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quinta-feira, 6 de fevereiro de 2020

Confira o calendário de abastecimento para fevereiro em Surubim

A Companhia Pernambucana de Saneamento (Compesa) divulgou o calendário de abastecimento de água para o mês de fevereiro/2020 em Surubim. Neste modelo de cronograma, para o leitor identificar quais serão os dias que o seu bairro ou comunidade receberão água, é preciso verificar o número da área que a localidade está inserida e em seguida ver os dias no calendário.

OBSERVAÇÃO:  nesse mês de fevereiro, houve mudanças com as áreas urbanas da cidade, devido ao baixo nível da barragem Jucazinho, algumas localidades foram colocadas em sitiação de colapso, Loteamento São Francisco, Solon de Melo, Maracajá, A. Farias, Diogo, Santa Luzia, Lagoa Queimada, Travessa do Camarão, Pov. Pilões, Lagoa do Choro, Gameleira, Cajá de Tatus, Bandinha, Doquinhas e Lagoa Nova. Temos outras áreas que não estão nomeadas nessa observação por que estão em colapso desde de novembro 2019.





segunda-feira, 4 de fevereiro de 2019

Barragem de Jucazinho deve chegar ao volume morto em fevereiro

Imagem: Divulgação/Reprodução Fan Page - TV Jornal
Caso não chova o suficiente, a água da barragem de Jucazinho só dura até setembro deste ano. Atualmente, a água de Jucazinho abastece 11 cidades: Surubim, Toritama, Riacho das Almas, Passira, Frei Miguelinho, Vertentes, Vertente do Lério, Santa Maria do Cambucá, Salgadinho, Casinhas e Cumaru.

Em 2016, Jucazinho entrou em colapso e chegou a operar com menos de 1% da capacidade. Por causa da estiagem, a barragem precisou passar por reparos. Foram identificadas algumas fissuras no paredão e começaram vazamentos.

Confira na reportagem como está a situação atualmente:


Da TV Jornal

segunda-feira, 19 de novembro de 2018

Cresce número de barragens sob risco de ruptura no país; Jucazinho apresenta fissuras e deterioração no concreto

Foto: Alfeu Tavares/Arquivo
Barragem de Jucazinho, em Pernambuco, necessita de R$ 40 milhões para voltar a atender os padrões de segurança

Ao menos 45 barragens do Brasil estão vulneráveis e podem apresentar risco de rompimento. Os números são de relatório da Agência Nacional de Águas (ANA)), que considera dados de 2017. No levantamento publicado no ano passado, que se baseou em dados de 2016, os reservatórios preocupantes eram 25.

A maioria das barragens classificadas como vulneráveis estão no Nordeste, especialmente na Bahia e em Alagoas, e mais da metade (25) são de responsabilidade do poder público. Nove já eram consideradas de risco no relatório de 2017, indicando que nada ou muito pouco foi feito para recuperá-las. Os problemas citados são muitos: rachaduras, infiltrações, buracos, vertedores (que medem a vazão da água) quebrados e falta de documentação que comprove a segurança do reservatório.

O balanço da ANA é o segundo produzido após o maior desastre ambiental da história recente do país, quando o rompimento da barragem de Fundão, em Mariana (MG), sob responsabilidade da mineradora Samarco, provocou a morte de 19 pessoas e poluiu o rio Doce, em novembro de 2015. Em anos anteriores, a agência nacional tinha balanços sem a mesma classificação de barragens vulneráveis.

No relatório mais recente, a fiscalização constatou que, em uma barragem de Camaçari, na Bahia, havia árvores e formigueiros comprometendo o equipamento. Já em Santa Bárbara, no Rio Grande do Sul, seriam necessários R$ 10 milhões para corrigir falhas na comporta e em outros componentes da estrutura.

Apesar do aumento de 80% no número de reservatórios considerados vulneráveis, a ANA diz acreditar que os dados são subdimensionados. Isso porque o relatório anual é feito a partir de informações fornecidas pelos órgãos fiscalizadores, e nem todos enviaram relatórios completos da situação. 

Muitos ainda nem terminaram de catalogar as barragens sob sua jurisdição, embora o cadastro tenha sido estabelecido por lei de 2010. Em 570 barragens não se sabe nem quem é o responsável -ou o "dono"- do reservatório.

