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domingo, 14 de dezembro de 2014

Transposição do Rio São Francisco tem 68,7% das obras físicas concluídas, segundo Ministério da Integração Nacional

O Ministério da Integração Nacional divulgou balanço sobre a execução do Projeto de Integração de Bacias do Rio São Francisco, mais conhecido como Transposição do Rio São Francisco. Segundo o ministério, o projeto está 68,7% de execução física concluídas, um pouco abaixo da meta estabelecida para o fim de 2014, de 70% de execução.
Transposição do Rio São Francisco tem 68,7% das obras físicas concluídas, segundo Ministério da Integração Nacional. Foto: Brasileiros.com

Segundo a Integração Nacional, as obras da transposição estão 100% contratadas e em atividades, nos Eixos Norte e Leste, incluindo a primeira estação de bombeamento do Eixo Leste – que iniciou a fase de testes em outubro. O projeto foi iniciado em 2007, com previsão de conclusão em 2010 e custo estimado em R$ 4,2 bilhões. A obra está prevista para ser concluída em dezembro de 2015, com custo total estimado em R$ 8,2 bilhões.

De acordo com a Integração Nacional atualmente são 11 mil trabalhadores nos canteiros de obras, distribuídos nos estados de Pernambuco, Ceará, Rio Grande do Norte e Paraíba. O projeto tem 477 quilômetros de obras lineares projetadas, quatro túneis, 14 aquedutos, 9 estações de bombeamento e 27 reservatórios.

Com informações do Diário de Pernambuco

domingo, 24 de agosto de 2014

Obra da Adutora do Agreste pode ser paralisada


Um impasse entre governos federal e estadual está travando o andamento da obra da Adutora do Agreste. O repasse do convênio de R$ 1,3 bilhões entre Companhia Pernambucana de Saneamento (Compesa) e Ministério da Integração Nacional para a implantação do projeto não segue como o estado contratou. De acordo as contas da Compesa, cerca de R$ 780 milhões já deveriam ter chegado do governo federal. Só vieram R$ 314 milhões. O resultado é cerca de 800 demissões, canteiros desmobilizados, suspensão de contratos com fornecedores e um ensaio para a paralisação total. O ministério da Integração, por sua vez, garante o repasse concluído de R$ 326 milhões e que a obra está em pleno vapor.

Obra da Adutora do Agreste pode ser paralisada. Foto: Ricardo Fernandes. DP



De acordo com o presidente da Compesa, Roberto Tavares, o convênio com o ministério da integração nacional para construção da obra é validado por portaria interministerial (130/2013), que simplifica a liberação de recursos para projetos destinados a necessidades de grande proporção, como seca, enchentes, entre outros.



“O processo de repasse é de 30% mediante apresentação de contratos, depois mais 40% mediante comprovação por relatório de que a obra está sendo tocada e o restante pós-fiscalização do ministério para concluir a obra. Temos mais de 200 quilômetros de tubulações instalados. Isso representa mais de um terço da etapa em construção”, destacou Tavares. Ainda de acordo com ele, vários ofícios foram enviados para o ministério, avisando do risco de paralisação, mas sem qualquer retorno. O ministério se limitou a responder que os repasses são feitos de acordo com a execução da obra.



Outro agravante para a celeridade do projeto é o fornecimento de tubulações. A Saint-Gobain, que possui contrato de mais de R$ 500 milhões com a Compesa, estava importando de unidades industriais da Alemanha e da Espanha porque a fábrica brasileira não atendia a demanda. Com a falta de dinheiro, a Saint-Gobain suspendeu as importações. 



“Depois de uma reunião complicada, conseguimos voltar a receber as encomendas, mas em volume de 50% da nossa necessidade”, contou Roberto Tavares. A Adutora prevê atender mais de 70 cidades e 80 distritos do Agreste, região de pior balanço hídrico do estado. O investimento total passa de R$ 2 bilhões.



A obra terá 1,3 mil quilômetros e capacidade para captar 4 mil litros de água por segundo através do Ramal do Agreste, que deriva do Eixo Leste da Transposição do Rio são Francisco. Apesar da representatividade da Transposição, a adutora tem parcial operação viável. “É possível atender algumas cidades em colapso, por exemplo, utilizando água dos poços de Tupanatinga e Jatobá e da barragem Pedro Moura. Porém, a obra que já teve 1.100 pessoas trabalhando, hoje tem 300 pessoas em atuação. Eram 20 frentes de trabalho e atualmente são apenas três, com as estações de tratamento e elevatória completamente paralisadas”, ressaltou.


Fonte: Diário de Pernambuco

sábado, 19 de julho de 2014

Transposição do Rio São Francisco corre o risco de ficar para 2016

Um representante do Ministério da Integração Nacional admitiu à BBC Brasil que existe a possibilidade que a obra de transposição do rio São Francisco, cuja previsão de conclusão é de até 2015, só termine em 2016.

BBC Brasil percorreu centenas de quilômetros de canais no Sertão. 

Frederico Meira, Coordenador Geral de Acompanhamento e Fiscalização de Obras do Ministério da Integração Nacional, fez a afirmação em Salgueiro, cidade no sertão pernambucano, durante a realização de uma série de reportagens sobre a obra.

Meira disse que o prazo de conclusão para dezembro de 2015 é "factível e real", mas admite que pode haver mais atrasos.

"Vamos dizer que a gente tenha um nível de chuva, como que a gente teve neste ano, no próximo ano. Se a gente mantiver, certamente compromete o ritmo da obra", disse.

Questionado se as obras poderiam então se arrastar para 2016, reconheceu o risco.
"Pode acontecer, mas num intervalo pequeno de um, dois ou três meses, não mais do que isso. Mas infelizmente pode acontecer", afirmou.

Missão complexa


Frederico Meira diz que prazo de 2015
depende de condições climáticas.
Meira vive no Recife, mas passa a maior parte do tempo no sertão vistoriando as obras. Ele defende o cronograma da transposição e diz que as imagens frequentemente publicadas na imprensa, mostrando canais supostamente abandonados, não condizem com a realidade das metas de execução, que o governo diz estarem dentro do previsto.

"Nós temos várias empresas operando em vários lotes. É normal ter essas lacunas, esses espaços que não foram ainda concluídos entre esses lotes. Mas em algum momento essas obras se encontram", diz.
Lançada em 2007, as obras da tranposição devem levar água a 12 milhões de nordestinos, segundo as previsões oficiais. O primeiro prazo dado pelo governo foi ousado - 2010.

Mas os obstáculos encontrados pelo caminho acabaram atrasando as obras e mostraram que transpor o sertão era uma empreitada muito mais complexa do que se previa.

Na Fundação Joaquim Nabuco, no Recife, o pesquisador João Suassuna, um dos críticos mais ácidos da transposição, diz que "os atrasos mostram falta de planejamento do governo".

"Havia outras opções mais baratas à transposição. Mas nesse momento eu só posso torcer pelo sucesso da transposição, depois de tantos bilhões gastos", diz.

A previsão de custo inicial era de R$ 4,8 bilhões. Quando for concluída, a transposição terá custado aos cofres públicos mais de R$ 8 bilhões.

Clique aqui e leia o que o Governo Federal diz sobre os atrasos da Transposição

Fonte: BBC



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