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segunda-feira, 15 de fevereiro de 2016

Itep lança edital com 11 vagas para incubação e 5 para pré-incubação no Recife

Imagem: Divulgação/Reprodução
O Instituto de Tecnologia de Pernambuco (Itep) lançou, hoje (15), o Edital Incubatep 2016, com 11 vagas para incubação e cinco vagas para pré-incubação na Incubadora de Empresas de Base Tecnológica de Pernambuco (Incubatep). O edital, disponível no site www.itep.br, é voltado a empreendedores – pessoas físicas ou jurídicas – interessados em incubar novos negócios de base tecnológica na Incubatep.

As áreas de atuação de maior interesse do programa de incubação do Itep são Tecnologias Ambientais, Agronegócios, Tecnologias na área de Saúde (bioengenharia, engenharia médica); Engenharia de Alimentos/resíduos agrotóxicos; Energias alternativas; Eletroeletrônica; Mecatrônica; Metalmecânica; Design, prototipagem, modelagem; Engenharia Civil; Tecnologias da Informação e Comunicação relacionadas com as áreas de interesse; e produtos/processos nas áreas de interesse dos novos empreendimentos em instalação em Pernambuco.

Os interessados em participar do programa de incubação do Itep devem efetuar a inscrição até o dia 21 de março, que também é a data limite para a apresentação dos projetos, os quais devem seguir um modelo pré-definido disponível no site www.itep.br/incubatepsis/. A taxa de inscrição é de RS 70,00. Os projetos enviados serão avaliados no período de 25 a 28 de março e os candidatos serão convocados para apresentação oral nos dias 29 e/ou 30 de março.

Os futuros empreendedores participarão de treinamento e reunião no dia 8 de março com o objetivo de conhecer as informações básicas acerca do programa de incubação de empresas. Também no dia 8 será realizada uma oficina de desenvolvimento de projetos para incubação. O resultado dos projetos aprovados será divulgado a partir do dia 31 de março.

OPORTUNIDADES - O programa de incubação de empresas do Itep visa apoiar empreendedores no desenvolvimento de inovações e estimular a agregação de valor ao empreendimento convencional, de forma a incorporar diferencial tecnológico em relação à concorrência, proporcionando oportunidades de negócios com perspectivas mercadológicas. Os empreendimentos incubados terão acesso a serviços adicionais como assessorias técnicas, capacitação, consultoria e participação em eventos.

domingo, 6 de dezembro de 2015

Porto Digital é eleito o melhor parque tecnológico do Brasil

Imagem: NE10
O Porto Digital conquistou novamente o título de melhor parque tecnológico do país. O anúncio foi feito pela Anprotec (Associação Nacional de Entidades Promotoras de Empreendimentos Inovadores), na manhã da última quinta-feira (3). Essa é a terceira vez que o polo pernambucano, que completa 15 anos de atividades em 2015, é homenageado no Prêmio Nacional de Empreendedorismo Inovador: as outras duas foram em 2011 e 2007.

A Anprotec escolheu o Porto Digital, na categoria Parque Científico e Tecnológico, por sua atuação nos eixos de software e serviços de Tecnologia da Informação e Comunicação (TIC) e Economia Criativa (EC), nos segmentos de games, multimídia, cine-vídeo-animação, música, fotografia e design.

"Estamos muito satisfeitos com o reconhecimento dado pela terceira vez pela Anprotec", ressalta Guilherme Calheiros, diretor de Inovação e Competitividade Empresarial do Porto Digital. "Nosso trabalho foca no desenvolvimento tecnológico e econômico do estado de Pernambuco e do Brasil, sendo gratificante perceber que nossas atividades são percebidas por uma entidade de porte nacional como a Anprotec", conclui o executivo.

