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segunda-feira, 19 de novembro de 2018

Brasil tem matriz energética menos poluente entre as grandes economias

Foto: Reprodução / Wikipédia
O Brasil é o país que apresenta a matriz energética menos poluente entre os grandes consumidores globais de energia, sendo a nação com maior participação de fontes renováveis, mostra o Relatório sobre Mercado de Energias Renováveis 2018 da Agência Internacional de Energia (AIE).

Segundo o estudo, o país deverá somar quase 45% de fontes renováveis no consumo final de energia em 2023, principalmente em função da bionergia nos transportes e na indústria e da hidroeletricidade, no setor elétrico. Atualmente, esse percentual corresponde a cerca de 43%.

Para o diretor executivo da AIE, Faith Birol, o Brasil é “a estrela ascendente no uso sustentável da energia”. “A enorme parcela de renováveis na matriz energética brasileira é uma fonte de inspiração para muitos países em todo o mundo. A ênfase que o governo brasileiro tem colocado nas energias sustentáveis é única”, disse Birol, em mensagem enviada para o lançamento do relatório no Brasil no Palácio Itamaraty.

O analista de Mercados de Energias Renováveis da AIE, Heymi Bahar, também destacou a liderança do Brasil na energia renovável. “Queremos que outros países sigam os passos do Brasil na questão dos renováveis para cumprir os compromissos do Acordo de Paris [sobre mudanças climáticas]. O país tem muito a mostrar ao mundo”, disse Bahar, um dos principais autores do documento.

O relatório indica que o ano de 2020 será “crucial” para as políticas de biocombustíveis ao redor do mundo pois entrará em vigor na China a mistura obrigatória de 10% de etanol à gasolina. Além disso, no Brasil, prevê-se que a Política Nacional de Biocombustíveis (RenovaBio), regulamentada este ano, fortalecerá as bases econômicas da produção de biocombustíveis, acelerando os investimentos em nova capacidade instalada e na produção de usinas existentes. Ainda segundo o estudo, até 2020, a política de biocombustíveis recentemente anunciada na Índia também deverá resultar em aumento da produção.

De acordo com o levantamento, a bioenergia moderna (etanol, biodiesel) representou 50% do consumo energético global no ano passado, quatro vezes mais que as fontes solar fotovoltaica e eólica combinadas. Em 2023, segundo a projeção da AIE, a bioenergia deverá permanecer como a principal fonte de energia renovável, “embora sua participação proporcional deva diminuir ligeiramente, devido à expectativa de aceleração da expansão das fontes eólica e solar fotovoltaica no setor elétrico”.

O relatório projeta que a participação de fontes renováveis na demanda energética global deverá aumentar para 12,4% em 2023, um quinto a mais que no período 2012-2017, e que as energias renováveis vão responder por cerca de 40% do crescimento do consumo energético mundial projetado para os próximos cinco anos.

O subsecretário-geral de Meio Ambiente, Energia, Ciência e Tecnologia do Ministério das Relações Exteriores, embaixador José Antonio Marcondes, destacou a importância da plataforma para o Biofuturo, iniciativa multilateral de 20 países para promoção da bioeconomia sustentável de baixo carbono, concebida pelo governo brasileiro e lançada em 2016.

Marcondes disse que a iniciativa multilateral já contribui para estimular mudanças positivas em vários países, como na China, que anunciou recentemente plano de implementar a política nacional de mistura de etanol; no Canadá, onde está em elaboração um plano que “será exemplo de política sofisticada de redução de carbono na matriz de transportes”, e na Índia, que manifestou interesse em investir em biorerefinarias avançadas.

“O relatório mostra que o Brasil fez escolhas corretas, com políticas de estímulo ao uso do biocombustível, que tem expressões no plano interno, com a RenovaBio, e no plano externo, na plataforma do Biofuturo, na qual o Brasil exerce papel de liderança”, disse o embaixador. 

