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quarta-feira, 2 de outubro de 2019

Programa vai investir R$ 20 milhões para estimular a economia

Lançado ontem pelo governo estadual, o novo projeto pretende fortalecer os arranjos produtivos locais em PernambucoFoto: Heudes Regis/SEI

O edital para os interessados em participar do programa Força Local já está disponível no site www.addiper.pe.gov.br

Pernambuco tem um novo programa para incentivar a economia local. O Programa para o Fortalecimento dos Arranjos Produtivos Locais em Pernambuco - Força Local prevê investimentos na ordem de R$ 20 milhões até 2022 nas associações de empresas ou produtores de diversos setores, contando com um conjunto de ações estruturadoras e qualitativas no Estado sendo lideradas pela Secretaria de Desenvolvimento Econômico (Sdec) e Agência de Desenvolvimento Econômico de Pernambuco (AD Diper).


Podem participar do programa entidades sem fins lucrativos, associações, entidades e organizações sociais que podem pleitear ao governo recursos do governo para desenvolver os projetos e criar um mercado de desenvolvimento. O edital está disponível no site da AD Diper, o www.addiper.pe.gov.br.

O Força Local se estrutura em uma série de iniciativas pautadas nos eixos da coletividade, integração e diálogo, competitividade, visão de negócio e fomento. Um primeiro edital do programa já foi aberto em abril deste ano e concluído em junho com R$ 1,5 milhão destinado. No primeiro chamamento 15 projetos foram contemplados, com mais de R$ 3,2 milhões. Até o momento convênios de mútua cooperação foram feitos com o Sebrae, a Associação de Piscicultores de Petrolândia (APP), a Associação Comercial e Empresarial de Caruaru (ACIC), entre outros. Com esses acordos, 54 municípios e 2 mil pessoas foram beneficiadas diretamente.

Para o governador de Pernambuco, Paulo Câmara, o projeto busca fortalecer cada região do Estado. “A gente sabe o potencial de Pernambuco, é uma gama de serviços que podem ser potencializados, profissionalizadas, vemos exemplo como o da farinha, e tudo isso é um olhar que o governo está dando a partir de incentivos de parcerias. É uma busca por proteção e oportunidades, é importante em um momento ruim, para gerar renda, emprego e movimentar a economia, fazendo trabalho. A capacidade de empreender é grande e o que precisa é de um estímulo”, disse.

Na ocasião também foi lançado mais um edital de chamamento público para a aprovação e celebração de convênios com entidades sem fins lucrativos, no valor de R$ 3 milhões, por meio de projetos que buscam fortalecer os APLs e os setores econômicos. As propostas devem ser enviadas até o dia 30 deste mês, onde serão selecionados entre 30 e 35 projetos. Já a divulgação dos contemplados deverá ser anunciada no dia 2 de dezembro.

O secretário de Desenvolvimento Econômico, Bruno Schwambach, destaca que na segunda chamada é possível atrair mais projetos, e esperam que as entidades entrem com contrapartida, para que o valor investido possa dobrar. “A nossa perspectiva são de 35 projetos nessa chamada. A gente quer que as entidades entrem com uma contrapartida, temos expectativa de ter impacto de R$ 40 milhões, mas vai depender dos projetos que vão chegar. O Estado está dando apoio para melhorar e dar mais valor agregado nos produtos e aumentar renda e emprego nas regiões”, disse Schwambach.

De acordo com o diretor presidente da AD Diper, Roberto Abreu e Lima, a expectativa é de que até 2022 sejam lançados pelo menos três editais por ano. “A gente está estimulando que vários arranjos e associações cooperativas estejam participando, para se profissionalizar cada vez mais e gerando renda. A ideia é gerar entre dois e três editais por ano, e já no próximo ano assinar os convênios, queremos colocar R$ 3 milhões como um piso para conseguir cada vez mais parceiros”, destacou.

Microcrédito
Ainda este mês, o Governo do Estado irá lançar um novo programa de microcrédito. Segundo Bruno Schwambach, o programa vai beneficiar as entidades que precisam de apoio dos bancos de fomento. “É para melhorar a qualidade dos processos, vamos dar suporte e abrir novos mercados, para induzir e trazer novos negócios para o Estado”, destacou. O governador Paulo Câmara, aponta que esse programa a ser lançado vai estimular empreendimentos novos. “É um compromisso nosso, para dar possibilidade de empreender e dar crédito aos pequenos”, disse.

Da Folha de PE

domingo, 5 de agosto de 2018

Mais empregos na safra de cana-de-açúcar deste ano

Foto: Teresa Maia/Arquivo DP
A safra da cana-de-açúcar em Pernambuco, que inicia no dia 15 de agosto, vai gerar entre 60 mil e 70 mil empregos durante o ciclo, que segue até fevereiro. A expectativa é de que haja um aumento de até 5 mil postos de trabalho em relação à safra passada, segundo estimativas do Sindicato do Açúcar e do Álcool do estado (Sindaçúcar). O incremento no número de trabalhadores está alinhado a uma perspectiva de crescimento de 12% na moagem da cana durante o período.

