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sexta-feira, 1 de setembro de 2017

Taxa de desemprego cai com aumento de trabalho sem carteira assinada

Imagem: Divulgação/Reprodução-Internet
A taxa de desemprego recuou por conta do aumento da população ocupada sem carteira assinada, ressalta o banco Itaú ao comentar os dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua) divulgados nesta quinta-feira, 31, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Um dos dados positivos do levantamento é que a população ocupada avançou na comparação anual pela primeira vez em 23 meses, segundo relatório do banco.

Os economistas do Itaú, Artur Manoel Passos e Alexandre Gomes da Cunha, destacam, em relatório, que o emprego no setor privado com carteira assinada ficou estável na margem. Com isso, a queda na taxa de desemprego foi consequência do aumento da população ocupada nas demais categorias, principalmente trabalhadores por conta própria.

A taxa de desemprego do Brasil recuou para 12,8% no trimestre concluído em julho, ante 13% no trimestre concluído em junho, segundo os dados do IBGE. No ajuste sazonal feito pelo Itaú o desemprego recuou pelo quarto mês consecutivo, passando de 12,9% para 12,7%.

Além da queda do desemprego, o banco destaca que a massa salarial registrou alta de 3,1% na comparação anual, por conta principalmente da alta nos salários reais com a queda da inflação. O salário médio real subiu 0,2% ante o trimestre anterior; na comparação anual, avançou 2,6%. "O resultado sugere que a pressão de baixa nos salários reais causada pelo desemprego elevado vem sendo parcialmente compensada pela pressão de alta com a queda da inflação", destacam os economistas.

O Itaú ressalta ainda que a população ocupada subiu 0,5% na comparação mensal dessazonalizada, e 0,2% na comparação anual, primeiro resultado positivo neste tipo de comparação em 23 meses. "Entretanto, o emprego no setor privado com carteira de trabalho ficou estável na margem, de modo que a alta na população ocupada foi consequência das demais categorias, principalmente de trabalhadores por conta própria."

Da Agência Estado

sexta-feira, 26 de agosto de 2016

Brasil fechou 94,7 mil vagas de trabalho formal em julho

Imagem: Divulgação - Marcello Casal Jr/Agência Brasil
O mercado de trabalho brasileiro iniciou o segundo semestre com resultado negativo e completou o 16º mês consecutivo de demissões superiores a contratações. O país fechou 94,7 mil postos de trabalho em julho, segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) divulgados nesta quinta-feira (25) pelo Ministério do Trabalho.

Apesar de as demissões persistirem, a quantidade de vagas encerradas foi menor que em julho do ano passado, quando foram fechadas mais de 150 mil vagas.

Para o Ministério do Trabalho, esse resultado mostra uma "recuperação gradual da economia". O ministro da pasta, Ronaldo Nogueira, avalia que, no segundo semestre, as contratações podem superar as demissões.

Mesmo com a melhora do resultado no mês passado, as demissões acumuladas de janeiro a julho representam o pior resultado da série histórica do governo, que começa em 2002. As demissões superaram as contratações em 623,5 mil vagas nos sete primeiros meses deste ano.

No mesmo período do ano passado, a quantidade de vagas fechadas era de 485 mil. Nos demais anos, as contratações superaram as demissões de janeiro a julho.

EXCEÇÕES

Apesar de a maioria dos setores da economia ter demitido mais trabalhadores do que contratou, a agricultura abriu 4,25 mil postos de trabalho no mês passado. A administração pública também contratou 237 pessoas a mais do que demitiu.

O setor de serviços, por outro lado, foi o que mais demitiu: 40,4 mil postos fechados só no mês de julho. Em seguida, aparece a construção civil, com o fechamento de 27,7 mil vagas. O encerramento de vagas no comércio somou 16,2 mil e na indústria de transformação, 13,3 mil.

Da Folha PE

domingo, 27 de dezembro de 2015

Apesar da crise em 2015, empresas continuaram investindo em Pernambuco

 Foto: Info Abril
Ninguém vai dizer que 2015 foi um ano fácil. A crise econômica se agravou e o País caiu na recessão. Mas a conjuntura adversa criou um ambiente desafiador e a necessidade de mirar perspectivas de médio e longo prazos. Em Pernambuco, 18 empresas anunciaram a implantação de novas indústrias, que significa investimento de R$ 1 bilhão e a geração de 5,2 mil empregos. Isso sem falar nas 29 empresas que resolveram ampliar suas unidades, com investimento de R$ 232,3 milhões.