O Porto Digital é fruto de uma ação coordenada entre governo, academia e empresas, conhecido como modelo "Triple Helix", propiciando o ambiente necessário para transformar o parque tecnológico em um dos principais ambientes de inovação do país. O formato atraiu empresas de vários portes, que compõem o ecossistema polo: startups, micro e pequenas empresas e também grandes corporações, como as multinacionais IBM e Accenture.

Reconhecido por sua territorialidade singular, o polo é um parque urbano instalado no centro histórico do Bairro do Recife, expandido para bairros vizinhos, totalizando uma área de mais de 149 hectares. A região, antes degradada e de pouca importância para a economia local, vem sendo requalificada de forma acelerada em termos urbanísticos, imobiliários e de recuperação do patrimônio histórico edificado. Desde a fundação do Porto Digital, já foram mais de 50 mil metros quadrados de imóveis históricos restaurados.

Fundado há quinze anos, o parque tecnológico abriga 259 empreendimentos, organizações de fomento e órgãos de governo e cerca mais de 8 mil colaboradores. O parque também opera na cidade de Caruaru, localizada no Agreste Estado de Pernambuco, com o Armazém da Criatividade, ambiente de inovação voltado para o principal setor da região, a produção têxtil.~

Com informações do Governo de PE

sexta-feira, 4 de dezembro de 2015

Itep/Itac seleciona quatro projetos para incubação em Caruaru

Imagem: Itep/Facebook
O Instituto de Tecnologia de Pernambuco (Itep) divulgou hoje (4) o resultado da seleção de novos empreendedores para a Incubadora Tecnológica do Agreste Central (Itac), que funciona nas dependências do Centro Tecnológico do Agreste (CT Moda), em Caruaru. Foram aprovados quatro projetos para participar do programa de incubação do Itep, classificados nas duas modalidades de incubação. Na modalidade Incubação Residente, foram aprovados os projetos Armazém 93 e Vitalino; e na modalidade Pré Incubação, os projetos Okey e Grupo A&M.

O edital de incubação foi lançado no dia 23 de outubro de 2015 e a seleção se deu ontem (3). Houve 13 projetos inscritos no sistema, dos quais dois não compareceram à apresentação. Os projetos foram diversificados, de diversas áreas do conhecimento abrangendo como serviços ambientais, de tecnologia da informação e plataformas educacionais.

Os projetos partiram de iniciativas de alunos de diversas instituições de ensino superior de Caruaru e da região advindos da UFPE, Uninassau, Unifavip Devry, IFPE Belo Jardim e Fafica, concorrendo às vagas disponíveis na incubadora. A banca de avaliação foi formada por Lavoisiene Rodrigues de Lima, da Unifavip Devry; Wellington Marinho Falcão, do Sebrae Unidade Caruaru; Patrícia Takako Endo, da Universidade de Pernambuco (UPE); e Geraldo Magela, gerente do programa de incubação do Itep.

A Comissão de Avaliação levou em consideração para a aprovação dos projetos critérios como: caráter inovador ou de diferencial do projeto em relação ao mercado; qualidade do projeto, levando em conta os resultados econômicos e sociais envolvidos; exequibilidade do projeto, incluindo viabilidade financeira; qualificação profissional, técnica e empreendedora dos proponentes do projeto; especificação das contrapartidas (recursos financeiros, humanos, material, etc.).

segunda-feira, 26 de outubro de 2015

Itep/Itac oferece cinco vagas para novos empreendedores em Caruaru

Imagem: Itep/Facebook
Empreendedores do Agreste podem concorrer a cinco vagas que estão abertas na Incubadora Tecnológica do Agreste Central (Itac), unidade que integra o programa de incubação de empresas do Instituto de Tecnologia de Pernambuco (Itep). As inscrições poderão ser feitas de amanhã (23) até o dia 29 de novembro, no site do Itep (http://www.itep.br/incubatepsis/), ambiente em que os futuros empreendedores também vão descrever seus projetos. Das cinco vagas, duas são para incubação não residente, duas para pré-incubação e uma para incubação residente. A Itac funciona no Centro Tecnológico da Agreste (CT Moda), em Caruaru.