Da Agência Brasil

segunda-feira, 12 de março de 2018

Energia eólica gerada em Pernambuco já abastece 60% do Nordeste

O Grupo Votorantim Energia adquiriu o parque Ventos do Araripe III,
que tem potência instalada de 359 MW.
A empresa estuda novos investimentos em PE
Foto: Aluísio Moreira/SEI
Em um País onde a matriz de geração de eletricidade é diversificada, a energia renovável eólica está se destacando pela ótima qualidade dos ventos e pelos fortes investimentos. Hoje, o Brasil tem uma capacidade eólica instalada de 13 Gigawatts (GW) e, em fevereiro deste ano, a participação da fonte na matriz alcançou 8,3%, segundo a Associação Brasileira de Energia Eólica (ABEEólica). Nesse cenário, Pernambuco representa uma parcela importante para o setor no Nordeste, já que chega a abastecer mais de 60% da região. E, de olho no futuro, empresas preparam a instalação de novos projetos no Estado. Hoje, o Brasil já é o oitavo País do mundo em potência de energia eólica.

Após vencer o leilão de energia A-6 realizado pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) em dezembro do ano passado, a empresa Eólica Tecnologia vai investir em três empreendimentos em Pernambuco, com aporte total de R$ 400 milhões e 82 Megawatts (MW) de capacidade. Dois parques eólicos vão ser instalados no município de Poção, no Agreste, e o outro na cidade de Macaparana, na Zona da Mata Norte. “O Estado é área de interesse pela pouca turbulência e alta intensidade dos ventos e pela qualidade do combustível. Realizamos a medição dos ventos dessas cidades e confirmamos que eles favorecem a instalação dos empreendimentos”, destacou o presidente da Eólica Tecnologia, Everaldo Feitosa, informando que a previsão do início de construção das usinas é em torno de três anos.

Do ponto de vista do potencial, a maior força dos ventos em Pernambuco está em áreas do interior do Estado, foi o que constatou a Casa dos Ventos, companhia investidora da fonte no Brasil. Com forte atuação no Nordeste, a empresa está em fase de estudos para novos projetos na região. De acordo com o diretor de novos negócios da companhia, Lucas Araripe, “Pernambuco apresenta vantagens logísticas para implantação de parques eólicos”, principalmente pela presença do Porto de Suape. “A empresa está realizando a medição de ventos em propriedades arrendadas ao longo de cinco anos. E estão previstos dois projetos na Chapada do Araripe, sendo um deles de 300 MW de potência localizado na divisa entre Pernambuco e o Piauí”, disse Lucas Araripe, ao complementar que o outro projeto é de 90 MW.

Ao acreditar que a energia eólica vai alavancar o crescimento do Brasil nos próximos anos, o grupo Votorantim Energia também está investindo no setor na região Nordeste como um todo. Em janeiro deste ano, entrou em operação o parque eólico Ventos do Piauí I, na região do Araripe, que teve investimento de R$ 1,1 bilhão. “No fim do ano passado, nos juntamos a um fundo canadense e adquirimos o parque eólico Ventos do Araripe III, com potência instalada de 359 MW. O empreendimento está localizado uma parte no Piauí e outra parte em Pernambuco”, contou Leonardo Gomes, gerente geral comercial da Votorantim Energia, adiantando que a empresa estuda novos pontos de investimento e Pernambuco está nas áreas de pesquisa.

No ano passado, foram investidos R$ 11,5 bilhões no setor eólico no Brasil, representando 58% dos investimentos realizados nas fontes renováveis (solar, biomassa, biocombustíveis e outras). “Os cálculos de investimentos do setor são feitos pela Bloomberg New Energy Finance (BNEF) e consideram os valores investidos em toda a cadeia produtiva até os parques. De forma geral, todos os Estados do Nordeste acompanharam o desenvolvimento da energia eólica, já que é na região que estão os melhores ventos do País. Mais de 80% da geração de energia eólica do Brasil vem do Nordeste”, destacou a presidente da ABEEólica, Elbia Gannoum.

Como no Nordeste a geração eólica é maior no inverno, a matriz energética brasileira foi abastecida pela fonte eólica em dois meses do ano com dois dígitos, sendo 10% em agosto e 11% em setembro. “O potencial de energia eólica no Brasil é de cerca de 500 GW, muito mais do que o País consome atualmente. Importante mencionar que o Ministério de Minas e Energia vem declarando, em várias ocasiões, que a expansão da matriz se dará pelas fontes renováveis, como eólica, de forma que enxergamos um brilhante futuro para a energia eólica”, enfatizou Elbia.

