com os números do Caged, grande parte do saldo positivo foi reflexo das contratações da indústria da cana-de-açúcar, que iniciaram, mês passado, o período anual da safra 2019/2020. “Historicamente nós temos no segundo semestre do ano os melhores resultados na geração de emprego influenciados pelo setor. Na indústria da transformação, onde se encontra a indústria da cana, por exemplo, do saldo total de 4.472 empregos, 4.485 foi da indústria da cana”, explica o coordenador do núcleo de economia da Fiepe, Cezar Andrade.

Confirmando a tendência de criação de postos, o presidente da Usina Coaf, Alexandre Andrade Lima, que já iniciou no fim de agosto o período de moagem, revela que mais de três mil e quinhentas pessoas foram contratadas. “Como a expectativa dessa safra é maior que a do ano passado, além de ter uma contratação maior, terá um prolongamento do período contratado por mais um mês do que o normal”, comenta.

Segundo o presidente do Sindicato da Indústria do Açúcar de do Álcool no Estado (Sindaçúcar-PE), Renato Cunha, a indústria da cana no Nordeste tem um modelo socioeconômico que dialoga bastante com a empregabilidade. “Sempre no período de safra e durante todo ano a indústria é geradora de empregos. Para essa safra deveremos gerar cerca de 70 mil empregos diretos e formais. O que é um número muito consistente para a empregabilidade fazendo com que a cana proporcione um meio de vida eficiente e produtivo para o trabalhador de Pernambuco”, destaca Cunha.

Com exceção dos setores da administração pública e do serviço industrial de utilidade pública, que fecharam com saldo negativo de 403 e 19, respectivamente, os resultados desta edição foram positivos em todos os outros cinco setores. Para os demais, os destaques ficam para os setores do da construção civil (430), comércio (401) e o de serviços (1.805). Esses dois últimos, começam a retomar um ritmo gradual de crescimento nas contratações. “Visualizo como o principal incentivador das contratações mais cedo e em maior proporção em 2019 a liberação do FGTS já em setembro”, analisa o economista da Fecomércio em Pernambuco, Rafael Ramos.

No que tange ao setor de serviços, Ramos acredita que como o maior gerador tenha sido o subsetor de ensino. É que só ele, respondeu por um saldo positivo de 659 dos 1.805 postos criados no período. “O que pode ser explicado por contratação para o segundo semestre em faculdades e universidades, visto que é o resultado de agosto”, pondera o economista.

Segundo os especialistas consultados pela reportagem, até o fim deste ano, pelo cenário geral, a tendência é que Pernambuco permaneça entre os três estados que mais devem abrir postos de trabalho formais no País.

Da Folha de PE

terça-feira, 9 de abril de 2019

Vendas de Páscoa devem crescer 1,5%, diz pesquisa da CNC

Foto: Ed Machado/Folha de Pernambuco

 As vendas de Páscoa devem ter um crescimento de 1,5% neste ano, de acordo com a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). A data deve gerar, então, 10,7 mil postos de emprego temporário e um faturamento de R$ 2,4 bilhões para o varejo brasileiro, consolidando-se como a quinta melhor época do ano para o setor. Em Pernambuco, a expectativa é que a alta de vendas seja um pouco menor, mas ainda assim gere contratações temporárias.


Pesquisa publicada ontem pela CNC explica que o preço dos tradicionais produtos de Páscoa será a principal razão deste incremento. É que, neste ano, o reajuste desses itens foi menor que o registrado no ano passado - segundo a CNC, a inflação da Páscoa caiu de 6% para 4% entre 2018 e 2019. Os peixes, por exemplo, devem ficar apenas 1% mais caros. E as bebidas alcóolicas, 1,8%. Já o chocolate, que no ano passado teve queda de preços, vai subir 5,7%. E as passagens aéreas serão reajustadas em 10,8%.

Outra razão para o otimismo está no crédito, que desta vez se mostra mais acessível aos consumidores, facilitando as compras. Por isso, a expectativa é que este seja o terceiro ano consecutivo de crescimento real das vendas de Páscoa.

A projeção de 1,5%, porém, é menor que a de 2018, quando houve alta de 2% em relação a 2017. E essa perspectiva é ainda menor em Pernambuco, podendo até chegar perto de zero, segundo a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado do Estado (Fecomercio-PE).

"O cenário de Pernambuco é mais adverso que o nacional, por conta do alto desemprego que afeta o Estado”, explicou o economista da Fecomércio-PE, Rafael Ramos, que, mesmo assim, disse haver uma expectativa positiva entre os comerciantes locais.

“A Páscoa é uma data que aquece bastante as vendas e deve impulsionar a criação de novos postos de trabalho temporário”, justificou Ramos, contando que a maior parte dessas oportunidades temporárias de emprego deve estar no setor de alimentação e bebidas, o mais impactado pelas vendas de Páscoa. “Os empresários contratam porque há uma maior movimentação em seus estabelecimentos”, explicou Ramos.

Quem conseguir uma dessas vagas deve receber um salário médio de admissão de R$1.267, segundo a CNC. É um rendimento 5,9% maior em relação àquele percebido na Páscoa de 2018.