Projetos na área de energias renováveis e o avanço da cadeia automotiva também contribuíram para tornar 2015 melhor para a economia local. Amanhã, a Agência de Desenvolvimento Econômico de Pernambuco (AD Diper) apresenta o balanço da atração de investimentos em 2015, na quarta e última reunião do ano do Conselho Estadual de Políticas Industrial, Comercial e de Serviços (Condic).

A decisão da Unilever de investir R$ 600 milhões na sua quinta fábrica em Pernambuco foi um dos principais anúncios do ano. Em outubro, a empresa assinou protocolo de intenções com o governo do Estado para implantar um complexo alimentício integrado por indústria e central de distribuição. A previsão é inaugurar o empreendimento até o início de 2018. No anúncio do projeto, o presidente da Unilever Brasil, Fernando Fernandez, disse que a estratégia da companhia é continuar investindo mirando a perspectiva de que a crise vai passar e é preciso ter planos. O complexo vai gerar 2,1 mil empregos no Estado.

Outras gigantes também decidiram enfrentar a crise com investimento, a exemplo das cervejarias AmBev e Brasil Kirin. Em setembro, a AmBev anunciou investimento de R$ 400 milhões na ampliação da unidade de Itapissuma, no Grande Recife. A planta terá sua capacidade de produção ampliada em 30% e vai fabricar marcas premium da companhia (Stella Artois, Budweiser e Skol Beats Senses) para atender aos mercados do Norte e Nordeste. Quando as novas linhas começarem a funcionar serão gerados 200 empregos, incrementando o quadro atual de 834 colaboradores. A concorrente Brasil Kirin também anunciou investimento de R$ 400 milhões na fábrica de Igarassu, com a implantação de três novas linhas de produção.

O secretário de Desenvolvimento Econômico de Pernambuco, Thiago Norões, defende a estratégia do governo do Estado de interiorizar o desenvolvimento e de apostar nas energias renováveis como alternativa para o Semiárido. Nos últimos anos, tem aumentado o interesse das empresas de investir fora do Grande Recife, graças aos incentivos e a melhoria da infraestrutura. Um exemplo emblemático foi a atração do polo automotivo Jeep, com a montadora da Fiat Chrysler Automobiles (FCA) em Goiana (Mata Norte) e a cadeia produtiva se espalhando pelos municípios vizinhos.

A Jeep inaugurou a montadora em abril e no segundo semestre anunciava o segundo parque de fornecedores do empreendimento, localizado nos municípios de Goiana e Itapissuma. O parque vai somar investimento de R$ 450 milhões na construção e na aquisição de equipamentos. Este mês, a FCA inaugurou o Centro de Software, no Bairro do Recife. Será o primeiro da companhia com foco no desenvolvimento de softwares para motores e transmissões, que compõem o trem de força (powertrain) dos automóveis.

O ano foi marcado, ainda, pelos projetos de energias renováveis. Em setembro foi inaugurado o maior parque eólico de Pernambuco, no município de Caetés (Agreste), com investimento de R$ 1,1 bilhão. O setor continuará sendo uma das apostas de investimentos para 2016, que também será um ano de desafios a espera da retomada do crescimento no aguardado 2017. 

Do JC Online

quinta-feira, 6 de agosto de 2015

Brasileiros acreditam que a economia vai piorar nos próximos meses em relação a 2014, diz SPC Brasil

Foto: Crédito: Carlos Silva/CB/D.A Press
A maioria dos brasileiros está pessimista com os rumos da economia do Brasil e 56,1% acreditam na piora do cenário nos próximos meses em relação a 2014. É o que mostra o estudo "O Cenário Econômico na Visão dos Consumidores", elaborado pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e pela CNDL (Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas). Os dados mostram uma piora em relação às expectativas avaliadas em uma pesquisa de março: na época, 47,0% esperavam um cenário pior em 2015. No caso dos que esperam uma situação melhor, a porcentagem era de 27,0%, e recuou para 17,8%.

Entre os que acreditam em um agravamento da crise, a maioria (61,3%) argumenta que a sua própria condição financeira piorou em relação ao ano passado. As razões para esse fato são o endividamento (30,7%), a queda da renda (15,4%) e o desemprego (15,2%). De acordo com o estudo, apenas um em cada dez (11,2%) entrevistados está otimista e imagina que a situação vai melhorar.

Imagem: Divulgação/Reprodução
Para o presidente do SPC Brasil, Roque Pellizzaro Junior, é importante analisar a visão do consumidor para ter um termômetro de como a atividade econômica se encontra. "O consumidor começa a acreditar que a economia vai piorar, já que muitos percebem que o poder de compra está menor, seja em razão do desemprego e da alta da inflação, seja por que agora se encontram endividados", explica. "Assim, muitos decidem cortar gastos e isso acaba afetando diretamente o consumo e a economia."

