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sexta-feira, 12 de junho de 2020

Perdas no setor de turismo chegam a quase R$ 90 bilhões, diz CNC

Turismo - Foto: Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil
Com o fechamento de fronteiras, cancelamento de voos e cuidados de isolamento social necessários para impedir a transmissão da doença, o setor foi fortemente impactado pela pandemia

Desde o início da pandemia da covid-19, declarada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) em março, o setor de turismo no Brasil já acumula perdas de R$ 87,79 bilhões em relação ao faturamento médio do período, segundo a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). 

Com o fechamento de fronteiras, cancelamento de voos e cuidados de isolamento social necessários para impedir a transmissão da doença, o setor foi fortemente impactado pela pandemia, disse a confederação, que prevê que o número de demissões no setor pode chegar a 727,8 mil até o fim deste mês.

De acordo com a CNC, somente o subsetor de alojamento e alimentação fora do domicílio, que responde por 57% dos empregos no turismo, pode ter demitido cerca de 350 mil trabalhadores formais de março a maio. A projeção se dá a partir de dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), que apontou a eliminação de 211,7 mil empregos formais em março e abril.

O presidente da CNC, José Roberto Tadros, avalia que as medidas emergenciais adotadas pelo governo federal ajudaram a reduzir o impacto, mas serão necessárias ações adicionais para preservar os empregos e as empresas do setor.

As perdas do setor registraram R$ 13,38 bilhões em março e subiram para R$ 36,94 bilhões em abril, e R$ 37,47 bilhões em maio, meses em que houve "uma paralisia quase completa do setor", segundo a CNC. 

Mais da metade do prejuízo nacional se deu nos estados de São Paulo e Rio de Janeiro, onde a oferta de transporte aéreo chegou a cair mais de 90% em abril e maio.

A CNC pontua que a flexibilização da quarentena em outros países não reverteu a queda, o que significa que o setor precisará de medidas de estímulo específicas. "Ainda não é possível detectar quando se dará a inflexão da atual tendência de perdas nas atividades que compõem o turismo nacional. Mesmo em outras regiões do mundo que já contam com o relaxamento da quarentena, nota-se uma inércia mais acentuada no processo de recuperação do turismo em relação a outras atividades econômicas", analisa a Divisão Econômica da confederação.

Da Agência Brasil

domingo, 27 de maio de 2018

PIB deve ter perda de até R$ 25 bilhões com crise

O impacto de meio mês de economia operando em condições
 anormais vai afetar o Produto Interno Bruto (PIB) do País.
Foto: Marcello Casal Jr/ Agência Brasil
A greve dos caminhoneiros deve gerar perda de R$ 25 bilhões para a economia, segundo projeções da consultoria MacroSector. O cálculo considera as perdas de produção da indústria e das atividades dos setores de comércio e serviço desde o início do movimento, na segunda-feira.

Também leva em conta que, mesmo que a greve termine na segunda-feira(28), serão necessários cerca de 15 dias para o País retomar as condições de antes da paralisação. O impacto de meio mês de economia operando em condições anormais vai afetar o Produto Interno Bruto (PIB) do País, afirma o sócio-diretor da MacroSector, Fabio Silveira.

A consultoria projetava crescimento de 2,2% para o PIB neste ano mas, com a suspensão de várias atividades em razão da greve, a alta deve ficar entre 1,7% e 1,8%. "Nossa projeção inicial era de um PIB de cerca de R$ 7 trilhões, mas, com a expectativa de queda, a economia, a grosso modo, deve destruir cerca de R$ 25 bilhões em valor adicionado com essa greve", afirmou Silveira.

Ele criticou o fato de o governo não ter ficado atento aos efeitos da política de alta de preço dos combustíveis, "numa economia que tem 60% a 70% do transporte de bens feito por caminhões".

Devagar

A economista Alessandra Ribeiro, da Tendências Consultoria, lembra que a economia já "andou mais devagar" do que se esperava no primeiro trimestre e, com mais esse efeito da greve, os resultados do segundo trimestre certamente serão prejudicados.

Sérgio Vale, da MB Associados, ressalta que o País caminha para ficar quase uma semana em situação crítica, "com paralisação inédita na economia". "Depois de um trimestre decepcionante, o segundo, pelo jeito, vai ser igualmente ruim", previu Vale. 