As propostas enviadas serão analisadas por uma comissão composta por técnicos do Itep e de instituições parceiras do programa de incubação. No dia 3 de dezembro, haverá apresentação oral dos projetos por parte dos responsáveis. A divulgação do resultado ocorrerá no dia 4 de dezembro, no site do Itep.

Os incubados ficam por um período de dois anos no ambiente de incubação. A Itac tem como objetivo apoiar empreendedores no desenvolvimento de inovações e/ou estimular a agregação de valor ao empreendimento convencional, de forma que incorpore diferencial tecnológico em relação à concorrência, proporcionando oportunidades de negócios com perspectivas mercadológicas.

As áreas estratégicas consideradas para este edital são: Vestuário, Moda; Design, prototipagem, modelagem; Engenharia Civil; e Tecnologias da Informação e Comunicação.

quarta-feira, 22 de julho de 2015

Itep lança Edital Incubadora do Pajeú 2015 com 11 vagas para novos empreendedores

Imagem: Divulgação / Reprodução
O Instituto de Tecnologia de Pernambuco (Itep), por meio da Incubadora de Empresas de Base Tecnológica do Pajeú (Incubadora do Pajeú), abriu edital para disponibilizar 11 vagas para novos projetos empreendedores em Serra Talhada. Das 11 vagas, três são para a incubação residente, quatro para pré-incubação e quatro para incubação não residente. A Incubadora do Pajeú funciona no Centro Tecnológico do Pajeú, Av. Custódio Conrado, nº 600, AABB, Serra Talhada. O edital está disponível no site do Itep (www.itep.br).

Os projetos deverão ser apresentados conforme modelo eletrônico encontrado no site (http://www.itep.br/incubatepsis/) até o dia 31 de agosto. A apresentação dos projetos pelos responsáveis ocorrerá no dia 3 de setembro e a divulgação dos resultados no site da instituição no fia 7 de setembro.

PRÉ-INCUBAÇÃO – Em função do estágio de desenvolvimento do projeto apresentado, por decisão da Comissão de Avaliação, o empreendimento a ser incubado poderá ser enquadrado na modalidade de pré-incubação, desde que sejam identificadas as viabilidades técnica, mercadológica e financeira, bem como no que se refere aos indicadores de grau de inovação do empreendimento. A pré-incubação permite que o empreendimento permaneça incubado, em ambiente compartilhado, por um período de seis meses na referida modalidade. O empreendimento poderá ser admitido na modalidade da incubação após nova avaliação técnica.


Os incubados ficam por um período de dois anos no ambiente de incubação. A Incubadora do Pajeú tem como objetivo apoiar empreendedores no desenvolvimento de inovações e/ou estimular a agregação de valor ao empreendimento convencional, de forma que incorpore diferencial tecnológico em relação à concorrência, proporcionando oportunidades de negócios com perspectivas mercadológicas.

Com informações da Assessoria de Imprensa

segunda-feira, 6 de julho de 2015

Marco Pernambucano da Moda abre seleção para novos incubados. Inscrições se encerram nesta terça-feira (07)

(Foto: Ytallo Barreto/ Divulgação)
A incubadora do Marco Pernambucano da Moda está com seleção aberta para empreendedores – sejam pessoas física ou jurídica – que desejem participar do novo programa de incubação do equipamento. Neste ano serão disponibilizados 25 vagas para projetos de negócios ligados a diversos segmentos da moda, que vão desde Confecção até os serviços de promoção da área, como Fotografia, Produção de Moda, Design Gráfico, entre outros.

O programa é totalmente gratuito. Ao longo dos 11 meses previstos para a duração do processo de incubação, os selecionados terão à sua disposição um portfólio de serviços de consultoria, assessoria e capacitação em: gestão empresarial, desenvolvimento de produto, tecnologia da produção e marketing e comercialização. Além disso, poderão utilizar da infraestrutura oferecida pelo Marco, composta por estações individuais de trabalho, conexão banda larga, salas de reunião, suporte administrativo e laboratórios avançados de tecnologias para desenvolvimento de produtos e produção nas áreas selecionadas.