O diagnóstico da agência é que, embora se tenha avançado bastante no cadastramento -em 2013 eram 4.437 registradas, contra 24.092 em 2017-, ainda há muito a fazer nesse sentido. Em 76% dos casos não é possível saber se a barragem é submetida à Política Nacional de Segurança de Barragens (PNSB) por falta de informação a respeito do equipamento.

Criada em 2010 por lei federal, a PNSB tem como objetivo garantir padrões de segurança que minimizem acidentes e os efeitos destes no meio ambiente e nas populações vizinhas às barragens. Não são todos os equipamentos, porém, que precisam se adequar ao estabelecido pela lei -o que não significa que outros reservatórios não precisem seguir padrões de segurança e conservação. Como critério, a PNSB especifica características de altura, capacidade de armazenamento de água, periculosidade dos resíduos e gravidade do dano social e ambiental em caso de rompimento.

Em tese, a fiscalização dos órgãos estaduais e federais -há 41 com potencial fiscalizador, mas só 33 efetivamente fiscalizam os equipamentos- é restrita aos reservatórios que se enquadram nos critérios da PNSB. Mas até para saber se as barragens têm as características estabelecidas pela lei é necessário, muitas vezes, que a equipe vá até o local fazer medições.

Esse trabalho é prejudicado pelo pequeno número de fiscais. Em 2017, havia apenas 154 funcionários para fiscalizar todas as barragens do país -há 4.510 na PNSB -, entre estaduais e federais, e nove estados não fizeram nenhuma ação de fiscalização em todo o ano. Das barragens cadastradas, só 3% foram vistoriadas pelos órgãos fiscalizadores.

A lei não chega a prever punições a quem descumprir as recomendações, mas os estados podem emitir regulações específicas e aplicar multas. Para Fernanda Laus, que coordenou o relatório da ANA, mais que a equipe reduzida, o que atrapalha é a alta rotatividade dos funcionários. "O número de fiscalizadores nunca vai ser suficiente, mesmo porque aumentar a equipe de fiscalização aumenta o custo. O gargalo nem seria tanto a quantidade de técnicos que trabalham na fiscalização, mas a rotatividade da equipe. O técnico é treinado, se capacita. Daí com um ou dois anos ele sai. A maioria dos órgãos tem baixos salários. A pessoa procura outras alternativas", diz.

Laus também critica o que chama de falta de consciência dos empreendedores, os "donos" das barragens. Eles podem ser os proprietários da terra onde estão os reservatórios ou quem explora o equipamento, seja para uso próprio (uma empresa de mineração, por exemplo) ou coletivo (abastecimento de água de uma cidade).
Segundo ela, muitos não investem na manutenção dos equipamentos nem se preocupam com alguns aspectos básicos de segurança.

"Todo mundo que tem barragem tem que ter consciência de mantê-la. Se não tem recursos para isso, não pode ser proprietário. É uma responsabilidade que a pessoa assume. São estruturas necessárias para o desenvolvimento de sociedades, mas podem, sim, causar acidentes, mesmo as pequenas", afirma Laus.

Em abril deste ano, duas crianças morreram após o rompimento de barragens em Paragominas, no Pará, e mais de 2.000 famílias foram afetadas pelas enchentes.

Outro ponto preocupante é a restrição dos recursos para obras de recuperação das barragens. A verba até chega a ser reservada, mas não é efetivamente investida. Em 2017, foram aplicados 73% dos recursos previstos na esfera federal e só 23% na esfera estadual.

Pernambuco

Um exemplo problemático é o Departamento Nacional de Obras Contra a Seca (Dnocs). O órgão, responsável por mais de 300 barragens, teve R$ 5,7 milhões para aplicar em segurança dos reservatórios no ano passado. Destes, pouco mais de R$ 3 milhões foram empenhados, e só R$ 1,4 milhão de fato foi aplicado. Ainda que aplicasse todos os recursos disponíveis, faltaria ao Dnocs verba para arcar com custos de manutenção. Para se ter ideia, só a barragem de Jucazinho, em Pernambuco, necessita de R$ 40 milhões para voltar a atender os padrões de segurança.

"Existe uma lacuna entre o planejamento e a aplicação. Os recursos são limitados, e é preciso ter uma estratégia inteligente e priorizar ações onde é necessário", conclui Laus.