Os dados do estudo também mostram que, para os consumidores, as consequências diretas do cenário econômico em crise são a restrição ao consumo, a percepção de alta dos juros e o difícil acesso ao crédito. 

47,7% deixarão de consumir produtos não essenciais

Como resultado de uma condição financeira pior, o consumo será diretamente impactado: 47,7% dos consumidores que acreditam em uma piora das condições econômicas do país no segundo semestre pretendem deixar de consumir coisas que não precisam tanto a fim de economizar, e 37,1% porque terá menos dinheiro. Outros 44,7% garantem que farão menos compras parceladas. De acordo com o estudo, três em cada dez consumidores (29,7%) pretendem trocar a marca de alguns produtos que compram por outras mais baratas.

Segundo a economista-chefe do SPC Brasil, Marcela Kawauti, a população está percebendo que deve priorizar o consumo do que é essencial no dia a dia. "É perceptível que as conquistas celebradas pelas medidas econômicas dos anos anteriores estão entrando em um retrocesso e gerando impacto no consumo dos brasileiros, sobretudo aquele voltado aos bens de menor importância", diz Kawauti.

Entre os hábitos de consumo a serem mudados, 61,3% pretendem diminuir a compra de produtos supérfluos, e o setor mais afetado será o de alimentação: 47,7% têm a intenção de cortar os gastos com refeições fora de casa, sobretudo os consumidores pertencentes às classes C, D e E (55,7%). As despesas com lazer também devem ser afetadas: 43,1% pretendem diminuir gastos com cinema e 33,7% com bares e restaurantes. Outros cortes incluem itens de supermercado de menor necessidade, como iogurtes, congelados, carne, leite e bebidas (35,4%).

Outra consequência de uma pior condição financeira dos brasileiros é a falta de liquidez, ou seja, menos dinheiro no bolso. "A população está cada vez mais com dificuldades para poupar", alerta Kawauti. Cerca de 40,4% dos entrevistados acreditam que ficará mais difícil economizar e fazer reservas financeiras, e apenas três em cada dez consumidores (35,2%) pretendem fazer aplicações periódicas, seja na poupança ou em outros investimentos,  nos próximos seis meses. 

60,5% dos consumidores consideram o acesso ao crédito mais difícil

"Essa situação também é reflexo do acesso ao crédito, que está sendo reduzido em um momento onde os indicadores econômicos tem mostrado desaceleração e até mesmo retração", explica a economista do SPC Brasil. Para 60,5% dos consumidores entrevistados, o acesso ao crédito está mais difícil - percentual bem acima dos 34,0% verificados na pesquisa de março. Outros 81,4% dos brasileiros têm a percepção de que os juros aumentaram nos empréstimos, cartão de crédito e cheque especial - também maior que os 57,0% identificados em março desse ano.

Como meio de driblar a crise, o estudo mostra que a atitude mais adotada pelos brasileiros é a de organizar as contas da casa (67,4%), pagar à vista a maioria das compras (31,8%) e evitar compras parceladas (29,9%). Para Kawauti, o consumidor está correto e deve dar atenção aos princípios da educação financeira e evitar cair nas tentações das compras por impulso. 

71,9% ainda pretendem comprar roupas e calçados

Embora o estudo aponte sinais de que a crise econômica cause alterações no comportamento do consumidor, outros dados sugerem que ainda é alta a intenção de compra em alguns setores. Considerando as intenções dos entrevistados para os próximos seis meses, observa-se que parte dos consumidores ainda possuem desejos de compra: 71,9% mencionam a intenção de adquirir vestuário e calçados e 38,1% mencionam a intenção de adquirir móveis, eletrodomésticos ou eletroeletrônicos, 40,8% afirmam pensar em comprar parcelado no cartão de crédito.

Segundo o educador financeiro do SPC Brasil, José Vignoli, esse dinheiro deveria ser utilizado para pagamentos de dívidas, reservas financeiras ou investimentos. "Ao mesmo tempo em que boa parte dos entrevistados compreende a necessidade de limitar os gastos devido a um cenário econômico desfavorável, muitos acabam cedendo, seja por necessidade, seja por dificuldades em fazer contas e conter o consumismo", explica Vignoli. 

Metodologia

Foram ouvidas 605 pessoas das 27 capitais brasileiras em julho e julho, com idade igual ou superior a 18 anos, de ambos os sexos e de todas as classes sociais. A margem de erro é de 4,0 pontos percentuais e a confiança é de 95%. Os dados foram pós-ponderados para ficarem representativos ao universo estudado.

Com informações da Assessoria de Imprensa

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