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quinta-feira, 22 de novembro de 2018

Prefeitura de Surubim realiza entrega de certificados de vários cursos de qualificação profissional

Foto: Divulgação/Reprodução
Nos dias atuais, a procura por uma oportunidade de trabalho, um emprego ou até mesmo uma renda extra é muito frequente devido às dificuldades em que o país se encontra.

Sendo assim, a Prefeitura de Surubim se comprometeu com a capacitação e qualificação profissional em nosso município. Foram mais de 750 pessoas beneficiadas com a ação da Secretaria de Assistência Social e Direitos Humanos, através da parceria com o SENAC.

Temos a honra de convidar todos os alunos dos cursos, realizados no decorrer desse ano, para comparecer ao Centro Cultural Dr. José Nivaldo no dia 23 de novembro, às 16h, onde serão entregues os certificados dos cursos.

Da ASCOM Surubim

quarta-feira, 21 de novembro de 2018

Gráfica Agreste está com oportunidade de emprego para Vendedor (a), em Surubim

Em Surubim, a Gráfica Agreste está recrutando pessoas para a função de Vendedor (a). Requisitos: ambos os sexos, ensino médio completo, domínio em informática básica, experiência em vendas,  disponibilidade de horários, pontualidade, responsabilidade e boa comunicação. Os interessados (a) devem enviar o currículo até dia 25/11 para o e-mail: graficaagreste.recursoshumanos@gmail.com
Imagem: Divulgação/Reprodução
Da Redação (Negócios & Informes)

Fazenda estuda questão concorrencial e tributária na venda direta de etanol

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
O Ministério da Fazenda criou um grupo de trabalho para "buscar o alinhamento da questão concorrencial e tributária na venda direta do etanol". Formado por integrantes da pasta, incluindo Receita Federal, o grupo tem 45 dias para concluir as propostas.

A portaria que cria o grupo, publicada no Diário Oficial da União (DOU), cita que a medida levou em consideração, dentre outros aspectos, "o surgimento de algumas iniciativas com o objetivo de estimular a competição entre os combustíveis e, dentre elas, a possibilidade de comercialização de etanol combustível pelas usinas diretamente aos postos revendedores" e a "necessidade de que a venda direta de etanol ao posto de combustível não cause sonegação fiscal, não promova distorção tributária, assim como não crie conflito entre a tributação federal e estadual na comercialização".

Da Agência Estado

Fiepe promove 3ª edição do Dia sem Imposto

Foto: Reprodução/Internet
O brasileiro já pagou mais de R$ 2 trilhões em tributos de janeiro até novembro deste ano. Para se ter ideia, o Brasil está na lista dos países com maior tributação do mundo, que inclui também Alemanha, Bélgica e Dinamarca. Com o objetivo de mostrar como essa realidade pesa no bolso dos consumidores, a Federação das Indústrias do Estado de Pernambuco (FIEPE) realiza a 3ª edição do Dia Sem Imposto, no dia 21 de novembro.

Na ocasião, os visitantes vão ter a oportunidade de sentir como é consumir determinado produto sem tributos. Cervejas e lanches sem impostos serão vendidos em foodpark montado no estacionamento da FIEPE. Entre os itens que serão ofertados está um Iphone. 

Como nas edições anteriores, o evento ainda irá expor produtos com e sem impostos em mercadinho montado na Casa da Indústria, em Santo Amaro, além de içar um carro para destacar os valores com e sem imposto do veículo.

O objetivo do evento é alertar e conscientizar o cidadão para a quantidade de impostos que ele paga toda vez que finaliza uma compra. “Além disso, é mostrar que, apesar de tantos impostos, as pessoas não têm retorno disso em qualidade de vida”, afirma o coordenador do Comitê de Jovens Empresários (CJE) da FIEPE, Rodrigo Veloso. Além disso, o evento terá palestra de Carlos Alberto Sardenberg.

Serviço

Evento: Dia sem Imposto
Horário: 10h às 21h, na Casa da Indústria, em Santo Amaro
Acesso gratuito ao mercadinho e ao foodpark
Palestra: credenciamento a partir das 15h, mediante inscrição no site.