Da Folha de PE

sábado, 2 de março de 2019

É possível economizar no Carnaval; confira as dicas

Foto: Rodrigo HD
Seis em cada dez consumidores devem aproveitar este Carnaval para cair na folia, segundo pesquisa realizada pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL). Porém, em um universo com mais de 12 milhões de desempregados, em que o dinheiro mal dá para quitar os custos mensais, a chegada de mais essa despesa pode não caber no orçamento.

Para ajudar esse público, que segundo a CNDL pode chegar a desembolsar R$ 633,97 na folia, a Folha de Pernambuco caiu em campo e foi conferir dicas de como se divertir gastando pouco.

Seja pouco ou muito, a orientação dos especialistas é que, assim como em qualquer situação, o importante é cada pessoa ter conhecimento da sua realidade financeira, principalmente em tempo em que extrapolar é a máxima da vez. Afinal, os gastos fora de controle no Carnaval passado terminaram deixando 13% dos foliões inadimplentes, de acordo com a CNDL. 

Pernambuco
Se no cenário nacional a média de gasto deve ser superior a R$ 600, em Pernambuco, de acordo com sondagem inédita realizada pela Fecomércio-PE em parceria com o Sebrae, esse valor fica em torno de R$290. “Eu esperava mais em relação ao gasto médio, em especial, no Carnaval, com muitos dias para brincar. Porém, mesmo com a maioria dos entrevistados afirmando que vai gastar mais com alimentação (84,2%) e bebida (69,2%) durante os seis dias, um valor de R$48 por dia é muito pouco para o consumo desses itens. Na minha avaliação, isso significa que provavelmente por mais que 57% tenham pretensão de brincar o Carnaval, muitos não devem brincar todos os dias”, analisa o economista da entidade, Rafael Ramos.

Da Folha de PE

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2019

Varejo fechou o ano de 2018 com queda em Pernambuco

Comércio no RecifeFoto: Arquivo/Folha de Pernambuco
No Brasil, o volume de vendas do ano passado foi superior em 2,3% aos resultados de 2017, de acordo com a Pesquisa Mensal do Comércio (PMC), realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Já no estado, no acumulado do ano, puxada pela queda nas vendas de segmentos como combustíveis, vestuários, eletrodomésticos e comunicação, os resultados do varejo apresentaram desaceleração forte, com a taxa saindo de 4,7% em 2017 para -0,8% em 2018.

"Os setores foram impactados em especial pela greve dos caminhoneiros, copa do mundo e eleições, que frearam o consumo de forma geral. Associado a isso, o desemprego acentuado favoreceu os resultados negativos do período”, explica o economista da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Pernambuco (Fecomércio-PE), Rafael Ramos.

E se no consolidado do ano o desempenho negativo é atribuído a um ano marcado por greve de caminhoneiros e eleições, o resultado do melhor mês para o comércio nacional, dezembro, foi recebido com espanto pelos representantes do setor do Estado. Afinal, segundo a PMC, o mês em questão foi de queda acentuada de 5,1% nas vendas. “Pelo menos no Recife, município que represento, não posso falar de queda nas vendas, ao contrário, tivemos um mês de vendas bastante positivas”, argumenta o presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas do Recife (CDL-Recife), Cid Lôbo, que atribui o resultado negativo a outras cidades. “Tivemos cidades em que as vendas foram boas e outras nem tanto. Isso, com certeza, influencia nos resultados da pesquisa, embora esse número negativo também tenha me surpreendido”, comenta o presidente da Federação das Câmaras de Dirigentes Lojistas do Estado, Eduardo Catão.

Segundo Rafael Ramos, o resultado de dezembro é explicado pelo movimento de antecipação das compras por meio da Black Friday, que acontece em novembro. “Por conta da Black Friday, o volume de vendas de dezembro vem mostrando recuo nos últimos cinco anos, com única exceção em 2016, quando o volume cresceu modestos 0,7%. As condições acabam afetando principalmente os estabelecimentos menores, que não possuem margem para reduzir os preços mostrando-se menos atrativos em relação às promoções, além disso, o período é de elevação do poder de compras, o que acaba deixando a concorrência dos menores em relação aos maiores ainda mais crítica, criando dificuldades em um período em que o comerciante menor tinha maiores chances de alavancar as suas vendas”, analisa o economista da Fecomércio.

Da Folha de PE

sábado, 2 de fevereiro de 2019

Morre presidente da Fecomércio-PE, Josias Albuquerque

Foto: Divulgação/ Sesc
Faleceu na manhã deste sábado (02), aos 82 anos, no Hospital Português do Recife, às 10h50, em decorrência de doença hepática e falência múltipla dos órgãos, o presidente da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Pernambuco (Fecomércio-PE), Josias Silva de Albuquerque.

Nota de falecimento:
Josias Albuquerque, que exercia, desde 1996, a presidência do Sistema Fecomércio/Sesc/Senac, faleceu, aos 82 anos, na manhã deste sábado (02/02/2019), às 10h50, no Real Hospital Português, em decorrência de doença hepática e falência múltipla dos órgãos. O corpo será velado no Salão de Eventos do Sesc Pernambuco (Rua Treze de Maio, 455, Santo Amaro), das 18h de hoje até as 13h de amanhã (03/02), tendo missa às 11h. Às 14h, acontecerá a cremação no Cemitério Morada da Paz (Avenida Rodolfo Aureliano, 2118, Vila Torres Galvão, Paulista). Ele era casado com Erotides Gomes de Albuquerque, tinha dois filhos e cinco netos.

