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quinta-feira, 1 de novembro de 2018

Supermercados preveem alta de 10% nas vendas de produtos natalinos

Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil
Um levantamento feito pela Associação Brasileira de Supermercados (Abras) junto a 102 empresas do setor indicam melhora na estimativa de vendas de produtos natalinos em 2018, na comparação com o ano anterior. Os dados do Departamento de Economia da Abras indicam que as vendas desses produtos do devem crescer 10,27% neste ano, ante uma projeção de 8,34%, em 2017. As consultas foram feitas entre 4 de setembro e 5 de outubro.

Na avaliação do presidente da Abras, João Sanzovo Neto, os empresários estão mais otimistas quanto à possibilidade de aumento do consumo nessa época, com base na leve recuperação do emprego e do poder aquisitivo diante de uma inflação mais controlada.

A maioria dos supermercadistas (66%), no entanto, manteve o mesmo nível de encomendas do ano passado. Apenas 18% apostaram em vendas superiores às de 2017. Pela projeção, entre os itens que deverão ser mais procurados estão o vinho importado e o panetone, seguidos de refrigerante, carne bovina, cerveja e frango congelado. Para promover o escoamento dos produtos, várias lojas trabalham com estratégias como degustação, promoção e brindes.

Ainda de acordo com as expectativas, as frutas nacionais deverão ter uma saída 11,38% maior do que no Natal do ano anterior e também acima do estimado em relação às frutas secas (9,7%). No segmento de carnes, espera-se alta de 11,91%. Já para pescados, as vendas de peixes frescos devem aumentar 11,25%; de pescado congelado, 9,1%; e do bacalhau 8,85%.

O setor também acredita que, em 2018, a procura por produtos importados deve ter um incremento de 6,92%, ante uma estimativa de 5,83%, no ano passado. Como o dólar em alta, principalmente, no período pré-eleitoral, as projeções indicam preços mais elevados para itens importados. Na média, o consumidor deverá pagar 10% mais por esses produtos.

Fora da lista de alimentos, as previsões mostram alta de 10% nos eletrônicos e de 8,27% nos brinquedos.

De acordo com a sondagem da Abras, houve aumento na proporção de empresários com intenção de contratar empregados temporários nas funções de operador de caixa, repositor, empacotador e entregador. Do total entrevistado, 33% disseram que vão ampliar esses postos de trabalho ante 23%, em 2017. A estimativa é de que sejam abertas entre 11 mil e 14 mil vagas.

Da Agência Brasil

segunda-feira, 30 de janeiro de 2017

Vendas dos supermercados crescem 1,58% em 2016, de acordo com ABRAS

Imagem: Divulgação/Reprodução
Os supermercados registraram em 2016 alta de 1,58% em valores reais nas vendas, na comparação com o ano anterior. O Índice Nacional de Vendas foi divulgado hoje (30) pela Associação Brasileira de Supermercados (Abras). Para o ano de 2017, a previsão de crescimento é de 1,3%, segundo a Abras.

A associação informou também que as vendas em dezembro de 2016 apresentaram alta de 20,89% na comparação com novembro do mesmo ano e alta de 2,23% em relação ao mesmo mês do ano anterior, impulsionado pelas compras de Natal e réveillon.

A cesta de produtos Abrasmercado, composta por 35 produtos mais consumidos nos supermercados, registrou alta de 0,5%, passando de R$ 480,69 para R$ 483,10 em dezembro de 2016. No acumulado do ano, a cesta apresentou alta de 10,03%.

Da Agência Brasil

terça-feira, 6 de maio de 2014

Supermercados vão vender consórcios de veículos, de acordo com o Presidente da Abras

Foto ilustrativa Supermercado. Foto: Procon PR

Junto com a feira de alimentos do lar, um consórcio para carro. A venda do produto financeiro dentro das lojas de supermercado é uma novidade que poderá ser vista a partir deste ano pelos consumidores.

Fernando Yamada diz que o setor
 foi procurado
pelas companhias
do sistema financeiro.
Foto: Mirella Falcão/DP/D.A Press
De acordo com o presidente da Associação Brasileira de Supermercados (Abras), Fernando Yamada, o setor foi procurado pelas companhias do sistema financeiro devido ao grande fluxo de consumidores dentro dos supermercados. 

"Os produtos bancários são hoje produto de prateleiras, como consórcios, seguros e até venda de passagens. Está sendo boa opção pros clientes", comenta Fernando Yamada. Conforme antecipa o executivo da Abras, seriam instalados nos supermercados quiosques para a venda dos consórcios. "Principalmente de motos. Outro foco são os carros populares", detalha Yamada. 

Segundo o presidente da Associação Paulista de Supermercados (Apas), João Galassi, novos sonhos de consumo passaram a concorrer no bolso do brasileiro, como smartphones, a casa própria e os automóveis. "A iniciativa é uma maneira de reagir a esse cenário."

Pessimismo

O pessimismo atingiu 50% dos supermercadistas em março deste ano, de acordo com um estudo realizado pela Abras. Segundo João Galassi, os fundamentos que sustentavam o consumo já dão sinais de fraqueza. "O bolsa família atingiu estabilidade no número de beneficiários. A renda e o desemprego começam a desacelerar. E ainda observamos o crescimento da inflação, elevando o peso do abastecimento no orçamento", comenta o presidente da Apas. 

A expectativa do setor é que o governo aumente os investimentos em infraestrutura. "Assim a gente iria depender menos do consumo das famílias, beneficiando-se da geração de renda", comenta Galassi.


Fernando Yamada também reclama da estabilização do crédito ao consumidor. "Houve um aumento do endividamento, que inclusive afetou o consumo das famílias. Mas acredito que já se estabilizou. Esperamos que o mercado volte a ampliar a oferta de crédito ao consumo, que ainda é muito pequena no Brasil se comparada a outros países", defende o presidente da Abras. 

O setor apresentou o resultados do ano passado. Em 2013, os supermercados registraram faturamento de R$ 272,2 bilhões, crescimento real de 6,1% frente aos R$ 242,9 bilhões em 2012. O crescimento de lojas foi de apenas 0,4%, passando de 83,5 para 83,9 mil pontos de venda no país. O nível de emprego no setor também aumentou de 1.724.062 para 1.782.423. 

Fonte: Diário de Pernambuco

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