Para participar do processo seletivo, o interessado deve acessar o site do Núcleo Gestor da Cadeia Têxtil de Pernambuco (NTCPE), www.ntcpe.org.br, e fazer o download da Ficha de Inscrição, que deve ser preenchida e encaminhada para o e-mail ntcpe@ntcpe.org.br até às 23:59h do dia 07 de julho. O documento, assim como a Chamada Pública e os demais anexos referentes ao Programa de Incubação 2015-2016 do Marco Pernambucano da Moda estão disponíveis na seção ‘Transparência: Editais e Documentos’ do site do NTCPE.

Podem participar da seleção pessoas que residam, tenham ou participem de empresa domiciliada no Estado de Pernambuco; que tenham disponibilidade de dedicação mínima de 20 horas semanais ao negócio incubado; pessoas físicas (individualmente ou em grupo) e pessoas jurídicas, organizações empresariais, mesmo que não estejam formalmente constituídas no momento da apresentação da proposta.

“O programa visa capacitar pessoas e empresas que estão iniciando, ajudando-as a ter uma sustentabilidade nos seus negócios. O principal objetivo da incubação é que este projeto se transforme num negócio”, explicou o diretor de Gestão Estratégica do NTCPE, Fredi Maia.

Com informações da SDEC PE

domingo, 28 de junho de 2015

Itep aprova quatro projetos para incubação e seis para pré-incubação na Incubatep

 Foto:  Itep/Facebook
O Instituto de Tecnologia de Pernambuco (Itep) divulgou na última quinta-feira (25) o resultado do edital de seleção de projetos para a Incubadora de Empresas de Base Tecnológica de Pernambuco (Incubatep), tendo sido selecionados quatro novos projetos para incubação e seis para pré-incubação. A seleção foi feita por uma comissão de avaliação constituída pelo gerente da Incubatep, Geraldo Magela, Gilca Sobral (Facepe), Sueli Cavalcanti (Sebrae), Amando Guerra (T-Med) e Marcos Gomes (Itep).

Os aprovados para incubação são: Ambrose Technology, Buyttle, Termômetro Clínico WiFi e Descarte EE. Já os aprovados para pré-incubação foram: RD Creative Entertainment, Fraldas Bio, SAM 192, Compensação de Reativos em Sistemas Elétricos por Reatores Saturados, Sistema de Proposta de Intervenção Direta na Evasão e Onbike. Ao todo, foram inscritos 22 projetos inscritos, dos quais 17 projetos foram submetidos à avaliação.

REUNIÃO – A primeira reunião com os representantes dos projetos aprovados ocorrerá no dia 1º de julho, às 14h, na sede do Itep, Bloco C (Incubatep), para que tenham conhecimento sobre a documentação necessária, a indicação das salas, e informações gerais do processo de incubação.

Os projetos não habilitados receberão, posteriormente, contribuições da Comissão de Avaliação e da equipe da incubadora para aperfeiçoamento de pontos observados nos projetos.

RESUMOS DOS PROJETOS APROVADOS:

INCUBAÇÃO

Ambrose Technology
A equipe desenvolverá equipamento que visa diminuir os custos significativos dos clientes, seja através da vigilância ou de zoneamento e mapeamento.
Buyttle
O Buyttle surge com a ideia de trazer diversão ao modelo tradicional de compra no varejo e visa preencher uma lacuna no mercado de games: o público adepto dos jogos mais casuais.
Termômetro Clínico WiFi
O TCW é um termômetro clínico que agrega capacidade de processamento e comunicação sem fio.
Descarte EE
Criar uma comunicação direta entre o coletor e gerador de resíduos, fazendo o cálculo de rota do coletor de tal forma que o coletor conheça as informações dos resíduos a ser coletado (hora, local).