Atuação em Surubim:


Há 15 anos foi inaugurado o SESC Ler Surubim, o primeiro de Pernambuco, através da doação do terreno pelo Sr. Humberto Barbosa, na época prefeito em exercício. O presidente do SESC / SENAC / FECOMÉRCIO-PE, Prof. Josias Albuquerque, inaugurou no dia 03 de junho de 2003, a unidade que representa um marco de seu funcionamento e pioneirismo.

Este post foi atualizado neste sábado, dia 02/02, às 15h55, para alteração e acréscimo de informações

quinta-feira, 10 de janeiro de 2019

Endividados crescem em Pernambuco

Foto: Arquivo/Agência Brasil
A Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (PEIC) pernambucano mostrou a quinta alta consecutiva no percentual de endividados, saindo de 66,7% para 66,8% entre novembro e dezembro. Ou seja, mais de seis pessoas em cada dez têm dívidas hoje no estado. Apesar do crescimento dos endividados, a quase estabilidade da taxa é um fato positivo, pois continua abaixo do mesmo período do ano anterior (66,9%), o que confirma a melhora na educação financeira de parte das famílias pernambucanas. Na série histórica, o número de endividados no estado apresentava um movimento de recuos significativos, saindo de 79,8% em 2010 para 53,3% em 2013. Um dos principais fatores do quadro é o ainda deteriorado do mercado de trabalho pernambucano, que segundo o IBGE ainda possui elevada taxa de desocupação e estabilidade no rendimento médio dos ocupados.

Rafael Ramos, economista do Instituto Fecomércio, explica que, o percentual de 66,8% de dezembro equivale a 340.010 famílias endividadas, acréscimo de apenas 553 lares em um mês, já em relação ao mesmo período de 2017, diferente do que foi observado no resultado de novembro, o número de endividados recuou, com 1.381 famílias, em 12 meses, que deixaram o grupo de endividados. Já o percentual das famílias que possuem contas em atraso mostrou alta em dezembro, indo de 26,0% para 26,4%. A situação mais crítica em Pernambuco são as famílias que informam não ter mais condições de pagar as suas dívidas, com a taxa de 12,1% em dezembro de 2018. “Resumindo, estamos evoluindo na questão do endividamento, uma vez que já chegamos a 79,8%, mas ainda estamos longe da média nacional, que foi de 55,8% em dezembro de 2018, uma vez que o estado acumula também uma média de desemprego maior, sendo 11% a taxa brasileira e 16% a pernambucana, além de termos uma renda média menor que o resto do país, o que leva os consumidores do estado a buscarem mais o financiamento que em outras regiões”, explica.

Quando se analisa o resultado por tipo de dívida, verifica-se que o tipo mais apontado continua sendo o cartão de crédito, com modesta queda em relação ao mês anterior, atingindo 93,8%, seguido pelo endividamento com carnês e cheque especial, que representam 22,9% e 5,9%, respectivamente. Vale destacar também que na composição do grau de endividamento as famílias com rendimento mais baixos ainda são as que mais sofrem com o atual quadro. Outra informação importante para a tendência do endividamento em janeiro é de que recente pesquisa do Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) apontou que grande parte da população brasileira pretende se livrar das dívidas no início de 2019, o comportamento é bastante positivo, e confirma a melhora da gestão financeira das pessoas, o que aumenta a probabilidade da taxa de endividamento mostrar manutenção ou modesto recuo. “Ou seja, estamos caminhando para uma melhora, mas é uma caminhada em marcha lenta”, completa Rafael Ramos.

Do Diario de PE

segunda-feira, 1 de outubro de 2018

Intenção de consumo das famílias tem alta em setembro

Foto: Valter Campanato/Arquivo Agência Brasil
A intenção de consumo das famílias cresceu em setembro, segundo indicador da Federação do Comércio de São Paulo (Fecomercio-SP) divulgado nesta segunda-feira (1º). O índice mensal subiu 1,1% em relação a agosto, passando de 86,5 pontos para 87,5 pontos. Em comparação com setembro de 2017, quanto o indicador marcava 79 pontos, a alta ficou em 10,8%.

O índice da intenção de consumo é medido mensalmente, desde 2010, em uma escala de zero a 200 pontos, a partir de uma base de 2,2 mil consumidores do município de São Paulo. Resultados abaixo de 100 pontos indicam uma insatisfação dos consumidores com o cenário.

Os consumidores demonstraram satisfação nos itens relacionados ao trabalho. O índice relativo ao emprego atual marcou 110,2 pontos e as perspectivas profissionais ficaram em 11,8 pontos. Em relação a setembro do ano passado, ambos registraram alta de 8%.

As famílias ainda estão, segundo o estudo, indispostas para gastar no momento atual. Mais da metade (55%) dizem que estão comprando menos do que há um ano. O item relativo a consumo atual está em 60,3 pontos, enquanto o que mede a disposição para adquirir bens duráveis (geladeira, TV, fogão) está em 60,7 pontos. É maior ainda o percentual (66,5%) que avalia que é um mau momento para comprar esse tipo de produto.