Da Folha de PE

segunda-feira, 2 de abril de 2018

Compesa esclarece que Barragem de Jucazinho continua em colapso

Imagem: Divulgação/Reprodução
A Compesa esclarece que não é verdadeiro o vídeo que está circulando na Internet de que a Barragem de Jucazinho teria acumulado água nos últimos dias. Apesar de ter chovido 434 milímetros em algumas cidades que formam a Bacia do Capibaribe, essa quantidade não foi suficiente para alterar o atual quadro de colapso. 

Jucazinho está sem água desde setembro de 2016, em decorrência de severa seca que castigou a região. O manancial tem capacidade para acumular 327 milhões de metros cúbicos de água e era responsável pelo abastecimento de 15 municípios da região Agreste: Caruaru, Santa Cruz do Capibaribe, Toritama, Riacho das Almas, Passira, Cumaru, Salgadinho, Surubim, Casinhas, Vertentes, Vertente do Lério, Santa Maria do Cambucá, Frei Miguelinho, Bezerros e Gravatá, além de distritos e povoados desses municípios.

De acordo com o setor de meteorologia da Apac, o período chuvoso da região é entre abril e julho. As chuvas dos últimos dias permitem o plantio de pastagem e podem encher pequenas barragens. A maior parte dessas chuvas do começo do inverno infiltra no solo, o que vai permitir que as próximas chuvas escorram para o leito do rio nos meses seguintes. Segundo ainda os meteorologistas da Apac, a previsão para o trimestre abril-maio-junho é de chuvas dentro da média histórica. Abaixo, vídeo da situação atual da barragem:


Da Assessoria


quarta-feira, 21 de março de 2018

Confira o novo calendário de abastecimento para março em Surubim

Imagem: Divulgação/Reprodução Internet
A Companhia Pernambucana de Saneamento (Compesa), divulgou o novo calendário de abastecimento para março em Surubim. O município teve o início do fornecimento de água prejudicado este mês,  por causa de um problema em uma das bombas do Sistema Siriji/Pedra Fina. 

Clique e confira: 


Abastecimento de Surubim atrasa; previsão é que a água comece a chegar nesta quarta-feira (21)


Compesa inicia abastecimento de Surubim


Confira as novas datas de abastecimento:


HORÁRIO PREVISTO
BAIRROS/LOCALIDADES
Das 08h às 08h do dia 20 a 22 de 03/2018 com abastecimento.
Coqueiro, Cohab, São Tirso, Lot. São Francisco, Solon de Melo / Parte Alta
Das 08h às 08h do dia 22 a  24 de 03/2018 com abastecimento.
São Sebastião, Minha Casa Minha Vida / Parte Alta
Das 08h às 08h do dia 22 a 24 de 03/2018 com abastecimento
Vila de Jacó e Sitio Coqueiro/ Parte Alta
Das 08h às 08h do dia 20 a 22 de 03/2018 com abastecimento.
Chã do Marinheiro / Parte Alta
Das 8h às 8h do dia 21 a 23 de 03/2018 com abastecimento
Vila Social e Vila Chã do Marinheiro, Gameleira, Lagoa do Choro / Parte Alta

Das 08h às 08h do dia 24  a 26 de 03/2018 com abastecimento
Rua do Açude, IPSEP, São José, Lot. Janjão Batista e Cabaceira, Lot. Maracajá / Parte Baixa
Das 08h às 08h do dia 26 a 28 de 03/2018 com abastecimento
Centro, Prefeitura, Bar de Faé, Escola Estadual, Estefânia, Doquinhas, Lagoa Nova / Parte Baixa
Das 08h às 08h do dia 28 a 30 de 03/2018 com abastecimento
Centro, Rua Sete de Setembro, Marista, Urbano Vieira, Salgado, Pilões, Diogo, Santa Luzia/ Parte Baixa
Das 08h às 08h do dia 26 a 28 de 03/2018 com abastecimento
Detran, Sítio Capim, Barra da Onça, Sítio Caiai/ Adutora B. Tatu para EEAT- 08
Das 08h às 08h do dia 01 a 04/04/2018  com abastecimento
Pov. Jucá Ferrado, Vila do Luiz / Adutora EEAT-08 para EEAT- 09
Das 08h às 08h do dia 01 a 04/04/2018   com abastecimento
 Gancho do Galo / Adutora EEAT-08 para EEAT-09
Das 08h às 08h do dia 01 a 04/04/2018  com abastecimento
Lagoa da vaca e furnas / Adutora EEAT- 08 para EEAT- 09
Das 8h às 8h do dia 01 a 04/04/2018   com abastecimento
Pov. Mocotó e Lério / Adutora EEAT-08 para EEAT- 09