PRÉ-INCUBAÇÃO
RD Creative Entertainment
A RD Creative Entertainment é uma empresa voltada para a criação de entretenimento de qualidade. Ela atua nas seguintes áreas: Outsourcing: Terceirização de serviços de arte 3D (modelagem, rigging e animação) para jogos, vídeos e peças publicitárias.
Fraldas Bio
Desenvolver fraldas descartáveis biodegradáveis com design atrativo, hipoalergênicas.
SAM 192
Utilização da tecnologia de sistemas de informações geográficas associadas à base de dados dos operadores de sistemas.
Compensação de Reativos em Sistemas Elétricos por Reatores Saturados
Elaboração de anteprojetos executivos e produtos dos reatores saturados e equipamentos associados.
Sistema de Proposta de Intervenção Direta na Evasão
Monitoramento da evasão e cálculo da probabilidade .
Onbike
O projeto Onbike possui foco em incentivar a população ao ciclismo urbano.

Com informações da Assessoria de Imprensa

segunda-feira, 29 de setembro de 2014

Anprotec: 'As incubadoras precisam investir nas empresas que já deram certo'

Para a presidente da Anprotec, Francilene Garcia, as incubadoras precisam selecionar melhor negócios e apostar naqueles que têm maior potencial de se tornar grandes

Francilene Garcia, presidente da Anprotec (Foto: Fabiana Pires / Divulgação)

Neste ano, o Seminário Nacional de Parques Tecnológicos e Incubadoras de Empresas comemorou um data importante. Em sua 24ª edição, realizada em Belém (PA), o evento marca 30 anos desde que a primeira lei de incentivo aos parques tecnológicos foi criada. De lá para cá, o cenário empreendedor brasileiro mudou um bocado – e os ambientes das incubadoras e parques tiveram de mudar também. “O espaço físico deixou de ser o principal atrativo. Hoje, tudo funciona na nuvem, e o empreendedor pode trabalhar e ter seu negócio em qualquer lugar. Tivemos de nos adaptar e oferecer outros estímulos”, diz Francilene Garcia, presidente da Anprotec (Associação Nacional de Entidades Promotoras de Empreendimentos Inovadoras), realizadora do evento junto com o Sebrae.

O desafio, no entanto, continua o mesmo: fazer com que os produtos e os processos criados nesse cenário estejam alinhados com as demandas do mercado. “Precisamos estar num crescente de gerar soluções que resolvam produtos reais. Para isso, temos de selecionar as melhores empresas e dar as melhores condições para elas crescerem”, afirma. A meta de Francilene é ambiciosa: “40% do PIB da China é gerado por negócios que estão ou saíram de incubadoras e parques. Queremos olhar para os próximos 30 anos e ver que somos responsáveis por uma parte significante do PIB brasileiro”.

Confira abaixo a entrevista exclusiva da presidente Anprotec a Pequenas Empresas & Grandes Negócios.

Nos últimos 30 anos, o perfil do empreendedor brasileiro se alterou muito. Quais foram as principais mudanças a que as incubadoras tiveram de se adaptar?

Para começar, o empreendedor atual não demanda mais um espaço físico diferenciado das incubadoras. Nos anos 1980, a importância desse espaço era muito grande, o negócio dependia disso para funcionar. Hoje, a conectividade está na nuvem. Os espaços, então, passam a se tornar importantes para encontros e networking, mas não são mais críticos para o funcionamento do negócio. Outro ponto é que essas estruturas precisam facilitar o contato dos empreendedores com instituições que estimulem o desenvolvimento do negócio, como as universidades e os investidores. Nossas incubadoras tiveram de aprender a fazer isso. O empreendedor de hoje não pode mais esperar a chamada de um edital de recursos públicos das agências de fomento, ele precisa ter outras formas de alimentar seu negócio financeiramente – como o capital semente, que não tínhamos há 30 anos. Além disso, atualmente, é importantíssimo que tenhamos caminhos mais fáceis para a internacionalização dos negócios desenvolvidos.