Crédito difícil
O acesso ao crédito registrou queda na percepção, passando de 87,7 pontos em agosto, para 85,6 pontos. Mesmo assim, o patamar é 11% melhor do que os 77,1 pontos registrados em setembro de 2017. O estudo mostrou que 43% das famílias paulistanas encontram dificuldades para financiamento de compras. Para a Fecomercio, isso é um reflexo do aumento do endividamento e da inadimplência, que fez com que os bancos restringissem o acesso ao crédito.

De modo geral, a Fecomercio avalia que a satisfação dos consumidores ainda está em processo de recuperação depois da greve dos caminhoneiros, em maio.

Metodologia
O índice é apurado mensalmente com dados de 2,2 mil consumidores no município de São Paulo. Ele é composto por sete itens: emprego atual; perspectiva profissional; renda atual; acesso ao crédito; nível de consumo atual; perspectiva de consumo; e momento para duráveis.

Da Agência Brasil

segunda-feira, 29 de janeiro de 2018

Otimismo | Consumo volta a subir neste carnaval

Para os que produzem fantasias, os tecidos também tiveram
 reajuste pequeno:  0,8%. Foto: Brenda Alcantara/DP
Com um cenário econômico bem menos adverso que o do mesmo período do ano passado, um mercado de trabalho mostrando melhoras, crédito mais barato e uma população mais confiante, o carnaval pernambucano deve registrar aumento de consumo. O otimismo vem de uma recuperação iniciada no início do segundo semestre de 2017. Quem garante é o Instituto Fecomércio/PE, que analisou o comportamento dos preços. Alguns itens se destacaram com reajustes inferiores aos demais. A cerveja por exemplo, produto muito consumido em períodos de festa, teve uma variação de apenas 0,6% nos últimos 12 meses, o que praticamente irá deixar o preço desse item igual ao do ano anterior.

Já os tecidos, que são procurados por quem deseja fazer fantasias, não mostrou uma alta considerável, com uma variação de 0,8%, em média, na Região Metropolitana do Recife. Segundo o economista e analista da Fecomércio Rafael Ramos, o cenário é mais positivo que o do mesmo período em 2017. “A população está voltando a consumir. No comércio, o ponto positivo vai para os supermercados e hipermercados, lojas de tecidos e vestuário, onde os itens que mantiveram os seus preços em relação ao ano passado são vendidos”, afirmou. Rafael atenta que esses produtos não tiveram um aumento, principalmente, pelo nível de estoque que ficou alto, já que as vendas não foram tão animadoras em 2017.

Além disso, outra queda importante foi em relação ao índice geral da inflação para 2017 na RMR, que foi de 3,3% no acumulado de 12 meses até dezembro, bem inferior aos últimos três anos. O grupo de bebidas e alimentos foi o responsável pelo impacto na queda do Índice Nacional de Preços do Consumidor Amplo (IPCA).

Mas, para este carnaval, nem tudo são flores. Os itens ligados à questão do transporte apontam que o folião pernambucano que usar carro de passeio para se deslocar até os locais da festa vai gastar um pouco a mais que o ano passado. “A gente tem uma gasolina bem mais cara que no ano anterior, com uma variação chegando a 12,6%”, afirmou Rafael.

De acordo com o economista, o momento é de procurar uma festa que caiba no bolso, sem extrapolar. “O carnaval caiu muito perto do final de janeiro, e muita gente está terminando as compras do material escolar e ainda pagando faturas pendentes. Então, o folião deve ter muito cuidado na hora de escolher o seu destino para as festas e com o que vai gastar”, alerta.

Do Diario de PE

quinta-feira, 1 de junho de 2017

Fecomércio-PE e Sebrae-PE pedem regime especial de tributos para empresas das áreas em situação de emergência

Imagem: Divulgação/Reprodução
O presidente da Fecomércio-PE e do conselho deliberativo do Sebrae-PE, Josias Albuquerque enviou hoje (31/05) uma carta para o governador Paulo Câmara, pedindo que fossem oferecidas condições especiais de recolhimento de impostos e renegociação de dívidas para as empresas localizadas nas 24 cidades em estado de emergência por causa das fortes chuvas, que atingiram principalmente a Mata Sul e o Agreste de Pernambuco, nos últimos dias. O objetivo da solicitação é contribuir para a reconstrução das comunidades afetadas, em especial no suporte aos pequenos negócios da região.

“Entendemos que, além das empresas que tiveram patrimônio e estoques destruídos pelas enchentes, todo o ecossistema empresarial da região sofre o impacto da queda do consumo e consequente redução de circulação de receitas nos municípios, ampliando os prejuízos e agravando ainda mais as consequências da situação emergencial que já enfrentam”, justifica Josias Albuquerque. As medidas permitem que os empreendedores possam direcionar suas finanças para ações mais urgentes e necessárias ao soerguimento.

Uma articulação entre a SEFAZ e a Receita Federal permitiria a prorrogação do recolhimento de tributos dos pequenos negócios e a emissão de um decreto pode estabelecer um regime especial de impostos e outros encargos estaduais direcionado às empresas da região. “A negociação com agentes financeiros proporcionaria a renegociação de dívidas das empresas afetadas e uma linha de crédito emergencial na AGEFEPE para as empresas mais gravemente afetadas pode dar novo fôlego nessa reestruturação”, explica o presidente da Fecomércio-PE e Sebrae-PE.

