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sábado, 5 de setembro de 2020

Plataforma gratuita vai aproximar empreendedores locais de compradores

Plataforma poderá ser acessada pelo
computador e celular. (Foto: Reprodução)
Os pequenos negócios e prestadores de serviços pernambucanos terão acesso a uma plataforma que promete aproximá-los do comprador. A Compre PE servirá como um delivery público e tem como objetivo impactar positivamente o cotidiano dos empreendedores e pequenos negócios locais. A iniciativa, que acontece por meio da Secretaria do Trabalho, Emprego e Qualificação (Seteq), foi lançada nesta quinta-feira pelo governo do estado. As inscrições podem ser feitas através do site comprepe.pe.gov.br, e a plataforma poderá ser acessada pelo celular ou pelo computador. 

Com a ferramenta, a expectativa é aliviar a pressão que empreendimentos locais sofrem da concorrência de multinacionais e grandes marcas. Os empreendedores e prestadores locais que quiserem ofertar um produto ou serviço podem apresentar o catálogo na plataforma ou colocar um link que vai direcionar para as redes sociais. Porém, a Seteq sugere que o catálogo seja preenchido no Compre PE para facilitar a visualização dos clientes. 

Segundo Alberes Lopes, secretário de Trabalho, Emprego e Qualificação de Pernambuco, essa é uma oportunidade para os pequenos negócios terem acesso a uma plataforma digital sem custos. "Os pequenos empreendedores vão poder disponibilizar seus produtos e serviços em uma plataforma que vai direcionar para outra que conta com 400 mil pessoas cadastradas e com acesso diário de 15 mil pessoas. Diferente de outras plataformas, que chegam a cobrar 22% de taxa pelas vendas, no Compre PE eles não vão ter custo nenhum. Estamos adaptando os negócios locais a esse novo momento, quando as formas de negócios estão mudando e o ecommerce veio para ficar", disse. 

Na primeira etapa, o objetivo é atrair microempreendedores individuais que ofereçam produtos e serviços, além de pequenos e médios comerciantes e prestadores de serviço informais, como pintores, encanadores, marceneiros, eletricistas, entre outros. Também estão no foco vendedores de móveis, de cafés, couro, doces, cervejas artesanais, artesanato de barro, decoração, roupas, bijuterias, lojas de ração de animal, lanchonetes, padarias, pizzarias, doces, salgados, entre outros.

Do Diario de PE

sexta-feira, 28 de agosto de 2020

Ecommerce cresce 40% e metade das lojas é de pequeno empreendedor

Foto: Marcello Casal Jr./ Agência Brasil
A pandemia levou o comércio eletrônico brasileiro a um crescimento de 40,7% este ano. Com a expansão, o país tem 1,3 milhão de lojas online, de acordo com pesquisa divulgada nesta quarta-feira (26) pelo BigData Corp. e pelo PayPal. Foi a maior aceleração já registrada desde o início do levantamento feito pelas empresas, iniciado em 2015. Em 2019, o segmento cresceu 37,6% e, no ano anterior, 12,5%. 

Resultado da migração de microempreendedores para a internet, os negócios de pequeno porte representam quase metade do total de lojas digitais. Em 2019, eram 30% do ecommerce. Do total, 92% das lojas não possuem uma sede física. "Para enxergar a presença do pequeno empreendedor no ecommerce brasileiro é preciso avaliar quantos ecommerces não têm sequer um único empregado: pela primeira vez este ano eles são maioria, ou 52,63%", afirmou Thoran Rodrigues, presidente da BigDataCorp.

A pesquisa verificou que o ecommerce representa 8,4% do total de sites no Brasil. Em 2019, a fatia era de 7%. Há cinco anos, o setor respondia por 2,6%. Em relação às regiões, São Paulo desponta em primeiro lugar, com a concentração de 59% dos sites de comércio eletrônico. Depois, vem Rio, com 7%, e Minas Gerais, com 6,2%.

Um dos destaques da pesquisa é o crescimento da relevância do YouTube no ecommerce. Entre as lojas online que usam redes sociais, ele está presente para perfil de marcas em 40% dos casos, atrás apenas do Facebook, presente em 54% das lojas digitais brasileiras.

A adoção de meios de pagamento eletrônicos cresceu 5,4 pontos percentuais em relação a 2019, sendo uma alternativa para 55,68% das lojas. Já o preço médio dos produtos vendidos é inferior a R$ 100 em 76% dos casos. A pesquisa se baseia na captura de dados da internet feira pela BigData Corp., extraída de visitas a mais de 28 milhões de sites. Os dados apresentados foram colhidos na primeira semana de agosto de 2020.

Por Folhapress

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