Atualmente, com a potência eólica de 13 GW e 518 parques eólicos presentes no País, sendo 34 em Pernambuco com 781,99 MW de potência no Estado, o Brasil deverá ter mais 213 parques até 2023, num total de mais de 4,8 GW que estão em construção ou já contratados. Esses dados incluem os dois leilões realizados em dezembro do ano passado. “O Nordeste tem o melhor combustível vento e projetos concentrados para a região. É importante porque os empreendimentos geram renda, emprego e desenvolvimento econômico para as cidades, principalmente durante a construção civil”, destacou Feitosa.

Da Folha de PE

quinta-feira, 1 de março de 2018

Brasil é oitavo país em potência eólica

Energia eólicaFoto: Divulgação
O Brasil é o oitavo País no ranking mundial na potência de energia eólica. No ano passado, o País aumentou em 2 gigawatts (GW) a potência da fonte – dos 52 GW adicionados por todos os países em 2017 –, chegando a 12,763 GW. E Pernambuco representa uma importante fatia desse crescimento, já que o Estado tem 34 parques eólicos e uma capacidade instalada de 781,99 megawatts (MW). De acordo com especialistas, o crescimento do setor deve seguir firme nos próximos anos.

Segundo o Superintendente de Regulação da empresa Iberdrola, Hugo Nunes, em oito anos o Brasil saiu de um cenário pouco presente mundialmente para o oitavo lugar entre os países. “A expansão do setor elétrico brasileiro vai se dar por meio de fontes renováveis, a eólica e a solar. A pretensão é de que até 2030 o Brasil esteja entre os cinco maiores países de potência eólica. Então, dentro deste conjunto, é inexorável que essas fontes venham a se instaladas em Pernambuco de forma maciça pelos próximos anos”, defendeu Nunes.

Também contribuindo com a matriz elétrica está a fonte solar. O Brasil alcançou 1 GW de potência instalada em usinas de fonte solar fotovoltaicas conectadas à matriz elétrica nacional. De acordo com a Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (Absolar), apenas 30 dos 195 países do mundo possuem mais de 1 GW. Apesar desse expressivo número, o Brasil ainda não se encontra entre os 15 países do mundo de potência da fonte solar, mas a perspectiva é de chegar à meta. “Este ano, o Brasil deverá estar entre os 15 países que mais geram energia solar. O País já alcançou a marca história de 1 GW”, disse a Conselheira Comercial do Governo da Espanha, Ana Ocón.

Mundialmente, no ano de 2016, o investimento em energias renováveis alcançou US$ 241 milhões, sendo a fonte solar representando US$ 113 milhões e a eólica, US$ 111 milhões. Esses dados e perspectivas foram apresentadas durante o Seminário de Cooperação Técnica Internacional, evento promovido pelo Governo de Pernambuco, realizado ontem.

Para a Secretária Executiva de Relações Internacionais do governo estadual, Rachel Pontes, o evento proporcionou uma oportunidade de representantes dos setores e da sociedade civil relatarem experiências para parcerias. “Conhecer experiências da Espanha e da Itália em energias renováveis, por exemplo, ajuda a desenvolver a capacidade técnica e a de implementação de projetos no Estado”, disse Rachel.

Da Folha de PE

sexta-feira, 30 de junho de 2017

Energia eólica supera a hidrelétrica no Nordeste

Foto: Divulgação/Reprodução
Os ventos superaram as águas do Rio São Francisco quando se fala em geração de energia elétrica no Nordeste. É que a energia eólica ultrapassou a hidrelétrica e também a termelétrica, tornando-se a principal fonte de geração de energia na região em 2016. A constatação é do Escritório Técnico de Estudos Econômicos do Nordeste (Etene), do Banco do Nordeste (BNB). Segundo o Etene, em 2016, a energia eólica representou 37,2% da matriz energética nordestina, ante 34,1% das térmicas e 29,5% hidrelétrica. Foi a primeira vez que a fonte assumiu a dianteira na região. 

Afinal, há dez anos, a produção de energia através dos ventos respondia por apenas 0,3% da geração no Nordeste. 