Do Diario de PE

terça-feira, 20 de novembro de 2018

México habilita 26 empresas brasileiras para compra de carne de frango

Foto: Arquivo / Agência Brasil
O Ministério da Agricultura informou nesta segunda-feira (19) que foram habilitados 26 novos estabelecimentos no país para exportar carne de frango para o México. Segundo o ministério, a habilitação ocorreu depois de auditoria realizada por autoridades mexicanas em agosto deste ano e representa aumento de 130% no número de plantas aptas para exportar carnes de aves para o México. Agora, são 46 estabelecimentos habilitados no país.

De janeiro a outubro de 2018, o volume de exportações de carne de frango do Brasil para o México atingiu a soma de US$ 138 milhões. No ano passado, as vendas externas para o país da América do Norte somaram US$ 185 milhões.

Ao lado dos Estados Unidos e do Chile, o Brasil está entre os principais fornecedores de carne de frango para o México. As importações representam mais 13% do consumo de carne de frango no México, que produz 3,9 milhões de toneladas por ano e importa mais 640 mil toneladas.

O Ministério da Agricultura informou também que ainda este ano outra missão mexicana virá ao Brasil para avaliar a habilitação de novos estabelecimentos para exportar carne bovina termo processada.

Da Agência Brasil

STF tira Pernambuco da lista de devedores e viabiliza empréstimo de R$ 475 mi para o Estado

Foto: Agência Brasil/Arquivo
Uma decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) retira Pernambuco do cadastro de inadimplência da União. A medida, assinada pelo ministro Luiz Fux, foi encaminhada à Advocacia Geral da União (AGU) nesta segunda-feira (19) e afasta a restrição que impedia o Estado de receber empréstimos de R$ 475 milhões. Para o governo, isso deve agilizar, então, a liberação da verba, que será usada em obras estruturais como a urbanização de assentamentos precários, a reforma de escolas e a conclusão de dois corredores de transporte urbano. 

“Esperamos que, agora, não haja mais obstáculos à efetivação do financiamento”, afirmou o procurador geral do Estado, Antonio Caula, contando que um dos contratos beneficiados pela decisão do STF é o empréstimo de R$ 340 milhões que é negociado com a Caixa Econômica Federal há mais de um ano. O financiamento já foi até autorizado pelo banco, mas não foi liberado ainda porque depende de uma garantia da União que não poderia ser dada com o Estado figurando no cadastro de inadimplência, como estava até então.

Foi justamente essa questão que motivou o STF a tomar uma decisão favorável à Pernambuco. Na liminar, Fux afirmou que “a Corte tem deferido a tutela cautelar a fim de evitar ou suspender a inscrição de Estado-membro em cadastros federais de inadimplentes, considerados os prejuízos daí decorrentes para o exercício das funções primárias do ente político, sobretudo no que se refere à continuidade da execução das políticas públicas”. O ministro ainda destacou que “o Estado comprovou a inequívoca gravidade dos prejuízos decorrentes de sua inscrição”, já que estava impedido de receber os recursos da Caixa e mais R$ 37 milhões do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID).

Diante disso, Fux determinou “concessão da tutela de urgência para impedir ou suspender” a inscrição de Pernambuco no cadastro negativo da União. Caula admitiu, porém, que a liberação dos empréstimos não será imediata. “Para a garantia da União, falta a autorização do ministro (da Fazenda) e a assinatura do PGFN (Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional), que não poderiam ocorrer se estivéssemos no cadastro”, explicou o procurador, que, mesmo assim, está otimista com a liberação dos recursos.

Da Folha de PE

Polícia Militar inicia cadastramento de celulares no Centro de Surubim

Ação foi iniciada na sexta-feira (16) e deve seguir sempre nos finais
de semana até o término do ano
(Foto: Carlos Galhardo/ Blog Visão Surubim)
O 22.º Batalhão da Polícia Militar, iniciou no último fim de semana o cadastramento de celulares no programa “Alerta Celular” da Secretaria Defesa Social (SDS). Ação foi realizada em um toldo montado na Praça Dídimo Carneiro, no Centro da cidade e os números foram divulgados nesta segunda-feira (19). Nessa primeira etapa, foram cadastrados 75 aparelhos. A intenção do comando do 22.º BPM é realizar o trabalho no local às sextas e sábados, sempre das 8h às 17h, até o final deste ano.

O cadastramento consiste em inserir no sistema da secretaria, o IMEI (que é o número de identificação do aparelho) e dados do proprietário como nome, endereço e RG. Quando a PM aborda algum suspeito, pode verificar por um aplicativo, na hora, se o celular foi roubado e quem é o seu verdadeiro dono.