Segundo análise do Instituto Fecomérico, os transtornos causados pelas fortes chuvas contribuem para ampliar a desaceleração pela qual a economia Pernambucana, em especial o setor do Comércio e Serviços, vem passando. Os empreendedores são afetados com as lojas sendo invadidas pela água, que torna o ambiente sujo e, muitas vezes, danificam produtos que seriam comercializados. O clima pode afetar uma das datas mais importantes para o setor que é o Dia dos Namorados. Os presentes podem ser substituídos por questões de maior necessidade, ocasionadas pelos alagamentos. O Sebrae-PE e a Fecomércio-PE estão ainda  planejando ações de apoio às empresas, através de consultorias emergenciais e orientação financeira.

Da Assesssoria

segunda-feira, 3 de abril de 2017

Expectativa | Páscoa terá primeiro aumento nas vendas desde 2014

Imagem: Meramente Ilustrativa/Cacau Show Surubim
A expectativa de vendas para a Páscoa deste ano pode superar a do ano passado, além de chegar mais próximo ao patamar de 2014. Segundo pesquisa da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), a estimativa é que esse período movimente cerca de R$ 2,1 bilhões, um crescimento de 1,3% em volume de vendas, já descontada a inflação, na comparação com o ano anterior. Se confirmado, este será o maior aumento real de faturamento para o período desde 2014, quando a variação em volume de vendas foi de 2,6%. 

Parte dessa recuperação está associada ao comportamento dos preços, já que a variação média da cesta composta por bens e serviços mais demandados nesta data, cerca de 4,6%, foi a menor desde a Páscoa de 2008, segundo a CNC. À exceção dos chocolates, cuja alteração na fórmula de cálculo do IPI (imposto sobre produtos industrializados) levou a um aumento expressivo de 14,6%, todos os demais preços livres analisados registraram desaceleração ou queda em relação à Páscoa de 2016. 

De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), dados do IPCA-15 (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo - 15), mostram que no Recife, o índice da cesta de Páscoa pode chegar a 1,7%. Um dos fatores para um número abaixo do Nacional (4,5%), é o item de combustíveis, que tem peso importante no cálculo e acumula queda de 7,9%, bem acima do nacional que é de 0,8%. Além deste fato, o Recife não possui levantamento de preços do azeite e do pedágio, porém quando se verifica os chocolates, a RMR fica acima da média nacional (20,2%), indicando que a tradicional compra de itens derivados dele vai ficar mais cara.

Segundo Rafael Ramos, Economista da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Pernambuco (Fecomércio-PE), com a inflação em queda os preços começam a cair também, o que facilita um maior poder de compra nessa época. “As famílias que não comemoravam nos dois últimos anos vão poder comemorar agora, pois com a queda da inflação, consequentemente, existe uma queda nos preços. Então, a expectativa é que exista um crescimento nas compras dos produtos para Páscoa, modesto, mas positivo”, afirma.

Menos emprego

Mesmo com os supermercados respondendo a  60% das vagas geradas, a expectativa é de 10,7 mil postos de emprego neste ano, um número menor do que os 11,3 mil contabilizados no ano passado. Portanto, o que se espera é que os funcionários temporários não sejam efetivados, já que a previsão para o período é de absorção praticamente nula, seguindo o ritmo dos últimos três anos. De acordo com a CNC, O baixo aumento das vendas e a improvável reversão das condições de consumo no curto prazo, são alguns dos principais fatores para essa “onda” de não contratação.

Do Diario de PE

segunda-feira, 21 de novembro de 2016

Comércio eletrônico é o novo foco dos consumidores, de acordo com pesquisa da Fecomércio-PE

Imagem: Divulgação/Reprodução - Internet
O Instituto Fecomércio-PE realizou pesquisa durante a Feira do Empreendedor, em Caruaru, para captar a experiência dos participantes do evento em compras pela internet. Segundo o estudo, 74% dos entrevistados compram ou já compraram pela internet, enquanto apenas 24% revelaram que nunca compraram via comércio eletrônico.  

Dos que já experimentaram esta forma de comércio, a justificativa pela opção está no preço mais baixo dos produtos, representando 63% das respostas. Este é um movimento já observado em grande parte das lojas on-line, já que estas realmente oferecem preços mais acessíveis.Esse formato acontece porque há um baixo custo exercido pelo estoque físico e também há o encurtamento das relações de negociação, fazendo com que tudo possa ser resolvido pela internet, sem ser necessário o cliente se deslocar até a loja. 

A pesquisa também apontou artigos mais procurados no comércio eletrônico. Entre eles estão os itens de moda e acessórios (47%), celular e telefonia (46%) e livros e revistas (38%). Em seguida, a escolha está na compra de atividade turística, como passagem aérea e hospedagem (32%), eletrodomésticos (28%), Informática (28%), cosméticos e perfumaria (27%) e eletrônicos de áudio e vídeo (25%).

Dentre as opções de equipamentos para realizar a aquisição de produtos, notebooks e computadores convencionais foram citados pela maioria. Entretanto, a compra através dos smartphones também é expressiva. Segundo o estudo, 40% dos e-consumers no evento disseram comprar através deste dispositivo e é este movimento que faz com quealgumas lojas virtuais criem aplicativos as vendas online.

Apesar do sucesso do e-commerce entre os consumidores, a falta de conhecimento sobre segurança nas transações é fator que impede a expansão do comércio eletrônico. A insegurança nas formas de pagamento e nos sites de venda (53%) foi o principal ponto que não os fazem comprar pela internet. Além disso, a falta de contato com o produto (48%) também foi fator citado entre os que não utilizam o serviço. 