COLAPSO
Sítio Jucazinho, Duas Estradas, Chéus, Cachoeira de Taepe, Mimoso, Sítio Alegre / Adutora EEAT - 01 para EEAT- 08

quarta-feira, 14 de março de 2018

Compesa divulga calendário de abastecimento para março em Surubim

Imagem: Divulgação/Reprodução Internet


A Coordenação Regional da Companhia Pernambucana de Saneamento (Compesa) divulgou o calendário de abastecimento para o mês de março na cidade de Surubim. 


A água deve chegar nas torneiras dos surubinenses a partir do próximo sábado (17).


Confira abaixo o calendário para março:
HORÁRIO PREVISTO
BAIRROS/LOCALIDADES
Das 08h às 08h do dia 15 a 19 de 03/2018 com abastecimento.
Coqueiro, Cohab, São Tirso, Lot. São Francisco, Solon de Melo / Parte Alta
Das 08h às 08h do dia 19 a  21 de 03/2018 com abastecimento.
São Sebastião, Minha Casa Minha Vida / Parte Alta
Das 08h às 08h do dia 19 a 21 de 03/2018 com abastecimento
Vila de Jacó e Sitio Coqueiro/ Parte Alta
Das 08h às 08h do dia 17 a 19 de 03/2018 com abastecimento.
Chã do Marinheiro / Parte Alta
Das 8h às 8h do dia 16 a 18 de 03/2018 com abastecimento
Vila Social e Vila Chã do Marinheiro, Gameleira, Lagoa do Choro / Parte Alta

Das 08h às 08h do dia 21  a 23 de 03/2018 com abastecimento
Rua do Açude, IPSEP, São José, Lot. Janjão Batista e Cabaceira, Lot. Maracajá / Parte Baixa
Das 08h às 08h do dia 23 a 25 de 03/2018 com abastecimento
Centro, Prefeitura, Bar de Faé, Escola Estadual, Estefânia, Doquinhas, Lagoa Nova / Parte Baixa
Das 08h às 08h do dia 25 a 27 de 03/2018 com abastecimento
Centro, Rua Sete de Setembro, Marista, Urbano Vieira, Salgado, Pilões, Diogo, Santa Luzia/ Parte Baixa
Das 08h às 08h do dia 23 a 25 de 03/2018 com abastecimento
Detran, Sítio Capim, Barra da Onça, Sítio Caiai/ Adutora B. Tatu para EEAT- 08
Das 08h às 08h do dia 29 a 30/03/2018  com abastecimento
Pov. Jucá Ferrado, Vila do Luiz / Adutora EEAT-08 para EEAT- 09
Das 08h às 08h do dia 30/03 a 01/04/2018  com abastecimento
 Gancho do Galo / Adutora EEAT-08 para EEAT-09
Das 08h às 08h do dia 29/03 a 01/04/2018 com abastecimento
Lagoa da vaca e furnas / Adutora EEAT- 08 para EEAT- 09
Das 8h às 8h do dia 29/03 a 01/04/2018  com abastecimento
Pov. Mocotó e Lério / Adutora EEAT-08 para EEAT- 09

COLAPSO
Sítio Jucazinho, Duas Estradas, Chéus, Cachoeira de Taepe, Mimoso, Sítio Alegre / Adutora EEAT - 01 para EEAT- 08

quinta-feira, 16 de novembro de 2017

COLAPSO | Barragem de Jucazinho enfrenta pior cenário desde sua inauguração

Segundo a Compesa, a barragem está na região 
que possui o pior balanço hídrico do Brasil
Foto: Arnaldo Carvalho/ JC Imagem
O colapso de Jucazinho já dura nada menos 
que um ano e dois meses

Colapso: crise, perecimento, agonia. Todos os sinônimos são totalmente aplicáveis para definir a situação da Barragem de Jucazinho, no município de Surubim, Agreste do Estado. E também dos que dependem dela. O colapso já dura nada menos que um ano e dois meses. A população se vira como pode.