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

quinta-feira, 12 de maio de 2016

Comércio de Pernambuco acumula perdas

Único setor que não saiu prejudicado foi o de farmácias,
com crescimento de 5,2%. Imagem: Divulgação/Internet
Apesar de ensaiar uma recuperação, o comércio varejista pernambucano continua desenhando uma linha negativa em seus resultados de 2016. Segundo os dados de março da Pesquisa Mensal do Comércio (PMC), do IBGE, o percentual foi de -0,9% para o Estado, menor do que o de fevereiro (-2,3%) e que de março de 2015 (-2,7%), mas ainda insuficiente para compensar as perdas acumuladas.

A principal queda veio do segmento de móveis e eletrodomésticos (-25,1%) e a compensação ficou por conta dos artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos e de perfumaria, único que teve desempenho positivo (5,2%).

Em todo o País, as vendas do comércio sofrem desde o ano passado com uma combinação de inflação, desemprego e crédito restrito. Esse tipo de cenário leva o consumidor a dar prioridade a produtos básico em detrimento de supérfluos e itens mais caros. 

Mas Pernambuco tem um agravante, como explica o economista do Instituto Fecomércio, Rafael Ramos. “Uma das principais questões que afetam o Estado é a grande desmobilização de mão de obra industrial, impactando assim a massa salarial local, além de retirar a confiança das famílias”, esclareceu, em nota à imprensa. Rafael acrescenta que isso se reflete especialmente nos os segmentos mais afetados “estão ligados ao crédito e à confiança”, como é o caso de móveis e eletrodomésticos. 

Os danos da crise ficam mais evidentes quando se observam os comportamentos ao longo do ano. Em 12 meses, o comércio varejista pernambucano acumula recuo de 10%, enquanto no País esse percentual é -5,8%.

Em relação aos artigos farmacêuticos, Rafael pontua que “as farmácias comercializam produtos essenciais como os remédios e adotam uma estratégia de vender uma variedade grande de produtos”. 

Do JC Online

domingo, 8 de fevereiro de 2015

Estudo CNC - Perdas do comércio com feriados podem chegar a R$ 15,5 bilhões em 2015

O impacto dos feriados sobre a lucratividade do comércio brasileiro em 2015 deverá alcançar R$ 15,5 bilhões neste ano – resultado 22,5% maior que o de 2014, já descontada a expectativa de inflação prevista para 2015. Além do menor número de dias úteis no ano corrente, contribui para o agravamento das perdas decorrentes do maior número de feriados a crescente relação folha de pagamento/receita operacional no comércio brasileiro em curso desde 2009. 

No ano passado, além do meio expediente na quarta-feira de cinzas (5 de março) e também em 15 de novembro, um sábado, outros sete feriados nacionais integrais ocorreram em dias úteis para o comércio. Em 2015 o maior número de interrupções ocorrerá em função de dez feriados integrais entre segundas e sextas-feiras, além do meio expediente da quarta-feira de cinzas (em 18 de fevereiro). 
Estudo CNC - Perdas do comércio com feriados podem chegar a R$ 15,5 bilhões em 2015. Créditos: Ascom CNC
Além de perdas parciais de vendas – parte dessas transações são concretizadas antes ou após os dias não úteis –, o fechamento dos estabelecimentos ou a opção pela abertura das lojas em dias não úteis compromete a lucratividade do setor por meio da elevação extraordinária dos custos trabalhistas decorrentes das operações nesses dias. 

Estimativas da CNC baseadas nos dados mais recentes da Pesquisa Mensal de Comércio (PMC), do IBGE, apontam para a primeira queda do varejo ampliado nos últimos dez anos. Por outro lado, no ano passado a ocupação e o rendimento médio real dos trabalhadores formais do comércio cresceram 2,0% e 1,8%, respectivamente, segundo dados do Ministério do Trabalho e Emprego (Caged). Ou seja, a massa de rendimentos do setor acusou expansão maior (3,8%) que o volume de vendas em 2014, mantendo, portanto, a tendência de crescimento da relação folha de pagamentos/receita operacional líquida em curso desde 2009. 

Com informações da CNC

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