Da Assessoria

quinta-feira, 12 de maio de 2016

Comércio de Pernambuco acumula perdas

Único setor que não saiu prejudicado foi o de farmácias,
com crescimento de 5,2%. Imagem: Divulgação/Internet
Apesar de ensaiar uma recuperação, o comércio varejista pernambucano continua desenhando uma linha negativa em seus resultados de 2016. Segundo os dados de março da Pesquisa Mensal do Comércio (PMC), do IBGE, o percentual foi de -0,9% para o Estado, menor do que o de fevereiro (-2,3%) e que de março de 2015 (-2,7%), mas ainda insuficiente para compensar as perdas acumuladas.

A principal queda veio do segmento de móveis e eletrodomésticos (-25,1%) e a compensação ficou por conta dos artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos e de perfumaria, único que teve desempenho positivo (5,2%).

Em todo o País, as vendas do comércio sofrem desde o ano passado com uma combinação de inflação, desemprego e crédito restrito. Esse tipo de cenário leva o consumidor a dar prioridade a produtos básico em detrimento de supérfluos e itens mais caros. 

Mas Pernambuco tem um agravante, como explica o economista do Instituto Fecomércio, Rafael Ramos. “Uma das principais questões que afetam o Estado é a grande desmobilização de mão de obra industrial, impactando assim a massa salarial local, além de retirar a confiança das famílias”, esclareceu, em nota à imprensa. Rafael acrescenta que isso se reflete especialmente nos os segmentos mais afetados “estão ligados ao crédito e à confiança”, como é o caso de móveis e eletrodomésticos. 

Os danos da crise ficam mais evidentes quando se observam os comportamentos ao longo do ano. Em 12 meses, o comércio varejista pernambucano acumula recuo de 10%, enquanto no País esse percentual é -5,8%.

Em relação aos artigos farmacêuticos, Rafael pontua que “as farmácias comercializam produtos essenciais como os remédios e adotam uma estratégia de vender uma variedade grande de produtos”. 

Do JC Online

quarta-feira, 13 de abril de 2016

Assembleia Legislativa de Pernambuco homenageia os 70 anos do Senac

Imagens: Divulgação/Reprodução
Na noite do dia 6/4, o Senac recebeu homenagem da Assembleia Legislativa de Pernambuco pelo aniversário dos seus 70 anos de atuação. O presidente do Sistema Fecomércio/Sesc/Senac, Josias Albuquerque, representou a instituição na solenidade, recebendo a placa comemorativa das mãos do proponente, o deputado José Maurício.

Na solenidade, a Mesa Diretora foi composta pelo deputado Clodoaldo Magalhães, que presidiu a sessão solene,  pelo representante do Governo de Pernambuco, o secretário executivo da Microempresa do Estado de Pernambuco, João Baltar Freire, pelo ex-presidente da Câmara dos Deputados Severino Cavalcanti, e pela ex-secretária da Fazenda do Estado de Pernambuco Tânia Bacelar, além de Albuquerque. O deputado José Maurício justificou a homenagem ao Senac em função da “enorme folha de serviços prestados à sociedade em todo o país”.

“E  a história do Senac em Pernambuco se confunde com a história de empreendedorismo de Josias Albuquerque, numa relação que começou em 1980, somando grandes realizações ao longo dos últimos anos, como a interiorização das ações do Senac no Estado, a inauguração do primeiro Centro de Convenções do Agreste em Caruaru, do Centro de Enogastronomia em Petrolina e do novo prédio da Faculdade Senac no Recife”, ressaltou Clodoaldo Magalhães.

Para Josias Albuquerque, receber a homenagem é motivo de orgulho. “O trabalho realizado hoje é extraordinário, dadas as dificuldades de se realizar ensino de qualidade no país. São 130 mil pessoas atendidas por ano em educação profissional e vamos continuar trabalhando para que Pernambuco cresça, sempre atentos ao que pode prejudicar as atividades do comércio no Estado”. 

A solenidade contou com a presença de deputados e representantes da Fecomércio, do Senac e do Sesc, que puderam acompanhar também a apresentação do Coral Voz de Pernambuco. Composto por servidores da Assembleia Legislativa, o grupo executou, em seu repertório as canções, “ABC do Sertão”, de Luiz Gonzaga e José Dantas, e “Lamento Sertanejo”, de Gilberto Gil e Dominguinhos. 

Da Assessoria

Comércio de Pernambuco tem o pior mês de fevereiro desde 2001

Imagem: Divulgação/Internet
O varejo de Pernambuco registrou uma queda suave em fevereiro, considerada mais uma estabilização das vendas, atingindo -1,3% em relação a janeiro. Comparado ao mesmo mês de 2015, o recuo foi bem mais duro, chegando a - 9,5%. Esta é a segunda pior taxa para os estados do Nordeste e o pior fevereiro para o comércio pernambucano desde o início da série em 2001. O varejo no estado acumula no ano e em 12 meses queda de 10,8% e 9,2%, respectivamente. Estes também são os acumulados mais negativos para o mês em toda a série. Já no Brasil, o varejo surpreendeu e terminou o mês com alta de 1,2% nas vendas em relação a janeiro. Os dados são da Pesquisa Mensal do Comércio do IBGE.