Após sofrer seis anos consecutivos de seca, este é o pior cenário da barragem desde a inauguração em 2000. O ajudante de eletricista Carlos Roberto Rocha de Lima, 52 anos, viu a barragem ser construída e disse que nunca a encontrou nessa situação. “Nunca pensei que fosse ver o leito assim, nessa secura só. Dá uma tristeza muito grande. Esse reservatório salvava toda a região”, disse.

A última vez que Jucazinho sangrou foi em maio de 2011. Carlos lembra bem. Com saudade. “Foi uma festa. Tudo isso aqui estava cheio. De água e de gente. Veio um pessoal de várias cidades pra admirar a barragem sangrando. Foi lindo”, disse, com brilho nos olhos.

Mas o brilho ficou opaco, vazio como o reservatório. No espaço com capacidade para 327 milhões de metros cúbicos de água se pode caminhar tranquilamente. Onde ainda existe água ela não chega nem ao calcanhar. Impressiona ver um reservatório que poderia fornecer até 1.300 litros de água por segundo não encher uma simples cisterna.

O tom vermelho da terra reforça o aspecto de devastação, evidenciada pelos peixes mortos encontrados no leito e pela carcaça de um cavalo a um metro de uma pequena poça-d’água barrenta. Ele não resistiu a distância. Nem o rio à seca.


Quinze municípios são (ou deveriam ser) atendidos pela barragem. O número de 800 mil pessoas beneficiadas, agora prejudicadas, é gritante. Um grito de socorro que aliás vem de bem perto. A menos de 500 metros do paredão da barragem, dona Ivonete Domerina de Arruda, 54 anos, sofre para manter o abastecimento d’água na casa, em uma pequena vila.

Apesar da idade avançada, ela desce duas vezes por dia até o leito da barragem, levando tonéis em um carro de mão. “Não é fácil achar água e quando acha é suja e fedida. Mas fazer o quê? Não tem outra opção. Então, é ela que eu uso para matar a sede dos animais e lavar os pratos e roupas. Lavar é jeito de dizer, porque parece que tá sujando mais”, reclama Ivonete.

O agricultor José Petronilo da Silva, 75 anos, também se queixa. Em tempos de crise e seca, está tendo que usar o pouco dinheiro que tem para comprar água em carro-pipa com os outros moradores da vila, mesmo morando bem ao lado da barragem. “A gente se vira como pode, né? O pessoal aqui se reúne, cada um dá uma coisinha, e paga uns 300 reais para o carro pipa vir pra cá. Mas quando divide quase não dá pra nada”, contou seu José. Quando questionado como é viver assim, ele recorre à sabedoria popular: “Sem água não dá, meu filho! Sem água até passarinho morre!”.

COMPESA

Segundo a Companhia Pernambucana de Saneamento (Compesa), a barragem está na região que possui o pior balanço hídrico do Brasil. De acordo com a companhia, várias obras estão sendo realizadas atender a população. “Fizemos uma interligação com do Sistema Palmeirinha com o de Jucazinho para levar água a Surubim e região. Na Mata Norte, fizemos a interligação com o Sistema Siriji. Já na Mata Sul fizemos a obra da Adutora do Pirangi e está em licitação a Adutora de Serro Azul. Além disso, fizemos pequenas obras de inversão de fluxo. Tudo para apoiar a população neste momento difícil”, garantiu o presidente da companhia, Roberto Tavares.

De acordo com ele, a principal aposta para garantir a sustentabilidade hídrica da região é a Adutora do Agreste que deve receber as águas da Transposição do Rio São Francisco. “As secas sempre existirão, mas a gente precisa ter segurança hídrica, e isso virá com a transposição. Ela por si só não resolve o problema, precisa das adutoras para trazer a água para as cidades. Nesse conjunto a mais representativa é a Adutora do Agreste. Temos feito essa obra com muito esforço, ela só não está pronta porque os recursos federais não tem chegado a contento”, disse Roberto Tavares.