Presidente do Sindaçúcar-PE, Renato Cunha destaca que, dependendo das condições climáticas e mercadológicas, boa parte desses empregos pode ser mantida na entressafra. No caso do aumento na produção, ele destaca que devem ser moídas 12 milhões de toneladas de cana na safra 2018/2019,ante as 10,9 milhões da safra 2017/2018. De acordo com o presidente do sindicato, as perspectivas positivas de produção são justificadas pelas boas condições climáticas no estado devido ao aumento das chuvas, sobretudo no primeiro trimestre. No entanto, os índices registrados em junho e julho foram abaixo do esperado, mas ainda assim as perspectivas se mantêm positivas.

Os números quebram uma tendência de queda que o setor apresentou nos últimos anos e não podem ser encarados como um crescimento, segundo Renato Cunha. "Levando em consideração as últimas dez safras, a nossa média (de moagem) é de 15 milhões de toneladas. Ainda estamos muito distantes desse patamar. Apesar da melhoria agrícola em função das chuvas, temos um longo caminho a percorrer", diz. A safra 2014/2015 foi a última em que Pernambuco atingiu essa média.

O destaque da safra que está prestes a iniciar será a produção de etanol, que deve ter um crescimento de no mínimo 23%, fechando o ciclo com 400 milhões de litros. "É a maior dos últimos anos. A última vez em que a produção atingiu esse patamar foi na safra de 2009/2010", lembra Renato. Na safra passada, foram produzidos em torno de 325 milhões de litros. O crescimento da produção de etanol é justificado pela dificuldade que os produtores enfrentam com o preço internacional do açúcar, que está sendo influenciado pelo aumento da oferta do produto oriundo da Índia e Tailândia.

Com isso, os produtores que focavam exclusivamente na produção do açúcar devem migrar para o etanol. "Apesar do etanol não remunerar satisfatoriamente o produtor para que ele possa cobrir os custos de produção, há uma atratividade na produção pelo fato de haver uma procura maior por combustíveis limpos, fazendo com que a cadência (ritmo) de vendas do etanol seja melhor que a do açúcar". No caso da produção exclusiva do açúcar, o aumento em relação à safra anterior deve ser de 10%.

Do Diario de PE

terça-feira, 16 de maio de 2017

Dívida com o Programa de Desenvolvimento de Pernambuco é renegociada este mês

Imagem: Divulgação/Reprodução-Internet
As empresas que tiverem dívidas com a Secretaria da Fazenda de Pernambuco têm até o dia 31 deste mês para regularizar sua situação. As que negociarem dentro deste prazo podem conseguir descontos de 90% nas dívidas tributárias. Sancionada pelo governador Paulo Câmara, a Lei Complementar nº 356 vai beneficiar mais de 500 empresas e concede redução do crédito tributário relativo ao ICMS para as empresas beneficiadas no Programa de Desenvolvimento de Pernambuco (Prodepe).

Apesar de ter tido esse pleito atendido pelo Governo do Estado, a Federação das Indústrias de Pernambuco (Fiepe) aguarda ainda oito medidas para incentivar o setor. "Em junho de 2016, entregamos 11 reivindicações com o objetivo de melhorar a competitividade das empresas. No entanto, apenas três delas foram atendidas em um ano", explicou o consultor jurídico da Fiepe, Humberto Vieira de Melo, frisando que, em conversa com o secretário de Desenvolvimento Econômico, Raul Henry, ontem, os assuntos voltaram ao debate. 

A Fiepe pleiteia a existência ou não de capacidade de produção ociosa no setor pretendente, evitando maiores dificuldades às empresas já instaladas, e que os incentivos fiscais destinados às novas empresas que se instalarão sejam redistribuídos para contemplar indústrias que fabriquem o mesmo produto. Outra questão tem a ver com a legislação aprovada em 2016 e que só permite aos consumidores buscarem o mercado livre de gás se tiverem consumo superior a 500 mil metros cúbicos por dia. Eles alegam que a medida contraria o Ministério de Minas e Energia, que estimula o aumento da competição.

Os empresários pediram um posicionamento quanto à proposta de criação de mais um feriado que está para ser votado na Assembleia Legislativa. Apesar de reconhecer a importância da Data Magna para a história do Estado, empresários se posicionaram contra o feriado que chega para tirar mais um dia de produtividade da indústria. De acordo com Vieira de Melo, Henry ficou de analisar todas as preposições.

Da Folha de PE

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