Rafael Ramos, economista da Fecomércio-PE, acredita que o resultado é reflexo da redução no nível de empregos formais devido à paralisação de grandes obras do estado. “Com a massa salarial pernambucana recuando, as famílias locais têm uma percepção de perda no poder de compra maior do que as demais famílias. Este cenário afeta o volume de vendas no comércio de forma direta, refletindo nos números ruins”, detalha.

Quanto aos segmentos, assim como para o Brasil, o único segmento com comportamento positivo de vendas é o de “artigos farmacêuticos, medicamentos e de perfumaria”, que cresceu 12,7%. Os demais também estão com taxas negativas, principalmente os que têm o crédito como força de vendas, como “veículos, partes e peças” ( -19,4%), “material de construção” (-17,8%), “equipamentos e material para escritório informática e comunicação” (-12,0%), “móveis e eletrodomésticos” ( -25,4%) e “tecidos, vestuário e calçados” ( -20,3%).

“Infelizmente, em Pernambuco, todos estes itens dependem muito de crédito, seja de financiamentos ou de cartão de crédito mesmo e as pessoas estão mais comedidas para gastar do que no resto do Brasil”, completa o economista. Quanto ao segmento de “livros, jornais, revistas e papelaria”, que teve a maior queda de todas (-27,8%), Ramos enfatiza que o principal fator da desaceleração é a sazonalidade, já que o mês de fevereiro apresenta grande redução nas compras de material escolar ao contrário de janeiro, mês em que as famílias compram os livros escolares. “Temos uma crise econômica e de confiança. A expectativa é de uma melhora para o Dia das Mães, mas nem isso é certo.”

Do Diario de Pernambuco

quarta-feira, 23 de dezembro de 2015

Em Caruaru, entidades de classe divulgam resultado de pesquisa no Parque 18 de Maio

Imagens: Divulgação/Reprodução
Os resultados da pesquisa de atualização e informação comercial com as lojas do Parque 18 de Maio foram divulgados em reunião, no dia 16 de dezembro, na Associação Comercial e Empresarial de Caruaru (Acic). Representantes da Acic, do Serviço Brasileiro de Apoio as Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), da Câmara dos Dirigentes Lojistas (CDL) e do Sindicato dos Lojistas de Caruaru (Sindloja), entidades que encomendaram o estudo, estiveram presentes e apresentaram os dados coletados pela Fecomércio, responsável pelo levantamento.

Ao todo, 390 dos 500 lojistas que atuam no Parque 18 de Maio foram ouvidos. As micro e pequenas empresas, em sua maioria, constituem o local. Dentro do conjunto pesquisado, foi identificado o predomínio do atacarejo, forma de comercialização que mistura atacado com varejo, representando 59,75%, e dos clientes varejistas, com 37,9%. Para 82,1% dos participantes, a segurança é a principal deficiência apontada. Menos da metade investe na divulgação dos negócios e quando o fazem aposta na propaganda via redes sociais e rádio. Quase a totalidade dos estabelecimentos, 93,8%, realiza vendas nas segundas-feiras. 75,9% acreditam que a saída da Feira da Sulanca irá impactar negativamente o comércio no Parque, porém a maioria pretende permanecer onde está.

“Podemos projetar os nossos próximos passos. Trata-se de um centro de comercialização forte para o município e toda a região. Com a saída ou não da Feira, temos naquela localidade um verdadeiro shopping a céu aberto com bastante perspectiva de crescimento. Os resultados irão orientar também nossos pedidos ao poder público, melhorias para a valorização do local”, disse o coordenador da Câmara Setorial Centro Moda 18 de Maio, Gustavo Pereira.

A pesquisa confirmou ainda a credibilidade das entidades solicitantes do estudo e da Fecomércio junto aos empresários. Os conceitos de “muito importante” e “importante” foram os mais utilizados na categorização das instituições. A coleta de informações foi feita em outubro deste ano através do trabalho de cinco pesquisadores da Fecomércio que aplicaram questionários de avaliação de questões como vendas, marketing e comunicação. 

Com informações da Assessoria

terça-feira, 18 de agosto de 2015

Seminário abordará sobre oportunidades de negócios em Cuba

As mudanças que acontecem na economia cubana, em particular no que se refere ao investimento estrangeiro, será um dos temas apresentados no Seminário Oportunidades de Negócios e Investimentos em Cuba, que acontece nesta quarta-feira (dia 19), a partir das 9h, no Auditório do Porto de Recife. 

Na ocasião, serão abordadas as oportunidades decorrentes da criação da nova Zona de Desenvolvimento Especial no porto do Mariel, onde se encontram em execução investimentos de empresas brasileiras de diversos setores, tais como indústrias açucareira e alimentar, comércio atacadista, construção, turismo, transporte, energia e minas, agrícola e florestal, indústrias farmacêutica, siderúrgica, leve, química e eletrônica e sistemas empresariais de saúde e educação. 

O Brasil ocupa a quarta posição como fornecedor de produtos para Cuba, especialmente alimentos e bebidas; máquinas e equipamentos; casa e construção civil; e moda. Durante o evento ainda será apresentada uma listagem de projetos da carteira de oportunidades que Cuba oferece, valorizados em 8,71 bilhões de dólares, para fomentar a participação de capital estrangeiro em setores estratégicos de sua economia. 