Por: Leonardo Vasconcelos (Jornal do Commercio)

Clique e leia: Compesa divulga calendário de abastecimento do mês de novembro/2017 de Surubim

quinta-feira, 14 de setembro de 2017

Compesa divulga calendário de abastecimento do mês de setembro/2017 de Surubim

Imagem: Divulgação / Blog Pedra Fina Notícias
A Coordenação Regional da Companhia Pernambucana de Saneamento (Compesa) divulgou o calendário de abastecimento para o mês de setembro na cidade de Surubim. A água deve chegar nas torneiras dos surubinenses a partir do dia 16. 

De acordo com o Coordenador da Compesa, Edvaldo Lemos, o município de Surubim tinha 10 dias de abastecimento para dividir com toda a cidade, e não era suficiente para atender toda a demanda, a quantidade de dias foi reduzida para nove. "No abastecimento de setembro só teremos 9 dias com água para dividir com toda a cidade, desta forma é necessário que diminua a área de atendimento, pois estamos concentrando o máximo do abastecimento para melhor atender a população e colocando em colapso as extremidades com suspensão de faturamento, as localidades não atendidas são: Diogo, Lagoa queimada, Travessa do Camarão, Santa Luzia, Loteamento Maracajá, Parte  Alta dos Pilões, Lagoa do Choro, Gameleira, Loteamento A. Farias, Chã do Couto, Doquinhas, Lagoa Nova, Loteamento Solon de Melo e São Francisco no Coqueiro."

Dúvidas, reclamações, sugestões, entrar em contato com a Compesa, através dos fones: 0800 081 0185 / 0800 081 0195.

HORÁRIO PREVISTO
BAIRROS/LOCALIDADES
Das 08h às 21h do dia 16 a 17 de 09/2017 com abastecimento.
Coqueiro, Cohab, São Tirso / Parte Alta
Das 21h às 10h do dia 17 a  19 de 09/2017 com abastecimento.
São Sebastião, Minha Casa Minha Vida / Parte Alta
Das 21h às 10h do dia 17 a 19 de 09/2017 com abastecimento
Vila de Jacó e Sitio Coqueiro/ Parte Alta
Das 08h às 21h do dia 16 a 17 de 09/2017 com abastecimento.
Chã do Marinheiro / Parte Alta
Das 8h às 8h do dia 17 a 19 de 09/2017 com abastecimento
Vila Social e Vila Chã do Marinheiro / Parte Alta

Das 10h às 21h do dia 19 a 20 de 09/2017 com abastecimento
Rua do Açude, IPSEP, São José , Lot. Janjão Batista e Cabaçeira, / Parte Baixa
Das 10h às 21h do dia 20 a 22 de 09/2017 com abastecimento
Centro, Prefeitura, Bar de Faé, Escola Estadual, Estefânia / Parte Baixa
Das 10h às 10h do dia 22 a 24 de 09/2017 com abastecimento
Centro, Rua Sete de Setembro, Marista, Urbano Vieira, Salgado, Pilões/ Parte Baixa
Das 08h às 08h do dia 22 a 24 de 09/2017 com abastecimento
DETRAN, Sítio Capim, Barra da Onça, Sítio Caiai/ Adutora B. Tatu para EEAT- 08
Das 08h às 08h do dia 25 a 28 de 09/2017 com abastecimento
Jucá ferrado, / Adutora EEAT-08 para EEAT- 09
Das 08h às 08h do dia 25 a 28 de 09/2017 com abastecimento
Luiz, Gancho do Galo / Adutora EEAT-08 para EEAT-09
Das 08h às 08h do dia 25 a 28 de 09/2017 com abastecimento
Lagoa da vaca e furnas / Adutora EEAT- 08 para EEAT- 09
Das 8h às 8h do dia 25 a 28 de 09/2017 com abastecimento
Pov. Mocotó e Lério / Adutora EEAT-08 para EEAT- 09
COLAPSO
Sítio Jucazinho, Duas Estradas, Cheus, Cachoeira de Taepe, Mimoso, Sítio Alegre / Adutora EEAT - 01 para EEAT- 08.  Diogo, Lagoa queimada, Travessa do Camarão, Santa Luzia, Loteamento Maracajá, Parte  Alta dos Pilões, Lagoa do Choro, Gameleira, Loteamento A. Farias, Chã do Couto, Doquinhas, Lagoa Nova, Loteamento Solon de Melo e São Francisco no Coqueiro.

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