“Historicamente, a geração era feita via hidrelétricas da Chesf, tanto que em 2008 a fonte hidráulica representou 91% da matriz nordestina. Porém, nos últimos anos, temos vivido uma crise hídrica grande e isso diminuiu o nível de água dos reservatórios dessas hidrelétricas. Paulatinamente, a fonte eólica tornou-se competitiva nos leilões da Aneel”, explicou o coordenador de estudos do Etene, Francisco Diniz Bezerra, acrescentando que, com isso, o Nordeste tornou-se a região que mais produz energia eólica do País.

Ele explicou que a região tornou-se o grande foco dos investidores do setor porque concentra os ventos mais favoráveis à geração de energia do Brasil. “A maior parte dos parques eólicos foi instalada aqui", afirmou Bezerra, lembrando que a construção desses parques gerou muitos empregos e investimentos na região. O BNB calcula até que os projetos já previstos para a região demandarão R$ 35 bilhões em recursos nos próximos anos.

Da Folha de PE

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2017

Brasil sobe no ranking mundial de capacidade instalada de energia eólica

Imagem: Divulgação/Zeca Teixeira/Chesf
O forte aumento do número de parques eólicos instalados no Brasil fez o País subir mais um degrau no ranking do países com maior geração eólica. O Global World Energy Council (GWEC) divulgou nesta sexta-feira, 10, seu "Global Wind Statistics 2016", no qual o Brasil aparece na nona colocação na lista das nações com mais capacidade instalada total de energia eólica, somando 10.740 MW, à frente da Itália. Em relação ao ano passado o País avançou uma posição e agora já responde por 2,2% da capacidade global.

No ranking de nova capacidade instalada no ano, o Brasil está em quinto lugar, tendo instalado 2 GW de nova capacidade em 2016. Nesta categoria, o País caiu uma posição, sendo ultrapassado pela Índia, que instalou 3,6 GW de nova capacidade no ano passado.

No total, foram adicionados 54,6 GW de potência eólica à produção mundial em 2016. Com isso, em todo mundo a capacidade instalada de parques solares soma 486,7 GW.

Em nota à imprensa, a presidente executiva da Associação Brasileira de Energia Eólica (ABEEólica), Elbia Gannoum, salientou que até 2020, considerando apenas os contratos assinados e leilões já realizados, o País deve chegar a 18 GW. "O importante agora é que novos leilões sejam de fato realizados nos próximos meses, já que em 2016 não tivemos nenhum leilão de energia eólica pela primeira vez, desde que esta fonte começou a participar de leilões em 2009", disse.

O setor defende a realização de um leilão de reserva neste ano, depois que o governo decidiu cancelar a realização de um certame similar, no final do ano passado.

Da Agência Estado

sábado, 19 de dezembro de 2015

Chesf começa a produzir energia eólica no Agreste de Pernambuco

Imagem: Divulgação/Zeca Teixeira/Chesf
A Companhia Hidro Elétrica do São Francisco (Chesf) e a PEC Energia iniciaram a operação dos parques eólicos Serra das Vacas I, II, III e IV em Paranatama, cidade localizada no Agreste do Estado e a 250 km do Recife. Foram investidos R$ 500 milhões na implantação de 53 aerogeradores que têm a capacidade instalada para produzir 90,7 megawatts (MW), energia suficiente para abastecer 402 mil casas com um consumo médio de 100 quilowatts-hora (kWh). É o terceiro empreendimento eólico que a estatal instala na região em parceria com empresas privadas.

O empreendimento entrou em operação 90 dias antes do previsto pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). “Vem mais por aí. A tendência é a Chesf se tornar uma grande produtora de energia eólica e solar”, conta o presidente da companhia, José Carlos de Miranda Farias. No último dia 14, entrou em operação outro parque da qual a estatal é acionista. Foi o Vamcruz, na Serra do Mel, no Rio Grande do Norte, com uma potência instalada de 93 MW implantado em sociedade com a Envolver Participações Ltda, formada pela Voltalia Energia do Brasil e Encalço Construções. As duas últimas detêm 51% desse empreendimento que demandou um investimento de R$ 483 milhões.

Do JC Online

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