O encontro também vai servir para estender o convite aos empreendedores para participarem da Feira Internacional de Havana (FIHAV), considerada o maior e mais importante evento comercial e multisetorial de Cuba, que será realizado de 01 a 07 de novembro de 2015.

O seminário será promovido pela Embaixada da República de Cuba e o Consulado Geral da República de Cuba, com o apoio da Secretaria Executiva de Relações Internacionais do Governo do Estado, da Federação das Indústrias do Estado de Pernambuco (FIEPE) e da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Pernambuco (Fecomércio-PE).

O Auditório do Porto de Recife fica na Praça Comunidade Luso-Brasileira, 70, Bairro do Recife. Inscrições devem ser feitas através do email comex@fiepe.org.br ou pelo telefone (81) 3412.8363.

Clique na foto para ampliar a imagem com a programação completa:

Imagem; Divulgação/Reprodução

Com informações do Diário de Pernambuco

quarta-feira, 3 de junho de 2015

SESC Ler Surubim celebra 12 anos nesta quarta-feira (03)

Fotos: Divulgação

Há 12 anos foi inaugurado o SESC Ler Surubim, o primeiro de Pernambuco, através da doação do terreno pelo Sr. Humberto Barbosa, na época prefeito em exercício. O presidente do SESC / SENAC / FECOMÉRCIO-PE, Prof. Josias Albuquerque, inaugurou no dia 03 de junho de 2003, a unidade que representa um marco de seu funcionamento e pioneirismo. 

O SESC Ler Surubim teve como sua primeira coordenadora Regional, Teresa Cristina da Rosa Ferraz e, primeira professora, Vanessa Avelina. Desde seu funcionamento foram mais de 15 mil inscrições e quase 3 milhões de atendimentos . 

"Hoje, celebramos os 12 anos de serviços sociais prestados contribuindo para a construção de uma sociedade mais justa e para melhoria da qualidade de vida do trabalhador do comércio de bens, serviços, turismo e da comunidade surubinense. Parabenizamos e agradecemos a toda equipe do SESC Ler Surubim e a todos do SESC PE que muito contribui para o sucesso da unidade.", disse em seu perfil no facebook, a atual gestora do SESC Surubim, Nelma Farias.

Confira abaixo, algumas imagens no dia da inauguração.


sexta-feira, 7 de novembro de 2014

Senado promove debate sobre o Polo de Confecções do Agreste hoje (7), em Caruaru

A Comissão de Desenvolvimento Regional e Turismo do Senado (CDR) promove, na próxima sexta-feira, 7 de novembro, na Acic, o seminário O Arranjo Produtivo Local de Confecções e o Turismo como Vetores do Desenvolvimento da Região Agreste. O objetivo do encontro, a ser realizado por requerimento do senador Douglas Cintra (PTB-PE), é discutir medidas para dar ao polo de confecções maior poder de competição e, dessa forma, interiorizar o desenvolvimento.
Senado promove debate sobre o Polo de Confecções do Agreste hoje (7), em Caruaru. Foto: Divulgação
“O Polo de Confecções , que responde por 15 a 20% da produção nacional de jeans, é uma das maiores forças econômicas do agreste pernambucano. Precisa superar entraves na área tributária, na qualificação profissional, nas práticas ambientais para que seja distribuído o crescimento econômico do estado, concentrado hoje na região metropolitana do Recife”, justificou Cintra no seu requerimento, aprovado por unanimidade na CDR, na quarta-feira passada.

O seminário ocorre das 14h às 17h30 e terá, entre seus participantes, o coordenador geral de Programas Sub Regionais do Ministério da Integração Nacional, Marcos Carvalho de Sant’Ana e o diretor executivo do Instituto Fecomércio de Pernambuco, José Oswaldo Ramos.

Para o senador Douglas Cintra, o seminário é uma excelente oportunidade de se discutir ações que fortaleçam os arranjos produtivos locais, os chamados APLs, concentração em território específico de empresas de um determinado setor que cooperam entre si. Em Pernambuco, além de confecções, no Agreste, há os APLs de gesso, no sertão do Araripe, e de fruticultura e vitivinicultura, no sertão do São Francisco. “Os nossos APLs, nos quais predominam micro e pequenos produtores que geram emprego e renda, são importante base da economia do interior”, assinala o senador caruaruense.

Cada palestra terá um tempo médio de 20min e conta com o apoio da Fecomércio, Fiepe e Sebrae. 
Confira a programação:

Palestra Rota de Confecção no Agreste
Palestrante: Marcos Santana – Ministério da Integração Nacional;

Palestra Sustentabilidade e Desenvolvimento do Polo de Confecções do Agreste
Palestrante: Gilka Miranda – Ministério Público Estadual de Pernambuco;

Palestra Cadeia Produtiva do Polo de Confecções do Agreste
Palestrante: João Bezerra Filho– FIEPE Núcleo Regional em Caruaru;

Palestra Ações do SEBRAE no Agreste de Pernambuco
Palestrante: Aloísio Afonso de Sá Ferraz, Diretor-Técnico do SEBRAE/PE;

Palestra Modelos de Comercialização do Polo de Confecções do Agreste – Sr. Franco Vasconcelos – ACIC

Fonte: Associação Comercial de Caruaru

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