Segundo a Polícia Militar, no mês passado, na Área Integrada de Segurança 16 (AIS-16), que abrange 13 municípios da região, foram recuperados e devolvidos 39 celulares. O cadastramento também pode ser efetuado pela internet no site www.alertacelular.sds.pe.gov.br



Do Correio do Agreste

Celpe e Senai celebram termo de cooperação para incentivar projetos de inovação em Eficiência Energética

Imagem: Divulgação/Reprodução

A Companhia Energética de Pernambuco (Celpe), empresa do Grupo Neoenergia, e o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai), celebraram um termo de cooperação  para o desenvolvimento de  soluções inovadoras em Eficiência Energética. Direcionado às startups, Micro e Pequenas Empresas e, também, ao Micro Empreendedor Individual (MEI), a iniciativa irá selecionar projetos que receberão aporte para o desenvolvimento de novas tecnologias ou metodologias focadas em eficiência energética. 


Chamada de Desafio Nova Energia, a ação faz parte do Edital de Inovação para a Indústria, do Senai e recebe suporte do Programa de Eficiência Energética da Celpe, e das demais distribuidoras do Grupo Neoenergia, regulado pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). O intuito é fomentar o desenvolvimento de projetos em três áreas de interesse: soluções para redução do consumo de energia nas unidades consumidoras, geração distribuída e novas tecnologias educacionais com foco no tema de eficiência energética. O projeto deve incentivar o desenvolvimento de soluções inteligentes que facilitem maior eficiência no uso diário da energia elétrica. Além do suporte do Senai, a iniciativa conta, ainda, com apoio do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) e do Serviço Social da Indústria (Sesi). 

A seleção será realizada por chamada pública, com a publicação do edital no dia 10 de outubro, pelo Senai - Cimatec, e replicação nos sites das distribuidoras: Celpe (PE), Coelba (BA), Cosern (RN) e Elektro (SP/MT). As ideias selecionadas receberão aporte da concessionária no valor de R$ 600 mil, e mais R$ 600 mil em horas técnicas de especialistas e uso de infraestrutura do Senai,  em um período de até 12 meses.  

Assinatura – Participaram da formalização do convênio, no edifício sede da Celpe, o diretor presidente da Celpe, Antonio Carlos Sanches; o gerente executivo de Tecnologia e Inovação do Senai - Cimatec, Flávio Marinho e a gerente de Eficiência Energética da Celpe, Ana Mascarenhas.

Da ASCOM

segunda-feira, 19 de novembro de 2018

Cresce número de barragens sob risco de ruptura no país; Jucazinho apresenta fissuras e deterioração no concreto

Foto: Alfeu Tavares/Arquivo
Barragem de Jucazinho, em Pernambuco, necessita de R$ 40 milhões para voltar a atender os padrões de segurança

Ao menos 45 barragens do Brasil estão vulneráveis e podem apresentar risco de rompimento. Os números são de relatório da Agência Nacional de Águas (ANA)), que considera dados de 2017. No levantamento publicado no ano passado, que se baseou em dados de 2016, os reservatórios preocupantes eram 25.

A maioria das barragens classificadas como vulneráveis estão no Nordeste, especialmente na Bahia e em Alagoas, e mais da metade (25) são de responsabilidade do poder público. Nove já eram consideradas de risco no relatório de 2017, indicando que nada ou muito pouco foi feito para recuperá-las. Os problemas citados são muitos: rachaduras, infiltrações, buracos, vertedores (que medem a vazão da água) quebrados e falta de documentação que comprove a segurança do reservatório.

O balanço da ANA é o segundo produzido após o maior desastre ambiental da história recente do país, quando o rompimento da barragem de Fundão, em Mariana (MG), sob responsabilidade da mineradora Samarco, provocou a morte de 19 pessoas e poluiu o rio Doce, em novembro de 2015. Em anos anteriores, a agência nacional tinha balanços sem a mesma classificação de barragens vulneráveis.

No relatório mais recente, a fiscalização constatou que, em uma barragem de Camaçari, na Bahia, havia árvores e formigueiros comprometendo o equipamento. Já em Santa Bárbara, no Rio Grande do Sul, seriam necessários R$ 10 milhões para corrigir falhas na comporta e em outros componentes da estrutura.