Por que a  internacionalização é uma das prioridades e o que tem sido feito nesse sentido?

Mesmo que uma empresa não queira vender para fora, ela tem de estar inserida numa plataforma de internacionalização para saber lidar com meus competidores no mercado local. A cada ano, a gente procura ambientes de referência e ações internacionais que podemos trazer para cá. Em 2014, realizamos dez missões internacionais, com seis empresas. 

A senhora pode exemplificar um dos resultados dessa missão?

Trouxemos para cá o conceito de inovação cruzada, que está sendo muito usado na Espanha e na Bélgica. Inovação cruzada é quando você analisa a cadeia de produção de um setor e passa a usar os mesmos processos em outro setor. Por exemplo, analisar como podemos levar alguns dos processos de produção da indústria de couro e calçado para outras áreas da moda. É algo que transborda de um segmento para outro. Nesse caso, as incubadoras seriam os agentes promotores dessas mudanças tecnológicas. Ainda neste ano, vamos escolher cinco projetos piloto para criar uma operação concreta em 2015.

Quais são os principais desafios para a inovação hoje?

O maior desafio é o mesmo de 30 anos atrás: conseguir fazer com que os centros de produção e desenvolvimento tenham um alinhamento maior com as demandas de mercado. De nada adianta gerar empresas com doutores e mestres se essas empresas não estiverem criando produtos que o mercado demanda. Não adianta falar que o percentual de produção científica aumentou se o nosso número de patentes ainda é muito baixo. O número de patentes é um termômetro que mede o quanto do conhecimento desenvolvido em universidades e centros de pesquisa está sendo aplicado na indústria e nos setores produtivos. Precisamos estar num crescente de gerar produtos e processos que resolvam demandas reais. Por isso, temos de selecionar as melhores empresas e dar melhores condições de elas crescerem.

Para fazer isso, é melhor aumentar o número de empresas incubadas ou mudar a maneira de investir nas que já estão incubadas?

É preciso investir de um jeito diferente nas que já deram certo. Não é preciso apostar em uma centena de negócios, apostando que um vingue. Temos de investir em um conjunto menor das que têm maiores chances de dar certo. Queremos sair do “bonsai” dos pequenos negócios e criar uma floresta de empresas maiores, que gerem impacto no PIB. Na China, as empresas em parques tecnológicos são responsáveis por 40% do PIB. Tudo isso por conta de uma política sistemática de investimento em negócios que deram certo. Queremos olhar para as próximas três décadas e ver isso no Brasil.

O que deve mudar no ano que vem, com a nova lei da micro e pequena empresa, a universalização do Simples?

Devemos ter novos entrantes no ambiente e temos de estar preparados para isso. Será uma enxurrada de profissionais liberais que abrirão sua própria empresa e passarão a circular ao redor das incubadoras. É uma mudança que teremos de acompanhar.

E quanto às eleições? O que a Anprotec espera dos principais candidatos?

Esperamos que os ambientes de inovação possam ser cada vez mais considerados plataformas centrais de transformação desse país. Enxergamos que, para o Brasil deixar de ser um mero exportador de commodities e se tornar um país que gera tecnologia, é preciso que essa estratégia passe pelos ambientes de inovação.

Não queremos ver retrocessos no que já conseguimos. Pelo contrário, queremos avançar. Queremos avançar na legislação, em questões que ainda estão emperradas, como é o caso do regime de compras. O Brasil precisa comprar tecnologia de suas empresas também. Além disso, queremos avançar na irrigação dos sistemas de fomento, que hoje são descentralizados, com o governo federal colocando uma parte do investimento, e o estado, outra. Sobretudo, não queremos que o valor desses recursos diminua, mas aumente e que se tornem cada vez mais impactantes. 

Fonte: Pequenas Empresas & Grandes Negócios

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