Apesar do aumento de 80% no número de reservatórios considerados vulneráveis, a ANA diz acreditar que os dados são subdimensionados. Isso porque o relatório anual é feito a partir de informações fornecidas pelos órgãos fiscalizadores, e nem todos enviaram relatórios completos da situação. 

Muitos ainda nem terminaram de catalogar as barragens sob sua jurisdição, embora o cadastro tenha sido estabelecido por lei de 2010. Em 570 barragens não se sabe nem quem é o responsável -ou o "dono"- do reservatório.

O diagnóstico da agência é que, embora se tenha avançado bastante no cadastramento -em 2013 eram 4.437 registradas, contra 24.092 em 2017-, ainda há muito a fazer nesse sentido. Em 76% dos casos não é possível saber se a barragem é submetida à Política Nacional de Segurança de Barragens (PNSB) por falta de informação a respeito do equipamento.

Criada em 2010 por lei federal, a PNSB tem como objetivo garantir padrões de segurança que minimizem acidentes e os efeitos destes no meio ambiente e nas populações vizinhas às barragens. Não são todos os equipamentos, porém, que precisam se adequar ao estabelecido pela lei -o que não significa que outros reservatórios não precisem seguir padrões de segurança e conservação. Como critério, a PNSB especifica características de altura, capacidade de armazenamento de água, periculosidade dos resíduos e gravidade do dano social e ambiental em caso de rompimento.

Em tese, a fiscalização dos órgãos estaduais e federais -há 41 com potencial fiscalizador, mas só 33 efetivamente fiscalizam os equipamentos- é restrita aos reservatórios que se enquadram nos critérios da PNSB. Mas até para saber se as barragens têm as características estabelecidas pela lei é necessário, muitas vezes, que a equipe vá até o local fazer medições.

Esse trabalho é prejudicado pelo pequeno número de fiscais. Em 2017, havia apenas 154 funcionários para fiscalizar todas as barragens do país -há 4.510 na PNSB -, entre estaduais e federais, e nove estados não fizeram nenhuma ação de fiscalização em todo o ano. Das barragens cadastradas, só 3% foram vistoriadas pelos órgãos fiscalizadores.

A lei não chega a prever punições a quem descumprir as recomendações, mas os estados podem emitir regulações específicas e aplicar multas. Para Fernanda Laus, que coordenou o relatório da ANA, mais que a equipe reduzida, o que atrapalha é a alta rotatividade dos funcionários. "O número de fiscalizadores nunca vai ser suficiente, mesmo porque aumentar a equipe de fiscalização aumenta o custo. O gargalo nem seria tanto a quantidade de técnicos que trabalham na fiscalização, mas a rotatividade da equipe. O técnico é treinado, se capacita. Daí com um ou dois anos ele sai. A maioria dos órgãos tem baixos salários. A pessoa procura outras alternativas", diz.

Laus também critica o que chama de falta de consciência dos empreendedores, os "donos" das barragens. Eles podem ser os proprietários da terra onde estão os reservatórios ou quem explora o equipamento, seja para uso próprio (uma empresa de mineração, por exemplo) ou coletivo (abastecimento de água de uma cidade).
Segundo ela, muitos não investem na manutenção dos equipamentos nem se preocupam com alguns aspectos básicos de segurança.

"Todo mundo que tem barragem tem que ter consciência de mantê-la. Se não tem recursos para isso, não pode ser proprietário. É uma responsabilidade que a pessoa assume. São estruturas necessárias para o desenvolvimento de sociedades, mas podem, sim, causar acidentes, mesmo as pequenas", afirma Laus.

Em abril deste ano, duas crianças morreram após o rompimento de barragens em Paragominas, no Pará, e mais de 2.000 famílias foram afetadas pelas enchentes.

Outro ponto preocupante é a restrição dos recursos para obras de recuperação das barragens. A verba até chega a ser reservada, mas não é efetivamente investida. Em 2017, foram aplicados 73% dos recursos previstos na esfera federal e só 23% na esfera estadual.

Pernambuco

Um exemplo problemático é o Departamento Nacional de Obras Contra a Seca (Dnocs). O órgão, responsável por mais de 300 barragens, teve R$ 5,7 milhões para aplicar em segurança dos reservatórios no ano passado. Destes, pouco mais de R$ 3 milhões foram empenhados, e só R$ 1,4 milhão de fato foi aplicado. Ainda que aplicasse todos os recursos disponíveis, faltaria ao Dnocs verba para arcar com custos de manutenção. Para se ter ideia, só a barragem de Jucazinho, em Pernambuco, necessita de R$ 40 milhões para voltar a atender os padrões de segurança.

"Existe uma lacuna entre o planejamento e a aplicação. Os recursos são limitados, e é preciso ter uma estratégia inteligente e priorizar ações onde é necessário", conclui Laus.

Da Folha de PE

Brasil tem matriz energética menos poluente entre as grandes economias

Foto: Reprodução / Wikipédia
O Brasil é o país que apresenta a matriz energética menos poluente entre os grandes consumidores globais de energia, sendo a nação com maior participação de fontes renováveis, mostra o Relatório sobre Mercado de Energias Renováveis 2018 da Agência Internacional de Energia (AIE).

Segundo o estudo, o país deverá somar quase 45% de fontes renováveis no consumo final de energia em 2023, principalmente em função da bionergia nos transportes e na indústria e da hidroeletricidade, no setor elétrico. Atualmente, esse percentual corresponde a cerca de 43%.

Para o diretor executivo da AIE, Faith Birol, o Brasil é “a estrela ascendente no uso sustentável da energia”. “A enorme parcela de renováveis na matriz energética brasileira é uma fonte de inspiração para muitos países em todo o mundo. A ênfase que o governo brasileiro tem colocado nas energias sustentáveis é única”, disse Birol, em mensagem enviada para o lançamento do relatório no Brasil no Palácio Itamaraty.

O analista de Mercados de Energias Renováveis da AIE, Heymi Bahar, também destacou a liderança do Brasil na energia renovável. “Queremos que outros países sigam os passos do Brasil na questão dos renováveis para cumprir os compromissos do Acordo de Paris [sobre mudanças climáticas]. O país tem muito a mostrar ao mundo”, disse Bahar, um dos principais autores do documento.

O relatório indica que o ano de 2020 será “crucial” para as políticas de biocombustíveis ao redor do mundo pois entrará em vigor na China a mistura obrigatória de 10% de etanol à gasolina. Além disso, no Brasil, prevê-se que a Política Nacional de Biocombustíveis (RenovaBio), regulamentada este ano, fortalecerá as bases econômicas da produção de biocombustíveis, acelerando os investimentos em nova capacidade instalada e na produção de usinas existentes. Ainda segundo o estudo, até 2020, a política de biocombustíveis recentemente anunciada na Índia também deverá resultar em aumento da produção.

De acordo com o levantamento, a bioenergia moderna (etanol, biodiesel) representou 50% do consumo energético global no ano passado, quatro vezes mais que as fontes solar fotovoltaica e eólica combinadas. Em 2023, segundo a projeção da AIE, a bioenergia deverá permanecer como a principal fonte de energia renovável, “embora sua participação proporcional deva diminuir ligeiramente, devido à expectativa de aceleração da expansão das fontes eólica e solar fotovoltaica no setor elétrico”.

O relatório projeta que a participação de fontes renováveis na demanda energética global deverá aumentar para 12,4% em 2023, um quinto a mais que no período 2012-2017, e que as energias renováveis vão responder por cerca de 40% do crescimento do consumo energético mundial projetado para os próximos cinco anos.

O subsecretário-geral de Meio Ambiente, Energia, Ciência e Tecnologia do Ministério das Relações Exteriores, embaixador José Antonio Marcondes, destacou a importância da plataforma para o Biofuturo, iniciativa multilateral de 20 países para promoção da bioeconomia sustentável de baixo carbono, concebida pelo governo brasileiro e lançada em 2016.

Marcondes disse que a iniciativa multilateral já contribui para estimular mudanças positivas em vários países, como na China, que anunciou recentemente plano de implementar a política nacional de mistura de etanol; no Canadá, onde está em elaboração um plano que “será exemplo de política sofisticada de redução de carbono na matriz de transportes”, e na Índia, que manifestou interesse em investir em biorerefinarias avançadas.

“O relatório mostra que o Brasil fez escolhas corretas, com políticas de estímulo ao uso do biocombustível, que tem expressões no plano interno, com a RenovaBio, e no plano externo, na plataforma do Biofuturo, na qual o Brasil exerce papel de liderança”, disse o embaixador. 

Da Agência Brasil

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